26 de mar de 2017

KOSMUS – Kosmus (álbum)


2017
Nacional

Nota: 7,5/10,0


Tracklist:

1. Intro
2. Nightfall
3. Chaos Surrounding My Soul
4. Kosmus
5. Final Destination
6. Cor


Banda:


Pedro Acker - Vocais, guitarra
Sebastian Viret - Guitarra
Daniel Ohnesorge - Baixo
Felipe Novellino - Teclados 
Guilherme Giglio - Flauta, saxofone
Leonardo Santiago - Bateria 


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Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Rock Progressivo e suas vertentes foram estilos de sucesso nos anos 70, época em que gigantes como JETHRO TULL, YES, PINK FLOYD e outros encontraram sua maior prevalência. Dos anos 80 para cá, o estilo ficou sumido, e por este motivo, são raros os nomes jovens que estão lançando discos. Mas é muito bom poder conhecer o trabalho do grupo carioca KOSMUS, que nos chega por meio de seu primeiro trabalho, o álbum “Kosmus”.

A banda investe em uma forma de música que, na maior parte do tempo, é mais intimista e melodiosa do gênero, com toques de Jazz e Fusion, com um bom nível técnico e muitas viagens progressivas virtuosas. Mas ao mesmo tempo, há claros elementos de Prog Metal aqui e ali, e mesmo alguns vocais com tons mais agressivos (sim, referências claras a influência do Metal extremo) e riffs de guitarra com timbres abrasivos, o que permite que o estilo do sexteto seja bem atual, longe de soar datado. E o melhor de tudo, único.

Produzido, mixado e masterizado pelo vocalista/guitarrista Pedro Acker, o disco poderia ter uma sonoridade melhor, já que o nível de crueza está um pouco além do que a música do grupo precisa. Óbvio que está claro e compreensível, mas poderia ser melhor. Mas mesmo assim, é suficiente para percebermos que o trabalho deles é muito bom.

O grupo, nessa característica híbrida que ostenta, eles sabem criar bons arranjos e momentos grandiosos, além de nos seduzir com melodias muito bem pensadas. A técnica instrumental individual de cada um dos integrantes flui de forma espontânea, sem ser uma aula de autoindulgência que só entediaria os ouvintes. 

Em “Nightfall”, a banda mostra uma canção híbrida entre o intimismo jazzista, o virtuosismo do Progressivo e elementos do Metal e alguns vocais urrados, mas sempre sendo consensual e inteligível, com belo trabalho dos vocais e dos teclados. Na longa “Chaos Surrounding My Soul”, onde se destacam saxofones e o trabalho técnico e consistente da base rítmica, mas mesmo assim, se preparem para momentos pesados e com vocais extremos. Em “Kosmus”, uma instrumental bem interessante e intimista, com um trabalho belíssimo das guitarras. “Final Destination” já se mostra mais voltada ao Prog Metal, com bastante peso nas bases de guitarra com tons abrasivos modernos, mas com sutis partes de teclados muito bem encaixadas. E em “Cor”, temos a volta das partes mais calmas típicas de locais mais intimistas, e que belíssimos arranjos de teclados, baixo e saxofones.

Eles são talentosos e sabem o que querem de sua música. Mas uma produção mais esmerada os ajudará a chegar ainda mais longe.

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