7 de jan de 2015

Marlene Souza Lima Trio e a versatilidade do jazz feminino em duas apresentações em São Paulo



Guitarrista promove seu mais recente álbum "My Way" e interpreta composições de John Scofield, Earl Klugh, Hermeto Pascoal e Toninho Horta (Foto: Erivelton Viana)

Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughann, Nina Simone, Diana Krall. O cenário mundial do jazz sempre esteve repleto de mulheres talentosíssimas. E apesar de a grande maioria serem cantoras, há muitas jazzistas de qualidade que seguem pelos caminhos da música instrumental. No Brasil, a guitarrista carioca Marlene Souza Lima é uma das principais referencias do jazz instrumental feminino.

Conhecida como "a guitarra feminina do jazz", Marlene Souza Lima tem anos de experiência e uma formação invejável. Ainda criança mudou-se para Brasília onde cresceu ouvindo o pai saxofonista e a irmã violonista que foi sua primeira professora. Na década de 80 iniciou seus estudos na Escola de Música de Brasília - referência nacional no ensino de música - e teve como mestres músicos renomados como Paulo André Tavares, Nelson Faria, Curinga, Paulo Bellanti, entre outros.

Na década de 90 Marlene mudou-se para os Estados Unidos onde aperfeiçoou seus estudos e começou a se apresentar em casas de jazz, especialmente em São Francisco, na Califórnia. De volta ao Brasil, passou a lecionar e criou seu próprio método de ensino, o Usina de Sons Curso de Música.

Depois de inúmeras apresentações como musicista solo ou acompanhando outros artistas - incluindo várias gravações em estúdio -, Marlene Souza Lima passou a se apresentar como trio. O primeiro álbum da Marlene Souza Lima Trio saiu em 2011 e foi intitulado "My Way". O disco instrumental traz uma forte base no jazz de nomes consagrados como John Scofield, Pat Metheny, James Moody, Charlie Parker, George Benson, Miles Davis, Wes Montgomery, mas ainda repleto de referencias em ritmos brasileiros como o choro, frevo, baião, samba e a bossa nova.

A turnê de divulgação de "My Way" incluiu shows importantes como a participação do trio na Primeira Virada Cultural de Brasília e no Festival de Música Instrumental e Arte Popular de Cavalcante. O Marlene Souza Lima Trio ainda gravou o programa Sesc Brasil Instrumental no Sesc Consolação em São Paulo e apresentou-se em diversas casas de jazz pelo país.

Acompanhada do baixista Jarbas de Souza e do baterista Daniel Oliveira (coordenador da escola de bateria "I Do" e ex-editor da revista Batera & Percussão), Marlene Souza Lima volta à São Paulo na próxima semana para duas novas apresentações. No dia 15 o trio se apresenta no Jazz Nos Fundos em Pinheiros e logo no dia 16 será a vez do Kabul Bar, na Consolação, receber o grupo e seu show intitulado "Autoral & Influências". No repertório, músicas do CD "My Way" e interpretações de compositores como John Scofield, Earl Klugh, Hermeto Pascoal e Toninho Horta numa textura mais voltada ao jazz-fusion, sem deixar de lado toda a brasilidade do trio.


Serviço - Jazz Nos Fundos

Marlene Souza Lima Trio
Data: 15 de Janeiro de 2015
Horário: 22h
Local: Jazz Nos Fundos - Rua João Moura, 1076 - Pinheiros - São Paulo/SP
Ingressos: R$ 25,00 (Lista de Desconto - http://jazznosfundos.net/#!6467)
Aceita dinheiro e cartões de débito.
Info: (11) 3083-5975 / http://jazznosfundos.net/


Serviço - Kabul Bar

Marlene Souza Lima Trio
Data: 16 de Janeiro de 2015
Horário: 21h
Local: Kabul Bar - Rua Pedro Taques, 124 - Consolação - São Paulo/SP
Ingressos: R$ 25,00 (Reservas com Desconto - reservas@kabul.com.br)

Acessibilidade para cadeirantes com banheiro exclusivo no térreo. Aceita dinheiro e cartões de débito.

