28 de mai de 2017

RIFFOCITY - Under a Mourning Sky (Álbum)


2017
Importado

Nota: 9,3/10,0

Tracklist:

1. Hail Thy Father
2. Arnis Oblivion
3. Bitter Sunday
4. Fortunes of Death
5. This Eternal Secret Lies Above
6. From Inside the Arrows Come
7. Isolation
8. Perished Unloved
9. Under a Mourning Sky
10. Above the End


Banda:



Thomas Trampouras - Vocais
Giorgos Lezkidis - Guitarras, backing vocals
Dimitris Kalaitzidis - Guitarras, backing vocals
Panos Savvas - Baixo

Convidados:

Bob Katsionis - Guitarra solo em “Above the End”
Constantin Maris - Vocais


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Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Uma das características mais interessantes do Metal como um todo é sua capacidade de mudar, de crescer e evoluir a partir de um estilo. Quantas e quantas experimentações já não renderam novos gêneros e possibilidades dentro do gênero?

As possibilidades são infinitas, dependendo apenas dos músicos. E em termos de criatividade, as bandas da Grécia tem se mostrado capazes de arcar com desafios bem difíceis e se saírem bem. Deve ser o sangue de Alexandre, o Grande. E grandioso é o trabalho do RIFFOCITY, banda de Serres (Macedônia Central), que nos brinda com o excelente “Under a Mourning Sky”, seu primeiro álbum.

O grupo mostra uma criatividade imensa, pois misturaram o Thrash Metal mais raivoso de METALLICA, TESTAMENT e MEGADETH com o toque melodioso do ICED EARTH, permitindo assim surgir um híbrido renovado e pronto para tomar o mundo de assalto. E mesmo alguns arranjos com teclados entram no meio da massa sonora de ótimos riffs agressivos (e solos melodiosos), vocais com timbres agressivos da voz normal (e bem próximos ao estilo de Matt Barlow nos momentos mais calmos), e uma base rítmica intensa, pesada e bem trabalhada.

E assim, o quarteto mostra que tem personalidade e estilo bem próprio.

Tendo mixagem e masterização feitas por Bob Katsionis (guitarrista e tecladista do FIREWIND) no Symmetry Studio, não é à toa que “Under a Mourning Sky” soe tão bem aos ouvidos, sendo capaz de soar agressivo e poderoso, mas com clareza instrumental e vocal. Ou seja, o disco é capaz de soar agressivo e elegante sem nenhum problema.

E a arte da capa expressa os contrastes existentes no trabalho musical do grupo, pois é elegante e azeda (mostrando uma imagem de Cronos, o titã), mas com uma forte agressividade subjetiva devido ao contraste de cores.

Melhores momentos do disco: as misturas de riffs agressivos de guitarras contrastando com teclados melodiosos em “Hail Thy Father” e “Arnis Oblivion” (onde o lado mais melodioso e com grande influência de ICED EARTH fica bem evidente, especialmente nos vocais), a base rítmica de baixo e bateria em “Bitter Sunday” (cheio de ótimos arranjos, com a agressividade sendo explicitada de forma maravilhosa), a força melodiosa e envolvente que surge de forma bem espontânea em “Fortunes of Death” (mais uma em que os vocais mostram um trabalho muito bom), a mezzo melódica mezzo agressiva “From Inside the Arrows Come”, além da pegada pesada e belíssimo trabalho de arranjos nas linhas melódicas e harmonias de “Under a Mourning Sky” e “Above the End”.

Mais um grande nome do cenário Metal da Grécia, com muito potencial, e que só precisa de uma ouvida sua para que o futuro deles possa ser grandioso.

Ponho fé e recomendo!



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