A gravadora Hellion Records acaba de lançar o novo álbum da banda BEYOND THE BLACK, a mais nova sensação do Symphonic Metal mundial. O trabalho se chama “Lost In Forever” foi lançado no Brasil com uma nova capa e mais 4 musicas inéditas – “The Other Side”, “Dim The Spotlight”, “Our Little Time” e “Rage Before The Storm”. O CD se encontra disponível nas melhores lojas do ramo e com o selo de qualidade Hellion Records.
O BEYOND THE BLACK é atualmente formado por Jennifer Haben (vocal), Christian Hermsdörfer (guitarras e vocais), Tobias Lodes (guitarra e backing vocal), Jonas Roßner (teclados), Stefan Kerkenhoff (baixo) e Kai Tschierschky (bateria). Este sexteto imediatamente colocou o público do Metal em euforia na turnê headliner do álbum “Lost In Forever” em novembro passado, assim como na turnê de apoio da banda Scorpions durante o mesmo mês na Alemanha e França.
A Hellion Records acaba de lançar no Brasil o novo álbum do PAIN OF SALVATION, “In The Passing Light Of Day”. O novo trabalho saiu no país em versão digipack exclusiva e com tiragem limitada a 1000 cópias. A banda PAIN OF SALVATION é um dos destaques da edição #218 da revista Roadie Crew – capa do Helloween. O líder, vocalista e guitarrista Daniel Gildenlöw conversou com o jornalista Daniel Dutra e disse todos os detalhes sobre o novo álbum.
“In the Passing Light of Day” está diretamente ligado ao grave problema de saúde por que passou Daniel Gildenlöw há pouco mais de dois anos – o guitarrista, vocalista e líder do PAIN OF SALVATION foi acometido por uma bactéria que começou a devorar a carne de suas costas, causando o que se chama de infecção estreptocócica, e precisou de cirurgias no período em que esteve hospitalizado. Recuperado, levou a música do quinteto – completado por Ragnar Zolberg (guitarra e vocais), Gustaf Hielm (baixo), Daniel Karlsson (teclados) e Léo Margarit (bateria), formação estável desde 2011 – a um novo patamar de beleza, intensidade e energia.
Confira um trecho da entrevista:
Qual a mensagem de In the Passing Light of Day?
Daniel: É basicamente sobre o tempo em que fiquei no hospital, especialmente os primeiros dias. Estava realmente lutando contra uma doença que pode matar. A dor agia muito rápido, e eu percebia a preocupação dos médicos. Foi muito difícil, então me concentrei em fazer um álbum sobre essa experiência. Ficava deitado esperando os remédios fazerem efeito, os antibióticos agirem rapidamente no corpo, mas comecei a sentir a dor piorando e subindo as costas, então comecei a pensar na vida, no que estava passando, nas minhas prioridades. Decidi usar esse ponto para seguir com as músicas, que são o estado mental em que me encontrava naquele momento.
Com novo projeto gráfico dando uma cara diferente para a publicação, a edição #218 (março, 2017) da revista ROADIE CREW, que estará nas bancas de todo o Brasil a partir do dia 10 de março, traz em sua matéria de capa um super especial com o Helloween. Para adquirir a revista Roadie Crew pelo site acesse – http://www.roadiecrew.com/anteriores.php– ou entre em contato pelo telefone (11) 5058-0447.
Conhecido por sua personalidade, versatilidade, e performance impressionante.
Nascido em Zanzibar na Tanzania, com o nome de Farrokh Bulsara, Freddie Mercury como ficou conhecido, foi único e extraordinário em todos aspectos.
Como vocalista principal do Queen ou em sua carreira solo, os sucessos se acumularam ao longo de sua carreira.
Um de seus maiores fãs, o cantor Alírio Netto topou o desafio de juntamente com sua parceira, a cantora Livia Dabarian, definir o melhor repertório e montar o espetáculo Freddie Mercury Revisited com releituras em versões intimistas para voz e piano dos grandes momentos da carreira de Freddie Mercury.
O espetáculo teve seu “debut” no Triad Theater em Nova York no dia 20 de dezembro de 2016 e estreará no Brasil no dia 13 de maio de 2017, sábado no Teatro Bradesco em São Paulo.
Músicas como “Who Wants to Live Forever”, “We Are the Champions”, “Under Pressure”, “Somebody to Love”, “Love of My Life”, e muito mais fazem parte do repertório que emociona o público.
Alírio e Livia, tiveram ainda a grande honra e oportunidade de protagonizar a versão brasileira do musical “We Will Rock You” no papel de Galileo e Scaramouche. Sucesso mundial, “We Will Rock You” já foi visto por mais de 15 milhões de pessoas em 17 países e estreou no Brasil em 2016 sendo um sucesso de crítica e público.
No curriculum de Alírio, estão ainda várias produções operísticas como o grande sucesso “Carmem” além do papel de Jesus na produção mexicana de “Jesus Cristo Superstar” e de Judas na produção brasileira do mesmo musical pelo qual foi escolhido pelo jornal O Estado de São Paulo como Melhor Ator de Musicais de 2014. Alírio já gravou álbuns com as bandas Khallice e Artemis com quem tocou inclusive no Rock in Rio e acaba de lançar meu primeiro CD solo “João de Deus”.
Já Livia começou sua carreira aos 8 anos no grupo infantil Oxigenios. Já fez de tudo um pouco, filmes, programas de televisão, cantou em bandas que viajaram o mundo em navios e acabou se formando na American Musical and Dramatic Academy em Nova Iorque. Desde que retornou ao Brasil, foi a cantora principal do navio Island Star cantando por todo Brasil e Europa, ganhou o reality show “Dançando na Broadway” exibido pelo canal Multishow, foi Rita Cadillac no musical “Chacrinha” e esta atualmente no elenco do espetáculo “Vamp”.
O Metal alemão influenciou muitas outras escolas pelo mundo todo, inclusive a brasileira. Refrãos marcantes, corais raçudos, riffs bem trabalhados, solos melodiosos e vocais ríspidos são alguns elementos mais seminais do Heavy Metal “made in Germany”. E na raiz disso tudo está o quinteto ACCEPT, com 40 anos de experiência e muitos clássicos na bagagem. E celebrando a ótima fase em que a banda está, lançando discos candidatos a novos clássicos e sendo bem recebidos em todos os shows que fazem, eles resolveram comemorar lançando “Restless and Live”, um duplo CD e DVD ao vivo.
Tudo bem, sabemos que o ACCEPT tem discos ao vivo excelentes como “Staying a Life” e “The Final Chapter”, mas faltava um registro ao vivo com a atual formação. Não falta mais e, além disso, o pacote tem um duplo ao vivo em CD fabuloso, gravado no na edição de 2015 do famoso festival “Bang Your Head!!!”, na cidade de Balingen (Alemanha). E o resultado não poderia ser melhor, pois se não superar seus antecessores, “Restless and Live” é tão bom quanto, trazendo clássicos de suas fases do passado, e muitas músicas ótimas do presente. Ou seja, o ACCEPT, diferente de tantas bandas de sua época, continua firme, forte e incansável.
A atual formação soa coesa, forte e fazem um show excelente. O baterista Christopher Williams segura bem a força rítmica da bateria, e por ser mais jovem que seus antecessores, tem uma pegada muito pesada, e o guitarrista Uwe Lulis (ex-GRAVE DIGGER e REBELLION) se encaixou perfeitamente no grupo, com sua guitarra soando firme e seus backing vocals ajudando bastante. Esses dois são novatos, e os mais experientes estão excelentes: o timbre de voz de Mark Tornillo encaixa perfeitamente na banda, fazendo bonito tanto nos clássicos antigos como nas músicas de sua fase; Pete Baltes continua sendo o baixista eficiente de sempre, sempre sem exagerar na técnica, preferindo dar substância pesada à base rítmica do quinteto. E Wolf Hoffmann está estupendo nas guitarras, com riffs sensacionais e solos que ainda possuem grande influência de música clássica. Esses cinco juntos formam um páreo duro de ser batido ao vivo, ainda mais porque a postura da banda ao vivo é excelente.