Info: (11) 7885-6634 / www.kabul.com.br

Mais Informações:



Fonte: Som do Darma
A/C Eliton Tomasi
(15) 3211-1621

Daydream XI: novo videoclipe lançado




No finzinho do ano passado, uma das maiores promessas do Prog Metal mundo afora, o gaúcho DAYDREAM XI, lançou um videoclipe para a música ‘Wings Of Destruction’.

Retirado do álbum ‘The Grand Disguise’, lançado pelo selo alemão Power Prog, o videoclipe foi registrado ao vivo durante o show de lançamento do álbum no Bar Opinião em novembro do ano passado.

O vídeo foi filmado por Johnny Marco, editado por Marcelo Pereira e colorizado por Tiago Masseti. Assista:


O DAYDREAM XI segue divulgando ‘The Grand Disguise’, produzido pelo vocalista Tiago Masseti e pelo sueco Jens Bogren (Opeth, Symphony X, Pain of Salvation, James LaBrie) que também masterizou o trabalho em seu estúdio Fascination Street.

Para ouvir o álbum gratuitamente e também compra-lo, visite o link abaixo:



Sites relacionados:



Fonte: Metal Media

07/01/2015: Metal Media Management



Save Our Souls: assista teaser de vindouro single


O Symphonic Metal do SAVE OUR SOULS está pronto para mostrar sua nova cara. O novo single do grupo, ‘Soul Domination’, será lançado na próxima quarta-feira dia 14 de janeiro.

O single será lançado de forma digital com download gratuito. Confira um teaser do trabalho:


‘Soul Domination’ foi gravado nos estúdio UFO em Capão da Canoa/RS, com produção de Diego Voges. A capa do single ficou por conta do artista João Duarte.


Formado em 2009, o SAVE OUR SOULS agrega ao seu Symphonic Metal nuances de vários estilos dentro do Metal, desde o Heavy e Thrash até o Prog.

Apesar de jovem, o grupo já dividiu o palco com nomes como Nightwish, Kamelot e Paul Di’Anno.


Sites Relacionados:



Crom: gravações finalizadas; confira as novidades


O tradicional CROM esteve em estúdio no final de 2014 onde registrou algumas músicas para sua nova Demo, ou seja, a ideia de um single foi transferida para uma Demo com três músicas e uma bônus.

O estúdio escolhido foi Feeling Ritmos & Cordas (Studio Áudio Produções), na cidade de Lorena/SP. A produção fica por conta do renomado guitarrista e produtor Alexandre Freitas (Tublues).

O material será completo com capa e encarte, tudo disponível para download gratuitamente. Em breve, título, capa e tracklist serão anunciados. Confira uma galeria de fotos da gravação: http://goo.gl/BxjrLF

Para conhecer um pouco da história da banda e baixar a Demo de 1993, pode fazer pelo link:



Sites Relacionados:



Fonte: Metal Media

ANCESTTRAL: Novo single está disponível no iTunes





O novo single do ANCESTTRAL, ‘What Will You Do?’, agora também está disponível para compra no famoso site iTunes e também em várias plataformas de download e streaming.

O lançamento foi feito em parceria com a Wikimetal Music, confira alguns links:







O single faz parte do álbum ‘Web of Lies’, a ser lançado neste ano. ‘What Will You Do?’ também foi lançado em forma de lyric vídeo, animado por Tiago Kuurtz (Sunrise Films), e pode ser conferido aqui:


A música, assim como todo o álbum ‘Web of Lies’, está nas mãos do renomado produtor ganhador do Grammy Latino, Paulo Anhaia. Toda a gravação do material está sendo feita no próprio estúdio do ANCESTTRAL.


‘Web of Lies’ sucederá diretamente o EP ‘Bloodshed and Violence’, lançado em 2012. A banda também possui em sua discografia o renomado álbum ‘The Famous Unknown’, de 2007, sucesso de críticas na época, levando o nome do ANCESTTRAL para entre os principais da nova geração do metal nacional.


Sites Relacionados:



Fonte: Metal Media

Statik Majik: Show no Metal Inc Fest e na disputa dos melhores da Roadie Crew



Banda concorre a duas categorias na votação dos melhores de 2014 da revista Roadie Crew

Prestes a iniciar a maratona de shows de 2015, no Metal Inc Fest (RJ), a STATIK MAJIK se surpreendeu com a indicação, para votação dos melhores de 2014 da revista Roadie Crew, nas categorias "melhor álbum", com "Whath Of Mind", e "melhor show", com "Black Label Society + Statik Majik".

