10 de jul de 2017

VILETALE - From the Depths ov the Mind (EP)


2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 8,0/10,0

Tracklist:

1. Innsmouth
2. Shattered Existance
3. Reign Upon Ulthar
4. Chant of the Mountain
5. O Espasmo e a Sabedoria
6. Tentacle God
7. Arise, O Guardian


Banda:


Bruno Jankauskas - Vocais, guitarras
Alan Ricardo - Guitarras
Filipe Oliveira - Baixo
Matheus Lunge - Bateria

Convidados:

Renê Sant’Anna - Vocais
Bruno Parucker - Vocais
Christopher Abel - Vocais


Contatos:

Site Oficial: 
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Instagram: 
Assessoria: http://roadie-metal.com/press/viletale/ (Roadie Metal Press)


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


A literatura de horror fantástico criada por H.P. Lovecraft, ou seja, os mitos de Cthulhu e outros Anciãos adormecidos na Terra são algo tentador demais para bandas de Metal, e muitas dedicam seus esforços líricos e musicais para transcrever a obra caótica do mestre para o âmbito Metal (sinto muito, mas dificilmente outro estilo musical poderia ter os elementos necessários para tanto). No Brasil o quarteto VILETALE, de Blumenau (SC) se dedica a isso, e mostra em seu segundo EP, “From the Depths of the Mind” toda sua criatividade musical e lírica.

O quarteto tem por estilo uma forma brutal e bem agressiva de se fazer Death Metal, se diferenciando por usar elementos de Black Metal e Doom Death Metal para criar uma identidade musical. Óbvio que o grupo ainda pode render mais, ainda se mostra imaturo em relação ao que podem produzir, mas já estão no caminho certo.

É uma questão de tempo até o VILETALE virar uma monstruosidade em termos de Metal extremo.

A produção e mixagem de “From the Depths ov the Mind” é de Roberto de Lucena. Está bruto e pesado, bem dentro do que a banda precisa para que sua música ganhe vida. Só está crua demais, e poderia ser um pouco mais polida, embora essa crueza tenha dado um enfoque mais artesanal. Mas a banda merece mais, especialmente em termos de timbragem de guitarras e bateria (estão bons, mas poderiam ser ainda melhores). A arte, focada em tons escuros de verde, dão toda a aclimatação necessária ao terror de suas letras e agressividade de sua música.

Bruto e agressivo até os ossos, mas com uma técnica muito boa no que tange os instrumentos, o trabalho musical do VILETALE é muito bom, sangra em vitalidade e energia. Um pouquinho mais de amadurecimento e eles serão enormes, pois mesmo imaturos, o talento deles é inegável.

Melhores momentos do EP:

“Shattered Existance” - Com um jeitão bem tradicional em termos de Death Metal, até mesmo com toques de Grindcore, conforme a canção vai evoluindo, percebe-se um talento incrível em termos de arranjos. Boas mudanças de andamento, com baixo e bateria mostrando peso, coesão e técnica muito bons.

“Reign Upon Ulthar” - Mais enfoque no peso e em uma agressividade densa e andamento mais lento, é uma música rica em termos de vocais, com alguns elementos à lá CANNIBAL CORPSE e SUFFOCATION aqui e ali.

“Tentacle God” - Aqui, novamente vemos a essência do Death Metal inglês como principal influência, embora exista uma diversidade interessante de elementos criando momentos muito bons. Destaque para o trabalho das guitarras, que estão muito bem (e reparem em alguns momentos mais Progressivos que surgem aqui e ali).

“Arise, O Guardian” – Esta é uma canção mais longa, grandiosa e cheia de belíssimos arranjos musicais. Nos momentos mais lentos, se percebe como baixo e bateria está ótimos, além dos riffs estarem muito bem; e mesmo nos mais progressivos, se percebe como os vocais assentam bem na base instrumental. Mesmo alguns teclados surgem para dar um toque sombrio essencial ao trabalho do quarteto.

O VILETALE é uma banda cheia de potencial, que pode ir longe demais. Mas por agora, ouçamos “From the Depths ov the Mind” e aproveitemos, enquanto “Suicide of Dei” (terceiro EP da banda, previsto para breve) não chega. Até “Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn”!!!

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