25 de out de 2015

PAGAN THRONE - Swords of Blood (CD): Criatividade e evolução a favor do Viking Metal

2015
Nacional

Nota 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


É muito interessante quando podemos observar o quanto uma banda evolui de um lançamento para o outro. Sim, pois é necessário que haja estas mudanças para que o trabalho dos músicos continue soando vivo e relevante. Mas não é preciso abrir mão da própria personalidade. É algo que o tempo e a experiência vão cultivando em cada banda. E um dos melhores exemplos é o do quinteto carioca PAGAN THRONE, que após 5 anos de lançamento do primeiro álbum, "The Way to the Northern Gates", volta com seu segundo álbum, "Swords of Blood". 

O que evoluiu na banda: o Viking Metal deles continua o mesmo, ainda agressivo e ríspido, mas ficou mais encorpado, ganhando mais melodia e o lado Viking de sua música ficou mais evidente. Mas isso sem abrir mão da personalidade, ou seja, é um passo adiante do que a banda apresentou em "The Way to the Northern Gates", sem perder contato com suas raízes. Os vocais melhoraram bastante, já que não se prendem apenas aos tons rasgados, mas usam um bom leque de timbres, enriquecendo cada canção; as guitarras, por sua vez, mostram uma técnica mais apurada e ótima noção melódica (observem os solos e entenderão o que digo); os teclados estão excelentes, sabendo não só preencher bem espaços, mas aclimatar as músicas do disco; e a cozinha rítmica da banda ganhou em técnica e peso, apresentando maior diversidade de andamentos e boas mudanças rítmicas. Ou seja, a banda amadureceu muito em todos os sentidos.

A produção de "Swords of Blood" é de Eddie Torres (baixista do grupo), assim como a mixagem, e a masterização. E ele soube fazer esta ligação entre a sonoridade mais agressiva que a banda sempre teve com a qualidade que a evolução da banda pede. E conseguiu, pois o resultado é uma sonoridade muito boa, agressiva e seca, mas com um nível de clareza muito bom. E a arte de Marcus Lorenzet é ótima, caprichada e soube deixar a proposta lírica/musical do grupo bem clara.

O PAGAN THRONE deu uma burilada muito boa em cada música do disco. Os arranjos estão excelentes, as músicas não exageram no tempo de duração (apenas "Northern Forests" e "Path of Shadows" passam dos 5 minutos), e cada uma delas passa rapidamente devido ao requinte musical que o grupo ganhou. E para dar um toque a mais de classe, temos a participação de Vivi Alves (ex-MORTARIUM) nos vocais em "Kingdom Rises" e "Pagan Heart".
Pagan Throne
Do início ao fim, o disco é excelente, bem equilibrado e apresenta uma musicalidade revigorada e elegante, mesmo sendo um lançamento de Metal extremo. São nove faixas excelentes (sim, nove, pois "Invasion" é uma introdução).

Swords of Blood - A faixa-título do CD inicia a obra, mostrando um equilíbrio bem feito entre o lado agressivo de sua música com melodias mais encorpadas. Reparem bem como os vocais mostram uma boa diversidade de timbres, e existem variações rítmicas muito boas.

Rites of War - O baixo mostra-se importante logo no início, em meio a um andamento mais refreado e com belas guitarras aparecendo. Isso sem mencionar que os teclados estão muito bons, aparecendo e aclimatando perfeitamente a música.

Fallen Heroes - Uma faixa mais climática e com um andamento empolgante, onde novamente guitarras e teclados se destacam bastante. Reparem a riqueza instrumental, as mudanças de momentos e belos solos de guitarra, onde a melodia e lado Viking fica explicitado.

Northern Forests - Um dos grandes momentos do disco. Com seus nove minutos de duração, ele permite que a banda evolua e transite bem entre momentos velozes e outros mais amenos. E baixo e bateria mostram muita técnica aqui, fora uma apresentação de gala dos teclados.

Beast of the Sea - Aqui, a banda apresenta um refrão excelente, além de uma levada um pouco mais rápida, mas melodiosa, que beira os momentos mais rápidos das bandas de Metal tradicional, fora uma incursão de teclados mais voltados ao Pagan Metal muito boa.

Kingdom Rises - Belos corais Vikings dão as caras (inclusive usando alguns vocais femininos muito bem colocados), um uso muito bom dos vocais em timbres excelentes, fora uma pegada um pouco menos agressiva e mais voltada ao Pagan Metal aparece. E que lindos teclados!

Dark Temples - É uma linda e bela instrumental, mais melodiosa e introspectiva, mostrando um fundo de Heavy Metal tradicional. E que lindo trabalho das guitarras, com um solo melodioso e inspirado. 

Path of Shadows - Uma pegada um pouco mais voltada ao Black Metal de raiz se faz presente, mas logo os elementos Viking começam a dar as cartas e a criar uma atmosfera pesada e densa. E alguns momentos mais empolgantes mostram novamente um trabalho de vocais excelente, mais um solo de guitarra muito bom.

Pagan Heart - É uma versão acústica da música presente no EP de mesmo nome. Os vocais novamente ganham destaque em meio aos violões e teclados, usando alguns efeitos providenciais, sem quebrar a aura Viking introspectiva da música. 

Definitivamente, "Swords of Blood" é um disco excelente, e mostra que o PAGAN THRONE é uma banda que não merece estar presa apenas ao Brasil.



Músicas:

1. Invasion 
2. Swords of Blood
3. Rites of War 
4. Fallen Heroes 
5. Northern Forests 
6. Beast of the Sea 
7. Kingdom Rises 
8. Dark Temples 
9. Path of Shadows 
10. Pagan Heart

Banda:

Rodrigo Garm - Vocais
Raphael Casotto - Guitarras, violões 
Eddie Torres - Baixo, violões
Hage - Teclados, programação 
Alexandre Daemortiis - Bateria 


Contatos:

MS Metal Agency Brasil (Assessoria de Imprensa)

STONE COLD DEAD: banda lança o Single "Hubrism" para divulgar o primeiro álbum





"Hubrism" é o título do primeiro Single oficial do primeiro álbum do STONE COLD DEAD, chamado "Lava Flows".


As letras da canção são influenciadas pela antiga tragédia "Prometeu Acorrentado".

Manthos Stergiou (Manster Design) criou o lyric video para o Single, usando a arte de Costin Chioreanu.


"Hubrism" está disponível para download gratuito na página oficial do STONE COLD DEAD no Bandcamp: www.stone-colddead.bandcamp.com

A música do STONE COLD DEAD é uma mistura do Groove Metal extremo e Rock experimental, forjado com guitarras barítonas e contrabaixo com arco.

O fundador da banda é o ex-membro do ROTTING CHRIST e NIGHTFALL, o guitarrista George Bokos.

"Lava Flows" será lançado em 06 de novembro pela Volcanic Music, e a formação que gravou teve três bateristas, entre eles George Kollias (NILE).

O álbum foi produzido e teve engenharia do próprio George Bokos (Melechesh, George Kollias, Wolfheart), enquanto a mixagem e mastrização foram feitas pelo parceiro de estúdio de George, Vasilis Gouvatsos Nightstalker, Exarsis) no Grindhouse Studio, em Atenas (na Grécia). A arte de "Lava Flows" foi criada por Costin Chioreanu (At The Gates, Paradise Lost, Arch Enemy).

Assista o lyric video:



Formação que gravou "Lava Flows":

George Bokos: Guitarras, vocais
Charis Pazaroulas: Contrabaixo, baixo elétrico
Dimitrios Dorian (Vorskaath): Bateria
Yannis Stavropoulos: Bateria (estúdio)
George Kollias: Bateria (estúdio)


Siga o STONE COLD DEAD nas mídias sociais:

https://youtube.com/user/StoneColdDeadTV
https://facebook.com/StoneColdDead
https://soundcloud.com/stone_cold_dead



GODZORDER - Obey (EP): um murro Thrasher nos dentes!

2015

Independente
Nacional

Nota 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O Brasil tem mostrado uma safra de bandas de Thrash Metal muito boa nos últimos tempos. Seja moderno, seja Classic Thrash Metal, o gênero anda gerando ótimos frutos por aqui, verdade seja dita. E é muito legal ouvir uma banda como o GODZORDER, de Jundiaí (SP), que chega pondo a casa abaixo com o EP "Obey".

Podemos dizer que o trabalho do grupo é bem maduro, mostrando uma musicalidade feroz e agressiva, que transita um caminho um pouco mais clássico, com influência de bandas como TESTAMENT, ANTHRAX e OVERKILL, ou seja, peso, agressividade e técnica bem alinhados, com boa dose de melodia e muita personalidade. A técnica dos seus integrantes é muito boa, fazendo com que a audição do EP não seja algo entediante, ou que a banda soe como mais do mesmo. Apesar de não ser nada inovador em termos de Thrash Metal, eles possuem energia e personalidade bem fortes. Sem soar preconceituoso, podemos dizer que isso é "Thrash Metal pra gente grande".

Produzido por Adair Daufembach, já bem conhecido por seus trabalhos com bandas como A RED NIGHTMARE, COMMAND6, HANGAR, HEVILAN, entre tantos outros, não é de se admirar que peso, agressividade e clareza estejam muito bem equilibrados. Nada da música da banda é perdido ou fica oculto.

Godzorder

É incrível ouvir uma banda desse quilate, verdade seja dita, pois o trabalho da banda é de uma qualidade enorme, sempre com bons arranjos. E a coesão do peso e diversidade técnica de baixo e bateria, aliada a força e técnica das guitarras em riffs e solos de qualidade, e vocais ferozes é algo muito bom.

Best Friend - A banda já inicia o EP com uma canção em que os andamentos mudam bastante, mostrando uma boa dinâmica e solidez na base rítmica. Mas o que essas guitarras fazem nos riffs chega a ser algo assustador.

The Strongest Force - Outra faixa muito diversificada em termos de andamentos, pois há momentos mais velozes e outros mais cadenciados, sempre com bom gosto e melodias. E reparem como os vocais se encaixam perfeitamente em todos os momentos, bem como os solos de guitarra são excelentes.

Psycho Mind - Azeda, pesada e mais focada em um andamento cadenciado. Mas é justamente com essa levada mais lenta que o trabalho da base rítmica se mostra bastante, e as guitarras mostram riffs abusivamente pesados. E que refrão!

I'm Your Freedom - O andamento aqui é mediano, ou seja, nem rápido ou lento demais, mas meio termo, mostrando boa diversidade vocal, além de riffs de guitarra muito intensos e solos melodiosos na medida.

Break - Preparem o pescoço, pois a pancadaria aqui não tem limites, sendo uma canção com velocidade moderada, mas agressiva e bruta, mas mostrando boa qualidade técnica e ótimo trabalho de baixo e bateria mais uma vez.

Verdade seja dita: com um EP do nível de "Obey" lançado, me pergunto o motivo de não ser um álbum completo.

A banda e o público merecem mais bandas assim.



Músicas:

1. Best Friend 
2. The Strongest Force 
3. Psycho Mind 
4. I'm Your Freedom 
5. Break 


Banda:

Rafael Barba - Baixo, vocais 
Gustavo Salles - Guitarras
André Fernandes - Guitarras
Marco Mingote - Bateria


Contatos:

Youtube
Heavy and Hell Press (Assessoria de Imprensa)