6 de mai de 2017

THE WASTED – ROTTEN SOCIETY (Álbum)


2017
Independente
Nacional

Nota: 8,3/10,0


Tracklist:

1. Genocide
2. Everything is Under Control
3. Preachers of Hate
4. Heritage
5. Cannibals
6. Heart Attack
7. Hate Mankind Hate
8. Rational Madness


Banda:


Neto Silver - Vocais, baixo
Rafael Oliveira - Guitarras
Lina Kruze - Guitarras
Rodrigo Mariano - Bateria


Contatos:

Bandcamp:

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Metal mais sujo e artesanal ainda guarda boas surpresas. Isso se deve ao fato de que, no fundo, nada está esgotado em termos de potencial musical. As possibilidades criativas são infinitas, se as bandas souberem fugir do ponto comum e tiverem personalidade própria. 

E tal serviço parece não assustar o quarteto de Tatuí (SP) THE WASTED. Mesmo com apenas 5 anos de estrada, eles já tem um EP e ouve-se em “Rotten Society” uma banda com potencial para ir ainda mais longe.

Essencialmente, o grupo toca Thrash Metal, um formato híbrido de SLAYER com METALLICA e TESTAMENT. Mas só que existem influências diversificadas na mistura: um pouco de HC aqui, toques à lá ICED EARTH e JUDAS PRIEST em alguns pontos, boas linhas melódicas, e algum groove mais azedo aqui e acolá. Obviamente, a mistura que eles criaram é bem homogênea e pessoal, mas ela ainda pode ser muito explorada. E como o grupo ainda é jovem, as possibilidades são infinitas!

Traduzindo: o grupo é muito bom!

A gravação, mixagem e masterização foram feitas por Rodrigo Mariano (baterista do quarteto), e a sonoridade do grupo ficou pesada e clara, nos permitindo compreender o que o grupo está tocando e onde eles querem chegar com seu trabalho musical. Mas poderia ser melhor, pois está um pouco crua além do ponto necessário. Nada que atrapalhe, mas com um trabalho desses, a banda merece uma qualidade sonora melhor.

Pesado, intenso e empolgante, “Rotten Society” mostra uma banda que está lutando por seu lugar ao Sol com todas as forças. Mas eles têm tudo para chegar lá, já que guitarras faiscantes em bases pesadas e solos muito bons, baixo e bateria criando uma base rítmica sólida e bem trabalhada, e vocais eficientes (que podem melhor um pouco em termos de agressividade). E isso somado à multiplicidade de influências musicais que eles têm, é a receita certa para um trabalho musical de primeira.

“Rotten Society” é muito bom como um todo, mas destacam-se as seguintes canções: “Genocide” com seu andamento variado e envolvente (adornado por bases perfeitas de guitarra, fora solos melodiosos), a raivosa e sinuosa “Everything is Under Control” (aqui se percebe alguns toques de Hardcore e Thrash Metal Old School, algo vindo de “Show No Mercy”, do SLAYER), a força um pouco mais melodiosa de “Preachers of Hate” (onde a força Thrasher da banda recebe uns toques melodiosos à lá ICED EARTH, e sem mencionar o ótimo trabalho de baixo e bateria), além da força intensa, peso e agressividade de “Hate Mankind Hate” (mais uma vez, a banda mostra um trabalho técnico muito bom).

No mais, “Rotten Society” mostra como o grupo tem potencial, e se bem trabalhado, nos dará um nome forte no cenário nacional em breve.

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