8 de jul de 2012

Entrevista - The Ultimate Music (08/07/2012)




========================================================================
Entrevista com o Agonist - The Ultimate Music

"Podem esperar por mais um show bombástico no Brasil"

Nos últimos anos, o The Agonist tem se firmado como um dos grupos que mais crescem no concorrido cenário do metal mundial. Com apenas oito anos de carreira e colecionando uma série de apresentações importantes, a banda desembarca no final deste mês para reencontrar os fãs brasileiros. O único show no país está agendado para o próximo dia 21 de julho, no Carioca Club, em São Paulo, ao lado dos brasileiros da Shadowside.
Trazendo uma sonoridade que flerta com o pop e o extremo Death Metal, os canadenses Alissa White-Gluz (vocal), Danny Marino (guitarra), Pascal "Paco" Jobin (guitarra), Chris Kells (baixo) e Simon McKay (bateria) estão divulgando o álbum Prisoners, lançado recentemente via Century Media Records.
Em uma rápida entrevista exclusiva à The Ultimate Music, a frontwoman Alissa White-Gluz comenta sobre o novo disco, a expectativa em retornar ao Brasil, sua ligação com o diversas organizações protetoras dos animais como o PETA2 e afirma não ligar para o título de musa do Heavy Metal.

Por Juliana Lorencini
Edição: Costábile Salzano Jr.
Fotos por André Smirnoff

Não faz muito tempo que o The Agonist esteve por aqui. Qual a sensação de voltar a tocar no Brasil? E quais memórias vocês tem da última passagem da banda por aqui?


Alissa White-Gluz - Tocar no Brasil foi muito divertido para todos nós! Estamos ansiosos para encontrar todos os nossos fãs novamente! Me lembro do público vibrando, com uma energia impressionante! Acredito que desta vez será algo muito maior. Podem esperar por mais um show bombástico.



Eu arriscaria dizer que Prisoners é o melhor trabalho da banda até o momento. Qual é o sentimento de vocês em relação a esse álbum? E como tem sido as críticas até agora?


Alissa White-Gluz - O processo de gravação deste disco foi bem árduo. Até agora todo mundo parece ter gostado bastante da complexidade e profundidade do novo álbum. Estamos muito felizes e esperamos abrir novas portas.



Poucas são as mulheres que de fato conseguem destaque dentro do Metal. Porém você em pouco tempo conseguiu atingir um nível de popularidade muito grande. Como você vê a participação das mulheres no cenário Rock?


Alissa White-Gluz - Eu acho isso ótimo! Cada vez mais mulheres ganhando destaque dentro do rock ‘n’ roll. Estamos vivendo um período que as mulheres definitivamente resolveram mostrar o seu valor.



Você é considerada uma das vocalistas mais bonitas do meio. Em algum momento você se sente enquanto cantora por causa da sua beleza?


Alissa White-Gluz - Na verdade nunca me senti dessa forma. Prefiro que me julguem pela minha voz.



A forma com que você se veste também é bem diferente dos demais membros da banda e acaba sendo referência para muitas fãs do grupo. Você se preocupa com isso quando escolhe o figurino para uma turnê ou sessão de fotos?


Alissa White-Gluz - Não muito, eu adoro brincar com a moda em si. Isso é apenas diversão. Não acredito que eu influencie a maneira de vestir das pessoas.



Você costuma mesclar seus vocais entre limpos e guturais, o que exige uma boa técnica. Quais cuidados você mantém para cuidar da sua voz?


Alissa White-Gluz - Eu sou vegetariana e straight edge e me esforço muito para manter um corpo saudável, uma vez que considero meu corpo como meu instrumento de trabalho.



Quais bandas te influenciaram no inicio da sua carreira? E atualmente quais fazem parte do seu playlist?


Alissa White-Gluz - Bandas como Arch Enemy, Devin Townsend, No Doubt, Queen entre outras me influenciaram e ainda fazem parte do meu playlist até hoje.



Como foi para você participar de “Made”, programa exibido pela MTV? Você sentiu falta desse tipo de estímulo no início da sua carreira?


Alissa White-Gluz - Participar do programa foi muito divertido e eu realmente fiquei muito feliz. Realmente, não esperava por este convite.



Você vê alguma saída para essa atual fase da indústria fonográfica num todo? Onde bandas vivem basicamente de shows e esses tem se tornado inviáveis aos fãs, ora por causa do valor dos ingressos, ora por causa do grande volumes de shows num curto período de tempo.


Alissa White-Gluz - Não, acredito que a indústria musical está morrendo. Assim como grande parte das economias, aqueles que estão no alto continuam ficando mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.



No clipe Business Suit and Combat Boots você está com o "x" na mão, o que caracteriza um straight edge. Todos os membros da banda têm a mesma ideologia de vida?


Alissa White-Gluz - Não, apenas eu tenho essa ideologia, os demais membros da banda tem cada um a sua própria.



Quando você optou por se tornar vegan? E além do PETA você participa de mais algum movimento em proteção aos animais?


Alissa White-Gluz - Tenho sido vegetariana por toda minha vida e vegan por metade dela. De fato tenho trabalhado com algumas outras organizações além do PETA, que também se propõem a lutar pelo direito e proteção dos animais como: SHAC, SPA, Paws for Life, entre outras.



Muito obrigada pela entrevista. Por favor, deixe uma mensagem aos fãs brasileiros do The Agonist.


Alissa White-Gluz - Muito obrigada pelo carinho de todos! Compareçam ao show! Queremos sentir novamente a energia de todos vocês. Até mais!



Serviço São Paulo


Dark Dimensions orgulhosamente apresenta: The Agonist e Shadowside
Data: 21 de julho, sábado
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros (próximo a estação Faria Lima do Metrô)
Hora: 19h
Abertura da casa: 17h
Ingressos:
Carioca Club: (11) 3813-8598 | 3813-4524 | 3814-5711
Galeria do Rock: Rockland (11) 3362 2606 | LADYSNAKE (11) 3333-6931
Preços: R$ 80,00 (pista promocional e estudante) e R$ 120,00 (CAMAROTE ESGOTADO!).

========================================================================

Fonte: The Ultimate Music - PR, Management & Consultancy
Próximas divulgações e suporte da The Ultimate Music - Press:
13/07 - Shadowside – Teatro Guarany - Santos/SP
14/07 - Shadowside – Araraquara Rock Festival - Araraquara/SP
15/07 - Shadowside – Stonehenge Rock Bar - Belo Horizonte/MG
20/07 - Shadowside – Jack Music Pub - Bauru/SP
21/07 - Shadowside + The Agonist – Carioca Club - SP/SP
21/07 - Confronto + Matanza – República Music Hall, Taubaté/SP
29/07 - At the Gates + Confronto – Hangar 110 - SP/SP
10/08 - Ugly Kid Joe – Santana Hall - SP/SP
11/08 - Shadowside – 1° Pinhal Rock Music Festival - Clube Recreativo - Espirito Santo do Pinhal/SP
12/08 - Shadowside – TBA - Campinas/SP
01/09 - Sepultura – Suzaninho - Suzano/SP
16/09 - Emilie Autumn – Inferno Club - SP/SP
23/09 - Theatre des Vampires – Carioca Club - SP/SP

Além dos shows, a The Ultimate Music - Press assessora as bandas Sepultura, Krisiun, Shadowside, Confronto e Hugin Munin. Para mais informações, acesse http://theultimatepress.blogspot.com.

Gestos Grosseiros - Satanchandising (CD)



Rapture Records/Tornhate Records - Nacional
Nota 8,5
Por Marcos Garcia

Há bandas e bandas fazendo Death Metal no Brasil, e é quase impossível decifrar tantas vertentes ao mesmo tempo. São estilos e mais estilos, logo, é quase de enlouquecer, e em cada uma delas, existem bandas ótimas escondidas.
Um delas é o trio de Piracicaba (SP) Gestos Grosseiros, fazendo um Death Metal mais tradicional de raiz, naqueles moldes vistos entre a virada dos anos 80 para os 90, ou seja, na veia do Floridian Way of Death Metal, nos chega com seu segundo CD prório, Satanchandising
A música da banda tem boa técnica, mas é bruta e sangra em vitalidade e energia, mas sem soar clichê ou datado. Ou seja, tome vocais guturais extremados, riffs de guitarra sólidos, solos bem encaixados (e fugindo dos padrões do estilo, pois há coerência harmônica nos mesmos) e sem firulas, baixo e bateria muito pesados e com variações interessantes, mas sem complicar muito o som da banda, pois poderia comprometer a estilística sonora do trio. 
Gravado nos Masterpiece Digital Studios, tendo a mão de Pedro Esteves na produção, mixagem e masterização, a sonoridade da banda flui em uma autêntica golfada Death Metal, sem dó ou piedade de ouvidos não acostumados a algo tão intenso e bruto, mas ao mesmo tempo, confere brilho e peso ao trabalho do trio, que soa coeso e pesado, mas sem perder a noção clara de cada instrumento, pois todos estão bem audíveis. A pelo lado artístico, capa e encarte ficaram bem feitos, e mesmo não sendo algo lá extremamente complexo, ficou muito boa.
São 11 faixas que compõem este trabalho, cada uma com seu próprio valor e beleza, como a empolgante e cheia de energia Humanity Victory (Kill by Power), bem agressiva e com forte clima 'autopsiano' aqui e ali, e com um ótimo solo de guitarra; a extrema e alternada Slaves of Imagination, com bumbos bem rápidos e ótimos riffs; Mirror of Death segue com a velocidade nos andamentos se alternando bastante; a pesada e densa Satanchandising, onde o baixo se destaca muito, bem como as levadas dos bumbos, sejam nos momentos mais lentos ou nos mais velozes; a densa e ríspida Evil Witness, que apresenta um trabalho ótimo tanto nos vocais como nas conduções da base rítmica, e com variações de deixar o ouvinte de boca aberta; a cadenciada e trabalhada Brutality Century, com alguns momentos mais intensos e trabalho de baixo mostrando que não é um zagueiro-zagueiro, ou seja, nada de feijão com arroz; a empolgante e mais técnica Religions Plague, com ótimos duetos entre gutural e rasgado, e onde algumas nuances mais melodiosas ficam evidentes, especialmente nos solos de guitarra; e a versão para Extreme Agression, do Kreator, que ficou ótima com uma roupagem mais Death Metal, o que mostra a universalidade do Heavy Metal.
Ótimo disco, e uma banda que merece bem mais espaço no meio underground.

Humanity Victory (Kill by Power)  

Tracklist:

01. Humanity Victory (Kill by Power)  
02. Slaves of Imagination  
03. Mirror of Death  
04. Satanchandising  
05. Evil Witness  
06. Predator of Soul  
07. Attack
08. Brutality Century  
09. Religions Plague  
10. Stronger than Never  
11. Extreme Aggression (Demo Version)


Formação:

Andy Souza - Bateria e vocais
Kleber - Guitarras 
Danilo Dill - Baixo

Contatos:

Encéfalo – Slaves of Pain (CD)



Independente – Nacional
Nota 8,5
Por Marcos Garcia

O Nordeste do Brasil sempre foi um autêntico celeiro de ótimas bandas, e em todas as vertentes do Metal desde os longíquos anos 80, pois daqueles cantos, vieram (e ainda vêm) ótimos grupos. Sempre foi e sempre será assim.
O Encéfalo, quarteto vindo de Fortaleza (CE) e adepto de um Death/Thrash Metal bruto e sem muito espaço para firulas desnecessárias, embora não abra mão de boa técnica boa e uma pegada bem pesada, chega com seu primeiro álbum, fruto de muito esforço e sangue nos olhos, Slave of Pain, após seu Demo CD, Destruction (que inclusive se encontra disponível para download gratuito aqui).
Vocais insanos variando numa proporção 85% gutural e 15% rasgado, ótimos trabalho de guitarra em bases maçiças e pesadas, bem como em solos insanos (a marca de King/Hanemann é bem evidente, embora a personalidade seja bem clara, pois há noção melódica acentuada em sua execução), cozinha que faz banquete muito bem feito, com um tempero daqueles, pois é bem variada e intensa, pegando pesado seja nos momentos mais rápidos (que também não beiram superar a velocidade da luz), seja nos mais cadenciados. E a música desses sujeitos é bastante empolgante.
A produção sonora ficou em um nível satisfatório, apesar de poder ser melhor, pois apesar da crueza extrema, deixou o trabalho instrumental da banda bem na cara, pois podemos ouvir cada um dos instrumentos sem problema. A parte gráfica é bem legal, mas igual a sonora, poderia ser melhor, já que está ausente a ficha de produção e há algumas palavras nas letras que desaparecem. Mas levemos em consideração que há muitos discos idolatrados por aí que tem ambos os aspectos (visual e sonoro) feitos de maneira tão sofrível (e aceito por muitos fãs mais die hard) que aqui chega a ser um primor, e lembrando: este CD é fruto de uma vontade férrea, sem muito apoio externo, ou seja, é evidente que a banda se bancou. E quem vive no meio underground sabe como fazer algo no nível que vemos aqui é difícil.
Em termos de música, a banda mostra uma garra ímpar em um som bem personalidade, sendo destaques bem evidentes All the Hate in My Soul, bem trabalhada e ríspida, com alguns toques de Metal Tradicional aqui e ali (mais notadamente nos solos de guitarra), com ótima base rítmica; Emptiness Brain, onde as guitarras mostram bases empolgantes, bem como há bastante variação da base baixo-bateria, bem como as vocalizações são muito boas; a mais cadenciada Reactions, onde o baixo introduz a música e mostra um bom trabalho, em uma faixa com um clima anos 80 muito bom, onde esse batera mostra ser dono de boa pegada e técnica apurada; a variada, bruta e densa Despair; a avalanche de riffs bem feitos e peso de Nightmare, que leva ao banging com extrema facilidade; a intensa, mais candenciada e thrashy Destruction; e a variada e cativante The Last Gate, com mais um show das guitarras.
Um disco muito bom, e que mostra que, apesar das dificuldades, a força e vontade de fazer algo digno superam tudo.

Reactions

Tracklist:

01. Intro
02. All the Hate in My Soul
03. Empitness Brain
04. Reactions
05. Despair
06. Nightmare
07. Destroyer
08. My Own Way
09. Destruction
10. The Last Gate
11. Slave of Pain


Formação:

Álex Maramaldo - Vocal and Guitar
Lailton Sousa - Guitar
Augusto Filho - Bass
Rodrigo Falconieri - Drums

Contatos: