19 de mai. de 2014

“Em nome do medo”, um tributo brasileiro ao Moonspell


“Em nome do medo – a bra­zi­lian tri­bute to MOONSPELL”, um tri­buto bra­si­leiro à maior e mais pres­ti­giada banda de Heavy Metal por­tu­guesa, MOONSPELL. Ide­a­li­zado, or­ga­ni­zado e pro­mo­vido pela Heavy and Loud Press e The Burn Pro­duc­tions, o pro­jeto reu­nirá 18 bandas bra­si­leiras que pres­tarão uma justa ho­me­nagem aos mes­tres do Dark Metal, Mo­ons­pell. Seu lan­ça­mento será in­tei­ra­mente on­line, dis­po­ni­bi­li­zado para down­load gra­tuito, e está pre­visto para 31 de ou­tubro de 2014 – dia de Hal­loween.

O tri­buto con­tará com 18 bandas de dez es­tados bra­si­leiros di­fe­rentes, de pra­ti­ca­mente todas as re­giões do país: Nor­deste, Su­deste, Sul e Centro-Oeste. De­mons­trando a im­por­tância e in­fluência do MOONSPELL nas úl­timas ge­ra­ções do Metal ex­tremo e som­brio das terras tu­pi­ni­quins, “Em nome do medo” reúne grupos de di­versos sub­gê­neros so­turnos do Heavy Metal, com re­pre­sen­tantes do Black Metal, Death Metal, Dark Metal, Doom Metal e Gothic Metal.

Este pro­jeto es­tará dis­po­nível para os fãs de todo o mundo através da in­ternet. Todas as mú­sicas, além da capa do tri­buto, serão dis­po­ni­bi­li­zadas em um hot­site es­pe­cial, tudo livre para que os fãs possam baixar à von­tade.



A união Brasil-Por­tugal

A Heavy and Loud Press e Burn Pro­duc­tions es­co­lheram o tí­tulo “Em nome do medo” como forma de re­forçar os laços que unem os dois países de língua por­tu­guesa. “Em nome do medo”, do álbum “Alpha Noir”, é uma mú­sica em que o Mo­ons­pell canta in­tei­ra­mente em portu­guês. Medo, a ma­ni­fes­tação de nossos ins­tintos de so­bre­vi­vência, que nos torna mais alertas, porém, ao mesmo tempo, per­mite que se­jamos ex­plo­rados, na me­dida em que somos ame­dron­tados a aceitar me­didas que con­tra­riem o ver­da­deiro bem estar so­cial.

A capa, de au­toria do de­signer e um dos ide­a­li­za­dores do pro­jeto Al­cides Burn, apre­senta duas es­pé­cies de lobo: guará e ibé­rico. “O Mo­ons­pell sempre abordou a te­má­tica so­turna do homem-lobo, cri­ando uma li­gação lí­rica com o uni­verso dos lobos. Seus fãs de todo o mundo se iden­ti­ficam como parte de uma grande ma­tilha. No Brasil, temos o lobo guará. Em Por­tugal, eles têm o lobo ibé­rico. Os dois lobos, juntos, re­pre­sentam essa re­lação es­treita, este sen­ti­mento de união além fron­teiras. A união pro­mo­vida pela mú­sica do Mo­ons­pell”, ex­plicou Ema­nuel Leite Jr., jor­na­lista e também ide­a­li­zador do tri­buto.

Con­fira, abaixo, as bandas par­ti­ci­pantes e o trac­klist:


…Em Nome do Medo… – a bra­zi­lian tri­bute to Mo­ons­pell

Alex Vo­orhees – From Lowe­ring Skies
Apo­calyp­ti­chaos – Everything In­vaded
As Dra­matic Ho­mage – Full Moon Mad­ness
Burn In Pain – Em Nome do Medo
Ca­pri­cor­nian – Opus Di­a­bo­licum
Hate Em­brance – The Southern De­athstyle
Hell­Light – Ruin & Mi­sery
Inner De­mons Rise – Fi­nis­terra
Ka­taphero – Once it Was Ours
Ma­le­factor – Alma Mater
Mal­kuth – Te­ne­brarum Ora­to­rium
Obs­kure – Night Eternal
Pa­tria – Wolfshade
Ra­ven­land – Mag­da­lene
Si­lent Cry – Opium
So­turnus – Of Dream and Drama
Une­arthly – Lic­kanth­rope
Veu­liah – In and Above Men


Resenha: Hatriot - Dawn of the New Centurion (CD)

Nota 10,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Sinceramente, deveriam fazer uma estátua para homenagear Steve "Zetro" Souza nos principais centro do Metal mundial. Sim, pois o que se poderia afirmar de um vocalista com talento único, um timbre de voz peculiar, e que sempre nos presenteia com grandes trabalhos musicais? Ele é um "Workaholic" em prol do Metal, e mais uma vez, nos brinda com um ótimo disco, agora, "Dawn of the New Centurion", segundo disco do HATRIOT, banda onde ainda temos seus dois filhos, Cody e Nick. E que a Urubuz Records botou no Mercado nacional.

E parece que o Thrash Metal é coisa genética, uma vez que este disco é extremamente raivoso, ainda mais que "Heroes of Origin", mantendo aquela mistura de 80% do Thrash Old School com alguns toques mais modernos e agressivos (em parte devido à gravação que a banda utiliza). Vocais furiosos e sempre fortes, uma dupla de guitarristas ótima nas bases agressivas e solos melodiosos, e a base baixo/bateria do grupo é de onde vem uma parte da contribuição mais moderna, pois os dois, sem violar a estrutura Thrash do grupo, usam alguns toques mais modernos. E é bom tomar cuidado com o volume, porque a música bruta e ríspida do grupo (embora de bom gosto e muito bem feita) faz com que as paredes tremam absurdamente.

Juan Urteaga, que já havia trabalhado com a banda no primeiro disco, torna a ser o produtor desse aqui, então, pouca coisa mudou em termos de sonoridade: ainda é uma produção que alia algo agressivo e bem feroz com uma limpeza muito grande (ao ponto que alguns arranjos mais sutis fiquem bem evidentes (como são ouvidos em "The Fear Within"). Ou seja, a qualidade é de primeira.

Hatriot
A arte de Mark DeVito ficou até que mais simples do que no primeiro disco, mas ao mesmo tempo, conferiu uma tonalidade mais soturna à apresentação visual do quinteto, como a própria música, vez por outra aparenta. E assim, funcional e muito boa.

Falar das composições de "Dawn of the New Centurion" chega a ser covardia... Onde o nome de Steve está, a qualidade musical é inquestionável, e o HATRIOT busca seguir com fidelildade os padrões que eles estabeleceram, embora as melodias da banda tenha se tornado mais evidentes que antes e o grupo soe um pouco mais polido. 

Nova faixas de Thrash Metal puro-sangue, logo, é melhor preparar-se para ter dores crônicas de ouvidos, especialmente em faixas como "From My Cold Dead Hands" (uma cacetada abrindo alas, com os dois irmãos Souza mostrando que realmente formam uma cozinha rítmica de peso e com ótima técnica), a abrasiva "Your Worst Enemy" (que começa com um andamento não tão rápido, para depois ganhar uma velocidade absurda, e Steve rouba a cena com seus urros secos e rasgados. É aula mesmo!), a raçuda "The Fear Within" (sete minutos de pura pancada, começando amena, ganhando peso e energia sem ser extremamente veloz, e é daquelas faixas que empolgam muito, especialmente devido às ótimas guitarras. E é onde algumas melodias se tornam mais evidentes diante do rolo compressor Thrasher do quinteto), a complexa e cadenciada "Superkillafragsadisticactsaresoatrocious" (alguns arranjos bem intrincados, mas ótimos), a variada e empolgante "Silence in the House of the Lord", a surpreendente "Dawn of a New Centurion" (os arranjos do baixo são ótimos e bem audíveis, bem como os riffs estão abrasivos e pesados), e o massacre Thrash de "Consolation of the Insane".

O HATRIOT continua indo muito bem, e nós, os fãs, agradecemos!





Tracklist:

01. From My Cold Dead Hands
02. Your Worst Enemy
03. The Fear Within
04. Honor the Rise and Fall
05. Superkillafragsadisticactsaresoatrocious
06. Silence in the House of the Lord
07. World Funeral
08. Dawn of the New Centurion
09. Consolation for the Insane


Banda:

Steve "Zetro" Souza - Vocais
Kosta "V" Varvatakis - Guitarras, backing vocals
Justic "J.C" Cole - Guitarras, backing vocals
Cody Souza - Baixo, backing vocals
Nick Souza - Bateria, backing vocals


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Resenha: Morfolk - World of Lies (CD)

Oversonic Records
Nota 7,5/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Death Metal tradicionalíssimo por excelência, e comprometido até os dentes em deixar os ouvidos alheios dando sinal de ocupado por horas e horas. É assim que poderíamos definir o que ouvimos em "World of Lies", do notório e veterano quinteto de Death Metal MORFOLK, de São José dos Campos (SP). E mesmo sendo um disco lançado em 2010, ainda se pode sentir a fúria e violência de seu trabalho.

Como dito acima, a inspiração do quinteto é no Death Metal dos anos 90, um mix das características sonoras das escolas inglesa, sueca e da Flórida, mais alguma influência de nosso próprio país e a personalidade do quinteto. Somando os guturais urrados, as guitarras em riffs insanos e solos distorcidos, baixo e bateria em uma base rítmica extremamente tradicional em termos de Death Metal, temos um produto final que, se não chega a ser inovador, mostra que tem seu valor. Tornamos a dizer: não é necessário ser inovador para ser bom.

Gravado, mixado e masterizado no Oversonic Studio, a sonoridade não está de todo boa (em certos momentos, os instrumentos soa um pouco ocos), mas suficiente para podermos compreender e ouvir o trabalho do quinteto. É limpa ao ponto de se ouvir cada instrumento claramente, mas os solos ficaram um pouco baixos e qualidade no geral passa. A arte, como a produção, é a mais simples possível, mas que nesta simplicidade, funciona e não desvia a atenção do mais importante: a música.

O MORFOLK mostra sua força e valor mesmo em suas composições, já que vemos que sua experiência (a banda foi fundada em 1990) transpira em um trabalho sólido, sem fugir às características do Death Metal. E é justamente respeitando suas convicções que o grupo mostra seu valor, especialmente nos arranjos e mudanças de andamento das músicas.

As melhores faixas: a brutal abra-alas "Fear Within is All" (pedrada, com ótimo trabalho de bateria e baixo), a golfada Death Metal "World of Lies" (as guitarras mostram seu valor nessa faixa, bem como certa influência do Thrash Metal se faz sentir), a arrastada "The Unknow" (realmente, quando eles dão uma cadenciada é quando vemos seus melhores momentos, especialmente pelo trabalho abusivo de seu vocalista, que mescla guturais fortes com tons rasgados bem extremos), a ótima "Humanoid" (que riffs!), "Smashing the Dreams", e o a versão da banda para "Fall of the Corpse", do VULCANO.

O MORFOLK é mesmo uma instituição do Death Metal paulista, merece respeito, e que venha logo o sucessor do EP digital "Prelude..." (seu último trabalho, de 2012, que pode ser baixado gratuitamente aqui).



Tracklist:

01. Fear Within is All 
02. World of Lies
03. The Unknown
04. Slaves of the Underworld
05. No Tomorrow
06. Humanoid
07. Smashing the Dreams
08. Do or Die
09. Fall of the Corpse (Vulcano cover)


Banda:

Walter Rômulo - Vocais
Reinaldo Tio - Guitarras
Roberto Repolho - Guitarras
Renato Predador - Baixo
Ryan Roskowinski - Bateria


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Metal Media (Imprensa)

Resenha: Legion of the Damned - Ravenous Plague (CD)

Nota 9,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


E eis que o LEGION OF THE DAMNED, um dos nomes mais fortes da cena holandesa de Metal, chega com mais um álbum, "Ravenous Plague", que para a nossa alegria, já ganhou sua versão nacional graças à Urubuz Records. E dessa vez, sem ficarmos esperando anos.

O quarteto continua o mesmo de sempre: um mix perfeito de Thrash com Death Metal transbordando de agressividade e peso, só que desta vez, a sonoridade do grupo está um pouco mais encorpada e bem cuidada, apesar da raiva e brutalidade opressiva do grupo estarem intactas. Mas se percebe uma sutil evolução sonora no quarteto, já que algumas melodias que anteriormente eram mais sutis, agora estão um pouquinho mais evidentes (mais notadamente nos solos de guitarra). Mas nada que venha a abalar os fãs mais antigos do grupo.

Em termos de produção, o grupo resolveu voltar a trabalhar com Andy Classen no Stage One Studios, na Alemanha, com quem já havia feitos seus discos anteriores (exceto "Descent Into Chaos"). Assim, o grupo volta a ter uma sonoridade mais seca e agressiva, menos brutal que em "Descent Into Chaos", mas ao mesmo tempo, mais refinada. Cada instrumento musical está claríssimo, assim como cada arranjo musical foi evidenciado. A parte artística (muito boa por sinal), tem uma bela capa feita por Wes Benscoter, e arte e design de Wouter Wagemans. Ficou excelente, bastante apocalíptico, como a música da banda se propõe a ser.

Legion of the Damned
O grupo mostra-se agarrado às suas convicções sonoras até os dentes, já que em termos musicais, não houveram mudanças enormes em termos musicais em relação à "Descent Into Chaos". As composições apenas ganharam arranjos mais dinâmicos, ou seja, a brutalidade de antes cedeu um pouco de espaço ao refinamento musical. Mas mesmo assim, é bom tomar cuidado, pois "Ravenous Plague" é capaz de deixar os ouvidos apitando por horas devido ao abuso de volume, e é ótimo para torturar seus vizinhos chatos que querem teimam em empurrar gospel, sertanejo, funk, axé, pagode, forró e outros lixos populares nos seus ouvidos todos os fins de semana.

Destaques: as brutas e arrasadoras "Howling for Armageddon" (os arranjos de guitarra estão ótimos como sempre, assim como as conduções perfeitas da bateria) e "Black Baron" (uma faixa mais rápida e ríspida), a explosiva e empolgante "Mountain Wolves Under a Crescent Moon" (baixo e bateria mostrando uma força absurda na base rítmica, dando um dinamismo incrível à música), a abrasiva "Doom Priest" (faixa do vídeo de divulgação, com um andamento mais mediano permite que uma brutalidade desmedida permeie a canção, com destaque para os ótimos vocais), a explosiva "Summon All Hate" (outra faixa com andamento bem mais moderado, com mais uma vez os vocais roubando a cena, além de excelentes riffs), e a excelente "Armalite Assassin".

Esse bando de lobos ainda tem muita lenha para queimar, e muito a conquistar. E "Ravenous Plague" é mais um passo nessa conquista.





Tracklist:

01. The Apocalyptic Surge
02. Howling for Armageddon
03. Black Baron
04. Mountain Wolves Under a Crescent Moon
05. Ravenous Abominations
06. Doom Priest
07. Summon All Hate
08. Morbid Death
09. Bury Me in a Nameless Grave
10. Armalite Assassin
11. Strike of the Apocalypse


Banda: 

Maurice Swinkels - Vocais
Twan van Geel - Guitarras
Harold Gielen - Baixo
Erik Fleuren - Bateria


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Manilla Road e Omen: turnê sul-americana reúne duas lendas do Metal americano




Responsável por diversas turnês pelo Brasil e América Latina, a produtora OPEN THE ROAD anuncia a turnê "Beetween The Hammer and The Axe - South American Tour 2014", envolvendo duas bandas cultuadíssimas do Heavy Metal americano: OMEN e MANILLA ROAD. Anteriormente já havia sido anunciado o show do MANILLA ROAD em São Paulo, no dia 04/07, mas agora com a adição do OMEN ao cast, os fãs poderão conferir “in loco” esta grande turnê que já possui algumas datas agendadas e que em breve serão anunciadas com todas as informações.

O show em São Paulo será realizado na tradicional casa de shows HANGAR 110, e os ingressos começarão a ser vendidos dia 21/05, pela Ticket Brasil on-line e todos os pontos credenciados. O valor dos ingressos estará disponível no site da Ticket Brasil.

Vendas online: www.ticketbrasil.com.br - (sem taxa de conveniência)

Pontos de venda - (sem taxa de conveniência

• Hole (Galeria do Rock) – Av. São João, 439 -– 1º andar/ Loja 275 - São Paulo/SP

• Shopping Oriente 500 - Rua Oriente, 500 2º andar - Brás - São Paulo/SP

• Cada Qual - Rua Augusta, 2171 - Jardim Paulista - São Paulo/SP

• Metal Music - Rua Dona Elisa Fláquer, 184 - Centro - Santo André/SP

• Age Of Dreams - Av. Marechal Deodoro, 1754 - 2º Andar loja 33/36 - Centro - São Bernardo do Campo/SP


Considerado um dos pais do subgênero conhecido como Epic Metal, título este forjado nestes mais de 30 anos de atividades e 16 álbuns lançados, o MANILLA ROAD, comandado por Mark “The Shark” Shelton, vem ao Brasil pela primeira vez, prometendo um set list com muitos clássicos e também divulgando seu novo álbum, “Mysterium”, que traz a sonoridade típica da banda intacta, com Mark “The Shark” Shelton (guitarra, vocal), Bryan "Hellroadie" Patrick (vocal), Josh Castillo (baixo) e Andreas “Neudi” Neuderth (bateria) mantendo vivo este grande legado. Fundado na cidade de Wichita em 1977, o MANILLA ROAD possui, dentre seus maiores clássicos, os álbuns “Crystal Logic” (1983) e “Open The Gates” (1985) preferidos pela maioria dos fãs. Em 2006, a gravadora alemã Solemnity Records lançou um tributo chamado “A Tribute To Manilla Road – The Riddle Masters”, CD duplo que reuniu inclusive duas bandas brasileiras, a santista Lord Haunted e os paulistas do Denim & Leather.



Ouça:

“Necropolis”: http://youtu.be/LWvQVln9fAU
“The Fountain”: http://youtu.be/mXJIAY6oF3g
“Flaming Metal System”: http://youtu.be/L4nUxI9HBHA


De volta ao Brasil, novamente sob a produção da OPEN THE ROAD, o OMEN, liderado pelo guitarrista Kenny Powell, traz junto a turnê de promoção do novo álbum, “Hammer Damage”, além, é claro, de uma série de clássicos criados nestes mais de trinta anos de carreira. Formado em 1983 na cidade de Los Angeles após a saída de Kenny do SAVAGE GRACE, o OMEN despontou na época como um dos principais nomes do Power Metal, aliando de forma perfeita peso, melodia e velocidade. Seus primeiros álbuns, até hoje reverenciados, são uma prova viva de uma época histórica do Heavy Metal e que ainda pulsa firme ao redor do mundo, com inúmeras bandas sendo influenciadas por “Battle Cry” (1984), “Warning of Danger” (1985) e “The Curse” (1986). Com o passar do tempo e alguns discos depois, além de um longo hiato em sua carreira, o OMEN retorna em 2003 com o excelente “Eternal Black Dawn”, para em seguida varrer o mundo com doses maciças de Power Metal, até chegar ao Brasil em 2009, para uma turnê histórica. Kenny, ao lado de Kevin Goocher (vocal) e Andy Haas (baixo), traz também o baterista Steve Wittig, responsável pelas baquetas da banda até 1988, além de ter integrado o SAVAGE GRACE nos seus primórdios.


Ouça:



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Assessoria de Imprensa

Therion: confira imagens do show e video de "To Mega Therion" em SP




A banda sueca THERION, ícone do metal sinfônico mundial, protagonizou uma de suas melhores performances em terras brasileiras. Com a Via Marquês lotada, o grupo se apresentou, ontem, em São Paulo. Esta foi a única exibição no país.

O set list executado por Lori Lewis (vocal), Thomas Vikström (vocal), Christian Vidal (guitarra), Christofer Johnsson (guitarra), Nalle Påhlsson (baixo) e Johan Koleberg (bateria) foi uma mistura de clássicos, com a última tour “Les Fleurs Du Mal” e a nova Opera Rock “Adulruna Redivia And Beyond”. Este foi um show jamais visto fora da Europa.

Confira o vídeo de "To Mega Therion":


Várias imagens do show estão disponíveis em https://www.facebook.com/UltimateMusicPR.


A/C Costábile Salzano Jr
11 4241.7227 | 11 9 6419.7206 | 

Blaze Bayley e Tim “Ripper” Owens: turnê em conjunto pelo Brasil confirmada para julho

















No próximo mês de julho o Brasil receberá através da produtora OPEN THE ROAD, uma turnê inédita até então, com dois dos principais vocalistas da atualidade juntos pela primeira vez no país, BLAZE BAYLEY e TIM “RIPPER” OWENS. Os shows, agendados para a segunda metade de julho, percorrerão os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com possibilidade de mais datas serem confirmadas no restante do país.

Confira as datas:

24/07 – Limeira/SP - Bar da Montanha
25/07 – Volta Redonda/RJ – “Volta Redonda do Rock”

BLAZE BAYLEY, que retorna após mais uma bem sucedida turnê brasileira que percorreu o Brasil entre o final do passado e início deste ano, continua em sua “Soundtracks of My Life World Tour”, ao lado do THE BEST MAIDEN TRIBUTE. O ex-vocalista do IRON MAIDEN, que iniciou sua carreira com o WOLFSBANE na década de 80, apresentará clássicos de sua carreira solo ao lado de músicas indispensáveis de sua fase na “Donzela de Ferro”, como “The Clansman”, “Futureal”, “Man on the Edge”, dentre outras.

TIM “RIPPER” OWENS também estará de volta ao Brasil, desta vez acompanhado pela JAWBREAKER, banda cover de JUDAS PRIEST que conta com integrantes do HELLISH WAR, executando músicas que marcaram sua carreira, principalmente em sua fase com o JUDAS PRIEST. O vocalista, que após sair da lenda britânica passou por diversas bandas e projetos, possui um currículo invejável, mostrando porque é considerado um dos vocalistas mais solicitados da atualidade. ICED EARTH, DIO DISCIPLES, WINTER’S BANE, BEYOND FEAR e CHARRED WALLS OF THE DAMNED lhe dizem algo?

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Assessoria de Imprensa

18 de mai. de 2014

Resenha: X-Rated – Shaking Like a Bad Machine (CD)

Nota 9,0/10

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Tem alguns discos que realmente merecem ser relançados, pois retratam um momento histórico da cena nacional, bem como mostram o quanto somos ricos em termos musicais. E a Urubuz Records nos prestou o favor em relançar em CD o primeiro disco do quarteto X-RATED, “Shaking Like a Bad Machine”, um disco ótimo e de importância.

Primeiro de tudo, é preciso dizer que o quarteto é um supergrupo em termos de Brasil, pois temos na época a união de Lucky Lizard (ex-vocalista do METALMANIA, a banda de Robertinho do Recife dedicada ao Metal), Marcos D. B. (ex-guitarrista do AZUL LIMÃO), André Chamon (ex-baterista do STRESS), mais Bruno Schubnel no baixo. E a proposta musical do grupo era criar um Hard Rock clássico mais sujo, atualizado e pesado. E realmente o grupo conseguiu isso, pois “Shaking Like a Bad Machine” é um disco pesado e bem atual até para os padrões de hoje.

Vocais em timbres altos, rasgados e fortes (em um estilo semelhante a Robert Plant em seus trejeitos), riffs de guitarra pesados e ganchudos, com boa dose de “feeling” vindo do Soul e do Blues (e solos inspirados), base baixo bateria com técnica e peso, resultando em uma música realmente suja, oleosa, pesada, mas bastante acessível e bem feita. E isso é bem antenado com a época, já que no final dos anos 80, boa parte das bandas de Hard Rock do exterior já buscava uma sonoridade mais pesada e crua.

X-Rated
Produzido pelo próprio quarteto, e gravado no Brasil mesmo (no Farm Studios, em Valença), temos uma sonoridade realmente forte e densa, uma coisa bem difícil de ser feita por aqui naquela época sem a presença de algum gringo nos processos de gravação, mixagem e masterização. Mas eles fizeram, e muito bem, contando ainda com as presenças de Ivan da Costa e Cláudio Caratsch (teclados), e Paulo Rego (saxofone) na faixa “Back in the USSR” (uma das faixas bônus da edição em CD atual).

A arte preserva aspectos do LP original. A capa é a mesma, o encarte muito próximo, apenas adornado com várias fotos coloridas e adaptadas, em um ótimo trabalho de Victor Santiago da Imaginativa Design, que respeitou o original, mas deu uma abrilhantada e melhorada.

Musicalmente, o currículo individual de cada um dos “X-Raters” não deixa a desejar, e vemos uma música bem espontânea e vibrante, mas bem cuidada e com arranjos instrumentais perfeitos.

Destaques: a grudenta e pesada “Striptease Boogie” (um andamento pesado e bem conduzido pó baixo e bateria, e reparem bem na voz agressiva e à lá “creole” de Lucky Lizard), a cativante “Evil Generation” (onde o baixo se sobressai bastante, fora um trabalho ótimo de guitarras e um refrão bem forte), a mais rocker “Down in My Shelter”, o hino “I Wanna Beer”, “Have You Heard the News” e sua levada puramente Rock’n’Roll (ainda mais com a presença de um piano), e as ótimas “Cocktail Whale Crime” e “In a Bad Mood”. Óbvio que a bônus “Back in the USSR” é ótima e também merece aplausos, bem como a “Blue Heart” e “Realize It”.

Um disco ótimo, que soa atual e merece a aquisição, ainda mais que a banda está por aí, fazendo shows com sua formação original.



Tracklist:

01. Striptease Boogie 
02. Blue Heart 
03. Evil Generation
04. Down in My Shelter 
05. I Wanna Beer
06. King of the Hill
07. Have You Heard the News 
08. Face the Dog 
09. Cocktail Whale Crime 
10. In a Bad Mood
11. Back in the USSR
12. Striptease Boogie (demo tape)
13. Blue Heart (demo tape)
14. Realize It (demo tape)


Formação:

Lucky Lizard – Vocais
Marcos D. B. – Guitarras 
Bruno Schubnel – Baixo
André Chamon – Bateria 


Resenha: Morte Negra – Que a Desgraça Caia Sobre a Humanidade (CD)

Nota 9,0/10

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Tosco, sujo, pesado, direto e cru. E nada disso desabona o trabalho de uma banda quando bem direcionado, especialmente em se tratando de Black Metal de raiz, aquela sonoridade SWOBM que todos conhecem e gostam, lá dos anos 91 e 92. E sim, ainda existem excelentes representantes do estilo por aí, e no Brasil, um nome que surge e mostra um trabalho ótimo é o MORTE NEGRA, de São Paulo. E seu disco de estreia, “Que a Desgraça Caia Sobre a Humanidade”, é uma aula de rispidez bruta e negra para cima de todos.

Que se diga, antes de tudo, que a banda faz algo mais cru e direto, mas isso não quer dizer que não exista valor técnico, muito pelo contrário: é a simplicidade técnica da banda que a faz ser ótima. E as letras tratam não só do Satanismo extremamente simplista, mas sim sobre os aspectos destrutivos que existem em cada ser humano (e vemos letras em nossa língua natal, o que abrilhanta ainda mais o trabalho do trio). E nas músicas. Vocais rasgados a extremo, riffs abrasivos e solos bem feitos, base baixo/bateria bem simples, mas bem feita. E musicalmente, o grupo merece aplausos, pois sua música nos envolve completamente.

A produção sonora do grupo, com mixagem e masterização pelas mãos de Iser (vocalista/guitarrista do grupo) é crua, antenada com a proposta musical do trio, mas isso não quer dizer que por ser tosco está mal feito. Muito pelo contrário: você consegue ouvir os acordes e arranjos musicais muito bem. A qualidade sonora, aliada à sujeira essencial do gênero, tiveram um efeito final realmente positivo. E, além disso, o uso de fotos e diagramações em tons de preto, branco e cinza dão corpo à música do grupo, pois apesar de simples, está bem feita.

Morte Negra
Arranjos simples, mas bem feitos, uma música direta e bem pensada, logo, as oito faixas do CD realmente mostram um trabalho que convence, capaz de falar diretamente ao coração dos fãs de Metal extremo sem problemas.

Destaques: a rápida e abrasiva “Que a Desgraça Caia sobre a Humanidade” (os riffs secos realmente conduzem a música muito bem), a brutal “Illuminati” (mais uma vez, riffs ótimos, associados à uma base baixo/bateria bem sólida), a soturna “O Despertar” (veja a força dos vocais e bateria, pois os andamentos mórbidos e forma de cantar realmente dão uma forte conotação opressiva, e ainda temos a presença de um ótimo solo de guitarra), a ótima e cadenciada “...E a Vida se Extingue” (uma canção soturna e extremamente opressiva, daquelas que se ouve uma vez e não sai mais da cabeça, com ótimos riffs), e a rápida e cativante “Taninsam”.

Uma ótima revelação da cena Black Metal brasileira, que merece respeito e a ouvida cuidadosa, bem como uma cópia física em suas casas.



