2 de abr de 2017

DREARYLANDS - No Poetry Lasts (EP)



2017
Nacional


Tracklist:

1. No Poetry
2. Collateral Damage
3. Addiction To War
4. Incerto Adeus
5. Demophobia
6. Learn To Fly
7. Lady Light


Banda


Leonardo Leão - Vocais
Rafael Syade - Guitarras
Páris Menescal - Guitarras
Marcos Cazé - Baixo
Louis - Bateira



Contatos:


Site Oficial: 
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Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCwWtlU4Y3anPkI2GrWwipaw
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Bandcamp:
Assessoria: http://www.msmetalagencybrasil.com/ptbr/artista-drearylands/

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


A Bahia sempre revelou ótimos e famosos nomes no cenário nacional do Heavy Metal. Bandas como MALEFACTOR, HEADHUNTER D.C. e THE CROSS são conhecidas fora de seu estado (e mesmo do Brasil) graças a seus trabalhos de primeira linha. E agora, eis que o veterano quinteto DREARYLANDS, de Salvador, se lança de braços abertos, com muita disposição para buscar seu lugar ao sol com o EP “No Poetry Lasts”.

Aqui, a banda mostra seu forte e vigoroso Metal tradicional, com doses generosas e homeopáticas de peso e melodia, técnica sóbria, e muita força nas composições. Mas apesar de soar espontâneo, as canções foram feitas com esmero, e transitam entre influências como MANOWAR (devido ao peso) e NWOBHM (em especial, IRON MAIDEN e um pouco de SAXON). Apesar de não ser nada de novo (como se precisasse ser assim), o grupo apresenta um trabalho honesto, feito com o coração, e honesto até a alma.

A produção e a mixagem foram feitas por Marcos Franco, Dan Loureiro e pelo próprio quinteto, enquanto Marcos e Dan fizeram a masterização. Apesar da qualidade sonora não ser a melhor possível (está um pouco crua além do necessário), é muito boa, com peso e clareza suficientes para que o trabalho do quinteto não soe sujo demais ou sem peso. E a arte de Rafael Syade é simples, mas tem uma mensagem reta e direta, e assim, atinge o objetivo.

Musicalmente, os quase 20 anos de experiência pesam bastante na questão de fazer música de primeira linha. Como dito anteriormente, é honesto, feito de coração e soa espontâneo, mas com músicas bem esmeradas, arranjos de primeira, com um trabalho ótimo das guitarras (riffs pegajosos e solos melodiosos), baixo e bateria formam uma base rítmica coesa e pesada (com momentos técnicos ótimos), e os vocais são muito bons, encaixando perfeitamente nas linhas instrumentais do grupo.

“No Poetry” é uma instrumental climática e introspectiva que vai preparando os ouvintes para “Collateral Damage”, que oscila entre o agressivo e o melodioso, mas sempre com boa dose de peso e um trabalho ótimo das guitarras (riffs de primeira e solos caprichados), seguida pela mais técnica e intensa “Addiction to War”, onde certa atmosfera mais melancólica surge de forma natural, e onde baixo e bateria estão fazendo um trabalho ótimo, com boa técnica e backing vocals muito bem encaixados. Em “Incerto Adeus”, cantada em português, é a típica semi-balada pesada e com ótimo refrão, e que belo trabalho de vocais e backing vocals. Mais agressiva e bruta é “Demophobia”, que chega a esbarrar no Thrash Metal em certos momentos, e assim as guitarras se destacam mais uma vez (e para quem não entendeu, “Demophobia” significa “medo do povo”, algo que os políticos possuem, já que passa a eleição, a maioria se comporta como prima donas). E o peso mais bem trabalhado e melodioso, cheio de boas harmonias, se ouve mais uma vez em “Learn to Fly” (outra boa atuação dos vocais), e na fogosa e cheia de energia “Lady Light” (onde baixo e bateria estão muito bem mais uma vez).

No mais, “No Poetry Lasts” é um ótimo EP, e esperemos que ele esteja antecedendo o próximo álbum do grupo.



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