22 de set de 2015

22/09/2015: News Metal Media



Distraught: assista ao teaser de vindouro clipe


O DISTRAUGHT está pronto para dar um gostinho de seu novo álbum e levar seus fãs para dentro de terríveis hospícios e cadeias imundas em seu novo videoclipe.

O título da música, que também é o título do álbum, é ‘Locked Forever’, não poderia combinar mais com toda a temáticas e imagens. O videoclipe foi produzido pela Prata Filmes (https://www.facebook.com/PrataFilms). Sem mais delongas, confira o teaser:


A data de lançamento do videoclipe completo ainda não foi anunciada, mas será em breve.


‘Locked Forever’, sexto álbum dos gaúchos, faz referência à uma temática extremamente pesada: manicômios neste país e o sistema prisional brasileiro. O vocalista André Meyer explica a escolha do nome:

“Baseado no livro “Holocausto Brasileiro”, escrevi as letras do nosso sexto álbum, onde conta como funcionava o manicômio COLÔNIA de Barbacena/MG. Tudo que aconteceu lá, os maus tratos, genocídio, e as 60 mil mortes no maior Hospício do Brasil. Precisávamos dar um título que abrangesse a história toda, já que na maioria das vezes a morte era a única forma de sair de lá. Então surgiu “Locked Forever” título e música do álbum. Pesquisei muito também sobre a falência do sistema prisional brasileiro, isso tudo abriu caminhos e inspiração não só para as letras mas também para nossas composições.”

A capa ficou por conta de outro orgulho brasileiro, o artista Marcelo Vasco que recentemente assinou a capa de ninguém menos que o lendário Slayer. Marcelo já é velho conhecido do DISTRAUGHT e já havia feito as capas dos dois discos anteriores do grupo.
‘Locked Forever’ está sendo gravado no estúdio MONOSTEREO com produção de Renato Osorio (Hibria), mixagem por Benhur Lima (Hibria) e masterização por Adair Daufembach.

Recentemente a banda anunciou a participação do baterista do HIBRIA, Eduardo Baldo, em uma das faixas. Para as demais, foi recrutado para as baquetas o músico Maurício Weimar, que já passou pelas bandas The Jokke, Malévola, Nephasth, The Ordher e Wishcraftt.


Sites relacionados:



It’s All Red: todos os detalhes do show de lançamento de ‘Lead By The Blind’


Este fim de semana será a celebração de lançamento do terceiro disco da carreira do gaúcho IT’S ALL RED. O show acontece neste domingo na capital gaúcha e conta ainda com as bandas Tierramystica e Black Triad.

A casa escolhida é uma das mais tradicionais de Porto Alegre: Bar Opinião. Todas as informações e como comprar ingressos pelo link: https://www.facebook.com/events/400507683490672/

ATENÇÃO! Exclusivamente neste dia, o disco será vendido o preço promocional de R$ 10,00!


O IT’S ALL RED também lançou o primeiro videoclipe retirado de ‘Lead By The Blind’. A música escolhida para o vídeo é a faixa ‘Integrate Forever’.

O trabalho de gravação, direção e edição ficou nas mãos de profissionais gabaritados como o diretor Lucas Cunha e os parceiros Diego “Peixe” e Debora Polto.


SERVIÇO:
Onde: Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Quando: 27 de setembro, domingo

Abertura da casa: 18h30
Black Triad: 19h15min
It’s All Red: 20h
Início show Tierramystica: 21h

Classificação: 14 anos

Ingressos:
Promocional – R$ 35,00
Meia-Entrada – R$ 30,00
Inteira – R$ 60,00

Pontos de venda:
Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência):
Youcom Bourbon Wallig

Demais pontos de venda (sujeito a cobrança de R$ 3 de taxa de conveniência):
Youcom Shopping Praia de Belas, Bourbon Ipiranga, Bourbon Novo Hamburgo e Barra Shopping Sul
Multisom Andradas 1001, Canoas Shopping e Bourbon São Leopoldo


Informações:
(51) 3779.6944


Sites relacionados:



Hellmotz: ouça gratuitamente primeiro EP do grupo


Para celebrar cinco anos do lançamento de seu primeiro EP, ‘Redneck Rampage’, o HELLMOTZ acaba de disponibiliza-lo gratuitamente para audição.

