18 de out de 2013

Imagery: anunciada data de lançamento de disco de estréia nos EUA, Europa e Ásia





Banda assinou recentemente contrato com a Cleopatra Records de Los Angeles, mesma gravadora de grandes nomes do rock progressivo como Nektar, Tangerine Dream e Hawkwind

Com apenas cinco anos de carreira e um disco lançado, a banda de rock/metal progressivo IMAGERY já tem muito do que se orgulhar.

Em março do ano passado, fizeram o show de abertura para o FOCUS, lenda do rock progressivo mundial. 

"The Inner Journey", seu disco de estréia, foi indicado para Prêmio Dynamite como um dos "Melhores Álbuns de Heavy Metal" de 2012.  

O debute foi muito bem recebido por toda a imprensa nacional e recebeu nota máxima em alguns sites, entre eles o Rock On Stage que chegou a dizer que o IMAGERY "não deve nada para bandas como Dream Theater e Fates Warning".  

Dentre essas e outras conquistas, uma das mais importantes foi com certeza a já anunciada assinatura de um contrato de distribuição com a gravadora americana Cleopatra Records que agora vai disponibilizar o álbum "The Inner Journey" para a América do Norte, Europa e Ásia. 


O disco chega às principais lojas do segmento desses três territórios a partir do dia 19 de Novembro. 

Localizada em Los Angeles, Califórnia, a Cleopatra Records já tem 20 anos de atuação e é uma das maiores referencias do mercado fonográfico no segmento do rock progressivo. Entre seu cast de artistas, estão nomes lendários como Tangerine Dream, Hawkwind, Nektar, entre outros.  

Brian Perera, presidente da gravadora, fez recentemente uma declaração onde explica os motivos que o levaram a oferecer um contrato ao IMAGERY.

"O Imagery mistura com muita habilidade o rock progressivo clássico com o heavy metal moderno. Já faz um tempo desde que me deparei com uma nova banda que pode misturar gêneros de forma tão perfeita. Depois de anos trabalhando com mestres do progressivo como Billy Sherwood, Nektar e Brainticket, nós vemos potencial na banda e gostaríamos de ajuda-los a expandir para os principais mercados da América do Norte, Europa e Japão". 

O IMAGERY atualmente conta com os músicos Joceir Bertoni (vocal/guitarra), Ricardo Fanucchi (baixo), Bruno Pamplona (bateria) e Henrique Loureiro (teclado). 

A banda também lançou recentemente seu primeiro videoclipe da música "Start The War": 


Mais Informações:


Fonte: Som do Darma
Management, Booking e Informações para Imprensa
A/C Eliton Tomasi
(15) 3211-1621

Crédito Foto: Fabio Mata 

Executer: Iniciada a gravação de ‘Helliday’






Agora não dá mais para parar! O EXECUTER já está em estúdio gravando seu novo disco: ‘Helliday’.

O grupo se encontra no estúdio Pínola, em Amparo/SP, para gravar o sucessor direto de ‘Welcome To Your Hell’. “Estamos ansiosos por esse novo trabalho e acreditamos que seja esse o disco que chegue mais perto de Rotten Authorities”, nos adianta o vocalista Juca Garcia.

“Helliday surgiu a partir da letra de Bad Holiday. Achamos um trocadilho em inglês que da essa expressão para “férias frustradas” ou indesejadas. Achamos um nome forte pro disco e queríamos um título de uma só palavra para esse álbum”, finaliza Juca.

A previsão de lançamento de ‘Helliday’ é para o início de 2014. Este ano o EXECUTER lançou, via Kill Again, um DVD comemorativo de seus 25 anos de estrada. ‘25 Years Thrashing Heads’ já está disponível para venda.

Ouça uma música do álbum “Welcome to your Hell” de 2006:


Contato para shows e merchandise: executerthrash@hotmail.com

Sites Relacionados:


R. Eugênio Xavier de Souza
Jardim Santa Maria
Mococa, SP, Brasil. CEP 13730-160
Telefone: 55 19 8207-4254

Lothlöryen: Preparando videoclipe para a música ‘Hobbit’s Song’






Seguindo nos ajustes finais do (re)lançamento de ‘Some Ways back SOME More’, o LOTHLÖRYEN anuncia uma novidade inesperada.

Os bardos lançarão um videoclipe para uma de suas canções mais famosas, ‘Hobbit’s Song’. Esta é a versão final e servirá como single para ‘Some Ways back SOME More’.

O clipe será lançado um dia depois do lançamento da segunda parte do Hobbit (O Hobbit: A desolação de Smaug) nos cinemas, no dia 14 de dezembro, durante o festival Brothers of Metal 2, em Poços de Caldas/MG, cidade natal dos músicos.


Também na cidade foi feita a gravação do clipe, em um restaurante chamado Olivias (www.oliviasaboreseeventos.com.br). Fora contratado um ator, Danilo Santos, para o papel de Hobbit.

Quem gravou e está produzindo o clipe foi a SoundPix, nova empresa de Leo Godde e Bruno Nascimento, que também haviam produzido o clipe anterior. Eles também são responsáveis pelas fotos de divulgação do clipe.

Leko Soares, comenta sobre a escolha desta canção:

“A Hobbit sempre foi uma das nossas músicas mais conhecidas, desde seu primeiro lançamento, ainda em 2007, numa versão demo gravada aqui em Poços de Caldas. Quando surgiu a proposta de regravar o “Some Ways”, nos pareceu muito natural utilizar a “Hobbits’ Song” como música de trabalho, pois ela representa muito bem o espírito e a filosofia contida no álbum. Como “há males que vem pra bem”, o atraso que rolou na finalização do álbum nos possibilitou uma oportunidade única de podermos lançar o clipe na sequência da estreia da segunda parte do Hobbit, nos cinemas.

Então, é isso. Dia 13, O Hobbit nos cinemas, dia 14 assistam ao Lothlöryen em sua essência, nesse que com certeza, será nosso melhor e mais descontraído clipe da carreira.”

‘Some Ways Back SOME More’ não é um simples relançamento, o trabalho contará – além de remix e remaster – com a regravação de alguns instrumentos, convidados especiais e a participação integral do vocalista Daniel Felipe. Tudo isso sob a tutela do renomado produtor Rafael Augusto Lopes no Estúdio Casanegra.

Contato para shows e merchandise: lothloryen.oficial@gmail.com

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Jardim Santa Maria
Mococa, SP, Brasil. CEP 13730-160
Telefone: 55 19 8207-4254

Death Angel - The Dream Calls for Blood (CD)

Nuclear Blast Records - Importado
Nota 10/10

Por Marcos Garcia


Desde que foi formado nos anos 80, o quinteto DEATH ANGEL nunca foi considerado uma banda de ponta, mesmo porque algumas oscilações estilísticas ocorridas entre seus 3 primeiros discos nunca foram muito bem compreendidas e aceitas pelos fãs de Thrash Metal na segunda metade dos anos 80. Acabaram, surgiu o finado THE ORGANIZATION (sem Gus nos vocais), até que se reuniram de novo em 2007, e de lá para cá, o quinteto anda descendo a marreta em quem fica pela frente, pois retomaram o estilão inicial da época do "The Ultra-Violence", só que ainda mais ríspido e agressivo, sem perder as doses de melodia que o estilo exige. E assim, chegam com o ataque sonoro chamado de "The Dream Calls for Blood", seu novo trabalho.

O quinteto, já com uma formação bem diferente do que foi nos anos 80 (apenas os veteranos Gus e Rob da formação original ainda estão), está muito bem, obrigado, e seu Thrash antes mais melodioso e com Groove, agora está seco e muito agressivo, com vocais rescantes intensos (Gus melhorou muito cantando dessa forma), as guitarras ainda continuam muito técnicas em bases e solos, sempre com melodias, mas os timbres estão muito abrasivos, e baixo e bateria estão em um entrosamento fantástico, bem técnicos e pesados, sem buracos na base rítmica.

Tendo as mãos de Jason Suecof na produção (DEICIDE, DEVILDRIVER, TRIVIUM, entre outros, já passaram por suas mãos), gravação e mixagem (ajudado por Rob), mais a masterização de Ted Jensen, tudo gravado nos Audiohammer Studios, óbvio que o trabalho teria que ser muito limpo e extremamente pesado, com tudo em seu devido lugar sem se embolar. Mas a dose de agressividade dada ao disco é absurda!

A arte, um belíssimo trabalho de Brent Elliott White (com o conceito feito pelo chefe Rob), é muito bem trabalhada, que vai preparando o ouvinte para a pedrada na cara que vem por aí...

Como dito antes, este disco é muito agressivo, muito bruto, mas mesmo assim, é amar ou odiar logo de primeira, já que ele é bem homogêneo em termos de composição, bem balanceado em tudo.

É meio injusto destacar alguma faixa em um disco tão bom, mas nas primeiras audições, a pedrada "Left for Dead" (reparem como Gus está cantando muito, em um trabalho perfeito), a agressiva "Son of Mourning" (bases e solos de guitarra perfeitos na técnica e peso), a rápida e intrincada "The Dream Calls for Blood", a fantástica e técnica "Don't Save Me" (baixo e bateria perfeitos, andamentos insanos, riffs complexos e ótimos solos), e a belíssima e bruta "Empty".

Esse DEATH ANGEL sim está no mesmo patamar de qualquer gigante do Thrash Metal, e até melhor que alguns que, infelizmente, andam mal das pernas...

Ouça, compre e mate seu vizinho chato do coração!


Tracklist:


01. Left for Dead
02. Son of the Morning
03. Fallen
04. The Dream Calls for Blood
05. Succubus
06. Execution/Don’t Save Me
07. Caster of Shame
08. Detonate
09. Empty
10. Territorial Instinct/Bloodlust


Formação

Mark Osegueda - Vocals
Rob Cavestany - Guitarras, backing vocals
Ted Aguilar - Guitarras
Damien Sisson - Baixo
Will Carroll - Bateria


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Annihilator - Feast (CD)

UDR Music - Importado
Nota 10/10

Por Marcos Garcia

No Metal, temos várias vezes a impressão clara da injustiça com certas bandas. Falamos muito em "3 dinossauros", "NWOBHM", "Big Four", e necessariamente nenhum deles é ruim, mas existem outras bandas, relegadas eternamente ao status de cult ou nem isso, e que mereceriam maior apreciação por parte do público. E um deles é o grupo canadense ANNIHILATOR, que chega com seu novo trabalho, o excelente "Feast".

Tendo sempre à frente o velho Jeff Waters, a banda já teve altos e baixos (mais altos do que baixos, que fique claro ao leitor), e nesse disco novo, a banda mostra uma agressividade ímpar, mas ao mesmo tempo, "Feast" não é um disco de assimilação muito fácil pelo grande público logo na primeira ouvida. Mas após a segunda, a mistura de vocais secos, riffs e solos extremamente bem feitos e melodiosos na medida certa, baixo e bateria técnicos e pesados nas proporções certas irá conquistar até o mais chato dos fãs de Thrash Metal, e mesmo de outras vertentes.

Jeff, mais uma vez, chamou para si a responsabilidade de produzir o disco, bem como de cuidar da gravação, mixagem e masterização (tendo auxílio de Vic Florencia na gravação dos vocais), e é óbvio que a qualidade está ótima, bem seca e com cada instrumento em seu devido lugar, com seu peso certo e sem muitos malabarismos. 

Coisa de quem sabe o que quer do próprio trabalho. E a arte de Gyula Havancsák realmente é assombrosa e chamativa, incorporando a aura bem "carnívora" do trabalho da banda.

Obviamente, o trabalho deles não muda muito em relação ao velho estilo adotado lá no início, bastante técnico, pesado, limpo e muito agressivo, e não existe diferenças de qualidade entre as faixas. Mais uma vez, Jeff acerta a mão.

Pontos altos: a sinuosa e agressiva "Deadlock" (que riffs e vocais, e um refrão ótimo), a de andamento mais moderado "No Way Out" (técnica e bem forte, com belíssimo trampo de baixo e bateria), a abrasiva e intensa "Smear Campaign", "No Surrender" (que tem uns toques Funk/Soul bem legais, antes de ganhar riffs extremamente carregados e gordurosos), a rápida "Demon Code" (com ótimos arranjos do baixo), e a mais melodiosa e cativante no início, antes de virar uma paulada rápida "One Falls, Two Rise".

Definitivamente, este autor se questiona como uma banda tão boa e produtiva não consegue emplacar. Será que alguns fãs não poderiam para de olhar apenas para alguns gigantes que, no fundo, já não estão rendendo como esses canadenses?

E ainda existe a versão dupla, com o CD 2, chamado "Re-Kill", apenas com regravações de grandes hinos da banda.

Mais um no Top 10 de 2013 deste autor!



Tracklist:

01. Deadlock
02. No Way Out
03. Smear Campaign
04. No Surrender
05. Wrapped
06. Perfect Angel Eyes
07. Demon Code
08. Fight the World
09. One Falls, Two Rise


Formação:

Jeff Waters - Guitarras, baixo, backing vocals
Dave Padden - Vocais, guitarras
Danko Jones - Vocais em "Wrapped"
Mike Harshaw - Bateria


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Uncaved - Meaning of Death (CD)

Independente - Nacional
Nota 8/10

Por Marcos Garcia

Há dias em que os mais experientes na cena Metal sentem (e muito) uma certa nostalgia, uma saudade de uma época específica e de uma sonoridade que marcou a mesma. Mas ainda bem que existem bandas que nos levam a saciar este desejo, uma vez que bandas como o UNCAVED, quarteto de Death Metal do RJ, que chega com seu álbum "Meaning of Death", é especialista em descer o sarrafo com um som voltado aquela sonoridade mais anos 90 do gênero. 

O grupo segue uma linha que mixa a escola européia (especialmente e sueca) com a da Flórida, ou seja, é uma chuva de brutalidade extrema, sem dó ou piedade dos ouvidos dos incautos. Urros guturais extremados, riffs rasgados (embora não desprovidos de técnica), cozinha baixo-bateria bem entrosada e disposta a criar uma massa sonora absurdamente densa e com boas variações de andamento. Mesmo não soando inovador, é muito bom e bem agressivo.

Produzido pelo próprio quarteto, vemos como fazer algo independente é bem difícil, pois a produção está um pouco embolada em alguns momentos, o que não nos impede de ouvir os instrumentos ou entender a música de forma alguma, mas que poderia ter sido melhor. Está bom, mas poderia ser ótimo, embora lembramos sempre: fazer um disco independente no Brasil é sempre algo bem sofrido, algo difícil, e caro. 

A arte, por sua vez, é simples, mas ao mesmo tempo, enfoca bem o conteúdo lírico/musical do grupo: agressivo e ríspido, e que vivemos em um mundo de pura ilusão...

Agora, quando a música começa a sair pelos falantes, é melhor tomar cuidado com os tímpanos, pois vai ficar com o ouvido apitando por um bom tempo...

Os pontos altos: a brutal "Head on a Platter" (com alguns momentos arrastados ótimos, onde prevalece a força da cozinha baixo/bateria), a arrastada (com alguns momentos mais rápidos) e bem trabalhada "Cerebral Gangrene" (com vocais bem urrados e belos riffs), a variada e pancada para todos os lados "Leeches All Over My Body", além da versão mais extremada para "The Philosopher" do DEATH, com a participação de membros do VICTIMS OF WAR, que ganhou uma roupagem bem mais agressiva que a original (embora respeite seus apectos técnicos), especialmente elo dueto de vocais urrados e guturais.

Um bom nome e uma revelação da cena carioca.


Tracklist:

01. In Times of the End
02. Head on a Platter
03. Cerebral Gangrene
04. Meaning of Death
05. Leeches All Over My Body
06. Vengeance is Mine
07. Heaven Denied
08. The Philosopher (bônus)


Formação:

Joab Farias - Vocal
Carlos Alberto - Guitarra
Eddie Valentim - Baixo
Robson Cruz - Bateria


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Confronto - Imortal (CD)

Urubuz Records - Nacional
Nota 10/10

Por Marcos Garcia

Enfim, um dos discos mais aguardados de 2013 chega às lojas e temos a oportunidade de resenhar: "Imortal", novo CD do quarteto carioca CONFRONTO (que saiu pela Urubuz Records), que mixa Metal e Hardcore com maestria e muito, mas muito peso mesmo.

O grupo sempre mostrou que se encontram em constante evolução, longe de ficarem na chamada "zona de conforto", mas estão na "zona de CONFRONTO", e "Imortal" é fruto da experiência que angariaram em suas muitas turnês, e ao mesmo tempo, fica evidente o nível de maturidade bem diferenciado em que a banda chegou, ao mesmo tempo em que o trabalho deles dista de qualquer simplismo. O profissionalismo é bem evidente. 

Vocais fortes e urrados sem medida, riffs de guitarra intensos e maciços e solos bem ajustados, baixo e bateria que mostram técnica, coesão e peso de forma natural, assim, o disco mostra uma banda que resolveu ousar e amadurecer, fugir de clichês e pontos comuns, e ao mesmo tempo, quer provocar hematomas, pescoços doídos e exaustão, já que suas 12 faixas são uma bela definição para slamdancing sem fim, uma autêntica golfada de raiva e sua mais pura essência ao sistema. E isso se reflete na letras, cantadas em português (ou seja, as reclamações de "não falo inglês" não fazem mais sentido).

Produzido por Davi Baeta (tendo ajuda de Gabriel Zander e Felipe Ribeiro na co-produção), mixagem e masterização de Davi Baeta, e gravado no DQG Studio, em Cabo Frio (RJ), a sonoridade que flui do CD é, antes de tudo, intensa. Peso e agressividade saltam dos falantes com extrema facilidade, mas sem prejudicar a sonoridade dos instrumentos em momento algum. Você os ouve claramente. A arte, um belo trabalho de Patrick Witsttock, se antena bastante com o trabalho do grupo. E isso sem falar na presença de convidados ilustres como Carlos Lopes (DORSAL ATLÂNTICA), João Gordo (R.D.P.), Felipe Eregion (UNEARTHLY), e Jonathan Cruz, Caio Mendonça, Paulo Doc e Victor Mendonça (do LACERATED AND CARBONIZED), que dão brilho ao trabalho.

E quando o CD começa a rolar, é bom ter cuidado, pois "Imortal" causará protestos de seus vizinhos religiosos ou fãs de axé, pagode, funk e outros. Mas ponha logo no volume mais alto possível, e deixem que reclamem!

Óbvio que existem aquelas faixas que vão ser hinos de shows e fãs, embora o disco seja bem homogêneo, como a ótima "Imortal" (faixa do vídeo, uma paulada na cara, com ótimos vocais e riffs intensos), a brutal "Flores da Guerra" (uma faixa com andamento moderado, reparem bem no trabalho de baixo e bateria, a técnica e peso bem casados), a cativante "Eu Sou a Revolução" (realmente, Felipe está em uma ótima fase!), a azeda e densa "Aos Dragões" (os bumbos estão incessantes, com riffs de guitarra muito densos), a mais técnica "Sangria" (com um solo bem encaixado), e a esmagadora de ossos e tímpanos "Dilúvio" (um chute na cara de tanta agressividade, e se tiverem paciência, verão que existe uma surpresa após o encerramento da música. deixem o CD tocar e ouvirão).

Um excelente lançamento, que vale o investimento, pois com este quarteto, a satisfação e qualidade são garantidas sempre.



Tracklist:


01. Imortal  
02. Flores da Guerra  
03. Meu Inferno  
04. Eu Sou a Revolução  
05. Aos Dragões  
06. 1 Hora  
07. Rosaly  
08. Sangria  
09. Levante  
10. Mariah  
11. Emissarium  
12. Dilúvio


Formação:

Felipe Chehuan - Vocais
Maximiliano Moraes - Guitarras
Eduardo Moratori - Baixo
Felipe Ribeiro - Bateria


Contatos:

booking@sobcontrole.org (A/C Tatá Freitas - contato para shows)
http://www.sobcontrole.org (contato para shows)
press@theultimatemusic.com (A/C Costábile Salzano Jr. - contato de imprensa)

No Remorse - DemoHATE (EP)

Independente - Nacional
Nota 9/10

Por Marcos Garcia


O Brasil realmente é um país bem Thrasher, digamos de passagem, pois o número de bandas adeptas do estilo por aqui é bem grande, e todos os dias surgem mais e mais nomes, alguns bem relevantes, e mesmo sem querer trazer algo de novo, são fortes e convincentes, sem medo de mostrar que possuem "sangue nos olhos" e agressividade saindo pelos poros. E mais um bom nome a se juntar a turma no moshpit é o carioca NO REMORSE (que para os íntimos é também conhecido como NR), que com seu EP "DemoHATE", mostra que veio para quebrar ossos e causar torcicolos em muitos.

Adeptos da North American School of Thrash, o som da banda é um amálgama bem feito entre o som trabalhado de bandas como TESTAMENT e DEATH ANGEL, mas com a pegada bruta do SLAYER, ou seja: saiam da frente antes de serem atropelados com toda crueldade possível!

Vocais secos e bem postados, riffs muito agressivos e intensos, solos insanos, baixo e bateria em um jeito mezzo técnico e mezzo pesado extremamente bem feito, resultando em uma música muito agressiva e disposta a não deixar ninguém parado. É moshpit certo, com direitos a hematomas e ossos doloridos, e o melhor de tudo: o NR não é daquelas bandas que querem rebuscar a velha escola, não é retrô. É vivo e cheio de energia, demonstrando todo ódio possível em forma de música.

Quando olhamos o encarte, não é surpresa em ver o motivo da sonoridade da banda estar ótima: é mais um trabalho dos Pirozzi Brothers, feito no Pyro Z Studio. E como esses sujeitos realmente entendem de produção sonora (ou seja, gravação, mixagem e masterização é com eles), cada instrumento aparece na medida certa, sem exageros, mas sempre soando pesados. E a parte gráfica, apesar de nada muito complexo, é funcional demais, bem tratada, com encarte em tons de preto, branco e cinza, mas o selo do CD é algo muito legal. Deixo ao leitor o direito da descoberta.

Musicalmente, como dito acima, o grupo foge de experimentalismos que podem levar a produtos não tão bons, mas mesmo assim, o som deles tem méritos bem acima da média.

Todas as 5 faixas (a primeira, "Cannibal Assault", é uma introdução) são obrigatórias para fãs de um bom moshpit e slamdancing. A ótima "Growing Hate" abre o disco (uma golfada Thrasher bem agressiva, com ótimo trampo das guitarras, especialmente nos solos), seguida da intensa "Death Clock" (com um andamento mais moderado, embora tenha seus momentos mais rápidos. Baixo e bateria mostram um trabalho ótimo nela como um todo), da longa e sinuosa "Single Bullet" (mais focada em um andamento entre o moderado e o mais lento, onde a técnica das guitarras e cozinha ficam extremamente à mostra), da totalmente insana "Drunkyard" (veloz e brutal, com certos toques de TANKARD, inclusive na letra. As paredes tremem quando em volume elevado, e reparem na técnica dos solos), e fecham com a empolgante "Souls of Hypocrisy" (ótimos vocais, riffs bem ganchudos, baixo e bateria esbanjando peso e técnica em uma faixa mais cadenciada). E não, se seu pescoço está doendo depois de ouvir, não é mero acaso, pois o desse autor também está.

Ótima banda, ótima revelação, e que o slamdancing comece!

Em tempo: o guitarrista Paulo Curty não faz mais parte do grupo. Esperemos que a banda consiga arrumar um logo, pois sua música ao vivo precisa de uma segunda guitarra.




Tracklist:

01. Cannibal Assault (intro)
02. Growing Hate
03. Death Clock
04. Single Bullet
05. Drunkyard
06. Souls of Hypocrisy


Formação:

Igor Rodrigues - Guitarras e vocais
Paulo Curty - Guitarras
Pedro Nazareth - Baixo e backing vocals
Erick Mamede - Bateria


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Switchblade - Heavy Weapons (CD)

Killer Metal Records
Importado

Nota 8,5/10

Por Marcos Garcia

Ao falar de Metal Tradicional, é bom que as pessoas entendam que o gênero pode ter três vertentes: aqueles mais voltados aos trabalhos do gênero nos anos 70, nos passos dos gigantes DEEP PURPLE, LED ZEPPELIN e BLACK SABBATH; outros que preferem fazer algo próximo a NWOBHM, seguindo aquele som com mais energia e pegada como bandas na linha de IRON MAIDEN, SAXON, SATAN e outros; e aqueles que seguem os passos do METAL CHURCH e fazem o que chamamos de Metal Tradicional Moderno, com energia e muita agressividade, chegando às fronteiras do Thrash Metal. 

Dito isso, podemos citar que no segundo grupo temos visto ótimos trabalhos feitos, como o quarteto de Israel SWITCHBLADE, que com seu debut, "Heavy Weapons", apesar de não inovar, mostra um trabalho muito bom, digno de menção honrosa e aplausos.

Eles seguem a linha de bandas como IRON MAIDEN (só que evitando o uso de velocidade exacerbada), DIAMOND HEAD, além de uma forte influência da escola germânica (especialmente ACCEPT e HELLOWEEN) e outros da safra, ou seja, é melodioso, pesado, forte e bem cativante, com músicas de fácil assimilação e ótimos refrões, e com algumas nuances do Metal Tradicional moderno (especialmente em alguns riffs). Vocais ótimos e sóbrios (já que Lior não usa indiscriminadamente tons mais elevados), riffs e solos de guitarras ótimos e com agressividade e melodia nas medidas certas, baixo e bateria que até esboçam boa técnica, mas que preferem mais se concentrarem em manter uma base rítmica pesada e bem entrosada. Assim, o grupo é coeso e pesado, além de um deleite aos nossos ouvidos, soando vivo e cheio de energia.

Gravado nos Flam Studios, em Haifa, com o trabalho de gravação, mixagem e masterização feitos por Federico “FedeRock” Taich, o trabalho soa pesado e forte, mas sem aquela sensação de algo antigo, muito pelo contrário. Está vivo e furioso, embora melodioso e limpo.  A arte gráfica é muito boa, embora simples, mostrando que o trabalho da foge da complexidade em prol da musicalidade.

Destaques: a tradicionalíssima "Heavy Weapons" (energética, com bom trabalho dos vocais e guitarras, além de um ótimo refrão), a mais cadenciada e pesada "Metalista" (um andamento bem ganchudo, com baixo e bateria debulhando, em mais uma faixa com um refrão bem forte), a pesada e cativante "Infernal Paradise" (com riffs bem puxados para o Metal Tradicional Moderno, embora sem abrir mão de fortes melodias. Reparem bem nos solos), e a totalmente "para bater cabeça" "Curse of the Father, Sins of the Son".

Honesto, bem feito e pesado, mas com personalidade. É de bandas assim que o Metal precisa.

Ah, sim: o guitarrista Venedict Pavlovic entrou na banda após as gravações, logo, o guitarrista Fede gravou todas no disco. Seja bem vindo, Venedict!




Tracklist:

01. Heavy Weapons
02. Euphoria
03. Metalista
04. Lost Lovers Unite
05. The Lost Kingdom
06. Infernal Paradise
07. Curse of the Father, Sins of the Son
08. Into the Unknown
09. Endless War


Formação:

Lior "Steinmetal" Stein - Vocais
Fede "FedeRock" Taich - Guitarras
Venedict Pavlovic - Guitarras
Boris Siper - Baixo
Moshe "Moshpit" Sabah - Bateria


Contatos: