29 de mai de 2013

Shadows Legacy - Rage and Hate (EP)

Independente - Nacional
Nota 9,0/10


Por Marcos Garcia

Fazer Heavy Metal tradicional ainda é uma arte, já que por mais que ele esteja batido e tocado, não cansa nunca nossos ouvidos, especialmente quando o grupo que o executa é bom. Não é necessário recriar o fogo, apenas fazer algo com vida e personalidade. E isso os caras do SHADOWS LEGACY, de Campo Grande (MS) sabem fazer e convencer, pois seu novo EP, 'Rage and Hate', é um elixir para nossos ouvidos e coração cansados.

Sem firulas, sem rótulos, sem técnica exacerbada, mas Metal tradicional direto na veia, com boas doses de melodia e agressividade na medida certa, numa linha que lembra bastante a NWOBHM, especialmente bandas como IRON MAIDEN e SATAN, nada realmente novo, mas que se danem as malditas inovações, oras! Para ser bom, não é necessário compreender a Teoria das Super-Cordas ou reinventar a roda!

Vocais bem postados, guitarras com bons riffs e solos na medida certinha, baixo na linha de Steve Harris (e isso não é pouco), bateria com peso e técnica justos, sem abrir espaços no som da banda. 

A produção do EP foge daquilo que é datado, e investe em recursos modernos, deixando o trabalho fluindo bem, com peso e energia nas doses certas, sem deixar nada se sobrepor ou ficar excessivo. A arte é simples, e apresenta o trabalho do quinteto de forma satisfatória.

As quatro faixas do EP são muito boas e fazem o coração de bangers veteranos bater mais forte, bem como dos mais jovens que buscam boas novidades. 'Rage and Hate' abre com um belo dedilhado de guitarras limpas, e logo vira aquela tijolada à lá NWOBHM seca com velocidade moderada, vocais muito bons e guitarras esbanjando energia; 'We are the Legacy' tem um clima ameno melodioso muito legal à lá MAIDEN de seus primeiros discos, é bem ganchuda e evidencia-se bastante o trabalho das quatro cordas; e o baixo mostra novamente seus talentos em 'Angel of Hell', uma paulada mais forte e rápida, com alguns toques de Mr. Brian Ross nos vocais; e fechando, a longa e variada 'Far from the Light', onde a bateria mostra suas garras juntamente com o baixo, em uma faixa que começa lenta, fica mais cadenciada e pesadona, e logo entra em um andamento um pouco mais rápido e ganchudo e lindos solos. E se alguém quiser reclamar, resta-nos apenas dizer a célebre frase em latim: 'expectavimus tu enim virum', ou seja, 'vá procurar marido' (tudo bem, é do Google Translate mesmo, mas nunca estudamos latim por aqui).

Um disco honesto de uma banda que veio para ficar, e que pode ser baixado e conferido aqui, se bem que temos dúvidas se aqueles que realmente gostam não irão adquirir suas cópias físicas...



Tracklist:

01. Rage and Hate
02. We are the Legacy
03. Angel of Hell
04. Far from the Light


Formação:

Bruno Cardoso - Vocais
Max Batista - Guitarras
Leandro Motta - Guitarras
Luciano Rivero - Baixo
Augusto Morais - Bateria


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Scibex - Path to Omors (CD)

Independente - Nacional
Nota 9/10

Por Marcos Garcia

Definitivamente, o Brasil virou um celeiro de grandes bandas em todos os estilos de Metal que posssamos pensar, pois cada vez mais, surgem bandas dispostas a surpreenderem e desafiarem os mais radicais, e o SCIBEX, quarteto de Ituiutaba (MG) vem disposto a mostrar que fronteiras e dogmas não estão do dicionários deles no tocante à música, já que 'Path to Omors', primeiro Full Length da banda, é um disco desafiante e corajoso, e uma obra-prima em termos musicais.

O grupo desfila um som que, a priori, podemos dizer que é Black Metal, só que as experimentações musicais, tempos quebrados e incursões de momentos limpos é caótica, intensa e visceral, deixando o fã surpreso a cada música (e todas são canções longas, mas não cansativas). Imaginem uma mistura de DISSECTION antigo com a diversidade musical do VED BUENS ENDE e alguns momentos do BORKNAGAR, tudo muito bem feito e acabado, com vocais rasgados se alternando com momentos limpos, riffs de guitarras intrincados e pesados que se alternam com guitarras acústicas sem medo, baixo e bateria pesados e técnicos sem medo de ousar, mas também sem deixar o disco sem peso. 

A produção sonora do disco, feita por Rodrigo Nepomuceno e cuja masterização é de Brendan Duffey, é de bom nível,  permitindo que o trabalho possa ser ouvido satisfatoriamente sem grandes problemas e com boa limpeza, embora sem tirar o peso do grupo. A arte, feita por Edgar Franco (http://goo.gl/QEvOX), define bem o que o grupo faz musicalmente, pois, nas palavras do próprio Edgar, “As figuras/seres que estruturam a arte são o princípio feminino (a fêmea presente nas capas do single e EP) aqui ela tem também um véu sobre sua boca, mas revela seios voluptuosos, ao mesmo tempo sua cabeça termina em uma glande ejaculando, é a fêmea que usa seu lado sensual para obter poder, mas também pode gerar, é a dubiedade.”

Ao ouvir o CD, a impressão é que 'Path to Omors' é um disco único em termos brasileiros, com um nível musical alto, e todas as faixas são ótimas e cada uma um quebra-cabeças digno de ser montado com paciência e vagar, e cujo resultado final é uma enorme satisfação. Mas podemos recomendar as faixas 'Cryptic Comfort Zone', com riffs complexos e tempos quebrados, bem com bumbos opressores; a intensa e bruta 'Built to Collapse', com sua bela intro de baixo e seu andamento alternado, mostrando também a alternânia dos vocais; a empolgante e mais simples (em vista do restante do disco) 'Embrace of Silicon'; a agressiva e quase progressiva 'Mermaid Serpent'; e a devastadora de dogmas musicais 'Path to Omors', com bela introdução de piano, belos solos e vocais muito bons.

É, para os que falam do Metal nacional, este disco é um verdadeiro soco de quebrar os dentes, mas para aqueles que sabem o quanto nosso país pode render, é uma grata revelação.

E o disco pode ser baixado gratuitamente aqui, embora a banda esteja vendendo cópias físicas. Mas é certo: depois que ouvir, irá querer o seu CD.



Tracklist:

01. Cryptic Comfort Zone
02. Built to Collapse
03. Embrace of Silicon
04. Static  
05. Mermaid Serpent
06. Being
07. Heralds of Noosphere
08. Path to Omors 
09. Vast & Secular (instrumental)


Formação:

Diogo Bald - Vocais
Thales Valente - Guitarrass e guitarras acústicas
Lennon Oliveira - Guitarras
João Paulo - Baixo


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Rhapsody of Fire - Live - From Chaos to Eternity (Duplo CD ao vivo)


Shinigami Records - Nacional
Nota 10/10

Por Marcos Garcia

Quando se fala em discos ao vivo, realmente, eles são uma prova de fogo para as bandas, já que ao vivo é cara a cara, o fã pode ouvir e perceber se a banda é capaz de reproduzir ao vivo aquilo que fazem no estúdio. É onde uma banda de Metal mostra sua capacidade. E bandas que fazem músicas com muita técnica recebem uma cobrança ainda mais pesada, uma vez que ainda existem muitos "catadores de piolhos" por aí, dispostos a encher a paciência alheia. E uma das mais visadas, sem sombra de dúvidas, é o sexteto italiano RHAPSODY OF FIRE (antes chamado de RHAPSODY, mas que devido a aporrinhações legais, teve que trocar de nome (e isso quando já tinham 5 discos lançados em 7 anos! Vai entender...), e que nos brinda com seu primeiro duplo ao vivo, 'Live - From Chaos to Eternity', que a Shinigami Records pôs no mercado brasileiro no formato original.

Obviamente, o sexteto mostra ao vivo estarem bem entrosados e que conseguem, de fato, reproduzir toda a riqueza musical em cada nuance vista em seus discos, mas antes que alguns apressadinhos comecem a gritar "overdubs" a plenos pulmões, se eles existem, são poucos e imperceptíveis, e o disco mostra que o sexto ao vivo tem uma pegada pesada e energia intensa, estando antenado com seu público, mostrando que seu Power Metal Sinfônico vinga no teste ao vivo. E se lembrarmos que, a priori, o grupo seria apenas um projeto de estúdio, eles mostram um entrosamento e técnica privilegiados durante suas apresentações. Ainda mais se levando em consideração os elementos orquestrais e corais feitos com samplers, o que torna seu trabalho ainda mais complicado em apresentações, pois o "timing" precisa ser perfeito, como o é aqui.

Gravado em várias locações pela Europa (Pamplona, Madri e Barcelona, na Espanha; Paris e Bordeaux na França; Mons na Bélgica; Aschaffenburg na Alemanha; Viena na Aústria; Zlín na República Tcheca; Treviso, Bolonha, Roma e Milão na Itália; Pratteln na Suíça; e Cracóvia e Varsóvia na Polônia) durante a tour promocional do CD 'From Chaos to Eternity', e tendo a produção da banda e gravação, mixagem e masterização feitas pelas mãos de Sebastian "Basi" Roeder, o disco soa legitimamente ao vivo, deixando a banda "na cara", ou seja, não há como encobrir falhas, mesmo porque se existissem os famosos "overdubs" em profusão, a sensação seria de algo mecânico e artificial, o que não é o caso. É brilhante, pesado e cheio de vitalidade, com energia vertendo aos borbotões dos falantes.

Falar das músicas em si é um pouco difícil, já que o repertório foi muito bem escolhido, abrangendo todos os lançamentos oficiais da banda, com participação do público em vários momentos, mantendo o nível do CD nas alturas.

Em termos de destaques, é bem difícil escolher em meio a tantas músicas tão boas. Abrindo com a intro de teclados 'Dark Mystic Vision' e a narrada 'Ad Infinitum', que aclimatam o ouvinte, detonam de cara a forte e trampada 'From Chaos to Eternity', com destaque para o belo trabalho de baixo e aclimatação épica de teclados e corais; a maravilhosa 'Triumph or Agony', com andamento mais moderado e com belíssimos vocais e guitarras, mostrando que a dupla das seis cordas de Tom Hess e Roberto De Micheli está entrosada, e é mais que suficiente para suprir a ausência de Lucca Turilli; a complexa e prog 'I Belong to the Stars', com andamento bem ganchudo e vocais variados; a veloz 'Unholy Warcry' e seus teclados perfeitamente colocados, quase uma marcha de guerra em estilo Power Metal; a belíssima 'Los in Cold Dreams', mostrando o porquê de Fabio ser considerado o melhor dos vocalistas do Power Metal, pois a maestria com que alterna seus tons de voz é incrível; a veloz 'Land of Immortals', com seu andamento intrincado, o mesmo ocorrendo em 'Aeons of Raging Darkness', que apesar da velocidade menor, tem variações rítmicas interessantes e ótimos momentos em que o baixo sobressai, e então vem um solo de bateria muito bom, que encerra o CD 1. O CD 2 abre com a linda e épica 'The March of the Swordmaster' e seus belos corais e a voz perfeita de Fabio, passando por 'Dawn of Victory', rápida com suas incursões clássicas de teclados. Entra 'Toccata on Bass', que é um solo de baixo bastante técnico, que parece preparar o público para 'The Village of Dwarves', com uma levada Folk Metal bem sinfônica; o hino 'Holy Thunderforce', veloz e técnica, com peso na bateria e ótima aclimatação pelos corais; 'Knightrider of Doom', uma faixa típica da banda, ou seja, veloz e com técnica de alto nível; a clássica 'Emerald Sword', onde as duas guitarras mostram o porquê de estarem ali, no lugar de apenas uma, e o baixo dá uma aula junto com a bateria. O disco fecha com chave de ouro com a dobradinha 'Erian's Lost Secrets' (uma faixa mais cadenciada, com uma riqueza de corais e teclados absurda) e 'The Splendour of Angels' Glory (A Final Revelation)' (intrincada e mais cadenciada).

Um disco não só para os que já são fãs da banda, mas para aqueles que desejam conhecer seu trabalho, bem como para ajudar alguns a reverem seus conceitos sobre o trabalho dos italianos.



Tracklist:

Disco 1

01. Dark Mystic Vision
02. Ad Infinitum
03. From Chaos to Eternity
04. Triumph or Agony
05. I Belong to the Stars
06. The Dark Secret
07. Unholy Warcry
08. Lost in Cold Dreams
09. Land of Immortals
10. Aeons of Raging Darkness
11. Dark Reign of Fire
12. Drum Solo

Disco 2

01. The March of the Swordmaster
02. Dawn of Victory
03. Toccata on Bass
04. The Village of Dwarves
05. The Magic of the Wizard's Dream
06. Holy Thunderforce
07. Reign of Terror
08. Knightrider of Doom
09. Epicus Furor
10. Emerald Sword
11. Erian's Lost Secrets
12. The Splendour of Angels' Glory (A Final Revelation)


Formação:

Fabio Lione -  Vocais
Tom Hess - Guitarras
Roberto De Micheli - Guitarras
Oliver Holzwarth - Baixo
Alex Staropoli - Teclados, piano,  cravo
Alex Holzwarth - Bateria, percussão


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Iced Earth - Live in Ancient Kourion (Duplo CD ao vivo)

 Shinigami Records - Nacional
Nota 10/10

Por Marcos Garcia

Discos ao vivo dentro do Metal possuem uma tradição enorme, e vistos como uma prova de fogo para as bandas. Isso se deve ao fato de se ver como a banda se porta ao vivo em relação ao que faz em estúdio. Especialmente quando algum ícone saiu da banda, pois sempre fica a dúvida se seu substituto irá preencher sua vaga à altura. Mas para quem conhece o ICED EARTH de longa data, sabe que Jon Schaffer, seu líder e um dos maiores perfeccionistas do Metal, não deixaria a peteca cair ou escolheria alguém sem potencial para o lugar de Matt Barlow, e 'Live in Ancient Kourion', CD duplo ao vivo da banda, que a Shinigami Records acaba de disponibilizar em versão brasileira, não deixa dúvidas que a banda está em ótima forma.

Gravado no Kourion Theater, em Chipre (uma ruína antiga da civilização, restaurada com a finalidade de abrigar vários tipos de eventos), 'Live in Ancient Kourion' foi um desafio enorme para a banda, sua crew e todos os envolvidos, tanto que há uma narrativa de Jon sobre isso no encarte, mas o trabalho foi válido: este duplo ao vivo faz valer qualquer esforço, uma vez que percebe-se a energia e sentimento que envolvem banda e público, que só um fã que vai a shows consegue perceber e compreender. As gravações, feitas por Jim Morris (velho parceiro da banda), e tendo mixagem e masterização feitas no Morrisound Studios, em Tampa, na Flórida, transpiram a garra ao vivo do quinteto, a força de suas composições e o quanto a banda se doa em suas apresentações.

Musicalmente, nada pode ser dito da banda além do que já foi exaustivamente falado em todos esses anos, de que seu híbrido entre Power, Tradicional e Thrash é perfeito, mas permitam a este crítico um comentário adicional: a voz de Stu Block é perfeita, e seu estilo de cantar casou muito bem com o estilo musical da banda, inclusive em seus clássicos antigos, com a voz dele alcançando timbres altíssimos sem dificuldade. E entrar na vaga que já foi de Matt Barlow e Tim "Ripper" Owens não é algo muito simples, pois as comparações sempre serão feitas. 

A produção sonora ficou ótima, sendo que captar todas as nuances de uma banda ao vivo não é algo simples, mesmo com toda tecnologia disponível na atualidade, mas o peso de cada música, bem como a qualidade sonora de cada instrumentos é evidente, sem que nenhum instrumento desapareça sob os outros. E se há overdubs por aqui, eles são indetectáveis. A arte, como sempre, é algo muito belo aos olhos, em um trabalho muito bem feito, a capa de Nathan Perry e Felipe Machado Franco, e o design por Carsten Drescher.

Agora, falar do conteúdo musical, do repertório da apresentação, é covardia com os mais fracos de coração, já que 'Live in Ancient Kourion' nos dá a clara impressão que a banda poderia fazer um triplo, quádruplo ou sabe-se lá quantos CDs eles quisessem pôr no pacote, pois é um CD que não vai sair dos aparelhos de som por muito tempo. Quanto mais se ouve, mais vontade dá de se ouvir. Há clássicos de todas as fases da banda, e para todos os gostos. E isso torna o trabalho de destacar faixas quase que impossível!

De 'Dystopia', que abre o CD 1, com o clamor e forte acolhida do público à banda, passando por 'Buning Times', 'V', 'I Died for You' (que ao vivo ganhou uma roupagem linda, graças à voz encorpada e forte de Stu), as excelentes 'Setian Massacre', 'Dark City' e 'Dracula',  a fortíssima e cativante 'Ten Thousand Strong', a pesada e emotiva 'Declaration Day', a destruidora 'Days of Rage' e suas ótimas guitarras, a clássica 'Melancholy', que ficou perfeita em sua versão ao vivo, que fecha o show, mas voltam para a encore com a ótima 'Boiling Point', pesada e com um trabalho de baixo e bateria perfeito, com ótimos agudos "halfordianos", a longa e mais cadenciada 'Damien', com riffs antológicos, a sentimental 'Watching Over Me', cuja interpretação de Stu mostra brilhantismo, bem como os riffs de Jon; a gigantesca 'Dante's Inferno', tocada na íntegra, uma autêntica viagem pela célebre obra literária de Dante Alighieri, com seus riffs fortes e trabalhados; até fecharem o CD 2 com a ótima dobradinha de 'Iced Earth' (do primeiro CD, de 1990) e 'The Hunter'.

Como sempre, o ICED EARTH mostra que, com um pouquinho mais de incentivo e apoio, pode vir a ser um dos grandes nomes do Metal mundial, chegado ao nível de bandas como MAIDEN, PRIEST e outros.




Tracklist:

01. Intro
02. Dystopia
03. Burning Times
04. Angel's Holocaust
05. Slave to the Dark
06. V
07. When the Night Falls
08. I Died for You
09. Invasion
10. Motivation of Man
11. Setian Massacre
12. Stormrider
13. Pure Evil
14. Wolf
15. Dark City
16. Dracula
17. Ten Thousand Strong

CD 2:
01. Anthem
02. Declaration Day
03. Days of Rage
04. Melancholy
05. Encore Intro
06. In Sacred Flames
07. Boiling Point
08. Damien
09. Watching Over Me
10. Dante's Inferno
11. Iced Earth
12. The Hunter


Formação:

Jon Schaffer - Guitarras e backing vocals
Brent Smedley - Bateria
Troy Seele - Guitarra solo
Stu Block - Vocais
Luke Appleton - Baixo


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