4 de jul de 2017

THE UNITY - The Unity (Álbum)


2017
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Tracklist:

1. Rise and Fall
2. No More Lies
3. God of Temptation
4. Firesign
5. Always Just You
6. Close to Crazy
7. The Wishing Well
8. Edens Fall
9. Redeemer
10. Super Distortion
11. Killer Instinct
12. Never Forget


Banda:


Gianba Manenti - Vocais
Henjo Richter - Guitarras
Stef E. - Guitarras
Jogi Sweers - Baixo
Sascha Onnen - Teclados
Michael Ehre - Bateria


Contatos:

Bandcamp:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Quando se fala em cenas nacionais de Metal pelo mundo, é impossível não prestar atenção no Metal alemão. Em termos de projeção e importância, a Alemanha sempre foi um grande criadouro de bandas de projeção, bem como daquelas que delinearam estilos bem particulares. É impossível não admitir o quanto ACCEPT foi importante para a consolidação do chamado Metal “Made in Germany”, bem como bandas como HELLOWEEN, SODOM DESTRUCTION, KREATOR, GAMMA RAY, MYSTIC CIRCLE e outros continuaram mantendo a chama acesa. E como é bom poder ver que a coisa continua a mil por lá, pois com uma força da Shinigami Records, podemos comprovar isso graças ao primeiro disco do sexteto THE UNITY, que leva o nome da banda.

Fundado por Michael Ehré (bateria) e Henjo Richter (guitarras), ambos do GAMMA RAY, e tendo outros músicos com ampla experiência musical, a idéia inicial é que estamos diante de um grupo de Power Metal. Mas enganam-se: o THE UNITY foca seu trabalho em uma musicalidade que mixa o Hard Rock com o Metal alemão clássico (ou seja, peso e melodia equilibrados), mais alguns elementos do Classic Rock e do AOR. Pode aparentar que a fórmula não é nova (e de fato não é), mas nas mãos de quem sabe o que faz e tem isso no coração, ganha vida, energia, intensidade e é muito envolvente.

“The Unity” é um disco apaixonante, sem sombra de dúvidas!

Gravado no B Castle Studio, de propriedade de Michael Ehré, sob custódia do próprio sexteto, garantindo timbres fortes e consensuais com o que a banda queria para o disco e suas músicas. A mixagem e a masterização, feitas por Miquel A. Riutort, ajudaram a banda a soar pesada, coesa, melódica, mas clara e com as músicas e seus arranjos plenamente compreensíveis.

A capa é uma criação de Alexander Mertsch (que já fez trabalhos para bandas como DEEP PURPLE, GAMMA RAY, STATUS QUO e EUROPE), e ficou muito bonita, perfeita para um disco de estréia.

O trabalho do THE UNITY se baseia em um trabalho ótimo de guitarras (riffs ganchudos e solos bem melodiosos) um trabalho pesado e coeso de baixo e bateria, vocalizações de primeira, backing vocals encaixados nos momentos certos, e a concepção de cada refrão é perfeita (ouve-se, não se esquece mais), além de uma dinâmica perfeita de arranjos musicais. E isso transpira pelo disco todo, fora uma enorme espontaneidade. E todos esses fatores nivelam “The Unity” por cima, sendo difícil destacar uma ou outra canção.

Melhores momentos (para mera referência aos leitores):

“Rise and Fall” - Como faixa de abertura, ela tem uma enorme responsabilidade. Mas ela passa no teste com nota máxima e merecendo aplausos, já que temos uma típica faixa forte e envolvente, com um refrão maravilhoso e belo trabalho de vocais e teclados, fora os backing vocals nos corais.

“No More Lies” - Pesada e com um jeitão mais voltado ao Heavy Metal, as linhas melódicas das guitarras se encaixam perfeitamente na base rítmica sólida e variada. Mas ao mesmo tempo, alguns toques do Hard clássico dão um toque de refinamento musical. E baixo e bateria estão muito bem. E é a faixa que a banda escolheu para primeiro vídeo oficial de divulgação.

“God of Temptation” - Mais cheia de classe e melodias lindas, vai nos embalando perfeitamente. Reparem como esse andamento não muito veloz privilegia a força das guitarras e seus riffs, fora mais um refrão bem envolvente.

“Firesign” - Iniciando com uma belíssima introdução de teclados e cordas limpas, logo a pegada pesada característica do Metal alemão se faz presente, contrastando momentos mais melodiosos com outros mais pesados. E novamente, que refrão!

“Close to Crazy” - Como as guitarras da banda tecem linhas melodiosas muito bonitas e pesadas, mas sem que a atmosfera Hard seja perdida. Mais uma vez, os teclados aparecem bastante, fora os ótimos backing vocals.

“The Wishing Well” - Por ter uma clara influência de Hard/AOR, esta é bem acessível, musicalmente falando. Mas nada que impeça o grupo de apresentar melodias altamente ganchudas e outro refrão que gruda como chiclete. E que vocais!

“Edens Fall” - Outra em que o enfoque é todo nas melodias mais acessíveis, dando aquele jeitão meio anos 80 de grandes bandas de Classic Rock e Hard Rock. Momentos mais introspectivos com belos arranjos nas guitarras contratam com outros mais grudentos e elétricos (onde se percebe a força de baixo e bateria). E novamente, os arranjos de teclados e vocais estão perfeitos.

“Redeemer” - Outra que remete ao Hard/Classic Rock pela beleza e riqueza de arranjos instrumentais, especialmente as partes grandiosas dos teclados. E como baixo e bateria mostram peso.

“Never Forget” - Mezzo pesada, mezzo melodiosa e complemente sedutora, percebe-se claramente o quanto o grupo se diferencia, o quanto são caprichosos musicalmente falando, com refrão ótimo, arranjos musicais bem feitos e a dinâmica entre a parte instrumental e os vocais é excelente.

No mais, o trabalho do THE UNITY é maravilhoso, bem vindo e merece aplausos. E “The Unity” é um discão, muito divertido e os coloca no patamar de uma das grandes revelações do Metal de 2017!


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