A banda paulistana de Dark Metal MORCROF, anuncia seus dois novos integrantes: trata-se de Cléber Juca Borges, guitarrista da tradicional horda santista Empire Of Souls e do tecladista Brahmss Kermanns , também conhecido como Fenrirsulfr - ex-Esgaroth, ex-Mørk VisdoM, ex-Throne; que assumiu definitivamente o posto.
No momento a banda concentra-se ensaiando para harmonizar os sons enquanto finalizam a mixagem do novo álbum intitulado ".:.CODEX.GNOSIS.APOKRYPHV.:.arcano.verba.revelatio.:.", que será lançado pelo selo Erinnys Productions.
No último ensaio a banda registrou em vídeo a execução de duas músicas inéditas que será parte do CD e visam, ainda, retornar aos palcos este ano. Fique atento, na página do Facebook da banda, para estas novidades. Confira a seguir o vídeo mais recente: https://www.facebook.com/morcrofdarkmetal/videos/1208214779290412/.
A banda paulistana de Heavy Metal ATTRACTHA anunciou o lançamento de um mini-documentário contendo imagens registradas durante a gravação do primeiro álbum de estúdio, “No Fear to Face What’s Buried Inside You” (2016).
A série, dividida em 13 episódios, primeiramente será disponibilizada no canal YouTube do grupo (www.youtube.com/attractha) a cada 2 dias, começando nesta sexta (14/07). Ao final será lançado um vídeo surpresa pra galera que acompanhar os episódios e comentar! Cada pessoa que comentar irá receber o link do novo vídeo 1 semana antes do lançamento oficial!!!
A banda SIOUX 66 confirma show de lançamento do novo álbum “Caos”, lançado pela gravadora Sony Music Brasil em 2017, no Manifesto Bar, em São Paulo, dia 28 de julho, a partir das 22h. Os ingressos custam 28 reais (homens) e 25 reais (mulheres) e serão vendidos na porta no dia do evento.
O SIOUX 66 atualmente conta com os músicos Igor Godoi (vocal), Fabio Bonnies (baixo), Mika Jaxx (guitarra), Bento Mello (guitarra) e Gabriel Haddad (bateria). O grupo vive um ótimo momento em sua carreira já que acabou de se apresentar com o Aerosmith, a banda Papa Roach e o ícone brasileiro Supla.
Existem discos que conseguem transcender o tempo, que são
sempre atuais por conta da identidade musical da banda que o lança. Alguns se
tornam pedras angulares de seus estilos, enquanto outros ficam dentro do underground,
virando “cult” para muitos fãs que conseguem ter acesso à obra. Agora, quando
um disco como “Conflitos Sociais”, da banda TUMULTO, de Foz do Iguaçu (PR) nos
chega às mãos, é preciso ter todo respeito possível pela obra.
O trio foi fundado em 1991, logo, possui uma longa
experiência em seus ombros. Tendo raízes no Punk Rock e no Hardcore, o grupo
foi migrando cada vez mais para o Crossover e o Thrash Metal conforme a
formação foi se alterando com o passar dos anos. Mas verdade seja dita: ouvimos
uma mescla entre o passado e o presente, sem existir contradição, apenas
evolução. E “Conflitos Sociais” é um disco regravado, ou seja, tem a fúria da
época de seu lançamento (1992, quando saiu como um Split dividido com a banda
MORTHAL), mas a gravação mais atualizada, o que nos permite ver como a banda
evoluiu.
Ou seja, “Conflitos Sociais” mostra que o TUMULTO continua raivoso
e indomável, como há 25 anos.
Emerson Pereira (do EMBRIO) fez a produção desse remake de “Conflitos
Sociais” (que originalmente foi produzido por Rédson, do CÓLERA), que teve
Anderson Vieira fazendo a mixagem e masterização. Óbvio que a qualidade é muito
superior ao original, mas sabendo manter a agressividade orgânica do trio
intecta, apenas optando por uma gravação mais seca e bem feita, mas com timbres
muito ríspidos e claros, dando definição sonora ao trabalho do trio. E é bom citar que o trabalho teve suporte da Fundação Cultural Foz do Iguaçu.
A arte é uma releitura da original, sendo que Elielcio
Dreher (da Elicartoon) deu uma melhorada sensível, e o acabamento ficou ótimo.
O encarte está muito bem feito, com tudo nos devidos lugares.
E podem ir se preparando, pois o objetivo do TUMULTO é criar
um Crossover caótico e empolgante, de deixar o pescoço dolorido e de
desencadear moshpits insanos. A energia que flui das músicas do trio é algo de
absurdo bem como sua agressividade natural, mas tudo encorpado Graças à
sonoridade mais bem acabada. A banda não faz algo extremamente rebuscado em
termos técnicos, pois nem é preciso: as músicas de “Conflitos Sociais” são
ótimas como elas estão aqui.
Riffs insanos, solos com boas harmonias, baixo e bateria
firmes na marcação e criando uma base rítmica sólida, e vocais raivosos muito
bem assentados são os elementos que o TUMULTO usa, logo, se deixem entrar nesse
caos que só faz bem aos nossos ouvidos.
Melhores momentos:
“Realidade” - Guitarras com riffs raivosos à lá “Show No
Mercy” e vocais insanos, tudo coeso e firme sore um andamento que não é lá
extremamente veloz (e nem precisa ser), e a energia é de deixar o queixo caído.
“Massacrados” - Se preparem, pois essa canção é empolgante,
justamente porque o ranço HC/Punk do grupo está evidenciado em boas linhas
melódicas e no trabalho de primeira de baixo e bateria. É ouvir e sair cantando
junto!
“Corrupto” - Aqui, mesmo com vocais tão ferozes, se percebe
uma linha harmônica mais próxima ao Post Punk em alguns momentos, já que a
simplicidade de arranjos e melodias envolventes são grudentas de uma forma
ótima.
“Conflitos Sociais” - Um Thrash/Crossover de trincar os
dentes, empolgante e cheio de riffs envolventes. Não dá para ficar parado!
“Humanidade” - Uma introdução ótima, com riffs e peso bem “sabbáthicos”,
andamento em velocidade mediana, mas logo aquele ritmo mais Punk/HC empolgante e
que nos leva ao pogo começa e nos arrasta, causando torcicolos. Mais uma vez, a
base rítmica está ótima, além de belos backing vocals Punk.
“Sociedade é uma Prisão” - Outra com forte ranço
Hardcore/Punk de raiz, com certo que de RDP antigo. Andamento nada veloz, peso
absurdo e belos arranjos de baixo e bateria, sem mencionar que os riffs estão
muito bem.
E não, não acabou. Como aqui temos um álbum, a banda nos
concedeu as versões insanas para “Meu Filho” (do CÂMBIO NEGRO HC), “Desconstrução”
(do AÇÃO DIRETA) e “Medo” (um dos hinos do CÓLERA), todas elas mostrando
claramente que HC e Thrash Metal têm tudo um com o outro.
Se já conhece a versão original de “Conflitos Sociais”, eis
uma hora boa para ver e ouvir como a banda evoluiu, mas continua consensual.
Mas não conhece o TUMULTO, nunca é tarde e eis uma ótima oportunidade!
Um novo programa nasce no YouTube com um diferencial importante para os músicos e bandas do Metal Nacional, DIREITO & ROCK, obteve sua estreia oficial dia 07 de julho e irá falar sobre a legislação brasileira e com o rock sendo o alvo principal, apresentando os direitos que os músicos e bandas possuem perante a sociedade.
Apresentado pelo músico e advogado Ricardo Aronne (Black Triad) e seu amigo também advogado Germano Schwartz” juntos eles vão até a história e contam nesse primeiro episodio a história do rock com a legalidade jurídica e a sua inclusão dentro da indústria musical.
O programa é novo e possui um alto nível de esclarecimento e dinâmica, a ideia é inovadora e jamais feita no país, àqueles que se interessarem pelo programa, foram informados que em breve novos programas serão disponibilizados ao público, com temas pertinentes e contando toda a criação da música mais amada do mundo, o Rock/Metal.
A literatura de horror fantástico criada por H.P. Lovecraft, ou seja, os mitos de Cthulhu e outros Anciãos adormecidos na Terra são algo tentador demais para bandas de Metal, e muitas dedicam seus esforços líricos e musicais para transcrever a obra caótica do mestre para o âmbito Metal (sinto muito, mas dificilmente outro estilo musical poderia ter os elementos necessários para tanto). No Brasil o quarteto VILETALE, de Blumenau (SC) se dedica a isso, e mostra em seu segundo EP, “From the Depths of the Mind” toda sua criatividade musical e lírica.
O quarteto tem por estilo uma forma brutal e bem agressiva de se fazer Death Metal, se diferenciando por usar elementos de Black Metal e Doom Death Metal para criar uma identidade musical. Óbvio que o grupo ainda pode render mais, ainda se mostra imaturo em relação ao que podem produzir, mas já estão no caminho certo.
É uma questão de tempo até o VILETALE virar uma monstruosidade em termos de Metal extremo.
A produção e mixagem de “From the Depths ov the Mind” é de Roberto de Lucena. Está bruto e pesado, bem dentro do que a banda precisa para que sua música ganhe vida. Só está crua demais, e poderia ser um pouco mais polida, embora essa crueza tenha dado um enfoque mais artesanal. Mas a banda merece mais, especialmente em termos de timbragem de guitarras e bateria (estão bons, mas poderiam ser ainda melhores). A arte, focada em tons escuros de verde, dão toda a aclimatação necessária ao terror de suas letras e agressividade de sua música.
Bruto e agressivo até os ossos, mas com uma técnica muito boa no que tange os instrumentos, o trabalho musical do VILETALE é muito bom, sangra em vitalidade e energia. Um pouquinho mais de amadurecimento e eles serão enormes, pois mesmo imaturos, o talento deles é inegável.
Melhores momentos do EP:
“Shattered Existance” - Com um jeitão bem tradicional em termos de Death Metal, até mesmo com toques de Grindcore, conforme a canção vai evoluindo, percebe-se um talento incrível em termos de arranjos. Boas mudanças de andamento, com baixo e bateria mostrando peso, coesão e técnica muito bons.
“Reign Upon Ulthar” - Mais enfoque no peso e em uma agressividade densa e andamento mais lento, é uma música rica em termos de vocais, com alguns elementos à lá CANNIBAL CORPSE e SUFFOCATION aqui e ali.
“Tentacle God” - Aqui, novamente vemos a essência do Death Metal inglês como principal influência, embora exista uma diversidade interessante de elementos criando momentos muito bons. Destaque para o trabalho das guitarras, que estão muito bem (e reparem em alguns momentos mais Progressivos que surgem aqui e ali).
“Arise, O Guardian” – Esta é uma canção mais longa, grandiosa e cheia de belíssimos arranjos musicais. Nos momentos mais lentos, se percebe como baixo e bateria está ótimos, além dos riffs estarem muito bem; e mesmo nos mais progressivos, se percebe como os vocais assentam bem na base instrumental. Mesmo alguns teclados surgem para dar um toque sombrio essencial ao trabalho do quarteto.
O VILETALE é uma banda cheia de potencial, que pode ir longe demais. Mas por agora, ouçamos “From the Depths ov the Mind” e aproveitemos, enquanto “Suicide of Dei” (terceiro EP da banda, previsto para breve) não chega. Até “Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn”!!!
A cidade de Casa Branca/SP, promove um inédito e audacioso festival de Metal para o público da região, WinterRock Festival irá contar com várias opções de entretenimento, o evento irá ocorrer entre 3 dias e contará com várias bandas de renome no país.
O evento será realizado entre os dias 14, 15 e 16 de Julho e contará com 16 bandas se apresentando, entre elas está um dos destaques do festival, a banda paulista MELANIE KLAIN que se apresenta dia 16 de Julho (Domingo), como a co-headliner da noite, antecipando os shows de encerramento do festival que ficará por conta da banda Velhos Jhonny.
O festival trabalha minuciosamente para que o festival agrade há todos os públicos, além de vários shows, estará a disposição de todos uma pista para Skate, Dança de Rua, Grafitti, DJ B-Boys e Batalha de MC's, agregando estilos diferentes em uma única confraternização.
Os shows terão seu início na sexta a partir das 19h00min com as bandas Bitter Wine, Gearbox, Rusticana e Starks. As apresentações de sábado ficarão por conta das bandas Kitteria, Os Elefantes Terríveis, Rocket Vice, Maverick, Red Tottem, Projeto Cineral e Seven Keys + Fábio Laguna, com início dos shows as 09:00 da matina. O domingo as bandas After That, Imperium Irae, Dimisback, MELANIE KLAIN e encerrando o festival Velhos Jhonny, os shows de domingo começam as 10h30min da manhã.
Para quem for de outra cidade o festival disponibiliza área de camping com chuveiros, praça de alimentação, stand de vendas e total segurança e a entrada é apenas 1kg de alimento não perecível.
Mais informações do WinterRock Festival nos links abaixo:
A banda RIVAL SONS acaba de assinar contrato com a gravadora major Atlantic Records. Após sete anos com a Earache Records, a banda RIVAL SONS anunciou que está deixando a gravadora inglesa.Um dos fatores que pesaram na decisão foi a possibilidade de alcançar um público maior do que a banda já tem. No Brasil, a gravadora Hellion Records é a responsável pelos lançamentos “Hollow Bones”, “Head Down” e “Great Wstern Valkyrie”.
Recentemente a banda RIVAL SONS abriu todos os shows da última turnê do Black Sabbath, inclusive pelo Brasil. O último disco “Hollow Bones” foi lançado pela gravadora Hellion Records e está à venda no site www.hellion.com.br. RIVAL SONS é uma banda da Califórnia, nos Estados Unidos. Formada em 2008 do que restou da antiga banda de Scott Holiday, Black Summer Crush. O grupo nasceu quando Jay Buchanan foi persuadido a tentar cantar rock’n'roll e regravar “Before The Fire” e desde então seguem juntos.
A banda RIVAL SONS tem uma aura retrô com cinco álbuns de estúdio e um currículo de turnês ao lado de AC/DC, Alice Cooper e Judas Priest. Em 2015, o grupo se apresentou no festival Monsters of Rock em São Paulo, agradando à plateia brasileira e o fez novamente em 2016 com o Black Sabbath. Atualmente o RIVAL SONS é formado por Jay Buchanan (vocal), Scott Holiday (guitarras), Michael Miley (bateria) e Dave Beste (baixo).
Endereço: Avenida Laranjeiras, 2601 – Vila Eliza Fumagalli – Limeira/SP
Censura: 18 anos
Edu Falaschi se apresentará no Bar da Montanha em Limeira executando músicas dos álbuns Rebirth, Hunters And Prey, Temple Of Shadows, Aurora Consurgens e Aqua.
Transbordando em criatividade, os músicos da banda VILETALE, anunciam que já está preparando o terceiro EP da carreira, o mesmo será lançado ainda em 2017 com o nome de “The Suicide Of Dei”.
O grupo que teve sua carreira iniciada em 2016 lançou no mesmo ano o primeiro EP intitulado de “Initiation”, menos de seis meses o grupo liberou no início de 2017 o material do EP “From The Dephts ov Mind” que ganhou prensagem física e está disponível para venda nas redes sociais do grupo.
A banda que vem em uma crescente fase de criação, não se limita por datas ou condições adversas do mercado, mas sim em produzir e liberar sua arte para uma grande gama de fãs que vai crescendo a cada dia, mesclando estilos extremos, a VILETALE, tem em suas linhas estilos como o Death, Black, Grind, Splatter e outros que consagraram grandes nomes do Metal pesado.
Não foram revelados os detalhes que acercam o EP “The Suicide of Dei”, o grupo apenas revelou à arte de capa do trabalho, e que o mesmo irá abordar um tema obscuro e sombrio, como de costume, as letras da VILETALE são bem trabalhadas e apresentam conceitos únicos de terror e caos em suas letras.
A banda NOTURNALL tem o prazer em divulgar as novas músicas “Hey!” e “Mysterious”. Estas faixas são do novo álbum que está sendo lançado nesta semana em formato digital e totalmente diferente do convencional. O novo trabalho tem o nome enigmático de “9″ e a capa foi desenhada pelo renomado Carlos Fides da Artside.
Neste momento os músicos Thiago Bianchi (vocal), Fernando Quesada (baixo), Junior Carelli (teclados), Aquiles Priester (bateria) e Leo Mancini (guitarra) estão participando da semana de lançamento deste novo trabalho. Entre agora no grupo exclusivo pelo link abaixo e saiba o cronograma da semana: https://www.facebook.com/groups/noturnalloficial.
Com mais uma história de superação marcada na carreira da banda, o renascimento vem em forma de música. “Passamos por muitas coisas juntos e estamos neste novo processo totalmente diferente. Ficamos muito felizes de já poder mostrar um pouco do que está por vir nas próximas ações do NOTURNALL dessa forma”, revelou Junior Carelli, Fernando Quesada e Thiago Bianchi. “Esperamos que vocês gostem e nos ajudem compartilhando e curtindo”, completaram.
Uma coisa que deveria se aprender desde cedo no cenário Metal
é a questão do respeito ao trabalho alheio. Seja de revistas, sites, imprensa,
produtores, e mesmo bandas, as pessoas deveriam nutrir respeito pelo que cada
um faz. No tocante a bandas, é ainda pior: quantas e quantas não são as vezes
em que uma banda que gostamos não é ofendida por ter características
diferenciadas?
Talvez isso seja ranço de pessoas que gostariam que a música
como um todo permanecesse estática, sem se renovar, pois o novo irrita demais
aqueles que ficaram presos no tempo.
Mas ainda bem que existem bandas que fecham os ouvidos e
continuam seu trabalho, apesar das muitas críticas que sofrem (a maioria delas
sem sentido, baseadas em preconceitos pessoais de muitos). E fico pensando com
meus botões aqui o quanto o DRAGONFORCE suporta cada vez que lança um disco
novo. Mas a verdade seja dita: acertaram no alvo mais uma vez com “Reaching
Into Infinity”, seu mais novo disco, que a Shinigami Records acaba de lançar no
mercado nacional, na versão CD + DVD.
O estilo do sexteto não mudou praticamente nada em relação a
“Maximum Overload”, de 2014: ainda o bom e velho Extreme Power Metal veloz e
afinado de sempre. Os exageros técnicos são parte da personalidade musical
deles, logo, não temos pelo que nos queixar. Os “shreds” das guitarras, os
andamentos velozes (agora com muitos momentos mais comportados aqui e ali),
vocais com timbres variados e afiados, base rítmica sólida e com momentos
extremos. E que se diga de passagem: como o estilo da banda nos diverte, a
parte mais importante de qualquer trabalho musical que se preze.
E, além disso, “Reaching Into Infinity” é um disco altamente
divertido, com canções excelentes.
Jens Bogren, já conhecido produtor de Metal, trabalhou tanto
na produção como na mixagem de “Reaching Into Infinity” (mixou 11 faixas do disco,
de “Reaching Into Infinity” até “Our Final Stand”, sendo que “Hatred and
Revenge” e “Evil Dead” foram mixadas por Johan Örnborg), e a masterização ficou
nas mãos de Tony Lindgren. Desta forma, a sonoridade do disco é clara e
poderosa, valorizando muito as frequências mais altas, médias e baixas, e por
isso, o som que ouvimos está mais coeso e denso, mais cheio, digamos assim. Mas
o nível de detalhes que são ouvidos é bem grande.
A arte, por sua vez, é das melhores. Ainda seguindo um pouco
o estilo de “Maximum Overload” em termos de traços, a CadiesArt (que criou a capa, o encarte e o design)
fez um trabalho perfeito, e que no Digipack usado ficou lindo.
Quem se ame ou odeie o trabalho do sexteto, verdade seja
dita: o DRAGONFORCE não precisa provar seu valor a quem quer que seja. Ótimos arranjos,
boa dinâmica entre todos os instrumentos, orquestrações muito bem feitas,
vocais de primeira, base rítmica sólida e perfeita (a entrada de Gee Anzalone
deu uma energia nova e maior diversidade técnica na bateria, sem desmerecer seu
antecessor), os duetos insanos e “shreds” exagerados das guitarras... E agora,
com tudo muito audível (Jens Bogren is a genious!), podemos dizer que o sexto
chegou ao ápice, pois não há uma canção fraca ou que destoe das outras.
Por mera referência ao leitor, uma lista para as primeiras
audições:
“Ashes of the Dawn” - Uma música em que o andamento está em
uma velocidade mais branda do que o grupo está acostumado, mas existem aqueles
em que disparam. Belíssimo refrão, lindos vocais e backing vocals,
orquestrações fenomenais e guitarras perfeitas em riffs, solos (não dá para não
falar deles) e duetos envenenados. Uma típica música de abertura do sexteto.
“Judgement Day” - Nessa aqui, a velocidade já aumenta e a
música ganha intensidade e impacto. Mais uma vez, vocais de primeira, arranjos
maravilhosos dos teclados, um refrão de fácil assimilação, mas como Vadim (teclados),
Frédéric (baixo) e Gee (bateria) estão
bem em todos os momentos.
“Curse of Darkness” - Uma música bem mais focada em ser ganchuda
e envolvente que em exageros. É uma das mais simples do disco, mas mesmo assim,
fenomenal, já que prioriza o trabalho dos vocais, pois como Marc canta (sabendo
mudar os timbres de sua voz conforme a necessidade)!
“Silence” - Belíssima balada, algo que a banda sempre tentou,
mas nunca ficou 100% antes. Agora acertaram no alvo, com um belo trabalho em
termos de arranjos, guitarras limpas bem feitas, e um crescendo ótimo durante o
refrão.
“Midnight Madness” - Uma música no estilo mais tradicional
do DRAGONFORCE, mesmo com alguns momentos onde a velocidade cai um pouco. Óbvio
que a banda não encheu a música de arranjos exagerados, deixando-a mais enxuta
e acessível, o que casou perfeitamente. Reparem como as guitarras de Herman e
Sam estão maravilhosas, com arranjos mais simples nos riffs, duetos ótimos e
solos finíssimos (neles sim ambos cospem fogo).
“War!” - Aqui, a banda está com uma pegada mais seca,
agressiva e raivosa, mas com ótimas linhas melódicas. Belíssimo solo de
teclados, refrão ganchudo e belíssimos corais mais agressivos que encaixaram muito
bem. E justamente esse “outfit” mais agressivo faz com que os “shreds” das
guitarras soem perfeitos.
“Land of Shattered Dreams” - Ainda com peso, velocidade e
certa dose de agressividade, o sexteto criou uma música bem feita, com
acabamento muito bem feito em termos de arranjos, e a base rítmica está dando
um show de técnica e peso.
“The Edge of the World” - Uma música mais elegante, rica em
diversidade de andamentos, com lindas melodias, mas com sua dose certa de
agressividade. E existem momentos mais extremos, dignos de estarem no SINSAENUM
(outra banda de Frédéric), que mostram o DNA extremo do grupo (sim, extremo,
algo que comentarei mais abaixo). Teclados, guitarras e vocais fazendo a festa,
com belíssimo trabalho em mais de 11 minutos de música.
“Our Final Stand” - Fechando o disco, uma música ótima, em
que o passado e o presente da banda se encontram e mostram como “Reaching Into
Infinity” está delineando o futuro do grupo, com um jeitão enxuto, acessível e
muito bem feito, com vocais backing vocals e guitarras em alta performance,
mesmo durante as mudanças de andamento.
Acabou?
Que nada, a versão nacional tem duas canções bônus:
“Hatred and Revenge” - Essa tem a marca registrada do grupo,
mesmo com momentos com andamento mais comportado. É um Power Metal complexo,
bem tocado e com um trabalho perfeito das guitarras, do baixo e da bateria,
sempre em grande performance.
“Evil Dead” - Eu AVISEI que eles têm Metal extremo no DNA.
Sim, aqui temos uma versão Extreme Power Metal para o velho hino do DEATH, com
teclados e tudo. Fora Frédéric, para quem ainda não sabe, Sam e Herman tocaram
juntos em uma banda de Black Metal, o DEMONIAC. E como os vocais encaixaram bem
(uma vez que exploram timbres mais graves e mesmo agressivos), os “shreds” e
duetos de guitarras nos solos são excelentes, baixo e bateria galopando à
velocidade extrema, e teclados muito bem encaixados. “Ah, não pode!”, mas eles
puderam, logo, podem chorar os mais radicais.
O DVD tem canções ao vivo, gravadas na apresentação da banda
no Woodstock Festival, na Polônia, em 2016. Óbvio que vem aquela tentação de
comparar o que se ouve em estúdio com o ao vivo. O sentimento é que o grupo ao
vivo pode perder um pouco dos exageros do estúdio (se bem que eles reproduzem
quase tudo, 90% do que fazem em estúdio), mas ganham uma energia colossal,
absurda. E quem fica reparando muito em Sam e Herman, torcendo por erros ou
discrepâncias, a decepção é aguda: eles REALMENTE tocam tudo que tocam em
estúdio ao vivo!
“Holding On”, “Heroes of Our Time” e “Operation Ground and
Pound” são disponibilizadas em duas versões: a normal, com a visão de uma única
câmera por vez, e aquela em que quatro câmeras mostram a banda como um todo ao
mesmo tem (a tela é dividida em quatro, com quatro pontos de vista
simultâneos).
Não tem jeito: o DRAGONFORCE é uma banda fabulosa, merece
aplausos, e “Reaching Into Infinity” não é apenas um dos grandes discos de
2017, mas também alça o sexteto cada vez mais ao grupo seleto dos grandes nomes
do Metal.