19 de out de 2015

LUDOVIC: banda retorna à carreira com show no festival Banana Progressyva 2015



Os discos "Servil" (2004) e "Idioma Morto" (2006) frequentemente figuram na listas dos melhores álbuns do cenário indie nacional – foto: Patricia Caggegi
Considerado um dos mais importantes nomes do cenário independente brasileiro, a banda LUDOVIC, recentemente anunciou que irá se reunir para comemorar seus 15 anos de sua fundação.

O primeiro show de Jair Naves (vocal/baixo), Eduardo Praça (guitarra), Zeek Underwood (guitarra) e Thiago Babalu (bateria) acontece durante a programação que celebra 40 anos da realização do Banana Progressyva, histórico festival que embalou a noite paulistana e revelou importantes nomes da música brasileira como Erasmo Carlos, Hermeto Pascoal, Lulu Santos, Ritchie e Lobão.

O quarteto paulistano se apresenta, neste sábado (24/10), no SUPERLOFT, novo complexo multicultural projetado dentro de 40 containers que juntos pesam 200 toneladas, em São Paulo. Os ingressos continuam à venda na Eventick.com.br (https://eventick.com.br), e na Galeria do Rock (loja 255). O valor do ingresso varia de R$ 20 a R$ 50,00. Mais informações no serviço abaixo.

Sucesso de público e de critica, o Banana Progressyva segue mantendo o mesmo padrão de qualidade e a tradição de reunir as bandas que mais se destacam no cenário nacional, além de dar espaço aos novos nomes do underground.

As próximas edições contarão com a apresentação das bandas Project46 (31/10), Bula (14/11) e Gloria (29/11). Mais informações em https://www.facebook.com/BananaProgressyva.

Exposição - Além disso, no mesmo evento, também estará disponível, a exposição “10 MIL PSICODÉLICOS: A EXPOSIÇÃO DA PSICODELIA BRASILEIRA”. Apresentada pela comunidade PSICODELIA BRASILEIRA, que conta com mais de 10 mil integrantes conectados desvendando nosso passado, presente e futuro psicodélico brasileiro através da música, artes e história a partir do resgate desde o dos anos 60 até o fenômeno da reinvenção feita nos dias de hoje, 50 anos depois.

A exposição é interativa, pois permite que o público acesse também a obra no ambiente virtual, através de tecnologia WI-FI e QR Code (link), onde poderá deixar comentários aos autores, assim como toda a comunidade PSICODELIA BRASILEIRA, estendendo sua rede de amizades com mais de 10 mil membros espalhados pelo Brasil.

São exibidas mais de 100 peças selecionadas de artistas, músicos e postagens interessantes a partir do conteúdo gerado no coletivo da PSICODELIA BRASILEIRA, com atividade há 4 anos, acompanhando e motivando o surgimento e descobrimento de bandas, artistas, festivais, escritores, lançamentos e raridades, resumidos nessa exposição sobre o tema “Resgate & Reinvenção” da cultura psicodélica brasileira.

A curadoria é do pesquisador Fabricio Bizú, que faz reedições de cartazes de shows psicodélicos brasileiros assim como de discos raros deste gênero, fazendo questão de abrir as portas para a descoberta de antigas e novas produções, que se traduzem em exposições, discotecagens e vídeo projeções, buscando proporcionar o resgate e reinvenção da psicodelia feita no Brasil nos dias de hoje.

Visitação - A exposição “10 MIL PSICODÉLICOS: A EXPOSIÇÃO DA PSICODELIA BRASILEIRA” está aberta durante todo o mês de Outubro, com encerramento previsto para o dia 31 de Outubro. A visitação se dá durante os eventos da programação do SUPERLOFT ou por agendamento prévio pelo telefone (11) 988231782.

SUPERLOFT – Totalmente posicionado na vanguarda dos grandes centros que apostam na cena “underground”, os 450 m² do Superloft foram totalmente concebidos com o propósito de ofertar uma superestrutura adequada para receber qualquer tipo de entretenimento, desde exposição de artes, shows e baladas.

HISTÓRICO – Realizado em 1975, o Banana Progressyva reuniu a nata rock e da música alternativa brasileira e se tornou um evento multicultural, com música, exposições de artes plásticas, fotografia e cinema. O Auditório da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, foi palco de quatro ensandecidas noites. O festival, fruto de uma viagem criativa do renomado Fernando Tibiriçá, foi uma verdadeira festa que reuniu alguns dos maiores nomes do circuito nacional como Veludo, Quarto Crescente, Bandolim, Som Nosso de Cada Dia, Montanhas, Edson Machado & A Rapaziada, Vímana (formado por Lulu Santos, Ritchie e Lobão), Burmah, Apokalypsis, Biscoito Celeste, A Bolha, Manito, Erasmo Carlos e Cia Paulistana de Rock, Hermeto Pascoal, Barca do Sol, Jazzco e Terreno Baldio.

Organizado e produzido por Fernando Tibiriçá, que já promovia diversos agitos na capital paulista, o Banana Progressyva foi um sucesso de bilheteria e desencadeou outras temporadas em diversos teatros da cidade. Inclusive, reza a lenda que, em uma das edições no Teatro Bandeirantes, Gilberto Gil mandou uma versão samba de “Satisfaction”, dos Stones, que deixou a plateia boquiaberta.

PSICODELIA BRASILEIRA – A PSICODELIA BRASILEIRA é uma cultura de liberdade de expressão, arte e música, inicialmente disseminada pelas bandas de rock psicodélico, influenciados por elementos visuais, sonoros e conceituais capazes de “brincar” com a percepção do indivíduo. Essa brincadeira é sugerida através de formas visuais orgânicas e coloridas, sonoridades ácidas e lisérgicas, dando ao indivíduo elementos para a associação de ideias inusitadas e criativas. Nossa proposta é de descobrir o passado, presente e futuro psicodélico brasileiro através das artes gráficas, música, filmes, fotografia, teatro, literatura e livre expressão. A PSICODELIA BRASILEIRA tornou-se uma exposição itinerante de cartazes, posters e panfletos de shows e festivais brasileiros deste gênero pelas décadas de 60, 70 ou 80 até nossa atualidade, resgatando o legado dessas gerações através dos valores da paz, amor e liberdade.

