15 de jul de 2012

Notícias - Kill Again Records (15/07/2012)



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Shock - Primeiro álbum finalmente lançado em CD


A Kill Again Records tem a honra de anunciar que, a versão em CD do álbum Heavy Metal We Salute You, da veterana banda paraibana de Heavy Metal, Shock, já se encontra disponível.
O Álbum foi lançado originalmente em 1991, no formato LP, pelo extinto selo potiguar Whiplash Records , do grande batalhador da cena Norte/Nordeste, Luziano (R.I.P). Selo que lançou bandas como Morpheus, Insanity, Nephastus, Overthrash, Hammeron, Deadly Fate, Megahertz, Crosskill, Mordeth, entre outras.
Heavy Metal We Salute You foi um dos pouquíssimos álbuns de Heavy Metal Tradicional (de verdade) lançados na época por bandas brasileiras, e ainda hoje é uma das maiores referencias do estilo em nosso país. E agora, finalmente tem a sua versão disponibilizada em CD.
Influenciados por bandas como Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Sweet, Grand Funk Railroad, Rush, Judas Priest, Iron Maiden, Saxon e Motorhead, e contemporâneos de bandas como Alta Tensão, Kripta, Harppia, Vodu, Karisma, entre outras, os paraibanos são exemplos vivos de como se manter fiel ao Heavy Metal. A banda neste ano completa 34 anos de existência e seu som continua intacto: Puro, simples e direto Heavy Metal Tradicional!!!
Para este lançamento, foram remasterizadas todas as nove faixas do álbum, além da inclusão de nove bônus tracks.


Formação:

Paulo Roque - Baixo
Carlos Roque - Bateria
Edgard Roque - Guitarras
Américo - Vocais


Tracklist:

01. Failure and Defeat
02. Created by Death 
03. Ritual 
04. Long Hair 
05. Sleepless Night 
06. Silver Cross 
07. Burning 
08. You've Drunk too Much
09. Heavy Metal (We Salute You)

Faixas bônus:

Shock Live 2004
10. Failure and Defeat
11. Long Hair 
12. Silver Cross
13. You've Drunk too Much

Ritual – Demo 1989

14. Rock, Heavy Metal
15. Insônia 
16. Covarde 
17. Cabelos Compridos
18. Ritual

Assista o Video promocional de lançamento do álbum:


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Eternity - Pestiferous Hymns – Rev. I-I-XXXIII (CD)



W.T.C. Productions - Importado 
Nota 9

Ainda existem aqueles que sentem muita saudade dos anos 90 quando falamos em Black Metal, porque as sonoridades exploradas nos últimos 15 anos não satisfazem fãs mais exigentes, ávidos pelo que existia naqueles anos mágicos. E é muito bom ver que, em meio a tantos que mudam de time, bandas que estão na ativa desde aqueles tempos, e mantendo a mesma ideologia sonora, sem abrir concessões, e um deles é o lendário Eternity, da Alemanha, que após um certo tempo de silêncio, volta a falar grosso após cinco anos de silêncio, com Pestiferous Hymns – Rev. I-I-XXXIII, terceiro CD da banda, que acaba de sair pela W.T.C. Productions.
Não, esses sujeitos continuam com sua pregação inalterada pelos anos, mantendo desde 1993 (quando a banda foi formada) sua personalidade musical, ou seja, mantendo aquele padrão ora veloz e ríspido, ora mais soturno e climático, sabendo equilibrar todos os elementos de sua música, onde temos vocais fortes e esganiçados, guitarras firmes em riffs cortantes, baixo e bateria não tão técnicos, mas sabendo dar peso e corpo rítmico às músicas, bem como alterar os andamentos.
Mixado e gravado no "Temple of Disharmony" por A.O.D. em março desse ano, ainda contando com alguns convidados como Drakh (do Katharsis), Nocturnus Horrendus (do Corpus Christii) e V-kaos nos vocais, a produção é suja, como o estilo exige, mas não excessivamente, ou seja, podemos ouvir cada um dos instrumentos separadamente sem grandes esforços. A capa, feita por Saint John, é simples, mas bem sacada e transparece tanto o que a banda quer dizer quanto o seu estilo.
Musicalmente, temos aquele Black Metal tradicional da primeira metade da década de 90, sabendo ter personalidade própria, e que tem seus pontos altos em Down to the Southern Abyss, que começa com uma intro lenta, passa por um momento um pouco mais climático, e logo vira uma pedrada com velocidade moderada, com ótimos riffs e vocais, mostrando uma boa diversidade rítmica; a soturna e densa Temple of Flesh, mais cadenciada, onde baixo e bateria se destacam bastante; a bem variada ...Like 1000 Suns, com alguns trechos onde surgem vocais limpos, e ótimos momentos das guitarras; a rápida ...of Satan's Blood; Reborn Through the Flame (Against the Creation), outra mais lenta e densa, explorando bastante riffs rascantes; e a trampada (dentro dos padrões do Black Metal) Waiting in the Abyss.
Definitvamente, um disco que deveria servir de consultoria para muitas bandas de Black Metal que ou ficam presas ao que já foi feito, ou que buscam caminhos tortuosos em nome da evolução.

Eternity - Live in Deathkult Open Air II 2012

Tracklist:

01. Down to the Southern Abyss
02. Temple of Flesh
03. ...Like 1000 Suns
04. ...of Satan's Blood
05. Reborn Through the Flame (Against the Creation)
06. Waiting in the Abyss
07. Black Clouds on a Psychic Horizon

Formação:
A.Krieg - Vocais e baixo
Baixo e Vocais


Diabolus - Guitarras

M. Alicious - Guitarras


Basilisk - Bateria


Contatos:


Thy Darkened Shade - Eternvs Mos, Nex Ritvs (CD)


W.T.C. Productions - Importado
Nota 9
Por Marcos Garcia

'Tanque de guerra de Grim Black Metal passando por cima de tudo e todos sem piedade' seria uma bela expressão para representar o que podemos ouvir em Eternvs Mos, Nex Ritvs, o primeiro CD do trio grego Thy Darkened Shade.
Uma ouvida mais apurada do trabalho nos mostra que a banda usa muito do Grim Black Metal (ou seja, aquele jeito ríspido, rápido e bruto de se fazer o estilo), mais algumas pitadas de Thrash Metal oitentista, e uns toques mais  Avant-garde aqui e ali, e conseguem ter um resultado muito bom, que sabe unir rapidez intensa, mais moderada e momentos mais cadenciados sem termo algum, e sem prejudicar a musicalidade do trio.
Tendo o dedo de Stamos Koliousis na mixagem e masterização, temos aqui uma gravação não tão limpa assim, mas extremamente audível aos incautos não iniciados, pois cada instrumento está bem postado, e sem ficarem embolados, além da massa sonora que a banda tem em mãos é algo absurdo.
Musicalmente, temos vocais se alternando entre momentos ríspidos, bem como o uso de vocais agonizantes que surgem em meio às canções, guitarras faíscantes e com muito o Thrash-Death Metal anos 80 feitos na Alemanha e Suíça, baixo e bateria que sabem dar peso e serem técnicos na medida certa (já que a bateria não se priva de usar alguns blast beats aqui e ali de vez em quando).
O CD é bem homogêneo, com um nível muito bom em todas as músicas, pois a banda dispara chumbo de grosso calibre metálico para todos os lados, ou seja, é agressividade bem direcionada em todas as músicas, principalmente na ótima Deceased Ambience, que abre o disco e serve de cartão de visitas, com bumbos velozes e ótimos riffs de guitarra; a brutal Reconstruction of Soul and Matter, onde mais uma vez a bateria se destaca bastante em ótimas conduções e variações; The Great Serpent Self já tem um forte clima oitentista, mas sem soar datado; To Suffer the Perpetual Curses, cadenciada e muito pesada, com vocais insanos e riffs de guitarra dignos de menção honrosa; a destruidora de pescoços Inferior Deathplan; e a variada e brutal The Clandestine Insight of Immorality, que faz com que ponhamos a função 'repeat all' do CD ativa.
Discão, que poderia ser um pouco mais extenso, porque a banda e o público merecem!

To Suffer the Perpetual Curses

Tracklist:

01. Deceased Ambience 
02. Reconstruction of Soul and Matter 
03. The Great Serpent Self 
04. To Suffer the Perpetual Curses 
05. Narrow Fields of Life 
06. For Sinister Might 
07. Inferior Deathplan 
08. The Clandestine Insight of Immorality 


Formação:

The A - Vocais  
Semjaza - Guitarras, Baixo 
Maelstrom - Bateria

Contatos: