28 de mai de 2017

MAESTAH - Maestah (Álbum)


2014
Independente
Nacional

Nota: 8,7/10,0


Tracklist:

1. The Pilgrim
2. The Desert of Soul
3. Sands of Time
4. Shelter
5. Angels Cry for Me
6. City of Destruction
7. Gate of Damnation
8. Little Shining Star
9. Mia Piccola Stela


Banda:


Celso de Freyn - Vocais
Lucas Santana - Guitarras
Diego Maciel - Teclados
Eduardo Pieczarka - Baixo
Marlon Roberto - Bateria


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Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Falar em Prog/Power Metal, em geral, remete os fãs àqueles trabalhos musicais com viagens instrumentais longas, técnica exacerbada que, para muitos, é algo um pouco entediante. Muitas bandas do gênero perdem a linha justamente por esquecerem que o mais importante é a música em si, não a técnica individual (está é uma consequência da primeira, não o oposto). Mas quando uma banda acerta a mão, o trabalho fica muito bom. E o MAESTAH, de Curitiba (PR) mostra que sabe o que faz em seu primeiro trabalho, “Maestah”.

Na época do lançamento, o quinteto ainda era uma banda com apenas dois anos de experiência na bagagem. Mas mesmo assim, eles souberam fazer algo que transita entre o Prog e o Power Metal, mas com peso e uma pegada bem pesada. Se o ouvinte quer técnica, encontrará, mas como consequência do que o grupo faz musicalmente. E por isso, o quinteto mostra uma autenticidade, uma espontaneidade muito interessante e com melodias que nos envolvem.

“Maestah” é mais uma ótima produção que sai das mãos de Karim Serri, e a masterização é de Fábio Henriques. A sonoridade resultante é algo mais seco e um pouco mais cru do que a qualidade que estamos acostumados em bandas que trilham este caminho. Mas deu peso e consistência ao trabalho do grupo, diferenciando o quinteto de uma enxurrada de bandas similares. E a arte gráfica de Rafael Taravres Gripp ficou ótima e elegante, dando corpo à música de bom gosto deles.

O MAESTAH pode render mais, fica óbvio na audição do álbum. Mas já possuem identidade, sabem o que querem fazer e a criatividade que mostram é muito boa. Aliado a isso, a música da banda não soa enjoativa por evitarem transcender os 7 minutos de duração (apenas duas delas passam de seis minutos), logo, fica bem mais acessível aos fãs dos mais variados gêneros de Metal.

Melhores momentos de “Maestah”: a pesada e progressiva “The Pilgrim” (muito boa técnica, mas teclados, baixo e bateria estão muito bem, sem mencionar um belíssimo refrão), os elementos “noir” que ganham um peso elegante e bem trabalhado em “The Desert of Soul”, o peso opressivo e cheio de toques bem feitos de teclados de “Sands of Time”, a energia bem melodiosa e com vocais azedos de “Angels Cry for Me” (em alguns momentos, lembram um pouco o estilo de Bruce Dickinson), o andamento cheio de mudanças e “heavyssivo” de “Gate of Damnation” (cheio de momentos pesados, sustentados por belos arranjos nos teclados), e as duas versões de “Little Shining Star” e “Mia Piccola Stela”, cuja diferença está no idioma, e que a segunda tem arranjos mais voltados às guitarras limpas, mas ambas são muito boas.

Se ainda lhes faltava certa experiência na época, o segundo disco deles promete!


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