24 de out de 2014

Resenha: Woslom - DestrucTVision (DVD)

Wikimetal
Nota 10,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Quando se fala em DVDs, é quase sempre caem em dois casos clássicos: ou temos shows ao vivo (o que é muito útil, já que podem sanar a nossa sede por apresentações históricas de muitas bandas, como é o caso de "Live After Death", do IRON MAIDEN), ou então, coletâneas de vídeo clips com alguns documentários (e são muito válidos também. Vide o excelente trabalho do NERVOCHAOS com o Boxed Set "17 Years of Chaos" de 2013 e no CD + DVD "The Art of Vengeance", lançado há alguns meses). Mas poucas ousadias eram feitas em outros sentidos. Eram, já que o quarteto Thrasher WOSLOM, de São Paulo, mostrou que pode-se inovar sempre com "DestrucTVision", seu primeiro DVD.

Antes de ir mais a fundo no trabalho, falemos um pouco aos que conhecem pouco o grupo. O WOSLOM pratica um Thrash Metal clássico bem trabalhado e com boas melodias, nos moldes de bandas como METALLICA, TESTAMENT e MEGADETH antigos, mais voltados àquela sonoridade anos 80 do estilo em sua vertente mais trabalhadas. Mas caros leitores, não se iludam: o quarteto não tem cheiro de mofo, muito pelo contrário. Os rapazes sabem colocar sua personalidade (que é bem forte) em seu trabalho, bastando ver que os riffs e solos tem uma cara bem deles (Rafael Iak na guitarra solo e Silvano Aguilera na guitarra base mostram um entrosamento incrível), enquanto a cozinha rítmica de Fernando Oster (bateria) e Chicão Stanich (baixo) é pesada e técnica, e os vocais são colocados de uma forma bem diferenciada do que vemos nos 80 ou hoje em dia (O timbre agressivo de Silvano é ótimo e único). O WOSLOM não é uma cópia de forma alguma, e muito menos tem aquela aura bolorenta que muitos adotam, fazendo uma música vibrante, cheia de vida e energia, e como dito, com muita personalidade.

Bem, agora podemos falar de "DestrucTVision" como ele merece.

Woslom (ainda com Chicão)
O DVD é quase que uma versão áudio-visual de seu segundo e mais recente álbum, o excelente "Evolustruction". As músicas são as mesmas (tirando o cover para "Breakdown", do MAD DRAGZTER, que não está presente no DVD), até mesmo na ordem, mas com um uma idéia muito interessante: 5 das 8 faixas são lyric videos, ou seja, vídeos com as letras das músicas com imagens geradas por computador, cada uma com cenas ancoradas nas letras de cada uma das canções!

Surpresos, caros filhos e filhas do Pai Marcão? Bem vindos a um novo mundo, que apenas os ousados e criativos podem nos apresentar.

A arte do DVD e design são trabalhos ótimos de Márcio Aranha (que fez a capa do DVD), Rodrigo Balan e Doug Dominicalli, que captaram o espírito despojado da banda, sendo usadas inclusive nos menus do DVD.

O trabalho no que tange os lyrics vídeos foi feito por várias empresas de animação e design diferentes. "Haunted by the Past" foi feito pela LiveSpot Films, com direção de Felipe Augusto e Otávio Augusto, com este último fazendo a direção de arte; "Pray to Kill" pela Sunrise Music, com direção e direção de arte de Tiago Kuurtz, design feito por Jean Michel da Designation Artworks; "River of Souls" e "Breathless (Justice's Fall)" são produções da Great Heights Design, com Anthony McGrace na direção de ambos, e no segundo, design e ilustração de Doug Dominicalli; "No Last Chance" é da CSMusic Video Produtora, com produção de Vinícius Hozara Nunes Dias (que já trabalhou em vídeos do LACERATED AND CARBONIZED, UNEARTHLYDARKTOWER, CONFRONTO, só para citar alguns). Cada um deles traz uma canção forte, com seus próprios méritos e cheias de sangue, suor e lágrimas dos "Evolustroyers" do Thrash Metal brazuca.

As outras três faixas são dos clips conhecidos: o hino "Evolustruction", que serviu para divulgar previamente o segundo CD, cujo trabalho primoroso de rendeu muitos elogios ao grupo (fora a presença de Getúlio, a Jibóia mais conhecida do Brasil, e que esteve presente no evento de lançamento do DVD. Todo mundo tirou uma casquinha dele); a ótima "New Faith", outra faixa matadora, com um vídeo muito bem pensado, usando elementos sobre várias formas de religiosidade entremeadas por cenas da banda tocando; e o excelente vídeo para "Purgatory", usando imagens de filmes envelhecidas, também entremeadas por cenas da banda tocando (também envelhecidas) só que tudo muito soturno, antenado com a proposta do vídeo em si.

Acabou?

NO WAY!


Woslom (com André)
Ainda temos versões ao vivo em estúdio para "Breathless (Justice's Fall)" e "Haunted by the Past", ambas captadas ao vivo no Espaço Som, em São Paulo, onde a banda ensaia. A produção é da LiveSpot Films, com direção de Felipe Augusto, e as câmeras são do próprio Felipe, Otávio Augusto e Raphael Monteiro, e com mixagem, masterização de Léo Liolino e Lucas Gatti. Ambas as faixas estão com excelente qualidade sonora, e são uma prova que a banda não perde sua potência sonora quando estão se apresentando. Pelo contrário: o WOSLOM sempre busca levar para os seus discos aquilo que faz ao vivo (como o Pai Marcão aqui já teve a felicidade de comprovar in loco).

Logo depois, temos uma entrevista da banda para o Wikimetal com os apresentadores Rafael Masini e Nando Machado. Ela serve para entendermos a longa história do grupo (são 17 anos de carreira), seu desenvolvimento, aventuras e desventuras, suas lutas. Inclusive, Fernando fala sobre o lançamento deste DVD.

E para fechar com chave de Metal o DVD, temos um slideshow, uma galeria de fotos do grupo, com "Evolustruction" como fundo musical. Todas vindas das sessões das gravações dos vídeos de "Purgatory" e "Evolustruction", algumas mostrando os bastidores. E antes que pergunte, sim, o Getúlio aparece de novo!

Mais um belíssimo trabalho do WOSLOM, fechando um ciclo, já que após o lançamento do DVD, o baixista Francisco saiu da banda, indo se dedicar a outros projetos. Então, nos resta parabenizar aos "Evolustroyers" por mais esta jóia preciosa que nos concederam, bem como dar as boas vindas ao André Mellado, o novo baixista, efetivado há poucos dias.

Item mais que obrigatório, e um dos melhores DVDs do ano.







Tracklist:

01. Evolustruction  
02. Haunted by the Past  
03. Pray to Kill  
04. River of Souls  
05. No Last Chance  
06. New Faith  
07. Breathless (Justice's Fall)  
08. Purgatory

Ao vivo:

09. Breathless (Justice's Fall) 
10. Haunted by the Past

11. Entrevista para o Wikimetal

12. Slideshow


Formação:

Silvano Aguilera - Guitarra base, vocais
Rafael Iak - Guitarra solo
Francisco "Chicão" Stanich - Baixo
Fernando Oster - Bateria


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)

Resenha: Crown of Scorn - Agenda 21 (CD)

Nota 9,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Bruto, agressivo e moderno. É assim que as bandas das novas gerações do Thrash Metal tem se apresentado cada vez mais, buscando elementos pontuais no Death Metal e técnicas de gravação que privilegiem o lado mais rasgado e opressivo do estilo. Assim, a renovação ocorre, novos e ótimos trabalhos surgem, evitando que o estilo mais uma vez caia no ostracismo. E como é bom ver uma banda nova fazendo um trabalho notável, como o grupo norte-americano CROWN OF SCORN, que estréia em alto nível com "Agenda 21".

Trazendo um brasileiro em sua formação (o vocalista Allyan), o quarteto mostra que não está para brincadeiras, conseguindo aliar a técnica e pegada do Thrash Metal moderno (mais precisamente, do Sludge Metal) com a brutalidade do Death Metal, e mantendo a mistura homogênea (o que é bem difícil), e soando agressivo e moderno, oscilando entre a velocidade e a cadência sem pudor algum, e sangrando com vida e personalidade. 

Ótimo trabalho dos vocais (que sabem variar entre o rasgado e o gutural, e mesmo alguns momentos limpos, com propriedade), riffs de guitarra pesados e muito bem arranjados (um dos pontos fortes do grupo), cozinha rítmica perfeita, com baixo e bateria entrosados e esbanjando técnica e peso. Se o estilo não é inovador, a banda o é, dando sua contribuição ao gênero.

Com produção sonora do próprio grupo e de Steve MaCabe (este último ainda mixou o CD), mais a masterização de Simon Tozzoli, podemos dizer que a sonoridade está bem abrasiva e cheia, com timbres agressivos muito bem escolhidos, e cada um dos instrumentos está perceptível sem problemas, mesmo que debaixo de tanta brutalidade. A arte é algo de belíssimo, mais ao ver o nome de Gustavo Sazes, artista brasileiro bastante conhecido no meio, não é de se estranhar ser algo tão bem feito, transpirando a agressividade do grupo.

Crown of Scorn
Obviamente que um trabalho com tamanha força exige um bom tempo nos processos de composição e arranjo de cada música, e a banda mostra que soube o que fazer, criando arranjos ora intrincados e com quebradas rítmicas bem encaixadas, bem como alguns toque nas guitarras colocam os riffs em evidência. Mas não enganem: como um todo, a banda é ótima, e suas composições mostram força e espontaneidade.

Oito faixas de puro amassa-crânio muito bem niveladas compõem o CD. "Depopulation Process" começa rápida, mas logo o andamento diminui mostra a velocidade e ganha peso, sob uma colcha de excelentes riffs e vocais muito bem postados (as variações de tons são excelentes), em uma faixa bem ganchuda. Os mesmos elementos se encontram presentes em "Bullets First", mas com alguns momentos mais Sludge, e o azedume que nos vem é extremo, ainda mais com as guitarras usando de riffs abusivamente ganchudos. Ainda mais cadenciada e brutal é "Corporatocracy", mas surgem algumas melodias interessantes nas guitarras, mas o destaque principal é mesmo o fantástico trabalho de baixo e bateria. Em "Earth is no More", o peso e a rispidez são absurdos, os tempos ótimos e algumas mudanças rítmicas são perfeitas. "Sustainable Developments" é outo peso-pesado bem Sludge, azeda e raçuda, com bela dinâmica nos arranjos de guitarra. Guitarras com whah-whah e phaser introduzem a opressiva "Blood for Currency", algo de insano de tão bruta, mais uma vez com um trabalho ótimo das guitarras. Em "...or Be Destroyed", já existem alguns momentos um pouquinhos mais rápidos, onde a faixa ganha empolgação e os vocais se apresentam muito bem assentados sobre a parte instrumental. Fechando, temos a mais grooveada e intensa "Crown of Scorn", com uma sonoridade bem opressiva e transpirando arranjos de Groove muito bem pensados sob a agressividade bruta do grupo.

E para os curiosos, Agenda 21 nada mais é do que um documento surgido na época da Eco 92, no Rio de Janeiro, que estabelece a importância de cada país ter comprometimento sobre a responsabilidade e necessidade de ações visando a criação de políticas sócio-ambientais, para que os recursos naturais fosse preservados. E 22 anos depois, vemos que muito pouco foi feito. É em torno desse tema que giram as letras do trabalho do grupo.

Excelente revelação em termos de Metal, e vale a aquisição. Ainda mais que a Black Legion Productions colocou no mercado.



Tracklist:

01. Depopulation Process
02. Bullets First
03. Corporatocracy
04. Earth is no More
05. Sustainable Developments
06. Blood for Currency
07. ...or Be Destroyed
08. Crown of Scorn


Banda:

Allyan Lang Lopes - Vocais
Don Dumond - Guitarras
Rob Cadrain - Guitarras
Steve Grayson - Baixo
Alan Alsheimer - Bateria


Contatos:

Reverbnation
Black Legion Productions (selo brasileiro e assessoria de imprensa)

Resenha: Eternal Sex and War - Negative Monoliths (CD)

Nota 8,5/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


E a parceria entre a Shinigami Records (do Brasil) com a Quality Steel Records (da Alemanha) nos brinda com mais um bom trabalho, que poderá alcançar um maior número de fãs. Dessa vez, é hora de ouvirmos "Negative Monoliths", segundo e mais recente trabalho do trio italiano ETERNAL SEX AND WAR.

A banda não chega a realizar grandes inovações sonoras, já que sua música é muito calcada na leva de bandas de Black Metal que ficam entre a primeira safra (VENOM, BATHORY, HELLHAMMER) e a segunda (MAYHEM, DARKTHRONE, EMPEROR). Ou seja, sua sonoridade é híbrida do Black Metal com muito de Death Metal, lembrando bastante o estilo do BEHERIT, GRAND BELIAL'S KEY e BLASPHEMY, só que menos sujo. E a técnica da banda não é exagerada, mostrando que a simples mistura de vocais guturais urrados (por isso, cita-se a influência das bandas de Black/Death Metal acima), riffs intensos e bem pensados, base rítmica sóbria e pesada. Nada inovador, mas muito bom.

Com gravação, mixagem e masterização feitas por Ivan Moni Bidin e Fabio D'Amore no Artesonika Recording Studio, o grupo conseguiu um som que soe gorduroso, cheio, sujo, mas sem soar como algo datado ou mofado. Longe disso, a qualidade musical que o grupo utiliza faz parte de sua música, sabendo aliar bons timbres e clareza suficiente para se discernir o que cada um está tocando, com aquela sujeira essencial. E ainda temos uma arte bem simples, baseada em tons de preto, branco e cinza, com capa feita por Danielle Lupini e layout de Fausto Cancian, mas é nessa simplicidade que o aspecto visual consegue retratar bem o lado sonoro do grupo.

Eternal Sex and War
Apesar de não ter nenhuma inovação, não podemos classificar "Negative Monoliths" como um disco ruim, muito longe disso. A banda tem personalidade, o que é mais importante, e ela surge em cada arranjo musical, por mínimo que seja, pulsando com vida e agressividade. e é um deleite para fãs de Death Metal lá do início dos anos 90, bem como para fãs de Black Metal do mesmo período sem problemas.

E a surra se distribui de forma bem homogênea pelas oito faixas do CD, cada uma dela com seus próprios méritos, sendo as melhores a opressiva "Heretic Reaktor" (a bateria mostra uma diversidade técnica muito boa, sabendo ter peso e velocidade, bem como o baixo mostra-se presente nos devidos momentos), a rápida "Endless Dogmatic Demolition" (aqui, os vocais dão um show, mostrando timbres fortes bem "Schuldinerianos"), a longa e variada "Hallucinated by the Ungod of Exile" (uma aula de mudanças de andamento, indo de momentos mais velozes com outros mais cadenciados e outros no meio termos, com riffs muito ganchudos), a igualmente variada "Sarin Total Wipeout" (que riffs!), e a também longa "Cyclone Demagogy".

Na simplicidade concebida pelo trio, um ótimo trabalho.



Tracklist:

01. Nothing but Void
02. Heretic Reaktor
03. Endless Dogmatic Demolition
04. Bigotry of the Insects
05. Hallucinated by the Ungod of Exile
06. Megatons to Negate  
07. Sarin Total Wipeout
08. Cyclone Demagogy


Banda:

Thorshammer - Vocais, guitarras
Dr. Faustus - Baixo
Gornhar - Bateria e percussões


Contatos:

Shinigami Records (selo da banda no Brasil)

Harllequin finaliza gravações de ‘Parasite’ e divulga nome de novo álbum



A banda HARLLEQUIN, liderada pelo icônico vocalista Mario Linhares (Dark Avenger), finalizou as gravações do single ‘Parasite’, que sairá no novo álbum intitulado de “The Beloved Bones”, ainda sem data de lançamento. 

‘Parasite’ foi gravada no Asylum Studio, em Brasília, de propriedade do guitarrista e produtor Glauber Oliveira (ex-Caravellus), que também gravou o baixo e os teclados da composição. Atualmente o HARLLEQUIN é formado por Mario Linhares (vocal), Glauber Oliveira (guitarras) e Kayo John (bateria) - a nova formação da banda será divulgada em 2015. 

O vocalista Mario Linhares explica o conceito do novo trabalho, que será conceitual e terá a mulher como temática. “Falaremos como é estar presa a uma situação em que se percebe ser impossível fugir dela. Abordaremos 10 momentos possíveis que uma mente feminina passaria dentro da temática ESTAR APRISIONADA A UMA SITUAÇÃO”, explicou o vocalista. A música ‘Parasite’ se encaixa na temática do desespero. 


VEJA O QUE CADA MÚSICA REPRESENTA NO DISCO: 

1. PERCEPÇÃO - Perceber-se preso a um lugar ou a uma situação 
2. NEGAÇÃO - Negar e negar-se àquela situação 
3. REVOLTA - Não aceitar a situação de forma agressiva 
4. FUGA - Querer fugir da situação 
5. IMPOTÊNCIA - Não conseguir fugir da situação 
6. DESESPERO - Perder o controle mental do equilíbrio emocional 
7. RESIGNAÇÃO - aceitar a situação 
8. LOUCURA - fugir para outra dimensão da mente para fugir da real situação. 
9. MORTE - abandonar o corpo que está preso 
10. LIBERDADE - ser livre em espírito... e ao morrer é que se alcança a tão almejada liberdade. Nasce-se de novo. 

ESCUTE TRECHO DE ‘PARASITE’: 




Resenha: Wintter - Wings (CD)

Nota 8,5/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


É bem legal ver que no Brasil sempre aparecem bandas que buscam fazer a diferença. São aquelas que, por mais que pareçam despretensiosas, fazem um trabalho que fica bem acima da média, forte e vigoroso. E assim é o trio WINTTER, de Itatiba (SP), que debuta com "Wings", um disco extremamente agradável.

A banda faz aquela típica mistura de Metal (alguns momentos bem RUSH em sua fase mais metalizada) com Hard Rock e AOR (tem o requinte e elegância à lá TYKETTO), logo, o produto final é bem melodioso e vibrante, que nos envolve completamente, buscando fazer músicas com boa qualidade e técnica, mas ao mesmo tempo acessível aos ouvidos não iniciados. E a fórmula da banda funciona, já que a mistura de bons vocais e backing vocals bem colocados, riffs de guitarra inteligentes (e solos com excelente nível técnico, mas sem destoarem do contexto geral da música), baixo e bateria com bom nível técnico e peso nas medidas certas, mais alguns bons teclados, tende a gerar bons frutos. E em "Wings", geraram!

Wintter
Produção bem feita (gravação e mixagem foram feitas no Cia do Som, em Jundiaí, SP), tendo a masterização feita no Lurssen Mastering, em Hollywood (CA), o que garante uma qualidade sonora de um nível muito elevado, com clareza e peso em suas proporções devidas. A arte, um trabalho bem feito de Jhaine Minutti, segue o tema central das letras, cujo o centro é a aviação em um contexto amplo, dando corpo à música do grupo.

O forte do grupo é a sabedoria em arranjar bem suas composições, sabendo aliar peso, melodia e acessibilidade nas medidas certas, algo que nem sempre é simples de ser feito.

O CD é bom como um todo, mas existem momentos em que as músicas são sublimes, como na pesada e agradável "See You in Hell" (primeiro Single do disco, com andamento mediano e guitarras com timbres mais graves no início e no finalzinho, mas logo temos momentos mais melodiosos e amenos, e um refrão bem grudento), a instigante "Dreamer" (belíssimo trabalho de bateria e vocais, e novamente excelente refrão. E belos teclados surgem para acentuar o clima AOR), a semi-balada "Take Your Wings" (uma beleza em seus arranjos de baixo e guitarras, outra vez com um refrão absurdo), a acessível "Wings" (uma forte aura Hard um pouquinho mais crua permeia esta canção, deixando-a instigante), e a mais agressiva "The Airplanes Riders".

Uma bela estréia, e esperamos por mais da banda, que mostra ser muito promissora.






Tracklist:

01. Crazy Flying Guys
02. See You in Hell
03. Dreamer
04. The Letter
05. Take Your Wings
06. The Sky Warriors
07. Wings
08. Aces Never Die
09. God of War
10. The Airplanes Riders
11. Wings of Hope


Banda:

Elliot Wintter - Vocais, baixo, teclados
Gabriel Wintter - Guitarras
Thiago Wintter - Bateria


Contatos:

Zaltana divulga novos vídeos e fotos da gravação de álbum autointitulado




A banda ZALTANA segue divulgando o álbum de estreia autointitulado a todo vapor. Após receber elogios de vários veículos como a revista Roadie Crew e o site Whiplash.net, os músicos resolveram presentar os fãs com vídeos inéditos das gravações do álbum no canal oficial do Youtube. 




Formado por Mischa Marmade (vocal), Tito Falaschi (bateria e vocal), Hilton Torres (guitarra e vocal) e Dann Feltrin (guitarra e vocal), o ZALTANA tem como característica principal a mistura de elementos dentro do heavy metal. "Zaltana" foi gravado no estúdio IMF e mixado em Amsterdã, na Holanda, por Jochem Jacobs, produtor e engenheiro do estúdio Split Second Sound. 




Lembramos que o álbum de estreia está à venda na Die Hard, na Galeria do Rock, em São Paulo. O trabalho pode ser encomendado através do site www.diehard.com.br ou diretamente na loja. 

VEJA OS VÍDEOS ABAIXO: 








Tracklist: 

01. 2 Can Play This Game 
02. Skullface 
03. Always Left Behind 
04. Quid Pro Quo 
05. Heartstrings 
06. Hungry for Life 
07. Sovereign 
08. Terminal Speed 
09. Outliars 
10. Dukkha-Satya 


Line-up: 

Tito Falaschi - Bateria, baixo e vocal 
Mischa Marmade - Vocal 
Hilton Torres - Guitarra e vocal 
Dann Feltrin - Guitarra e vocal 


Informações:

Age of Artemis: novo baterista Ricardo Linassi faz Workshow em Belo Horizonte neste domingo (26/10)




Ricardo Linassi, novo baterista do AGE OF ARTEMIS, faz Workshow exclusivo neste próximo domingo (26/10), às 17h, no Stonehenge Rock Bar, em Belo Horizonte, onde apresentará clássicos do Black Sabbath, Slayer, Kiss, Motorhead, Deep Purple, Metallica e muitos outros. O evento também terá a presença dos bateristas Rafael Costa e Kiko Lopes. 

“Se você é fã de rock e Metal, não pode perder esta oportunidade. Três bateristas juntos no palco abalando as estruturas de Belo Horizonte”, disse Ricardo Linassi. 

Banda convidada: Whitesnake Tribute. 

Mais informações entre no site www.riccardolinassi.com 

SERVIÇO: 
Evento: 3D-Drums Workshow 
Data: 26/10/2014 - domingo 
Horário: 17h (pós eleições) 
Local: Stonehenge Rock Bar (Rua Tupis, 1448 – Barro Preto – Belo Horizonte) 
Valor: 18,00 (na hora) 
Censura: 18 anos (Sinuca liberada) 

Veja vídeo de Ricardo Linassi tocando "Under The Sun":