12 de ago de 2012

Dêem a Mão a quem Necessita – A Dicotomia Metal X Religião (Opinião)


Por Marcos Garcia

Há algum tempo, os olhos nas redes sociais cansam de ver ou pessoas em pregações religiosas, ou contra as mesmas no mesmo fundamentalismo, e este que vos escreve fez um manifesto, postado no Facebook, mas acreditando que ele pode ser de valia a muitos, houve a resolução de transformá-lo em uma matéria para que o Metal Samsara possa ser não apenas um espaço para resenhas, notícias e comentários, mas um formador de opinião sério, como é sua proposta.
A cada trecho das palavras do autor, que sou eu (e vejam: raramente uso a primeira pessoa do singular, por questões profissionais, mas abandono o recurso em prol de uma causa que muito vale, até mais que minha própria vida), tecerei comentários explicativos quando necessário, para manter tanto a autenticidade do texto original, bem como para elucidar as palavras que escrevi.
“Vou abrir meu coração: Estou FULO DA VIDA e TRISTE com a BURRICE e HIPOCRISIA de muita gente que anda com bíblias embaixo do braço, cruzes nos pescoços (em pé ou reversas), carregando imagens em procissões ou as destroem em shows, ou com pregos, couro e tarrachas, MAS NÃO ERGUEM UM DEDO EM PROL DOS MAIS NECESSITADOS, fugindo deles ao menor sinal, sentido nojo ou afirmando que não é sua responsabilidade!”

A tristeza assola meu coração há tempos, porque de um lado estão os religiosos de várias denominações cristãs com suas pregações em prol de suas religiões, como se elas pudessem dar algo ao mundo em troca de uma adesão ao projeto divino ao qual defendem; do outro, ateus e Headbangers defendendo a necessidade do fim das religiões, pois estas seriam órgãos de alienação em massa, da pacificação de cordeiros, e buscam também aumentar sua legião de seguidores. Ambos têm plenas condições de exigirem melhorias ao mundo, pois são igualmente numerosos, mas preferem se exaurirem em preces e cultos, missas e procissões, bem como em shows, bebedeiras e orgias sem fim, sem que alguma delas se preocupe de fato com os problemas sociais que assolam a humanidade, que destroem a face da Mãe Terra, pois a atitude de agir não está em suas práticas. Aliás, alguns de ambos os grupos chegam a zombar e desprezar os mais necessitados, inclusive se for de formas de fé diferentes, ou de estilos diferentes de Metal.
“Falar no nome de seu mestre (seja Jesus, Buda, Maomé, ou mesmo você próprio) é simples, mas basta ler a bíblia um pouquinho (sim, a li e leio de vez em quando. Não sou um tolo fundamentalista com mania de Nietzsche, a quem já li até a exaustão e vi que não é uma verdade absoluta. O Super Homem é um mito.), e nos evangelhos, vê-se que Jesus (independente do que acreditemos) vivia entre os marginalizados, curando, ouvindo e auxiliando aqueles QUE VOCÊS REJEITAM COM ASCO! Mesmo os filósofos humanistas falavam da necessidade de ajudar os que necessitam, e ainda assim, os ateus, satanistas ou sei lá mais que raios se denominam, são omissos! Tanto quanto os cristãos, a quem dizem odiar e serem opostos!
NÃO AGUENTO MAIS TANTA HIPOCRISIA, TANTA BURRICE, TANTA FALSIDADE!
Não passam de um bando de pedros, que o negam e só sabem ser fundamentalistas, ou de paulos, teóricos que puseram palavras onde havia ação em prol dos que sofrem! No lado do Metal, Euronimous, Vargs e outros que surgem aos montes, mas se afogam no prazer e no egoísmo, e não olham o próximo! É a mesma atitude tosca, um reflexo em um espelho, nada mais!”

O fruto das religiões em seus fiéis é, em geral, o fundamentalismo, como se somente uma expressão religiosa fosse a certa. No lado do Metal, ocorre a mesma coisa. E o resultado das diferenças, em geral, termina em guerras locais, com ofensas, e algumas vezes, em agressões físicas. E se olharmos a vida dos homens centrais das religiões, como Jesus de Nazaré e outros, bem como de muitos filósofos humanistas (ateus), o ativismo em prol do ser humano sempre foi a tônica de sua pregação. As palavras de Jesus, especialmente no Sermão da Montanha e quando fala no ‘amar a Deus antes de tudo, e depois ao próximo’ ilustram este belo ativismo, indo de encontro aos que necessitam, já que Jesus curou, alimentou e ouviu a todos, não importando se era algo pequeno ou algo gigantesco. Ele sempre ouvia a todos com um sorriso no rosto e sem se aborrecer com aqueles que precisavam. Mas o cristão de hoje, em sua maioria, é omisso na maior parte das vezes em que ele é necessário, assim como os que buscam o ateísmo o fazem para se livrarem desta tarefa árdua. E sobre o pensamento Nietzscheano, ele não reflete uma realidade, é apenas uma imensa perda de tempo, uma masturbação mental que engana a muitos como a própria bíblia, pois que Super-Homens são esses que estão no mesmo barco que o rebanho que tanto desprezam?
Isso invalida a práxis filosófica, bem como as palavras cristãs perdem o sentido. O ativismo amoroso dá espaço ao fundamentalismo rígido (a figura de Pedro é citada por este motivo), e o homem amoroso que sabia sorrir e socorrer é transformado em um deus opressor, que só sabe dar amor se for obedecido cegamente, mas esta é a visão de um fariseu (Paulo de Tarso era um, sendo inclusive discípulo do saduceu Gamalieu). Aliás, a visão no Metal é idêntica ao farisaísmo, pois colocam pesos absurdos de dogmas nos novatos, mas não lhes confere a liberdade de muitas opções de vida, sendo uma a de culto, ou a de agir em prol de quem precisa.
Aqui, há também uma revolta enorme: canso de ouvir citações da bíblia, ou frases prontas saídas da boca de homens comuns, mas tanto uma como a outra são vazias de sentido sem a ação. Marchas para Jesus, evangelização de casa em casa, cultos e missas em praça pública, bem como procissões e as inserções na mídia não ajudam em nada sem a ação em prol de quem precisa. No Metal, as brincadeiras com isso chegam a ser enojantes, pois igualmente são vazias de sentido. E o necessitado continua com frio e fome nas ruas...

“Me dói ver uma criança de rua com fome, um idoso bêbado, uma mulher agredida por seu companheiro, e o pior de tudo: DÓI DEMAIS EM VER SUA AMALDIÇOADA OMISSÃO! Nem sua hipocrisia me incomoda mais que isso!
Não ajudam, e não lutam contra a causa real disso: o MALDITO SISTEMA! Pelo contrário, se enfurnam ainda mais na lama que os corruptos criam, e sem se queixarem!
Elegem uma bancada religiosa, basta um calhorda pôr uma bíblia embaixo do braço, e vocês vão atrás dele como um bando de cordeiros!
E nós no Metal os criticamos, mas cadê as ações em prol de quem precisa, que seria a conscientização de quem realmente precisa? Caíram de pau em Nergal quando ele foi conversar polidamente com o cara do As I Lay Dying, mas o fazem por FUGA, pois TÊM MEDO DE UM DEBATE ABERTO! TANTO QUANTO O OUTRO LADO TEM!”

A omissão de quem nada faz, e que piora ainda mais o mundo, é algo que me enoja profundamente. E aqui surge o verdadeiro vilão: o sistema.
As pessoas odeiam-se por religiões e opiniões diferentes, lutando contra as consequências, ou seja, se alguém se entope de drogas e álcool e se mata assim, bem como outros são vítimas da pedofilia e estelionato, é culpa de péssima formação humana (que deveria ser dada pelas famílias) e uma educação porca, dada pelo estado. E este ainda aliena com programas televisivos e eventos de massa, como bailes funk, jogos de futebol e carnaval, destruindo ainda mais a mente humana.
Até a chamada bancada protestante é uma farsa, que apenas visa ganhar dinheiro e defender interesses de igrejas, que distam em anos-luz do que aquilo que foi preconizado por Jesus de Nazaré. Não se vota em alguém por interesses religiosos ou por vantagens oferecidas, mas pela seriedade de projetos em prol do povo. E não adianta dizer que todos são iguais. Se procurarmos, encontraremos pessoas boas.
Os religiosos e bangers se temem mutuamente no tocante ao debate religioso aberto, à conversa aberta feita de forma pacífica e calma, e qualquer atitude em prol disso é recebida com escárnio e agressividade por AMBOS os lados, mas essa raiva é fruto do medo de serem ridicularizados por argumentos sérios, como no episódio entre Nergal do BEHEMOTH (Graduado em História e habilitado para ser curador de museus pela Universidade de Gdańsk, caso não saibam) e o cara do AS I LAY DYING. Oras, um padre ou um pastor são homens estudados, com grandes conhecimentos, bem como alguns Bangers, logo, se conhecem, mas evitam a conversa por medo e receio de serem agredidos (verbal e fisicamente). Um medo que está aniquilando o mundo... 
Um medo que pode ser dissolvido pelo amor...

“Então o Metal virou desculpa para não se incomodar com as injustiças, para encher a cara e falar besteiras uns dos outros? Vocês não possuem parentes cristãos que amam? Por favor, olhem para o ser humano... Somos todos irmãos, por mais que não entendamos uns aos outros, por mais que não queiramos ouvir o que um tem a dizer ao outro... Por mais que não nos aceitemos em nossas vicissitudes, porque estas manias de evangelizar no cristianismo ou ateísmo não passam de fundamentalismo, de uma arrogância que clama por hegemonia, e que mataria completamente a diversidade e transformaria o mundo em um pesadelo de guerras e sangue inocente derramado por nada... Não desejo ver uma nova guerra com armamentos atômicos, riscando a vida da face da Terra, pois amo a paz. Não quero ver uma criança desnutrida no colo da mãe na África porque um mauricinho quer ter carro com som alto no Brasil, uma guitarra importada de primeira linha, ou bancar novas igrejas. Isso tudo não tem valor diante do amor... Um amor mais profundo pelo nosso semelhante...”

Aqui, surge o apelo: que saibamos respeitar as vicissitudes de cada um nós, pois a hegemonia que se vê em ambos os lados é fruto da egolatria dos tempos atuais. Em um mundo onde houvesse apenas uma forma de pensar ou apenas uma religião, a vida seria insuportável, não importando o quão bom ambos os lados se vejam, pois iriam apenas subverter o pensamento de outrem. E a busca pela hegemonia sempre termina em guerras, e os mais prejudicados são os pequenos. Os grandes senhores do sistema não colocam a cara nos campos de batalha, bem como não são seus filhos que irão morrer.
E todos nós temos parentes religiosos, mas creio que os amamos de forma inquestionável, então, como poderíamos querer destruir cristãos? Vocês matariam seus pais e irmãos em prol de um estilo musical?
Se sua resposta for afirmativa, seu lugar não é em shows de Metal, mas em um hospício, ou melhor, em um presídio!

“Falar em letras em inglês para um povo que mal sabe nossa língua pátria NÃO ADIANTA! É OMISSÃO E ARROGÂNCIA! HAJAM, POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO OU PROFANO!
Nisso, as igrejas já fazem algo, porque por mais que não queriam saber, a maior manutedora de obras caridosas no mundo é a Igreja Católica. Ela errou, historicamente falando?
Muito, e sei bem mais que a maioria que fica berrando em shows de Metal, mas foi (e ainda é) quem mais faz bem aos que precisam, cuidados de órfãos gerados em relacionamentos vazios (muitos deles dentro do Metal, sabiam?), de idosos abandonados por filhos ingratos (e que aos montes que se encontram sentados nos bancos de igreja), cuidado de dependentes químicos, mantendo faculdades (a PUC dá várias bolsas e isenções aos mais pobres). Algumas igrejas protestantes também o fazem, em escala menor, bem como centros kardecistas e umbandistas.”

Aqui, falo de uma propagação omissa de uma verdade. Cantar em inglês para um povo que nem conhece os rudimentos de nossa língua é algo, no mínimo, de mau gosto.
E reconheço o valor das obras religiosas de caridade de pessoas como Chico Xavier, Irmã Dulce, Zilda Arns, Madre Tereza de Calcutá e outros religiosos que, a exemplo de  Francisco de Assis, devotaram suas vidas em ajudar os menos favorecidos com vidas de serviço e amor. Bem como tenho amigos no Metal (até dentro do Black Metal) que estão engajados em trabalhos sociais, em levar um pouco de ajuda especializada àqueles que pouco ou nada tem. 
Mas uma caridade maior é a de exercer um direito que todos têm: o de votar em candidatos com programas bem delineados e com cronograma de ações. Promessas de campanha o vento leva, bem como não se vota em candidatos que lhe deram algo. Voto não é para pagar dívidas...

“Um prato de comida, um ouvido amigo a quem precisa, ajudar a pessoa a buscar algo melhor, visitar crianças e velhinhos em orfanatos e asilos, que transbordam de alegria quando alguém de fora os visita, tudo isso, TUDO, é ajudar a construir um mundo melhor! A alegria de um sorriso de quem está sofrendo é algo tão belo, tão suave, que nenhum louvor, culto, missa ou show terá esta mesma intensidade...”

As formas de ajudar quem precisa são inúmeras, e ao mesmo tempo, podemos praticá-las todos os dias sem problemas, então, somente nossa inércia conivente pode nos impedir de auxiliar.
“Por favor, acordem desse pesadelo de omissão... Metal ou igreja, vocês lutam contra ilusões que criaram, contra as consequências de suas próprias ações, e nunca contra a causa verdadeira, que eu não queria dizer, mas o desespero que sinto me faz dizer a verdade: os culpados são os governos do mundo, que oprimem e destroem aquilo que há de mais belo na natureza, que é o ser humano, seja fruto da evolução ou de uma criação divina... Usam a igreja para pacificar os religiosos, mas a atitude atual dos fãs de Metal é diferente? Novamente o espelho mostra o reflexo distorcido, mas ainda assim, reflexo!”

Questiono as ações de ambos os lados, mostrando que, no fundo, ambos são iguais em suas omissões, bem como imploro para que saiam disso e façam o melhor por todos, despindo-se de sua forma de pensar tosca em prol de quem precisa, bem como chamo a atenção para o real vilão do mundo: os governos.
Este ano há eleições municipais, logo, poderemos mudar as coisas e começar uma virada de mesa, se todos pensarmos em uníssono em prol do bem.


“Querem me chamar de falso, de White, de demônio por eu pôr isso para fora? 
FAÇAM ISSO À VONTADE, DANEM-SE, pois não vou retroceder um milímetro em minhas convicções!
Tal ato será apenas reflexo da prisão em que vivem enfurnados acreditando que estão salvos ou felizes, da tortura que se submetem todos os dias para sufocar a voz que vem lá do fundo e incomoda, aquela coisinha chamada de 'consciência', algo que os cristãos atribuem ao Espírito Santo, e os ateus a nossa condição de ser consciente de nossa capacidade de pensar...”

Chamar-me de ‘demônio’ (os fanáticos religiosos) ou ‘white’ (os bangers ateus fundamentalistas) não significa nada para mim. Não me soam como ofensas, tamanho grau de estabilidade mental que alcancei, mas este ato de ofender alguém por representar o posto de suas idéias é reflexo da prisão em que se colocam e não querem fugir. 

“Perdoem-me pelo desabafo, mas há dias carrego essa dor comigo, essa tristeza enorme, e a cada palavra, meus olhos se enchem de lágrimas, um desabafo de uma pessoa que sofre em ver tantos erros, e que luta todos os dias, mesmo com poucas armas e possibilidades, em um mundo cheio de vaidades pessoais. E me repreendo duramente quando não acudo quem precisa, pois fica me doendo dias a fio...
Será que sou o único a quem esta dor consome”?

Estas palavras que encerram o texto são claras, não necessitando de maiores esclarecimentos... 
Peço novamente: por favor, façam o bem a quem precisa, lutem pela paz, sem ficarem apenas orando ou berrando por ela, e pela igualdade entre os homens de direitos e deveres, e nem que seja nas pequenas coisas de todos os dias... 
Quem tem fome, frio, necessidades quaisquer, ou mesmo carências afetivas, tem pressa e não quer saber se a mão que o ajuda é cristã ou banger, mas apenas que seja a mão que o ajude, então, estendam suas mãos e corações para eles...

Aproveito o texto e coloco entidades e ações para que ajudem aqueles que precisam:

https://www.pastoraldacrianca.org.br (Pastoral da Criança)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Farinha_m%C3%BAltipla (receita da Farinha-Múltipla da Dr. Zilda Arns)

Mas se necessitam de mais informações, em geral centros espíritas kardecistas mantém ações em prol dos pobres, bem como realizam as campanhas do quilo, mesma ação mantida pelo grupo católico dos Vicentinos. Ou podemos gerar eventos que visem a arrecadação de alimentos e agasalhos, que seriam repassados à instituições sérias.

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Nostoi - Banda no Catarse para lançamento CD físico

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Nos moldes já usados pelo DORSAL ATLÂNTICA, a banda NOSTOI acaba de colocar no Catarse a idéia de que a união faz a força, e para poderem prensar as cópias físicas do CD 'Railroad'.
Qualquer dúvida sobre o funcionamento do Crowdfunding e do Catarse, ou sobre o projeto, podem ser direcionadas à banda pelo e-mail banda.nostoi@gmail.com.
A NOSTOI, nos palcos da capital Belo Horizonte desde 2008, tem uma proposta musical criativa e original. Sob influência das mais variadas ramificações do bom e velho Rock'n'Roll, suas músicas sempre surpreendem o público com a união de estilos aparentemente improváveis, como Hard Rock, Thrash Metal, Música Mineira, Heavy Metal, entre outros. A mistureba é feita com tanto cuidado e dedicação que dá certo: não há como sair de um show da banda sem pelo menos um de seus refrões na cabeça.


O link do projeto no Catarse é: http://catarse.me/pt/projects/835-railroad-s-primeiro-cd-da-banda-nosto


Conheça as músicas da Nostoi:

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Growing Stronger between Brutality and Melody – Interview with Leviathan (English)


By Marcos Garcia

Germany has been a great source of great Metal bands since a long time ago. And following this tradition on Heavy Metal, the Bonn’s based quintet LEVIATHAN rises to spread its music throughout the world, and is about to release their first full length, Beyond the gates of Imagination Part I, on September.
The sound is a well done mix between Traditional Death Metal with nowadays Melodic Death Metal, sounding as fresh as alive at the very same time.
Taking advantage of this, Metal Samsara was given the opportunity to talk with the band about the past, the present and future plans of LEVIATHAN.
Metal Samsara: First of all, please, talk a little about the band’s history…

Tobias: Well, Jonas our guitar-player and singer started to put the band together around 2006, but it took two more years until he finally completed the full line-up that he wanted for the band. Actually the current line-up is still the same as the one we started with, except for the fact that back in 2008 we had three guitar-players until Paul Schröder left the band in 2009. In 2009 we started to play our first live-gigs and in 2010   we finally recorded our first CD “From The Desolate Inside”. And with that CD things really started for us, we were voted “Demo of the month” in the well-known german magazine “Metal Hammer” and we also we're able to make it to the Summer Breeze Open Air as a part of their New Blood Award. One year later, in 2011, we also managed to sign our first label-contract with Bret Hard Records and we started to work on our current double-album concept “Beyond The Gates Of Imagination”.


Metal Samsara: And what were the bands that influenced your work? For what we can see, the range of influences of yours it’s very large…

Tobias: It's nearly impossible to name all our influences, there are just too much bands and composers that influenced our music. For sure you would have to name the classical Melodic Death Metal Bands like early In Flames or Children Of Bodom. But it doesn't stop there, we are also influenced by bands like Blind Guardian and Symphony X. And last but not least also classical orchestral music and soundtracks had a big influence on our style.


Metal Samsara: Beyond the Imagination Part I is about to be released very soon, beside the Metal press had auditions of the work. So, how do you compare its musical and technical aspects with your first EP, From the Desolate Inside? And you got a lot of attention of Metal press worldwide with it, for what we can see…

Tobias: For us “From The Desolate Inside” was more a Melodic Death Metal album. It had already a lot of progressive influences and the technical side of the playing was also very present, but it still felt like we hadn't found our very own style. With the new album we tried to get rid of all rules of what you can or can't do and we tried to use every influence that felt like it would support the story and lyrical-topics of the songs. That was our plan to get away a bit of the whole genre of Melodic Death Metal and to discover a style of music that is more unique and our own. But anyway this does not mean that we are unhappy with the debut-EP, we still love the songs of “From The Desolate Inside” and they also still take a very big part in our live-shows.

Metal Samsara: This CD was to be released on 2011, but there were some problems, isn’t it? Can you tell us a little about this?

Tobias: The whole situation has been kind of difficult. Actually “Beyond The Gates Of Imagination Pt.1” was already released in late 2011 over here in Europe, but shortly after the release the distributor of our label went into insolvency and that basically took our CD out of the stores. But together with our label we have found a new and reliable distribution partner and soon the album is going to be re-released world wide. Actually we have used the time that the release was on hold to start the production for “Beyond The Gates Of Imagination Pt.2” which is nearly finished. That's why we are going to release both CD's “Part 1” and “Part 2” at the same time through our new distributor later this year. But if any of the readers is interested in the album and doesn't want to wait, you can already order the current album through our online-shop.


Metal Samsara: One of the first features that call attention is the name of Waldemar Sorychta on the mastering works, so are you satisfied with his works? Is he a very hard person to work with? Or do you plan to work again with him in the future?

Tobias: Waldemar is a great person. We have been all fans of his work as an engineer and we were lucky enough that our producer and recording engineer Michael Haas had already worked with him and therefore had his contacts. So we took the chance and just asked him if he might be interested in working with us. He agreed and from there on everything worked out perfectly. We are all still very thrilled with the result and we hope that we'll get to work with him again in the future.

Metal Samsara: The sound that comes from the album is not only intense and harsh, but is as well polite, with excellent melodies and orchestrations. And your music do not sound ghastly or melancholic, but aggressive, very fresh and full of life, so, tell us how was the composition work for Beyond the Imagination Part I? It seems a very hard work…

Tobias: It actually also is. Jonas (Reisenauer) is mostly in charge of all the songwriting stuff. We all pass our ideas to him, but he is the one that has the bigger vision on how he wants the album to sound like. All in all it took countless hours to get everything just the way we wanted it to be. Especially the details require a lot of work, some things that probably most listeners won't even notice – things like drum-fills or the way you connect different pieces and parts together. But especially these details are the most important to ensure that all the songs sound flawless in the end.

Metal Samsara: Another feature that is very astonish are the keyboards’ melodies and orchestrations. Some bands use it in a very different ways of you, not have too much importance in the sound, then, do you consider it a differential between you and another bands of the style?

Tobias: I hope it is, because that was what we were aiming for. I often notice that a lot of bands tend to use the keyboards just to fill up their sound. In our music the keyboards and orchestrations do more work together with the rest of the instruments. I believe that is really something that makes us stand out from other bands of the same genre. Also it is really a waste to use keyboards only for fill-ins, because in some cases keyboards as well as orchestrations are perfect to create a deeper atmosphere that guitars cannot create on their own.


Metal Samsara: And about the lyrics? Can you tell us how they are written, as well as the message you want to tell people?

Tobias: Generally all lyrics are written by Jonas. On the side of the message, we don't want to run around and tell people what to do. But with “Beyond The Gates Of Imagination Pt.1” we tried to reflect on what is going on in the world today. For example “Beneath A Blackened Sky”, deals with the great oil-spill that happened in the Gulf of Mexico in 2010. But we didn't want to do that in a political way. The lyrics do simply reflect the situation, but we didn't include a solution. It's actually up to the listener what he will draw out of the message of the songs.

Metal Samsara: The release of the CD is at hand, and that means shows are coming, right? So there are some concrete plans for a tour? Some dates for USA, maybe? You played on Summer Breeze Open Air Festival on 2010, so, is there some chance to play on a great European festival this year, as Wacken Open Air or Party.San?

Tobias: The whole concert situation is unfortunately a bit difficult in the last time, especially for a young band like us. A lot of promoters tend to rely more and more to established bands to get their tickets sold. But i'm pretty sure that we'll be doing a lot of shows especially in 2013. If we'll be also able to play more abroad in different countries than Germany is not sure, but we'll try our best to do so.

Metal Samsara: We thank you a lot for your kind attention and words, so, please, leave your final considerations and message to Metal Samsara’s readers…

Tobias: First of all thank you very much for the interview and all the readers for their interest in our band. And we hope that we'll get the chance to see some of you on a tour or a concert in the upcoming years!


Crescendo forte entre a Brutalidade e a Melodia – Entrevista com LEVIATHAN



Por Marcos Garcia

A Alemanha tem sido uma grande fonte de ótimas bandas de Metal há muito tempo. E seguindo esta tradição no Heavy Metal, o quinteto de Bonn LEVIATHAN se ergue para espalhar sua música pelo mundo, e está para lançar seu primeiro Full Length, ‘Beyond the Gates of Imagination Part I’, em Setembro.
O som é uma mistura bem feita do Death Metal Tradicional com o Death Metal Melódico dos dias de hoje, soando ao mesmo tempo novo e vivo ao mesmo tempo.
Aproveitando este momento, o Metal Samsara recebeu a oportunidade de falar com Tobias Dahs, guitarrista da banda, sobre o passado, o presente e o futuro do LEVIATHAN.
Metal Samsara: Antes de tudo, por favor, nos conte um pouco sobre a história da banda...

Tobias: Bem, Jonas, nosso guitarrista/vocalista, formou a banda por volta de 2006, mas levaram mais dois anos até ele conseguir completar a formação para aquilo que ele queria da banda. Atualmente, a formação é a mesma de quando começamos, exceto pelo fato de que até 2008 nós tínhamos 3 guitarristas, até Paul Schröder deixar a banda em 2009. Ainda em 2009, começamos a fazer nossos primeiros shows, e em 2010, nós finalmente gravamos nosso primeiro CD, ‘From The Desolate Inside’ (NR.: é um EP). E com ele, as coisas começaram para nós, fomos eleitos ‘O Demo do Mês’ pela conhecida revista alemã Metal Hammer, e isso nos credenciou para tocar no Summer Breeze Open Air como uma parte de sua New Blood Award. Um ano depois, em 2011, assinamos nosso primeiro contrato com a Bret Hart Records e começamos a trabalhar no conceito de nosso atual CD em duas partes ‘Beyond The Gates Of Imagination’.



Metal Samsara: E quais foram as bandas que influenciaram seu trabalho? Pelo que podemos ver, o leque de influências de vocês é bem amplo...

Tobias: É quase impossível nomear todas as nossas influências. Existem muitas bandas e compositores que influenciaram nossa música. É claro que você poderia falar das bandas de Death Metal Melódico clássicas, como o IN FLAMES antigo e o CHILDREN OF BODOM. Mas não nisso, também somos influenciados por bandas como BLIND GUARDIAN e SYMPHONY X. Finalmente, mas não por último, música clássica orquestrada de trilhas sonoras tem uma grande influência em nosso estilo. 


Metal Samsara: ‘Beyond the Gates of Imagination Part I’ está para ser lançado, embora a imprensa especializada tenha acesso ao trabalho. Então, como você compararia os aspectos musicais e técnicos dele com os do primeiro EP, ‘From the Desolate Inside’? E vocês tiveram bastante atenção da imprensa de Metal pelo mundo inteiro, pelo que podemos ver...

Tobias: Para nós, ‘From The Desolate Inside’ foi mais um disco de Death Metal Melódico. Ele já tinha muita influência de Progressivo e o lado técnico de se tocar já estava bem presente, mas nos sentíamos como se ainda não tivéssemos achado nosso próprio estilo. Com o novo álbum, tentamos nos livrar de todas as regras sobre o que você pode ou não pode fazer, e tentamos usar cada influência que sentíamos que suportariam a estória e os tópicos das letras das músicas. Era nosso plano fugir um pouco de todo o gênero do Death Metal Melódico e descobrir um estilo de música que é mais única e nossa. Mas de qualquer forma, isso não significa que ficamos insatisfeitos com o primeiro EP, nós ainda amamos as músicas do ‘From The Desolate Inside’, e elas também ainda tomam parte muito grande em nossos shows ao vivo.



Metal Samsara: Esse CD era para ter sido lançado em 2011, mas houveram alguns problemas, não é? Poderia nos contar um pouco sobre isso?

Tobias: A situação como um todo tem sido bem difícil. Atualmente, ‘Beyond The Gates Of Imagination Pt.1’ já estava lançado aqui na Europa no final de 2011, mas logo após o lançamento, o distribuidor de nossa gravadora entrou em insolvência e que, basicamente, tirou nosso CD fora das lojas. Mas junto com o nosso selo, encontramos um novo parceiro de distribuição de confiança, e em breve o álbum vai ser relançado no mundo todo. Na verdade, temos usado esse tempo de espera para o lançamento para iniciar a produção de "Beyond The Gates Of Imagination Pt.2", que está quase concluído. É por isso que vamos lançar "Parte 1" tanto CD e "Parte 2" ao mesmo tempo através do nosso novo distribuidor no final deste ano. Mas se algum dos leitores estiver interessado no álbum e não quiser esperar, você já pode encomendar o álbum atual através de nossa loja on-line.


Metal Samsara: Uma das primeiras coisas que chamam a atenção é o nome de Waldemar Sorychta na masterização, então, estão satisfeitos com o trabalho dele? Ele é um cara difícil de trabalhar em parceria? Ou vocês planejam trabalhar com ele no futuro?

Tobias: Waldemar é um grande sujeito. Temos sido fãs de seu trabalho como engenheiro (NR.: de som) e fomos suficientemente sortudos por nosso produtor e engenheiro de gravação, Michael Haas, já trabalhou com ele antes. Então aproveitamos a chance e só perguntamos se ele estaria interessado em trabalhar conosco. Ele aceitou, e dali, tudo funcionou perfeitamente. Ainda estamos muito emocionados com o resultado, e esperamos que possamos trabalhar com ele de novo no futuro.


Metal Samsara: O som que vem do álbum não é somente intenso e cru, mas também bem polido, com excelentes melodias e orquestrações. E sua música não soa fantasmagórica ou melancólica, mas agressiva, muito cheia de frescor e vida, então, nos conte como foi o processo de composição para ‘Beyond the Imagination Part I’. Aparentemente, foi bem difícil...

Tobias: Na verdade, também é. Jonas (Reisenauer) é em grande parte responsável por toda a composição de material. Nós todos passamos as nossas ideias com ele, mas ele é o único que tem a maior visão sobre a forma como ele quer que o álbum soe. Tudo em tudo levou incontáveis horas para deixar tudo do jeito que queríamos que fosse. Especialmente os detalhes exigem muito trabalho, algumas coisas que provavelmente a maioria dos ouvintes não vai nem perceber – coisas como tambores cheios ou a forma como você conecta diferentes partes e peças. Mas especialmente esses detalhes são o mais importante para garantir que todo o som impecável canções no final.


Metal Samsara: Outro detalhe que é surpreendente são as melodias dos teclados e orquestrações. A maioria das bandas os usa de formas diferentes de vocês, sem ter muita importância no som, então, vocês consideram-nos um diferencial entre vocês e outras bandas do estilo?

Tobias: Espero que sim, pois era o que almejávamos. Sempre notei que muitas bandas tendem a usar os teclados somente para encher o som delas. Em nossa música, os teclados e orquestrações trabalham bastante com o resto dos instrumentos. Acredito que isso é algo que nos separa de outras bandas do mesmo gênero. Também é um desperdício usar os teclados apenas para preencher a música, pois em alguns casos, teclados e orquestrações são perfeitos para criar uma atmosfera mais profunda que guitarras não podem criar por elas mesmas.


Metal Samsara: E sobre as letras? Poderia nos dizer como elas são escritas, bem como a mensagem que desejam dizer às pessoas?

Tobias: Em geral, a todas as letras são escritas por Jonas. E sobre a mensagem, não queremos sair e dizer às pessoas o que devem fazer. Mas com ‘Beyond The Gates Of Imagination Pt.1’, tentamos refletir sobre o que está acontecendo no mundo de hoje. Por exemplo, ‘Beneath A Blackened Sky’ lida com o grande vazamento de petróleo que ocorreu no Golfo do México em 2010. Mas não queremos fazer isso de uma forma política. As letras apenas refletem sobre uma situação, mas não incluímos uma solução. Na verdade, deixamos o ouvinte entender a mensagem de nossas músicas.


Metal Samsara: O lançamento do CD está quase acontecendo, e isso significa que shows estão por vir, certo? Existe algum plano concreto para uma tour? Algumas datas nos EUA, talvez? Vocês tocaram no Summer Breeze Festival em 2012, logo, há alguma chance de tocarem em um grande festival europeu este ano, como o Wacken Open Air ou Party.San? (NR.: a entrevista foi concedida antes dos festivais ocorrerem)

Tobias: Toda essa questão de concertos infelizmente está um pouco difícil nos últimos tempos, especialmente para uma jovem banda como nós. Um monte de promotores tende a confiar mais e mais em bandas já estabelecidas para obter os seus bilhetes vendidos. Mas eu tenho certeza que iremos fazer um monte de shows, especialmente em 2013. Se vamos ser também capazes de tocar mais no exterior, em países diferentes do que a Alemanha, não é certo, mas vamos tentar o nosso melhor para fazê-lo.


Metal Samsara: Agradecemos muito pela sua gentil atenção e palavras, então, por favor, deixe suas considerações finais e mensagem aos leitores do metal do Samsara ...

Tobias: Em primeiro lugar, muito obrigado pela entrevista e a todos os leitores pelo interesse em nossa banda. E esperamos poder ter a oportunidade de ver alguns de vocês em uma excursão ou um concerto nos próximos anos!