Links relacionados:


Serviço São Paulo


Banana Progressyva 2015 apresenta Ludovic
Exposição: “10 MIL PSICODÉLICOS: A EXPOSIÇÃO DA PSICODELIA BRASILEIRA”
Data: Sábado, 24 de outubro de 2015
Local: Superloft
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2926 (próximo ao Metrô Faria Lima)
Hora: das 18h às 23h
Classificação indicativa: 14 anos

Valores:
R$ 20,00: antecipado – 1º lote meia
R$ 40,00: antecipado – 1º lote inteira
R$ 50,00: antecipado – lote promo Heineken (inclui 01 ingresso + 02 cervejas heineken)

Ingresso online: www.eventick.com.br

Ponto de Venda: Galeria do Rock – Loja 255: Rua 24 de Maio, 62 – (11) 3361-6951

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
– Ingressos sujeitos a disponibilidade de acordo com capacidade do complexo.
– Só é permitida a entrada apresentando documento oficial com foto recente (RG, CPTS, CNH, passaporte, etc.)
– Os ingressos são limitados a nossa lotação e garantem o acesso.
– O ingresso é individual e intransferível.
– O acesso ao complexo se encerra as 20h.
– Nomes na lista não garantem o acesso.
– Atingida a lotação, operamos em sistema rotativo (sai-entra).
– Os lotes promocionais não ofertam meia entrada por incluir serviços agregados não previstos na legislação.

Formas de pagamento: Cartões crédito, débito e/ou dinheiro | Não aceitamos cartões ELO.

Patrocínio: Desperados
Apoio: Absolut Vodka, TNT Energy Drink, Jameson, Beta Labs e PROAC



A/C Costábile Salzano Jr.

ANGRA: banda confirma shows em Campina Grande e Brasília




O novo álbum do ANGRA, "Secret Garden", foi lançando em todo o mundo em Janeiro de 2015 e comprovou para mídia e fãs que a banda está em sua melhor forma e entrosamento. “Black Hearted Soul” é o quarto single de trabalho e uma das músicas de melhor aceitação por parte dos fãs. 


“Secret Garden” é o oitavo álbum de estúdio do grupo e mostra a maturidade do ANGRA que, em mais de 23 anos de estrada, continua a se destacar pela garra, motivação e a mesma paixão que impulsionou seu início. Com pré-produção do renomado Roy Z (Judas Priest, Bruce Dickinson, Halford) e produzido e gravado na Suécia pelo talentoso Jens Bogren (Kreator, Arch Enemy, Opeth), “Secret Garden” reúne tudo o que consagrou o ANGRA como uma das maiores bandas do estilo do mundo, com uma roupagem contemporânea e composições inspirada.

A turnê que apresenta o novo show para o mundo já passou pela Europa, Estados Unidos, Japão e várias cidades brasileiras. O ponto alto deste giro foi à apresentação icônica que a banda fez no Rock in Rio 2015 no dia 19 de setembro.

Atendendo aos muitos pedidos recebidos pelo site da banda o grupo fará alguns shows no fim do ano e os primeiros já foram confirmados.

Dia 04 de dezembro em Campina Grande no Ginásio O meninão, 05 de dezembro em Brasília no festival Porão do Rock e 06 de dezembro no Rio de Janeiro – Fundição Progresso.

Em breve a banda irá divulgar o serviço completo de cada um dos eventos.

Outras informações:

Site Oficial com venda de meet & greet e merchandise exclusivo.

Facebook:



Marketing Artístico/Entretenimento

GOATLOVE: novo baixista e gravações em curso




O baixista Frank Gasparotto se despede do GOATLOVE após um período prolífico de shows, brunches e muito jogo de bridge. "Tinha entrado porque havia a promessa de tocarmos alguma coisa do Mayhem. Isso nunca rolou. Além do mais, me obrigaram a tocar Motörhead. Resolvi que era hora de buscar novos desafios. Desejo toda sorte à banda", declarou Gasparotto. 


Após um período dedicado apenas às gravações do novo álbum, "Guadalajara", o grupo finalmente anuncia a entrada do baixista Lucas Barone, ex-Envoid e Archaengel. “O som é ok, mas finalmente entrei em uma banda que me deixa usar chapéu. Estou bastante empolgado com isso", confirmou Barone. 

A nova formação está voltada para finalizar o segundo álbum, "Guadalajara", mas os ensaios para shows já começaram. "Estamos bem afiados. As músicas novas estão saindo bem viscerais. Nossa versão de 'Freezing Moon', em especial, está espetacular", confessa o vocalista Roger Lombardi. "Guadalajara" será lançado em 2016. 

Para ver o lyric-video de "Shine", que estará presente em "Guadalajara", acesse: 


Mais informações:

Contato para shows e merchandising: 



Fonte: Ase Press Music
A/C Ricardo Batalha

TARJA: ovacionada por seus fãs em Fortaleza




A cantora Tarja Turunen está no Brasil para o encerramento da turnê do álbum “Colours in the Dark”, lançado em 2013. 

Contando com uma bagagem cheia de boas músicas além de seu talento vocal a musa já vendeu mais de um milhão de cópias de seus álbuns e está encerrando esse ciclo de sucesso com chave de ouro passando por sete cidades brasileiras. 

A primeira cidade que recebeu todo encanto da cantora foi Recife e o segundo show foi na calorosa cidade de Fortaleza. 

Os fãs, emocionados com a presença da cantora foram um show á parte na capital cearense e lotaram o Complexo Armazém para ouvir as músicas de sucesso da musa. Cantando e agitando do começo ao fim do espetáculo que aconteceu neste domingo (18) os fãs ovacionaram Tarja em muitos momentos. 

Tarja Soile Susanna Turunen Cabuli ficou conhecida mundialmente por músicas como I Walk Alone, 500 letters, Until My Last Breath e Victim of Ritual que são sucesso em todo o mundo e foram apresentadas no set list matador do show na capital pernambucana.

Após Recife a finlandesa comparecerá a outras seis cidades brasileiras e amanhã é a vez de Fortaleza receber todo encanto da maior cantora lírica do rock mundial.

Atualmente, Tarja vive na Argentina com seu marido e filha, mudança que a fez muito feliz, pois adaptou-se rápido à cultura latina. Tarja gosta do calor, da comida e das cores que encontra no local que escolheu para morar com sua família e considera o Brasil como sua terceira casa. 



Informações sobre os próximos shows da turnê:

21/outubro – Belo Horizonte, no Music Hall


23/outubro – Salvador, Barra Hall


24/outubro – São Paulo, no Tom Brasil


25/outubro – Curitiba, no Vanilla Music Hall.


28/outubro – Porto Alegre, no Teatro do Bourbon Country. 




Marketing Artístico/Entretenimento
A/C Damaris Hoffman

ASPHYX: confira os horários das 4 apresentações no Brasil




Os holandeses do Asphyx chegam ao Brasil esta semana para 4 shows, começando pelo Rio de Janeiro, na quinta-feira (22/10). É a primeira vez da banda na América do Sul.


Confira os horários das 4 apresentações no Brasil:

Rio de Janeiro: 22/10 - Quinta


18:30 - Abertura das Portas
19:00 - Coldblood
20:10 - Miasthenia
21:30 - Asphyx


Brasilia: 23/10 – Sexta

21h - Human Atrocity
22h - Corpse Grinder
23h - Sanctifier
24h - Asphyx


São Paulo: 24/10 - Sábado


17:00 - Abertura das Portas
17:30 - Desdominus
18:30 - Miasthenia
19:40 - Krow
21:00 - Asphyx


Curitiba: 25/10 - Domingo


17:00 - Abertura das Portas
17:30 - Imperious Malevolence
18:20 - Doomsday Ceremony
19:20 - Miasthenia
21:00 - Asphyx


As demais datas da tour, são:

26/10 - Santiago, Chile @Kmasu Premiere
27/10 - Buenos Aires, Argentina @Mvseo Rock
28/10 - Lima, Peru @Crypto Bar
29/10 - Mexico DF, Mexico @Multiforo Cultural Alicia
30/10 - San Jose, Costa Rica @Mundo Loco
31/10 - Medellin, Colombia @Altavoz Festival



Confira as páginas dos eventos com todas as informações, como serviço, no Facebook:






O vocalista Martin Van Drunen enviou uma mensagem onde convida os fãs para os shows. Assista:


A banda é formada por Martin Van Drunen (vocal), Paul Baayens (guitarra), Alwin Zuur (baixo) e Stefan Hüskens (bateria).


A produção é da Cronos Entertainment:




Fonte: Lanciare

TIM "RIPPER" OWENS: shows no Brasil começam nessa semana




Tim “Ripper” Owens chega ao Brasil nesta semana para iniciar sua nova tour no país, onde tocará clássicos de toda sua carreira, com músicas do Judas Priest, Iced Earth, Charred Walls Of Damned, Yngwie Malmsteen e Beyond Fear.

Ripper também participou de bandas/projetos como, Dio Disciples, Winters Bane e Hail!.


Confira as datas da tour e os links para compra de ingressos:

23/10 - Foz do Iguaçu - Tickets / Infos: https://goo.gl/dGBo7J
24/10 - Limeira - Tickets / Infos: http://goo.gl/VHh2lA
25/10 - São Paulo - Tickets / Infos: https://goo.gl/ft803K
30/10 - Pomerode - Tickets / Infos: https://goo.gl/0oWBlQ
31/10 - Bento Gonçalves - Tickets / Infos: http://goo.gl/qfoOUM
01/11 - Altinópolis @ Metal Land Festival - Tickets / Infos: https://goo.gl/jxiKpZ
05/11 - Recife - Tickets / Infos: http://goo.gl/WyjltK
06/11 - Teresina - Tickets / Infos: http://goo.gl/WyjltK
07/11 - Fortaleza - Tickets / Infos: http://goo.gl/WyjltK
08/11 - Mossoró - Tickets / Infos: http://goo.gl/WyjltK

Siga as páginas dos eventos criados no Facebook para cada show (com serviço, etc…):






Altinópolis (Festival Metal Land)https://www.facebook.com/events/304339889689719/






A turnê é empresariada e administrada pela OPEN THE ROAD:




Fonte: Lanciare

19/10/15: BATTALION, RIGOR MORTIS BR, WARMASK, MORTHUR, ATLANTIS



BATTALION: O videoclipe de “Tyrant of Evil” está pronto


Sim, isso mesmo, o lançamento do videoclipe da banda de Heavy/Speed Metal BATTALION está a cada dia mais próximo, depois de alguns meses de intenso trabalho finalmente a banda anunciou que o mesmo está completamente pronto, a banda ainda estuda diferentes formas de lançamento deste clipe e afirma que em alguns dias esse anúncio será feito.

Como já divulgado anteriormente a música escolhida para se usada no videoclipe foi “Tyrant of Evil”, presente no atual trabalho da banda intitulado com esse mesmo nome a música é um dos destaques do ano pela imprensa especializada e já recebeu críticas positivas de diversos países como Espanha, Canadá, Bélgica, França, EUA, Argentina e Brasil.

Confira abaixo a música escolhida pela banda para o videoclipe:


Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato
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RIGOR MORTIS BR: Buscando união de selos para distribuição do primeiro trabalho


“The One Who...” marcará a estreia não só da RIGOR MORTIS BR mas também da Sangue Frio Produções, pois será o primeiro lançamento como selo, e para que tudo ocorra da melhor forma o jeito mais produtivo que as duas partes, banda e produtora encontraram foi de fazer esse lançamento em parceria com outros selos e distros, esse tipo de distribuição hoje encontrado é o mais prático e fácil de se trabalhar, pois além de não ficar muito material estocado também é a maneira mais rápida de chegar ao consumidor final, o headbanger.

A ideia é encontrar o maior número de “labels” possíveis para envolver nesse lançamento por isso se você tem selo ou distro ou conheça quem tenha entre em contato com a Sangue Frio Produções para que se faça a melhor negociação, a forma de trabalho feita nesse lançamento será muito vantajoso para sua “label”, você pode entrar em contato pelos endereços que estarão abaixo:

Telefones: (46) 9902-2932 (TIM) ou (46) 8838-7204 (Claro)

WhatsApp: 4688387204

Skype: sanguefrioproducoes



Ouça aqui uma das músicas que estarão no trabalho de estreia da banda "Intro"/"Dialeto de Morto":


Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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WARMASK: Banda apresentará músicas inéditas no Storm Festival 59


A banda WARMASK se apresentará nesse fim de semana no Storm Festival 59 e começará a mostrar as novas composições que estarão no novo disco, programado para 2016, a banda ainda vem trabalhando forte na divulgação do seu EP de estreia, o bem recebido “Better You Start to Run”, mas já começa a planejar o próximo álbum, que está em sua boa parte composto. Com ideia de apresentar duas ou três músicas inéditas no evento em São Leopoldo – RS, eles afirmam que esse show surpreenderá a muitos presentes.

Ouça a música “Your Time To Fall” presente no atual trabalho:


O evento que acontecerá na Embaixada do Rock em São Leopoldo - RS ainda contará com mais quatro bandas sendo elas Hell Found, Hate Handles, In Absenthia e Vetitum. Para obter mais informações segue o link do evento no facebook, aproveite e confirme sua presença:


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MORTHUR: "Between Existence and the End" quase finalizado


Não é por que MORTHUR andava um pouco sumido da imprensa nas últimas semanas que eles estava parados, muito pelo contrário estavam trabalhando como nunca e o resultado finalmente da o ar da graça trazendo essa grande notícia, o primeiro trabalho da banda está 90% pronto, faltando apenas alguns detalhes em algumas músicas, com a arte da capa já completamente pronta e seu “tracklist” completo também já divulgados a banda passou as últimas semanas pensando somente nas gravações, e afirmam, falta muito pouco para o primeiro trabalho chegar nas mãos dos Headbangers.

Confira a capa do "Between Existence and the End":


Confira aqui o tracklist do álbum: http://goo.gl/CHHQ25

Ouça agora uma das músicas presentes no álbum “Warlock of the Underworld”:


Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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ATLANTIS: Ouça agora “Stormbringer & Mournblade”


É liberada a primeira música que estará presente no próximo EP da banda previsto para o final desse ano mas que ainda não teve seu nome divulgado, o que sabemos é que será lançado no Chile. “Stormbringer & Mournblade” foi gravada no estúdio Audio Goblin e trouxe uma cara sonora para a banda totalmente diferente e também marca a estreia em gravações de Bruno Eggert no comando das baquetas, lembrando os clássicos da NWOBHM a nova música é apenas um pouquinho do que ainda está por vir.

Confira agora:


Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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PYOGENESIS - A Century in the Curse of Time (CD): mostrando evolução constante

2015
Nacional 

Nota 8,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Nada como alguns anos de experiência não possam fazer por uma banda que tenha vontade de mostrar a cara.

Há alguns anos, lembro de citações bem negativas ao Death/Doom Metal do quarteto alemão PYOGENESIS. Mas como expressa um velho ditado, "bom cabrito não berra", ou seja, eles insistiram, sobreviveram a tudo e todos, e evoluíram, ao ponto de começarem um trabalho ótimo, fugindo de padrões e criando uma identidade. E hoje, mais voltado ao Metal mais melodioso e limpo (embora ainda traga elementos do lado mais extremo do Metal), eles mostram que podem ser relevantes em "A Century in the Curse of Time", que ganha sua versão nacional pela Shinigami Records.

O quarteto usa de um híbrido entre Metal tradicional com alguns toques de Stoner e Hard Rock antigos, mais alguma coisa das melodias envolventes do Pop Rock/Rock Alternativo à lá ALICE IN CHAINS e SOUNDGARDEN, e se sai muito bem, criando uma música ganchuda, atraente devido às boas doses de acessibilidade musical e cheia de vitalidade. E sim, é bem personalizado, a cara deles.

Flo V. Schwarz (guitarrista/vocalista/tecladista do grupo) fez a produção do CD, bem como acompanhou a gravação e fez a mixagem em parceria com Arne Neurand, e com a masterização de Olman Viper. O resultado é uma sonoridade forte, com boa dose de peso e permite que cada elemento musical que forma a personalidade do PYOGENESIS esteja bem evidente, com boas doses de peso e bons timbres, mas com clareza instrumental muito boa.

A arte de Stanis-W Decker ficou excelente e refinada, desde uma capa criativa ao layout bem rico em detalhes e muito bem acabado.

O PYOGENESIS realmente deu uma guinada enorme, mas foi para algo com mais qualidade e acessível, e que lhes permite serem mais originais, musicalmente falando. O trabalho do quarteto se baseia mesmo em músicas mais melodiosas e ganchudas, com arranjos não muito complexos, mas sempre com bom gosto.

Pyogenesis


O disco todo é muito bom, e uma aula de como se faz Rock'n'Roll.

Steam Paves Its Way (The Machine) - Uma faixa com muito vigor e bem trabalhada, alternando momentos mais melodiosos e outros mais intensos, com alguns vocais urrados e certa dose de agressividade (alguns riffs chegam a lembrar o Death Metal sueco). Mas o ponto forte da canção é sua base rítmica, com baixo e bateria dando uma aula de peso e força.

A Love Once New Has Now Grown Old - Começa rápida e com riffs bem agressivos, mas logo vemos uma faixa que transita entre aspectos do Hard Rock e Pop Rock, ganchuda e com belo trabalho das guitarras.

This Won't Last Forever - Mais introspectiva e acessível, é quase uma balada, exceto pelo fato que existem riffs de guitarra com distorção forte. Mas nos momentos mais amenos, é uma música envolvente e com ótimas melodias, além de uma dose saudável de acessibilidade e bons vocais.

The Best is Yet to Come - Aqui, temos um Pop experimental à lá anos 70, mas sendo a típica música mais comercial do disco. Tem um jeitão bem ameno e de fácil assimilação por um público mais, com um belo trabalho dos backing vocals.

Lifeless - Oscilando entre momentos mais introspectivos e melodiosos, é uma faixa que desafia o radicalismo do ouvinte, pois ela gruda nos ouvidos e não saem mais. Óbvio que um radicalóide sem cérebro nem se exporá em nome do que acredita, mas é uma canção certeira, melodiosa e envolvente, mesmo mostrando uma dose de introspecção muito forte.

The Swan King - Outra canção bem eclética, com alguma coisa nas guitarras que lembram os timbres do DEF LEPPARD em alguns momentos. Mas como a cançã transita entre o Hard Rock e o Pop Rock, não é de se estranhar.

Flesh and Hair - Também bem eclética, com belos backing vocals em meio à colcha de riffs mais amenos e com timbres bem sacados. Sim, eles não possuem medo de ousar, e vão fundo no que querem. Destaque para os vocais, que oscilam de timbres fortes, outros mais suaves e outros bem Goth.

A Century in the Curse of Time - Uma canção bem variada, cheia de mudanças rítmicas, pois por ser longa (mais de 14 minutos de duração). Ela oscila entre o peso e intensidade melodiosos e momentos mais introspectivos e limpos sem pudores.

Pode ser que "A Century in the Curse of Time" não satisfaça os mais radicais, mas é um disco muito bom, e de uma ousadia muito grande.




Músicas:

1. Steam Paves Its Way (The Machine)
2. A Love Once New Has Now Grown Old
3. This Won't Last Forever
4. The Best is Yet to Come
5. Lifeless      
6. The Swan King
7. Flesh and Hair
8. A Century in the Curse of Time


Banda:

Flo V. Schwarz - Guitarras, vocais, teclados
Gizz Butt - Guitarras, backing vocals
Malte Brauer - Baixo, backing vocals
Jan Räthje - Bateria


Contatos:

LEAVES' EYES - King of Kings (CD) - Grandiosidade e ousadia

2015
Nacional

Nota 9,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


É muito importante conhecer toda a diversidade musical que o Metal tem em si. Sim, pois ela é fruto de experimentalismos e criatividade de muitos, e como tal, é necessário respeitar nomes que, na longa história do gênero, deram contribuições para que o estilo continuasse vivo. E por mais que muitos tenham a mania negar, baseando a opinião no próprio gosto musical (um péssimo referencial para críticas), o Metal só tende a crescer. E sempre é bom ouvir bandas que criam, como é o caso do LEAVES' EYES, quinteto que tem Liv Kristine (ex-vocalista do THEATRE OF TRAGEDY) e Alexander Krull (ex-ATROCITY), duas mentes extremamente férteis em termos de idéias, e que graças à Shinigami Records, chega a nossas mãos com "King of Kings", seu álbum mais recente.

Chamar o trabalho puramente de Symphonic Metal não lhes faz justiça, uma vez que a banda faz algo musicalmente bem mais amplo. Sim, pois a riqueza instrumental do grupo não chega a se encaixar muito bem, já que ainda temos o uso de instrumentos mais voltados à música Folk. Mas mesmo o rótulo Folk Metal não é suficiente para descrever o que o quinteto faz. É algo diferente, pessoal, belo e cheio de melodias, mas com guitarras distorcidas e belas passagens mais pesadas.

O próprio Alexander Krull fez todo o trabalho de produção, gravação, mixagem e masterização. E tamanho controle fez com que o resultado sonoro fosse aquilo que a banda necessitava para fazer a sonoridade de "King of Kings" fosse grandiosa, pesada e limpa nas medidas certas. E digamos de passagem: colocar tantos instrumentos e vocais juntos não é algo simples.

A arte de Stefan Heilemann (que também fez as fotografias do disco) fez um trabalho lindo, seguindo o conceito que permeia o disco. 

Sim, o LEAVES' EYES nos trás a história de Harald, rei que unificou a Noruega em um único reino. E digamos que tanto o lado musical como conceitual estão muito bem entrosados, graças à riqueza de arranjos musicais grandiosos, e o brilho do CD cresce devido à presença de Simone Simmons (do EPICA) nos vocais em "Edge of Steel", Lindy Fay Hella (do WARDRUNA) nos vocais em "Blazing Waters", Leon Krull na narrativa em "Sweven", Oliver Palotai (do KAMELOT) no piano em "The Waking Eye", fora Christian Roch (flauta, gaita irlandesa, Uilleann pipes, Flute, apitos), Christoph Kutzer no cello, Janna Kirchhof na Nyckelharpa, Kathrin Schlumpf nas harpas, e Elvya Dulcimer no dulcimer. Isso sem falar em belas orquestrações e corais operísticos grandiosos (vindos do London Voices Choir, conhecidos por trabalhos em filmes como a trilogia “O Senhor dos Anéis” e “Star Wars”, embora tenham muitos outros trabalhos) entremeados por guitarras, baixo e bateria, fora a voz melodiosa de Liv e os vocais agressivos de Alex.

Leaves's Eyes

Nessa obra que mais parece uma trilha sonora de filmes como "O Senhor dos Anéis" e outros blockbusters da mesma estirpe, é meio difícil de destacar uma ou outra canção.

Sweven - É quase que uma introdução épica e grandiosa que vai preparando o ouvinte para o que virá a seguir.

King of Kings - Começando com alguns efeitos eletrônicos, logo surgem corais operísticos, e logo uma faixa com grande ênfase nas guitarras e teclados aparece, alternando momentos mais clássicos e outros mais agressivos. É de uma beleza grandiosa e absurda.

Halvdan the Black - A grandiosidade se faz presente mais uma vez (uma constante do disco, verdade seja dita), com a voz de Liv se destacando perfeitamente, nos embalando e usando timbres incomuns, fora alguns vocais mais agressivos encaixados como uma luva. É uma das faixas escolhidas para divulgação em vídeo.

The Waking Eye - Outra faixa de vídeo, é um pouco mais macia e bela que as anteriores, mas isso sem retirar o instrumental pesado. É um dos melhores momentos de todo o álbum, especialmente pelo refrão excelente.

Feast of the Year - Uma instrumental de gaita irlandesa e flautas, dando um toque mais Folk tradicional ao disco.

Vengeance Venom - Flautas introduzem uma canção forte e com riffs grandiosos, fora belas incursões de teclado. Mas ouçam e vejam como a faixa é capaz de mudar de clima sem perder sua integridade.

Sacred Vow - Baixo e bateria firmes em uma base coesa e pesada, permitindo que os vocais belíssimos de iv nos concedam uma aula de como se usar timbres variados, fora belos corais. Outra que se destaca bastante no CD.

Edge of Steel - O contraste entre a voz de Liv e de Simone é lindo, acentuado pelos urros guturais de Alex, mas como não reparar na força de guitarra, baixo e bateria? É uma música perfeita, sem nada a acrescentar ou retirar dela, e outra que é forte candidata a melhor música do CD.

Haraldskvæði - Uma belíssima canção mais amena e introspectiva, baseada em um clima Folk bem calmo, cujo nome significa "Poema de Harald".

Blazing Waters - A faixa mais longa do CD. Usando de instrumentos Folk aliados ao peso de vocais masculinos agressivos, mas logo as vozes femininas de Liv e Lindy começam a contrastar, ganhando o fã pela beleza. E por ser ter uma duração maior, tem muitas variações rítmicas (ponto para baixo e bateria) e riffs excelentes, assim como ricas orquestrações de teclados e mais uma vez, corais ótimos.

Swords in Rock - O clima Pagan/Folk fica bem mais acentuado, graças aos corais operísticos baseados em vozes masculinas, dando aquele ar de "festa viking". Mas reparem como as guitarras dão uma sustentação perfeita à música.

Aqui termina o lançamento comum, mas a Shinigami Records, mais uma vez, faz a alegria dos fãs nacionais e colocou "Spellbound" (uma faixa mais amena e forte) e "Trail of Blood" (pesada e eclética, mas sem os corais operísticos de antes) de bônus. Ambas pertencem à versão Deluxe, mas estão aqui, disponíveis na versão brazuca. Um presente.

Mais um belo lançamento, e vale a audição e aquisição (mesmo porque a arte está realmente linda).






Músicas:

1. Sweven 
2. King of Kings 
3. Halvdan the Black 
4. The Waking Eye 
5. Feast of the Year 
6. Vengeance Venom 
7. Sacred Vow 
8. Edge of Steel 
9. Haraldskvæði 
10. Blazing Waters 
11. Swords in Rock 
12. Spellbound 
13. Trail of Blood


Banda:

Liv Kristine - Vocais femininos 
Alexander Krull - Vocais, teclados, samples
Pete Streit - Guitarras
Thorsten Bauer - Guitarras, baixo
Joris Nijenhuis - Bateria


Contatos:

MAD DRAGZTER - Thrash abalando as estruturas do espaço e do tempo (Entrevista)



Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Quando se fala em Classic Thrash Metal no Brasil, vários nomes nos vem à mente, mas um dos que andam causando furor na cena atualmente é o do MAD DRAGZTER, de São Paulo.

De volta desde 2012, após anos separados, finalmente o terceiro disco da banda, "Master of Space and Time" saiu este ano, mostrando um lado mais agressivo e trabalhado de sua música, com ótimas melodias, mas ainda assim, feroz e agressivo como sempre foram.

Aproveitando o momento, fomos bater um papo com a banda, e fomos saber do passado, presente, futuro e mesmo alguns temas polêmicos.

Mad Dragzter

BD: Para início de conversa, quero agradecer do fundo do coração por esta entrevista, então, vamos nós: qual o motivo de terem ficado parados após o lançamento de "Killing the Devil Inside" e 2014, quando retomaram as atividades? Aparentemente, a segunda metade da década passada foi bem cruel com as bandas de Thrash Metal do Brasil, pois muitas realmente pararam por anos, e todas prometiam tanto...

Tiago Torres: Marcão nós que agradecemos muito a força e a entrevista! Basicamente a banda parou logo depois do lançamento do "Killing..." (Novembro de 2006). Parou porque eu, Tiago, não gostei do resultado final. Veja bem, eu gosto do "Killing...", tem quem diga que é nosso melhor álbum, mas não ficou como eu esperava. Vínhamos com a responsabilidade de suceder e dar um passo acima de tudo que tínhamos feito com o "Strong Mind", o álbum e a tour, e o "Killing..." ficou muito "melódico", "suave", "lento", para o que eu esperava e desejava para a banda. Na época, muita gente pôs a mão no "Killing..." e muita gente também queria que nosso som fosse, nas devidas proporções, na linha do Metallica no "Black Album". E eu queria que o MADZ fosse uma banda 100% Thrash Metal sujo, rápido e agressivo, ahahahahahaha... Em 2008, eu já tinha algum material do "Master..." composto e pensei em lançar um disco solo, mas no final, falei com os caras e decidimos que seria o terceiro álbum do MADZ. Então eu considero que banda voltou em 2008 mesmo, gravando as primeiras demos do "Master...". Sobre a cena de Thrash brasileira, para falar a verdade, ficamos meio afastados, e só agora estamos descobrindo quem ficou e quem parou. Mas me parece que, como sempre, o Brasil continua sendo um grande produtor de bandas desse estilo!


BD: Encontramos em uma entrevista no site Road to Metal que concederam uma informação inusitada: que algumas músicas de "Master of Space and Time" eram para ser um disco solo de Tiago (Torres, guitarrista/vocalista da banda). Como foi esta transição de um disco solo para um terceiro disco do MAD DRAGZTER? Parece que muita água rolou embaixo da ponte.

TT: Como falei acima, eu tinha muitos riffs e idéias. E a principio não sabia se o MADZ ia voltar. O "fim" da banda no final de 2006 foi meio estressante. Logo depois do processo de gravação do "Killing...", ficamos mais de um ano sem nos falarmos ou encontrarmos. Só lá para o meio de 2008 comecei a mostrar os riffs para o Gabriel e depois para o Eric e Armando. Fizemos uma reunião e resolvemos voltar e gravar o "Master...". Foi lá também que falei das minhas idéias e direcionamento lírico do disco. Todos concordaram e se animaram com a volta do MADZ. Nesse período também gravamos uma demo bem tosca da primeira faixa do disco que foi composta, "Megiddo". E depois disso as coisas fluíram e estamos aqui novamente!


BD: Outra: por que 15 músicas? Sim, o número chega a ser enorme, mesmo para uma banda de Thrash Metal tão pesada e agressiva como vocês. E mesmo assim, não consigo ver o "Master of..." sem uma delas que seja.

TT: Muita gente pergunta isso, ahahahahahaha... Temos, ou talvez eu tenha, mania de colocar muitas músicas. O "Strong Mind" tem 14 faixas, e o "Killing" 13, então é mania nossa mesmo. Primeiro porque nos "apegamos" as músicas e diferentemente da maioria das bandas que compõem 14/15 faixas para escolher 10, nós colocamos todas... Ahahahahahaha... Segundo porque não gostamos de deixar nada para trás, é como se nos liberássemos desse período da banda, colocássemos um ponto final em uma fase, para poder compor coisas novas para o próximo, e no caso do Master ainda teve o fator tempo que ajudou a aumentar as faixas, teve faixa como a "Sons of Thunder" ou a "Gehenna" que foram compostas bem no final do processo. Mas acho que esse é nosso último álbum longo e com muitas faixas. Isso deve mudar para os próximos! Mas concordo com você sobre o "Master...". Gosto muito do jeito que ficou. Tempo e número de faixas. E gosto muito de cada faixa que está no álbum. Também não tiraria nenhuma.


BD: Olhando em perspectiva agora, quais seriam as maiores diferenças e semelhanças entre "Strong Mind" de 2003, "Killing the Devil Inside" de 2006, e "Master of Space and Time" em termos musicais? E se pudesse alterar algo nos dois primeiros, o que seria? 

TT: Acho que temos algumas coisas bem características no nosso som. E nos três álbuns elas aparecem. A mudança de tempo várias vezes nas faixas com partes rápidas e lentas, os climas melódicos. O jeitão dos solos do Gabriel que não são muito ortodoxos no Thrash. Não tem muita "fritação" mas tem muito feeling. Os caras que o Gabriel mais gosta na guitarra solo são Santana e Richie Blackmore então já dá para perceber o porque disso. Os backings vocals melódicos. O não ter medo de colocar elementos novos no som. Tem de reggae a baião. Coro infantil a cavaco. E isso também vem da musicalidade do Gabriel, que é um cara que gosta de tudo, de música boa em qualquer segmento. Essa mistura toda é que faz, na minha opinião, com que aos poucos o MADZ esteja conseguindo criar uma identidade própria, um som próprio, um estilo próprio. "Strong..." + "Killing..." + "Master..." foram previews do que será o som definitivo do MADZ.


BD: Falando de "Master of...", como foi gravá-lo, e por que resolveram deixar a produção nas mãos de Gabriel (Spazziani, guitarrista da banda)? E qual o sentimento em relação à qualidade sonora que conseguiram?

TT: O Gabriel é um grande e respeitado produtor musical já há alguns anos. Tem feito muita coisa boa pilotando seu estúdio Casa da Lua, que tem em parceria com outro grande produtor, o Gabriel Mineiro. Gravaram, produziram, mixaram gente do calibre de Arnaldo Antunes, Cauby Peixoto, Ângela Maria entre outros de diversos estilos musicais. Por isso foi natural a escolha dele e seu estúdio para o terceiro disco do MADZ. E o resultado final ficou fantástico. A masterizacão, que também ficou muito boa, ficou por conta do Mauricio Gargel, que já trabalhou com bandas como Sepultura, Viper, Titãs, etc....


BD: Qual o conceito por trás do nome do disco? Sério: por eu ser Físico, quando vi "Master of Space and Time", juro que a primeira coisa que me veio à mente foi a Teoria da Relatividade de Einstein (risos).

TT: Aliás, o nome Einstein é gritado na faixa título, ahahahahahah... A idéia básica era na verdade encontrar cientistas renomados que através da ciência haviam tido um encontro com uma força maior, com um Criador, com Deus. E entender como poderia ser possível a ciência coexistir com essa idéia. E nesse caminho fui me deparando com Newton, Edson, Einstein e muitos outros. E o ponto principal de todos eles era que quando você estuda profundamente as três dimensões do espaço e a chamada quarta dimensão, que é o tempo, você se depara com uma força maior, criadora, organizadora, toda poderosa, onipresente e onisciente que criou e controla tudo isso. E a partir daí quis faixa a faixa apresentar quem é Esse Mestre do Espaço e Tempo que muitos cientistas famosos encontraram e que eu encontrei em meados de 2008.


BD: Eu estava guardando esta mais pro final, mas vamos direto ao ponto: já ficou uma polêmica enorme por conta das letras de "Master of...", porque todos sabemos que o conceito primordial delas é calçado no cristianismo. Mas aqui no Metal Samsara, acreditamos firmemente na liberdade de expressão, então, nos fale como esse conceito foi encontrado e desenvolvido no disco, que nos parece uma obra conceitual. Aliás, pelo que meus ouvidos me permitiram compreender delas, a abordagem de vocês não é trivial e nem mesmo simplória, mas bem elaborada. Isso é fato?

TT: Sem dúvida. Primeiro queríamos apresentar o Mestre do Espaço e Tempo como citei acima. Segundo, quando se apresenta alguém se apresenta quem é, o que fez, o que faz e o que fará. E isso fizemos com o desenrolar das faixas. Também grande parte do tema é abordado sobre a perspectiva Escatológica, que é a doutrina das coisas que devem acontecer no final dos tempos, no final dessa era, no final desse mundo que conhecemos. Então essa abordagem apocalíptica e agressiva do tema é uma visão não muito exposta e usada para se falar disso. A maioria das bandas que usa esse tema em suas letras fala mais de experiências pessoais. E fala mais de uma abordagem "light". Mas com o nosso tipo de som, "light" seria a última opção que escolheríamos para falar disso, ahahahahaha........


BD: Aliás, ainda sobre esta polêmica toda em relação à fé, não acham que isso pode causar algum transtorno, e mesmo rejeição, ao trabalho de vocês? Seria tão bom que todos entendessem que liberdade de expressão é um direito constitucional em nosso país... Ainda me lembro claramente que entre 1992 e 1993, ninguém dava muita onda para isso, tanto que o vinil do "Scrolls of the Megilloth" do MORTIFICATION vendeu e esgotou as prensagens por aqui, e o CD era disputado a tapas nas lojas naquele tempo...

TT: Marcão, para falar a verdade, a gente não está muito preocupado com isso não. Música é arte. Se a galera gostar, que bom; se não gostar, que bom também. Se não gostar só pelo fato de ter letras polêmicas no meio Metal, que bom também. E se tiver curiosidade e for fuçar esses assuntos abordados, melhor ainda. Pelo menos, escrevo sobre algo que realmente acredito e vivo. Alias foi assim nos outros discos. Quando escrevi sobre minha família destruída por um divórcio e abandono foi assim, quando escrevi sobre a situação do brasileiro no Serasa foi assim e quando escrevo sobre o que acredito espiritualmente também. Uma coisa que tenho notado é que nos reviews gringos nem citam o teor das letras eles citam. Mais ou menos na linha que você faz no Metal Samsara. Todos nós somos livres para escolher no que acreditamos. Todos nós. Simples!


BD: Ainda falando nesse extremismo todo, não acha que isso, no fundo, acaba causando mais problemas do que ajudando? Sinceramente, quando falam a palavra "radicalismo", não consigo conceber algo de bom vindo dela...

TT: Concordo com você. 


BD: A capa do disco ficou muito legal, com algo que fica entre os desenhos mais clássicos, no estilo HQ, e algo mais moderno. Como foi que chegaram a esta capa, e quem foi que a criou para a banda? E sim, sei bem que ela é calcada em uma passagem bíblica, mais especificamente no Apocalipse de João.

TT: Conheci o trabalho do Sérgio Cariello através de seu maior best seller, a "Bíblia em Ação". Ele criou uma versão de partes importantes da Bíblia em quadrinhos e está sendo sucesso no mundo todo, lançada em muitos idiomas, etc... Só depois fui descobrir que ele era uma brasileiro radicado há muitos anos nos EUA e que desenhava para Marvel, DC Comics, entre outras. Ele é bem conhecido. Antes dessa capa o "Master..." teve pelo menos outras 5 versões que não gostamos tanto. Basicamente, como comentou, eu mandava o texto em cima do qual deveria ser feita a capa, Apocalipse 19:11 em diante. E é um texto bem detalhado e cheio de elementos que ninguém conseguia fazer. Achamos o Sérgio e depois de bastante conversa e convencimento ele topou. E o resultado ficou matador. 


BD: Uma quente: a banda WOSLOM, também de Sampa, fez uma versão muito boa para "Break Down", do "Strong Mind". Já chegaram a ouvir esta versão? E o que acharam do resultado final? E juro que uma dobradinha do MAD DRAGZTER e do WOSLOM em SP me fariam sair do RJ só para ver esse show...


TT: O WOSLOM para mim é uma das grandes bandas do Metal Brasileiro! Eles têm personalidade e fazem o que pouca gente faz hoje, pensam na música em primeiro lugar. E a música deles é MUITO boa! Eles são diferentes e gostamos muito mesmo. Foi uma honra a versão que fizeram de "Break Down". Ficou sensacional! São nossos brothers de longa data e com certeza vamos tocar juntos. Quem sabe você nem vai precisar vir para São Paulo, a gente não vá junto aí para o Rio, ahahahahahahah....


BD: O MAD DRAGZTER volta em um momento em que os downloads ilegais andam causando um enorme problema ao cenário. E vocês não só liberaram o "Master of..." para audição na net, mas também distribuíram discos físicos de graça. Qual o motivo disso? E seja a estratégia que usaram, ela está rendendo bons frutos até o momento?

TT: Bom, bem antes do lançamento do "Master", já tínhamos resolvido que o disco seria de graça. Optamos por fazer uma versão física popular para distribuirmos mais cópias. Nós começamos assim. Em 2001, quando lançamos nossa Demo "New Times" distribuímos umas 1000 cópias na Die Hard e em shows. E o "Master..." é o recomeço do MADZ. Outra coisa é que imagine os meses de Agosto/Setembro com lançamentos de Slayer, Iron Maiden, Motorhead, Soulfly, etc.. Nós parados há quase 10 anos. Quem ia comprar o "Master"?? Ahahahahahah... Mas da maneira como tem sido temos trocentos mil downloads do disco inteiro e quase todas as 7000 cópias da primeira prensagem já foram. Bão né!!!!


BD: Bem, disco novo em mãos significa shows por vir. Já existem possibilidades para shows de vocês pelo Brasil? Algum confirmado? E fora do Brasil, existem chances ou algo concreto?

TT: A galera está gostando mesmo do álbum. E temos tido vários convites para shows. Mas nossa agenda vai ser bem tranquila. Nossos próximos passos são o lançamento do site novo, primeiro clipe, show de lançamento e lançamento do vinil duplo (NR: pronto, agora o Fernando Passos morre de enfarte). Depois vem a tour, ano que vem. Temos tido bons contatos fora para lançamento do disco e shows. Mas isso vai ficar para o ano que vem também.


BD: Essa é bem simples, mas que me atormentou o tempo todo: vocês se chamaram BULLDOZER, depois DRAGSTER, e então, MAD DRAGZTER. Como e porque houveram estas mudanças? E o que o nome quer dizer e como se encaixa no som de vocês?

TT: BULLDOZER foi o primeiro nome em 1998. Não conhecíamos a banda italiana de mesmo nome. Mudamos para DRAGSTER e lançamos nossa Demo sob esse nome. Mesmo sabendo da banda inglesa do final dos 70 e começo dos 80 de mesmo nome que já tinha acabado há bastante tempo.  Mas apareceu uma banda brasileira, com o mesmo nome, que já tinha pedido inclusive o registro no INPI do nome. Fizemos um acordo com eles. Eles ficariam com o nome e nós viraríamos MAD DRAGZTER e eles não se oporiam no INPI. E foi isso. Os carros de corrida que chegam a 500 km/h, que precisam de um pára-quedas para parar parecia uma boa descrição para o tipo de som que sempre fizemos. Ainda mais quando acrescentamos o furioso/nervoso/louco antes... ahahahahahaha......


BD: Bem, encerramos por aqui. Por favor, deixe sua mensagem para os nossos leitores e os fãs do MAD DRAGZTER.

TT: Marcão sem palavras para agradecer o espaço e a entrevista. Aliás, que entrevista legal e inteligente. Muito prazer em responder todas as perguntas. O MADZ está de volta e a molecada pode esperar por um show furioso. Voltamos para ficar! STAY MADZ!! STAY THRASH!!!!!!


Vejam o lyric video de "Meggido":



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