6 de dez de 2013

Hybreed Chaos - Dying Dogma (CD)

Nota 8,0/10

Por Marcos Garcia


E tome bordoada bem dada direto nas fuças de quem ficar muito perto!

É assim que podemos caracterizar o som do quarteto canadense de Montreal HYBREED CHAOS, especialistas em um Death Metal mais bruto, lento e bem trampado, como podemos comprovar em seu primeiro EP, "Dying Dogma", que acaba de sair pela PRC Records lá fora, mas que a Shinigami Records está distribuindo no Brasil. E fiquem avisados: aqui, o calibre é pesado!

Sem se focarem em algo extremamente veloz, o foco do grupo é um trabalho mais bruto e pesado, com boas passagens cadenciadas, sem nada muito exagerado, mas longe do que poderíamos classificar como "Death Metal de raiz". É bruto, azedo e agressivo ao ponto de nenhum bom fã do estilo reclamar, mas ainda sentimos uma forte dose daquilo que chamamos de "Canadian Metal" no grupo, algo na música que só as bandas do Canadá possuem. Vocais abusivamente guturais, riffs de guitarra azedos e pesados, baixo e bateria bem entrosados em uma base rítmica pesada e técnica na medida certa. Não é inovador, mas é muito bom.

Produzido pela própria banda nos estúdios At Surgeon's Lab, a sonoridade que flui do disco é bem intensa e seca, com agressividade para dar e vender. A qualidade não é excelente, mas está em um nível muito bom, com cada instrumento em seu devido lugar, com peso e brilho na medida. A arte é simples, mas funcional e não tira o foco do trabalho musical do grupo.

Os melhores momentos são nas faixas "A Machine for Pigs" (intensa, pesada, com velocidade moderada e com ótimos vocais), a densa e cadenciada "Dismembered Purity" (vejam como a bateria sabe guiar bem o grupo), a cadenciada e bruta "Emperor", e a forte "Charogne" (reparem bem: o riff inicial é puro Metal canadense, aquela pegada mais Hard'n'Heavy das bandas mais antigas, mas que está muito bem encaixado no trabalho do grupo, fora o baixo mostrar uma boa técnica). Mas lembrem-se que cada uma das seis faixas ("Birth of Chaos" é apenas uma introdução curta) é muito boa à sua maneira, cabendo a cada um destrinchar da melhor forma que puder o trabalho da banda.

Uma boa estréia, que nos deixa ansiosos para futuros lançamentos do grupo.



Tracklist:

01. Birth of Chaos
02. A Machine for Pigs
03. Dismembered Purity
04. Emperor
05. Defiled Servitude
06. Charogne
07. Silent Agony

Banda:

François Toutée - Vocais
François Dextradeur - Guitarras
Franck Camus - Bateria
Olivier Pinard - Baixo (convidado)


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In the Burial - Born of Suffering (CD)

PRC Music/Shinigami Records
Nota 9,0/10

Por Marcos Garcia

E a Shinigami Records dá mais um passo adiante de puro visionarismo, pois agora nos presenteia com a distribuição nacional de mais uma grata revelação do Metal mundial: o quinteto australiano IN THE BURIAL, que nos chega justamente com seu primeiro CD, o arrasador "Born of Suffering".

O quinteto é de uma brutalidade extrema só, em uma mistura de Death Metal com Grindcore extremamente insana e bem barulhenta, mas mostrando muito boa técnica e peso ímpares, nos trazendo à mente o trabalho dos canadenses do KATAKLYSM, ou seja: bruto e agressivo, mas com boa gravação. E preparem-se, pois é um ataque bem ríspido de vocais oscilando entre guturais e urros rasgados, trabalho insano das guitarras (embora com bons inserts mais melodiosos aqui e ali, sem deixar a brutalidade de lado), baixo e bateria tocando em velocidade absurda, mas sem deixarem a técnica e peso de lado. Úma música intensa e viva, capaz de deixar seus vizinhos bem assustados.

Produzido e mixado pelo vocalista Andy Kite, com masterização de Jens Bogren (que já trabalhou com BORKNAGAR, AMON AMARTH, ENSLAVED e outros), a música aqui flui intensa e bruta, mas sempre com uma gravação em muito bom nível, permitindo que sejamos massacrados por uma sonoridade ótima. Já a produção visual não é muito complexa e nem complica a compreensão do ouvinte, mas dá corpo ao som desse quinteto brutal.

Ah, querem saber os destaques, não é?

O disco inteiro é obrigatório, pois o nível das composições é muito bom, e a duração curta do CD ajuda. Mas não há como não citar a técnica e explosiva "Born of Suffering" (esse baterista é um monstro! Observem bem não só a velocidade dele, mas também sua técnica, especialmente nos bumbos), a destruidora de auto-falantes "Amarathine's Departure" (uma faixa veloz e opressiva, com ótimos riffs e vocais absurdos), a mais intensa "Bleeding the Innocent" (que guitarras são essas? É algo absurdo de bom!), "Mortuary Procession" (este baterista não existe, não é possível! Haja pernas!), e a longa e maravilhosa "In Death... Absolution" (com uma belíssima participação de Mel Bulian do ART IN EXILE nos vocais femininos, em um massacre sonoro extremamente destruidor de paredes). E se preparem, que depois de um tempinho de silêncio, uma pancadaria extrema se faz presente.

Uma pedrada muito bem dada, e agradecimentos à Shinigami por disponibilizar mais um disco matador para todos nós.


Tracklist:

01. Born of Suffering
02. Scourge of Humanity
03. Mala Evolutione
04. Amarathine's Departure
05. Portantes de Morte
06. Bleeding the Innocent
07. Solace in the Arms of the Dead
08. Mortuary Procession
09. Merciless Carnage
10. In Death... Absolution


Banda:

Andy Kite - Vocais, teclados
Mark Hillary - Guitarra base
Pete Clarke - Guitarra solo
Nathan Everard - Baixo
Fox - Bateria


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Roadie Crew: ed. 179 traz especial com 100 grandes álbuns de estreia





O leitor habitual da ROADIE CREW já se acostumou com o fato de que em determinadas ocasiões a revista chega às bancas com características especiais, o que normalmente acontece quando existe algum motivo para comemoração, e então desenvolvemos uma edição temática, com estrutura diferente da publicação regular de cada mês. A edição de número #179 (dezembro de 2013) da ROADIE CREW traz os 100 discos de estreia inesquecíveis. Afinal, é praticamente inesquecível aquela sensação de ter em mãos um trabalho de uma banda que a gente nunca ouviu, colocar para tocar e se deslumbrar com a qualidade do som que brita dos falantes. E esse é um fenômeno atemporal: desde os anos 60 até os 2000 que isso se repete, tanto que os discos listados aqui abrangem mais de 35 anos da história do Rock.

Como sempre, não foi um trabalho simples elaborar a lista – para se ter uma ideia, a primeira prévia que elaboramos totalizava mais de 200 nomes! Isso se deu, sobretudo, porque não quisemos deixar nenhum estilo de fora. Desde o Rock dos primórdios, representando pelos Beatles, passando pelo Classic Rock de The Who e Led Zeppelin, não esquecendo os guitarristas fundamentais para a história do Rock como Hendrix e Van Halen e passando, é claro, por todas as tendências do Heavy Metal e outros gêneros do Rock. Assim, foram elencados álbuns que impactaram logo que lançados e que a história viria a confirmar como fundamentais para a história da música.

Como recentemente esmiuçamos o Heavy feito por aqui com a edição especial "60 Grandes Álbuns do Metal Brasileiro", as bandas nacionais ficaram de fora da lista – mas não deixamos de fazer uma matéria especial sobre as grandes estreias de grupos brasileiros. Então, aperte os cintos e embarque com a gente nessa viagem por mais de três décadas do Rock mundial. E não vamos esquecer que estamos falando de uma lista. Ou seja, leia, escreva, comente, concorde, discorde! Afinal, sem a participação do leitor nada disso teria graça.

Em razão da configuração desta edição especial, que ainda traz 10 grandes EPs de estreia do Metal, a revista excepcionalmente deixa de publicar as entrevistas normais que abordam os trabalhos das principais bandas do cenário Rock/Heavy Metal além de várias das seções regulares. A edição de janeiro (#180) voltará a ter a configuração normal.

Seções e artigos:
Live Evil - Monsters Of Rock, Ringo Starr, Anvil, Yngwie Malmsteen, Super Peso Brasil e Dark Avenger
Pôster - Beatles
Artigo: Deram Certo Depois
Artigo: Poderiam Ter Chegado Lá
Artigo: Sempre Se Dando Bem
Artigo: E No Brasil?
Mais informações em http://www.roadiecrew.com
Para adquirir pelo site acesse - http://www.roadiecrew.com/anteriores.php ou entre em contato pelo telefone (11) 5058-0447


Fonte: Roadie Crew

Militia: Lança música em "homenagem" ao Natal





Quem é Ele para você? Esta é a pergunta que MILITIA faz com sua nova música, "Ele", que questiona a cada ouvinte o que a figura de Cristo significa para cada um, independente de sua crença.

O tema sugere uma reflexão sobre as datas comemorativas relacionadas ao maior símbolo do cristianismo (Natal e Páscoa), e como a figura do mesmo está banalizada, seja como um mero ser humano ou como filho de Deus. "Que Jesus existiu, está cientificamente comprovado. Se ele é o que nossos pais e avós nos ensinaram, isto nunca saberemos ao certo, a não ser que seja inventada uma máquina do tempo.", afirma Michel Victor, que conclui: "Acreditar ou não, depende da fé de cada um, e é isto que fazemos na música, queremos que cada um que ouça faça esta pergunta a si mesmo. Afinal, você acredita por você ou pelo que te fizeram acreditar?".

Para baixar a música, basta clicar neste link.

É necessário curtir a página da banda para que o download seja realizado. "Ele" também estará em "Exodo", primeiro álbum da banda, que está em fase de produção e deverá ser lançado no primeiro semestre de 2014.


Ouça as músicas: 



Links Relacionados:


Scourge - Hate Metal (CD)

Cogumelo Records
Nota 9,0/10

Por Marcos Garcia

Quando se fala em Metal Old School no Brasil, o pensamento nos leva imediatamente à cena mineira, uma vez que as terras de MG sempre foram de uma fertilidade enorme, sempre rendendo ótimos trabalhos, e é com imenso prazer que podemos ver o quarteto de Death Metal SCOURGE retornar à carga com "Hate Metal", seu mais recente trabalho que acaba de sair.

Apesar do forte clima Old School do grupo (que remete diretamente ao Death nacional do início dos anos 90), vemos surgir ótimas melodias, em especial nos solos das guitarras, a musicalidade deu uma melhorada boa em relação a "...on the Sin, Death, Lust and Hate...", e a música do quarteto está intensa e pesada como sempre, mas mais bem estruturada e variada. Os vocais continuam com urros extremos e bem colocados (a dicção está muito boa), a sonoridade das guitarras está seca e fluindo intensa, o baixo vibrante e pesado, e a bateria pesada e técnica, sabendo conduzir a base rítmica sem perder peso.

Produzido pelo próprio grupo em parceria com Rodrigo Nepumoceno no Estúdio Chederrecords, em Uberlândia (um dos pontos do Triângulo Satânico de MG), e a sonoridade, apesar de ter sido feita com recursos mais modernos, ainda tem aquela pegada e sonoridade Old School, mas sem deixar de ser limpo e compreensível. A arte do CD é um belo trabalho de Fernado Lima (do DROWNED), antenada com a proposta lírica do grupo, ou seja, uma brutal e intensa golfada de puro ódio para todos os lados. Ah, sim: nos refrões, temos a participação de músicos conhecidos como o já mencionado Fernando Lima, Manu Joker (do UGANGA), Rodrigo de Carya (do LUSTFULL), e Anticristo (é preciso mencionar poderia ser?).

Como dito antes, o SCOURGE é um puro sangue mineiro, disposto a deixar os ouvidos dando sinal de ocupados por horas.

O CD é viciante, com 8 faixas bem niveladas em termos musicais, mas com destaques para a variada "Sentenced to Die" (reparem na força da cozinha rítmica baixo e bateria, que mostram peso e diversidade muito bons), a opressiva, cadenciada e pesada "The Bread that God Crushed" (ótimos andamentos, refrão intenso e que trabalho de guitarras!), a brutal "Orgy in Paradise" (a bateria e o baixo estão ótimos), "My Hate, My Dreams, My Revenge" (um dos pontos mais altos do disco, que começa mais amena, mesmo com os ótimos urros de Juarez, mas que logo ganha peso e uma rifferama mais melodiosa fabulosa), e a mais tradicional em termos de Death Metal "Hate Metal".

Um ótimo disco, que merece ser ouvido, adquirido e ouvido com muita atenção e carinho, pois o SCOURGE tem tudo para se tornar um nome cada vez mais relevante no cenário extremo nacional.




Tracklist:

01. Sentenced to Die  
02. The Bread that God Crushed  
03. Angels of Wrath  
04. Orgy in Paradise  
05. Sacrifice of the Dead  
06. The Ancient Ritual of Death  
07. My Hate, My Dreams, My Revenge  
08. Hate Metal


Banda:


Juarez Távora - Vocais, baixo
Pretho Souto - Guitarras
Mauricio Conçalves - Guitarras
William Santos - Bateria


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