Lançado de forma independente em 2010, o trabalho mostrava um grupo que, mesmo jovem, já procurava mostrar sua mensagem: a mistura de Southern Music, Metal pesadíssimo e música regional do Mato Grosso do Sul. Além das cinco faixas do EP, a banda também liberou duas músicas ao vivo: ‘Defiance’, gravada durante o SP Music Festival, e ‘To Forge a Soul’ gravada no Bar Fly.



Para ouvir, simplesmente visite o link:


Paralelamente a celebração dos cinco anos do EP, o HELLMOTZ também segue divulgando seu recém-lançado álbum, ‘South Born’, que por enquanto se encontra apenas em formato digital e pode ser comprado pelo link:


‘South Born’ foi gravado no estúdio Anubis e contou com produção, mixagem e masterização de Aldo Carmine. A arte da capa foi desenvolvida pelo tatuador Bismarck Baioni e é um desenho feito na traseira de um violão.

Também foi liberado um lyric video para a música ‘Pentakill’, assista:



Sites Relacionados:



Fonte: Metal Media

LIAR SYMPHONY: novo lyric video está disponível, assista!






Um dos principais nomes do Heavy Metal brasileiro, o paulista LIAR SYMPHONY, segue promovendo seu mais novo álbum ‘Before The End’ e lança um novo lyric video.

A música escolhida para o vídeo é a faixa ‘Sleeping Dead’, terceira do disco. A edição do vídeo ficou nas mãos do próprio vocalista Nuno Monteiro.


‘Before The End’ é o quinto álbum de estúdio do LIAR SYMPHONY e novamente foi lançado pela tradicional Encore Records. O disco foi gravado no estúdio Masterpiece e produzido pelo guitarrista Pedro Esteves. Já a capa ficou nas mãos do talentoso vocalista Nuno Monteiro.


Para comprar o novo álbum e todo o merchandise oficial do grupo, entre em contato com a banda diretamente pelo Facebook ou e-mail. O LIAR SYMPHONY também está com sua agenda de shows aberta. Produtores interessados podem entrar em contato.


Sites relacionados:

Fonte: Metal Media

Hellmotz - South Born (CD)

2015 - Independente - Nacional
Nota 8,0/10,0


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Cada vez mais, vemos que em um país tão cheio de culturas diferentes entre si, que o Metal é uma linguagem universal. Em tudo que é canto do Brasil, surgem bandas de Metal. E a região Centro-Oeste do país tem mostrado cada vez mais a sua cara e potencial, com nomes ótimos, e mais um que chega para dar a cara a tapas e revidar é o quarteto HELLMOTZ, de Campo Grande (MS). E já chegaram com uma voadora no meio dos peitos chamada "South Born".

Desfilando uma mistura bem feita de ingredientes de várias linhas de Metal ao Groove do Southern Metal/Rock, temos uma música agressiva, muito abrasiva e com belas linhas melódicas, mais aquele feeling musical característico do sul dos EUA que acabou sendo internacionalizado na década de 90, graças à bandas como DOWN. Sem ser rápido demais, ou cadenciado em excesso, o grupo desfila composições muito boas e que nos cativam nas primeiras ouvidas, mesmo sendo tão azedo. Mas somos fãs de Metal/Rock, certo? Logo, não é pecado algum, e sim uma qualidade do trabalho do grupo.

Hellmotz
A produção, mixagem e masterização do trabalho ficaram nas mãos de Aldo Carmine. E apesar de poder ser um pouquinho melhor nos timbres de guitarras algumas vezes, é muito boa, com bom nível de limpeza e peso, deixando a banda soando muito bem. E se tratando de Southern Metal, no meio de um som tão distorcido e gorduroso, soar claro é um desafio, e eles se saíram muito bem. E a arte de Bismarck Baioni (capa) e Aldo Carmine (encarte) ficaram bem legais e pegando o espírito do trabalho musical do quarteto.

Algumas guitarras foram gravadas pelo baixista Alex, o baixo por Guilherme Baioni, e a bateria por Ronnie Solano, mas nem mesmo assim o trabalho do quarteto desaponta. Os arranjos são bem legais, sem exagerar demais na técnica, e as músicas não soam cansativas em momento algum.

Melhores momentos de "South Born":

Mike Phillips (The Formidable Bastard) - Pesada, azeda, com um andamento não muito veloz, mostrando peso e aquele som gorduroso essencial ao gênero nas guitarras, com bons arranjos e riffs marcantes.

Defiance - Um pouco mais cadenciada e abrasiva, o que mostra o capricho e bom trabalho de baixo e bateria. E digamos de passagem: a cozinha do grupo é ótima.

Booze & Girls - Outra que não exagera na velocidade, com um andamento bem variado, a bateria usando muito bem os bumbos, e mudanças de ritmo muito empolgantes. Mas veja como os vocais à lá "Big Bear" funcionam bem nesses tempos mais azedos.

Southern Rulez - Mesmo pesada e agressiva, é uma das melhores e mais divertidas faixas do disco. As melodias das guitarras são bem empolgantes, e o andamento dá aquela caprichada, graças ao peso do baixo e técnica da bateria.

Pentakill - Curta, pesada e instigante, é uma canção em que novamente o trabalho das guitarras é o diferencial, mas sem deixar o ótimo trabalho dos vocais de fora, tudo sob uma base rítmica forte e bem azeda.

Green Visitors - Outro peso-pesado com belo trabalho nos dois bumbos, um andamento um pouco mais veloz, e com riffs de guitarra caprichados e que dão aquele toque de adrenalina a mais.

South Born - Realmente, eles sabem fazer canções com um jeito que nos agarram e não soltam mais. Ouçam estes riffs ganchudos e os vocais mostrando uma versatilidade ótima.

Balada do Pistoleiro - é uma bônus, presente no tributo ao ZUMBIS DO ESPAÇO, mas que ganhou uma roupagem Southern Metal mais agressiva, mas que esbanja peso e melodia em doses bem equilibradas, com arranjos muito bons na base rítmica.

Uma bela revelação, e como "South Born" é apenas o primeiro álbum do grupo, o futuro é promissor!



Músicas:

01. Mike Phillips (The Formidable Bastard)
02. Wielding the Axe
03. Defiance
04. Booze & Girls
05. Southern Rulez
06. Pentakill
07. Full Throttle (to Hell On a Harley)
08. Chainsaw Battlefield
09. Green Visitors
10. South Born
11. Balada do Pistoleiro


Banda:

Hélio Canto – Vocais
Marcos Thadeu Lima – Guitarras
Alex Bittencourt – Baixo
Lucas Medeiros – Bateria


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)

SID WILSON (The DJ of SLIPKNOT) a.k.a DJ STARSCREAM se apresenta pela primeira vez no Brasil





Sid Wilson ou apenas número #0 como os fãs da banda Slipknot o conhecem ao redor do mundo, responsável pelos beats, scratches e por performances insanas que incluem seus famosos pulos no público de estruturas altíssimas durante os shows de sua banda; irá se apresentar sob a alcunha de DJ Starscream pela primeira vez no Brasil em performance exclusiva.

Seu projeto solo como DJ Starscream compõe um live set totalmente overall que mistura elementos da música eletrônica como jungle, drum n bass, breakcore com diversas vertentes do rock e do hip-hop. E claro, sem deixar as surpresas que só acontecem durante as performances ao vivo de Sid.

A noite ainda conta com 3 figuras conceituadas e carimbadas da noite paulistana nas pick ups com o melhor do crossover entre os mundos do rock, música eletrônica e hip-hop: 
- Thiago Deejay (89FM)
- Alex Palaia
- Fish Nothing

A festa também terá performances de Suicide Girls e outras surpresas que apenas uma festa dada por uma membro do Slipknot poderia reservar!

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA 18 ANOS
_____________________________________________

INGRESSOS

R$ 30,00: ENTRADA FEMININO
R$ 40,00:ENTRADA MASCULINO
R$ 60,00: CONSUMAÇÃO FEMININO
R$ 80,00: CONSUMAÇÃO MASCULINO



INFORMAÇÕES IMPORTANTES: 
▹ Ingressos sujeitos a disponibilidade de acordo com capacidade do complexo. 
▹ Só é permitida a entrada apresentando documento oficial com foto recente (RG, CPTS, CNH, passaporte, etc.) 
▹ O evento tem início as 23:00h. 
▹ Os ingressos são limitados a nossa lotação e garantem o acesso. 
▹ O ingresso é individual e intransferível. 
▹ O acesso ao complexo se encerra as 20h. 
▹ Nomes na lista não garantem o acesso. 
▹ Atingida a lotação, operamos em sistema rotativo (sai-entra). 
▹ Os lotes promocionais não ofertam meia entrada por incluir serviços agregados não previstos na legislação. 

Formas de pagamento
Cartões crédito, débito e/ou dinheiro. 
Não aceitamos cartões ELO. 

SUPERLOFT 



PATROCÍNIO 
▹ Desperados 

APOIO 
▹ Absolut Vodka 
▹ TNT Energy Drink 
▹ Jameson 
▹ Beta Labs 
▹ PROAC



Marketing artístico/entretenimento
A/C Damaris Hoffman

ABOUT 2 CRASH: show de estreia no Rock in Rio terá versão pesada de clássico da Madonna



Banda, revelação do metal brasileiro, ao lado do lutador de UFC, Viscardi Andrade, que tem a música “Monster” em sua homenagem – foto: divulgação

A banda ABOUT 2 CRASH, formada por renomados músicos da cena brasileira, faz seu tão aguardado show de estreia. A apresentação acontece, nesta quinta-feira (24/09), no festival Rock in Rio.

“O Rock in Rio será uma grande festa para nós! Preparamos um setlist porrada na orelha e contamos com a galera para fazer o chão tremer”, disse o vocalista/DJ Vinicius Neves. “Vamos apresentar além das músicas autorias, algumas surpresas, dentre elas, uma versão para um clássico da Madonna. Tenho certeza que muita gente vai bater cabeça”, descontrai o artista.

Apesar deste clima de celebração, o grupo também anuncia uma alteração em seu lineup. O guitarrista Bill Hudson não faz mais parte do ABOUT 2 CRASH. “Bill é um grande amigo e sempre será! Quando a ideia do A2C surgiu, ele topou na hora e nos ajudou muito. Porém, as agendas estavam conflitantes. Temos uma série de compromissos nos próximos meses que nos exigem 100% de dedicação. Infelizmente tivemos que chegar a essa difícil decisão”.

Para o show do Rock in Rio, Aquiles Priester (bateria – Primal Fear, Tony Macalpine, Vinnie Moore, Hangar, Angra, Paul Di'Anno), Luis Mariutti ( baixo – Shaman, Angra, Firebox, Henceforth e Andre Matos), Theo Vieira (vocal – Hard Rocket), Anderson Carlos (guitarra – Holy Sagga, Hard Rocket) e Vinicius Neves (DJ/vocal – Stay Heavy) recrutaram Cristiano Wortmann, guitarrista do Hangar que fundou a banda junto com Aquiles Priester em 1997. Ele também é vocalista e guitarrista da Zerodoze, banda que abriu o show do guitarrista Slash em 2012, e tocou ao lado do Motörhead, Judas Priest e Ozzy Osbourne, nos EUA.

“O Cristiano é um grande músico! Ele canta, toca guitarra e é compositor. Além disso, é um cara nota 10! Será um prazer tê-lo ao nosso lado nessa estreia”, completou Theo Vieira.


Até o momento, os músicos apresentaram através de lyric vídeos, quatro composições: “Monster”, “Liar”, “Supertaster” e “Buried Alive”. As músicas conquistaram excelente feedback do público e a expectativa para o lançamento do debut álbum tem crescido bastante nos últimos meses. Estas faixas foram mixadas e masterizadas pelo produtor Damien Rainaud (Fear Factory, DragonForce), em Los Angeles (EUA).

O ABOUT 2 CRASH traz uma proposta sonora agressiva e moderna, misturando peso, melodia, groove e samplers, o que resulta em um som único e visceral.

