21 de jan de 2016

TROPA DE SHOCK - Inside the Madness (CD)


2016
Nacional

Nota 9,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: I Broke My Mirrors, Revelations of a Soldier, Call My Name, All My Reasons,  Afraid of Hell, Slaved Anywhere, I Like Chopin, Freedom Again


Tem bandas que, de disco para disco, evoluem bem lentamente, com propostas sonoras cada vez mais adaptadas aos tempos modernos. Mas existem aquelas que, como diz um velho jargão popular, já chegam "na voadora", ou seja, evoluem tão rapidamente que chegam a nos assustar. E verdade seja dita: o quinteto paulista TROPA DE SHOCK realmente nos surpreende. Mesmo sendo veteranos, com mais de 25 anos de muita luta nos ombros, eles chegam metendo uma bicuda na porta com "Inside the Madness", seu sétimo álbum que a MS Metal Records e a Voice Music colocaram nas lojas.

E se preparem, pois aqui, o calibre da banda é bem grosso.

A banda continua adepta de um Heavy Metal tradicional com um pezinho no Power Metal, mas desta vez, eles abriram a caixa de ferramentas e usaram de uma apresentação mais agressiva e bruta. O quinteto se modernizou, e está pronto para encarar qualquer um que vier pela frente, dispostos a não deixarem pedra sobre pedra. É agressivo, pesado e azedo, mas as melodias tradicionais estão ali, como a técnica que flui naturalmente do grupo, não sendo algo posto à força nossas goelas abaixo. E os teclados que a banda sempre teve estão ausentes no disco, mas não chegam a fazer grande falta. 

Um pequeno gendaken para que possam compreender esta evolução: imaginem que nunca ouviram o JUDAS PRIEST na vida. E de repente, alguém lhe mostra primeiramente o "Screaming for Vengeance", e logo depois, o "Painkiller". Sim, claramente é esta idéia do que o grupo fez nesse disco, ou seja, sua música está soando agressiva e moderna, mas vibrante e melodiosa.

Tropa de Shock
O baterista Marcio Minetto e o vocalista Don fizeram a produção do disco, e verdade seja dita: acertaram em cheio.

Sim, pois esta forma mais seca e agressiva se ajustou perfeitamente ao que o grupo buscava. Os timbres instrumentais estão ótimos, e a qualidade excelente. E o aspecto artístico, um trabalho ótimo, dando corpo lado musical e lírico.

A banda caprichou nos arranjos de "Inside the Madness", sem sombra de dúvidas. Soando pesado, agressivo e melódico ao mesmo tempo, sua música ganhou vida, e deixou o TROPA DE SHOCK pronto para novos desafios. E de quebra, o disco trás a presença de Sérgio Murilo no último solo de guitarras em "I Like Chopin", um hit antigo dos anos 80 do cantor Pop italiano GAZEBO.

O lado musical fala por si nas 12 faixas do disco (sim 12, pois "Insanity Nightmares" é uma introdução).

I Broke My Mirrors - Uma faixa bem agressiva e com ótimas melodias, com boa mostra de técnica e um refrão ótimo. As mudanças rítmicas são excelentes, fora os vocais "halfordianos" de Don estarem em grande forma (tanto que alguns urros mais guturais surgem como backing vocals em alguns momentos).

Revelations of a Soldier - Sirenes e outros efeitos permeiam o início de uma música com andamento empolgante, daqueles com velocidade moderada e levam a cabeça a bater naturalmente. Os riffs são excelentes, mostrando que Augusto e Lucas estão muito bem nas seis cordas. 

Call My Name - O lado mais tradicional à lá NWOBHM da banda aparece. Veja como os duetos de guitarra lembram bastante o trabalho de bandas como MAIDEN e JUDAS naqueles áureos tempos. Mas mesmo assim, é interessante ver que os arranjos tornaram-na uma faixa bem envolvente e acessível.

Waiting for Another Way - Outra bem NWOBHM, apenas com uma dose de agressividade maior. Mas mesmo assim, a força da energia Hard'n'Heavy é ótima e nos embala. E que exibição de Don mais uma vez, está cantando muito bem.

All My Reasons - Um pouco mais amena e quase uma balada. É um dos momentos mais climáticos e introspectivos do disco, com excelentes melodias e um belo trabalho de Márcio na bateria, o que faz com que Hammier mostre uma técnica muito boa nas quatro cordas.

Inside the Madness - O lado mais agressivo retorna, com guitarras abrasivas em uma faixa bem diversificada e algumas mudanças rítmicas muito boas. E alguns backing vocals são ótimos.

Afraid of Hell - A agressividade dessa aqui chega a ser rascante. O balanço entre base rítmica e riffs é excelente, e chega a ser constrangedor ver um trabalho desse nível e não aplaudir de pé.

A Silents Dark - Novamente, há equilíbrio entre a roupagem agressiva da banda e o lado melodioso de sua personalidade. Aqui, ao mesmo tempo, aquele lado mais Power Metal surge naturalmente, apresentando um trabalho de alto nível de baixo e bateria.

Beyond the Sea - Como a base rítmica da banda é precisa, e como serve bem para as guitarras e vocais evoluírem bem... A banda apresenta um lado técnico muito bom, mas o alinhavo agressivo está presente, com riffs roncando feio nos ouvidos dos incautos.

Slaved Anywhere - Aqui aquele lado mais Metal germânico dá às caras no trabalho das guitarras, algo bem ACCEPT nas bases, mas ao mesmo tempo, o lado daquilo que chamamos de "Heavy Metal tradicional moderno" é evidente graças aos timbres agressivos. 

I Like Chopin - Como dito antes, esta é uma velha canção Pop dos anos 80. Mas aqui, ela ganhou uma roupagem pesada e vibrante. Se não nega a versão original, ficou ótima com as guitarras no lugar dos pianos e teclados, além de uma base rítmica pesada e consistente.

Freedom Again - Aqui, novamente, aquele lado Power Metal melodioso dá as caras, com um andamento não tão veloz, a bateria mostrando uma técnica excelente, e belas vocalizações. Aparentemente, por ser uma faixa bônus, ela tem a pegada mais voltada aos trabalhos anteriores da banda, mas em momento algum soa como sobra ou algo do tipo. É ótima, com um refrão excelente.

Óbvio que o TROPA DE SHOCK ainda tem muito a oferecer, e com essa nova formatação, está pronto o futuro. Mas verdade seja dita: o presente é excelente.

Podem adquirir sem medo.







Músicas:

1. Insanity Nightmares 
2. I Broke My Mirrors 
3. Revelations of a Soldier
4. Call My Name 
5. Waiting for Another Way 
6. All My Reasons 
7. Inside the Madness 
8. Afraid of Hell 
9. A Silents Dark 
10. Beyond the Sea 
11. Slaved Anywhere 
12. I Like Chopin 
13. Freedom Again


Banda:

Don - Vocais
Augusto Abade - Guitarras
Lucas Pelarin - Guitarras
L. Hammier - Baixo 
Márcio Minetto - Bateria


Contatos:

MS Metal Agency Brasil (Assessoria de Imprensa)

SILVER MAMMOTH - Mindlomania (CD)


2016
Nacional

Nota 9,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: Bewitched, Mindlomania, Liars, Madman Doc, Shining Star, Shock Therapy


Uma dos aspectos mais interessantes do atual revival do Rock anos 60/70 é a quantidade de bandas boas que surgem a cada dia. E no Brasil, digamos de passagem, temos excelentes bandas no estilo. Uma delas é o quarteto SILVER MAMMOTH, de São Paulo. E se eles já haviam feito um trabalho de primeira em "Pride Price", de 2014, esperem para ouvirem "Mindlomania", o novo deles que a dobradinha MS Metal Records/Voice Music colocou no mercado.

Antes de tudo, o estilo deles não mudou em absolutamente nada. Continuamos vendo uma banda com clara influência de monstros como LED ZEPPELIN, DEEP PURPLE e URIAH HEEP, completamente setentista e psicodélico, por vezes até mesmo intimista. Ótimas melodias adornam o trabalho musical do grupo, que evita cair em exageros técnicos. Aqui, a técnica nunca supera a expressão musical melodiosa e envolvente que eles sabem expressar com maestria.

Silver Mammoth
Em termos de sonoridade, é o único ponto em que a modernidade entra em "Mindlomania". A produção de Marcelo Izzo e Rafael Agostino ficou muito boa, mas evitando exageros, para soar mais orgânica e com certo clima "live". E isso acrescenta valor ao trabalho do grupo, que não busca soar como uma banda do passado pela qualidade sonora, mas pela música em si. E a psicodelia da música do quarteto é claramente expressa pela arte, com uma capa ótima, trabalhada em vários tons de cores, fugindo do ponto comum que é o uso de preto e branco, com um encarte de primeira.

Em termos musicais, o quarteto arrasa. Sim, o SILVER MAMMOTH sabe exatamente o que quer de sua música, e como fazer para atingir aquilo que visam. Sem exagerar na técnica, temos uma riqueza nos arranjos de muito bom gosto, aliada a um trabalho de alto nível de cada um dos integrantes. E, além disso, Rafel Agostino ainda dá uma canja nos teclados, Hammond, Moog, Mellotron e piano, acentuando aquele sabor psicodélico/progressivo essencial para as músicas do grupo.

Cada música tem seu próprio valor, sua expressão, logo, é bom sentar e se preparar para ficar grudado.

Bewitched - É uma das faixas de vídeo de divulgação. A psicodelia impera em uma canção pesada e melodiosa, com ótimos vocais e arranjos bem encaixados do velho Hammond. Mas não deixe de reparar a força das guitarras, especialmente no solo.

Mindlomania - Um pouco mais cadenciada e pesada, é um dos grandes momentos do disco. A guitarra dita as normas, com riffs pesado e azedos, mas basta prestarem atenção no trabalho da base rítmica, e os queixos caem. 

The Time Has Come - Misturando crescendos ótimos em meio a uma canção mais introspectiva, que é guiada pelo ótimo trabalho de órgãos, mais uma vez os vocais mostram um trabalho excelente, usando timbres mais macios.

Liars - Um pouco mais acessível e com um jeitão mais Rock'n'Roll, é uma música cheia de uma pegada com boa técnica, além de um refrão bem simples de assimilar. E novamente, os vocais mostram um trabalho de alto nível. Mais um dos grandes momentos do disco.

Madman Doc - Ainda mais Rock'n'Roll que a anterior, vemos alguns toques de Rock Progressivo aqui, em algumas paradas rítmicas. E veja como alguns momentos de piano dão aquele adorno especial, fora baixo e bateria estarem em grande forma.

The Cave, The Hole, The Escape - uma instrumental psicodélica, cheia de um clima progressivo etéreo.

Sadness - Sabem aquele jeitão pesado e cheio de feeling setentista? Pois é aquilo que irão encontrar aqui. Mas ao mesmo tempo, existe uma agressividade bem latente, vinda das guitarras, que apresentam riffs pesados e melodiosos.

Shining Star - Uma bela e introspectiva balada, cheia daquele sentimento Southern/Blues, toda feita em guitarras limpas. É incrível perceber a força dos vocais mais uma vez.

Wild Wolf - Apesar do peso e andamento mais forte, é uma canção bem melodiosa. E se vê que o lado pesado da banda é incrementado por baixo e bateria, que buscam fazer uma base consistente, mas sem complicar demais.

Shock Therapy - A música mais longa do disco. Óbvio que é bem dinâmica, com arranjos esmerados de teclados e guitarras. Existem momentos mais etéreos, outros um pouco mais lentos, mas a qualidade é alta sempre. Os vocais se sobressaem mais uma vez, com a banda caprichando nos arranjos.

O SILVER MAMMOTH chega a um ponto em que não precisa provar nada para quem quer que seja, e ao mesmo tempo, se firma como um dos nomes fortes do estilo no Brasil.




Músicas:

01. Bewitched
02. Mindlomania
03. The Time Has Come
04. Liars
05. Madman Doc
06. The Cave, The Hole, The Escape
07. Sadness
08. Shining Star
09. Wild Wolf
10. Shock Therapy


Banda:

Marcelo Izzo - Vocais
Marcelo Izzo Jr. - Guitarras
Chakal - Baixo 
Vinnie Rabello - Bateria


Contatos:

MS Metal Agency Brasil (Assessoria de Imprensa)

HEAVIEST: banda disponibiliza músicas bônus do álbum ‘Nowhere’ gratuitamente





Após grande sucesso com o público e critica especializada do álbum de estreia “Nowhere”, a banda HEAVIEST resolveu disponibilizar gratuitamente para os fãs duas músicas bônus que saíram apenas na versão europeia. As faixas são “The Mob Inside Me” e “Finding A Way” (Versão Acústica) e os fãs podem baixar diretamente no site oficial pelo link http://heaviestband.com/site/downloads/.

“Resolvemos presentear os fãs e amigos que ajudaram a transformar o ano de 2015 uma grande vitória para a Heaviest. Lançamos nosso álbum de estreia e ficamos muito felizes com a repercussão. Para agradecer nada melhor do que presentear os fãs e estas músicas foram feitas com muito carinho e dedicação. Façam o download, compartilhem com os amigos e curtam a vontade”, disse o guitarrista Guto Mantesso.

Em paralelo, os músicos seguem se preparando para mais shows em 2016 e que devem ser divulgados em breve. Para contratar a banda Heaviest entre em contato pelo e-mail heaviestband@gmail.com.

Confira os videoclipes da HEAVIEST:

Nowhere: 



Decisions:



HEAVIEST – line-up:

Mario Pastore (vocal)
Guto Mantesso (guitarra)
Marcio Eidt (guitarra)
Renato Dias (baixo)
Vito Montanaro (bateria)

Informações:

VULTURE - Abandoned Haunt of Cosmic Hate (CD)


2016
Cianeto Discos - Feed Bizarre Records - Underground Brasil Distro - Brihaller Records
Nacional

Nota 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: Amplify Your Sins, Denial of God, Até as Últimas Conseqüências, War Over, World Remains, Soulless.


Uma das coisas que não é aceitável é ver o headbanger brasileiro da atualidade deixando as bandas do país de lado. Há anos, parece mais uma das famosas regras bobocas do meio, que deve dizer algo como "todas as bandas de nosso país precisam fazer sucesso aqui, primeiro tem que fazer sucesso fora". 

Não sei quem é mais tolo: quem prega isso, ou quem se deixar levar por tal estupidez.

Não, o Metal nacional já deu provas que é viável, tem poder para emparelhar, e mesmo vencer grandes nomes que por aqui são idolatrados. E um dos melhores grupos do Death Metal nacional é, sem sombra alguma de dúvida, o quarteto VULTURE, de Itapetininga (SP), que retorna à carga com "Abandoned Haunt of Cosmic Hate", que por sair no finalzinho de 2015, é para ser considerado um dos melhores plays de 2016.

O quarteto continua seu estilo em que a brutalidade tradicional do Death Metal encontra as melodias do Metal tradicional. E, além disso, a cada disco, o VULTURE amadurece, suas canções vão ficando cada vez mais encorpadas e bem feitas, mas sem soarem mecânicas. Peso, agressividade e melodia equilibrados em canções que hora são mais velozes, outras um pouco mais cadenciadas, e outras em velocidade mediana. E isso sem mencionar que o quarteto está cada vez mais entrosado, fator que é evidenciado pelo nível técnico do grupo, cada vez melhor.

Vulture
O guitarrista/vocalista Adauto Xavier e o baterista André Xavier fizeram toda a produção, mixagem e masterização do disco. Assim, podemos dizer que a sonoridade de "Abandoned Haunt of Cosmic Hate" é ótima, com cada instrumento em seu devido lugar e com timbres precisos. E assim, a fusão técnica+melodia+brutalidade está muito bem feita. E a arte de Rafael Tavares para a capa é ótima, sem contar que Adauto fez o design do encarte. E tudo está muito bom, sinistro e encaixado com a proposta lírica azeda do grupo.

Em cada uma das onze músicas do disco, vendo transpirar uma maturidade enorme, um refinamento musical ótimo, que faz com que o VULTURE chegue a um novo patamar. Arranjos muito bem feitos, uma dinâmica instrumental preciosa, vocais guturais de incrível bom gosto e bem postados... Podemos nunca entender o que aconteceu entre "Destructive Creation" e "Abandoned Haunt of Cosmic Hate" pode-se dizer que nunca compreenderemos, mas a banda chegou a um nível em que o Brasil é pequeno para eles.

Under the Blade of Death - Uma faixa poderosa, impactante e tecnicamente bem variada. Percebemos um fundo melodioso sinistro sob a base instrumental agressiva, com um trabalho de baixo e bateria excelente. E que vocais!

Amplify Your Sins - As harmonias da música variam bastante, com um andamento um pouco mais cadenciado (ela ganhe mais velocidade próxima ao fim), que torna a canção intensa, pesada e ganchuda. E o trabalho de guitarras é azedo e envolvente.

Masters of Decay - Aqui, temos a mistura de brutalidade e melodias que o quarteto sabe fazer muito bem. É uma faixa mais bruta, com velocidade, mas as melodias das guitarras dão aquele toque especial. E é bom notar o trabalho intenso da base rítmica mais uma vez.
 
Denial of God - Que guitarras são essas??? O ritmo é cadenciado, abrasivo e denso, com baixo e bateria mostrando excelente técnica, mas as guitarras mostram riffs e momentos de duetos ótimos, com melodias sinistras surgindo da massa de bases agressivas. Uma das grandes músicas do disco.

Até as Últimas Conseqüências - Mais uma vez, temos uma faixa envolvente e intensa, com um ritmo que muda entre o mais cadenciado e o um pouco mais veloz extremamente envolvente. Novamente bateria rouba a cena, mas vemos também vocais ótimos.

Omniscient Ignorance - Novamente o lado técnico da banda está evidenciado, com o baixo e as guitarras criando momentos bem diferenciados. Duetos de guitarra muito bons, e que belo refrão!

War Over - A banda mostra uma pegada mais brutal e opressiva, mas novamente existe aquele alinhavo melódico perfeito. Reparem que as guitarras estão em excelente forma, seja nos momentos mais rápidos e brutos, nos mais cadenciados e azedos, assim como nos limpos e introspectivos.

World Remains - Nada dada à sutilezas, aqui a banda mostra um lado bem mais bruto e esporrento, com momentos de maior técnica e requinte. E baixo e bateria acabam se sobressaindo muito bem.

Soulless - Desta vez, equilibrando com a pancadaria, a técnica e a melodia surgem dos riffs de guitarra, sendo talvez a faixa mais melodiosa do disco, e o andamento tem aquele lado um pouco mais cadenciado e ganchudo que é cativante. E como os vocais se encaixaram bem, especialmente no refrão.

Despise Your Morality - Muito agressiva e com bastante velocidade, chegando a doer os ouvidos dos não acostumados. Mas é adornada de guitarras opressiva, formando uma muralha impenetrável de riffs agressivos. Uma golfada de pura energia.

Moderna Escravidão - Outra faixa cantada em português, mas igualmente feroz e bruta. Mas mesmo assim, vemos belos momentos em que o baixo mostra sua força, assim como os vocais são capazes de nos impressionar. E que guitarras!

O VULTURE voltou com toda força, e podem contar que "Abandoned Haunt of Cosmic Hate" constará na lista dos melhores de 2016 de muitos. 

E mais uma vez: é hora do quarteto pensar em vôos mais altos e buscar o exterior, pois o Brasil é pouco para eles. Talvez depois disso, os bangers do Brasil acordem para ver a grande banda que eles são.








Músicas:

1. Under the Blade of Death
2. Amplify Your Sins  
3. Masters of Decay  
4. Denial of God  
5. Até as Últimas Conseqüências
6. Omniscient Ignorance  
7. War Over  
8. World Remains  
9. Soulless  
10. Despise Your Morality  
11. Moderna Escravidão


Banda:

Adauto Xavier - Guitarras, vocais
Yuri Schumamn - Guitarras, backing vocals
Max Schumann - Baixo, backing vocals
André Xavier - Bateria


Contatos: