31 de jan de 2017

FREEDOM CALL - Master Of Light (CD)


2016
Nacional

Nota: 8,5/10,0

Tracklist:

1. Metal is for Everyone       
2. Hammer of the Gods
3. A World Beyond
4. Masters of Light
5. Kings Rise and Fall
6. Cradle of Angels
7. Emerald Skies
8. Hail the Legend
9. Ghost Ballet
10. Rock the Nation
11. Riders in the Sky
12. High Up   


Banda:


Chris Bay – Guitarras, vocais
Lars Rettkowitz – Guitarras, corais
Ilker Ersin – Baixo, corais
Ramy Ali – Bateria, corais


Contatos:

Facebook (Fã Clube)


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Power Metal é um estilo que sempre parece nos surpreender, uma vez que se pensa que ele atingiu seus limites. E lá vem e tudo muda, ou bandas que se mantêm agarradas às características soltam um disco capaz de nos seduzir e admitir: o Power Metal continuará vivo para sempre. E uma das mais tradicionais é mesmo o quarteto alemão FREEDOM CALL, que andou por aqui no final de 2016 promovendo seu disco novo, “Master of Light”, que é o centro dessa resenha.

Lançado pela Shinigami Records no Brasil, não esperem que o quarteto tenha mudado seu jeito de ser: continuam seguindo a mesma escola de sempre, ou seja, o Heavy/Power Metal delineado por bandas como HELLOWEEN e GAMMA RAY, com a diferença de buscar se distanciar de exageros técnicos. A força da banda está mesmo nas melodias bem feitas e ganchudas, em cada refrão estrategicamente composto (se o refrão de “Metal is for Everyone” não te seduzir logo de cara, acho que tens problemas auditivos sérios), e na força do conjunto. A banda soa coesa, sem que nenhum dos integrantes se sobressaia em detrimento aos outros. E verdade seja dita: mesmo sem procurarem inovar ou renovar o Power Metal, "Master of Light" é empolgante, aquele disco que você quer gritar cada canção a plenos pulmões!

O próprio guitarrista/vocalista Chris Bay produziu o disco, tendo Stephan Ernst como co-produtor (além de ser o responsável pela mixagem e masterização. Como resultado, uma gravação típica do gênero, equilibrando peso, melodia e clareza de uma forma ótima. Todos os instrumentos são claros, cada arranjo bem acessível as nossos ouvidos. E a arte de Michael Dorschner é muito boa, e pegou o espírito divertido e leve do grupo.

O disco é ótimo e ainda tem algumas participações especiais de primeira, com Tobias Heindl tocando rabeca em “High Up”, além de Oliver Hartmann, Dr. Haag, Chris Stark, e Felix Piccu fazendo backing vocals nos corais.

O disco possui 12 faixas ótimas, mas como mera referência, indico a forte e melodiosa “Metal is for Everyone”, cheia de lindas melodias e corais, e uma alternância de momentos mais melodiosos e outros mais pesados (onde a banda exagera em ser boa nos vocais e guitarras); o peso mais tradicional em termos de Power Metal mostrado em “Hammer of the Gods” (os arranjos são ótimos, boas mudanças nos tempos, mostrando que baixo e bateria estão perfeitos), aquela levada com dois bumbos (mas cheia de mudanças de ritmos) em “Masters of Light”, o fogo veloz e pesado da melodiosa e sedutora “Kings Rise and Fall”, as melodias charmosas e envolventes em “Hail to the Legend” e “Ghost Ballet”, o lado mais acessível dos arranjos de “Rock the Nation”, e o poder de fogo da envolvente “Riders in the Sky” e “High Up”.

Não chega a ser o melhor disco do quarteto, mas é um disco ótimo!


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