Com pouco mais de um ano de existência, a banda vem aprimorando seu estilo e suas composições, abrangendo temas atuais e controversos, saindo do lugar comum e procurando trazer algo novo para a música pesada.

Confira o trabalho do ABOUT 2 CRASH:

Links relacionados:



A/C Costábile Salzano Jr.

John Wayne - Dois Lados - Parte I (CD)

2015 - Deckdisc - Nacional
Nota 10,0/10,0



Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O Brasil está se destacando nos últimos tempos pelo surgimento de bandas que transitam entre sonoridades modernas, Metal e Hardcore, com trabalhos musicais fantásticos, capazes de deixarem os ouvidos apitando devido à intensidade e violência sonora, mas sempre com um bom gosto e sempre distantes uns dos outros. É o caso de bandas como PROJECT46, PRAY FOR MERCY, CONFRONTO e o quinteto paulista JOHN WAYNE, que chega com seu mais recente trabalho, o destruidor de ouvidos que tem por nome "Dois Lados - Parte I", que sai agora, há poucos dias de sua apresentação no Rock in Rio.

Os timbres instrumentais são abrasivos, e a banda ostenta uma ótima técnica, mas o mais interessante sobre o trabalho do quinteto é que no meio da opressão sonora do grupo, surgem melodias bem evidentes e que nos envolvem. Ou seja, o grupo busca ser diferenciado de seus colegas de estilo, mas de forma alguma deixa de ser agressivo e ríspido. E como é impactante e nos empolga com facilidade!

Produzido pelo quinteto em parceria com o mago Adair Daufenbach (que também mixou e masterizou o trabalho, e tem se mostrado um especialista nesse gênero). O resultado é uma música que soa clara e as melodias aparecem bastante, com uma timbragem perfeita, e cada detalhe aparece. Mas não pensem que isso deixou o disco sem peso. Pelo contrário, a brutalidade é clara. E o trabalho gráfico de Brian Allen (da Flyand Design) na capa e na arte é ótimo, tendo o impacto visual que a banda possui em sua música.

John Wayne
Musicalmente, o trabalho do JOHN WAYNE está bem mais evoluído e maduro que em seus discos anteriores (o EP "John Wayne" e o álbum "A Tempestade"), os arranjos bem cuidados, e cada canção é uma surpresa. E o disco tem pôr base lírica uma interpretação pessoal da banda de "Inferno", primeiro tomo de "A Divina Comédia", de Dante Alighieri, apenas transportada para a nossa realidade cotidiana. Ou seja, é um deleite para ouvidos e mente, algo que poderia (e deveria) ser usado amplamente nas escolas de nosso país. É uma banda que se encontra consciente da realidade que nos cerca, e com um discurso inteligente.

Deixemos a esperança ao começar a ouvir o disco, pois depois da audição, você estará entre os fãs do quinteto, pois "Dois Lados Parte I" é um disco muito homogêneo em termos de composição.

Passagem - Uma introdução de cordas limpas bem amena e climática, com alguns toques na bateria, o baixo surgindo sob alguns acordes mais distorcidos na guitarra.

Quatro Velas - Aqui, o quinteto já mostra seu cartão de visitas: uma música abrasiva, com tempos que vão de medianos a mais arrastados, com riffs agressivos e técnicos, mas com excelente noção melódica. Uma cama perfeita para assentar os vocais que oscilam de timbres normais agressivos até outros mais urrados sem medo.

Dois Lados, Parte I (Inferno) - Aqui, o começo é rápido e agressivo, mas logo os andamentos se tornam mais cadenciados e as guitarras soam abrasivas, mas o refrão é ótimo, esbanjando melodias muito bem pensadas e backings vocals bem colocados.

Identidade - O começo é bem etéreo, mas logo a música surge forte e agressiva, mas as melodias modernas estão mais evidentes, assim como baixo e bateria mostram uma técnica muito boa.

Aeternum - Uma bela e curta instrumental, onde o baixo se destaca bastante sob o clima soturno e denso que a permeia. 

Até o Fim - Uma base rítmica de peso sob uma saraivada de guitarras distorcidas dá início a mais um massacre sonoro, com urros agudos contrastando harmoniosamente os vocais gritados e intervenções de guturais bem colocados. É uma das melhores faixas do disco, empolgante e que leva a adrenalina a níveis elevados. 

Pesadelo Real - Esta merece o nome, pois é um pesadelo de riffs firmes e uma condução perfeita da cozinha rítmica, e mais uma vez, uma envoltória melódica surge e nos ganha de primeira. 

Recomeço - Uma faixa mais elaborada, com um início empolgante com belos backing vocals, antes de virar uma saraivada de violência sonora desmedida (mas muito bem arranjada), onde vemos mais uma vez a dupla de guitarras do grupo usar de um trabalho fantástico.

Nono Círculo - Um pequeno interlúdio cheio de vozes fantasmagóricas, que vai aclimatando-nos para um dos grandes momentos do disco.

Caim - Aqui, fecha-se o disco com chave de ouro, com excelentes riffs, um trabalho de baixo e bateria massacrante (em termos tanto de peso como de técnica), e vocais muito bem postados. Ela é cheia de nuances e variações, sempre com excelente nível técnico, mas sem que deixe de nos empolgar. E ainda existem melodias e backing vocals aqui e ali que dão um molho especial à canção.

"Dois Lados - Parte I" é um massacre sonoros dos bons, provando que não estão crescendo e sendo reconhecidos como uma das grandes forças do Metal nacional à toa. E a presença deles no Rock in Rio de 2015 não é fruto do acaso, mas de trabalho árduo.

E uma confissão: ganharam mais um fã nesse que vos escreve.





Músicas:

01. Passagem
02. Quatro Velas
03. Dois Lados, Parte I (Inferno)
04. Identidade
05. Aeternum
06. Até o Fim
07. Pesadelo Real
08. Recomeço
09. Nono Círculo
10. Caim


Banda:

Fábio Figueiredo - Vocais
Rogério Torres - Guitarras 
Júnior Dias - Guitarras
Denis Dallago - Baixo 
Edu Garcia - Bateria


Contatos:

Ecoefeitos (Assessoria de Imprensa)

Arandu Arakuaa - Wdê Nnãkrda (CD)

2015 - Independente - Nacional

Nota 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Em tempos que, indo contra a maré das ditas tendências culturais em nosso país, o Metal parece estar redescobrindo as tendências musicais enraizadas em nosso país, e resgata a cultura mais primordial dessas terras. E um dos grupos mais preciosos e criativos nesse sentido é o quarteto ARANDU ARAKUAA, de Brasília (que tem outro representante forte nesse resgate, o MIASTHENIA). E para a alegria de todos, eis que o grupo retorna com seu segundo trabalho, "Wdê Nnãkrda".

Se em seu primeiro disco (o excelente "Kó Yby Oré", de 2013) eles já nos surpreendiam pela fusão de Metal com elementos da cultura dos nossos povos indígenas, podemos perceber que em "Wdê Nnãkrda" eles foram ainda mais além na fusão, estabelecendo de vez o que poderíamos classificar como Folk Metal do Brasil. Aqui, todos os elementos musicais remetem à música de raiz de nosso país (viola caipira) e elementos indígenas se contrastando com guitarras, baixo, bateria, teclados e vocais ora suaves, ora mais rascantes. E como sempre, as letras são em idiomas indígenas de nosso país (Akwẽ Xerente, Hêwaka Waktû, Tupi, Xavante) à exceção de "Povo Vermelho", cantada em português. Original, consistente e muito, muito bom.

Arandu Arakuaa
A produção e mixagem de "Wdê Nnãkrda" é de Caio Duarte (a mente por trás do DYNAHEAD), que soube dar uma roupagem limpa e clara nos momentos mais suaves, e um insight mais denso e agressivo nos momentos mais pesados, e os timbres instrumentais são muito bons. Ou seja, tudo feito de forma espontânea, mas bem cuidada. E a arte de Natalie e Bianca Duarte não é complexa, e consegue transpor as idéias líricas da banda para uma apresentação visual muito boa.

