4 de jul. de 2016

QUEM SOU EU: Pedro Humangous (Hell Divine, Meeting Hell)

Pedro Humangous


Função: Editor da Hell Divine, Meeting Hell, assessor de imprensa e publicitário
Estilos de Metal/Rock que gosta: Praticamente de todos, uns mais outros menos. Mas o que mais tenho curtido ultimamente é a mistura do Prog com o Djent. Tudo que tenha “core” no meio, costumo gostar!
Como começou no Metal: Não tive influência em casa ou dos familiares. Acabei me interessando e conhecendo o Metal sozinho. Lembro que na época da escola, gostava de ouvir “Best Of The Beast” do IRON MAIDEN com os amigos da sala. Quando saiu o primeiro álbum do SOULFLY, quase pirei! Comecei a ouvir Metal já tarde, por volta dos 20 anos de idade. Com a facilidade de programas como Limewire, Napster, Grooveshark, etc, fui fuçando e descobrindo as bandas.
Qual a primeira música que ouviu de Metal/Rock: Difícil dizer... antigamente nas rádios tocava ainda coisas do SCORPIONS, QUEEN... Na escola tive o primeiro contato com AC/DC e IRON MAIDEN. Na adolescência eu ouvia muito Punk Rock, no estilo THE OFFSPRING, PENNYWISE, BAD RELIGION, etc. Mais pra frente fui curtindo coisas cada vez mais pesadas. Acredito que a primeira música que vem à minha mente é “The Number Of The Beast”.
Primeiro disco que teve de Metal/Rock: Eu já tinha ganhado do meu pai o “Live Killers” do QUEEN. Mas o primeiro que comprei foi a coletânea “Edward The Great” do IRON MAIDEN.
Disco favorito de Metal/Rock: Acho que o álbum perfeito de ponta a ponta seja o “Temple Of Shadows” do ANGRA. Obra de arte esse disco! Ouvi incontáveis vezes na vida!
Banda favorita: Opeth
Vocalista favorito: Christian Älvestam (SOLUTION.45, ex-SCAR SYMMETRY)
Guitarrista favorito: John Petrucci (DREAM THEATER)
Baixista favorito: Linus Klausenitzer (OBSCURA)
Baterista favorito: Blake Richardson (BETWEEN THE BURIED AND ME)
Um hino dentro do gênero, e por que ele: Existem vários hinos dentro do Metal... as bandas clássicas, cada uma tem o seu. Pra mim, uma música completa que me representaria como hino, seria “Ghost of Perdition” do OPETH. A beleza da composição misturada com sua agressividade, as mudanças de ritmo, enfim, a construção da música é algo que surpreende sempre que ouço.
Uma decepção com uma banda que gosta: Confesso que o novo direcionamento do OPETH me desapontou um pouco. Apesar de sua nova sonoridade ser interessante, sinto falta do estilo que criaram e ficaram famosos exatamente pelo som que faziam.
Melhor recordação: O encontro da Hell Divine em São Paulo, quando reuni a equipe toda no show do CANNIBAL CORPSE, SUICIDE SILENCE e THE BLACK DAHLIA MURDER. Até hoje temos histórias pra contar desse dia!
Um sonho dentro do cenário: Como grande colecionador de material físico, espero que as bandas não parem de lançar seus trabalhos. Espero ver as lojas ainda abertas e a galera comprando. Meu maior sonho é ver o público voltando a lotar os shows, apoiar as bandas locais e ver o cenário crescer e prosperar.
Um pesadelo dentro do cenário: Definitivamente quando se fala em festivais no Brasil, já temo pelo pior. Esse assunto ainda é um pesadelo na vida do banger brasileiro. Apesar de termos grandes eventos acontecendo, a falta de profissionalismo e o amadorismo impera no underground.
Minha vida no Metal/Rock pode ser definida pela letra da canção: “If you see us coming, step aside”, trecho da faixa “High On Hate” da banda NACHTMYSTIUM.
Conheça o trabalho de Pedro Humangousnos seguintes links:


