9 de set. de 2015

Hate in Flesh - The Human Curse (EP)


2015 - Independente - Importado
Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia



É incrível como após a chegada do MOONSPELL, temos uma maior exposição da cena Metal de Portugal. E verdade seja dita: a cena de lá é ótima!

Nomes como SCAR FOR LIFE, TALES OF THE UNSPOKEN e outros estão cada vez mais fortes dentro do cenário, buscando espaço para poderem sobreviver nessa enorme competição. E mais um nome ótimo de lá é o HATE IN FLESH, de Lisboa, um quinteto bruto que retorna com o EP "The Human Curse", após o álbum de estréia "Wandering Through Despair".

Tendo 3 brasileiros e dois portugueses na formação, o quinteto nos apresenta um Death Metal moderno, com aquele som abrasivo e técnico que nos lembra bastante o Deathcore. Mas vemos que a banda sabe trabalhar muito bem seus arranjos e mostrar personalidade e mesmo alguns momentos mais melodiosos muito bem encaixados sobre as influências de Djent da muralha de riffs das guitarras. Mas não se enganem, pois os vocais sabem alternar bem os timbres urrados guturais e gritos esganiçados, assim como a base rítmica da banda é coesa, pesada e técnica. Resumindo: preparem os ouvidos para um murro bruto, mas de bom gosto.

A produção é de Vasco Ramos, mixagem de Tiago Canadas e a masterização de Joey Sturgis, que soube dar ao trabalho da banda aquela clareza necessária, mas sem deixar o som sem peso. E é pesado de doer os dentes, com uma sonoridade extremamente abrasiva nas guitarras. Óbvio que ficou ótimo. E o trabalho gráfico é simples, mas bem feito e com a mensagem lírica da banda bem explicitada.


A ferocidade do trabalho da banda é incontestável, bem como a técnica instrumental, mas é de saltar os olhos a forma que arranjam cada música. Se não chega a ser inovador, é ótimo, refletindo uma banda que se preocupa em dar um acabamento bem feito às suas músicas.

"Paradise of Sins" é bruta, com o andamento mediano e azedo, e uma surra de riffs de guitarras bem feitos e com aquela sonoridade explosiva. Em "A Life of Mistakes", o ritmo é bem quebrado, os andamentos mudam bastante, explorando o lado mais técnico do instrumental, com guitarras ótimas e uma base rítmica técnica e muito pesada (e reparem nas intervenções de vocais limpos). Urros extremos e bem encaixados permeiam "Dementia Lives in Me", que tem uma envoltória introspectiva muito forte, destacando-se o lado mais bruto e explosivo da banda em seus momentos velozes. Vemos arranjos de guitarra criativos e bem cheios de sentimento em "The Human Curse (The Plague II)", outra onde a técnica e brutalidade se mesclam perfeitamente. E fechando, outra lição de brutalidade desmedida, mas contida pela técnica do quinteto e outra vez apresentando vocais ótimos e bem diversificados.

Uma banda ótima, que merece o respeito e ouvida com muito carinho.

Os clones reclamarão (é a única coisa que sabem fazer), mas os headbangers de mente aberta e visão irão adorar.








Músicas:

01. Paradise of Sins
02. A Life of Mistakes
03. Dementia Lives in Me 
04. The Human Curse (The Plague II) 
05. Believe in Better Days


Banda:

Maiko Ramos - Vocais
Paulo Oliveira - Guitarras 
Marcelo Souza - Guitarras 
Tiago Mesquita - Baixo
Euler Morais - Bateria


Contatos:

Red Razor - Beer Revolution (CD)


2015 - Independente - Nacional
Nota 8,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia



E o Thrash Metal tem sido um dos gêneros do Metal que mais tem sido feito no Brasil nos últimos anos. O estilo ressurgiu das cinzas, e ganhou uma diversidade maior do que existia nos anos 80. Algumas bandas preferem um enfoque old school, outras algo mais moderno, e algumas ficam no meio termo, buscando manter a musicalidade mais raiz, mas sem negar-se a usar sonoridades mais modernas nas gravações. E o quarteto RED RAZOR, de Florianópolis, sabe o que faz em "Beer Revolution".

Eles seguem mais a escola americana do gênero, tendo por influências mais claras NUCLEAR ASSAULT, TESTAMENT e SLAYER da fase "Show No Mercy", ou seja, bem trabalhado, arranjos empolgantes, melodias bem pensadas e com certo "Q" de Hardcore evidente. Mas não se enganem: o quarteto tem personalidade, e não é um clone dos nomes citados acima. As influências não se tornam moldes, digamos assim. E se preparem, pois pescoços terão torcicolos por semanas ao ouvirem esse álbum!

Red Razor
A produção é de bom nível, seca e deixando os instrumentos claros, usando de bons timbres, mas sem que a banda fique com a sonoridade oca. Poderia ser melhor, mas produzir um disco independente no Brasil não é algo simples ou barato, lembremos disso. E a arte, um trabalho muito legal de Ed Repka, ficou muito legal e reforça a aura old school do trabalho da banda, e reforçando o lado descompromissado de seu trabalho.

A maior qualidade do RED RAZOR é saber criar uma sonoridade Thrash Metal old school que não soa bolorenta ou que aparente ter saído de um armário cheio de mofo. Pelo contrário, mesmo usando de clichês do gênero, a música do grupo transpira vigor e energia, irá causar mosh pits certeiros, e fora isso, é algo empolgante e viciante.

Seria atrevimento destacar uma ou outra faixa, pois o disco se nivela por cima, mas não tem como não se apaixonar por canções como "Wish You Were Beer" (uma certa aura Thrash'n'Roll à lá MOTORHEAD permeia esta música, onde o baixo se destaca bastante, aliado a riffs certeiros e um andamento pesado e bem variado), a explosiva e irônica "Red Razor" (um assalto de riffs fortes e solos caprichados, um recurso que anda caindo no desuso atualmente), a vigorosa "Alive" (vocais caprichados, andamento bem diversificado, bateria usando muito bem os dois bumbos. É uma faixa bem técnica, mas muito boa), a sinuosa "Beer Revolution" (um típico andamento em velocidade mediana e boas mudanças rítmicas, o que faz a cozinha rítmica da banda se destacar bastante. Mas reparem como os vocais estão ótimos), e a empolgante "Malignant Cell" (esses caras realmente sabem criar riffs grudentos, que impactam em nossos ouvidos).

Óbvio que a banda pode render mais, fica claro, logo, que o sucessor de "Beer Revolution" venha logo. E o RED RAZOR se destaca entre as boas revelações de 2015.








Músicas:

01. Wish You Were Beer 
02. Red Razor 
03. Shut Up and Mosh 
04. Napalm Pizza 
05. Alive 
06. Beer Revolution 
07. Controversial Freedom 
08. Cancerous Prelude 
09. Malignant Cell
10. Temple of Lies 


Banda:

Fabrício Valle - Guitarras, vocais 
Felipe Ferreira - Guitarras, backing vocals
Gustavo Kretzer - Baixo, backing vocals
Igor Thiesen - Bateria


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8 de set. de 2015

CROM: tributo a Percy Weiss está disponível para download




Já está disponível para download o Tributo ao Percy Weiss, idealizado pelas rádios Stay Rock Brazil e Dixie Rebel e que conta com a participação do CROM com a música ‘Na Calada da Noite’, retirada do álbum ‘7’, do Harppia.

Percy foi vocalista da banda Made In Brazil, que foi um dos mais importantes grupos de rock do Brasil. O músico também participou das lendárias bandas Patrulha do Espaço e Harppia. Percy Weiss faleceu no início do ano, após um acidente de carro.


O Tributo foi disponibilizado para download gratuito e teve a capa feita pelo artista Johnny Adriani. Ao todo são 21 faixas com bandas dos mais variados estilos homenageando o músico.


Recentemente o CROM lançou a segunda parte de seu EP ‘We are Steel’. Assim como a primeira parte, o EP foi gravado no estúdio Feeling Ritmos & Cordas (Studio Áudio Produções). A produção ficou por conta do renomado guitarrista e produtor Alexandre Freitas (Tublues) e capa pela próprio baixista, Cezar Heavy. Para baixar:



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Fonte: Metal Media

HELLLIGHT: novo álbum lançado na Europa; ouça o disco




O novo disco de um dos grandes nomes do Doom Metal sul-americano, HELLLIGHT, acaba de ser lançado na Europa pelo selo russo Solitude Prod.

Quinto disco da carreira, ‘Journey Through Endless Storms’, mostra um HELLLIGHT aind mais maduro e complexo, nos presenteando com suas melodias, letras e profundidade poucas vezes alcançadas.

No Brasil o lançamento será feito em breve pelo renomado selo Mutilation Records, mas quem quiser conhecer o álbum, o mesmo já está disponível para audição e compra no Bandcamp:


‘Jorney Through Endless Storms’ foi gravado no estúdio Hell Inc e produzido pelo próprio vocalista e guitarrista Fabio de Paula. A arte da capa ficou por conta do artista Rodrigo Bueno.



Confira também um lyic video para a música ‘Distant Light That Fades’:



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Fonte: Metal Media

08/09/2015: NEWS Metal Media



It’s All Red: anunciando data e show de lançamento de novo álbum


O aguardado novo álbum do gaúcho IT’S ALL RED, ‘Lead By The Blind’, terceiro da carreira, já tem data para ser lançado no Brasil.

O lançamento do disco no Brasil será acompanhado de um grande show em uma das mais tradicionais casas de show de Porto Alegre: Bar Opinião.

O evento acontece no dia 27 de setembro e conta ainda com a presença das bandas Tierramystica e Black Triad. Para mais informações visite: https://www.facebook.com/events/400507683490672/

ATENÇÃO! Exclusivamente neste dia, o disco será vendido o preço promocional de R$ 10,00! Na Europa o disco será lançado pela gravadora Secret Service Records, ainda no final de 2015.


IT’s ALL RED acaba de lançar o primeiro videoclipe retirado de ‘Lead By The Blind’. A música escolhida para o vídeo é a faixa ‘Integrate Forever’. O minucioso trabalho de gravação, direção e edição ficou nas mãos de profissionais gabaritados como o diretor Lucas Cunha e os parceiros Diego “Peixe” e Debora Polto.


SERVIÇO:
Onde: Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Quando: 27 de setembro, domingo

Abertura da casa: 18h30
Black Triad: 19h15min
It’s All Red: 20h
Início show Tierramystica: 21h

Classificação: 14 anos

Ingressos:
Promocional – R$ 35,00
Meia-Entrada – R$ 30,00
Inteira – R$ 60,00

Pontos de venda:
Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência):
Youcom Bourbon Wallig

Demais pontos de venda (sujeito à cobrança de R$ 3 de taxa de conveniência):
Youcom Shopping Praia de Belas, Bourbon Ipiranga, Bourbon Novo Hamburgo e Barra Shopping Sul
Multisom Andradas 1001, Canoas Shopping e Bourbon São Leopoldo


Informações:
(51) 3779.6944


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Cerberus Attack: preparando novo EP, confira primeiros detalhes


Um dos nomes mais queridos da nova geração do Thrash Metal paulista, o CERBERUS ATTACK, está preparando um novo trabalho.

Será um EP e está previsto para o início do ano que vem. O trabalho está sendo gravado nos estúdios Surround, por Rodolfo Ferreira, e no E.s.t. Studio, com Jhon França.

Este será o sucessor do Split ‘Cranial Attack’, lançado em 2014 ao lado da banda Cranial Crusher.

Em 2014 o CERBERUS ATTACK também lançou um videoclipe para a música ‘From This Prision’.



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Unearthly: celebrando a excepcional recepção nos EUA


Claro que quando uma banda sai em turnê a expectativa é sempre fazer grandes shows com plateias participativas, mas às vezes até as mais positivas expectativas são superadas. É o que está acontecendo com o UNEARTHLY em sua primeira turnê pelos Estados Unidos.

“Hoje é nosso sexto show nos EUA e está saindo melhor que prevíamos no começo, ótima aceitação da banda!”, celebra o baixista M.MICTIAN que não consa de elogiar o público norte-americano que vem apoiando muito a banda, “o público tem sido sensacional, muito além do que esperávamos, nem temos como agradecer.”

Além da recepção do público, produtores já estão de olho no UNEARTHLY para uma nova turnê pela Terra do Tio Sam. “Muitos produtores estão entrando em contato para novos shows, está muito positivo a recepção!”, finaliza o vocalista F.Eregion.



Hoje a banda também tem uma entrevista para a rádio KFAI no programa The Roots of All Evil (www.facebook.com/rootofallevilKFAI).

O grupo segue para mais uma bateria de shows pelos EUA, onde promove o recentemente lançado ‘The Unearthly’ pela América do Norte.



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Fonte: Metal Media

Banda de Hard Rock faz ação no Tinder para divulgar novo clipe




Fãs podem dar ‘match’ nos perfis da personagem interpretada pela modelo Natiely Borges, que contracena com os integrantes da banda na trama do vídeo. Sucesso da ação resultou em aumento de 30% nos views do clipe, no Youtube.

O novo clipe da banda MATTILHA, Feita Pra Mim, lançado no último dia 27 de agosto, propõe uma série de ações com o público por meio de plataformas digitais. O destaque fica por conta da interatividade via Tinder, na qual os fãs podem simular uma aproximação com a espetacular atriz Natiely Borges, que contracena com os quatro integrantes da banda no clipe.

Cinco perfis da personagem interpretada pela bela loira foram criados no aplicativo multiplataforma, usando como imagens cenas capturadas de trechos do vídeo. No instante em que o usuário dá um ‘match’ na foto, automaticamente uma notificação é enviada como resposta, revelando a participação da personagem no clipe. O envolvimento dos fãs com a banda, diante da interação via Tinder, foi um grande sucesso e resultou em 30% a mais de cliques no vídeo.

Outra ação interativa está inserida no próprio videoclipe, no Youtube (www.youtube.com/mattilharock), pelo qual os fãs podem selecionar quatro novas opções de vídeos extras, ao final da música, e desvendar os mistérios que envolvem os assassinatos dos integrantes da banda mostrados ao longo da trama.

Já no Facebook, a divulgação do novo clipe e a interação com o público não se restringiram apenas à fanpage da banda, como também contaram com o apoio do fenômeno da internet, MC Brinquedo, que se rendeu ao rock visceral da Cachorrada. Confira:http://on.fb.me/1VA6kdg.

Sobre o clipe Feita Pra Mim Feita Pra Mim é a terceira faixa do álbum de estreia da MATTILHA, intitulado Ninguém é Santo (2014). O clipe foi lançado no canal oficial da banda no Youtube, às 16 horas do dia 27 de agosto. 

A superprodução ficou a cargo da Pier 66 Films, com direção de Plinio Scambora e Natalia Mecatti, e contou com mais de 30 horas de gravação em diversos pontos de São Paulo que fazem parte da história da banda, como a tradicional Caverna do Mamute e locações na região da Pompeia, berço da banda e de grandes ícones do rock brasileiro, como Mutantes, Tutti Frutti, Made in Brazil, entre outros.

Sobre a MATTILHA
Formada em novembro de 2010, a MATTILHA une elementos e referências do Hard Rock e Rock’n Roll à forte personalidade dos seus integrantes, Gabriel Martins (vocal), Victor Guilherme (Guitarra), Andrews ‘Andy’ Einech (baixo) e Ian Bueno (bateria).

O primeiro álbum, Ninguém é Santo, foi lançado em 2014 e conta com as participações especiais de Paulão de Carvalho, do Velhas Virgens, e Paulo Coruja, da Cracker Blues. O single Noites no Bar, última faixa do disco, tocou pelos quatro cantos do Brasil e fez parte das programações das principais rádios, entre elas, A Rádio Rock e Kiss FM. Recentemente, a banda lançou uma versão acústica da música Sem Hora Marcada com participação do lendário guitarrista Luiz Carlini (Tutti Frutti) e alcançou destaque em playlists do Spotify.

Neste ano, a MATTILHA trabalhou na divulgação do álbum realizando shows importantes, como o festival Roça N´Roll (Varginha-MG) e o aniversário da cidade de São Paulo, no antigo Hospital Matarazzo. Atualmente, a banda continua em turnê pelo país e já está em processo de composição para o novo álbum.

FICHA TÉCNICA: Mattilha - Feita Pra Mim

Direção: Plinio Scambora | Natalia Mecatti
Produção: Natalia Mecatti | Rodrigo Fonseca | Rodolfo Marga | Davi Valente
Direção de Arte: Natalia Mecatti
Produção Executiva: Ian Bueno e Davi Valente
Roteiro: Raphael Fucciolo
Iluminação: Sonora Som & Luz
Maquiagem: Melina Beraldo
Atriz: Natiely Borges
Produtora: Pier 66 Films

"Feita pra mim" nas plataformas digitais: smarturl.it/FeitaPraMim
Site oficial: www.mattilha.com.br

Informações para a imprensa:
Beatriz Ferraz
Telefone: (11) 97158-2166



SAINT SPIRIT: banda anuncia pausa em suas atividades




Depois de mais de 20 anos de história, a banda SAINT SPIRIT anuncia mais uma pausa em sua carreira (a primeira tinha sido entre os anos de 1998 e 2001).