O trabalho do quarteto é, musicalmente falando, de uma riqueza enorme, com muitas variações rítmicas, mudanças de momentos agressivos para outros mais amenos e outros mais indígenas, com uma diversidade de arranjos muito boa. Mas a música, mesmo tão rica, não soa forçada ou cansa o ouvinte (mesmo porque as músicas possuem duração média de quatro minutos). E podemos dizer que houve, inclusive, uma bela evolução técnica da banda, sem contar que o equilíbrio existente entre cada aspecto de sua personalidade musical está bem mais evidente.

Não é possível descartar nada em "Wdê Nnãkrada". Nasceu perfeito, e assim merece ser visto.

"Watô Akwe" é uma introdução indígena, quase como se estabelecendo a Alma Mater do trabalho musical do grupo, com suas batidas tribais e cantos indígenas, precedendo "Nhanduguasu", que se inicia de forma agressiva e dura, com riffs distorcidos e vocais rasgados, mas logo surgem as belas vocalizações femininas e momentos mais suaves onde dominam as cordas limpas e percussão. De forma mais introspectiva e bela, temos iniciada "Hêwaka Waktû", que mesmo tendo momentos mais rascantes, é bem climática e recheada de violas caipiras e maracás, cheia de corais indígenas, e perfeita em cada arranjo. Em "Dasihãzumze", mais uma vez a banda lança mão de arranjos mais amenos, focando especialmente na voz melodiosa de Nájila, que é entremeada pela voz limpa de Zândhio e sua viola, e encerra com corais tribais. "Padi", uma das primeiras músicas liberadas para a audição, tem uma mistura de percussões indígenas com riffs agressivos e vocais femininos bem macios, fora baixo e bateria mostrarem muita versatilidade. "Wawã" é uma calma e bela instrumental, mais uma vez com destaque para baixo e bateria, além de lindos arranjos de viola. Já chegando agressiva e com guitarras pesadas, temos "Iwapru", esta uma das mais pesadas e agressivas do disco, com pouco apenas um momento mais calmo, onde se ouve a nítida influência do Chorinho com toques de Jazz, e ao mesmo tempo se vê que a dicção nos vocais agressivos não fica perdida. Mais uma vez em "Nhanderú", vemos o contraste de vozes tribais e feminina, em uma faixa bem mais focada nos aspectos indígenas da banda, mas sem perder a visão sonora do trabalho do quarteto. Um riff agressivo entremeado com acordes em viola caipira inicia a forte "Ipredu", que segue a noção das outras canções, mais vemos a voz de Nájila se assentar sobre os momentos mais pesados sem problema, ao mesmo tempo em que o baixo de Saulo e a bateria de Adriano dão uma tônica forte às mudanças rítmicas, sendo que estes contrastes tão característicos da banda se fazem presentes na envolvente e pesada "Sumarã" (onde vemos arranjos indígenas dentro das partes mais pesadas sem destoarem em momento algum). Fechando o disco, vem "Povo Vermelho", um pouco mais cadenciada e azeda que as anteriores, mas ostentando a mesma técnica e contrastes do álbum.

Óbvio que muitos fãs de Metal vão estranhar "Wdê Nnãkrda", pois não é um trabalho de simples assimilação. Mas contestar sua qualidade e originalidade seria, no mínimo, confessar a própria prisão intelectual na qual o detrator (os famosos mimizentos chatos que reclamam de tudo que não é como eles querem que seja) está algemado. Vosso problema é desconhecer o Mito da Caverna, de Platão.

Um dos melhores discos do ano, sem sombra de dúvidas, pois ousadia e criatividade são as forças motrizes por trás do ARANDU ARAKUAA.





Músicas:

01. Watô Akwe
02. Nhanduguasu
03. Hêwaka Waktû
04. Dasihãzumze
05. Padi
06. Wawã
07. Iwapru
08. Nhanderú
09. Ipredu
10. Sumarã
11. Povo Vermelho


Banda:

Nájila Cristina - Vocais, maracás
Zândhio Aquino - Guitarras, viola caipira, vocais, teclados, maracás, flautas, apito, chocalho de pé
Saulo Lucena - Baixo, backing vocals, maracás
Adriano Ferreira - Bateria, percussão, pau de chuva, maracás


Contatos: