26 de jun de 2012

Música Clássica e Terror no Metal – Entrevista com Sarah Jezebel Deva



Por Marcos Garcia

O nome de Sarah Jezebel Deva é muito forte em meio a cena do Metal, graças a seus trabalhos com Cradle of Filth, Mortiis, Therion, The Gathering e outros, e desde 2009, ela está levando sua carreira solo. Com a ajuda da Shinigami Records, pudemos fazer esta entrevista com ela, e falamos do passado, presente e futuro desta voz muito hábil e talentosa no do Metal.
Sarah Jezebel Deva (Foto: Sammy Bruce)

Metal Samsara – Sarah, você saiu do Cradle of Filth em 2009, mas você em vários trabalhos feitos com outras bandas, logo, o que a fez decidir sua própria banda? Sabemos que você deve estar farta de responder esta mesma pergunta várias vezes, mas muitos de seus fãs brasileiros não sabem de todos os fatos até agora...


Sarah Jezebel Deva – Na realidade, eu sai em 2008, para mudar para a Austrália, mas também para começar meu próprio trabalho. Era hora de parar de cantar "ohhs" e "ahhs". Não queria mais ficar apenas fazendo backing vocals. Meu som do palco sempre foi ruim, mal conseguia me ouvir. Eu esperei por tanto tempo, esperando para cantar e quando você tem muitos fãs vindo até você depois de um show, um show que eu pensei que tinha feito bem e ouvi-los e dizer "Não podíamos ouvi-la muito bem", era horrível. Eu nunca planejei em ser "apenas" uma cantora de apoio. Formei o Angtoria com Chris Rehn e lançamos um álbum incrível, mas eu escolhi o Cradle of Filth em lugar do Angtoria e eu não deveria ter feito isso. Eu estupidamente esperei, e talvez fosse medo. Algumas pessoas no Cradle of Filth tinham me dito que eu não faria melhor e eu suponho que isso me manteve lá. Eu só sabia que tinha mais para dar. Letras para escrever, visões, mensagens para enviar e palavras reais para cantar :) 


Metal Samsara – A Sign of Sublime for gravado em 2008, entre Março e Julho, mas só foi lançado em 2010, um pouco depois de você ter saído do Cradle of Filth. Qual foi o motivo de levar dois anos para lançar o CD? E como foi a recepção da mídia e dos fãs?

Sarah Jezebel Deva – Na realidade, levou mais que isso. Acho que eu e Ken (NR: Ken Newman, que tocou guitarras no disco) começamos a fazer o álbum, mas mudei para a Austrália e as coisas estavam ruins para mim (um relacionamento). Voltei da Austrália em Junho de 2009, e tive poucas semanas para me recuperar na casa de Martin Powell (NR: tecladista que tocou no CD) do horrível relacionamento, e continuei com o álbum. Então, esta é a razão de ter demorado tanto. Eu queria desistir. Meu coração não estava ali. Arquivos  de músicas também foram perdidos e editados, o cara que gravou o álbum O ARRUINOU e não se importou. Então Daniel Abela foi contratado para mixar/masterizar A Sign Of Sublime e realmente não poderia salvá-lo devido a todas as f***s e erros. Martin Powell (ex-Cradle of Filth/My Dying Bride) e Chris Rehn também contribuíram em A Sign Of Sublime e houve muitos pontos positivos para este álbum, mas para ser honesta, ele nunca deveria ter sido lançado. Mídia? Não tenho certeza, acho que eles odiaram. Fãs? Acho que foi 50/50. Eu tento não falar sobre esse álbum ha ha...

Metal Samsara – E após um ano, The Corruption of Mercy foi lançado, então, vocês tinham algum material sobrando das sessões de gravação de A Sign of Sublime, ou vocês compuseram tudo após os shows de divulgação do CD? E no momento, lançaram um Single de três faixas, Malediction. E deixe-me dizer: vocês realmente são bastante produtivos.

Sarah Jezebel Deva – Não acho que as pessoas devam ter medo de escrever e lançar música. Quando a música está no coração, no sangue você quer fazer isso o tempo todo. Lembre-se, eu tenho 35 anos!! Eu esperei muito por tudo isso. The Corruption Of Mercy foi todo novo, com músicas escritas por mim e Danial Abela. 

Dan (foto: Marc Griggs)

Metal Samsara – Após lancer dois CDs solo, você pode dizer que há algumas diferenças musicais entre eles? E quais seriam os motivos para estas diferenças?

Sarah Jezebel Deva – Nada de positivo a dizer sobre A Sign of Sublime. Ainda adoro as faixas lentas e épicas, mas todas as faixas de Metal ficaram ruins por conta dos arquivos perdidos e editados. Gostaria que este álbum nunca tivesse sido feito. The Corruption of Mercy é mais bem elaborado. Gravado em um estúdio, mais ou menos, sem perda de arquivos e sem f***s! A composição foi bem mais complexa e madura, e estamos muito orgulhosos desse álbum. Ele é mais pesado, bem mais emotive e bem mais épico. :)


Metal Samsara – The Corruption of Mercy possui características musicais impressionantes, e podemos ouvir um vasto espectro de influências, por vezes soa agressivo e seco sem perdas melódicas, e outras vezes mais denso, climático e belo de uma forma Gothic/Symphonic. Como foi o processo de composição para ele, e vocês estão satisfeitos com o resultado final?

Sarah Jezebel Deva – Dan e eu apenas nos sentamos e escrevemos um monte de músicas e as aperfeiçoamos àquilo que queríamos delas. Fico feliz em ler seus comentários, pois suponho que significa que você gostou ;) (NR: e como!!!!)
Tivemos o Psy Coma do The Kovenant envolvido, e ele foi a cereja no topo do bolo, ele fez tudo muito ficar grandioso. Este álbum deveria ter sido nosso primeiro álbum, e quando digo "nosso", é porque somos uma banda completa agora... Eu simplesmente não posso alterar o nome... Eu escrevo muito, mas não posso levar todo o crédito. Eu os amo. Juntos, fazemos tudo muito bem e até mesmo os convidados que trabalham conosco são surpreendentes. Não há limites :)

Ablaz (foto: Loz Such)

Metal Samsara – Ainda falando do The Corruption of Mercy, ele foi lançado em vários países, então pode nos dizer como está a recepção do público a ele por agora? E como foi a recepção dos fãs?

Sarah Jezebel Deva – Parece estar sendo muito boa e, novamente, estamos muito orgulhosos, mas você não pode agradar a todos não é?! Alguém sempre vai dizer algo ruim, negativo e desagradável. Eu não vi nada, mas aos meus olhos, uma banda leva um ano para escrever e compor, gravar e mixar, e uma crítica toma 5 minutos para jogar tudo isso no lixo! Fãs, aborrecedores, todos DEVEM dar chances a novas músicas! Então lembrem-se, é o ponto de vista de uma pessoa. Confiram os álbuns que ganham críticas ruins, pois podem encontrar um tesouro escondido. ;)


Metal Samsara – Na versão Americana de The Corruption of Mercy, existe uma versão para a música Frozen, de Madonna, e é espantoso para alguns fãs puristas, bem como a versão de Zombie, do The Cranberries, mas ambas são peças finas. Qual foi o motivo para gravar essas músicas?

Sarah Jezebel Deva – Eu sou uma GRANDE fã de Madonna, mais do material antigo, mas eu irei sempre apoiá-la, não importando no que seja. Ela foi um modelo para mim enquanto crescia, mas a música Frozen é impressionante. Quem não gostou? Tão obscura. Eu só queria cantá-la, sempre quis. Zombie tem uma mensagem, é sobre guerra, morte e tragédia. Estamos rodeados de guerra porque os seres humanos são desagradáveis. Tão egoístas. Não importa quem eles machuquem ou o quem sofre em suas mãos ensangüentadas. Eu gosto de músicas com mensagem, mas esta música foi também um grande sucesso na cena Metal. Apenas uma música muito poderosa.


Metal Samsara – No novo Single, há um convidado especial: Dani. Ele está cantando com você em This Is My Curse, então podemos dizer que vocês continuam amigos. Existe algo planejado para um trabalho do Cradle of Filth em um futuro próximo?


Sarah Jezebel Deva – Bem, AINDA não existe um Single;) Mas esperamos, em um futuro, fazer um video para esta canção e Dani quer estar nele, e queremos que ele participe, mas somos uma banda sem dinheiro, então, vamos deixar as coisas acontecerem. Não diria que somos amigos. Não quero ser rude. Ainda me preocupo com ele como pessoa, ainda rimos e brincamos se nos encontramos, mas muita coisa aconteceu. Acho que amigo é uma palavra forte. Costumava vê-lo como um irmão, mas quando saí do Cradle of Filth em 2008, não ouvi uma única palavra dele. Não soube de nada dele até Janeiro de 2012. Me import com o que acontece com ele e, claro, ainda cantamos bem juntos, mas muita coisa mudou. Não sei se ele se importa comigo, se ele algum dia se importou, mas as coisas estão calmas, digamos assim. Estou tentando ser a mais honesta que posso sem mentir. As pessoas acham que pessoas estão juntas em uma banda, que elas estão próximas, se dão bem, se divertem juntas, e não é o caso e, de fato, é algo raro em bandas você trabalhar tão perto de alguém. Relacionamentos começam bem, mas depois, infelizmente, a maioria vai mal.



Metal Samsara – Vocês sabiam que The Corruption of Mercy foi lançado no Brasil, onde possuem muitos fãs? E sabem de algo de nós, musicalmente falando? E já tiveram, até agora, algum tipo de feedback de nós? 

Sarah Jezebel Deva – A amável senhora da gravadora (NR: Shinigami Records) me deu seis resenhas de nosso álbum vindas do Brasil e preciso dizer, nós, a banda, estamos muito, muito felizes. Muito agradecidos a todos vocês. Sei que tenho fãs por aí e estou com medo de nunca chegar a ver a América do Sul novamente. Eu sei que isso é a coisa óbvia a dizer, mas quando crescia, eu era, e ainda sou, uma grande fã do Sepultura, mas também do Soulfly e Nailbomb. Obviamente, há a ligação de Max Cavalera ali, mas que foi o primeiro insight para a cena de Metal brasileiro. Eu excursionei pelo Brasil com o Cradle of Filth e o Therion e, eu sinto falta, muita falta.



Metal Samsara – CD nas lojas significa shows chegando, certo? E como estão indo os shows? Existem planos para a América do Sul? Seus fãs os aguardam ansiosos para vê-los no palco!


Sarah Jezebel Deva – É muito caro para ir até os EUA/América do Sul, os vistos, vôos, tudo isso. Espero apenas que as pessoas comprem o album não façam downloads ilegais, porque eles não contam e precisamos de um bom e honesto promoter que nos dê uma chance e nos leve até a América do Sul, então, tenhamos esperança!! E acreditem em mim, eu e a banda esperamos os fãs. Eles só precisam mandar e-mails para grandes festivais e nos exigirem neles! Apenas os fãs podem nos ajudar nisso. Então, mandem os e-mails e falem com promoters confiáveis. Queremos estar na América do Sul por volta de 2014... Então façam isso acontecer!! :)




Metal Samsara – Agradecemos muito a você, e deixamos o espaço para sua mensagem para os leitores do Metal Samsara e seus fãs.


Sarah Jezebel Deva – Obrigado por ouvirem o que escrevo, por darem apoio a mim e à banda e à música que fazemos, por favor comprem nosso álbum, pois as vendas PODERÃO nos ajudar a ir até a América do Sul e façam um promoter ouvir Vejo-os em breve ;)




Contatos: 


https://www.facebook.com/SarahJezebelDeva
http://www.myspace.com/jezebeldeva
http://www.sarahjezebeldeva.co.uk/
http://twitter.com/#!/sjdeva




O Metal Samsara aproveita a oportunidade para agradecer a gentileza da Shinigami Records por ter tornado esta entrevista possível, bem como à Sarah Jezebel Deva.

Quando um gigante se ergue – Entrevista com o Woslom




Por Marcos Garcia

Foto:  Ricardo Zuppa

Sem sombra de dúvidas, um dos nomes mais fortes do Thrash Metal brasileiro no momento é o do quarteto Woslom.
Originários de São Paulo, e apesar de ainda estarem em seu primeiro CD, Time to Rise, a banda já mostrou sua potência sonora, bem como a força de sua música tanto em vários shows no Brasil quanto na Europa, de onde acabam de retornar de uma tour.
Aproveitando o momento, fomos bater um papo com ele e saber do passado, do presente e dos planos do futuro.

Metal Samsara – Bem, para começarmos a conversa, que tal nos contar um pouco de sua história? Sei que já falaram isso muitas vezes, mas é necessário, hehehe...

Francisco Stanich - Começamos a banda como a maioria... Eu e o Fernando estudávamos juntos na mesma escola, na mesma sala de aula e, com mais um colega de escola, resolvemos fazer umas jams, tocar alguns covers de nossas bandas preferidas, até que vimos que éramos uma banda (risos). Com isto começamos a fazer algumas composições e alguns shows em São Paulo, mesclando covers com som próprio. E com o tempo fomos ouvindo coisas novas, voltando nosso gosto ao Thrash Metal. Conforme fomos amadurecendo e tendo maior estabilidade em nossas vidas, vimos que estava na hora de tentar profissionalizar a banda. Foi quando decidimos gravar o álbum Time To Rise, durante as gravações tivemos a mudança de vocalista, fazendo com que o processo de gravação demorasse mais do que o previsto, mas em 2010 conseguimos lançar o álbum e aqui estamos nós divulgando este trabalho até hoje, fazendo shows pelo Brasil e Europa, que acabamos de voltar.


Metal Samsara – De onde veio o nome da banda? Sinceramente, corremos a internet e nada...

Francisco Stanich - Esta era a intenção, se procurar o nome na internet só vai dar a gente rs... Woslom é um nome inventado por mim, não existe. Na época do colégio o Fernando desenhou um símbolo que parecia um “W” e aí tivemos a ideia de ter um nome tendo este símbolo no começo e de ponta cabeça no final, aí comecei a inventar um monte de nomes que começavam com “W” e que terminava com “M”, até que disse WosloM, o Fernando gostou e acabou ficando rs...


Metal Samsara – Apesar de muitos terem dado o Thrash Metal como morto há alguns anos, o estilo continua trazendo ao mundo bandas novas e melhores, mas ao mesmo tempo, ainda existem aquelas que buscam aquelas sonoridades características dos anos 80. O que vocês acham disso, e como encaram esta busca pelo que está no passado?

Francisco Stanich - Não vejo muito problema com isto, pois o Thrash Metal é dos anos 80, e tem bandas que preferem seguir aquele tipo de sonoridade, mas também tem bandas que buscam fazer um Thrash mais moderno, é uma questão do que cada banda busca. Mas independente do tipo da sonoridade, as bandas não podem achar que irão viver o Thrash dos anos 80, aquela época é passado. Temos que viver o agora, viver o estilo nos dias de hoje.


Metal Samsara – Um dos pontos fortes das bandas brasileiras de Thrash Metal, como o próprio Woslom, o Andralls e o Ancesttral é a capacidade de fazer algo forte e cheio de vida dentro do Thrash Metal, sem soar datado. Poderiam nos dizer qual seria a razão para isso? 

Francisco Stanich - Estas três bandas que você cita tem características diferentes, mesmo fazendo Thrash. Somos brothers de ambas as bandas. No Woslom sempre pensamos em fazer algo que realmente seja forte, nós quatro somos grandes fãs de Thrash Metal e com isto tentamos ver o que realmente ficará bom no nosso som. E sendo fãs, nós primeiro fazemos a música para nós, se a música passar pela aprovação de todos na banda quer dizer que temos algo muito bom na mão rs... Não tem uma razão, apenas fazemos o que gostamos.


Metal Samsara – Falando um pouco do CD: Time to Rise veio ao mundo de forma independente, então, deve ter sido um daqueles partos bem difíceis, certo? Que tal contar como foi todo este processo? Que tal ter a banda na produção, e não seria mais simples ter um produtor trabalhando com vocês? E de onde veio a ideia de colocar o clip para Time to Rise como bônus?

Francisco Stanich - Com certeza foi bem difícil o processo. Na verdade a parte difícil foi a gravação, pois como disse anteriormente, trocamos de vocalista no meio das gravações. Já estávamos com quase tudo pronto e tivemos que praticamente refazer todo o álbum. Mas depois desta mudança, começamos a fazer cada etapa com muito planejamento, fazendo com que o lançamento não fosse sofrido como a gravação. Sobre a produção, nós mesmos escolhemos produzir o álbum e pelo visto o próximo álbum também será produzido pela banda, pois em nossa opinião, nada melhor do que a própria banda produzir, pois nós sabemos como é cada música e como deve soar no álbum e temos muitas ideias para por em prática ainda. Mas é claro que num futuro poderemos trabalhar com um produtor de fora. Não podemos descartar esta possibilidade. Sobre o clipe, foi uma ideia conjunta, queríamos ter algum bônus no álbum, e no caso tínhamos o clipe na manga.


Metal Samsara – Apesar de gravado no Brasil, o produto final acabou saindo bem melhor do que muitos discos vindos de fora, pois a energia e vitalidade do CD são absurdas. O resultado final satisfez você? E se pudessem voltar atrás, iriam mudar algo?

Francisco Stanich - Com certeza o resultado agradou a todos na banda. Mas foi um processo muito demorado, acho que não mudaríamos muita coisa, talvez tentaríamos gravá-lo num tempo mais curto.


Metal Samsara – Time to Rise já está há dois anos nas lojas, logo, como foi a recepção dele por parte do público, e como estão as vendas por agora? As resenhas foram todas bem positivas...

Francisco Stanich - A recepção foi a melhor possível, sabíamos que estávamos com um produto muito bom, mas superou todas nossas expectativas, só temos a agradecer o público e a mídia por todo apoio. As vendas, por se tratar de uma banda “nova”, de Thrash e independente estão ótimas, acima da nossa própria expectativa. Tanto as vendas em shows aqui no Brasil quanto lá fora foram excelentes.


Metal Samsara – Falando dos shows: como foram os que fizeram no Brasil após o lançamento do CD?

Francisco Stanich - Foram ótimos, tocamos muito para divulgar o álbum. Tocamos em lugares pequenos, grandes, em festivais, lugares vazios rs... Não importa a quantidade de pessoas, se tem uma pessoa ou mil, tocamos com a mesma energia. Tocamos nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. E tem sido maravilhoso, chegar em lugares que nunca imaginei ir e a galera pedir nossas músicas, pedirem pra tocar Time To Rise , Mortal Effect. É o feedback de que fizemos um bom álbum.

Metal Samsara – Tanto Time to Rise quanto Mortal Effect são clips ótimos e bem produzidos. Com eles, vocês alcançaram uma boa projeção, ou seja, eles atingiram os objetivos traçados pela banda?

Francisco Stanich - Hoje em dia por causa da velocidade de informação que a internet nos dá tudo é visual, com isto sabíamos que a gravação de um clipe era fundamental para a divulgação da banda e do álbum. E os clipes conseguiram atingir os objetivos, até mais do que poderíamos imaginar, na minha opinião foram o carro chefe de toda a divulgação do álbum.


Metal Samsara – Uma pergunta que não quer calar: quando sai o sucessor de Time to Rise, ainda mais que a banda fez alguns shows na Europa? Já possuem algo em vista nesse sentido?

Francisco Stanich - Já temos algo em vista sim, alias, na tour européia, trabalhamos bastante no novo álbum nos tempos livre. Não queremos dar uma data ainda, mas posso adiantar que já estamos em processo de composição, já temos bastantes ideias e agora é juntar tudo e ver o resultado.


Metal Samsara – E por falar nos shows no Velho Continente, como foi a acolhida da banda por lá? Comentem um pouco do que passaram por lá, tanto as aventuras quanto desventuras...

Francisco Stanich - Foi ótimo, fomos muito bem recebidos, bem acolhidos por todos. Se soubesse que seria assim já teria ido antes rs... Mas tem aquela lenda de que as bandas vão para lá e passam perrengues e tal, mas conosco não aconteceu isto, foi tudo ótimo, comemos do melhor, bebemos do melhor rs... Os shows foram ótimos, tocamos em alguns festivais de lá, como o Emmen, SWR Barroselas, foi ótimo, foram 40 dias, 25 shows em 10 países. E grande mérito desta tour devemos ao Xandão (Andralls) da On Fire Booking Agency. Estar em outro país e ouvir as pessoas pedindo para tocar tal música, gritarem o nome da banda é algo que nunca esqueceremos. Não vemos a hora de voltar pra lá!!!


Metal Samsara – Vocês embarcaram para esta tour na Europa após o fracasso do M.O.A., logo, chegaram a ouvir ou saber de algum comentário dos fãs europeus sobre o que se passou aqui? E agora vendo como é a cena por lá, qual seria o diferencial, a seu ver, que torna as coisas por lá um pouco melhores do que por aqui? O Brasil não teria condições de realizar um festival nos moldes do Wacken Open Air ou Hellfest?

Francisco Stanich - Na verdade quando tudo isto aconteceu no M.O.A. nós já estávamos na Europa. Por lá não ouvimos comentários sobre o ocorrido, pelo menos eu não ouvi nada, tudo que soube foi pela internet. Com certeza o Brasil tem potencial para fazer festivais deste porte, como já fez anos atrás, como exemplo as edições do Mosters Of Rock. Não posso opinar sobre o M.O.A., pois o Woslom não participou e estávamos viajando quando ocorreu. Mas aqui no Brasil temos que ter os pés no chão, precisamos fortalecer a cena aqui, tirar a ideia de sempre lucrar e lucrar a qualquer custo. Se o festival for bem planejado, feito de forma realmente profissional, com respeito ao publico e as bandas, o lucro será consequência. Mas na minha opinião a primeira coisa a ser feita seria um apoio maior para as bandas brasileiras, tem muita banda boa por aí, bandas novas com muita vontade de mostrar serviço, aí sim teremos uma cena forte.


Metal Samsara – O trabalho de assessoria de imprensa de uma banda sempre é um diferencial entre o sucesso ou ostracismo. Como é que vocês conceituam o trabalho da Metal Media? Estão plenamente satisfeitos com eles?

Francisco Stanich - Não é bem assim rs... Não é a assessoria de imprensa que irá fazer a banda estourar ou não, a assessoria faz parte de um conjunto de coisas que uma banda deve fazer e ter. Não adianta eu gravar um álbum regular, ter um show mais ou menos e achar que a assessoria vai fazer tudo funcionar, tem muito trabalho em paralelo que devemos fazer. A assessoria tem um papel importante de divulgar a banda, mas é a banda que tem que dar e fazer as notícias aparecerem para ser divulgada. Escolher a Metal Media como assessoria da banda foi um tiro certo que demos, de todas as que estávamos analisando ela foi a que escolhemos por todo o trabalho que eles fazem. Com certeza estamos muitos satisfeitos com eles, não poderíamos ter outra escolha.


Metal Samsara – Agradeçemos de coração pela entrevista, e deixamos o espaço aberto para suas considerações finais, bem como sua mensagem para os fãs e leitores do Metal Samsara.

Francisco Stanich - Nós que agradecemos a oportunidade de falarmos um pouco de nossa história, de nosso trabalho. E aproveitamos o espaço para convidar a todos a estarem dia 29 de Junho no Blackmore Rock Bar, será nossa única apresentação este ano em São Paulo. Será uma data para comemorarmos com nossos amigos e fãs todo o trabalho feito com o álbum Time To Rise. Será um show especial, onde tocaremos músicas com convidados de bandas amigas, tocaremos músicas do álbum e músicas do nosso projeto: Brazilian Underground Union Project. Será um show para encerrar este ciclo e iniciarmos o próximo. E para que não for de São Paulo, acessem nosso site www.woslom.com, lá tem a agenda da banda com os outros shows que faremos. Keep Thrashing!!!

Notícias - MS Metal Press (26/06/2012)



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MS METAL PRESS - Projeto envolvendo membros da Heptah e Odhekaton

Os membros das bandas Heptah e Odhekaton, o baterista Raphael Jorge e o vocalista Michel Marcos, respectivamente, lançaram recentemente o primeiro Single do projeto -X-, intitulado Fallen.
O material, que foi lançado para audição no YouTube, foi registrado nos estúdio Flight e M&H Studios. Já a produção ficou a cargo da dupla composta por Rogério Oliveira e Michel Marcos. “A temática da música fala um pouco sobre o que você pode se tornar se, por algum motivo, você se desvincular de algum caminho que séria o ‘correto’, afirmou o vocalista e produtor Michel Marcos. “Todo o processo de produção foi realizado no Flight Studio em parceria com o M&H Studio. O som segue as tendências modernas, passando por partes que lembram o Heavy Metal tradicional. A música ficou acima do que esperávamos e ficamos todos muito felizes com o resultado obtido”, finaliza. 

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Desecrated Sphere - Lançado oficialmente novo vídeo clipe da carreira

A banda paulista de Technical Death Metal Desecrated Sphere, lançou recentemente o seu segundo vídeo clipe oficial em seu canal no YouTube.
A música chama-se Century of Tyranny, extraída do Debut álbum The Unmasking Reality, que será relançado no Brasil através das parcerias dos selos Eternal Hatred Records e Rapture Records, no segundo semestre de 2012.
O material áudio visual contém imagens capturadas dos shows e viagens da Desecrated Sphere, entre os meses de setembro de 2011 e fevereiro de 2012, e contou com a assinatura da Mirtão Produções para edição e finalização do produto.


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Devachan - Grupo disponibiliza primeiro capítulo de sua série de vídeos

A banda paulista Devachan lançou recentemente em seu canal oficial no YouTube, o primeiro capítulo de sua série de vídeos, que capturarão os principais momentos de todo o processo de produção do seu novo EP, intitulado Andarilho.
O citado primeiro capítulo tem como foco a pré-produção do material, que contou com a participação de todos os membros da banda, demonstrando alguns trechos de músicas desse futuro registro. 
O grupo continua na cidade de Sorocaba, registrando o citado material no Ponto Sonoro Studios. A produção do EP Andarilho conta com a assinatura de Júnior Jacques, experiente produtor e vocalista da banda Hammathaz.
O EP Andarilho tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2012, através da Alternative Music Records em todo território nacional


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Empürios - Lançado oficialmente making of das gravações do Debut álbum

A banda carioca Empürios, que se encontra em estúdio finalizando o seu primeiro álbum Cyclings, disponibilizou um vídeo em seu canal oficial no YouTube, contendo a primeira parte do making of das gravações do referido material. 
O primeiro vídeo, produzido pela Musark e editado por Renata Decnop, tem como foco o processo de pré-produção do álbum, composições e arranjos, com depoimentos do baixista Luiz Freitag e de Renata Decnop.
Em paralelo, a Empürios está em negociação com selos no Brasil para o lançamento de Cyclings



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Frade Negro -Confirmado lançamento de EP como prévia do Debut álbum

A banda catarinense Frade Negro lançará um EP promocional, contendo quatro músicas do álbum Black Souls in the Abyss no próximo dia 10 de julho.
O EP tem caráter estritamente promocional, servindo como prévia para o lançamento oficial do álbum Black Souls in the Abyss. O material será distribuído ao público presente, no show que a Frade Negro realizará em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, no dia 13 de julho. 
Black Souls in the Abyss é o primeiro trabalho de uma banda brasileira que conta com a assinatura de Edward J. Repka, e será lançado no Brasil através da MS Metal Records no segundo semestre de 2012.

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Tornnelly - Músico usará guitarras Tagima em sua atual turnê

O guitarrista paulista Marco Tornnelly usará exclusivamente guitarras Tagima em suas novas apresentações pelo país. 
O artista, que em breve lançará o seu novo Single Cross no mercado nacional, é incisivo ao revelar sua paixão pelas guitarras Tagima. "O eu poderia falar destas guitarras? Elas são muito bem acabadas, possuem madeiras selecionadas e brasileiras, o que dá ao instrumento um timbre incrível e único", declarou o músico.
A preferência pela marca vai além da busca por um timbre excelente, "É paixão mesmo, eu amo estas guitarras". O guitarrista enfatiza a importância de apoiar uma marca brasileira, que gera empregos no país. Marco Tornnelly utiliza guitarras Tagima desde 2002, "São 10 anos com estes instrumentos. É uma década de parceria e paixão. Não me imagino tocando outra guitarra".  
Em paralelo ao lançamento do Single CrossMarco Tornnelly se encontra pré-produzindo o seu Debut álbum solo, que será lançado no Brasil através da Alternative Music Records. 

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Warcursed - Cancelado um dos shows de sua atual turnê brasileira

Devido à greve da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o show que a banda Warcursed realizaria no dia 11 de junho, no Auditório do Departamento de Arte e Mídia (DART), foi suspenso. 
Este show faz parte de um evento chamado Segundas Musicais, promovidos pela UFCG e pelo DART, que vem ocorrendo ao longo do ano de 2012. Mas agora, como a paralisação da UFCG, estes eventos foram suspensos, todavia, serão remarcados em outras datas após o retorno das atividades da mesma. 
Warcursed, através de sua assessoria de imprensa, divulgará em breve a nova data para sua apresentação no projeto Segundas Musicais.

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Kamala - Confira vídeo do baterista se apresentando com apenas um braço 

O baterista da banda Kamala, Nicolas Andrade, que sofreu um acidente nas gravações do novo vídeo clipe do grupo, postou um vídeo no YouTube contendo imagens da sua participação no show de lançamento do álbum The Seven Deadly Chakras, ocorrido no último dia 18 de maio em Campinas, São Paulo.
Na ocasião, Nicolas Andrade participou do show ao lado de seus companheiros na música Genocide, executando seu instrumento com apenas um braço, por ainda estar no período de recuperação do acidente sofrido.



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