9 de set de 2015

Hate in Flesh - The Human Curse (EP)


2015 - Independente - Importado
Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia



É incrível como após a chegada do MOONSPELL, temos uma maior exposição da cena Metal de Portugal. E verdade seja dita: a cena de lá é ótima!

Nomes como SCAR FOR LIFE, TALES OF THE UNSPOKEN e outros estão cada vez mais fortes dentro do cenário, buscando espaço para poderem sobreviver nessa enorme competição. E mais um nome ótimo de lá é o HATE IN FLESH, de Lisboa, um quinteto bruto que retorna com o EP "The Human Curse", após o álbum de estréia "Wandering Through Despair".

Tendo 3 brasileiros e dois portugueses na formação, o quinteto nos apresenta um Death Metal moderno, com aquele som abrasivo e técnico que nos lembra bastante o Deathcore. Mas vemos que a banda sabe trabalhar muito bem seus arranjos e mostrar personalidade e mesmo alguns momentos mais melodiosos muito bem encaixados sobre as influências de Djent da muralha de riffs das guitarras. Mas não se enganem, pois os vocais sabem alternar bem os timbres urrados guturais e gritos esganiçados, assim como a base rítmica da banda é coesa, pesada e técnica. Resumindo: preparem os ouvidos para um murro bruto, mas de bom gosto.

A produção é de Vasco Ramos, mixagem de Tiago Canadas e a masterização de Joey Sturgis, que soube dar ao trabalho da banda aquela clareza necessária, mas sem deixar o som sem peso. E é pesado de doer os dentes, com uma sonoridade extremamente abrasiva nas guitarras. Óbvio que ficou ótimo. E o trabalho gráfico é simples, mas bem feito e com a mensagem lírica da banda bem explicitada.


A ferocidade do trabalho da banda é incontestável, bem como a técnica instrumental, mas é de saltar os olhos a forma que arranjam cada música. Se não chega a ser inovador, é ótimo, refletindo uma banda que se preocupa em dar um acabamento bem feito às suas músicas.

"Paradise of Sins" é bruta, com o andamento mediano e azedo, e uma surra de riffs de guitarras bem feitos e com aquela sonoridade explosiva. Em "A Life of Mistakes", o ritmo é bem quebrado, os andamentos mudam bastante, explorando o lado mais técnico do instrumental, com guitarras ótimas e uma base rítmica técnica e muito pesada (e reparem nas intervenções de vocais limpos). Urros extremos e bem encaixados permeiam "Dementia Lives in Me", que tem uma envoltória introspectiva muito forte, destacando-se o lado mais bruto e explosivo da banda em seus momentos velozes. Vemos arranjos de guitarra criativos e bem cheios de sentimento em "The Human Curse (The Plague II)", outra onde a técnica e brutalidade se mesclam perfeitamente. E fechando, outra lição de brutalidade desmedida, mas contida pela técnica do quinteto e outra vez apresentando vocais ótimos e bem diversificados.

Uma banda ótima, que merece o respeito e ouvida com muito carinho.

Os clones reclamarão (é a única coisa que sabem fazer), mas os headbangers de mente aberta e visão irão adorar.








Músicas:

01. Paradise of Sins
02. A Life of Mistakes
03. Dementia Lives in Me 
04. The Human Curse (The Plague II) 
05. Believe in Better Days


Banda:

Maiko Ramos - Vocais
Paulo Oliveira - Guitarras 
Marcelo Souza - Guitarras 
Tiago Mesquita - Baixo
Euler Morais - Bateria


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