9 de mai. de 2016

FORKILL: novo clipe é sinônimo de Thrash Metal





Os thrashers cariocas do FORKILL acabam de lançar seu novo vídeo clipe, para a música “Let There Be Thrash”, que fará parte do novo disco, “Old Skulls”, ainda em fase de gravações. Com direção de Natane Vidal e produção da Tug Entertainment, o vídeo foca na presença de palco da banda, fugindo um pouco do trabalho realizado no primeiro clipe, da música “Breathing Hate”, de 2013, onde intercalam imagens da banda com cenas dos protestos ocorridos naquele ano. 

Assista ao clipe de “Let There Be Thrash”:


A música em si reflete a evolução do grupo em relação ao debut, trazendo um som mais agressivo. “A sonoridade está sensacional”, comenta o guitarrista Ronnie Giehl, que dá pistas sobre o que podemos esperar em termos de influências e método de trabalho: “Semanas atrás começamos as guitarras, mas como optamos por um processo de gravação mais preciso, esse método se torna mais demorado, mas a qualidade é muito superior ao modo tradicional! Nosso engenheiro de som é inspirado pelo produtor Andy Sneap, e pelo método de gravação de bandas como Testament e Exodus, então posso dizer que o resultado final será matador! Estamos buscando uma sonoridade à la “Dark Roots of Earth”, disco do Testament lançado em 2012, mas com a cara do Forkill.”

O grupo também tem alguns shows marcados entre as gravações e está fechando mais shows no estado de São Paulo. No próximo final de semana tocarão no festival Cordeiro Massacre (14/05, na cidade de Cordeiro/RJ) e no dia seguinte na Ilha do Governador/RJ, no festival Get Thrashed. Ronnie finaliza convidando todos os headbangers a comparecerem nestes eventos: “Será uma ótima oportunidade para testarmos ao vivo as novas músicas! Já temos tocado diversas composições do novo álbum ao vivo, e estamos saindo direto do estúdio para realizar estes dois grandes eventos dedicados ao Metal carioca! Esperamos todos lá, prontos para o mosh!”.

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Leandro Caçoilo lança música com a banda Sancti e vídeo cover de “Powerslave”







O vocalista Leandro Caçoilo começa o mês de Maio repleto de novidades. Logo na primeira semana, o cantor lançou junto com a banda Sancti a faixa inédita “Liberdade”, música que estará presente no novo álbum do grupo. Cantada totalmente em português, a composição mostra novas facetas do vocalista, que é considerado um dos melhores do Brasil. Outra grande novidade é que o cantor segue com os vídeos institucionais onde ensina como cantar clássicos do Metal. Dessa vez, o músico apresenta o cover de “Powerslave”, do Iron Maiden.

“A Sancti foi um trabalho que comecei logo após que eu saí da banda Eterna. Comecei junto com o grande parceiro, também do Eterna, Jason Freitas. Na época, o Rafael Agostino, que não está mais na banda, também começou comigo. Depois de uma demo gravada, acabou que não deu muito certo e saí. Porém, recentemente eles me convidaram novamente e voltei para finalizar o trabalho. Por ser uma música cantada em português, acredito que mostra novas possibilidades tanto na linha vocal como na questão das letras. Aguardo feedback dos fãs, pois eu fiz para vocês”, disse o vocalista. A banda Sancti é formada por Leandro Caçoilo (vocal), Daniel Caçoilo (Guitarra), Jason Freitas (Baixo), Alecio Rodrigues (Teclado) e Wander Oliveira (Bateria).

Escute “Liberdade”, da banda Sancti:


Além da música com a banda Sancti, Leandro Caçoilo também lançou mais um vídeo em seu canal do Youtube. Neste, em especial, o vocalista canta a música "Powerslave", do Iron Maiden. Além disso, no mesmo vídeo ele explica como cuidar da voz em vários momentos e também apresenta a banda brasileira Carro Bomba.

“Nesse vídeo canto uma música de uma banda e vocalista que sou fã. Powerslave, do Iron Maiden. Uma de minhas maiores referências no canto e na vida também. Também vou começar a apresentar bandas brasileiras que gosto muito, a primeira, é o Carro Bomba, grande banda!”, disse o vocalista.

Veja vídeo de Leandro cantando "Powerslave":


Para quem quiser entrar em contato com Leandro para ter aulas ou workshops basta enviar um e-mail para leandrocacoilo@hotmail.com. As aulas do vocalista abordam técnicas como respiração, impostação, repertório, belting, apoio, aquecimento, resistência, drive e ressonância. Para ter aulas de canto com Leandro Caçoilo entre em contato por e-mail ou pelo site oficial do cantor. As aulas são totalmente voltadas para o aluno com gravações em pro-tools, com especialização em Rock ‘n’ roll, Metal, AOR, Thrash, Blues, Soul, etc.

Mais informações:

Site Oficial – www.leandrocacoilo.com.br
E-mail para contato: leandrocacoilo@hotmail.com

8 de mai. de 2016

Território Metálico - VALHALLA, MORETOOLS, MIASTHENIA, ROASTING (DVD)


2016
Nacional

Nota: 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O Brasil tem entrado mais e mais no marcado dos produtos audiovisuais, e fazendo bonito, digamos de passagem. E uma das maiores vantagens é a documentação devida de shows que podem estar entrando para a história do gênero por aqui, como é o caso do festival "Território Metálico", festival ocorrido em Brasília e que acabou de virar um DVD, trazendo as apresentações de quatro bandas: VALHALLA, MORETOOLS, MIASTHENIA e ROASTING.

Gravado no Galpão Matrix, podemos perceber que a casa teve um bom público para as bandas. E cada uma delas mostra um trabalho ótimo, bem como a força do Planalto Central em termos de Metal extremo.

Em termos de qualidade visual, verdade seja dita: tudo está em um nível de capricho de primeira. A qualidade sonora está ótima para cada uma das bandas, sem exceções, assim como a qualidade de imagens é de primeira, em um nível que raramente vemos por aqui. Parabéns tanto para a equipe que trabalhou o som e para a de vídeo, pois está tudo muito bom, inclusive os takes de câmeras estão de primeira. E sem mencionar a existência de menu que nos permite ver e ouvir a banda que queremos.

Outro atrativo são as entrevistas das bandas entre as músicas, onde elas falam de sua história e planos, bem como de sua formação, discografia e estilo. E nas entrevistas, temos inclusive legendas em inglês, o que torna o produto acessível a fãs do exterior.

A primeira banda do DVD é o VALHALLA.

Valhalla

Um trio experiente, formado exclusivamente por mulheres, elas arrasam tocando um Death Metal Old School há quase 30 anos (o grupo foi formado em 1988, com o nome de PHOBIA). São precursoras das bandas femininas no Brasil, e usando de riffs abusivamente brutos, vocais guturais extremos, baixo e bateria em uma base rítmica sólida e pesada, tudo em seus devidos lugares.

O trabalho do trio é intenso, agressivo, horas mais veloz, outras vezes mais cadenciado e azedo, é algo ótimo de se ver e ouvir. Aos mais chatos pode soar não soar inovador, mas como pedir a um conjunto tão antigo que mude sua essência?

Apresentando uma ótima postura de palco, o impacto de canções como "Evil Fills Me", a brutal "Mistery of Existence" e "Internal War" é absurdo. E espero que elas retornem com um disco novo em breve!

Em seguida, é a vez do MORETOOLS destruir os tímpanos alheios.

Moretools

Usando de uma musicalidade sólida à base de uma Death Metal explosivo com muita influência do Grindcore (veja o contraste entre os vocais guturais e os berros rasgados e entenderão o que eu digo), mostrando uma boa técnica e peso de sobra.

A movimentação de palco da banda é boa, sua música flui cheia de energia e peso, mas não abrem mão de certa técnica no meio de tanta brutalidade. E uma característica deles é evitar ficarem presos a um único tipo de andamento, ao mesmo tempo em que algumas doses de Thrash Metal dão as caras vez por outra.

"Human Dependence", a trabalhada "Razor of Torment", e a veloz e brutal "Kill Him" são mostras do que este quinteto de Death Metal maniacs pode fazer.

Muito talento e são promissores!

Seguindo, vem o trio de Black Metal MIASTHENIA.

Miasthenia

Fugindo do ponto comum, investindo em um Black Metal mais melodioso e soturno, a banda vai bem, mesmo com a ausência de um baixista (compensada pelos teclados). Mesmo a postura é pouco afetada.

O estilo do trio mixa o lado mais sombrio do Black Metal com fortes melodias de guitarras, e a presença dos vocais rasgados de Hécate dão certa diferenciada. O grupo é único, não tem jeito, para desespero das viúvas do Metal gringo.

Cantado em português e com letras evocando o paganismo americano dos tempos antes da colonização, eles se mostram uma banda de primeira. Uma pena que apenas três canções foram postas no DVD (mas lembremos que o grupo é adepto de músicas longas), mas ouvir ao vivo "Entronizado na Morte", "Saga ao Xibalbá" e "XVI" valem qualquer coisa.

O ROASTING, quarteto local, é o último.

Roasting

É muito interessante ver a banda desfilando um Death Metal Old School (ou seja, voltado aos primórdios, próximo à explosão do estilo na primeira metade dos anos 90), coesa e brutal. Eles mostram uma boa dinâmica de andamentos em suas canções, sendo veloz algumas vezes, e um pouco mais cadenciada em outras.

Se a música do grupo não chega a ser algo inovador, ouvir e ver a banda tocando "Hypnotic Symphony" e "Lady in White" é algo de primeira, de deixar qualquer fã de Metal extremo de cabelos em pé.

A postura da banda no palco é muito boa, e tendem a crescer mais e mais musicalmente.

Nos resta dizer apenas que a iniciativa tanto do festival como do DVD é algo louvável, e nos resta comprar o item e nos permitir conhecer um pouco mais da cena do Planalto Central.

Mas fica a idéia: que tal um maior intercâmbio entre as bandas de Brasília com as de outros estados?

Fica a dica!




VALHALLA:

Músicas:

1. Evil Fills Me
2. Mistery of Existence
3. Weird Insane
4. Internal War
5. Renunciation

Banda:


Ariadne Souza - Bateria, vocal
Adriana Tavares - Guitarras
Alessandra Tavares - Baixo

Contatos:



MORETOOLS:

Músicas:

1. Human Dependence
2. Razor of Torment
3. Creeping
4. Kill Him
5. The Time
6. Still Burning

Banda:


Rhavi Santos - Vocais
Alu Pedrotti - Guitarras
Hudson Arsênio - Guitarras
Daniel Gonçalves - Baixo
Riti Santiago - Bateria

Contatos:



MIASTHENIA:

Músicas:

1. Entronizado na Morte
2. Saga ao Xibalbá
3. XVI

Banda:


Hécate - Vocais, teclados
Thormianak - Guitarras
V. Digger - Bateria

Contatos:



ROASTING:

Músicas:

1. Hypnotic Symphony
2. Sinner Insane
3. Lady in White
4. Ilusion Maker
5. Blood Arms


Formação:


Carola - Vocais
Japão - Guitarras
Marcos - Baixo
Júlio Fricks - Bateria

Contatos:

7 de mai. de 2016

VULTURE WINGS - Funeral Grounds (EP)


2016
Independente
Nacional

Nota: 8,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


A fertilidade do Brasil para bandas de Metal extremo é algo realmente surpreendente.

Basta olhar para publicações de confiança, como sites, revistas e zines e ver no número de bandas que se dedicam às vertentes mais esporrentas do Metal. O grupo não é pequeno, e poderíamos aferir que 75% das bandas nacionais dedicam seus esforços ao Thrash Metal, ao Death Metal, ao Black Metal ou alguma de suas vertentes. E isso torna o trabalho de se sobressair em meio ao dilúvio bem difícil.

Mas ainda bem que temos sorte, pois vez por outra surgem bandas promissoras, como o quinteto VULTURE WINGS, de Teresópolis (RJ), que chega com seu primeiro lançamento, o EP "Funeral Grounds".

A banda segue uma linha mais clássica dentro do Death Metal, algo próximo a bandas como ENTOMBED e DISMEMBER de seus primeiros trabalhos, embora não se furtem a usar elementos um pouco mais modernos. E assim, a música da banda se destaca justamente por ter uma gama de influências que os retira do bojo das bandas que só fazem mais do mesmo, ou daquelas que nem chegam a tanto. O VULTURE WINGS veio para acrescentar, para somar, e não para ser apenas mais um em meio a tantos.

O conhecido produtor Daniel Escobar foi quem pôs a mão na massa e acompanhou a gravação, mixou e masterizou o EP, tudo feito no HR Studio, tendo a própria banda com ele na produção. Óbvio que o trabalho soa brutal e cru nas medidas certas, com o peso vindo das músicas em si, e não da gravação. E, aliás, que se diga de passagem: a banda está com uma sonoridade seca e translúcida, nos permitindo entender o que eles estão fazendo. Óbvio que ainda não é o auge do que pode ser feito, mas está em um bom nível.

Tanto a arte como o layout ficaram nas mãos de Augusto Miranda, que mesmo na simplicidade de cores, fez algo muito bom e funcional, e que se encaixou como uma luva na proposta do grupo.

Musicalmente, o VULTURE WINGS se mostra uma banda que foge da acomodação, de repetir as fórmulas já erodidas pelo uso abusivo, e busca dar sua contribuição. E justamente pela diversidade musical das influências individuais de cada músico que tudo ganha uma vida diferenciada, aquele toque essencial, aquele algo a mais que faz o trabalho ter sentido, fluindo em cada detalhe, em cada arranjo. E em "Funeral Grounds", eles usam de músicas com média de duração de cinco minutos, logo, conseguem exibir bastante dinâmica, nunca ficando em um único tipo de andamento ou arranjos.

"Oath With No Words" é uma instrumental bruta e climática que vai preparando o ouvinte para o porradeiro que se aproxima. E ele chega de forma grotesca e explosiva em "Tower of Silence", uma música com uma bela dinâmica de andamentos e belo trabalho das guitarras (reparem como os detalhes para o grupo são importantes) e mesmo alguns momentos em que o baixo se destaca. Em "Walking Corpse Syndrome", o ritmo é mais cadenciado, com a bateria mostrando sua força e técnica, ao mesmo tempo em que os vocais usam bastante o contraste entre urros guturais e gritos rasgados, mas reparem bem como mais uma vez as guitarras estão com riffs ótimos e solos não muito convencionais. Fechando, temos "Necrophagous Majesty", um pesadelo sonoro que é cheio de elementos fora do Death Metal em termos de baixo e bateria, mas que poucos podem perceber, e, além disso, é recheada de mudanças rítmicas e vocais guturais no melhor estilo.

Teresópolis está se tornando uma nova força do Metal no RJ, e pelo visto, o VULTURE WINGS deve se tornar umas das forças do Metal na cidade.

Tem muito futuro, e isso chega a ser óbvio.










Músicas:

1. Oath With No Words
2. Tower of Silence
3. Walking Corpse Syndrome
4. Necrophagous Majesty


Banda:


João Valentim - Vocais
Alan Machado - Guitarras
Willian Passos - Guitarras
Ted Fernandes - Baixo
Wellington Cunha - Bateria


Contatos:

DYSNOMIA - Proselyte (Álbum)


2016
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Nos domínios do Metal extremo, a fusão do Death Metal com o Thrash Metal é algo antigo, feito desde a segunda metade dos anos 80 e um pedaço da década de 90. E nos dias de hoje, muitas bandas buscam equilibrar esta mistura, sem descaracterizar o gênero. No Brasil, o estilo já possui uma escola, onde novos nomes estão surgindo e ampliando fronteiras com novas possibilidades. E um nome ótimo é o do quarteto DYSNOMIA, de São Carlos (SP), que após lançarem o EP "As Chaos Descends" de 2013, agora voltam com seu primeiro álbum, o destruidor de pescoços chamado "Proselyte".

A banda refinou um pouco mais o estilo, mantendo a brutalidade e agressividade do Death Metal com a técnica e pegada do Thrash Metal, mas incorporou certo fundo melódico que mantém suas canções mais concisas (reparem bem como os solos estão bem mais trabalhados e mantendo coerência melódica). Mas não se preocupem: a esporreira infernal de antes está intacta, apenas mais robusta e objetiva. E é bom prepararem os pescoços para o torcicolo!

Gabriel do Vale e o próprio quarteto dividiram a responsabilidade de produzir "Proselyte", e Gabriel ainda mixou e masterizou o disco no Nova Estúdio, e a banda conseguiu um bom nível em termos de qualidade sonora. Os timbres dos instrumentos estão muito bem, conseguindo aliar todos os aspectos musicais que compõem a personalidade do DYSNOMIA de maneira harmoniosa e coesa. E o melhor de tudo: a agressividade da banda está muito bem equilibrada com a limpeza necessária.

Do lado artístico, falar de Gustavo Sazes é chover no molhado. Mais uma vez, uma bela arte, que captou perfeitamente a mensagem azeda que a palavra "Proselyte" tem, e soube esboçá-la em forma de arte. E isso tudo embalado em um Slipcase providencial.

"Prosélito" (tradução do termo para nossa língua) era uma denominação dada aos convertidos ao Judaísmo na antiguidade, mas que foi adaptado não só ao âmbito religioso, mas mesmo ideológico/social/político. E realmente, é tão atual que nunca vimos as pessoas se degladiando por tudo, em especial nas mídias sociais. E é esse o lado que o DYSNOMIA trabalha suas letras críticas.

A música da banda atingiu um nível de maturidade ótimo desde "As Chaos Descends", e "Proselyte" é justamente um passo adiante, mostrando que tudo no grupo evoluiu bastante. É ouvir e ficar grudado!

Destaques: a brutal e bem trabalhada "Ascension" com suas mudanças de tempo e excelente trabalho de baixo e bateria; a feroz e agressiva "Palingenesis" com mais mudanças de ritmo, mas mesmo assim, as guitarras da banda mostram um serviço de primeira nos riffs e solos; "Proselyte" e seu ataque de riffs opressivos e contagiantes, além de vocais urrados muito bem encaixados nas partes instrumentais; a bela e criativa "Sisyphus", que tem um início melodioso e com partes de guitarras limpas, mas que vira um caos de peso e rispidez logo, sempre mantendo a qualidade musical do grupo em arranjos de primeira (reparem como algumas melodias sombrias dão as caras); e a avassaladora e rápida "Obsolete Humachinery" com seus arranjos mais brutais, mas sem perder a noção técnica.

"Proselyte" vem coroar um bom momento para o DYSNOMIA, que tem tudo para ir ainda mais longe. Por agora, é bom arrumarem cremes para torcicolo!




Músicas:

1. Ascension
2. Palingenesis
3. Proselyte
4. Spiralling into Oblivion
5. Sisyphus
6. Begotten
7. The Storm Arrives
8. Obsolete Humachinery


Banda:


João Jorge - Vocais, guitarras
Julio Cambi - Guitarras
Denilson Sarvo - Baixo
Érik Robert - Bateria


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)

AEON PRIME - Future Into Dust (Álbum)


2016
Independente
Nacional

Nota: 8,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O Brasil, com toda sua diversidade em termos de Metal, tem permitido que sonoridades do passado e do presente convivam juntas (embora muitas vezes, de forma desarmônica, graças ao radicalismo vazio de muitos). É importante perceber que isso faz parte de uma dinâmica complexa, pois a formação e sonoridade de uma banda dependem muito do "background" musical de cada um de seus integrantes. E o mais legal é quando não há tanto entendimento entre todos os envolvidos, já que isso vai acrescendo influências diversificadas à música de um grupo. E mesmo que de forma sutil, é o que se percebe em "Future Into Dust", primeiro álbum do quinteto AEON PRIME, de São Paulo.

Podemos aferir que o grupo usa como base de sua música o Heavy Metal tradicional, trazendo contribuições tanto da NWOBHM como do American Metal, além de uma dose bem sensível do Metal tradicional moderno. Soa pesado e melodioso, mas ao mesmo tempo possui uma dinâmica agressiva e intensa, além de ter energia de sobra. É uma banda que ainda vai render bem mais no futuro, mas que no momento, já está muito bom e dando sinais que pode se agigantar.

Pedro Esteves (do Masterpiece Studio, e guitarrista do LIAR SYMPHONY) foi o produtor do disco, sendo que ainda mixou e masterizou tudo. O resultado é uma sonoridade limpa e cristalina, permitindo que tudo do trabalho musical do grupo possa ser assimilado sem esforços. Mas ao mesmo tempo, existe um peso intenso aliado a melodias preciosas, algo que ficou muito evidenciado.

Já a arte é de Ed Anderson para um conceito concebido por Fernando Laruccia, dando uma visão um pouco soturna sobre o futuro que pode ser criado a partir das experiências do hoje. E por isso, encaixa como uma luva na música do quinteto.

A música do AEON PRIME se destaca pelo conjunto, pela solidez da banda como um todo, já que arranjos e dinâmica entre os instrumentos privilegiam justamente a força da fusão dos talentos individuais. É bem feito, com muita melodia e energia de sobra.

Músicas como "Coliseum" e sua forte carga melodiosa (com uma pegada envolvente, recheada por um trabalho muito bom de baixo e bateria), assim como as guitarras de "Future Into Dust" (que mostram belos solos bem construídos), passando pela força introspectiva e densa de "Revolving Melody" e suas linhas vocais de primeira, além da mais moderna "The Commandments" e seus arranjos um pouco mais técnicos, a macia e introspectiva "About Dreams and Lies" (com seu trabalho acústico de cordas de primeira, fora o jeitão meio obscuro em certas partes), a grudenta "Newborn Star" e seus arranjos ótimos de guitarra, e a agressividade melodiosa de "In the Depths of Me" (com belos backing vocals, além de baixo e bateria mostrarem uma precisão absurda, e um peso fantástico) são mostras de uma banda que ainda tem muita lenha para queimar, e muito que provar, mas que está no caminho certo.

Uma bela revelação, verdade seja dita.



Músicas:

1. Coliseum
2. Future into Dust
3. Revolving Melody
4. Ghost
5. The Commandments
6. Deadly Sacrifice
7. About Dreams and Lies
8. Newborn Star
9. In Gold We Trust
10. In the Depths of Me


Banda:


Michel de Lima - Vocal
Yuri Simões - Guitarras
Felipe Mozini - Guitarras
André Fernandes - Baixo
Rafael Negreiros - Bateria


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)

DISCHARGE - End of Days (álbum)


2016
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Bem, não é novidade para ninguém que, desde a década de 70, diferentes influências musicais e ideológicas foram sendo aglutinadas ao Metal como o conhecemos, a ponto das novas gerações não perceberem o quanto esse movimento foi intenso. E uma das maiores é, sem sombra de dúvidas, a influência do Punk Rock e do Hardcore. Ou o caro leitor acha que a questão "underground X mainstream", o famoso "Do It Yourself", a consciência de uma cena local que se une à nacional, além da própria influência no que tange a música vieram de onde?

Minhas palavras podem chocar muitos, mas que seja: não existiriam IRON MAIDEN (pois lembro-os que Paul Di'Anno é oriundo da cena Punk inglesa), nem mesmo METALLICA (quem se esqueceu que James e Kirk, em um passado remoto, usavam camisas de bandas de Hardcore?) existiriam. E nem ao menos existiria Metal extremo, pois Thrash, Death e Black Metal são estilos que receberam uma carga de influências bem pesada do Punk/Hardcore. É algo inegável esta influência.

E como é ver que um dos pioneiros do Hardcore na ativa, lançando discos e cuspindo anarquia e caos em sua música.

Sim, o DISCHARGE, clássico grupo inglês do gênero e um dos maiores responsáveis pela popularização do estilo, está de volta com "End of Days", que ganhou versão brasileira graças à Shinigami Records.

O que a banda está tocando em "End of Days" nada mais é que o estilo que a popularizou, aquela mesma forma crua e direta de Hardcore, feita com canções curtas, sem muitas firulas (embora o quinteto não se prive de certa qualidade técnica), com vocais rasgados em timbres normais bem intensos, riffs de guitarra certeiros e solos com ótima noção melódica, e uma base rítmica coesa e firme, dando condições da banda evoluir muito bem suas músicas. Ou seja, é o bom e velho DISCHARGE da época dos clássicos "Why?" e "Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing", que tinha legiões de fãs entre os headbangers brasileiros nos anos 80 (entre eles, Max Cavalera, que chega a usar uma camisa com o logo do grupo em fotos bem antigas, da época do "Morbid Visions"). É cru, direto e cheio de energia, além de cativante.

A produção sonora do grupo é daquelas que resgatam a sonoridade antiga da banda, desfilando suas canções com uma sonoridade crua e seca. Os timbres são bem simples, o mais perto possível do natural. Mas mesmo assim, é possível compreender o que a banda está tocando, bem como entender seus arranjos. Ou seja: é a qualidade sonora que o grupo quis para sua música, e na qual ela ganha vida e intensidade. Até a capa faz referência ao passado mais direto e anárquico do quinteto. 

O DISCHARGE não fez de "End of Days" um disco como uma "comeback" às suas raízes Hardcore, apenas deu seqüência ao estilo que eles mesmos criaram lá nos anos 70. Temos aqui um apanhado de 15 músicas muito boas, com arranjos musicais simples, mas a energia é absurda.

"End of Days" nasceu um disco de primeira linha, e é difícil destacar uma ou outra canção. Cito a crueza cheia de energia de "New World Order", o caos anárquico que é ouvido em "Raped and Pillage" (esta com vocais gritados de primeira) e "End of Days" (que é tão cativante e cheia de energia que é impossível ficar parado), a mais cadenciada e crua "The Broken Law" (que apresenta um trabalho interessante de baixo e bateria), a curta e grossa "Meet Your Maker", a infecciosa "Infected" (cheia de riffs e solos de primeira, mostrando de onde veio a influência dos riffs de Thrash Metal), e a abrasiva "Population Control".

E cuidado, pois "End of Days" é tão grudento que você vai ficar viciado.

Compre sua cópia, e não seja um idiota que faz downloads ilegais. O DISCHARGE merece, pois "End of Days" é um dos melhores discos do ano, sem sombra de duvidas!

The Nightmare Continues...








Músicas:

1. New World Order 
2. Raped and Pillaged 
3. End of Days
4. The Broken Law
5. False Flag Entertainment 
6. Meet Your Maker
7. Hatebomb
8. It Can't Happen Here
9. Infected
10. Killing Yourself to Live 
11. Looking at Pictures of Genocide
12. Hung Drawn and Quartered 
13. Population Control
14. The Terror Alert
15. Accessories by Molotov (Part 2) 


Banda:


JJ - Vocais
Bones - Guitarra solo
Tezz - Guitarra base
Rainy - Baixo
Dave Caution - Bateria


Contatos: