6 de abr de 2013

Big Phat Mama - Ao Vivo (CD)


Independente - Nacional
Nota 8

Por Marcos Garcia

É incrível como muitas pessoas ainda desconhecem mais profundamente o Blues, estilo que deu origem ao Rock, e por sua vez, ao Metal. Há trabalhos fascinantes que saem tanto no exterior quanto no Brasil, e a lista de artistas que, no Brasil, são adeptos ferrenhos do estilo não é pequena. Nomes como BLUES ETÍLICOS e ANDRÉ CHRISTOVAM são respeitadíssimos, e o público do estilo é bem amplo. E um bom nome que está mostrando seu trabalho no momento é o quinteto carioca BIG PHAT MAMA, que neste CD, 'Ao Vivo', mostra seu potencial.

O grupo faz um trabalho bem intimista e que lembra bastante o gênero clássico, aquele mesmo praticado nos pubs americanos, com vocais femininos muito bem postados e com boa dicação, guitarras limpas e bem tocadas, um baixo bem proeminente e técnico, gaita extremamente bem casada ao grupo, e uma bateria bem firme nos andamentos e mostrando uma técnica bem legal.

Apesar de ser gravado ao vivo, o trabalho tem uma sonoridade muito boa e limpa, permitindo que as nuances do instrumental da banda não se embolem ou fiquem 'esfumaçados', e somos capazes de ouvir os aplausos do público, sem nenhum tipo de overdub feito.

O CD é muito bom, contagiante, e cujo único pecado está no repertório, já que o quinteto optou por um trabalho feito quase todo em cima de covers de nomes fortes do estilo, como Big Mama Thornthon, Muddy Waters e B. B. King. Mas mesmo assim, é impossível não babar com as versões personalizadas de 'Hound Dog', bem animada e que incrivelmente ganhou um certo toque de sofisticação quase 'MPB' na interpretação da banda, com ótimos vocais; 'Coffee Blues', de autoria da própria banda, que mostra uma levada deliciosamente cadencaida e crioula, com belíssimo trabalho de baixo e gaita (esta reforçando demais o clima deprê da canção); 'Walk on', um Bluesão com uma levada que mostra explicitamente a vocação de se tornar mais intenso e virar o Rockabilly alguns anos depois, com vocais femininos maravilhosos; a mais cadenciada e com aquele ar de melancolia tão tradicional do Blues Norte-Americano do Mississippi de 'Bala Perdida', outra composição da banda, com o baixo e bateria mostrando boa técnica e dando um show à parte; e a animada e com um toque de Country 'Got My Mojo Working', com ótimos backing vocals.

Para quem curte Blues, eis uma excelente pedida!


Tracklist:

01. Hound Dog
02. Coffe Blues
03. Walk on
04. Bala Perdida
05. Before You Accuse Me
06. Got My Mojo Working
07. Thrill is Gone

Formação:

Mariana Benjamin - Vocais
Kevin Shortall - Guitarra e vocais
David Taveira - Gaita
Daniel Taveira - Baixo e vocais
Tiago Zebende - Bateria


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Dreadfire - Rearview Sinner (Single)


Independente - Importado
Nota 8,5

Por Marcos Garcia

Alguns discos parecem estarem fadados a nos embalar logo na primeira ouvida, e após a segunda, o fã fica grudado e viciado no som da banda, como é o caso do quinteto português DREADFIRE, que chega com seu segundo testemunho sonoro, o Single 'Rearview Sinner', um torpedo thrasher com duas faixas absolutamente opressivas.

A banda é adepta de um Thrash Metal poderoso, pesado, moderno e agressivo de doer os tímpanos de tão rasgado, mas sempre tendo em mente manter a perfeita união entre seu som bruto e uma técnica de bom nível, bem como melodias bem trabalhadas, e isso em meio ao turbilhão de vocais rasgados à lá Phil Anselmo, riffs cortante e bem conduzidos, solos bem intensos e com boas doses de melodia e técnica, baixo e bateria coesos em uma massa sonora absurdamente pesada, mas sem deixar de ter técnica clara (especialmente nas mudanças de tempo).

Com uma boa produção, as duas músicas do Single mostram uma banda que faz um som com várias facetas.

A bruta 'Rearview Sinner' mostra um andamento que varia entre momentos velozes e outros nem tanto, com ótimos riffs de guitarra e vocais brutos que chegam a doer os ouvidos, com boa técnica e pegada. A segunda, 'Face the Storm', tem um andamento empolgante e que gruda no ouvinte, com momentos mais lentos bem legais, com boa levada e um autêntico show da cozinha rítmica, que mostra um serviço ótimo.

Esperemos que eles voltem logo com um Full Length, pois a invasão é certa!



Tracklist:

01 - Rearview Sinner
02 - Face the Storm


Formação:

Kevin Palma - Vocais
Pedro Soares - Guitarras
Bruno Pereira - Guitarras
Tiago Pereira - Baixo
Thiago Fonseca - Bateria


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Morre Mortifer, baixista do Hate


Infelizmente, o baixista Slawomir Archangielskij, conhecido como Mortifer, do HATE, faleceu na noite entre 5 e 6 de abril.

Após o show em Stuttgart, após o show, eles todos voltaram para o hotel para dormir, e Slawomir não mais acordou, mesmo após tentativas de reanimação.

A banda cancelou os shows restante e retornou à Polônia após prestar depoimento na Polícia alemã.

Mortifer se juntou à banda em 2007, gravando 'Erebos' e 'Solarflesh', bem como está presente no vídeo de Alchemy of Blood, lançando recentemente.

Marcos Garcia e Mortifer em abril de 2012, no Aliança Negra.
Fica aqui a manifestação de pesar do Metal Samsara (pois tivemos o prazer de conhecer toda a banda em abril de 2012, sendo Mortifer uma pessoa extremamente simpática e receptiva), e desejamos aos amigos e família de Slawomir que possam superar esta perda e irem adiante em breve, ao mesmo tempo em que desejamos que o HATE volte em breve aos palcos em uma homenagem à memória de Mortifer.

Rock in Peace, Mortifer...




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