26 de mar de 2017

TEARS ÖF RAGE – Tears öf Rage (Álbum)


2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 7,5/10,0


Tracklist:

1. Walk in the Valley of the Shadows of Death
2. Devil’s Child
3. Tears of Rage
4. Vengeance
5. Across the Bridge
6. Eternal Torment
7. Collapses in Paradise
8. Curse of Eternity


Banda:


Cleber Reis - Vocais, guitarras
Luan Mussoi - Guitarras
Cristian Porto - Baixo
Guilherme Adamatti - Bateria


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Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Atualmente, o Metal é um estilo essencialmente underground. Mais de 90% das bandas existentes está ou em selos pequenos ou soltam seus trabalhos de forma independente, usando a raça e a vontade como matizes ara sua música. E esse é o caso do quarteto TEARS ÖF RAGE, de Caxias do Sul (RS), que nos chega por meio de seu primeiro trabalho, que leva o nome do grupo.

Usando de uma fórmula que é 80% baseada no Metal tradicional (tanto da escola inglesa como da germânica), mais 20% de Thrash Metal (devido a alguns arranjos das guitarras e alguns vocais), o grupo se sai bem. O grupo mostra personalidade em seu trabalho, e embora ainda seja uma banda jovem (e que precisa de alguns pequenos ajustes), o que lhes falta de maior experiência, lhes sobra de energia e força de vontade, tornando a audição de “Tears öf Rage” algo agradável.

O calcanhar de Aquiles do disco, como em grande parte das produções nacionais do gênero, está justamente na qualidade sonora. Embora muito boa, soa crua além do necessário para o estilo sonoro deles. Óbvio que está muito longe de ser algo ruim ou mesmo de difícil compreensão, mas poderia ter sido algo um pouco mais burilado, mais limpo. E no que tange a arte visual, a arte usa dos bons e velhos clichês já conhecidos, mas continuam tão funcionais como sempre foram.

Nos cinco anos de existência que separam a fundação do grupo e o lançamento do CD, percebe-se que os caras trabalharam muito duro, montando composições com boas linhas melódicas e personalidade. Aqui, a energia da banda mostra-se deliciosamente sedutora, com arranjos de fácil assimilação, belas guitarras e tudo nos conformes.

Melhores momentos do CD: o trabalho ótimo de baixo e bateria que a banda mostra na dinâmica “Walk in the Valley of the Shadows of Death” (reparem como usam de momentos não muito usuais ao estilo em muitas partes); a agressividade densa de “Devil’s Child” (assentada sob um andamento típico do Metal tradicional, mas onde as guitarras fazem a diferença); e pegada mais pesada e direta de “Tears of Rage”; o andamento grudento em “Vengeance” (a cabeça balança sozinha, de tão envolvente que a canção é); a força rítmica de “Collapses in Paradise” e suas mudanças de tempo; e aquela dose de maior acessibilidade musical que se tem em “Curse of Eternity” (um refrão muito bom, além de vocais com bons timbres).

Uma produção um pouco melhor e alguns shows a mais ajudarão a banda a chegar ao ponto dos ótimos nomes da cena nacional. Mas por agora, “Tears öf Rage” é um disco muito bom.

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