17 de mar de 2013

Entrevista com o Goatlove



A banda foi formada em meados de 2009, mas só no final de 2012 foi lançado o primeiro disco. Qual o motivo deste tempo para o lançamento?

Acredito que tenha sido os mesmos contratempos que rolam para a maioria das bandas underground nacionais. Infelizmente, a banda é um hobby. A lei Rouanet não chega até nós, por isso o aspecto grana influencia bastante. Temos nossos trabalhos, compromissos e responsabilidades que nos tomam muito tempo. Também tivemos algumas mudanças na formação durante esse período, o que demanda tempo para encontrarmos novas pessoas e ensaiarmos. No fim, não queríamos apenas compor as músicas e ir direto para o estúdio. Ensaiamos bastante para que as músicas tivessem uma cara de banda tocando mesmo, aquele feeling de quem já toca as músicas há algum tempo.


A música do GOATLOVE é bastante experimental e difícil de rotular. De onde vem a inspiração para as composições?

Temos uma ideia clara do que queremos com o Goatlove, que é justamente não ter nenhum tipo de amarra ou barreira. É um papo meio batido, mas acredito que seja o mais correto para demonstrar como as músicas foram feitas. Claro que temos nossas influências e a ideia de uma pegada mais suja e rocker, mas músicas como 'Devil Sun', 'Desperate Passion' e 'I Don’t Believe' são bem distintas umas das outras, sem, entretanto, soarem como diferentes bandas tocando. No final, a inspiração pode vir de qualquer lugar: um filme, um livro, um desenho, uma foto. E, claro, os discos e músicas das bandas que gostamos.


O primeiro álbum ‘The Goats Are Not What They Seem’ desde seu lançamento tem tido uma repercussão extremamente positiva, vocês esperavam por isso?

A gente tinha uma ideia, pela resposta que tivemos nos dois singles que lançamos antes, que algumas pessoas poderiam curtir. Mas no fundo sempre fica aquela ponta de pensamento: “como será que a galera vai responder ao disco?”. Por isso que sempre que se tem uma grande resposta positiva, como foi o nosso caso, acaba sendo um pouco de surpresa mesmo. É a música que nós gostamos, o que não significa sempre que a maioria vai curtir. Ficamos felizes de muitos estarem gostando tanto do álbum quanto nós curtimos tê-lo feito.


Uma das atrações do grupo é o vocal de Roger Lombardi, que possui um tom grave, mas que varia bastante, inclusive chegando a pegadas ‘Hardcore’, quais as influências do vocalista?

Gosto de muitos caras que não se parecem comigo nem de longe, como Halford, Dio e Tom Warrior (risos). Mas curto muito Ian Astbury, Iggy Pop, Nick Cave, Danzig, Billy Idol, Jim Morrison, Johnny Cash, Andrew Eldritch, Dave Gahan, Wattie Buchan, Wayne Hussey. Acho que esses influenciaram mais.  


Outro detalhe são as letras também incomuns, o que a banda usa como inspiração para escrever?

A grande parte é feita com influências mais surrealistas ou realismo fantástico, sejam filmes, livros ou pinturas. Outra parte vem do cotidiano, uma opinião sobre alguns aspectos da sociedade. Essas, geralmente, possuem um tom mais crítico.


Quais os próximos planos da GOATLOVE?

Agora estamos planejando nosso primeiro videoclipe e agendando os shows de divulgação do 'The Goats Are Not What They Seem'. Ao mesmo tempo, já estamos trabalhando nas demos para as músicas do próximo disco, por isso podemos adiantar que não irá demorar tanto quanto o primeiro (risos).


Deixem uma mensagem para nossos leitores.

Obrigado a todos pela força e pelo espaço. Estamos dando nossos primeiros passos e ficamos felizes que estejam gostando. Dia 24 de março faremos o show de lançamento do álbum no Manifesto Bar, em São Paulo. Para quem ainda não possui o álbum ou quem deseja agendar um show conosco, mande e-mail para press@goatloveweb.com . Let’s Goat!


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Entrevista com o Nervochaos




'To The Death' já foi lançado há alguns meses. O que a banda já pôde colher de resultados?

Edu Lane: O CD foi lançado em Setembro 2012 e nós já esgotamos a primeira prensagem dele. Começamos a nova turnê em Janeiro de 2012 e acabamos tocando em diversos lugares inéditos para nós, tais como México, Colômbia e Equador.  Além disso, fizemos no ano passado, a nossa terceira turnê pela Europa. Este ano, vamos continuar com essa turnê bem provavelmente até o fim de 2013. Já estamos com uma nova turnê pela Europa agendada em Abril e Maio, além de datas na Argentina, Bolívia e Equador. Isso tudo sem contar com os diversos shows que estamos fazendo pelo território nacional. O novo CD foi eleito pelo público e por algumas publicações especializadas como um dos melhores do ano. Fora isso tudo, nós conseguimos um contrato com a Cogumelo e teremos o novo CD lançado em formato de vinil. O material também foi lançado, agora em Janeiro, nos EUA. Acho que tudo isso é reflexo de muito trabalho que nós estamos constantemente desenvolvendo e com certeza também frutos do 'To The Death'.  


Um dos pontos que mais chama a atenção no disco novo é a capa feita por Joe Petagno. Como vocês chegaram até ele?

Edu Lane: Realmente a capa ficou excelente e nós estamos muito contentes com o resultado final. Eu sempre sonhei em ter um material da banda assinado pelo Joe Petagno. Resolvi escrever para ele e para minha surpresa ele se mostrou extremamente amigável e acessível. Poucos dias depois que eu mandei o e-mail, ele respondeu dizendo que tinha checado o trabalho da banda e curtido a nossa proposta. Mandei o título e as letras do novo CD e com isso ele desenvolveu a capa e a contracapa do novo CD. 


Novamente o álbum conta com participações especiais, vocês querem manter este padrão?

Edu Lane: Nós sempre procuramos fazer algo de especial para os nossos fãs nos CDs da banda. Seja uma embalagem diferenciada, seja brinde ou então participações especiais. Tivemos diversos vocalistas participando do nosso terceiro CD, o 'Quarrel in Hell'. Já no 'Battalions of Hate' não tivemos participações especiais mas fizemos a primeira prensagem em digipack com formato de cruz invertida. Na edição 'normal' do 'Battalions of Hate' incluímos duas faixas extras. Para o 'To The Death' resolvemos convidar alguns guitarristas para fazerem solos. Convidamos diversas pessoas e acabamos conseguindo confirmar cinco participações. A primeira prensagem do 'To The Death' também traz um adesivo e um patch exclusivo. Já estamos planejando o que faremos para o nosso próximo CD de estúdio. 

O NERVOCHAOS é um das bandas que mais cai na estrada. Com toda esta experiência de palco, gravar um CD é apenas uma desculpa para voltar a se apresentar?

Edu Lane: Não diria que é uma desculpa, mas faz parte do processo como um todo. Nós realmente somos uma banda estradeira e acreditamos que bandas de verdade se fazem ao vivo. O CD é essencial para apresentar a fase atual da banda, a formação e é claro compor o nosso set list para os shows ao vivo. Para cada turnê bolamos um set list diferente trazendo assim novidades para aquelas pessoas que já assistiram ao nosso show e também mudamos o set list caso já tenhamos tocado na cidade durante a mesma turnê. 


Recentemente foi anunciado o lançamento do primeiro DVD da banda. O que podemos esperar deste trabalho?

Edu Lane: Estamos trabalhando forte no lançamento do nosso primeiro DVD e faremos algo muito especial. Será um pacote contendo dois DVD, um CD ao vivo e um livreto com fotos e toda a história da banda. O primeiro DVD será sobre o 'To The Death'. Passando pela concepção, gravação, lançamento e a turnê do 'To The Death' no período de Janeiro de 2012 até Janeiro de 2013. Já o segundo DVD será sobre toda a história da banda desde a sua formação em Setembro de 1996 até Dezembro de 2011. Ambos os DVD vão conter shows ao vivo, entrevistas com a banda, ex-membros e convidados, alem de diversas cenas dos bastidores. O CD ao vivo será completo contendo gravações de diversas épocas e formações da banda. 


Vocês planejam gravar um videoclipe também?

Edu Lane: Sim, queremos bastante começar a explorar esse formato. No momento estamos focados no nosso primeiro DVD, mas logo iremos começar a trabalhar em videoclipes também. 


O que mais o NERVOCHAOS está preparando para este ano?

Edu Lane: Este ano teremos o lançamento em formato de vinil do 'To The Death'. Além disso teremos o lançamento do nosso primeiro DVD e o relançamento do nosso primeiro CD, o 'Pay Back Time'. Fora isso, já demos início a nossa nova turnê que irá se estender até o fim do ano de 2013 onde já temos agendado datas na Argentina, Equador, Bolívia, pelo Brasil e pela Europa. Para saber mais sobre a banda, visite www.nervochaos.com.br  


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Rotting Christ (16/03/2013 - Teatro Odisséia - RJ)



E mais uma vez, a Blog N Roll Produções dá um passo adiante e visionário, e trouxe um dos expoentes maiores do Black Metal mundial às terras do Rio de Janeiro: ROTTING CHRIST, um dos maiores nomes da cena grega, em sua excursão do novo álbum, 'Κατά τον δαίμονα εαυτού', que acaba de ser lançado.

Os fãs do lado de fora se divertindo e conversando.

As imediações do Teatro Odisséia, desde muito cedo e com uma temperatura alta, já estava cheia de Headbangers ansiosos pelo show, que estavam aproveitando para conversar e beber cerveja, de forma tranquila e sem fazer alardes, muito pelo contrário: o clima era de tranquilidade total.


Antes da banda se apresentar, os contemplados pela promoção "Meet and Greet com o ROTTING CHRIST" foram levados até onde o quarteto se encontrava, e foram antendidos com uma grande humildade e receptividade por parte de Sakis, Themis, Georges e Vaggelis, sempre sorridentes, simpáticos e bastante acessíveis, mostrando que o sucesso não lhes sobe à cabeça e que seu público é muito importante para a banda. Uma lição a ser aprendida por muitos músicos do meio sobre a relação fã-banda.

Marcos Garcia com Vaggelis e George no "Meet and Greet".
Na hora marcada, começa a rolar a introdução 'Sono L'Antichristo', e o público recebeu a banda calorosamente, e logo detonam 'The Forest of N'Gai', do clássico 'Passage to Arcturo'. Na realidade, todo o set do show abarcou toda a carreira da banda, pois executaram músicas de quase todos os CDs lançados. Depois, vieram 'Athanati Este' e 'Κατά τον δαίμονα εαυτού', todas cantadas pelo público presente que ia ao delírio com cada música. Mesmo os trechos em grego eram cantadas e gritadas por todos.

ROTTING CHRIST no Palco do Teatro Odisséia.
Sakis, extremamente simpático e à vontade no palco, se comunicava com o público que respondia aos seus pedidos, os novatos Vaggelis e George empolgados, agitando e levantando o público, e Themis seguro atrás de sua bateria, mas vez por outra, entre as músicas, cumprimentava o público. 


'Nemecic' e 'King of a Stellar War', mais cadenciadas, fizeram o público agitar conforme as músicas e cantar à plenos pulmões, e a dobradinha 'The Sign of the Evil Existence' e 'Transform all Suffering into Plagues', do clássico 'Thy Mighty Contract', levaram o público à loucura e as rodas de pogo começaram a surgir e se tornaram uma só roda gigantesca durante a execução de 'Societas Satanas', do THOU ART LORD, que para aqueles que não sabem, é um projeto paralelo de Black/Thrash Metal de Sakis com Magus do NECROMANTIA. 


Acabou?

Nada, ainda tocaram 'In Yumen-Xibalba', do novo CD, o hino 'Non Serviam' (que encheu os olhos desse autor, fã da banda há 20 anos, de lágrimas), 'Χαοσ Γενετο (The Sign Of Prime Creation)', 'Phobos' Synagoghe' e a ótima 'Noctis Era'.

Sakis, uma lenda no Black Metal.
A banda desceu do palco, mas logo retornaram para uma encore, com 'Archon', 'Fgmenth, Thy Gift', 'Shadows Follow', e a pedida 'The Fifth Illusion', e encerraram a noite sendo ovacionados por todos os presentes, e em uma nova amostra de simplicidade e grande humildade, ao saírem, ficaram por quase uma hora atendendo seus fãs e conversando com todos, antes de retornarem ao hotel e dali, irem para o After Party no Heavy Duty.


E que fique registrado que a Blog N Roll Produções, junto com a Audio Blast, além de um ótimo trabalho em termos de evento, ainda concedeu equipamento de primeira, o que fez o show ainda melhor. Qualidade, visionarismo, profissionalismo e paixão andando de mãos juntas sempre rendem ótimos frutos.

Marcos Garcia com Sakis, após o show.

E que venham outros!

The Sign of Evil Existence