16 de jul de 2017

THE CHARM THE FURY - The Sick, Dumb & Happy (Álbum)


2017
Nacional

Nota: 9,3/10,0

Tracklist:

1. Down on the Ropes
2. Echoes
3. Weaponized
4. No End in Sight
5. Blood and Salt
6. Corner Office Maniacs
7. The Future Needs Us Not
8. Silent War
9. The Hell in Me
10. Songs of Obscenity
11. Break and Dominate


Banda:


Caroline Westendorp - Vocals
Rolf Perdok - Guitarra solo
Martijn Slegtenhorst - Guitarra base
Lucas Arnoldussen - Baixo
Mathijs Tieken - Bateria


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Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Vez por outra, bandas jovens chegam e vão dando logo um cartão de visitas inusitado nos ouvintes: uma autêntica voadora no meio dos cornos, de tanta vitalidade, agressividade e vontade de fazer música, de ser tonar grande e conhecido. E nisso, o quinteto THE CHARM THE FURY, de Amsterdã (Holanda), já chega disposto a não deixar pedra sobre pedra com “The Sick, Dumb & Happy”, seu segundo disco, que acaba de sair por aqui pela colaboração da Shinigami Records com a Nuclear Blast Brasil.

Abrasivo, moderno e cheio de breakdowns e Groove intenso, é evidente a vocação extrema desse quinteto insano, mas sempre com melodias dando um contorno perfeito à música que eles executam. Tentando definir o que se houve: é um som moderno e agressivo, com claras influências de PANTERA de um lado, alguma coisa de Metalcore e New Metal aqui e ali, mas como dito, a vocação do quinteto é de detonar os ouvidos alheios, especialmente daqueles babaquinhas que falam que Metal bom é só de 1989 para trás. É áspero e bem feito, agressivo e com boas melodias, fora que a vitalidade deles é absurda!

Sintetizando: é excelente, abusivamente pesado e decididamente ganchudo!

A produção é do baterista Mathijs Tieken, com retoques dados por Daniel Gibson e Robert Westerholt, mais a mixagem de Josh Wilbur (exceto em “Silent War”, onde foi feita por Stefan Glaumann) e a masterização de Ted Jensen (exceto em “Corner Office Maniacs” e “Silent War”, masterizadas por Brian “Big Bass” Gardner). Tudo pensando em garantir uma qualidade sonora absolutamente soberba e pronta para arrebentar tímpanos não iniciados.

As ilustrações e design são de Robert Sammelin, que fez algo bem fora do convencional. Visualmente, temos foco no amarelo, e nunca pensaríamos que viria um murro desses nos dentes, mas a arte gráfica ficou ótima.

É melhor não tentar rotular o som do THE CHARM THE FURY, pois eles não são convencionais. O trabalho deles é fantástico, com uma sonoridade moderna e abrasiva, mas sedutora devido ao escopo melodioso. Além disso, o talento do quinteto em termos de composição é inegável. Ótimos vocais (a vocalista Caroline Westendorp nos mostra interessantes possibilidades, sendo bem diferente de outras vocalistas de Metal mais extremado), as guitarras de Rolf Perdok e Martijn Slegtenhorst se completam, criando riffs abusivamente insanos e pesados, e solos de bom gosto. E a base rítmica de Lucas Arnoldussen (baixo) e Mathijs Tieken (bateria) é técnica, pesada e concisa, criando ritmos insanos e dando sustento rítmico ao trabalho da banda como um todo.

Chega a ser covardia destacar essa ou aquela canção, pois “The Sick, Dumb & Happy” nasceu para se tornar uma referência para muitos. Mas para começarem, indicamos a ótima e grooveada “Down on the Ropes” e sua pegada ganchuda, recheada de ótimas guitarras e um refrão ótimo; os contrastes de timbres extremos e suaves dos vocais em “Echoes” e sua levada mais cadenciada e azeda (além de solos carregados de “wah-wah”); a porrada abrasiva chamada “Weaponized” e sua levada modernosa e sua base rítmica concisa e técnica (reparem nos backing vocals furiosos); as melodias sob a pancadaria sólida de “No End in Sight” (mais uma vez, guitarras fenomenais); a experimental e intensa “Blood and Salt” (recheada de vocais limpos maravilhosos); a lenta e introspectiva “Silent War” (juro que é estranho uma música assim, uma balada, em um disco desses, mas ela é algo de maravilhoso, cheia de feeling e mostrando como os vocais são extremamente versáteis, usando timbres limpos e acessíveis); a paulada moderna de “Songs of Obscenity” (muitas influências de Metalcore e New Metal se aliam para criar uma massa sonora de impacto, mas dinâmica, onde baixo e bateria estão muito bem), e a ganchuda e envolvente “Break and Dominate”.

Ainda bem que temos acesso a um disco desses, pois o THE CHARM THE FURY chega e conquista com “The Sick, Dumb & Happy”. É a revelação do ano, sem sombra de dúvidas!




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