Tracklist:

01. Ave Domini Satani (Intro)  
02. Que a Desgraça Caia sobre a Humanidade  
03. Apophis  
04. Illuminati  
05. O Chacal  
06. Occidis Bastardum Christos  
07. O Despertar  
08. ...E a Vida se Extingue
09. Taninsam


Banda: 

Iser – Guitarras, vocais
Kingu – Baixo 
Azabua – Bateria 


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Resenha: Devilish - Through the Gates of Death (CD)

Independente
Nota 8,5/10

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


O Brasil sempre se fez notar por ser um país onde a predominância na cena Metal é de bandas dedicadas às vertentes extremas, e isso desde os anos 80. E não é de se surpreender que bandas de Black Metal por aqui consigam fazer trabalhos muito bons, alguns fugindo dos limites impostos. E o trio DEVILISH, de São Paulo, mostra em seu primeiro CD, “Through the Gates of Death”, um trabalho muito bom.

Já experiente devido a três Demos e mais de uma década de existência, o trio faz um Black Metal à lá SWOBM, mas com o diferencial de melodias que surgem aqui e ali em vários momentos (especialmente nos arranjos de guitarra e solos), bem como uma gravação um pouco mais encorpada e limpa. É como se cruzássemos o ROTTING CHRIST da época do “Thy Mighty Contract” com o MAYHEM da época do “De Mysteriis Dom Sathanas”. Essa alquimia não chega a ser algo inovador, mas o trio a apresenta a seu modo, com vida e energia bem dele, logo, é um trabalho ótimo!

A produção do trabalho foi feita por Bruno Kioshi, e Fürst e Rigios na mixagem, que mostraram saber dar ao trio a sonoridade de uma banda de Black Metal, mas buscando fugir um pouco do padrão onde impera a sujeira (ela existe, mas em níveis apenas essenciais ao gênero). A gravação está bem seca, os instrumentos estão bem claros (vejam que o baixo aparece bem, o que é um termômetro para gravações de Metal extremo), os arranjos bem evidentes, logo, a audição ficou de primeira. A arte, um trabalho feito por Fürst, está bem no padrão Black Metal, usando fotos, arte e diagramação em tons de preto, branco e cinza (exceto pelo espelho do CD, que é uma imagem em tons de amarelo escuro, dando uma tonalidade de fogo), que ficou funcional e deixa a banda apresentada ao seu público alvo.

Devilish
Vemos que os 13 anos de banda, de sua fundação até o lançamento do CD, realmente fizeram a diferença, já que as músicas, longe de serem apenas feitas com uma mentalidade “real”, foram criadas com esmero e bem buriladas. Sim, existe uma preocupação estética com a colocação dos vocais, de como as guitarras seriam postas, e de como a base rítmica deveria ser trabalhada. 

O disco inteiro é muito bom, com destaques para a rápida “Eligor” (os andamentos variam bastante, dando uma dinâmica ótima à música, e ainda temos bons arranjos de guitarras), a ótima e variada “Jesus’ Whores ” (ouçam as melodias soturnas que foram mencionadas antes aparecendo bem evidentes nas guitarras, bem como os vocais realmente mostram um encaixe perfeito nos andamentos), a soturna “Through the Gates of Death”, a dinâmica e soturna “The Mystic Tropical Continent” (que belo trabalho de baixo e bateria, que apesar de aparentar simplicidade, mostra peso, energia e boa dinâmica), a ótima e enegrecida “...Aos Cristãos” (cantada em português, e vemos que a métrica não é ferida em momento algum), e a avassaladora “Revelation”.

Uma banda honesta, com muito a dizer, e esperemos que o próximo trabalho não demore muito, pois o DEVILISH merece a apreciação de todos, bem como a evolução nos brindará com mais um grande nome da cena Black Metal brasileira.



Tracklist:

01. The Passage to Hell (Intro)  
02. Eligor  
03. Jesus’ Whores  
04. Through the Gates of Death  
05. The Screams of Your Sons (Intro)  
06. Jesus, Your Head in My Hands  
07. The Mystic Tropical Continent  
08. ...Aos Cristãos  
09. Holocaust  
10. Revelation


Banda:

Lord Wolferian - Vocais, guitarras
Fürst - Baixo
Rigios - Bateria


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