PIERCE THE VEIL: fenômeno faz única apresentação no Brasil neste domingo

São Paulo será a única cidade do país a receber a turnê mundial do novo álbum “Misadventures”, que será executado na integra. Este trabalho estreou em 1º lugar nas listas da Billboard Alternative, Rock e Hard Rock – foto: divulgação

O PIERCE THE VEIL, um dos grupos mais eletrizantes, influentes e impressionantes do atual cenário da música internacional, traz a bem-sucedida turnê do elogiadíssimo novo álbum “Misadventures” (Fearless Records) para única apresentação no Brasil, neste final de semana.

Três anos após arrebatadora performance, a sensação do post-hardcore mundial tem reencontro marcado com seus fieis fãs, neste domingo (10/07), no palco do Carioca Club, em São Paulo. Esta é mais uma realização da Liberation Tour Booking.

No repertório, Vic Fuentes (vocal/guitarra), Tony Perry (guitarra), Jaime Preciado (baixo) e Mike Fuentes (bateria) vão executar “Misadventures” na integra, além de relembrar clássicos de sua meteórica carreira.

“Quisemos celebrar esse nosso novo álbum de forma diferente, com uma performance especial para nós e para os nossos fãs, principalmente, oferecendo-lhes algo que nunca fizemos antes. Reproduzir um álbum ao vivo, em sua totalidade, é uma experiência rara, única e peculiar para uma banda tão jovem como a nossa”, declarou o frontman Vic Fuentes.

O repertório que tem comandando a turnê promocional do álbum “Misadventures” tem seguido da seguinte forma:

Dive In
Texas Is Forever
The Divine Zero
Floral & Fading
Phantom Power and Ludicrous Speed
Circles
Today I Saw the Whole World
Gold Medal Ribbon
Bedless
Sambuka
Song for Isabelle
Bis:
Bulls in the Bronx
King for a Day

Os ingressos continuam à venda na Galeria do Rock (loja 255), bilheteria do Carioca Club, site do Clube do Ingresso (http://www.clubedoingresso.com/piercetheveil) e pontos autorizados pela empresa. Mais informações no serviço abaixo.

“Misadventures” chega com a grande responsabilidade de superar o aclamado “Collide With The Sky” (2012), que estreou na 12ª posição no chart The Billboard 200, se manteve em 1º lugar em diversos charts de Rock, Hard Rock e Modern Rock/Alternative, justamente por ter vendido mais de 350,000 cópias e ter conquistado o “Single de Ouro” com a faixa “King For A Day”.

Tendo os singles “Circles” e “Texas Is Forever”, o novo disco mostra sua força ao estrear em 1º lugar nas listas da Billboard Alternative, Rock, Hard Rock e se manter no topo em diversos charts independentes e na programação das principais rádios dos EUA.

“Misadventures” foi gravado no Sonic Debris Studio, em Long Island, ao lado do renomado produtor e engenheiro de som Dan Korneff (My Chemical Romance, Lamb of God, Ill Niño, Paramore, Overkill, Papa Roach, Lamb of God, Sleeping with Sirens, The Devil Wears Prada, Motionless in White, entre outros). 

Após diversos shows SOLD OUT pelos EUA, o PIERCE THE VEIL tem os seguintes compromissos agendados América Latina, Austrália, Europa e Reino Unido:


JULHO
10           Carioca Club, São Paulo, Brasil
12           Vorterix, Buenos Aires, Argentina
14           Teatro Cupula, Santiago, Chile
16           Café Iguana, Monterrey, México
17           C3, Guadalajara, México

 
AGOSTO

16           Eatons Hill Hotel, Brisbane, Austrália
17           Big Top, Sydney, Austrália
18           The Barton Theatre, Adelaide, Austrália
20           170 Russell, Melbourne, Austrália
21           170 Russell, Melbourne, Austrália
23           Astor, Perth, Austrália
 

OUTUBRO 

29           Paris Trabendo, França
31           Madrid Sala Cats, Espanha
 

NOVEMBRO

01           Valencia Sala Noise, Espanha
02           Barcelona Sala Razzmatazz 2, Espanha
04           Solothurn Kofmehl, Suiça
05           Milan Magazzini Generali, Itália
07           Munich Theaterfabrik, Alemanha
08           Vienna Arena, Áustria 
09           Budapest Durer Kert, Hungria 
11           Berlin Huxleys, Alemanha 
13           Hamburg Gruenspan, Alemanha 
14           Copenhagen Amagier Bio, Dinamarca
15           Stockholm Fryhuset, Suécia
17           Amsterdam Melkweg, Holanda 
18           Cologne Live Music Hall, Alemanha 
19           Bochum Zeche, Alemanha
20           Frankfurt Batschkapp, Alemanha
22           Karlsruhe Substage, Alemanha 
23           Antwerp Trix, Bélgica
25           Cardiff Great Hall, País de Gales
26           Birmingham 02 Academy, Inglaterra
27           London 02 Brixton Academy, Inglaterra
29           Nottingham Rock City, Inglaterra
30           Newcastle O2 Academy, Inglaterra


DEZEMBRO 

01           Glasgow Barrowlands, Escócia
02           Manchester Academy 1, Inglaterra
04           Belfast Mandela Hall, Irlanda
05           Dublin Academy, Irlanda 
06           Dublin Academy, Irlanda



Links relacionados:


Serviço São Paulo

Liberation Tour Booking orgulhosamente reapresenta Pierce The Veil em única exibição no Brasil


Data: domingo, 10 de julho de 2016
Local: Carioca Club – www.cariocaclub.com.br
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – próximo ao Metrô Faria Lima
Hora: 18h
Infoline: (11) 3813.8598
Informações gerais: info@liberationmc.com
Assessoria de Imprensa: pres@theultimatemusic.com
Classificação: 14 anos

Valores:
2º lote – Pista: R$ 150 (meia-entrada/estudante/promocional*)
2º lote – Pista: R$ 300 (inteira)
Camarote: R$ 250
*Promocional para não estudantes. Doe um quilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia-entrada)

Ponto de Venda (sem taxa de serviço – pagamento em dinheiro):
Galeria do Rock: loja 255 – 1º andar – (11) 3361.6951
Carioca Club: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – (11) 3813.8598
Ingresso online (com taxa de serviço): http://www.clubedoingresso.com/piercetheveil


A/C Costábile Salzano Jr.

KRISIUN: trio faz duas apresentações no Sesc Pompeia, neste final de semana, em São Paulo


Show faz parte da turnê mundial do novo álbum “Forged In Fury”, considerado um dos melhores lançamentos de 2015 por toda imprensa especializada mundial – foto: Pri Secco
O KRISIUN, um dos nomes mais importantes da história do metal brasileiro no exterior, já está mais do que preparado para protagonizar dois ataques devastadores a cidade de São Paulo, neste final de semana.

O poderoso power trio Alex Camargo (baixo/vocal), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria) prometem tocar o terror, nesta sexta-feira (08/07) e sábado (09/07), na Comedoria do Sesc Pompeia. Na ocasião, os fãs terão a oportunidade de conferir o novo repertório da turnê mundial do álbum “Forged In Fury”, considerado um dos melhores lançamentos de 2015 por toda critica especializada nacional e internacional.

Entre os meses de julho e agosto, a banda tem shows agendados em várias cidades dos EUA como Minneapolis, Denver, San Francisco, Los Angeles, Dallas, Austin, Houston, entre outras. Já entre outubro e novembro, os brasileiros novamente vão devastar diversos países da Europa. Holanda, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, França, Espanha, Espanha, Itália, Suíça, Áustria e Polônia estão na rota.

Apesar da grande procura, ainda há ingressos à venda no próprio site do Sesc (http://sescsp.org.br/compra-de-ingresso/?id=146550 | http://sescsp.org.br/compra-de-ingresso/?id=147823) e em todas as unidades do Sesc SP. As entradas custam R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$30,00 (inteira). Mais informações no serviço abaixo.

Reconhecido como um dos nomes mais importantes da música extrema mundial, o KRISIUN definitivamente laureia sua respeitável discografia com o visceral “Forged In Fury”. Este trabalho foi produzido por Erik Rutan, frontman do Hate Eternal, ex-guitarrista do Cannibal Corpse e que já trabalhou com Madball, Agnostic Front, Six Feet Under, entre outros. As gravações aconteceram no Mana Recording Studios, Flórida (EUA).

Formada em 1990 na cidade de Ijuí (RS), a banda estourou mundialmente como precursora do movimento brutal death metal com o lançamento do debut álbum “Black Force Domain”. No entanto, alcançaram a fama internacional em 1998, com o disco “Apocalyptic Revelation”, marcada pela devastadora composição "Kings of Killing".

Com uma infindável lista de hits como “Bloodcraft”, “The Will to Potency”, “Blood of Lions”, “Combustion Inferno” e “Vicious Wrath”, e diversos álbuns que se tornaram clássicos como “Black Force Domain” (1995), “Apocalyptic Revelation” (1998), “Bloodshed” (2004), “Southern Storm” (2008) e “The Great Execution” (2011), há muito tempo, o KRISIUN se estabeleceu como um fenômeno global, principalmente por sempre realizar longas e importantes turnês, além de tocar nos principais festivais do estilo.


Links relacionados:


Serviço São Paulo
Sesc Pompeia orgulhosamente reapresenta Krisiun

Dia 8 de julho, sexta-feira – 21h30
Dia 9 de julho, sábado – 19h
Endereço: SESC Pompeia – Rua Clélia, 93 (sescsp.org.br/pompeia)

Comedoria
A capacidade do espaço é de 800 pessoas 
Assentos limitados: 150
A compra do ingresso não garante a reserva de assentos
Não temos estacionamento

Ingressos: 
R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes)
R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino)
R$ 30,00 (inteira)

Pontos de venda: unidades do Sesc SP
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 18 anos

Assessoria de Imprensa do KRISIUN:
A/C Costábile Salzano | The Ultimate Music 

Assessoria de Imprensa Sesc Pompeia
Juliana Gontad e Fernanda Porta Nova 
Telefone: (11) 3871-7720 | imprensa@pompeia.sescsp.org.br


A/C Costábile Salzano Jr.

SEPTERRA: resenhas positivas na imprensa especializada e participação de coletânea na rádio Rock Freeday


 

A banda carioca SEPTERRA vem recebendo ótimas críticas da imprensa especializada do seu primeiro álbum de estúdio “Freedom Of The Dark One”, lançado em 2016 de maneira independente. Além disso, o grupo foi convidado pela Rock Freeday para sair na primeira coletânea da rádio, que será lançada ainda este ano em parceria com a gravadora Voice Music.

O jornalista Fabio Reis, dos sites Mundo Metal e Whiplash.net, fez uma excelente resenha acentuando a música e o projeto gráfico do trabalho do SEPTERRA. Segundo o jornalista, percebe-se todo um capricho por parte do grupo e desde a arte da capa, desenvolvida pelo artista Carlos Fides. “Até a excelente produção, masterização e mixagem de Sidney Sohn, a banda esbanja profissionalismo e demonstra um cuidado especial em apresentar o melhor material possível a seus fãs” revelou.

“Individualmente, todos os integrantes merecem ser mencionados, pois desde as linhas vocais, o alcance e os ótimos timbres do vocalista Filippe ZK, ainda é necessário ressaltar o trabalho primoroso do guitarrista Marcio Fernandez, equilibrando peso e belas harmonias de maneira muito sagaz. A parte rítmica é formada pelo baixista Marcio Kendi e o baterista Anderson Miranda, sendo extremamente funcional e técnica, assim como é o trabalho do tecladista Diego Felix, adicionando climatizações e linhas belíssimas”, explicou Fabio Reis.

O site Brasil Metal História também exaltou a qualidade da banda. O repórter Leandro Nogueira Coppi elogiou o conceito do disco. “A obra é conceitual e instigante e aborda o aprisionamento de um homem cruel dentro de seus pesadelos, junto à todas as maldades que cometeu durante sua vida. A breve e misteriosa instrumental “Nightfall” dá margem à pesada “Nightmare (The Terror From Within), que, como você pôde perceber no título, evidencia tal conceito. “The Awakening” vem na cola, mantendo o peso, mas ganhando o reforço de épicos vocais de apoio”, explicou.

Em compensação, o site Onstage elogiou os vocais de Filippe ZK, que foram um dos destaques do trabalho. “Outra observação pertinente a fazer são em relação aos vocais de Filippe ZK que usa com sabedoria seus dons vocais e os intercala com sabedoria nas canções, sem soar forçado, os timbres de guitarra de Marcio Fernandes alternam o peso e a técnica mas sem excessos não comprometendo o resultado final”, disse.

Formada em 2007 por Filippe ZK (vocal), Marcio Fernandez (guitarras), Diego Felix (teclados) e Marcio Kendi (baixo), a banda SEPTERRA tem uma proposta bem própria de retomar a sonoridade clássica do Heavy Metal, sem soar datada, mas com personalidade própria – o álbum contou com a participação do baterista Anderson Miranda, que gravou todo o material.

Todo o álbum está disponível para download gratuitamente e para audição no Youtube e Spotify. Curta a página do Facebook e fique atento nas novidades. Esse mês, a banda fará várias promoções e sorteios. Fiquem de olhos abertos!

Escute “Freedom Of The Dark One” no Spotify: https://open.spotify.com/album/1lwyj84lXHpzgrUWceKgJA


Veja o tracklist:

01. Nightfall
02. Nightmare (The Terror from Within)
03. The Awakening
04. The Well of Nothingness
05. Forlorn Hope
06. Beneath My Skin
07. Sacred Gates
08. Keeper of Dreams
09. Freedom of the Dark One
10. Dark Symphony
11. River Red



SEPTERRA Line-Up:

Filippe ZK (vocal)
Marcio Fernandez (guitarras)
Diego Felix (teclados)
Marcio Kendi (baixo)


Mais informações:



Fonte: TRM Press

3 de jul. de 2016

DALLTON SANTOS - THE INNER THINGS (Álbum)


2015
Independente
Nacional

Nota: 9,0/10,0


Músicas:

1. Sensory Input
2. Visions
3. Deep
4. Mind Control
5. Acquired Impression
6. Outside the System
7. Nikitless


Banda:

Dallton Santos - Guitarras, sintetizadores, teclados
Marcelos Soares - Baixo
Rodolfo Ferreira - Bateria
Marquinho da Luz - Percussão
Arthur Maia - Baixo em "Nikitless"
Fernando Ferraz - Bateria em "Nikitless"


Contatos:

Lanciare Comunicação (Assessoria de Imprensa)


O Brasil já se adequou à realidade musical do restante do mundo.

Sim, pois todos os estilos musicais mais universais já possuem seus fãs no Brasil, ao mesmo tempo em que músicos dos gêneros fervilham por aqui.

E em termos do chama-se Jazz Rock/Jazz Fusion, existem algumas feras em nosso país, e uma delas é, sem sombra de dúvidas, o guitarrista DALLTON SANTOS, de Santo André (SP), que lançou ano passado seu terceiro disco, "The Inner Things", disco que é o centro desta resenha.

Embora seja um disco de Jazz Rock, verdade seja dita: Dallton prima por um espectro mais amplo em termos musicais. Ao mesmo tempo, embora a técnica seja clara, o guitarrista prefere algo mais cheio de feeling, buscando descentralizar as atenções da guitarra. Sim, todos os instrumentos acompanham possuem boa técnica, logo, as músicas em si é que são o mais importante, o conjunto como um todo.

E se preparem, pois "The Inner Things" é um disco viajante, cheio de influências que vão do Jazz Rock ao Soul, do Funk (americano) à MPB sem problemas ou pudores. E é justamente esta fluência musical envolvente que torna o álbum tão delicioso de ser ouvido.

A produção é do próprio guitarrista, com tudo gravado estúdio Área 51, e tendo mixagem e masterização no estúdio Codimusic. O resultado é uma sonoridade limpa e cristalina, essencial para este estilo de música. Cada arranjo musical pode ser ouvido e compreendido sem esforços. A parte gráfica, focada no guitarrista, é de Jean Michel, da Designatios Atrwork, e ficou muito boa.

Em sete canções de duração mais curta, se percebe mais uma vez que o enfoque é a música em si, e que a técnica instrumental é uma conseqüência. E em música como "Sensory Input" (cheia de arranjos detalhados, onde baixo e bateria evoluem muito bem com arranjos de Jazz/Funk, enquanto a guitarra nos brinda com solos de primeira, esbanjando melodia), as percussões latinas em "Visions" (esta cheia de groove funkeado, fora o baixo estar muito bem), a versatilidade jazzística de "Mind Control" (mais uma vez, o feeling de Jazz Rock se faz presente, repleto de arranjos lindos da guitarra), a virtuosa "Acquired Impression" (baixo e teclados fazem arranjos fantásticos, permitindo que as guitarras evoluam de forma natural e bem trabalhada), e a linda "Nikitless" (uma diversidade de arranjos de baixo, bateria e guitarras são ouvidos aqui, mas sempre em um formato melódico. E mesmo virtuosa, nos embala facilmente).

Um ótimo disco, muito criativo, e mostra o quanto Dallton pode oferecer musicalmente.

HATEBREED - THE CONCRETE CONFESSIONAL (Álbum)


2016
Nacional

Nota: 9,5/10,0


Músicas:

1. A.D.
2. Looking Down the Barrel of Today
3. Seven Enemies
4. In the Walls
5. From Grace We've Fallen
6. Us Against Us
7. Something's Off
8. Remember When
9. Slaughtered in Their Dreams
10. The Apex Within
11. Walking the Knife
12. Dissonance
13. Serve Your Masters


Banda:

Jamey Jasta - Vocais
Wayne Lozinak - Guitarras
Frank Novinec - Guitarras
Chris Beattie - Baixo
Matt Byrne - Bateria


Contatos:



Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Quem conhece o trabalho do quinteto americano HATEBREED não tem meio termo: ou se ama ou se odeia.

Talvez isso seja causado por serem uma banda com uma sonoridade mais moderna, algo que muitos fãs mais conservadores não conseguem engolir. Outros, com as mentes mais abertas, aceitam-nos como uma das melhores bandas do momento.

Sem tomar partidos, podemos afirmar que o quinteto faz um trabalho de qualidade, e que seu sucesso não é gratuito de forma alguma. Que o diga o mais recente álbum deles, "The Concrete Confessional", que acaba de ter sua versão nacional lançada no Brasil pela dobradinha Shinigami Records/Nuclear Blas Records Brasil.

Para quem já conhece o trabalho do grupo, o que "The Concrete Confessional" pode nos oferecer?

A resposta é simples: PORRADA NOS OUVIDOS!

Antes de tudo, é preciso dizer que o estilo musical do quinteto é consolidado há anos, esta mistura do Hardcore americano à lá CBGB com influências de Thrash Metal e mesmo alguns toques mais modernos. Mas de longe a fúria musical do grupo é enorme, e sua base musical muito bem feita serve para os discursos em prol do livre pensamento, das lutas por causas justas, contra o uso abusivo de drogas, e do amadurecimento, da superação, do despertar da força interior de cada um de nós para buscar atingir objetivos que parecem distantes ou impossíveis.

Isso é positividade, força, agressão musical, e isso, meus caros, é o que o HATEBREED nos oferece.

Produzido e masterizado pelas mãos de Chris "Zeuss" Harris, mais a mixagem de Josh Wilbur, podemos aferir que a qualidade sonora do disco é perfeita: limpa na devida medida para a banda explorar suas músicas e tostar falantes e fones de ouvido, pois o som da banda esbanja timbres brutos e muito agressivos. Ou seja, o som que se ouve do CD está de alto nível, como sempre, embora muito bem feito.

A arte é de Marcelo Vasco, da PR2Design, e é incrível como ele conseguiu colocar a agressividade sonora do grupo nos detalhes artísticos do CD. Ou seja, a parte gráfica está muito bem antenada com o conteúdo lírico/musical da banda.

O quinteto mostra a mesma raiva de sempre em suas músicas, transbordando em positividade. A diferença é que sob esta colcha feita de guitarras faiscantes (em bases sólidas e solos bem feitos), baixo e bateria criando uma base rítmica sólida e bruta (mas bem tocada), e os vocais raivosos de sempre discursam e contagiam o ouvinte. E tudo isso, meus caros, está no ápice, com excelentes arranjos musicais, as músicas são curtas o que ajudam a fácil assimilação das mesmas.

O disco é excelente de ponta a ponta, mas destacamos as seguintes faixas:

"A.D." - velocidade em alto nível, muita agressividade e tudo isso embalado por um trabalho ótimo das seis cordas (ouçam como os solos são caprichados), mais os vocais ríspidos que nos embalam junto com backing vocals bem postados. Mas existem momento cadenciados excelentes, onde tudo fica ainda mais intenso.

"Looking Down the Barrel of Today" - Alternando entre momentos velozes e outros mais cadenciados, esta faixa é cheia de arranjos de guitarras de primeira, tornando-a ganchuda e apaixonante.

"Seven Enemies" - Azeda, cadenciada e intensa, é onde o peso abrasivo do grupo fica evidente, e isso sem mencionar como baixo e bateria estão em uma forma excelente. E isso sem mencionar o excelente refrão.

"Us Against Us" - O lado mais hardcorizado da banda está evidenciado demais, com os vocais despejando raiva anti-conformista para todos os lados, e isso em uma canção com boa dose de velocidade e arranjos de primeira. E tome um refrão que não se esquece mais depois que se ouve uma vez.

"Remember When" - Esta é aquela típica música mais paradona que o HATEBREED costuma fazer muito bem (apesar de alguns momentos mais velozes), onde o peso de baixo e bateria criam uma base rítmica sólida e firme.

"Slaughtered in Their Dreams" - Um dos diferenciais do quinteto surgem em meio ao azedume lendo desta faixa: solos bem feitos. E mesmo não sendo nada virtuosos, são muito bons, e bem encaixados.

"The Apex Within" - Esta aqui é muito envolvente, cheia de mudanças de tempos, além de uma mostra do quanto os vocais são importantes na banda. Além de tudo, a dicção permite que a voz preencha todos os espaços quando necessário

"Dissonance" - Novamente, o lado mais Hardcore bruto e agressivo está às claras, e mesmo com mudanças de ritmo próximas ao refrão, é icnrível ver como a base rítmica e as guitarras trabalham juntas, sem destoar. É uma muralha bruta e sólida diante de nós!

O HATEBREED não decepciona, logo, descolem suas cópias de "The Concrete Confessional", e boa diversão!

Jamey Jasta, Wayne Lozinak, Frank Novinec, Chris Beattie e Matt Byrne não decepcionam nunca.





DEMOLITION - MANIPULATION FOR TRAGEDY (EP)


2016
Independente
Nacional

Nota: 8,5/10,0


Músicas:

1. Illusion of Fear
2. Infected Face
3. Influence
4. Manipulation for Tragedy


Banda:

Thaís Teixeira - Vocais
Gabriel Vieira - Guitarras
Junior Silveira - Baixo
Wagner Oliveira - Bateria


Contatos:


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Uma tradição do Brasil é fazer Thrash Metal.

Sim, desde que o SEPULTURA lançou "Schizophrenia", em 1987, o Brasil se tornou um criadouro do estilo, mesmo quando o Thrash Metal andou em baixa (do início dos anos 90 até meados da década passada, aproximadamente). E sempre vemos bandas novas surgindo e mostrando potencial.

E digamos de passagem: o DEMOLITION, de Governador Valadares (MG), mostra que tem garra e muito a dar em "Manipulation for Tragedy", seu primeiro EP, aqui, em sua versão de vocais regravados.

Antes de tudo, é preciso explicar o motivo da regravação dos vocais: a versão original do EP foi gravada com o vocalista Augusto Zenn, que saiu da banda pouco depois que o EP foi disponibilizado para a audição na página do quarteto no Soundcloud. E pouco tempo depois, foi efetivada no lugar a vocalista Thaís Teixeira. Logo, antes da versão física sair, foi necessário este processo.

Ora, ninguém quer lançar um disco com um vocal e ter que excursionar com outro. Tony Iommi que o diga na época do "The Eternal Idol". Tanto que a versão física trás as músicas com a voz de Augusto (pois o CD já estava sendo prensado quando ele saiu), mas com um QRcode que nos permite baixar as versões com Thaís cantando.

Voltando ao EP: a banda mostra um Thrash Metal forte e bem agressivo, com claros toques pontuais de Death Metal aqui e ali. Se por um lado não chega a ser algo inédito em termos de estilo, é cheio de personalidade, uma energia selvagem incontida muito boa, além de uma técnica esmerada. E sim, tem um jeitão meio MOTORHEAD de ser em muitos momentos. E, além disso, é atual, com uma sonoridade moderna muito boa.

Em termos de produção sonora, acertaram a mão. Os instrumentos estão com timbres muito bons, a qualidade é clara e moderna, mas bem pesada. Podemos ouvir os instrumentos separadamente sem problemas, e a arte da capa é de primeira.

Em termos de musicalidade, a banda se mostra firme, coesa e bem entrosada. As guitarras são de primeira nos riffs e solos, baixo e bateria estão excelentes no tocante à peso e ritmo (as mudanças são muito boas, verdade seja dita), e os vocais estão muito bem nesse timbre mais esganiçado, diferente de muitas vozes femininas que são usadas como padrão. E particularmente, os novos vocais realmente encaixaram muito bem na banda.

"Illusion of Fear" - É uma canção bem trabalhada e agressiva, mostrando um trabalho de mudanças de ritmo de primeira, ou seja, se destacam bastante o baixo e a bateria.

"Infected Face" - Um pouco mais lenta, mas o peso e nível de técnica instrumental aumentaram bastante. As guitarras estão muito bem, com bases bem trabalhadas e solos caprichados.

"Influence" - A banda capricha mais uma vez no peso e agressividade. Óbvio que o andamento mais cadenciado deu uma ênfase ótima nos riffs de guitarra, mas ao mesmo tempo, os vocais estão muito bem.

"Manipulation for Tragedy" - Apesar da pegada Thrash Metal, vemos uma envoltória clara vinda do Death Metal. Técnica, peso e agessividade, além dos vocais estarem muito bem tanto nos momentos mais velozes como nos mais cadenciados.

No mais, a mudança de vocalista mostrou ser uma alternativa saudável, o DEMOLITION ainda tende a crescer mais, mas já se encontram no caminho certo.

Ponho fé.