A qualidade do que se ouve e se vê nesse show é absurda. A captação é feita por muitas câmeras (parece que foram 12 no total), edição e takes perfeitos, dando a sensação real de que estamos no show. Mas que isso, só se realmente estivéssemos lá. Um trabalho ótimo de Benhard Baran (direção e edição de vídeo) e de Andy Sneaps (mixagem e edição de som). E o encarte, cheio de fotos e detalhes do DVD. Mas a dedicatória da banda aos fãs, logo na página dois, é de encher os olhos dos mais veteranos no meio de lágrimas.
Sobre as músicas, basta dizer que o ACCEPT soube balancear o setlist, já que temos músicas de “Blind Rage” (já que era a tour de divulgação do álbum), omitindo músicas apenas de “Russian Roulette”, “Eat the Rich”, “Death Row” e “Predator”, além da fase anterior a “Breaker”. De resto, está tudo perfeito, focando mais os 3 últimos álbuns.
No DVD, haja fôlego, pois o show é fabuloso!
“Stampede”, “Stalingrad”, a dobradinha clássica com “London Leatherboys” e “Restless and Wild”, “200 Years”, o retorno de “Midnight Mover”, além de “Teutonic Terror”, além dos clássicos maiores do grupo (“Fast as a Shark”, “Metal Heart” e “Balls to the Wall”) são exibições de gala para todas as gerações de fãs do grupo. E sem comentar nomes: alguns medalhões, se verem esse show, sentirão dores de braço inteiro, e não só de cotovelo, já que o ACCEPT mostra tesão, paixão e poder ao vivo, coisa que alguns estão devendo aos fãs a anos.
E é justamente no setlist dos CDs que encontramos versões ótimas para velhos clássicos, como “Starlight” (de “Breaker”), “Bulletproof” (única da fase como quarteto dos anos 9º que está presente), “Demon’s Night”, entre outras. Tudo com qualidade de áudio perfeita para garantir sua diversão.
Com uma banda como ACCEPT na ativa, muitos novatos ainda vão ter que suar a camisa.
E “Restless and Live”, recém lançado, comemora com chave de ouro os 40 anos de uma lenda vida do Metal!
Poucas bandas podem bater no peito e dizer que são importantes na consolidação dos elementos do que formariam o Metal e o Hard Rock. Aliás, poucos são aqueles que possuem o status de ídolos do Rock eternos, cuja menção do nome é recebida com muita reverência. Um deles é o do quinteto Hertford (Inglaterra) DEEP PURPLE, que mesmo em meio a choques de ego e mudanças de formação, tem uma história recheada de discos clássicos e muitos shows. Aliás, o grupo ostenta uma das maiores discografias em termos de ao vivo de todo o Rock’n’Roll. E a Shinigami Records acaba de colocar no mercado brasileiro a versão em DVD de “California Jam 1974”.
Para quem não lembra ou não sabe, o California Jam foi um festival que aconteceu em Ontario, Califórnia, em 06/04/1974. O festival foi produzido pela ABC Entertainment, em conjunto com Sandy Feldman e Leonard Stogel. As partes de coordenação, booking das bandas e fez a divulgação foram responsabilidade da Pacific Presentations. O cast mataria qualquer radicalóide do coração:
RARE EARTH EARTH, WIND & FIRE EAGLES SEALS AND CROFTS BLACK OAK ARKANSAS BLACK SABBATH DEEP PURPLE EMERSON, LAKE & PALMER
Ao mesmo tempo, este foi um dos primeiros shows da MK III, trazendo os novatos David Coverdale e Glenn Hughes, além dos experientes Ritchie Blackmore, Jon Lord e Ian Pace. E apesar de tudo, o quinteto está com um desempenho excelente, mostrando que existia vida após Ian Gillan e Roger Glover terem saído (Glenn não para quieto). E nem é preciso dizer o estado de hipnose que o grupo exerceu sobre os 400.000 espetadores. Óbvio que existem os problemas de Ritchie ter posto fogo em uma parede de amplificadores e ter atingido uma câmera ao final do show, levando a banda a sair às pressas após deixar o palco, e de helicóptero, para não serem presos pelas autoridades locais.
Fora isso, este é um show maravilhoso, ainda mais com algumas melhorias introduzidas pelo moderno tratamento de imagens dado por Rolf Mehler (restauração) e Stephan Liehr (edição adicional), fora o som estar ótimo. E isso a partir de gravações dos anos 70. Logo, se preparem, pois alguns defeitos estão claros (como a sujeira na lente de uma câmera em “Burn”), e o som é o que já conhecemos de outras vezes: visceral, gorduroso, mas limpo, com o nível de qualidade que o grupo sempre impôs. Óbvio que alguns podem reclamar to trabalho feito, mas está excelente, sem sombra de dúvidas.
E o encarte trás muitas fotos da época, fora um longo depoimento Geoff Barton sobre o evento em si (que muitas vezes é comparado ao Woodstock Festival) e sobre o próprio show do DEEP PURPLE (as tretas entre eles e o EMERSON, LAKE & PALMER sobre quem seria o “headliner” são históricas).
O setlist tem sete canções, focadas bastante no recém-lançado “Burn” (que chegara às lojas em 15/02/1974), como a incendiária “Burn”, que mostra belíssimo desempenho de Glenn, mas ao olhar para Ian na bateria, se percebe o motivo dele ser um dos bateristas mais influentes do Metal, tanto por sua técnica como por sua pegada pesada (e um vídeo foi feito justamente dela para divulgação); “Might Just Take Your Life”, onde se percebe a força das teclas impostas por Jon Lord, bem como sua técnica (o homem não era de fazer pano de fundo para ninguém); a porrada Hard clássica de “Lay Down, Stay Down” (onde a diferença é feita pelas guitarras de Ritchie, que mostra toda sua versatilidade e veia Rocker), mesmo com alguns toques de Soul nos vocais de Glenn e David (e isso iria causar mais tarde a saída de Ritchie); a clássica e bluesy “Mistreated” (novamente, Ritchie faz a diferença com um riff bem peculiar, além de uma interpretação fenomenal de David), e “You Fool No One”. Mas existem aquelas canções que são indispensáveis nos shows do DEEP PURPLE, como o hino “Smoke on the Water”, onde a versão clássica é respeitada, mas o contraste entre o que foi feito pela MK II e a MK III fica explicitado, mas por isso mesmo, ótimo (e é interessante ver Jon sair de trás de seus teclados e vir falar com a audiência e apresentar a canção); o forte e acentuado toque de Blues e Soul, mais uma forte dose de improvisação presentes em “You Fool No One/The Mule”. Agora, “Space Truckin’”, emu ma tradição do Purple, dos meros quase cinco minutos da versão de estúdio (imortalizada em “Machine Head”) mais uma vez vira uma gigante de improvisação, atingindo mais de 25 minutos de duração, com belíssimos solos de Ritchie (se ele já foi chamado de “Don Juan das Seis Cordas” uma vez em uma antiga revista, aqui mostra o porquê merece este título) e Jon (o que ele faz naquele órgão velho dele é algo que muitos mais jovens, com tanta tecnologia, estão longe de fazer), partes bem espontâneas de Glenn no baixo e nos vocais (com muito groove em ambos), mas mais uma vez, o vigor de Ian é incrível em suas viradas e conduções, e David faz bonito quando exigido. Óbvio que as imagens do incêndio dos amplificadores, da guitarra sendo quebrada na câmera e jogada ao público, fora a destruição de parte dos amplificadores por Ritchie estão imortalizadas nessa faixa. Acho que ele estava em um dia bem humorado.
No mais, ainda existem cenas bônus gravadas com a chegada à cidade de avião para o California Jam, a montagem do palco e de toda estrutura sonora (que foi a melhor disponível até aquela época), cenas comentadas sobre o show e mesmo as partes da destruição feita por Ritchie.
No mais, “California Jam 1974” serve não apenas como um documentário sobre a força da MK III nos palcos, mas também como diversão garantida para todos.
Existem bandas que realmente nos surpreendem pelo trabalho musical que fazem um trabalho tão brutal e opressivo em termos de Death Metal que chegam a doer os ouvidos dos mais incautos. Mas para os acostumados, pode ser uma descoberta fundamental. E este último é onde encaixamos o quarteto australiano AVERSIONS CROWN, de Brisbane. O terceiro e mais recente disco da banda, “Xenocide”, é uma autêntica máquina de guerra Death Metal, e que a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil acabam de soltar no mercado nacional.
O grupo faz um formato moderno do gênero, que muitos chamam de Deathcore, embora não reflita toda a realidade. É agressivo, brutal e cheio de impacto, com andamentos técnicos, um trabalho ótimo de baixo e bateria, e a técnica das guitarras é chocante. Além disso, os vocais oscilando entre tons guturais extremos e gritos rasgados dão uma sensação azeda e densa. E sim, sempre com qualidade diferenciada, uma garantia de que “Xenocide” é um ótimo trabalho.
A produção de “Xenocide” é da própria banda em parceria com Adam Merker, e as gravações foram feitas no Studio Anders Debeerz, na cidade natal do grupo. Mas a mixagem e masterização são de Mark Lewis (o mesmo que já trabalhou com nomes como WHITECHAPEL, DEVILDRIVER, THE BLACK DAHLIA MURDER) no Audiohammer Studio. O resultado: uma qualidade sonora moderna, azeda e onde a agressividade da música do grupo escorre pelos falantes, mas sempre mantendo a definição instrumental e nos permitindo entender o que eles estão tocando. E isso sem falar na ótima parte gráfica do CD, com uma capa linda e um encarte muito bem feito.
Bruto e explosivo, o disco é agradável justamente por muitas variações de ritmo e uso de partes melodiosas extremas. E nisso, a banda mostra a capacidade de criar algo diferenciado, que acrescenta valor ao Metal, e nisso, devemos aplaudi-los.
O disco é bom de ponta a ponta, do inicio ao fim, mas algumas canções realmente merecem ser citadas em especial: o arregaço azedo e bruto de “Prismatic Abyss” (um festival esporrento de velocidade e muitos arranjos bem feito entre as mudanças de ritmo, e é evidenciado o trabalho ótimo de baixo e bateria), as partes lentas e climáticas de “The Soulless Acolyte” (os riffs de guitarra do grupo são excelentes, formando uma muralha de acordes de primeira), as passagens mais introspectivas e melancólicas em certos momentos de “Erebus” (a parte instrumental da canção é perfeita, mostrando ótima técnica, mas o destaque fica para os vocais), o peso opressivo de “Ophiophagy” e sua agressividade explícita (reparem como as guitarras criam passagens ótimas), as partes densas de “The Oracles of Existence” e de “Cynical Entity”, os tempos cadenciados de “Cycles of Haruspex” (mais uma vez, a base rítmica da banda rouba a cena com seu peso e técnica, fora as belas incursões de guitarras mais melodiosas), e o ataque destruidor de tímpanos chamado “Odium” (uma paulada, cheia de velocidade, peso e adrenalina).
No mais, o AVERSIONS CROWN é um nome excelente dessa nova safra, então, apreciem sem moderação alguma!
Bem, vez por outra, temos gratas surpresas quando lidamos com bandas novas que militem em vertentes do Metal que já estão abarrotadas. Sim, falo de quando a banda não inova absolutamente nada, mas coloca o coração naquilo que faz, nos brindando com um trabalho muito bom. E esse é o caso justamente do quinteto sueco LANCER, que acaba de soltar o ótimo “Mastery”, que chega ao Brasil pela parceria Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil.
Este é o terceiro álbum do grupo, logo, se espera que a banda já esteja em um nível de evolução bom e mostrando sua personalidade. E assim, somos brindados com um Heavy/Power Metal de primeira, que beira a escola germânica, ou seja, sem que o grupo esteja fazendo o bom e velho “control C + control V”, as influências de nomes como HELLOWEEN, ACCEPT e GRAVE DIGGER são sensíveis, sem que isso os deixe soando como uma banda sem identidade. Isso eles possuem, e muito, e a música deles é deliciosamente melodiosa e envolvente, mostrando refinamento em cada refrão (um dos pontos fortes do quinteto), guitarras com bases e solos caprichadas nas melodias; e baixo e bateria formando uma base rítmica sólida e bem trabalhada.
Ou seja, é um CD bom demais!
O próprio quinteto, em conjunto com Gustav Ydenius, produziram “Mastery”. E o resultado é uma sonoridade limpa e clara, deixando cada instrumento com timbres bem definidos (mas com a dose certa de peso). Mas é óbvio que a dose certa de peso está presente, transformando as músicas em pedradas quando é preciso. E a arte da capa é de Dimitar Nicolov, que ficou muito interessante. Essa gravura estilizada de Medusa é enigmática e sedutora.
Indo do suave e introspectivo ao pesado, o LANCER se mostra uma banda capaz de lidar com as nuances de seu estilo sem se perder ou ser repetitivo. Isso graças ao belo trabalho nos arranjos de cada canção, e o grupo se mostra maduro e com muita desenvoltura.
Melhores momentos do disco: a força pesada de “Dead Raising Towers”, que exibe belo trabalho de riffs e solos com boa técnica; “Future Millennia” e suas variações interessantes de ritmo, fora o refrão grudento que não sai mais dos ouvidos; a poderosa “Mastery”, que se desenvolve em riffs pesados e cativantes, andamento em velocidade mediana (que belo trabalho de baixo e bateria, falemos a verdade), mostrando ótimos vocais e mais um refrão excelente (ouviu, gamou, simples assim); as mudanças de ritmos apresentadas em “Victims of the Nile”, que vão do suave ao pesado sem pudores, e mais uma vez, vemos os vocais mostrando boa diversidade de timbres, mas o show é das guitarras; em “Iscariot”, uma música rápida e cheia de bumbos duplos que os fãs de Power Metal irão adorar, e existem citações ao trabalho de Fredrik W. Nietzsche (“quanto mais alto voamos, menores aparentamos para aqueles que não sabem voar”); a melodiosa e introspectiva “World Unknown”, que nos permite observar a faceta mais emotiva do trabalho da banda; e o peso-pesado chamado “The Wolf and the Kraken”, com andamento não muito veloz, permitindo assim que cada instrumento possa mostrar sua força em plenitude. Há ainda uma faixa extra, a reprise de “Follow Azrael”, que aparentemente possui uma mixagem ligeiramente diferente da que consta no álbum.
No mais, “Mastery” é um ótimo disco, e os fãs do gênero não se arrependerão de dar uma chance ao LANCER.
O SONATA ARCTICA é uma banda com uma longa e curiosa história, cheia de momentos brilhantes (e outros nem tanto), de aplausos e vaias por parte de fãs de música e crítica, mas sempre foram adiante. O interessante é notar que eles foram transitando do típico Power Metal melódico do final dos anos 90 e início do atual milênio para uma forma de Metal bem melodiosa e acessível, que reúne elementos do Hard, do tradicional e do AOR com todo um alinhavo moderno. Óbvio que nem sempre todos compreendem certos aspectos musicais do trabalho do quinteto por isso. E tais idéias nos levam a este relançamento para “The Days of Grays”, original de 2009 e que chega a nossas mãos pela parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil.
Aqui, tal qual se ouve em trabalhos mais recentes, o quinteto continua o estilo que foi falado acima, ou seja, uma mistura de aspectos de vários estilos em uma moldura moderna e acessível. Óbvio que existem momentos em que partes sinfônicas e grandiosas contrastam com momentos introspectivos, e outros grandiosos e pesados. Mas tudo isso é o que o SONATA ARCTIVA oferece, embora venha a frustrar fãs da fase antiga, em especial de “Silence” (sim, torno a dizer isso pela segunda vez, mas em outro review). Mas mesmo eles terão que admitir: o bom gosto e trabalho musical da banda em “The Days of Grays” é do mais alto nível.
Produzido pelo vocalista e líder Tony Kakko, e tendo gravações em vários estúdios, pode-se aferir que a sonoridade do álbum é grandiosa, dando uma importância maior aos teclados e vocais, mas sem deixar que os outros instrumentos fiquem sumidos ou sem peso. Digo apenas que vocais e teclados receberam um tratamento um pouco melhor, apenas isso. Mas a sonoridade como um todo é ótima, já que guitarras, baixo e bateria soam com boa dose de peso. Nisso, o trabalho de Mikko Karmila (mixagem) e de Svante Klingenberg (masterização) mostra seu valor. E além disso, capa, encarte e layout estão ótimos, com uma diagramação linda.
Mas resta perguntar: tanto esforço na produção sonora e visual faz justiça ao conteúdo musical de “The Days of Grays”?
A resposta é sim, pois o CD é de alto nível, com boas canções, arranjos bem feitos e a qualidade que o quinteto sempre imprimiu em seus discos. Além disso, existem momentos pesados, com orquestrações densas, tudo muito bem feito e no seu devido lugar.
Como pontos altos do CD, citamos a grandiosa e pesada “Deathaura”, cheia de mudanças de ritmo e repeat de arranjos belíssimos de teclados e violoncelo, backing vocals perfeitos e lindíssimas guitarras; o clima ameno e empolgante de “The Last Amazing Grays”, onde se percebe a enorme acessibilidade da canção graças aos teclados e refrão muito bem arranjado; a forte e também bem acessível “Flag in the Ground”, onde certa influência de BLIND GUARDIAN se sente nos backing vocals, embora a estrutura musical dessa canção remeta um pouco ao passado do grupo, especialmente pelo refrão altamente contagiante; a quase Pop e sinuosa “The Dead Skin”e seus teclados, baixo e bateria poderosos e que reenchem todos os espaços com arranjos belos e variados; a belíssima e também acessível “Juliet”, cheia de momentos ganchudos e com belíssima participação especial de vocais femininos; o peso intenso e envolvente de “No Dream Can Heal a Broken Heart”, graças às belas passagens de guitarras; a balada mais melodiosa e branda “The Truth is Out There” (reparem nos violoncelos); e os arranjos de baixo guitarras limpas em “In the Dark”.
Para quem ainda não tem o CD, hora de completar a coleção, embora o resultado final de “The Days of Grays” seja sedutor para qualquer fã de boa música.
Depois do show devastador que as garotas da NERVOSA realizaram em Canoas/RS, no fim de semana passado, agora é a vez de Sorocaba/SP conferir a turnê de “Agony”, segundo disco delas. O show acontece no domingo (19/03), na Asteroid Entretenimento (R. Aparecida, 737, Sorocaba).
Além da NERVOSA, também se apresentam as bandas Warshipper, Father Karras e Speed Metal Hell.
Para mais informações, siga a página do evento no Facebook:
Em janeiro a NERVOSA foi co-headliner de uma turnê ao lado dos alemães do Destruction, tocando em diversos países, o que fez com que a banda ficasse ainda maior no velho continente.
E neste ano elas já estão com tours agendadas em países como Rússia, e alguns países da América Latina, como o México – onde elas fazem algumas datas.
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, as coisas não caem do céu para a NERVOSA, e se a banda está em ascensão, é graças ao trabalho árduo que elas desenvolveram ao longo dos últimos anos, sem medir esforços para que sua música chegasse em todos os cantos do mundo – a prova disso é a impressionante marca dos 150 shows em 2016, a maioria no exterior. Sem contar as votações, sempre figurando entre os melhores lançamentos, como por exemplo, o segundo lugar (entre 300) no renomado Headbangers Latino America.
A NERVOSA é, Fernanda Lira (baixo e vocal), Prika Amaral (guitarra e backing vocals) e Luana Dametto (bateria)
Depois da aclamada turnê europeia a banda Nervosa volta para o Brasil, e desembarca em Sorocaba para um grande show ao lado das bandas Warshipper, Father Karras e Speed Metal Hell!!
Dia 12 de Março | Domingo
Das 17:30h às 22:30h
Local: Asteroid Entretenimento (Rua Aparecida, 737 - Sorocaba/SP)
Shows com:
NERVOSA
WARSHIPPER
FATHER KARRAS
SPEED METAL HELL
Ingressos
R$ 25,00 [na hora]
Aceitamos: Visa / Mastercard / Diners / Amex / entre outros.
Com banheiro para cadeirante e amplo espaço externo.
Não é permitida a entrada de menores de 18 anos. É obrigatória a apresentação de RG, ou documento legal com foto, independente de cadastro.