Banda é uma das grandes e surpreendentes revelações do cenário do rock/metal nacional – foto: divulgação
A banda MUQUETA NA OREIA, uma das grandes e surpreendentes revelações do cenário do rock/metal nacional, já está esquentando as turbinas para começar a gravar o seu tão aguardado novo disco de inéditas. Porém, antes disso, o grupo acaba de relançar sua webstore, disponibilizando uma nova linha de merchandising, com vários artigos especiais.
Além dos novos modelos de camisetas, é possível encontrar na loja oficial, na internet, bermuda, moletom, caneca de cerveja, squeeze, avental, mousepad, bottom, chaveiro, entre outros. Confira todos os itens em http://www.znstore.com.br/merch/muquetanaoreia/.
Neste momento, Ramires (vocal/percussão), Bruno Zito (guitarra), Cris (baixo) e Henry (bateria) estão literalmente trancafiados em estúdio, trabalhando arduamente no novo material, que tem a responsabilidade de superar a bela receptividade dos álbuns “Lobisomem em Lua Cheia” (2010) e “Blatta” (2013).
“Geralmente esta é uma época em que as pessoas tiram para descansar, porém, aproveitamos este período para trabalhar ainda mais nas nossas novas composições. Fiquem ligados que nos próximos dias vamos começar a revelar algumas novidades sobre este novo álbum. Podem ter certeza as músicas estão pesadonas, devastadoras, brutais mesmo! Tenho certeza que vocês vão pirar!”, comentou o frontman Ramires.
Sempre audaciosos e com muita determinação, o MUQUETA NA OREIA vem se destacando no cenário da música independente com muita personalidade e atitude explícita. Com apenas oito anos de estrada, o grupo cresceu, ganhou respeito, firmou seu nome e conquistou uma legião de fãs, principalmente após performances devastadoras e excelentes reviews.
O reflexo do reconhecimento veio justamente na oportunidade de dividir o palco com nomes consagrados como Korzus, Raimundos, Made in Brazil, Dead Fish, Claustrofobia, Project46, Johnwayne, Olho Seco, entre outros, além de shows como headliner.
Produtores interessados em contratar a performance do MUQUETA NA OREIA devem enviar e-mail para press@theultimatemusic.com.
Banda desembarca com a turnê mundial do novo álbum “Healed by Metal” – foto: divulgação
A lendária banda alemã GRAVE DIGGER, uma das atrações internacionais que mais vezes se apresentou no Brasil, acaba de confirmar a sua 10ª passagem pelo país! O grupo tem performance agendada para o próximo dia 26 de março, no Carioca Club, em São Paulo.
Esta exibição já faz parte da mais nova turnê mundial que Chris “Reaper” Boltendahl (vocal), Axel “Ironfinger” Ritt (guitarra), Jens Becker (baixo), Marcus Kniep (teclado) e Stefan Arnold (bateria) estão preparando para promover o novo álbum “Healed by Metal”, que vai ser lançado, no próximo dia 13 de janeiro via Napalm Records.
Os ingressos já estão à venda pelo site do Clube do Ingresso (http://www.clubedoingresso.com), bilheteria do Carioca Club e diversos pontos autorizados na capital paulista, Santo André, Osasco, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro e Curitiba (http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar). Mais informações no serviço abaixo.
“Healed By Metal” contem 12 consistentes composições, trazendo todos os predicados para se tornar um dos principais trabalhos da vasta discografia do grupo e bater de frente com os clássicos “Heavy Metal Breakdown” (1984), “Witch Hunter” (1985), “The Reaper” (1993) e superar os resultados obtidos com o antecessor “Return Of The Reaper” (2014).
*Consulte o ponto de venda mais próximo da sua região, no site do Clube do Ingresso.
*Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei;
**A produção do evento NÃO se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais;
***É expressamente proibida a entrada com câmeras fotográficas e filmadoras profissionais ou semi-profissionais.
Nova apresentação na capital paulista faz parte do projeto SETLIST, o qual os fãs vão escolher as músicas que a banda deverá executar – foto: divulgação
Após elogiadas performances no Epic Metal Fest e no MANIACS METAL MEETING, a banda mineira TUATHA DE DANANN acaba de ser confirmada como a primeira grande atração do projeto SETLIST SHOW, onde quem escolhe o repertório da apresentação são os próprios fãs!
Bruno Maia (vocal/guitarra/violões), Rodrigo Berne (guitarra/Violões), Giovani Gomes (baixo), Edgard Britto (teclado), Alex Navar (uilleann pipe) e Rodrigo Abreu (bateria) foram convidados para dar o pontapé inicial nesta ideia da Agencia Sobcontrole que irá organizar uma série de exibições durante todo o ano de 2017 neste formato.
A nova performance do TUATHA DE DANANN em São Paulo, está agendada para o dia 11 de fevereiro, na Clash Club. Os ingressos já estão à venda na Galeria do Rock (loja 255), pelo site do Clube do Ingresso (www.clubedoingresso.com) e pontos autorizados pela empresa na capital paulista, Osasco, Santo André, São Caetano do Sul, São José do Rio Preto, além de Curitiba e Rio de Janeiro (http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar). Mais informações no serviço abaixo.
“Estamos muito animados para protagonizarmos esta experiência especial, tanto para nós, como para os nossos fãs. Esperamos contar com a presença e participação de todos. Vai ser uma noite incrível”, declarou o frontman Bruno Maia.
O setlist será escolhido por meio de votação, de forma transparente e honesta, por meio de uma plataforma no Facebook, dentro do próprio evento criado pela produtora.
Apontado como revelação do Metalcore carioca, o WE ARE THE REVENGE produziu um documentário sobre o início das atividades, influências musicais, processo de composição e produção do álbum de estreia “Guerra” (2016), o vindouro lançamento do EP em espanhol e muito mais!
As bandas HEVILAN e IN SOULITARY se apresentam neste sábado, 14 de janeiro, no já tradicional Gillan’s Inn English Rock Bar, em São Paulo. Os ingressos custam 20 reais e precisam ser reservados pelo pelo telefone ou na porta no dia do evento.
A banda HEVILAN começa 2017 realizando as últimas datas da “The End of Time” tour, que celebra o disco de mesmo nome, lançado na Europa, Japão e Brasil. No repertório, músicas do disco em questão, versões de outras bandas clássicas e algumas surpresas. Atualmente a HEVILAN é formada por Alex Pasqualle (vocal), Johnny Moraes (guitarra), Biek Yohaitus (baixo) e Rafael Dyszy (bateria).
O álbum “The End of Time” foi gravado em 2 etapas e 3 produtores. A primeira parte (bateria, baixo e guitarra) ficou a cargo de Adair Daufembach e a segunda (corais, voz, quarteto de cordas, mix e master) com Brendan Duffey e Adriano Daga no Norcal Studios. Para a distribuição nacional foi fechada uma parceria com a gravadora Voice Music.
A crítica ovacionou o trabalho, inclusive dando nota máxima em várias resenhas. O disco também foi eleito pelo público o MELHOR DISCO DE 2013 no Brasil e no exterior. Isso ajudou a HEVILAN a ser a primeira banda brasileira a fazer parte da gravadora Massacre Records (Alemanha).
Assista o videoclipe de “Desire of Destruction“:
IN SOULITARY
Atualmente formado por Marcel Briani (vocal), Rafael Pacheco (guitarra), Rafael Tozi (guitarra), Elder Oliveira (baixo), André Bortolai (teclados) e Matthew Liles (bateria), a banda IN SOULITARY segue divulgando o álbum “Confinement” (2013). O primeiro álbum oficial do IN SOULITARY foi gravado no estudio AV Works, de Denis Di Lallo (Andralls) entre Junho 2011 e Abril de 2013 de forma profissional, mas completamente independente. O álbum espera mostrar ao grande público um heavy metal honesto, cheio de influências mas com uma cara única, afim de criar uma forte identificação em cada faixa.
O IN SOULITARY formou-se em 2002, capitaneado pelo baterista Matthew Liles, com a proposta de fazer um som técnico e agressivo, livre de rótulos, mesclando influências que vão desde o hard rock, passando pelo power até o death metal, completadas com vocais limpos e guturais, que criam um estilo único que é percebido logo na primeira audição. Sempre priorizando músicas de composição própria, a banda mescla as diversas influências de seus integrantes com a paixão em realizar o objetivo de tocar um som original, honesto e empolgante.
Assista o videoclipe de “Hollow”:
HEVILAN & IN SOULITARY
Serviço
Local: Gillan’s Inn English Rock Bar
Endereço: Av. Luiz Dumont Villares, 628 – Jardim São Paulo
No dia 31/01 o STONERIA estará lançando seu primeiro lyric vídeo, onde traz à tona a violência no Brasil, através da música “Guerra Civil”, explorando imagens impactantes e que infelizmente fazem parte da nossa realidade.
Onde mostra que vivemos ainda uma Guerra Civil, ao meio do caos do tráfico, roubo, facções e etc...
O lyric vídeo foi produzido pela Leo Ronki Art & Video em um trabalho que certamente surpreenderá a todos.
Enquanto aguardamos o lançamento do mesmo, ouça a faixa “Guerra Civil” agora:
Na última sexta feira, a Liberation Music Company, anunciou que os cariocas da INNOCENCE LOST carregarão a responsabilidade de abrir o show da consagrada banda italiana, Lacuna Coil, no dia 11 de março.
A INNOCENCE LOST que foi criada em 2007 e é formada por Mari Torres (vocal), Juan Carlos (Guitarra), Rodrigo Tardin (baixo), Aloysio Ventura (teclado) e Heron Matias (bateria). O som da banda é centrado no heavy metal moderno com influências principais de metal progressivo de bandas como Symphony X, Evergrey, Seventh Wonder e Adagio.
Vale lembrar que a banda, em 2016, fez a abertura dos shows em São Paulo e no Rio de Janeiro da banda Kamelot.
A banda que informa ter grandes novidades para esse ano, está em ritmo de gravação do próximo trabalho, com previsão para lançamento ainda para este ano. Por enquanto você pode conferir o EP Human Reason, que pode ser ouvido no Spotify, Youtube e principais plataformas streaming.
Também é possível continuar acompanhando a banda através da página no Facebook, além de poder fazer o download gratuito das músicas do EP.
Os artistas brasileiros, não apenas do meio Metal, adoram fazer discos solos, uma vez que nestes lhes é possível uma expressão diferente do que o público espera deles. Alguns são bem fracos, mas outros são sublimes. E na segunda categoria podemos colocar “João de Deus”, disco solo do vocalista ALÍRIO NETTO, muito conhecido por seus trabalhos no AGE OF ARTEMIS, HEAVYPOP e participações na peça “Jesus Christ Superstar”, e que imprime uma qualidade de primeira em todo CD.
Totalmente cantado no idioma vigente de nosso país (o português), o disco é bastante voltado ao Synth Pop e ao Pop Rock europeu dos anos 80, mas justamente o lado mais sofisticado e requintado desses gêneros, com algo de AOR em alguns momentos. É um disco gostoso de ouvir, mostrando que o artista realmente tem um “background” musical diferente e amplo, e que só faz bem aos ouvidos de todos nós.
Gravado no Do It Studio, tendo as mãos de Edu Falaschi na produção, e as de Tito Falaschi na mixagem e masterização, podemos aferir que a estética da sonoridade de “João de Deus” é limpa, cristalina e extremamente bem cuidada. Mas o que se espera dos Falaschi Brothers nisso, senão algo que beira a perfeição?
Tendo como convidados Marcelo Barbosa nas guitarras (ALMAH, HEAVYPOP), Felipe Andreoli no baixo (ANGRA, KIKO LOUREIRO, BITTENCOURT PROJECT, TIME OUT), Tiago Mineiro nos teclados e piano (TONY TORNADO, MADE IN BRAZIL, LANNY GORDIN, MELLO JR), e do saxofonista Milton Guedes (LULU SANTOS, RITA LEE, SANDRA DE SÁ, TIM MAIA, ROUPA NOVA, OSWALDO MONTENEGRO, entre tantos outros), não é de se espantar que o nível do disco seja elevado, com composições inspiradas e que realmente são bastante sedutoras.
O disco nos seduz a cada momento, e em cada uma de suas nove músicas, Alírio vai mostrando o motivo de ser uma das grandes vozes do Metal nacional, com ótimos timbres em todos os momentos. É uma técnica de cantar impressionante, e a voz dele preenche cada canção de forma preciosa.
Melhores momentos: a popíssima e envolvente “Viver (One Love)” (reparem nos arranjos de teclados bem colocados e nos backing vocals), o Rock Pop melodioso à lá anos 80 da envolvente “João De Deus” (lindas partes de guitarras e teclados se misturam, dando um toque bem acessível à canção), a lindíssima balada com toque de World Music/New Age em “De Sol a Sol” (lindos pianos, baixo pulsando firme e uma exibição de gala dos vocais), a introspecção Pop profunda de “O Palhaço” (sem ser bajulador: é uma das melhores amostras do talento de Alírio que este autor já pôde ouvir), as lindas linhas melodiosas de “Tantas Coisas” (que referencia algo que TEARS FOR FEAR já fez no passado, só mais melodioso e com classe, especialmente pelos arranjos de baixo e bateria), a balada de voz e piano em “Retrato” (reparem como a voz do homem é melodiosa e rica em tons diferentes, indo suave ao alto sem problema algum), a dinâmica entre guitarras limpas, baixo e teclados em “Segredos”, e o lado Pop/MPB de “Nada Mais Importa” (aqui, sente-se o lado do Rock Brasil da primeira metade dos anos 80, cujo diferencial é a presença de arranjos lindos de saxofone e teclados). Ainda temos uma faixa bônus, a única cantada em inglês, “Your Smile”, que não desvia o disco de seu conceito, mais uma vez lançando mão de belos efeitos eletrônicos para simular instrumentos regionais brasileiros.
Uma curiosidade: “João de Deus” foi o apelido que o povo brasileiro deu ao Papa João Paulo II em sua primeira vinda ao Brasil, no ano de 1980. Mas pode ser visto como um João qualquer, um legítimo brasileiro que vive suas labutas de todos os dias.
Tão cedo em 2017, e já surge um dos fortes candidatos ao posto de melhor disco do ano...
Alguns artistas brasileiros parecem precisar ter mais de uma banda para poder se expressar musicalmente. E nisso, só os grandes conseguem ser diferentes, já que muitas vezes, estilo é algo que marca demais. Mas não parece ser o caso do cantor e professor Mario Pastore. Tanto o PASTORE como o HEAVIEST são trabalhos bem diferentes entre si, e mais um se junta ao currículo desse mestre: POWERFULL, que acaba de lançar seu primeiro trabalho, “Warrior Soul”.
O POWERFULL é uma banda de Heavy/Power Metal na linha dos anos 80. Ou seja, tem-se no disco a força, energia e pegada pesada de bandas como GRAVE DIGGER, ACCEPT, MANOWAR e UDO, mas sem abrir mão da estética melodiosa. Não chega a ser algo inovador em termos musicais, mas a qualidade que se ouve é inegável. Mas o que se espera de Mario Pastore, onde quer que ele cante, senão algo de qualidade?
A gravação não está 100%, pois houve uma preocupação de deixar o disco soando mais direto e sem muita frescura. Mas é justamente onde reside o charme do trabalho, uma vez que a proposta da banda não é ser suporte para o vocal de Mario, mas algo diferente, e nisso, a qualidade casou bem. E a ilustração do elmo e máscara de Samurai é uma referência clara ao Bushido, que para quem não sabe, significa “Caminho do Guerreiro”, que nada mais é que o título do disco em português.
Em termos musicais, o POWERFULL é direto, pesado e melodioso, e mesmo fazendo referências claras aos anos 80, não soa datado. Guitarras, baixo e bateria estão com ótimo nível técnico, e os vocais mostram outra faceta do mestre Pastore. E a energia flui sem parar por todo o disco, graças a músicas bem arranjadas e uma dinâmica entre instrumentos e vocais de primeira.
Melhores momentos: a torrente de energia crua e pesada de “Fireball” (belo trabalho das guitarras e vocais, que estão muito bem), a passagem da trampada e cadenciada “Blue Beam” (baixo e bateria estão muito bem, criando uma base rítmica sólida para as guitarras e os vocais mostrarem trabalho), a climática “Believe” (que começa como uma balada, mas logo ganha aquela pegada pesada envolvente, se destacando a interpretação ótima dos vocais), o poder de fogo dos riffs ganchudos de “Warrior Soul”, a beleza de “Nightmares” (toda levada em voz, violão e alguns arranjos de teclados), as mudanças e ritmo de “Tears of Sunday”, e a força melodiosa e sedutora de “Angels of Light”. E uma versão para “I Want Out” do HELLOWEEN fecha o CD, mostrando os dotes e talento de Mario Pastore (que não tentou imitar a voz de Michael Kiske e fez bonito), e que ganhou mais peso, mas sem descaracterizar a original.
Enfim, “Warrior Soul” é um ótimo disco, e esperamos que o POWERFULL não fique só em um CD. Por favor, longe disso, pois a banda promete!
Fazer Thrash Metal se tornou algo difícil nos dias de hoje, uma vez que os gigantes do estilo estão em boa forma. Mas isso não impede que algumas bandas mais jovens não ousem meter a mão em seus instrumentos e criar algo de valor. E verdade seja dita: quando falamos na Europa, nomes e mais nomes interessantes estão surgindo nos últimos 10-15 anos. E um excelente nome que ficou mio escondido pela avalanche dos últimos anos é do quinteto austríaco MORTAL STRIKE. E se preparem, pois o primeiro álbum deles, “For the Loud and the Agressive” é um tanque de guerra Thrasher atacando tudo e todos sem dó ou piedade de quem quer que seja!
O trabalho do quinteto é uma mistura dos melhores aspectos da escola norte-americana (as linhas melódicas, e os riffs marcantes e de impacto) e da alemã (vocais com timbres normais agressivos e uma cozinha rítmica de primeira). Mas é bom não ficarem pensando que eles são um clone, já que o MORTAL STRIKE faz uso de alguns elementos não muito convencionais ao Thrash Metal Old School (algumas conduções em blast beats, muitas mudanças de ritmo), o que lhes confere uma identidade bem própria, além de ser algo ganchudo, algo que gruda e não solta mais. É o disco que fica no aparelho de CD por dias, quase sempre repetindo sem dó, pois não é entediante em momento algum.
Norbert Leitner (guitarrista/vocalista do LORDS OF DECADENCE) é o produtor do disco. Assim, a qualidade de gravação é próxima daquilo que muitas bandas de Thrash Metal mais moderna estão usando, ou seja, algo seco e bem claro, a ponto de se compreender cada instrumento musical separadamente. Mas ao mesmo tempo, não falta aquele “punch”, aquele peso essencial e bruto. E a arte da capa é bem simples e funcional, o suficiente para manter a atenção do fã na música do grupo.
Vocais de primeira (que sabe usar muito bem uma diversidade interessante de timbres), uma ótima dupla de guitarras (riffs sólidos e solos muito bem feitos), baixo e bateria usando e abusando da técnica e pegada pesada, e tudo isso vibrando com vida e personalidade. É isso que o quinteto nos oferece, e esteja certos: é muito mais do que suficiente.
É bom se prepararem para essa blitzkrieg Thrasher que eles impõem o tempo todo. E mesmo sendo um disco de alto nível como um todo, podemos destacar como melhores momentos do CD a ótima “For the Loud and the Aggressive” (uma pegada intense, com um trabalho firme e de primeira das guitarras tanto nos riffs como nos solos), a opressividade dos tempos de “Here Comes the Tank” (é absurdo o nível de peso que os andamentos um pouco mais arrastados proporcionam, e se destacam baixo e bateria, especialmente em alguns blast beats bem localizados), o massacre veloz imposto por “Outburst of Fury” (os vocais estão de primeira, se encaixando muito bem e preenchendo bem os espaços) e “MG 42” (outra vez com alguns blast beats locais de primeira), a mais trampada e variada “Smash the Tyrants - Storm the Gates”, o ataque de riffs insanos proporcionado em “Strike”, alguns vocais guturais muito bem encaixados em “The Tides of War Arise (Part 1)” e em “Unleash the Hounds of War (Part 2)” (uma aula de interpretação dos vocais, além de baixo e bateria estarem muito bem mais uma vez). E ainda temos uma faixa bônus no cover de “Zombie Attack”, do TANKARD, que está arrasador e atualizado, sem destoar da versão original.
O disco é do final de 2014, logo, o MORTAL STRIKE deve estar quase lançando algo novo.
Desde que o chamado Power Metal melódico ganhou o mundo na segunda metade dos anos 90, muitas bandas surgiram e deram segmento a longas carreiras, com oscilações de qualidade em seus discos. Mas isso é normal, já que quanto mais velha a banda, mais ela comete erros, mas apenas os mais preparados aprendem com eles e acumulam acertos.
E um dos nomes que mais dividem opiniões é mesmo o do quinteto finlandês SONATA ARCTICA. Poucas vezes se viu uma banda tão amada e odiada em proporções tão próximas na história do Metal. E eles estão de volta com “The Ninth Hour”, seu mais recente trabalho, que ganhou versão nacional graças à dupla Shinigami Records e Nuclear Blast Brasil.
Mas o que os fãs podem esperar do disco?
Antes de tudo, é preciso dizer que fãs ocasionais de músicas como “Weballergy” ou “San Sebastian” e outras canções rápidas com dois bumbos galopantes o tempo todo irão se decepcionar (embora existam momentos à moda antiga), pois a banda não aposta mais em andamentos velozes constantes. Pelo contrário, os tempos estão mais amenos, e embora o peso costumeiro da banda esteja presente, eles preferiram algo mais econômico (embora com um nível técnico ótimo), chegando a ser bem acessível, com melodias simples de serem assimiladas (algumas beirando o Pop). Outra diferença clara é a maior presença das guitarras, uma vez que os teclados estão mais comportados (mas sempre presentes), e os vocais apostam em tons não tão altos como antes (algo mais simples de ser reproduzido ao vivo).
No fundo, é o bom e velho estilo da banda, apenas de um ponto de vista diferente. E assim, eles mostram-se prontos para ir adiante.
A produção do disco está de alto nível, mostrando que o trabalho de Pasi Kauppinen (baixista da banda e que fez a mixagem) e de Svante Forsbäck (masterização) foi feito com esmero. A sonoridade está vibrante, limpa como deve ser, mas com os devidos toques de peso. Tudo está no devido lugar, soando com timbres muito bem escolhidos.
A arte da capa é linda, algo que o quinteto sempre apresentou. Janne “ToxicAngel” Pitkänen caprichou, e tudo isso em um belíssimo formato Digipack, e que a versão nacional reproduz fielmente.
Em “The Ninth Hour”, sem fazer muitos experimentos ou se aventurar por caminhos diferentes, o quinteto mostra amadurecimento musical e sobriedade, algo que lhes renderá mais tempo em atividade. Mas ao mesmo tempo, a estética do SONATA ARCTICA não é trivial, é madura e de bom gosto, além do capricho em termos de arranjos. O nível de composição realmente é alto, e melhora ainda mais com os convidados especiais Troy Donockley tocando flauta em “We Are What We Are”, aron Newport na parte narrada em “Closer to na Animal”, e Mikko P. Mustonen nas orquestrações em “White Pearl, Black Oceans (Part II: By the Grace of the Ocean)”.
O disco é bem homogêneo, mas não se pode deixar de citar a força acessível e envolvente de “Closer to an Animal” (ótimos arranjos nos vocais e backing vocals bem como dos teclados), a bela e cheia de lindos arranjos de teclados e guitarras “Life” (nela, se percebe uma acessibilidade enorme, especialmente no refrão), a bela balada “We Are What We Are”, a força macia e encorpada de “Till Death’s Done Us Apart” (baixo e bateria mostrando um trabalho de primeira no comando da base rítmica do grupo), a forte e mais rápida “Rise a Night” (aqui, alguns elementos da fase mais clássica da banda aparecem, como bumbos duplos rápidos e refrão recheado de backing vocals, mas sem exagerar nos tons altos de voz), e a longa e trabalhada “White Pearl, Black Oceans (Part II: By the Grace of the Ocean)” (que é cheia de orquestrações, mudanças de ritmo, indo do suave ao rápido sem nenhum problema). E para os fãs brasileiros, a dobradinha da Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil ainda os presenteia com um bônus: a versão da banda para “Run to You”, do cantor Pop Bryan Adams, que ganhou uma roupagem mais melodiosa e com boa dose de peso, embora respeite a versão original.
Em suma: quem ama, continuará amando; quem odeia vai continuar arrancando os cabelos do traseiro com os dentes. Mas não se pode negar que “The Ninth Hour” é um discão.
Durante a primeira metade dos anos 90, o Rock Alternativo e o Grunge estavam em seu maior momento de sucesso nos EUA, onde ambos os gêneros haviam substituído o Glam Metal e derivados como estilo de sucesso nas rádios e TV. E isso teve reflexo no Brasil, já que por aqui, bandas como PIN UPS, PITBULLS ON CRACK, DE FALLA, MUZARELLAS, GANGRENA GASOSA, OKOTÔ, YO HO DELIC e tantos outros seguiam por esta veia, mas cada um com sua contribuição diferenciada. E desta época vem o quarteto MICKEY JUNKIES, de São Paulo, que lançou o primeiro disco, chamado “Stoned” em 1995, até que o estilo caiu no underground mais uma vez, e o grupo cessou atividades, voltando em 2007. E em 2016, eles lançaram seu segundo disco, a pedrada “Since You’ve Been Gone”, distribuído pela Shinigami Records.
O grupo faz um trabalho sonoro cheio de referências às sonoridades voltadas ao Rock’n’Roll psicodélico e denso do final dos anos 60 e início dos 70, mas com muito Groove e vibração vinda do Blues. Ou seja, sente-se algo que nos remete aos trabalhos de JIMI HENDRIX, BLUE CHEER e mesmo THE CREAM e BLACK SABBATH, mas sempre com uma dose enorme de personalidade. E sim, existe espaço para bandas com um trabalho tão bom assim nos dias de hoje.
Produzido e mixado por Michel Kuaker, a sonoridade do disco é crua e azeda, justamente referenciando o período áureo do Rock alternativo. Mas é esse despojo e sujeira que são essenciais ao trabalho do grupo. Sem isso, sua música soaria sem vida e artificial, e temos justamente o oposto. E a arte, um trabalho com fotos, ficou interessante, ainda mais usando o formato Digipack, que deu um toque de elegância ao lado gráfico.
Em termos de sonoridade, a espontaneidade é o ponto forte do MICKEY JUNKIES, que consegue fundir um vocal bem bluesy e cru com riffs psicodélicos pesados, baixo e bateria mostrando solidez na base e muita técnica, e tudo isso está coeso e inspirado, mostrando que o grupo usa desses aspectos para criar músicas de primeira. Embora o grupo se foque no inglês, existe um trecho em português em “Sweet Flower” e uma canção toda no idioma de nosso país, que é “Alguma Coisa”.
O CD possui dez faixas, todas muito boas, mas não destacar o peso e groove de “Nothing to Say”, a viagem lisérgica provocada pela sedutora “Something About Destruction” (uma aula do baixo em termos técnicos, e nisso, a bateria também mostra sua força e técnica), a totalmente hippie “Since You’ve Been Gone” e seus momentos mais pesados, a sabbathica e introspectiva “Stoned”, aquele Blues/Rock lento e melodioso em que as linhas vocais variam de timbre que encontramos na excelente “Sweet Flower” (como os vocais dão um show de interpretação) e na tribal e quase Pos Punk “Alguma Coisa”, e a beleza Folk Rock de “A Tired Vampire”. Mas isso sem desmerecer as outras canções, que são muito boas.
Ótimo retorno, e esperamos que a banda engrene e nos dê muitas alegrias ainda!