Em uma postagem na fanpage oficial da banda o vocalista/baterista e membro fundador Rodrigo Bizoro discorre sobre o motivo dessa pausa e deixa claro que uma volta as atividades não está descartada.

Confira o depoimento na integra abaixo:

"Olá amigos!
Aqui quem fala é Bizoro, batera e vocal do SAINT SPIRIT.

Gostaria de comunicar aos amigos que nos acompanham que a banda irá entrar num hiato de atividades a partir de setembro, se estendendo a princípio até começo de dezembro. As pessoas mais próximas da banda já sabiam dessa informação e na verdade nunca tratamos como segredo, apenas deixamos para anunciar quando estivesse próximo do fato em si.

Não existe nenhum problema interno na banda. Muito pelo contrário, está tudo bem entre nós 3. 

O fato é que como qualquer músico de banda underground, nós temos nossas atividades profissionais extra banda, caso contrário morreríamos de fome. Eu sou militar da Força Aérea e irei fazer um curso de carreira em Belo Horizonte durante esse período. Simples, é só isso! 

Após esse curso ainda não sei qual será meu destino. Caso eu permaneça no RJ a banda deve continuar. Caso contrário, deixaremos para resolver quando for oportuno. Não adianta sofrer por antecipação.

"Mea Culpa", nosso 5º álbum, está ae! Conseguimos fazer bons shows de divulgação nesse primeiro semestre. Estava em nosso planos lançar um video clip nesse período, mas paralelo à banda houve muita correria em nossas vidas, principalmente na minha, o que acabou inviabilizando esse projeto. Mas não morreu!

Nesse período de hiato, na medida do possível vou continuar movimentando a página e manter a lojinha funcionando.

Vamos tentar também nesse tempo soltar algumas coisas legais para vcs!

Nossa vontade é continuar tocando!
Que a vontade de Deus seja feita!
Um super abraço!
Obrigado por tudo!

Rodrigo Bizoro
SAINT SPIRIT
Desde 1994"


"Mea Culpa" no Bandcamp


"Mea Culpa" no Youtube





Fonte: Lex Metalis

TAMUYA THRASH TRIBE: novo álbum terá bônus especial





O TAMUYA THRASH TRIBE anuncia que seu primeiro full lenght, “The Last Of The Guaranis” será lançado com um disco adicional, que será nada menos que a inclusão do primeiro EP da banda, “United”, remixado e remasterizado. A banda regravou o baixo e a bateria com os integrantes atuais e, além disso, vai incluir duas músicas acústicas que serão escolhidas durante o processo.

Portanto, “The Last Of The Guaranis” terá uma edição dupla limitada, com uma embalagem diferenciada. Prato cheio para os colecionadores!

A banda está trabalhando a todo vapor, e a previsão do lançamento é para o comecinho de 2016.

Nos próximos dias serão divulgados alguns vídeos (studio sessions) das gravações.

O TTT estará em SP nos dias 18, 19 e 20, participando da tradicional Expomusic, visitando os stands dos patrocinadores da banda – será uma das pouquíssimas pausas na produção do disco.

O TAMUYA THRASH TRIBE é formado por Luciano Vassan (guitarra e vocal), Leonardo Emmanoel (guitarra), JP Mugrabi (baixo) e Bruno Rabello (bateria).


Acompanhe o TAMUYA THRASH TRIBE nas redes sociais:




Fonte: Lanciare

MASTERPLAN: confira vídeo chamada de Rick Altzi e Roland Grapow para show em Limeira




Rick Altzi e Roland Grapow, respectivamente vocalista e guitarrista da banda alemã de Heavy Metal MASTERPLAN convidam todos os headbangers para show que será realizado no dia 17 de outubro no bar da Montanha em Limeira cujo evento contará com abertura da banda Steel Tormentor (Helloween cover).


A vídeo chamada pode ser conferida abaixo:



Os ingressos para o evento estão disponíveis à venda via internet:



Vendas físicas estão disponíveis nos seguintes estabelecimentos e cidades:
Limeira - Loja Sintonia, Loja Classics Forever e Bar da Montanha.
Piracicaba - Loca Classics Forever.
Vinhedo - Attitude Headbangers House.
Americana - Heavy Metal Rock.


Informações oficiais e produção de:
Circle of Infinity Produções



Fonte: Press RTV
Assessoria de imprensa e booking

7 de set. de 2015

Frozen Frost - From Here to Eternity (CD)


2015 - Independente - Nacional

Nota 8,5/10

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


É incrível como, cada vez mais, o Nordeste do Brasil está produzindo bandas de qualidade.

Sim, a região, que era conhecida por seu orgulho de sonoridades extremas ou old school, parece estar sofrendo mutações e gerando bandas diferenciada. Já temos de lá ótimos nomes como o SYMPHERIUM, e o FROZEN FROST, que chega com seu primeiro trabalho, "From Here to Eternity".

Vindos de Olinda (PE), vemos que a banda tem um trabalho musical que é meio difícil de rotular além de "Metal experimental", pois é cadenciado, intenso e climático, mas usa também aspectos Death Metal mais sinfônico, mais experimentalismos, passagens limpas bem colocadas e muita personalidade, o grupo mostra a que vem. Se permitem a este autor, vemos uma banda que junta tantas influências que poderíamos dizer que é como se um ANATHEMA mais pesado e agressivo se encontrasse com CELTIC FROST da época mais experimental do "Into the Pandemonium" (mas sem ser tão eclético como este último). E meus caros, isso é algo a ser recebido de braços e ouvidos abertos.

Frozen Frost
A sonoridade do CD é boa, mas poderia ser melhor. Óbvio que todos os instrumentos estão claros e bem audíveis, com boa dose de peso, mas a qualidade como um todo não está à altura da música que executam. Alguns timbres instrumentais poderiam ter sido mais bem escolhidos, mas nada que tire o brilho do trabalho do grupo. E o lado gráfico é simples, mas muito bem planejado.

Bons arranjos, músicas que realmente fogem de padrões estéticos já bolorentos, muita criatividade, e inclusive uso de flautas... Sinceramente, é quase que uma honra poder resenhar um disco assim, tão versátil dentro do Metal.

Embora o disco seja todo muito bom, é preciso ressaltar o trabalho da banda em canções como a brutal "Lake of Fools" (introduzida por belos teclados, mas que logo ganha peso e agressividade, mesmo uma levada Thrash Metal muito interessante. E reparem bem no uso dinâmico de vocais), a bela e longa "From Here to Eternity" (aqui, surgem algumas influências de Doom Metal excelentes, com arranjos de guitarras limpos e lindos vocais femininos), a também mais climática e pesada "Desolate", a mais agressiva e ríspida "Frozen Feelings" (o instrumental é bem bruto, e os vocais femininos limpos quase beiram uma narrativa mórbida e soturna. Mas veja como os riffs são ótimos, e o solo é bem agressivo), e a linda e tétrica "Requiem to the Sun".

É de bandas assim que o Brasil e o mundo precisam: de quem queira quebrar as regras e iniciar novas. E vendo que o FROZEN FROST foi fundado ano passado nos deixa ainda mais pasmos, justamente pela maturidade musical que o grupo apresenta em tão pouco tempo!

Ponho fé, e creio que se tornarão um nome bem forte no cenário.


Músicas:

01. Lake of Fools 
02. Panic 
03. From Here to Eternity 
04. The End of the World 
05. Desolate 
06. Frozen Feelings 
07. Dangerous Minds 
08. Sadness and Loneliness 
09. Requiem to the Sun


Banda:

Anastácia Rodriguez - Vocais
Argemiro Júnior - Baixo, guitarra base, teclados, backing vocals
Paulo "Monster" Souza - Guitarras
Arnoldo Guimarães - Teclados 


Contatos:

5 de set. de 2015

Slayer – Repentless (CD)



2015 - Nuclear Blast – Importado
Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Quanto mais tempo uma banda vive, maior a ansiedade por seus trabalhos. E imagine isso com dois fatores adicionais: 

01. Alguns trabalhos estão aquém de seu potencial real;
02. Uma banda que ajudou a consolidar um gênero dentro do Metal;
03. O ano de 2015 vem sendo bem produtivo para bandas já consagradas.

Certamente, isso causa uma pressão enorme na cabeça de qualquer um, mesmo que a banda tem história. Mas quem é rei não perde a majestade, e o SLAYER não iria perder sua força assim. E "Repentless", seu novo disco, chega em uma hora realmente providencial.

O quarteto californiano, como todos sabemos, é um dos pilares do Thrash Metal (além de ser uma das fontes de inspiração para o Death Metal e o Black Metal), sofreu problemas extremos desde que lançaram em 2009 "World Tainted Blood", seu último disco de estúdio. A seqüência de discos que ficaram longe de sua melhor fase (compreendida entre "Show No Mercy" de 1984 até "Seasons in the Abyss", de 1990), e em 2013 a saída traumática de Dave Lombardo em fevereiro e a morte trágica de Jeff Hanneman em maio, a mudança de selo, somados à musicas do álbum liberadas antes de seu lançamento (algumas causaram muito descontentamento nos fãs) realmente foi colocou "Repentless" sob olhares de desconfiança. Mas para quem conhece o quarteto de longa data, sabe que eles sempre conseguem nos surpreender quando querem. E conseguiram!

Se não estão tão bem como em sua fase mais criativa (já citada acima), Tom Araya, Kerry King (que escreveu grande parte das músicas sozinho), junto com o regresso Paul Bostaph e Gary Holt (guitarrista do EXODUS), conseguiram em fim criar algo realmente excelente, ainda destrutivo e agressivo, mas sempre com aquele bom gosto e melodias estruturando cada canção. E a identidade do SLAYER continua ali, firme, forte e extremante selvagem! Preparem os pescoços!

Terry Date e Greg Fidelman trabalharam muito bem na produção do álbum, recuperando algo que andava ausente da sonoridade do grupo. O equilíbrio sonoro entre a agressividade e peso da banda em relação à uma qualidade que nos permita compreender o que a banda está tocando está ótima. Até os timbres das guitarras melhorou demais. E a arte, feita pelo designer brasileiro Marcelo Vasco é quase que um "comeback" às obras usadas nas capas de "Reign in Blood", "South of Heaven" e "Season in the Abyss".

Slayer
No geral, o SLAYER soube recobrar elementos de "Seasons in the Abyss" (onde a banda finalmente havia conseguido, na época, equilibrar todos os elementos de seu estilo pessoal), mantendo a agressividade vista em "God Hate Us All". Não está tão fácil de digerir e assimilar quanto antes (não há uma faixa realmente marcante, um hit, em todo disco), mas está bem melhor do que a banda anda fazendo há uns dez anos, com arranjos bem mais bem feitos. Realmente, a saída de Rick Rubin (o superestimado produtor) fez muito bem ao quarteto.

O disco se nivela por cima, embora existam faixas que pouco contribuam para melhorar a qualidade do CD (como "When the Stillness Comes"), mas nada que pedradas como as velozes "Repentless" (as guitarras estão insanas em riffs absurdos, e tom continua se mostrando um vocalista privilegiado e com um timbre bem pessoal de voz. E que duetos de solos!) e "Take Control" (embora esta seja recheada de momentos não tão velozes, mas com Paul mostrando que é um excelente baterista), a mais cadenciada e azeda "Chasing Death" (novamente com um show de bateria e Tom cantando em ótima forma, usando bem seus timbres agudos e graves), a também cadenciada mas bruta "Piano Wire" (uma das últimas contribuições de Jeff, com um andamento lento e azedo no inicio, depois dá uma acelerada não muito exagerada, mas na média, lembra os momentos mais densos de "Seasons in the Abyss". E não é por um acaso que os riffs e solos são insanos), a destruidora de tímpanos conhecida como "You Against You".

Verdade seja dita: assim como IRON MAIDEN com "The Book of Souls" e o MOTÖRHEAD com "Bad Magic", "Repentless" mostra que o SLAYER ainda tem muita lenha para queimar, muito o que dar, mas é preciso que a banda aça logo duas coisas:

01. Efetivar de uma vez Gary Holt como membro da banda (uma vez que foi creditado como músico convidado);

02. NUNCA MAIS deixar Rick Rubin chegar perto da mesa de controle ou da produção da banda.

Fora isso, é uma ótima homenagem a Jeff, e sejam bem vindos de volta!





Músicas:

01. Delusions Of Saviour
02. Repentless
03. Take Control
04. Vices
05. Cast the First Stone
06. When the Stillness Comes
07. Chasing Death
08. Implode
09. Piano Wire
10. Atrocity Vendor
11. You Against You
12. Pride In Prejudice


Banda:

Tom Araya - Vocais, baixo
Kerry King - Guitarras
Gary Holt - Guitarras
Paul Bostaph - Bateria


Contatos:

4 de set. de 2015

Heavy Metal em Combustão Espontânea - Entrevista com SYREN



Por Marcos "Big Daddy" Garcia


A banda carioca SYREN já é uma velha conhecida dos headbangers brasileiros que apreciam um bom Heavy Metal tradicional.

Guitarras com riffs pesados e agressivos, além de solos melodiosos. Baixo e bateria formando uma base pesada ora simples, ora mais rebuscada. E um dos melhores vocalistas do gênero. Esta é a fórmula da Locomotiva Heavy Metal conhecida por SYREN, que foi mostrada no ótimo "Heavy Metal", de 2011. Mas com "Motordevil", a banda mostrou-se renovada, seja na formação, seja na musicalidade, que ficou mais moderna e agressiva que antes.

Aproveitando o bom momento, onde shows e mais shows ocorrem, além da entrada do guitarrista Leandro Carvalho, fomos bater um papinho com os Brazilian Metal Bastards e ver as novidades, bem como saber um pouquinho do passado.

Da esquerda para a direita: Julio, Leandro, Luiz, Maurício

BD: Antes de tudo, quero agradecer demais pela entrevista. A primeira pergunta é: o que ocorreu com a banda entre o lançamento de "Heavy Metal" e a chegada de "Motordevil"? Inclusive, a formação que gravou "Heavy Metal" toda saiu, menos o Luiz (vocalista). O que causou toda essa evasão?

Luiz Syren: Muito obrigado pela oportunidade de falarmos com nossos amigos (fãs) que nos apoiam tanto e obrigado a você por manter a bandeira da música pesada hasteada no topo.

Bem, você ter uma banda como prioridade na sua vida em um lugar como o Brasil é uma das tarefas mais complicadas que existe, a manutenção é cara, o investimento é alto para um retorno ínfimo a curto ou médio prazo, conclusão : Só os loucos com visão permanecem nessa estrada louca.

A formação que gravou o "Heavy Metal" não foi a mesma que saiu em tour e eu só tenho a agradecer ao Marcos Kult (COLDBLOOD), D. Arrawn (COLDBLOOD), B. Arrawn e Guilherme De Siervi (SKYRYON, OMEGA BLAST) por fazerem parte dessa família chamada SYREN. Todos tinham suas bandas e projetos, apenas retornaram para eles, permanecendo apenas eu e o Bruno Coe na banda. Hoje posso afirmar que temos uma formação sólida e focada em fazer e levar muito barulho da SYREN para todos vocês.


BD: Outra: o que causou essa demora entre os dois discos? Foram as mudanças de formação ou algo mais?

Júlio Martins: Tínhamos um contrato com uma gravadora americana para relançar o "Heavy Metal" e o "Motordevil". Esse contrato foi assinado antes mesmo de gravarmos o "Motordevil", em 2013, o que fez o disco ser finalizado em tempo recorde! Tudo feito em um período de 1 mês, por causa de prazos impostos por essa gravadora para o lançamento do CD. Daí o prazo foi sendo prorrogado. Foram passadas para nós umas 4 datas de lançamento nessa janela de 2 anos entre os dois discos, e nada. Então finalmente, após esse tempo todo, a gravadora abriu mão de lançar o "Motordevil" e liberou o disco. Foi aí que surgiu o interesse da Shinigami Records de fazer o lançamento.

Luiz: O engraçado foi que a gravadora americana (assim como várias pelo mundo) tinha um medo enorme de fazer negócios com brasileiros por nossa famosa falta de comprometimento ou de cumprir prazos e etc. e os próprios fizeram justamente o que mais temiam.


BD: Olhando em perspectiva, vemos que a diferença entre "Heavy Metal" e "Motordevil" é gritante. O primeiro, apesar de soar pesado e moderno, não chega a ter toda a agressividade do segundo. O que houve que "Motordevil" saiu tão agressivo assim? Não que eu esteja me queixando, acho-o ótimo.

Julio: Principalmente a formação da banda. O baterista e os guitarristas que gravaram o "Heavy Metal" eram outros, com outras influências. E creio que uma galera mais das antigas. A minha entrada e a do Guilherme, acabou trazendo mais modernidade ao som, pelas nossas influencias de bandas mais atuais. Todos nós sempre tivemos um pezinho no Thrash! Adoramos o estilo! E na época, estávamos escutando bastante coisa nesse meio do Thrash e Death Metal. Temos várias bandas amigas que estavam lançando discos fodas nesse nicho, e isso acabou influenciando um pouco na pegada do "Motordevil" também. E acho que podemos dizer que nesses últimos anos, essa "agressividade" vem aumentando bastante nos novos lançamentos dentro do estilo em geral.


BD: Ainda falando de "Motordevil": um dos pontos mais legais da produção é que ela deu a clara impressão de que a banda está tocando ao vivo. Sim, eu mesmo comprovei isso quando tocaram em 16/01/2015 com o DREADNOX e o STATIK MAJIK. Era a intenção da banda, quando estava gravando, buscar essa fidelidade ao som mais visceral de seus shows ao vivo?

Maurício Martins: A intenção da banda era que o disco soasse o mais orgânico possível. O que isso quer dizer? Quer dizer que as músicas fluem naturalmente, sem a necessidade de se inserir elementos que, mesmo enriquecendo a música gravada, poderiam acabar impactando na versão final, ao vivo. É interessante, porque uma música gravada fiel ao que é tocado ao vivo aumenta muito a identidade do público com aquela composição, o que aproxima de maneira geral, o público da banda.

Luiz: Desde a Demo, eu sempre lutei pelo som orgânico e fico feliz por você ter percebido isso, particularmente não gosto das bandas que processam demais o sem som final, a idéia é colocar o ouvinte dentro do estúdio com a banda ou em um show com o som e a vibe. Fazer esse mix é muito complicado hoje em dia, para não soar nem datado e nem moderno demais em termos de mixagem. O Alexandre fez um trabalho maravilhoso no "Heavy Metal", mas Bruno Coe conseguiu captar toda a essência do som que tinha na minha cabeça insana no "Motordevil"... ahhaha


BD: Aliás, esse show foi insano, pois poucos dias após Guilherme (ex-guitarrista) sair da banda, veio o Metal Inc, e tocaram com o Carlos Losch. E eu jurava que ele seria o novo homem das seis cordas. Mas no final, Leandro (ex-UNLIVER, PAINSIDE) quem ficou na vaga. Como foi todo esse processo até ele entrar na banda? E como tem sido a convivência, os shows, os ensaios com ele? Aliás, parabéns: mais um ótimo guitarrista no SYREN. 

Maurício: Pois é! Quando o Guilherme saiu da banda, houve um breve momento de tensão, em que nos perguntamos: “Porra, quem vai conseguir tirar 9 músicas em 1 semana?!”. Eis que Luiz surge com a resposta ideal: Carlos Lösch. O cara não só tirou as 9 músicas (muitas das quais ele sequer tinha escutado na vida), como fez um show monstruoso ao nosso lado. O Carlão, no entanto, sempre deixou claro que era tudo temporário, respeitamos muito isso... afinal, o cara tem dezenas de outros projetos, que demandam muito tempo. O Leandro entrou durante os ensaios para o segundo show do ano, fazendo uma parceria com o Carlão. O cara tem uma mão de pedreiro! Os riffs soam absurdos na mão do Leandro, destruição pura! A cara da banda, rsrsrsrs... Além disso, o cara é amigo antigo da banda, o que facilita demais a formação convivência de toda a banda. Bastaram dois shows e o cara conquistou a gente, assumindo de vez a guita da SYREN. 


BD: Já que falamos de guitarristas, em "Heavy Metal" a banda tinha uma dupla, mas depois, ficou só um guitarrista. O que motivou essa mudança? E isso não chega a ser um fator que acaba limitando um pouco o som do SYREN em certos aspectos?

Maurício: Limita como? Nós não temos a pretensão de que a sonoridade da banda ao vivo seja exatamente igual à do CD. O show é um momento ímpar, no qual a música que você toca mexe não com o lado musical do ouvinte, mas com a parte do feeling. Isso quer dizer que a interpretação ao vivo deve ser perfeita, sendo até mais importante que a execução. Existem momentos chave nas músicas que devem ser feitos precisamente iguais ao CD, lógico, mas quando se cria um bom arranjo instrumental, a música soa de maneira perfeita. A mudança para apenas um guitarrista foi uma coisa natural, que aconteceu durante o período que Guilherme tocou com a gente. Um novo momento está amadurecendo, de repente ele nos trará surpresas em breve!

Luiz: Um guitarrista incomoda muita genteeee (risos e mais risos)... Dois guitarristas incomodam , incomodam muito maissssss !!! ahahhahah (e mais risos)

O Guilherme sempre reclamava por nós mantermos apenas uma guitar para o "Motordevil", mas, estávamos traumatizados com o número de mudanças de formação e preferimos manter a banda como um quarteto, isso seria de forma passageira como sempre colocamos... Aguardem novos capítulos...


BD: Voltando a falar de "Motordevil", a capa é bem legal. O trabalho de Antonio Cesar da (da Not.A.Pipe) é ótimo. Mas como chegaram até a capa? Ele apresentou um desenho ou vocês mesmos deram a idéia do que desejavam?

Julio: Acho que fazer a capa do "Motordevil" foi mais complicado do que compor e gravar o disco em si (risos)! Estávamos entre dois nomes para o disco inicialmente: "Fighter" ou "Motordevil". Optamos por "Fighter"! Então começamos a trabalhar em uma capa para o disco com o Antônio, visando esse título e esse conceito. Por influência da gravadora americana, com quem tínhamos contrato, mudamos o nome para a outra opção, "Motordevil" e mudamos o rumo da concepção da capa. Fizemos uma primeira versão. Era bem brutal! Mas por sugestão da gravadora, novamente fomos moldando a arte até chegar ao que é hoje se encaixar nos "padrões ideais" para o lançamento. Mas a ideia sempre foi fazer uma capa desenhada a mão, para fugir um pouco dessas artes de hoje, que são todas muito parecidas! E o Antônio fez uma arte incrível! Da vontade de mandar fazer um quadro com a arte e colocar na parede (risos)!

Luiz: Lembro que fiquei uns quase três dias sem dormir com o Antônio e seu sócio, a banda e o dono da gravadora simultaneamente enviando mensagens a cada mudança na capa mesmo que mínima, ao final eu simplesmente desmaiei em frente ao computador, e isso foi sério. 


BD: E as letras? Quais seriam os temas mais centrais que usam? E de onde surgem as idéias? 

Luiz: As letras desde o primeiro álbum seguem a mesma temáticas, somos pessoas positivas, achamos que tudo é responsabilidade sua, se está na m. a culpa é sua, se está muito bem na vida isso também é culpa sua. O objetivo das mensagens nas letras é que você pode mudar o seu meio ambiente independente do que acontece de ruim ao seu redor, e também exploramos algumas vezes o lado escritor e historiador do Bruno Coe (baixista) onde ele relata acontecimentos que marcaram as pessoas em determinado tempo da história. 


BD: "Motordevil" tem tido uma recepção muito boa da crítica, mas e em termos de público? O que as pessoas estão achando do SYREN e das músicas novas nos shows?

Maurício: O público tem dado um retorno espetacular!! O pessoal sempre manda mensagens elogiando, falando as músicas favoritas, muito legal! Esta boa receptividade é muito importante para a gente, motiva demais. Afinal, que banda que não tem aquele receio de ter um disco mal recebido pelos mais importantes críticos, que são os fãs?

Quanto às músicas tocadas nos shows, a galera se amarra em peso. E o "Motordevil" tem isso de sobra! Isso, somado à uma boa execução e bons arranjos, torna a música muito atraente ao público. Temos ouvido opiniões muito motivantes com relação às apresentações da banda!


BD: Vocês já liberaram duas músicas de "Motordevil" para a audição, que foram "My Shadow, My Friend" em um lyric video, e "Eyes of Anger" no Soundcloud. Há a expectativa do lançamento de um vídeo oficial? E se já existe algo em andamento, poderia nos adiantar informações?

Maurício: Sim, estamos avançados no projeto de lançar um vídeo oficial de uma das faixas do "Motordevil". Por razões óbvias, não vamos revelar a faixa, mas ela foi escolhida baseada na opinião pública, ou seja, na música que nos mostrou ter maior repercussão. Nos parece muito claro que todos querem ver um vídeo daquela faixa pela qual têm mais identidade.


BD: Desde 2014, vocês fazem parte do rooster da Metal Media. E de lá para cá, o SYREN tem crescido bastante. Acreditam que parte desse crescimento vem como fruto dessa parceria? 

Maurício: O Rodrigo e a Débora são tudo o que precisávamos para a divulgação do nosso material. O quanto eles trabalham, sugerem ideias, batalham diariamente por nós é indescritível. Em tempos atuais, nos quais se vê muita gente trabalhando mal e apelando para a concorrência desleal, encontrar uma parceria honesta como essa nos dá uma firmeza muito grande para continuarmos nosso trabalho. Certamente, muito do material que tem sido gerado atualmente se deve demais a esses dois, e por isso somos eternamente gratos.

Luiz: Acredito muito nisso. Trabalhei com algumas assessorias e posso afirmar que a Metal Media foi a perfeita para nós e para divulgação do nosso trabalho, e no fim além de trabalhar com ótimos profissionais com pés no chão ainda ganhei um ótimo amigo na figura do Rodrigo e sua esposa Débora. Agradeço a paciência e competência dessa dupla para conosco. 


BD: E shows? Vemos que estão à toda, com apresentações como o Metal Inc, depois no Unmasked Brains Festival, abertura para Paul Di'Anno... Já está na hora da Locomotiva Heavy Metal entrar nos rumos em direção a SP, MG e outros cantos...

Maurício: Estamos negociando várias datas ainda para este fim de ano. Devemos começar a estender em breve a divulgação do "Motordevil" para outros estados e países, assim como fizemos com o "Heavy Metal". O fechamento de novas datas depende de muitas coisas, como a consolidação de parcerias em outras praças. Todos que estão no meio sabem como é enjoado caminhar como banda independente neste país, não há nenhum incentivo, público ou privado, havendo a necessidade de a própria banda ou o produtor arcar com os custos básicos de viagem. Mas felizmente somos uma banda afortunada.Em breve teremos muitas datas para a galera! 

Metal Inc: SYREN com Carlos Losch e as meninas do grupo de Pole Dance Studio Anna Bia.

BD: Uma notícia recente de vocês fala de um show acústico de vocês. Sei que a idéia é nova, mas como ela surgiu? E mesmo já sabendo que serão lançadas em vídeo, existe alguma possibilidade de virar mais um EP da banda? Se não, a idéia está dada! (Risos)

Maurício: A ideia surgiu na verdade durante um ensaio, ainda quando tocávamos somente com o Carlão. Tocamos uma música em um formato um pouco diferente, mais leve, apenas de brincadeira. Gostamos do resultado e pensamos em dar uma investida. Selecionamos quatro músicas para gravações acústicas, que estarão sendo disponibilizadas nas próximas semanas. A ideia do EP já foi ventilada e é possível que se concretize, mas a ideia ainda precisa amadurecer muito! 


BD: Bem, vamos encerrando por aqui. Mais uma vez, agradeço demais pela entrevista, e por favor, deixem a mensagem da banda aos seus fãs.

Queremos agradecer a cada um que comprou e compra o nosso merchand (CDs, camisas, cerveja, etc ), que comparece em grandes números nos shows que participamos, cada um que ajuda compartilhando ou simplesmente falando da SYREN com os amigos ou em suas redes sociais e a inspiração que vocês nos dão para manter essa locomotiva barulhenta nos trilhos.

MUITO OBRIGADO.


Contatos:



Veja o lyric vídeo para "My Shadow, My Dear Friend", faixa de "Motordevil":