27 de out de 2013

DarkTower, Vociferatus, Ainur, Deathpass (From Hell, Heavy Duty, RJ - 26/10/2013)




Horário de verão, noite quente na cidade maravilhosa (que realmente é extremamente quente nessa época), mas mesmo assim, era o show de lançamento de “...Of Chaos and Ascension”, o primeiro Full-Length da banda carioca DARKTOWER, que também marcava a estréia da nova formação do grupo. E ao mesmo tempo, também pudemos ver mais três bandas da cidade, o VOCIFERATUS, o AINUR e o DEATHPASS.

Abrindo o evento, o estreante da noite, do DEATHPASS.

Deathpass
O quinteto fazia seu primeiro show, com sua música focada em um Black Metal soturno e pesado, ora mais veloz, ora mais climático, tendo inspiração em bandas como WATAIN e MAYHEM, e que estava divulgando o EP “Proliferating the Curse”, que pode ser baixado aqui.

Deathpass

Óbvio que a banda ainda precisa de um pouco mais experiência de estrada, pois o som ainda está cru, PA postura pode dar uma melhorada (mas lembramos que o palco é pequeno, logo, não há como fazer grandes movimentos), mas nada que mais alguns ensaios e shows não venham a sanar, já música boa e de qualidade o grupo tem, e muito, bastando ouvir “Unholy Genesis”, “Bloodlike Night” e "Hellish Stripes” e comprovar, fora perceber ver que Orcus (vocal), Hell e Zepar (guitarras), Amon (baixo) e Belial (bateria) têm muito a oferecer. E um dos destaques do show foi quando Pedrito Hildebrando (vocalista do VOCIFERATUS) sobe ao palco e divide os vocais em uma das músicas.

Boa promessa, e fica a espera para futuros shows.

O segundo nome da noite foi o veterano AINUR, que faz um Black Metal bem veloz, agressivo e técnico, com inspiração na escola européia do estilo.

Ainur

O grupo andava meio sumido de shows, mas retorna como um quarteto (com apenas uma guitarra), e se mostra insano ao vivo, com muito boa postura e musicalidade, com destaques para Annatar, que além de cantar bem, ainda sabe entreter o público quando necessário.

Ainur

Só falta mesmo a banda pegar músicas como “Stormseeker” e “Relentless” em um CD, porque o som deles é muito, muito bom para ficar escondido demais no underground. E ainda detonaram uma versão própria para “Armageddon Death Squad”, do IMPALED NAZARENE.

Depois de um breve intervalo, foi a vez do quinteto VOCIFERATUS subir ao palco.

Vociferatus

Desde o lançamento do EP “Blessed by the Hands of Flames” em 2011, eles evoluem muito a cada show que fazem, e neste, mostram que estão afiados, formando com o LACERATED AND CARBONIZED, UNEARTHLY e DARKTOWER uma forte espinha dorsal do Metal extremo carioca, sem desprezar outras bandas, já que seu Blackened Death Metal com alguns inserts de outras sonoridades é insano.

Vociferatus

Ótima postura, com Pedrito Hildebrando um monstro nos vocais, sabendo se comunicar muito bem com a platéia, apesar da guitarra de Felipe Lima apresentar problemas vez por outra, eles fizeram um bom set com as já conhecidas “Blessed by the Hands of Flames” e “Warpath”, além de inéditas como “Mortenkult”, faixa-título do vindouro Full-Length do quinteto, que já está deixando muitos com água na boca.

Fechando a noite, os donos da festa: DARKTOWER.

DarkTower
Como dito acima, este foi o primeiro show da nova formação, que além dos veteranos Flávio Gonçalves (vocais) e Rodolfo Ferreira (bateria), agora conta com Tauan Rithmains e Raphael Casotto (guitarras) e Bruno Valente (baixo). E verdade seja dita: eles realmente estão à altura do desafio, pois já mostram entrosamento e personalidade, dando um toque a mais de classe ao grupo, isso sem contar que a movimentação da banda melhorou bastante, possivelmente pelo fim do visual meio carregado de antes.

DarkTower

O show foi todo baseado nas músicas de “...Of Chaos and Ascension”, e obviamente canções como “Retaliation”, “Lord ov the Vastlands” e “Human Like Fire”, velhas conhecidas do público foram cantadas por muitos, ao mesmo tempo em que a nova e forte “Vengeful Warrior” causou boa impressão. Mas realmente, os Espectros de Anne abalaram as estruturas da casa com o hino “Rise of the DarkTower”, mostrando que ainda vão conquistar muito espaço na cena nacional. Destaque para Flávio, que além de uma excelente postura, durante a execução de “Human Like Fire”, fez questão de descer e agradecer a cada um dos presentes.

DarkTower

Uma ótima noite, mas que fica a crítica: onde estava o público? 

Até existia um bom número de presentes, mas poderiam ter sido bem mais pessoas. 

Será possível que ainda existam pessoas que não acreditam no Metal nacional, depois desse ano ótimo em termos de lançamentos de bandas brasileiras?

Está na hora de acordar e apoiar sua cena...

Ah, sim: parabéns ao DJ Terror e a Zeca do Heavy Duty por mais um bom evento.