Para votar, basta acessar o link abaixo:


No dia 16 de Janeiro, a STATIK MAJIK se apresentará no Metal Inc Fest, ao lado das bandas Syren e Dreadnox, no Rio Rock & Blues, na Lapa (Rio de Janeiro), e já anunciou uma promoção, um tanto quanto, diferente; Quem comprar ingressos antecipados, estará concorrendo a uma caixa de bateria, usada e autografada por Luís Carlos, baterista da banda.


Preço dos ingressos de primeiro lote: R$20,00

Mais informação serão divulgadas nas próximas semanas!

Acompanhe o evento no Facebook:




Serviço:

METAL INC. FEST
Com as bandas: Statik Majik, Syren e Dreanox
Dia: 16/01/2015
Horário: 21h
Local: Rio Rock & Blues (R. do Riachuelo, 20, Lapa, Rio de Janeiro – RJ)
Ingressos: R$ 20,00 (primeiro lote), R$ 25,00 (segundo lote)

Venda antecipada: Estúdio Vila Musical Maracanã Rua Jiquibá, 202 (O estúdio fica próximo da estação de São Cristovão, na mesma rua da Universidade Veiga de Almeida.) 



Links relacionados:




Fonte: Lanciare

U.D.O.: novo álbum será lançado pela Shinigami Records




Udo Dirkschneider não precisa de apresentação, pois o seu currículo fala por si só: vocalista da banda alemã Accept por 17 anos – com alguns intervalos – e 14 álbuns como frontman da banda U.D.O. E é com muito orgulho que a Shinigami Records anuncia o lançamento no Brasil do décimo quinto álbum da sua carreira solista "Decadent".

Com data de lançamento prevista para janeiro/fevereiro de 2015, "Decadent" foi gravado no próprio estúdio do músico Double U Studio (Espanha) e no Redhead Audio Productions (Alemanha) e masterizado por Jacob Hansen.

Para mais informações sobre este e outros lançamentos visite nosso website www.shinigamirecords.com.br e siga-nos nas redes sociais Facebook e Twitter.



Old Place - Breathing the Ashes (EP)

Raptos Music
Nota 8,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia



O Brasil sempre soube não só assimilar as lições musicais que recebe de fora. Na maioria das vezes, as bandas daqui assimilam e começam a criar uma musicalidade distinta da original gringa. Talvez seja um fruto da latinidade brasileira que trazemos nos genes, mas quase sempre é assim. E um bom exemplo disso é o trabalho do quinteto OLD PLACE, de Goiânia (GO), que acaba de lançar seu primeiro trabalho, o EP, “Breathing the Ashes”.

O grupo trilha o Groove Metal na Lina do PANTERA, só usando elementos bem evidentes de Thrash e Death Metal (dinâmica de riffs, vocais urrados e guturais, bumbos duplos), mostrando que não estão nessa de brincadeira. A mistura de vocais insanos (como dito acima, usando timbres rasgados e guturais para expressar as letras do grupo), riffs de guitarra bem gordurosos e técnica razoável (e solos melodiosos), baixo e bateria com peso e técnica devidos. Sim, o quinteto sabe o que quer e sabe o que faz, embora ainda esteja um pouco “verde”.

Old Place
Qualidade sonora em bom nível, com tudo claro e audível, mas pesado e sujo na medida certa para os ouvidos mais exigentes nesses aspectos de gravação. Um trabalho bem feito, que ajuda o grupo a poder soar como deve soar.

Em musicais, o OLD PLACE tem muito talento, como atestam “Frozen” (uma faixa bem trabalhada, andamento sólido e variado, e com ótimo trabalho de baixo e bateria), “Awakened” (outra com um andamento bem dinâmico, mas onde as vocalizações se destacam pelo contrate entre os timbres mais graves e os rasgados), a bruta e azeda “My Last Words” (belos riffs de guitarra, em uma faixa mais técnica), a mais dinâmica e fluida “Blood On Hands” (uma faixa um pouco mais rápida, típica de pogo), e a variada “Breathing the Ashes” (baixo e bateria mostrando uma ótima técnica aqui, verdade seja dita) são amostras do que o grupo ainda pode render. Sim, apesar de já fazerem um trabalho muito bom, a banda ainda pode render mais conforme forem amadurecendo um pouquinho mais.

Uma bela promessa para o futuro, mas um futuro bem próximo. 



Músicas:

01. Frozen 
02. Awakened
03. My Last Words
04. Blood On Hands
05. Breathing The Ashes


Banda:

Maikon Souza – Vocais 
Rafa Oliveira – Guitarras 
Maciel de Paiva – Guitarras 
José Henrique – Baixo 
Renato Bruno – Bateria 


Contatos:

Rattle: leia depoimento do vocalista sobre o álbum de estréia




Val Oliveira, vocalista de RATTLE, recentemente falou sobre o contexto do álbum de estreia da banda baiana de Thrash/Death Metal intitulado "Tales of the Dark Cult". Leia a seguir o seu depoimento:

"A temática do CD é inspirada no universo do horror e da ficção cientifica, fazendo referencias aos universos literário, cinematográfico e da arte sequencial, e também aos horrores do mundo em que vivemos. Minhas inspirações, praticamente em tudo que faço, vêm desde os filmes, seriados que eu via, passando pelos quadrinhos e livros que eu devoro assiduamente."

"Mas nem tudo é inspirado em fantasia: 'Call of Duty', por exemplo, foi inspirada pela obra do quadrinista e jornalista Joe Sacco, e em filmes e reportagens sobre a guerra da Bósnia. Já 'Semper Fi', lema dos fuzileiros estadunidenses (semper Fidelis = sempre fiel) fala do prazer de matar e horrores da guerra, e ai tem uma referência ao filme de Kubrick, Full Metal Jacket. 'The Embodiment of Evil' é uma homenagem ao maior diretor do Brasil, o José Mojica Marins, e ao seu personagem maior, o coveiro Zé do Caixão. Faixas como 'Pay To Enter, Pray to Exit', 'Operation: Exterminate!', fazem referencia direta a filmes do diretor Tobe Hooper e James Cameron, sendo que este último bebeu da fonte do roteirista de quadrinhos Len Wein. 'Hell of the Living Dead' já faz homenagem aos filmes de mortos-vivos feitos pelo mestre George Romero e pelos Lucio Fulci e Bruno Mattei. Faixas como 'The End' e 'Whispers', são contos de terror mesclado com elementos fantásticos. Elas tem um certo humor negro, uma dose sarcasmo. Já 'Last Standing Man' é inspirado livremente em obras de ficção dos anos 60 e 70. 'Insomnia (The Sleep Of Reason Produces Monsters)' é uma instrumental e seu titulo faz uma referencia a obra do pintor espanhol Francisco Goya.'

"A faixa que encerra o CD, 'The Dark Cult', é inspirado vagamente na obra de Lovecraft. É um conto de terror, que se inspira também em filmes da produtora Hammer. Ela empresta seu nome ao CD, fazendo uma paródia com o titulo do filme ‘Contos do Além’ (Tales of the Crypt/1972), da produtora britânica Amicus, e que se inspirava nos quadrinhos dos anos 50 da E.C. Comics, e era uma coletânea de histórias de terror."

"'Tales of the Dark Cult' é um CD em quem cada faixa é uma pequena história, de horror ou de ficção, mas todas com elementos fantásticos. A arte interna reflete esse clima, tendo em cada página uma referência a uma das letras, e a capa faz referencia direta a faixa 'The Dark Cult', com o sacrifício sendo oferecido aos Grandes Antigos, numa referencia à obra de Lovecraft."

"Tales of the Dark Cult", que será lançado pela Shinigami Records, contou com as participações especiais de Anton Naberius (Eternal Sacrifice), Lord Vlad (Malefactor) e Julio Cesar (Metropolis/The Endless Fall).

A banda está formada, além de Oliveira, por Daniel Iannini (baixo), Henrique Coqueiro (guitarra) e Eric Dias (bateria). Assista aos vídeos que RATTLE disponibilizou mostrando o processo de gravação do trabalho no canal oficial (https://www.youtube.com/user/RATTLEMETAL) da banda no You Tube.



Fonte: Rattle
Thrash Death Metal

Varathron – Untrodden Corridors of Hades (CD)

Nota 10,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia



Quando se fala no Black Metal grego, temos a clara idéia de uma sonoridade muito bem definida, e definitivamente particular das bandas daquela região. Na época da explosão do Black Metal mundialmente, as escolas grega e norueguesa tinham diferenciais sonoros bem claros. E duas bandas foram seminais para a definição do termo “Black Metal Grego”, e são o ROTTING CHRIST e o VARATHRON. E este último retorna à carga com seu mais recente disco, “Untrodden Corridors of Hades”, um disco impecável e obrigatório para fãs de Black Metal, e para fãs de Metal extremo em geral (mas se você for fã de Metal mesmo, vai jogar os rótulos no lixo, vai ouvir e amar o disco).

Quem conhecesse o trabalho do quinteto de longa data (no Brasil, eles foram popularizados na época do Split com o NECROMANTIA, “The Black Arts/The Everlasting Sins”), não irá se decepcionar, pois a banda segue a mesma linha de seu início de carreira, ou seja, um Black Metal soturno e bem climático, focado no peso e em criar uma música mais atmosférica, com melodias bem encaixadas que tornam o clima do CD ainda mais opressivo, mas com um peso cavalar e bom nível técnico. Os vocais de Stefan Necroabyssious (único membro remanescente da formação original) estão na mesma linha de sempre, ou seja, mais focados em um tipo de urro que fica entre o natural e o gutural, bem particular dele (mas mesmo assim, alguns vocais mais rasgados surgem aqui e ali). As guitarras de Achilleas C. e Sotiris estão ainda mais entrosadas do que vimos no CD anterior (“Stygian Forces of Scorn”, de 2009), ótimas nos riffs e solos, e a base rítmica de Stratos Kountouras (baixo, o mais novato do grupo, pois entrou em 2012) e Haris (bateria) é de um peso avassalador, boa técnica e que guia os andamentos da banda sem problemas. E isso tudo, mais a presença de alguns teclados muito bem encaixados, criam uma obra de arte em termos de Black Metal.

A produção sonora do CD foi feita por Kostas Kalampokas (que ainda mixou, fez toda a engenharia sonora e ainda acompanhou as gravações), e a masterização é de Tom Kvålsvoll (que já tocou no DØDHEIMSGARD, além de ter feito masterizações de trabalhos do BORKNAGAR, 1349, ARCTURUS, EMPEROR e outros). Não tinha com dar errado: sonoridade soturna e pesada, mas como em “Stygian Forces of Scorn”, existe uma qualidade de sonorização ótima, permitindo compreender o que cada instrumento está fazendo. Ou seja: pesado, sujo e soturno, mas com ótima qualidade. Já a arte, um trabalho de Mark Riddick (que fez artes para CEPHALIC CARNAGE, KULT OV AZAZEL, MYSTIFIER, THE BLACK DAHLIA MURDER, entre tantos outros), não é algo extremamente trabalhado, mas retrata perfeitamente tanto o conteúdo sonoro quanto a essência musical do VARATHRON.

Varathron
O quinteto grego se mantém fiel ao que sempre fez: Black Metal cru, pesado e soturno, mas como já haviam feito no CD anterior, a banda mostra uma perceptível evolução em muitos aspectos, especialmente no tocante aos arranjos musicais (que ganharam uma sofisticação maior) e dinâmica das músicas. E acreditem: aqui, onde a banda aposta em canções mais longas (a menor, “Death Chant”, tem 5:51 de duração), isso é imprescindível. E eles mostram que sabem o que fazem, já que o CD parece durar muito menos, e nos leva a ouvir muitas e muitas vezes.

Introduzida por sinistros cantos gregorianos, batidas tribais um fundo de teclados bem soturnos, vem a primeira faixa, “Kabalistic Invocation of Solomon”, uma faixa azeda e opressiva até os ossos, com vocais muitos bem encaixados sobre a base instrumental perfeita (basta reparar nas belas incursões de guitarras). “Realm of Obscure” é igualmente opressiva, mas um pouco mais dinâmica nos andamentos e com mais velocidade, com excelentes arranjos nas guitarras, baixo e bateria com peso absurdo e teclados sinistros, mais urros causticantes. Em “Arcane Conjuring”, temos outra faixa com um andamento extremante azedo e diversificado, onde os vocais e o baixo se destacam bastante. Imaginem se o bom e velho BLACK SABBATH, da fase do “Vol IV” tocasse Black Metal, e teria a clara idéia do que é “Leprocious Lord” em termos de música, onde a técnica musical da banda chega a ser surpreendente. Mais tradicional em termos de Black Metal grego é “The Bright Trapezium”, uma faixa mais agressiva e ríspida, onde a bateria se destaca bastante (uso de bumbos duplos muito bem encaixados e bem velozes em alguns momentos), e os vocais mostram como podem ser versáteis. Em “Death Chant”, o clima é realmente soturno, com um trabalho ótimo das guitarras, que estão perfeitas, e o a base rítmica mais uma vez se sobressai muito. E fechando com chave de aço, vem “Delve into the Past”, onde o quinteto mostra que realmente não está preso ao passado, com uma dinâmica de andamentos fantástica, mais riffs absurdamente insanos e vocais com excelentes mudanças de timbres.

Aos que reclamam que “o Black Metal já não é mais o mesmo”, acho bom darem uma ouvida com calma em Untrodden Corridors of Hades”, e vão sentir nos ouvidos o porquê o Black Metal grego competia pela preferência dos fãs por volta de 1994 e 1995. E que poderão ver ao vivo, já que em Julho, a banda fará um show único no Brasil, em São Paulo.

O VARATHRON sempre faz a diferença, e ponto final!




Músicas:

01. Kabalistic Invocation of Solomon
02. Realm of Obscure
03. Arcane Conjuring
04. Leprocious Lord
05. The Bright Trapezium
06. Death Chant
07. Delve into the Past


Banda: 

Stefan Necroabyssious – Vocais 
Achilleas C. – Guitarras 
Sotiris – Guitarras 
Stratos Kountouras – Baixo 
Haris – Bateria 


Contatos:

Dreadnox – The Hero Inside (CD)

DX Music
Nota 10,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia




Um dos conceitos que todos criamos dentro de nós mesmos durante a vida é o de herói. Todos acabam gerando para si uma visão do herói, buscando em algum modelo (que exista no mundo real ou não) as virtudes e qualidades que aspiramos ter, ou as que buscamos ter. Não é por um simples acaso que filmes com figuras heróicas acabam sempre atraindo grande interesse, e as famosas estórias em quadrinhos tragam às gerações após os anos 70 no Brasil. E é justamente o conceito do herói que existe em cada ser humano que inspirou o quarteto carioca DREADNOX a lançar seu quarto disco, o excelente "The Hero Inside".

O grupo trilha um caminho já trilhado por algumas bandas, que é o chamado Metal tradicional moderno. Ou seja, é uma banda que incorpora elementos agressivos do Thrash Metal à melodias bem explicitadas, e ótimos refrões. Mas o DREADNOX tem uma forte personalidade, que transpira em cada uma das dez faixas do disco. Os vocais de Fábio são ótimos, mostrando força, melodia e versatilidade, sabendo usar bem sua voz, enquanto as guitarras de Kiko exibem riffs técnicos, melodiosos e ganchudos, além de solos inspirados (mas sem infinitas notas à velocidade de luz), e a base rítmica de Dead Montana (baixo) e Felipe (bateria) é bem pesada e diversificada, sabendo usar de técnica e pegada para guiar os andamentos da banda. E meus caros, como é bom ouvir uma música viciante deste nível!

Dreadnox
Produzido pelo experiente Renato Tribuzy, com mixagem de Roy Z., mais a masterização Maor Appelbaum, podemos aferir que a qualidade sonora de “The Hero Inside” é perfeita, com todos os instrumentos aparecendo nas devidas proporções. Os timbres foram bem escolhidos, e a sonoridade mais seca e agressiva, o que ressalta o lado agressivo da música do quarteto, mas sem obliterar as melodias do grupo. A arte como um todo é mais um belíssimo trabalho de Gustavo Sazes, que soube captar bem a essência da música do grupo, e ao mesmo tempo, a proposta lírica do grupo.

O DREADNOX é uma banda refinada, embora com um peso descomunal. A prova disso é a sabedoria na hora de criar arranjos. Os mesmos são sóbrios, mas muito bem feitos, ou seja, a banda não coloca um acorde, uma batida, uma nota a mais ou a menos sequer, se não forem necessários. 

O disco abre com "Final Siege", que tem riffs pesados e azedos, e belas vocalizações e ótimo trabalho de baixo e bateria, sendo bem azeda. Pesada e com um andamento que não chega a ser veloz, "Abuse of Power" se destaca justamente pelo contraste de vocais mais melódicos e colcha instrumental seca e agressiva (mas reparem bastante na técnica de baixo e bateria, com boas quebradas de ritmo). "Who Can Be Sure of Anything" já tem uma pegada mais melodiosa e viciante, como se o grupo colocasse a roupagem moderna e pesada de seu trabalho em um Hard'n'Heavy dos anos 80, destacando-se mais uma vez as vocalizações bem feitas de Fábio. Na faixa "The Hero Inside", mais uma vez o quarteto mostra um andamento moderado (nem veloz e nem lento), com belíssimo trabalho da bateria (uso bem feito e sóbrio de dois bumbos) e um solo de guitarra maravilhoso. E mais uma vez a banda mostra que sabe balancear peso, melodia e agressividade em "Manic Depressive", mais uma vez guiada por guitarras fantásticas nos riffs e vocais muito bem assentados. Em "Nomophobia", outra faixa onde a melodia acaba se destacando (embora próximo ao refrão, ganhe mais agressividade), onde baixo e bateria se evidenciam (e uma letra bem atual, já que nomofobia é um distúrbio que causa desconforto pela necessidade de estar conectado à internet por celulares ou computadores). Um pouco mais acessível é "Dreamcatcher", que usa bastante de momentos mais etéreos, riffs ganchudos, refrão envolvente, e vocais que mostram que podem ir de timbres mais suaves até outros mais agressivos sem medo. "DX" é uma instrumental pesada e criativa, onde alguns toques de estilos de fora do Metal surgem, mas que soam imperceptíveis aos mais leigos. Já "The Profane" começa mais pesada, mas logo ganha alguns contornos que lembram bastante o Power Metal da primeira metade dos anos 80, com presença marcante do baixo, e um refrão maravilhoso. Fechando, temos "My Judgment Day", também mais macia, onde a influência do IRON MAIDEN se faz presente, mas sem ser uma cópia do mesmo, bem dinâmica e com riffs muito bem feitos.

É, mal 2015 começa e somos brindados com uma obra deste quilate?

É ouvir, gamar e não largar mais!





Músicas:

01. Final Siege
02. Abuse of Power 
03. Who Can Be Sure of Anything
04. The Hero Inside
05. Manic Depressive
06. Nomophobia
07. Dreamcatcher 
08. DX 
09. The Profane
10. My Judgment Day


Banda: 

Fábio Schneider – Vocais 
Kiko Dittert – Guitarras 
Dead Montana – Baixo 
Felipe Curi – Bateria 


Contatos:

Rock Meeting traz Ratos de Porão e Kattah na edição de janeiro




A edição nº 64 da revista Rock Meeting, de janeiro de 2015, traz como matéria de capa o grupo Ratos de Porão, em uma resenha dos brasileiros que realizaram um evento em Barcelona recentemente. 

A edição traz também uma entrevista com a banda curitibana KATTAH, que fala de seu momento atual e detalhes do CD "Lapis Lazuli", álbum que tem produção de Roy Z e Andy Haller (Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne, Judas Priest, Rob Halford, Sepultura, André Matos e System of a Down), e tem sido muito bem aceito pelos fãs e pela imprensa. O grupo também falou sobre sua Eurotour em 2011 ao lado do Angra. 

Matérias também com Hatefulmurder e Eye of Gaia, Colunas "Doomal", "Review", "O que estou ouvindo?", "Perfil RM" e resenha do show do Destruction & Suffocation. 

Para ler a revista: http://bit.ly/RockMeeting64
Download gratuito: http://bit.ly/RockMeeting64N