8 de jun de 2012

Spineshank – Anger Denial Acceptance (CD)



Century Media - Importado
Nota 8
Por Marcos Garcia

A mistura de agressividade com melodia em muitos trabalhos vistos atualmente estão deixando muitos fãs de Metal assustados, bem como causando furor em tradicionalistas de plantão, mas é fato: o paradigma antigo já está sendo ultrapassado, e o Metal se encaminha para se tornar um estilo ainda mais amplo do que já era há alguns anos.
Outro bom nome das bandas que fazem um trabalho que mistura uma sonoridade muito ríspida com melodias bem interessantes e densas é, sem sombra de dúvidas, o quarteto americano Spineshank, de Los Angeles, que por meio da Century Media Records, nos chega com seu novo trabalho, Anger Denial Acceptance.
A sonoridade da banda é bem densa e pesada, com vocais que variam do suave ao urrado com extrema facilidade, guitarras pesadas em riffs bem feitos, baixo bem audível que se arrisca em notas fora da marcação vez por outra, e bateria firme e bem compassada, sem atravessar o som, sabendo conduzir bem os andamentos da banda, e cada um desses elementos é bem audível graças a uma produção sonora bem cuidada, que além de conferir peso e coesão à música da banda, abrilhanta bastante cada instrumento.
As músicas do disco possuem uma qualidade muito boa, se destacando das demais a pesada e intensa After the End, que abre o CD com berros rasgados alternados com vocais mais suaves, além do ótimo trabalho da base rítmica; Nothing Left for Me, uma canção mais focada em sentimentos fortes, em um clima bastante opressivo e melancólico, assim como em Anger Denial Acceptance, onde os elementos mais amenos se alternam com outros mais agressivos, e na ótima I Want You to Know; The Endless Disconnect, com ótimo refrão, guitarras ótimas e alguns elementos de Industrial; a ultra-Hardcore novaiorquino I Am Damage, que é uma pedrada agressiva e bruta, apresentando um ótimo trabalho de guitarras; a agressiva The Reckoning, que já cai mais para um lado Industrial-Core forte, e um baixo extremamente gorduroso surge em várias oportunidades; e a trilogia formada por God Complex (Anger), Motive Method Opportunity (Denial), e Exit Wound (Acceptance), a primeira uma paulada, a segunda uma música mais climática, e a terceira é extremamente avantgarde.
Uma banda legal, um trabalho digno de honra e que merece uma conferida atenta.

Nothing Left for Me

Tracklist:

01.  After the End 
02.  Nothing Left for Me 
03.  Anger Denial Acceptance 
04.  I Want You to Know 
05.  Murder Suicide 
06.  The Endless Disconnect 
07.  I Am Damage 
08.  Ploratio Morbus 
09.  Everything Everyone Everywhere Ends 
10.  The Reckoning 
11.  God Complex (Anger) 
12.  Motive Method Opportunity (Denial) 
13.  Exit Wound (Acceptance) 



Formação:

Johnny Santos – Vocais 
Mike Sarkisyan – Guitarras 
Rob Garcia – Baixo
Tommy Decker – Bateria


Contatos:



Architects – Daybreaker (CD)



Century Media Records - Importado
Nota 9,0
Por Marcos Garcia

Um dos aspectos mais sensacionais do Heavy Metal é a sua capacidade de mutação, de se transformar em algo novo e cheio de vida, ao mesmo tempo em que outros preferem a sua tradicionalidade que, em geral, também válida. Duas visões interessantes e que convivem em harmonia nos dias atuais, embora ainda existam algumas pessoas que causam dicotomias vazias de sentido lógico por suas visões distorcidas e pequenas de um todo extremamente amplo.
Uma banda que desafia rotulações é o inglês Architects, já que sua música tem muito de Progressive, Hardcore e Metalcore, mas um estilo diferente que anda sendo chamado de Pós-Metalcore por alguns (é tudo Metal, oras!), e que chega com seu quinto trabalho, Daybreaker, via Century Media Records. 
A primeira coisa que salta os olhos na musicalidade do quinteto é sua vocação para fazer um som que ora é rascante e agressivo, ora é mais melódico e denso, com climas bem opressivos, mas sempre com técnica, peso e bom gosto bastante evidentes.
A apresentação gráfica é muito bonita e bem legal, em um trabalho ótimo de Paul Jackson (Tank.Axe.Love), embora o logo da banda lembre de cara o usado pelo Dream Theater alguns anos atrás. A sonorização bem cuidada e limpa, graças à produção de Ben Humphreys e da própria banda, com uma mãozinha de John Mitchell nos Outhouse Studios, in Reading, Inglaterra, que faz a banda soar coesa e pesada, bem como mantém a música densa e limpa.
Ao ouvir o disquinho, é bom tomarem cuidado, pois este trabalho não é, de forma alguma, convencional, mas corajoso e complexo, bastante minimalista musicalmente falando, e com fortes momentos em que a emoção surge, especialmente em The Bitter End, que começa lentinha, mas logo vira uma pancada extremamente densa e emotiva, com gritos para lá de fortes; a ótimas guitarras em Alpha Omega, ríspida e intensa, sem ser lá muito veloz; a instigante e emotiva These Colours Don’t Run, onde a cozinha baixo-bateria mostra eficiência em um bom trabalho, conferindo peso e técnica à banda; a técnica Daybreak, onde o baixo dá um show de técnica em seus momentos mais amenos; a progressiva Truth, Be Told; a mezzo ríspida, mezzo emotiva Outsider Heart, que empolga e mantém a atenção do ouvinte presa durante sua execução; a calma e climática Behind the Throne, com retoques bem ‘floydianos’ aqui e ali, mesmos elementos que o ouvinte irá encontrar em Unbeliever. Ainda há a participação de Oliver Sykes (do Bring Me The Horizon) nos vocais de Even If You Win, You’re Still a Rat, outra faixa bem intensa e agressiva.
Um disco complexo, mas que para aqueles que encaram desafios de peito aberto, uma obra-prima.

These Colours Don't Run

Tracklist:

01. The Bitter End  
02. Alpha Omega  
03. These Colours Don’t Run  
04. Daybreak  
05. Truth, Be Told  
06. Even If You Win, You’re Still a Rat  
07. Outsider Heart  
08. Behind the Throne  
09. Devil's Island   
10. Feather of Lead  
11. Unbeliever  



Formação:

Samuel Carter – Vocais 
Tom Searle – Guitarras
Tim Hillier-Brook – Guitarras
Ali Dean – Baixo 
Dan Searle – Bateria


Contatos: