27 de mai de 2017

WARBRINGER - Woe to the Vanquished (Álbum)


2017
Nacional

Nota: 9,3/10,0


Tracklist:

1. Silhouettes
2. Woe to the Vanquished
3. Remain Violent
4. Shellfire
5. Descending Blade
6. Spectral Asylum
7. Divinity of Flesh
8. When the Guns Fell Silent


Banda:


John Kevill - Vocais
Adam Carroll - Guitarras
Chase Becker - Guitarras
Jessie Sanchez - Baixo
Carlos Cruz - Bateria


Contatos:

Bandcamp:
Assessoria:

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Os Estados Unidos estão vendo o ressurgir do Thrash Metal por todo o país. Agora, não existe a polarização da Costa Lesta (Nova York e adjacências) e Costa Oeste (San Francisco e cidades vizinhas). E nomes fortes como MUNICIPAL WASTE, HAVOK, LAZARUS A. D. (que está sumido) tem dado a tônica dessa revival que, apesar de tudo, é extremamente positivo. E o WARBRINGER, vindo de Ventura, na Califórnia, é mais um que chega para detonar os ouvidos e causar surtos de slam dancing. Especialmente por conta da versão nacional de “Woe to the Vanquished”, que a Shinigami Records colocou nas prateleiras.

Aqui é Thrash Metal!

Pesado, com muito da pegada empolgante da Bay Area, mas agressivo de moer os tímpanos. Óbvio que o grupo tem referências no passado, em bandas como EXODUS e SLAYER, mas existe uma personalidade brutal e intensa no trabalho do quinteto. E acho que a motivação deles é: fazer música de alta qualidade, mas que deixa os ouvidos alheios apitando e os pescoços arrebentados!

Tendo as mãos de Mike Plotnikoff cuidando da produção e mixagem, mas a masterização de Howie Weinberg. O resultado do trabalho deles é uma sonoridade agressiva e seca, o que nos possibilita compreender claramente todos os instrumentos e arranjos de cada uma das músicas. Mas o peso e agressividade vêm dos timbres instrumentais, que foram muito bem escolhidos. Tudo da melhor qualidade possível, fazendo com que o grupo soe selvagem e agressivo, mas atualizado.

A arte da capa é de Andreas Marschall. E ela ficou bem caprichada, cheia de detalhes, mas com um feeling de despojo e certo “q” de anos 80.

Usando de muitos blast beats e bumbos duplos, riffs insanos e ganchudos, baixo pulsando em velocidade frenética, e vocais normais com tons gritados, não tinham como errar, e usando de arranjos esmerados e muita personalidade, fizeram um disco primoroso.

Oito voadoras sonoras no peito dos peitos compõem o massacre sonoro de “Woe to the Vanquished”, e todas são canções ótimas. Mas destacam-se a violenta e cheia de ritmos alternados “Silhouettes” (que trabalho absurdo de baixo e bateria, criando uma base sonora chapante e insana), o mata-leão insano e pesado de “Woe to the Vanquished” e suas guitarras marcantes e insanas (além da presença de blast beats nervosos), o mamute insano e empolgante de “Remain Violent” (o andamento diminui de velocidade, mas os vocais estão ótimos, além dos ótimos backing vocals), o massacre intenso com a serra elétrica em brasa chamada “Spectral Asylum”, e a longa e multi-variada “When the Guns Fell Silent”(que é permeada por lindas melodias introspectivas e um feeling de melancolia agressiva que chega a nos encher os olhos de lágrimas). Mas todas as faixas são excelentes, uma trituração de ossos de primeira grandeza!

Isso sim é Thrash Metal levado a sério, com muita personalidade e sangue nos olhos!

E fica claro que o WARBRINGER é um nome forte nessa nova geração, sem sombra de dúvidas!




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