5 de jun de 2017

HATEFULMURDER: Angélica Burns e Renan Campos em vídeo para faixa ‘Sillence Will Fall’


O HATEFULMURDER, que teve seu mais recente álbum, ‘Red Eyes’, lançado pela gravadora britânica SECRET SERVICE RECORDS, acaba de disponibilizar um video performance para faixa ‘Sillence Will Fall’.

No vídeo podemos conferir a técnica e musicalidade da vocalista Angélica Burns e do guitarrista Renan Campos em uma grande performance:



‘Red Eyes’ é o segundo álbum do grupo, sucessor de ‘No Peace’ e que mais uma vez vem rendendo uma grande aceitação para os cariocas. Ele também marca a estreia da vocalista Angélica Burns e está disponível no mundo todo pela Secret Service.


O disco foi gravado nos estúdios Casa do Mato e Kolera Studio, mixado e masterizado por João Milliet (Angra, Raimundos e Glória). A arte da capa ficou a cargo do artista grego Orge Kalodimas. O álbum também conta com a participação da vocalista do Torture Squad Mayara Puertas na faixa Time Enough at Last.

Um lyric video para a faixa ‘Tear Down’ foi lançado:


Assista também ao videoclipe para ‘My Battle’:


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Fonte: Metal Media

TCHANDALA: ‘Resilience’ ganha seu primeiro lyric video, assista!



Todos os fãs do Metal Tradicional de alta qualidade do TCHANDALA que estavam esperando para conferir um pouco do que vem por aí no novo álbum, ‘Resilience’, podem celebrar. A banda acaba de disponibilizar a primeira faixa para audição.

Trata-se da faixa-título do álbum que ganhou um belo lyric video das mãos do designer/editor Adriano Forte, confira:



O álbum ‘Resilience’ foi gravado, mixado e masterizado no Revolusom Studio e produzido pelo TCHANDALA e Revolusom Studio. A capa foi feita pelo artista Marlon Delano.


O disco conta também com algumas participações especiais: o vocalista norte-americano Tim “Ripper” Owens (ex-Judas Priest, ex-Iced Earth), a dupla mineira Clarice Pawlow e Renan Fontes e o vocalista gaúcho Iuri Sanson (Hibria).


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Fonte: Metal Media

DYSNOMIA: videoclipe para a pesada e questionadora faixa-título está disponível


Enfim o clipe para a faixa ‘Proselyte’, título do mais recente álbum do DYSNOMIA, está disponível na internet.

Assim como toda a temática do álbum, a faixa é cheia de densas e profundas indagações, buscando o âmago do questionamento do ser humano, para o bem… ou para o mal:

“‘Proselyte’ a princípio, era a denominação dada aos recém convertidos à religião judaica, no texto bíblico. Posteriormente passou a ser utilizado em relação às pessoas que se convertiam a outras religiões, e mais uma vez foi estendido àqueles que se convertiam ou tornavam-se sectários de qualquer ideologia, relacionada ou não às religiões. Ou seja, hodiernamente o termo denota o indivíduo que segue um sistema de pensamento de maneira dogmática, categórica, e que não aceita contestação ou questionamento. Daí advém o termo “proselitismo” que nada mais é do que a tentativa de converter outrem para a sua religião ou ideologia, e que também pode ser uma tradução para o vocábulo inglês ‘proselyte’. A sociedade impõe crenças de forma sutil, muito para além da doutrinação religiosa, e existem, entre os doutrinados ou condicionados a pensar através de um viés ideológico, aqueles que pregam sua crença/ideologia impondo-a como se fosse o único caminho a seguir ou como se estivesse isenta de idiossincrasias, sem sequer estar cientes de sua condição, ou seja, de forma acrítica, para não dizer acéfala. É dessa relação complexa entre o mundo que nos rodeia e os vieses ideológicos que definem nossa percepção acerca deste que tratamos em ‘Proselyte’, entre outras coisas, claro, pois o álbum não segue somente esse eixo temático.”

O clipe, trabalho com direção e produção de Francis Fidélix e Luciano Moraes, conseguiu traduzir estas palavras em imagens, assista:


A produção do clipe contou com o patrocínio do estúdio de tatuagem Hell Bodyartrs e apoio das marcas Oz Produtora, Nova estúdio e Vinil Drums.

O álbum ‘Proselyte’ foi lançado no ano passado e citado em várias listas de melhores de 2016 no Brasil e no exterior. A produção ficou nas mãos do DYSNOMIA e de Gabriel do Vale. A capa por Gustavo Sazes.


Além da versão física do disco, que pode ser adquirida diretamente com a banda ou pelo link https://goo.gl/ZfxT5T, também pode ser encontrado em todas as plataformas de música digital do mundo:



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Fonte: Metal Media

TORTURIZER: Banda está presente em mais uma grande coletânea nacional


Depois de figurar em importantes coletâneas nacionais – vide “Extreme Hell Vol. 03” e “Rock Soldiers Vol. 21” - o grupo maranhense TORTURIZER foi destaque na “Faces Of Hate Compilation VI”.

A banda integrou a nova edição da compilação ao lado de outras grandes bandas do cenário extremo nacional e internacional, dentre elas, IMPERIOUS MALEVOLENCE, MALKUTH, ASKE, ARMUM, PANDEMMY, FUSILEER, OBSCURITY VISION e muito mais. 


A música escolhida pelo TORTURIZER para fazer parte da coletânea foi a “Death Emperor”, uma das mais destacadas do atual EP “Faceless”, que em breve estará disponível nas principais plataformas mundiais de streaming, via SANGUE FRIO RECORDS. Clique no link a seguir e faça o download GRATUITO agora mesmo da “Faces Of Hate Compilation VI”: https://goo.gl/IOIpvE

Baixe também as edições anteriores: http://www.tornhaterecords.com/page/239729-Faces-of-Hate

Ouça o EP “Faceless” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=_Rl9CNWCEFU


Para mais informações sobre esse e demais lançamentos do selo supracitado escreva para: sanguefriorecords@sanguefrioproducoes.com.

Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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VULCANO: Banda apresenta a “XIV Tour 2017” com datas disponíveis, confira!


Considerado por muitos uma lenda do Metal extremo Sul-americano, o VULCANO anunciou em sua página oficial do Facebook, sua mais nova turnê.

Trata-se da “XIV Tour 2017”, que como o nome deixa explícito, servirá como base na divulgação do mais novo full length da banda, o bem recebido “XIV”.

A turnê já conta com nove apresentações desde o início do ano e passará por diversos estados do Brasil, confira:


O grupo afirma também, que em breve esta turnê tomará proporções internacionais, porém ainda segue com o processo de agendamento de datas para shows no Brasil. Para mais informações sobre como reservar uma data para qualquer cidade do país, basta entrar em contato através dos e-mails contato@sanguefrioproducoes.com ou contatovulcano@gmail.com e solicite um orçamento.

Contato para shows e assessoria: http://www.sanguefrioproducoes.com/contato

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WARFIELD DEATH: Banda anuncia parceria com a Sangue Frio Produções



A banda sergipana de Death Metal WARFIELD DEATH anunciou recentemente sua mais nova parceria.

O grupo acaba de integrar o cast de artistas da SANGUE FRIO PRODUÇÕES, para que esta cuide dos serviços de assessoria de imprensa, marketing, divulgação em massa, relações-públicas, venda de shows, manutenção de agenda e suporte em futuros lançamentos físicos e digitais.



O WARFIELD DEATH apresenta um gênero baseado no Death Metal mais técnico, com riffs velozes e bem trabalhados e experimentando uma variedade de estruturas musicais incomuns. Com suas letras em português, a banda busca apresentar uma amplitude grande de temas, desde política, conflitos, guerras, massacres, religiões, sentimentos obscuros, realidades culturais e demais contextos infames, descrevendo com precisão e declarando uma visão crítica e verídica sobre inúmeras mazelas incrustadas em nosso enredo civilizacional.

No presente ano de 2017, o grupo finalmente está com seu aguardado álbum pronto, intitulado “Sucumbindo ao Medo” o trabalho veio unido ao comprometimento e esforço dos seus integrantes para apresentar um material que busca conquistar a crítica e o público, tentando apresentar algo que possa acrescentar e engrandecer a honrada e talentosa cena do Metal brasileiro.

Imprensas: O WARFIELD DEATH está disponível para entrevistas e/ou resenhas, solicite o press kit pelo e-mail contato@sanguefrioproducoes.com.

Contato para shows e assessoria: http://www.sanguefrioproducoes.com/contato

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CLAUSTROFOBIA: Marcus D’Angelo concede entrevista à “Revista Arte Brasileira” e deixa forte impressão ao dizer: “a arte não tem cor, condição financeira, ela simplesmente acontece e é livre”


O músico fundador do CLAUSTROFOBIA, Marcus D’Angelo, concedeu entrevista ao importante veículo de comunicação especializado em música, “Revista Arte Brasileira”.

A revista que é digital visa divulgar ícones da música nacional, não se limitando a apenas um estilo, com isso, sua linha editorial bateu um papo sério e honesto com uma das lendas do Thrash Metal Brasileiro, o vocalista e guitarrista “Marcus” revelou vários assuntos relacionados à banda CLAUSTROFOBIA, entre elas, suas inspirações, ritmos brasileiros na musicalidade do grupo, reconhecimento internacional e vários outros assuntos importantes e que falam sobre a cena como um todo.

Para ler a entrevista na íntegra, acesse o link abaixo:


O CLAUSTROFOBIA se encontra atualmente na estrada excursionando pelos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais com o aclamado “Claustruth Legions Tour 2017”.


Se você quiser levar o CLAUSTROFOBIA ate sua cidade, com a tour do álbum “Download Hatred”, enviar e-mail para:


Formação:

Marcus D'Angelo (Vocal/Guitar)
Douglas Prado (Guitar)
Caio D'Angelo (Drums)
Daniel Bonfogo (Bass/Backing Vocal)

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ANGUERE: banda lança no EP “Cadeia” em formato físico e na principais plataformas de áudio



Sendo reconhecidos como uma das principais forças do Harcore/Thrash Metal do país, a banda ANGUERE após liberar seu novo trabalho de estúdio, o EP "Cadeia" no último dia 17 de maio através das redes sociais do grupo, informa que a prensagem do material físico já foi finalizada e já está à disposição do público para aquisição.

O EP "Cadeia" possui três faixas, são elas, "Barricada", "Cadeia" e "Noia", todas possuem temáticas que vão abranger críticas a sociedade e a violência descomunal que o cidadão sofre no dia a dia, músicas cantadas em português que se diferenciam pela técnica individual de cada integrante do grupo.



O EP pode ser facilmente encontrado no YouTube e Soundcloud, em breve o mesmo estará liberado no Spotify e Deezer, levando mais longe ainda o trabalho do grupo, essa é uma previa do que está sendo trabalhado em um Full-Lenght que ainda não possui data confirmada de lançamento. O álbum pode ser adquirido na página oficial do grupo pelo Facebook pelo valor de R$10,00 mais o frete.


Além do EP "Cadeia", a banda ANGUERE possui três registros já lançados, o autointitulado "Anguere" de 2009, o EP HCRC e o full Choque lançado em 2015.

A banda é formada por:

Vocal: Thiago Soares 
Guitarra: Cleber Roccon
Bateria: Adriano R. Prado

Mais informações:


DEATH CHAOS: clipe que conta história de família de Serial Killers é uma das mais sombrias do DVD Roadie Metal Vol.01



Lançado oficialmente no último dia 19 de maio, o primeiro DVD de clipes da história do Metal Nacional, apresenta 34 bandas de vários estilos com ideias e conceitos visuais incríveis, nossa ideia é levar ate o público, imprensa, produtores e casas de shows, toda a qualidade individual de cada banda no DVD Roadie Metal Vol.01.

O DvD foi planejado minuciosamente, possui um encarte com 36 paginas, individualizando banda a banda, contendo o release, letra da música, escopo técnico do clipe, links de contato, foto e capa de álbuns. O DVD 01 foi incluído os nomes mais extremos do metal nacional, o DVD 02 linhas mais clássicas e tradicionais aos fãs do estilo.



Mantendo a proposta do Peso do DVD 01, o terceiro clipe da Coletânea Roadie Metal, é um obra conceitual e muito bem criada pelos músicos do DEATH CHAOS, uma temática que conta a história de uma família de Serial Killers que torturavam suas vitimas antes de as matarem com brutalidade e sem nenhuma piedade, a música se chama “House of Pain” e foi retirado do EP de estreia intitulado de “Prologue In Death & Chaos”.



Conheça mais sobre a banda DEATH CHAOS:

DEATH CHAOS é uma banda de Death Metal formada em 2014 na cidade de Curitiba/PR por Julio, Denir e Ueda. Tem como proposta em seu instrumental um som pesado e agressivo unido a letras que tratam do caos, morte e terror enfrentado pela humanidade tanto de maneira real como fictícia.

Bona e Ueda, após tocarem juntos em uma banda de Thrash Metal chamada Lost Old World entre 1996 e 2000, uniram forças com Denir em 2014 criando o DEATH CHAOS após este hiato musical de 14 anos. Enquanto estavam compondo e preparando as músicas, já pensavam em inserir mais uma guitarra, devido às suas composições usarem muitos duetos. No início de 2016 David Oliver assume o posto e o entrosamento dele com as músicas acontece rapidamente. Devido a uma vontade antiga, Denir “Deathdealer” decide se dedicar somente aos vocais, e no segundo semestre deste ano, Edson “Mammoth” é convocado a assumir o baixo do DEATH CHAOS.


Prologue in Death & Chaos é o primeiro álbum, gravado em 2015 e lançado em 2016 em parceria com a Roadie Metal Records. Também pela Roadie Metal, lançam duas Coletâneas que são os Volumes 07 e 08 e, nesta última, apresentam uma composição exclusiva chamada “From the Dead They Will Rise”. Outra compilação é a da Imperative Music 12, onde é apresentada a música inédita “Atrocity on Peaceful Fields”.

Após estes quatro lançamentos sonoros a banda lança alguns lyric vídeos em seu canal do Youtube e também um videoclipe para a música “House of Madness” que vem sendo divulgado nas redes sociais e também estará na primeira coletânea de vídeos da Roadie Metal, que é um trabalho inédito no Brasil.

Para 2017 o DEATH CHAOS já vem planejando e preparando seu novo material que ainda não tem previsão de lançamento, mas promete ser focado no terror em sua forma mais primitiva.

BANDA: DEATH CHAOS.
ORIGEM: Curitiba – Paraná.

FORMAÇÃO:

Denir “Deathdealer” – Vocal;
Julio Bona – Guitarra;
Edson “Mammoth” – Baixo;
Fernando Ueda – Bateria.

CONTATOS:

TELEFONE: +55 (41) 99791-2054

VIDEOCLIPE: House Of Madness
DURAÇÃO: 5:52

GOD DETHRONED - The World Ablaze (Álbum)


2017
Importado

Nota: 9,7/10,0


Tracklist:

1. A Call to Arms (introdução)
2. Annihilation Crusade
3. The World Ablaze
4. On the Wrong Side of the Wire
5. Close to Victory
6. Konigsberg
7. Escape Across the Ice (The White Army)
8. Breathing Through Blood
9. Messina Ridge
10. The 11th Hour


Banda:


Henri "TSK" Sattler - Vocais, guitarras
Mike Ferguson - Guitarras
Jeroen Pomper - Baixo
Michiel Van Der Plicht - Bateria


Contatos:

Youtube: 
Instagram: 
Assessoria: 

E-mail: 

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Existem bandas que levam uma vida bem dura dentro do underground, mas cujos trabalhos são tão bons que pensamos nos motivos deles estarem confinados a públicos pequenos. E nisso, muitas bandas holandesas de Death Metal estão inclusas. A cena holandesa em nada deve às da Suécia e Flórida, pois as bandas das terras dos moinhos de vento são capazes de gerar discos diferenciados e de grande valor. E um dos nomes mais injustiçados é o do quarteto GOD DETHRONED, que vem em um crescendo de criatividade de muitos anos. E após um breve hiato entre 2012 e 2014, volta à carga com “The World Ablaze”, seu novo álbum.

E verdade seja dita: o quarteto mostra que ainda tem (e muito) espaço no cenário do estilo. Aliás, o cenário PRECISA deles!

A estética musical da banda apresentada em “The World Ablaze” é basicamente a mesma de seus últimos álbuns: um Death Metal tradicional brutal e agressivo nos moldes da escola dos anos 90, apenas adornado com melodias subjetivas bem sacadas (reparem bem nos solos de guitarra) e nuances mais elegantes em vários pontos, fora o uso de tempos diferenciados, evitando ficarem presos a um único tipo de ritmo o tempo todo. Mas como sempre, nas mãos de quem sabe fazer e tem o estilo no coração, o disco é um murro nos tímpanos de tão bom, e vem em ótima hora!

“The World Ablaze” teve a mixagem do mestre Dan Swanö e a masterização de Sander van der Heide no Wisseloord Studios, na Holanda. Tudo para garantir que as canções soem brutais e opressivas, mas com uma qualidade sonora clara e que nos permite compreender o que o quarteto está tocando. E sem perder aquele toque essencial de crueza que o Death Metal exige.

Na capa, a banda mais uma vez faz referência à Primeira Guerra Mundial, com uma foto em preto, branco e cinza da fase das trincheiras. Óbvio que para a temática que o grupo explora desde “Passiondale (Passchendaele)”, a capa é excelente.

Vocais guturais em alto nível e com boa dicção, guitarras despejando pesados riffs doentios e solos melodiosos, baixo e bateria mostrando peso e técnica em um desempenho para lá de excelente, o quarteto vem para detonar ouvidos e pescoços, mas com um bom gosto e refinamento excelentes.

Tempos que se alternam sob uma saraivada de riffs abusivamente pesados são os elementos da técnica “Annihilation Crusade” (reparem bem tanto nas vocalizações como nos solos de guitarra). Um inferno de peso brutal surge de “The World Ablaze”, uma música com uma pegada empolgante e um jeito requintado (mas com partes mais tradicionais em termos de Death Metal, especialmente quando os vocais começam a bafejar como se não existisse amanhã). Um leve toque de modernidade surge na opressiva “On the Wrong Side of the Wire” (onde baixo e bateria mostram uma técnica ótima e peso abusivo). Velocidade e podreira surgem logo de cara em “Close to Victory”, fora riffs ótimos surgem e cada minuto. “Konigsberg” é uma instrumental curta com guitarras limpas, introduzindo o massacre mais cadenciado e azedo de “Escape Across the Ice (The White Army)”, outra em que o trabalho de baixo e bateria criam uma base rítmica sólida e pesada. De início mais climático e soturno é “Breathing Through Blood”, mas logo surge a boa e velha agressividade do grupo, disposta a não deixa pescoços inteiros (que que vocais ótimos mais uma vez). Sedutora e cativante é “Messina Ridge” e sua levada em tempo mediana e agressiva como um tanque de guerra, mostrando uma coleção de riffs abusivamente distorcidos e solos de primeira. E os mais de seis minutos de “The 11th Hour” chegam para destruir o que restar ainda de resistência, com momentos mais cadenciados e brutais, outros com guitarras limpas soturnas, mas mantendo aquele clima denso e opressivo que só o grupo sabe criar.

“The World Ablaze” é um disco ótimo, que vem para devolver ao mundo uma banda que é essencial. E o GOD DETHRONED mostra que o lugar deles é deles, e de mais ninguém.


DARK AVENGER - The Beloved Bones (Álbum)


2017
Independente
Nacional

Nota: 10,0/10,0


Tracklist:

1. The Beloved Bones
2. Smile Back to Me
3. King for a Moment
4. This Loathsome Carcass 
5. Parasite
6. Breaking Up Again
7. Empowerment
8. Nihil Mind
9. Purple Letter
10. Sola Mors Liberat
11. When Shadow Falls (Bonus track)


Banda:


Mario Linhares - Vocais
Glauber Oliveira - Guitarras
Hugo Santiago - Guitarras
Gustavo Magalhães - Baixo
Brendon Hoffmann - Bateria


Contatos:

Site Oficial: 
Twitter: 
Instagram: 
Bandcamp: 


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Heavy Metal e todas as suas vertentes deveriam estar criando algo melhor para o mundo. Mas está justamente indo no sentido oposto: nunca se viu tantas brigas e picuinhas por nada. O que antes era um estilo que pregava a liberdade, agora vive cheio de regras e defensores da opressão (em qualquer forma de expressão que ela possa assumir); o que antes era sinônimo de contestação cedeu espaço para o “Sex, Drugs and Rock ‘n’ Roll” ou a versão tupiniquim “Sex, Drinks and Metal”, coisas que podem ser boas, mas não essenciais para a vida e são usadas para anestesiar os sentidos diante das penúrias do mundo real. Grande parte dos headbangers hoje mais se preocupa com picuinhas na internet do que com a música, em pregar discursos de ódio e preconceito contra tudo e todos que dar voz à contestação a tudo que se sofre nos dias de hoje. Mas isso é reflexo de uma realidade amplas, onde estamos todos inseridos.

Isso vem da prisão que criamos para nós mesmos, dada pela sequência Inconsciência - Negação - Fuga - Vitimização - Desespero - Súplica - Reflexão - Equilíbrio - Coragem - Decisão - Liberdade, que formam a espinha dorsal do inferno que se passa na vida, a clausura na qual essa enorme parcela de fãs acaba se acorrentando, a essência do Samsara ao qual estamos todos submetidos. 

E é justamente este inferno nosso de cada dia o tema central de “The Beloved Bones”, novo CD do lendário quinteto brasiliense DARK AVENGER. Sim, eles estão de volta após 4 anos desde “Tales of Avalon: The Lament”, e a música do disco é um oásis na aridez de idéais em que anda o Metal atualmente.

Aqui, o estilo da banda, aquele Heavy tradicional atualizado e cheio de influências modernas (e ainda assim, rico em belas melodias e boa técnica) mostra-se grandioso e pomposo, mas cheio de vigor e energia. E justamente por “The Beloved Bones” ser a primeira parte de uma estória (esta parte é chamada “Hell”), se focam nos eventos cotidianos em que os seres humanos são expostos à repetição contínua de eventos amargos. Imaginem pessoas que vivenciam todos os dias casamentos infelizes, relacionamentos abusivos, vício em drogas, dificuldades referentes ao poder aquisitivo, entre outros. São os infernos nossos de cada dia, de todos os dias. 

Desta forma, se o aspecto lírico mostra complexidade, a música segue o mesmo caminho. Apesar de ser um disco de fácil assimilação, “The Beloved Bones” mostra uma complexidade musical única, já que o grupo mostra arranjos primorosos em cada instrumento, bem como vinhetas e narrativas vão aclimatando o ouvinte. E sem falar que os vocais estão ainda melhores, usando uma diversidade de timbres muito boa. Ou seja, o DARK AVENGER é como um bom vinho: quanto mais envelhecido, melhor.

A produção e mixagem de “The Beloved Bones” foram feitas pelo guitarrista Glauber Oliveira em seu estúdio (Asylum Studio, em Brasília-DF), enquanto a masterização é assinada por Tony Lindgren, dos Fascination Street Studios, Örebro, na Suécia (ANGRA, DRAGONFORCE, ENSLAVED, KATATONIA, SEPULTURA, SOILWORK, e muitos outros), garantindo assim uma sonoridade fluida, moderna e pesada, mas clara para que nada no disco seja perdido. 

Já a arte da capa é um trabalho do artista francês Bernard Bitler, que procurou traduzir para o visual toda a dinâmica lírica e toda a gama de sentimentos das músicas. E ficou ótima, sedutora e sombria, mas com sutilezas que mostram contrastes entre o sombrio e o belo.

O ponto forte do DARK AVENGER é justamente não se acomodar musicalmente, sempre buscando se atualizar, aglutinar influências, mas mantendo suas características primordiais. Tudo em “The Beloved Bones” é perfeito, bem pensado, mas soando espontâneo. Não há espaços vazios ou arranjos supérfluos, tudo está simetricamente encaixado e grandioso, embora a complexidade musical/lírica do disco possa ludibriar a percepção de muitos. Ele é pesado instigante, desafiador e maravilhosamente envolvente, ilustrando o conflito entre o Emocional e o Racional em todos nós diante da vida, quase com um toque dos debates entre o copernicano Salviati e o aristotélico Simplício em “Dialogo Sopra i Due Massimi Sistemi del Mondo” (ou “Diálogo Sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo”), obra célebre de Galileu Galilei.

Violinos sombrios introduzem “The Beloved Bones”, que explode em uma agressividade melódica ótima, andamento envolvente e a banda toda em grande forma, com belo refrão e vocalizações perfeitas (lembrete: estamos falando de Mário Linhares). Orquestrações e um ritmo mais ameno são a tônica da pesada “Smile Back to Me”, onde a diversidade rítmica ditada por baixo e bateria é sublime, fora corais muito bem encaixados. A grandiosidade operística de “King for a Moment” contrasta com seu approach mais modern e denso, cheia de um feeling mais introspectivo, alguns vocais mais extremos e lindas linhas de guitarras e teclados. O início com toques orientais logo vira um crescente de belíssimas guitarras em “This Loathsome Carcass”, que é cheia de belas passagens melodiosas e levemente azedas. A velocidade e agressividade de “Parasite” surpreendem o ouvinte logo de início, mas a tônica desta canção é dada por contrastes, logo, se prepare para belas passagens melodiosas e técnicas. O início de “Breaking Up Again” é lento e melodioso, priorizando belas partes interpretativas, mas logo ganha peso e velocidade, guiada por belíssimos e ricos riffs de guitarra. Um pouco mais swingada, mostrando contrastes entre lindos teclados e guitarras azedas, vem “Empowerment”, onde os vocais estão muito bem mais uma vez. Em “Nihil Mind”, segue o minimalismo técnico, a força do estilo da banda, de suas melodias intrincadas e bem feitas, dando suporte a mais um trabalho muito bom de baixo, bateria e teclados, sem falar no refrão de primeira. E tome partes agressivas modernas se mesclando com teclados climáticos em “Purple Letter”, com seus momentos belos sendo complementados por partes mais cruas e cheias de energia que nos seduzem. Vocalizações operísticas de muito bom gosto introduzem “Sola Mors Liberat”, uma linda e melancólica balada, cheia de momentos introspectivos e belos pianos, para logo solos melodiosos aparecerem e complementarem as vocalizações suaves. As versões brasileira e japonesa ainda possuem uma faixa extra, “When Shadow Falls”, uma segunda balada, terna e melódica, com um clima mais ameno e positivo, como se fazendo ponte para a segunda parte de “The Beloved Bones”, que será “Divine”.

“The Beloved Bones” é um disco fenomenal, que mostra que o DARK AVENGER ainda tem seu lugar garantido entre os grandes nomes do Metal nacional. E ele estará disponível em Agosto para a aquisição, logo, se preparem para mais um dos grandes discos de 2017!