27 de mai de 2017

STAUROS - Vale das Sombras (Álbum)


2014
Independente
Nacional

Nota: 8,7/10,0


Tracklist:

1. Vale das Sombras
2. Indiferentes
3. Ainda Há Tempo
4. Cidade de Refúgio
5. Estrada de Sangue
6. Apostasia
7. Tudo o Que Eu Preciso
8. Não Desista
9. Marcas da Desilusão
10. Esperando em Ti
11. City of Refuge


Banda:


Celso de Freyn - Vocais
Renatinho - Guitarras, violão
Alessandro Lucindo - Guitarras

Convidados:

Raphael Dafras - Baixo
Lucas Fontana - Bateria
Diego Maciel - Teclados
Wagner Darek – Pianos, cordas em “Cidade de Refúgio” e “City of Refuge”


Contatos

Site Oficial: http://stauros.com.br/
Bandcamp: 
Assessoria: 

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O cenário brasileiro possui muitas bandas veteranas, indo do Metal extremo aos gêneros mais melodiosos. Isso mostra como a evolução do Metal como um todo em nosso país foi bastante abrangente. Muitos lutam dentro do cenário por anos, e nem sempre são reconhecidos.

Dos anos 90, um veterano bem reconhecido é o STAUROS, de Itajaí (SC), e aqui temos o último disco de estúdio da banda até o momento, “Vale das Sombras”.

O estilo da banda é o bom, velho e forte Metal Progressivo com forte ranço de tradicional e alguma influência de Power Metal germânico, com boas melodias e muito peso. Óbvio que esta fórmula já foi usada tantas vezes nos últimos anos que de ver o rótulo, muitos torçam o nariz. Mas verdade seja dita: eles têm personalidade e fazem um trabalho de muita qualidade. E uma descrição um pouco mais simples seria dizer que o grupo segue uma linha bem próxima dos veteranos do FATES WARNING de seus primeiros trabalhos de Metal progressivo (“Awaken the Guardian” e “No Exit”), mas com muito peso e agressividade.

A produção de “Vale das Sombras” é de Karim Serri, que não só permitiu uma sonoridade pesada e agressiva, com boa dose de crueza, mas manteve um bom nível de clareza, permitindo que o grupo soe claro aos ouvidos de todos.

A arte da capa e do CD como um todo transparece a mensagem do título, por isso os tons escuros prevalecem.

O ótimo trabalho do grupo pode ser sentido em faixas como “Indiferentes” e seus belos arranjos de guitarra e teclados, na força melodiosa e envolvente de “Ainda Há Tempo”, nos lindos detalhes em pianos e cordas de “Cidade de Refúgio” (onde os vocais mostram timbres suaves muito bons), na força grooveada e moderna de “Estrada de Sangue”, na pegada mais melodiosa e introspectiva de “Tudo o Que Eu Preciso”, no peso intenso e galante de “Marcas da Desilusão” e no azedume de “Esperando em Ti” e seus arranjos pesados. E “City of Refuge” é uma versão linda em ingles de “Cidade de Refúgio”.

No mais, o STAUROS já está quase lançando seu novo disco, logo, esperemos para ver. E até lá, “Vale das Sombras” é uma ótima forma de passar o tempo.

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