Passada a euforia pós turnê, a vocalista e guitarrista Mylena Mônaco escreveu um pouco sobre o que foi o mês que excursionaram pela América do Sul:
“Foram 28 dias em turnê na América do Sul, 3 países, 13 cidades, muito aprendizado e história pra contar.
Amamos a charmosa Buenos Aires, as empanadas de Salta, as pessoas humildes e acolhedoras de La Quiaca, a natureza de Tarija e Ica, os amigos de Oruro, Potosí e Ica. Que maravilhoso foi Lima! Público quente, muitos sabiam cantar nossas músicas e fomos muito bem recebidas por todo o público, bandas e equipe do Lima Metal Fest, além de termos conhecido o Rhapsody, Primal Fear e muitas outras bandas que criamos amizade.
Estranhamos o café da manhã de Ayacuho hahaha 7h da manhã e as pessoas comiam arroz e omelete ou arroz e frango (estamos no almoço?), só queríamos um café com pão, mas ok, nos adaptamos haha.
Passamos por muitas dificuldades e coisas boas ao mesmo tempo…às vezes dormimos pouco, às vezes comemos mal, às vezes dormimos viajando… eu (Mylena) tive faringite (devido a grande fumaça de cigarro nos ambientes), o que começou a impactar na minha voz…tivemos que cancelar o show de Sucre após o médico me deixar de repouso e tive 4 dias para me recuperar para o próximo show, seguido do grande Lima Metal Fest ainda não estava 100% mas dei o melhor de mim. Em Ayacucho peguei uma infecção alimentar e tive que me cuidar novamente, mas isso (que bom) não impactou na minha voz.
Chegando a Ica (nosso último) fomos muito bem recepcionadas pelas meninas da banda Born In the Moshpit que nos levaram para conhecer a cidade e que tocaram depois com a gente. Adoramos a cidade e o show foi incrível e muito caloroso. Excelente produção também!
No dia seguinte voltamos para Lima e passamos o final do dia com nosso amigo Nicolás da banda The Fallen Symmetry e aproveitamos para tatuar com ele!
Na madrugada do mesmo dia fomos para o aeroporto de Lima para que pudéssemos voltar ao Brasil, e cá estamos nós.
Uma lição: construir seus sonhos é uma nova alternativa para este mundo viciado nos padrões prontos. Se deseja fazer algo, lute por ele! Não espere ninguém lhe ensinar a viver, realize, pois o mundo não fará nada por você, muito menos os outros…e no final, só os fortes sobrevivem a essa loucura!”
De volta ao Brasil, a banda segue nos preparativos do aguardado debut álbum e trará mais informações em breve.
Formada em 2010 a banda lançou o primeiro EP, ‘Obscure Raids’, em 2013 e de lá pra cá vem chamando a atenção dos headbangers por onde passa, tendo como ápice o convite para se apresentar como banda de abertura do lendário EXODUS e mais recentemente tocando no aclamado Rock na Praça ao lado de Woslom, Torture Squad e John Wayne.
O mais recente trabalho é o single/videoclipe ‘Buried By Terror’, lançado no ano passado e que também constará no vindouro álbum:
A instituição do Death Metal nacional tem um compromisso na cidade mineira de Cambuí em um fest que misturará Metal e Punk!
Batizado de Octobeer Death Punk Fest o evento acontece neste sábado dia 15 de outubro no CPB. Além do OLIGARQUIA, os fest conta ainda com as bandas Morfolk, Chaoslace, Santa Muerte, Tumbero, Monstreze, Cova Raza e Golem.
Lembrando que o novo álbum já está gravado. O OLIGARQUIA registrou o trabalho no estúdio Garage, em Ribeirão Pires/SP. Em breve o grupo deve soltar mais detalhes.
No início de julho a banda paulista DIE teve seu videoclipe, intitulado ‘DIE’, removido do Youtube, Facebook e outras contas administradas pelo Google, através de uma liminar.
Na época a banda soltou uma nota em seu Facebook se posicionando. Para ler, visite: https://goo.gl/nyVD4V
Claro que o DIE, com toda sua atitude e histórico de luta por uma sociedade melhor, mais igualitária e pensante, não aceita esse tipo de ação arbitrária e injusta com uma peça artística lançada em um país onde é dito que há “liberdade de expressão”.
Seguindo sua luta contra a remoção, a banda lançou um vídeo em seu Facebook falando sobre o caso:
A banda continua na disputa para ter seus direitos cumpridos e enquanto isso promove o clipe em um canal diferente, não deixe de assistir e apoiar a banda e a liberdade dita existente no Brasil:
O novo trabalho do PANZER, ‘Resistance’, acaba de ser lançado e já colhe os primeiros frutos. Dois dos mais tradicionais sites do país já tem sua opinião sobre o disco.
O BRASIL METAL HISTÓRIA não poupou elogios ao disco e foi enfático: “Esse é o melhor disco da longa carreira do Panzer!”. O editor, Leandro Coppi, segue comentando que o disco “reflete o sentimento que move o grupo paulistano, que, após todos esses anos, continua resistindo as adversidades e esmagando os ouvidos mais sensíveis com seu som pesado, sem frescura e, dessa vez, revigorado.”
Outro site que teve acesso antecipado ao material e se rendeu a ‘Resistance’ foi o carioca METAL SAMSARA que presenteou o disco com nota máxima e declarou: “A qualidade sonora é surpreendente!”
O texto escrito pelo editor Marcos Garcia também destaca aspectos mais técnicos do disco e termina dizendo que “‘Resistance’ vem para colocar mais uma medalha no PANZER, que não desiste e não retrocede. Outro disco que entra em um Top10 com facilidade!”
O novo material conta com a adição do vocalista Sérgio Ogres, que trouxe mais dinâmica às vozes da banda, junto aos veteranos Edson Graseffi e André Pars. O álbum foi produzido por André Pars e Henrique Baboom e está sendo lançado pela renomada gravadora Shinigami Records, que lançou os últimos trabalhos da banda. A arte da capa ficou a cargo do baterista e desenhista Edson Graseffi.
O disco já pode ser encontrado diretamente com a banda por e-mail e Facebook, nas melhores lojas especializadas e na Shinigami.
Depois de uma aceitação tão intensa de seu primeiro videoclipe, que hoje conta com mais de 280.000 views, o DARKSHIP está preparando um novo trabalho audiovisual e quer superar seu antecessor!
Conscientes de que em “time que está ganhando não se mexe”, os músicos estão trabalhando novamente com o diretor Douglas Castilhos Coutinho.
Ainda envolto em mistério sobre qual música ganhará o vídeo, podemos ver pelas primeiras imagens disponibilizadas que o DARKSHIP vai em busca de uma superprodução. Para conferir mais fotos, visite a fanpage do grupo: www.facebook.com/bandadarkship
Muito em breve, muitas novidades e detalhes sobre o novo clipe e novos passos da banda.
Aos que ainda não assistiram o primeiro clipe, para a faixa ‘Frozen Feelings’, podem conferir pelo link:
A nova edição do Metal Drummer Fest mais uma vez reúne grandes nomes da bateria do Rio Grande do Sul e um convidado especial. Este ano será o jovem prodígio Eloy Casagrande, atual chefe das baquetas do Sepultura.
Outro grande nome a se apresentar é Francis Cassol, baterista do SCELERATA. “Pra mim é uma honra poder participar de mais uma edição do evento ao lado de tanta gente tão talentosa.”
Completam ainda o grandioso lineup do evento os bateristas Eduardo Baldo do Hibria e Renato Siqueira do It’s All Red.
E evento acontece nesta terça-feira, 18 de outubro, no Bar Opinião, em Porto Alegre. Ingressos antecipados ainda estão à venda por apenas R$ 15,00. Saiba todos os detalhes pelo link: www.facebook.com/events/1211288712264915/
Lembrando que o SCELERATA anunciou seu retorno e sua nova formação. Para mostrar como está soando, liberou dois vídeos de seu show de retorno, assista:
Depois de muita procura, a SANGUE FRIO RECORDS finalmente disponibilizou todos os álbuns da banda VULCANO, que estavam somente disponíveis no atacado, também no varejo.
E não para por aí, a empresa também criou um pacote superespecial para distros que buscam comprar os quatro álbuns disponíveis do grupo a preço de atacado.
Para adquirir qualquer material da loja no atacado basta acessar o produto com a tarja de identificação “atacado e varejo” e efetuar a compra acima de 10 cópias. Confira abaixo a lista de materiais que estão disponíveis para atacado:
VULCANO:
"Tales From The Black Book": R$ 20,00 (varejo) e R$ 16,00 (atacado) – Transporte não incluso.
Músico atualiza a estética do rock progressivo em “The Golden Soul”
BRUNO MANSINI lança no seu canal do Youtube o videoclipe de “Glory of the Heroes”, a segunda faixa do novo álbum “The Golden Soul”. A produção, que pode ser assistida em https://www.youtube.com/watch?v=xK-_Bm606VQ, mostra Bruno e o guitarrista convidado Cauê Doktorczyk em estúdio.
O vídeo contém cenas de Mansini tocando os diversos instrumentos utilizados não apenas em “Glory of the Heroes”, mas em todas as 10 músicas de “The Golden Soul”, o terceiro registro fonográfico do músico paulistano lançado de forma independente em setembro deste ano. O disco foi produzido no Studio Dok, onde as imagens do clipe foram captadas.
“Glory of the Heroes” foi escolhida para o primeiro videoclipe do novo álbum, conta Mansini, porque consegue explicitar o conceito deste terceiro trabalho, que tem como principal característica o diálogo entre estilos. “Essa música foi escolhida porque consegue evidenciar a nova proposta que o disco pretende trazer para o rock progressivo, possibilitando que o estilo possa abrir espaço para um possível diálogo entre estilos um tanto diferentes entre si, que nem sempre costumam ser comuns a ele", conta.
Mansini acredita que o resultado de “The Golden Soul” representa um momento inédito ao rock progressivo feito no Brasil, em que são quebradas barreiras entre estilos musicais e as referências musicaiss, de Yes ao Queen, de música brasileira a música oriental, são diluídas com muita naturalidade em composições que têm, com nunca, a sua marca registrada. “Como fã, sempre adorei ouvir músicas que tivessem como característica a grandiosidade e também grande profundidade, coisas que o rock progressivo sempre me possibilitou ouvir. Como músico, vindo de um país multiculturalista, vi no estilo a possibilidade de utilizar toda a riqueza rítmica e melódica presente nas culturas do meu país, somadas a tudo aquilo que eu já sabia que funcionava, a possibilidade de criar um diálogo entre estilos. O resultado foi mais do que o acréscimo de percussões étnicas ao rock, mas a fusão de estilos que possibilitam que a música possa se atualizar, trazendo para aqueles que gostam de estilos musicais variados (como é o meu caso) ouvir algo novo dentro de um ambiente já conhecido pela riqueza própria do estilo.”
“The Golden Soul” está à venda diretamente com Bruno Mansini e pode ser adquirido por meio do contato brunomansini@gmail.com e em breve nas principais lojas especializadas em rock.
Finalmente! O primeiro videoclipe da carreira da banda ASKE natural de São Carlos/SP já está disponível no YouTube.
Intitulado “Übermensch”, esse material tem sua letra baseada no livro “Assim Falou Zarastutra” de Friedrich Nietzsche, além de um trabalho audiovisual extremamente rico em simbologias. Assista:
A produção sonora ficou a cargo de Eugenio Stefane, do 1979 Estúdio, e a parceria com a produtora Pé de Macaco S/A resultou em seu roteiro e produção visual.
Se inscreva no canal oficial da Sangue Frio Produções no YouTube e receba todos os videoclipes, lyric vídeos e singles em seu e-mail: http://bit.ly/SubscribetoSangueFrioProduções
Em termos de Metal, sabemos que cada vertente do mesmo possui bandas lendárias, gigantes que, nas origens de cada uma delas, ajudou a criar as fundações e características pelas quais um gênero é conhecido. E falar de bandas assim, para um escritor, nem sempre é fácil pela importância histórica que elas carregam. Mas sempre existe aquele prazer em poder observar o quanto algumas delas continuam criando discos ótimos e relevantes, por mais que não estejam mais revolucionando.
E este é o caso do MY DYING BRIDE, clássico grupo inglês de Halifax, conhecido por ser um dos pilares do Doom-Death Metal/Doom Metal atual. Óbvio que eles possuem clássicos como “Turn Loose the Swans” e “The Angel and the Dark River” (que são tão importantes para o gênero como um “Altars of Madness” é para o Death Metal atual), e algumas derrapadas. Mas em geral, o saldo da banda é positivo, e “Feel the Misery”, seu mais recente disco, é a prova do quanto eles ainda podem dar ao Metal. Ainda mais agora que a Shinigami Records colocou uma versão nacional do disco nas lojas.
Se estão querendo algo de extremamente inovador do MY DYING BRIDE, esqueçam. O estilo da banda está cristalizado, aquele Doom Metal melancólico e melodioso, com muito refinamento musical, impera. E embora existam momentos com vocais mais agressivos, a banda se mantém firme em sua própria zona de segurança. Mas vejam bem: a zona de segurança do grupo é muito vasta, lhes proporcionando possibilidades musicais que poucas bandas possuem, e mesmo sem querer inventar mais nada, o quinteto continua forte e impondo-se sem medo.
“Feel the Misery” foi produzido e mixado pelo experiente Mags (bem conhecido por seus trabalhos com CRADLE OF FILTHY, BAL-SAGOTH, PRIMORDIAL e o próprio MY DYING BRIDE), e mais uma vez, ele soube captar a essência musical do que o grupo queria para o disco. E assim, criou uma sonoridade esmerada, limpa e cristalina, beneficiando o lado mais soturno e introspectivo da banda, mas sem deixar de ter peso em doses generosas.
Em termos de arte gráfica, a capa de Andrew Craighan é muito bela, evocando o lado lírico melancólico do grupo. E o design e layout de Matt Vickerstaff estão muito bonitos.
Em termos musicais, o MY DYING BRIDE continua com aquela marca registrada: músicas longas, onde eles podem expressar uma riqueza de arranjos muito boa. E são brilhantes o tempo todo, e isso em um álbum em que o grupo estava sem baterista fixo. Quem gravou as partes de bateria foi Dan "Storm" Mullins, que trabalhou as gravações do disco, e já tocou com BAL-SAGOTH e o próprio MY DYING BRIDE.
“Feel the Misery” tem oito ótimas canções, e merecem destaque as seguintes:
“And My Father Left Forever” – Uma canção cheia de variações de ritmo, indo do introspectivo ao melancólico, mas sempre com aquelas melodias muito bem pensadas, e sem exageros técnicos. E em meio a tantas mudanças, quem se destaca é mesmo vocal do veterano Aaron, pois seu timbre limpo é envolvente, e consegue expressar bem todo o sentimento que o grupo carrega, sem falar pelas belas incursões de teclados.
“To Shiver in Empty Halls” – Aqui, temos algo mais denso e agressivo, rebuscando os elementos de “As the Flower Withers”, com muito uso do vocal gutural de Aaron (mas não se prendam a isso, pois o grupo não se prende a nada). Mas vale destacar o soberbo trabalho de Calvin e Andrew nas guitarras, e os teclados providenciais de Shaun.
“A Cold New Curse” – Se você conhece bem o trabalho deles, sabe que mixar peso, melodia e introspecção de forma equilibrada, e ainda pôr momentos extremos no meio disso tudo, é uma das especialidades do grupo. Mas ela é envolvente, de tal forma que ficamos presos a ela do princípio ao fim, especialmente devido ao trabalho ótimo de Lena no baixo e de Dan na bateria.
“Feel the Misery” – É um dos momentos em que a alternância entre momentos mais pesados e outros mais amenos e melancólicos se faz presente. É incrível perceber como o grupo nos envolve nesses momentos, especialmente porque os vocais estão de primeira com esse timbre mais limpo, e a envoltória melódica criada pelos teclados é muito boa, sem falar na dinâmica entre as guitarras. E o toque de elegância é dado por alguns violinos providenciais (outra marca registrada do grupo).
“A Thorn of Wisdom” – A faixa mais curta do CD, com pouco mais de 5 minutos de duração. Outro momento mais introspectivo do grupo, e com alguns toques experimentais nas partes de teclados. Belíssimas melodias uma vez mais, fora o baixo e a bateria estarem perfeitos.
“I Celebrate Your Skin” – Justamente nos momentos mais introspectivos dessa canção, vemos como os vocais naturais e guturais se encaixam com perfeição, e apresentam mesmo até uma expressividade que poucas vezes se percebe em outras bandas. O andamento é bem arrastado, priorizando aquela aura densa e introspectiva que o grupo sempre apresentou.
“I Almost Loved You” – Uma música mais climática e bela, levada apenas por voz, teclados e pianos, que dá aquele toque de requintada diversidade ao álbum.
“Within a Sleeping Forest” – Podemos dizer que, justamente por ser a mais longa de todo o disco, é a mais expressiva, onde o quinteto usa esses mais de dez minutos de duração para fazer um compêndio musical de todos os elementos que o disco possui. Há momentos mais agressivos, outros mais belos, outros com forte conotação introspectiva, mas a qualidade imposta é algo assombroso.
Sim, cada uma das faixas foi devidamente analisada, pois “Feel the Misery” é um álbum excelente em tudo, feito com qualidade inquestionável, e é um presente para os fãs.
O radicalismo musical é uma praga que assola o Metal no Brasil, e me perdoem pelas palavras: não existe “dose certa de radicalismo” ou “radicalismo consciente”. Existe radicalismo, o que pode tornar um fã de Metal semelhante a um fanático fundamentalista de qualquer forma de fé religiosa que deseje falar. E faz MUITO mal a todos, com seus milhares de regras de como ser ou não ser um fã de Metal (sério: esse tipo de farisaísmo doentio deveria ter ficado lá nos anos 80).
E se algumas pessoas tivessem uma mente mais aberta aprenderiam lições importantes do bem viver. E algumas lições são forçadas a esta gente goela abaixo, sem dó, como é “Echoes of the Tortured”, primeiro álbum do sexteto internacional SINSAENUM, que chega ao Brasil pela parceria da Shinigami Records e a earMUSIC.
Sim, é uma lição de como fugir do marasmo do Metal extremo.
Por que de tal afirmativa?
Vamos lá: primeiramente, a banda surgiu da fusão dos esforços de Frédéric Leclercq (baixista do DRAGONFORCE, conhecida banda de Power Metal, e que aqui toca guitarra), Joey Jordison (ex-baterista do SLIPKNOT, banda de New Metal), Frédéric Leclercq (guitarrista do lendário grupo francês de Death Metal LOUDBLAST), dos vocalistas Sean Zatorsky (do grupo norte americano DÅÅTH, que faz uma mistura de Death Metal com Industrial) e Attila Csihar (lendário vocalista das bandas de Black Metal TORMENTOR e MAYHEM), além de Heimoth (guitarrista do grupo francês de Black Metal SETH, que aqui toca baixo). Ou seja, é um caldeirão de influências musicais diferentes, de estilos díspares, mas que se uniram e fizeram um dos melhores discos de Metal extremo dos últimos 15 anos!
Bruto, agressivo, algumas vezes mais soturno e climático, oscilando entre velocidades extremas e momentos mais cadenciados, focando na brutalidade e em uma atmosfera densa e azeda, mas com um trabalho instrumental de primeira e com boa técnica, o sexteto veio para destruir preconceitos e idéias. E apesar da fórmula usada (um misto entre Death e Black Metal) não ser algo realmente novo, o grupo sabe inovar e se diferenciar de um bando de clones criados a radicalismo musical. Tem personalidade para reescrever as regras do jogo ao jeito deles.
A produção de “Echoes of the Tortured” é do próprio Frédéric, tendo toda banda ao seu lado. Mas a diferença em termos de sonoridade é feita pelo ótimo trabalho de Jens Bogren na mixagem e masterização. Temos aquela aura sinistra e densa, mas sem abrir mão da agressividade e mesmo das melodias bem construídas que dão o alinhavo musical do grupo. E isso tudo com uma clareza instrumental muito boa, mas sem deixar aquela dose de crueza essencial de fora.
Já a arte de Costin Chioreanu reforça o lado soturno e azedo da música do grupo, em algo que remete às capas das bandas que vieram na invasão Death Metal dos anos 90.
Musicalmente, usando de elementos já conhecidos, o SINSAENUM foi capaz de criar algo personalizado, deles. Talvez justamente porque o “background” musical deles seja tão variado. Ou seja, o espectro criativo amplo de cada um deu algo de diferenciado para a música do sexteto. E para dar ainda mais dores de cabeça nos mais radicais, temos as participações de Schmier (do DESTRUCTION), Dr. Mikannibal e Mirai Kawashima (ambos do grupo japonês SIGH) nos backing vocals de “Army of Chaos”.
“Echos of the Tortured” tem 23 faixas, mas não se assustem: 11 são instrumentais pequenas que servem como introdução (e se preparem, pois não são apenas com teclados. Guitarras e bateria dão suas contribuições nelas). E em termos de qualidade, é muito homogêneo, se destacando as seguintes canções:
“Splendor and Agony” – O grupo já mostra uma música veloz e com alguns ritmos quebrados, cheia de mudanças de andamento. Mas é incrível perceber como o dueto vocal trabalha bem (reparem o contraste dos tons vocais nas partes mais rápidas e nas mais sinistras), e a bateria é algo insano (uma técnica absurda, verdade seja dita).
“Inverted Cross” – É uma faixa puramente Death Metal (como se fosse pouco), mas é assombroso com a banda é capaz de produzir riffs e mais riffs sem soar repetitiva, e sem deixar de soar brutal, mantendo a tônica das mudanças de ritmo. Aqui, se destacam muito o trabalho das guitarras (especialmente nos solos distorcidos e doentios), e do baixo, que aparece em incursões brilhantes.
“Army of Chaos” – Brutal e opressiva, sente-se certo toque de Death’n’Roll nessa música, adornada por um trabalho ótimo de vocais, ainda mais pelas participações especiais, que deram um brilho diferenciado.
“Dead Souls” – É uma canção mais sinistra a princípio, com aquele jeitão bem opressivo, graças ao andamento bem cadenciado. Óbvio que o vocal sinistro de Attila se destaca nessas partes. Mas logo a velocidade se faz presente mais uma vez, onde Sean se destaca. Mas é incrível o trabalho pesado de Joey e Heimoth na base rítmica.
“Condemned to Suffer” – Uma torrente de caos musical. Novamente, a banda apela para o lado mais Death Metal de sua identidade musical, mas sem perder a pegada mais diferenciada criada pelo trabalho insano de baixo e bateria, aliado à guitarras matadoras e criativas.
“Anfang des Albtraumes” – Outra obra caótica e brutalmente elegante. Sim, o grupo sabe fazer algo destruidor em termos musicais, mas com uma estética de primeira. Que belo trabalho dos vocais mais uma vez no meio dessa velocidade mediana (a voz de Attila é inconfundível), e sem contar o massacre da base rítmica.
“Echoes of the Tortured” – Outro ataque massivo de velocidade e agressividade, com boas mudanças rítmicas, ótimo trabalho das guitarras (outra vez, a riqueza de riffs é surpreendente). E sim, as guitarras e o baixo estão muito bem.
Resumindo: “Echoes of the Tortured” é um tiro de misericórdia muito bem dado em vários mitos em defesa do radicalismo, e, além disso, é um dos grandes discos do ano. Resta-nos esperar que o SINSAENUM volte no futuro com outros discos, que não parem apenas nesse, pois de bandas assim que o Metal precisa.
A banda paulista AETHEREA confirmou recentemente a entrada da vocalista Nathalia Zukkas (ex-Route Free, Mamadówisk).
Em paralelo, Nathalia Zukkas já está integrada à AETHEREA trabalhando no seu material de estreia, o single “Look Into My Eyes”, para lançamento digital ainda no segundo semestre de 2016.
O referido material contará com distribuição da CD-Baby para as principais lojas especializadas do mercado mundial.
Para mais informações sobre as atividades da banda AETHEREA e demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.
A banda SILVER MAMMOTH confirmou, recentemente, a entrada do guitarrista Guilherme Barros na sua line up, antes da sua entrada em estúdio, ainda no segundo semestre de 2016, para a gravação de dois singles inéditos, que farão parte do seu próximo álbum, a ser lançado em 2017.
O material será lançado no formato digital, com distribuição mundial conduzida pela Onerpm.
Em paralelo, o SILVER MAMMOTH continua o processo de agendamento de datas para os shows da sua turnê em suporte ao referido trabalho. Para mais informações sobre como reservar uma data para qualquer cidade do país, basta entrar em contato através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.
“Mindlomania”, terceiro álbum da banda, foi lançado no segundo semestre de 2015, através da MS Metal Records, com distribuição da Voice Music.
Para mais informações sobre as atividades da banda SILVER MAMMOTH e dos demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através doe-mail contato@msmetalagencybrasil.com.
Algumas bandas vivem nos surpreendendo sempre, simplesmente porque elas não conseguem para quietas, estão em constante evolução sonora, buscando se renovar e diferenciar. E esse experimentalismo é capaz de criar algo que foge de uma descrição simples, de uma classificação. E assim é “Neorganic”, primeiro álbum da banda paulista SCREAMS OF HATE, um autêntico murro nos cornos, e um disco dos bons!
O grupo usa de tantos elementos musicais diferentes que é preferível classifica-los apenas como “Modern Extreme Metal”, pois vocês serão capazes de ouvir elementos diferentes, vindos do Thrash, do Death, de tendências mais modernas, do HC e seja lá mais o que buscarem procurar. E longe de soar desconexo, cada uma das músicas de “Neorganic” é agressiva, bruta, gotejando de uma fúria contra tudo e todos.
É bom tomarem cuidado, pois o quarteto não está para brincadeiras!
Produzido por Henrique Baboom e pelo próprio quarteto, é incrível a massa sonora que o SOH consegue gerar em todo o disco, tendo uma qualidade de primeira. A gravação e a mixagem foram feitas no WSTF Studios (SP) e a masterização no Toque Final (também em SP), e o que em de agressiva e bruta, tem de limpa e bem cuidada.
A arte gráfica é de Marcus Zerma, da Black Plague, e ficou um trabalho ótimo, bem orgânico (sem trocadilhos infames, por favor).
Intenso, bruto e agressivo, “Neorganic” é uma surra nos ouvidos dos mais incautos, mas adornado de uma qualidade musical inegável. E ainda tem o brilho das presenças especiais de Marcelo Carvalho (do VIELLA) em “Depression”, Júnior Rodrigues (do VIVA NOITE e ELECTRIC AGE) em “Remorse”, Bruno Luiz (STORMSONS e COMMAND6) em “Follow”, Alexandre de Ório (do QUARTETO KROMA, e ex-CLAUSTROFOBIA) em “Concept”, e a musa do Metal extremo nacional, Flávia Mornietari (do HELLARISE) em “Insane”. Não tem como dar errado!
Preparem o cérebro para a pancadaria, e o pescoço para o torcicolo!
“Evil” – Uma bordoada bem feita, com boas variações de ritmo, recheada de momentos mais cadenciados bem ganchudos. E reparem como baixo e bateria estão dando aquela diversidade e peso que a banda tanto necessita.
“Depression” – A velocidade diminui, mas não a agressividade. É bem variada, mas novamente, baixo e bateria estão muito bem, além dos vocais estarem excelente com essa expressão mais agressiva, com esses timbres gritados.
“Concept” – É outra em que a ênfase se dá sobre um andamento não tão veloz, mas cheia de momentos mais modernos, e alguns riffs de guitarra de primeira, cheia de expressão e momentos opressivos aos ouvidos.
“Insane” – Alternando momentos mais velozes e agressivos com outros mais cadenciados e azedos, é uma das mais empolgantes, e que vai causar muito moshpit e slamdancing. E é muito bom ouvir o dueto de vozes agressivas. Mas cuidado: existem algumas mudanças que são surpreendentes.
“Remorse” – Muita pancadaria e agressividade exposta em momentos cheios de técnica e ritmos quebrados aqui e ali. A banda surpreende bastante o ouvinte, especialmente pelos duetos de vocais guturais e mais limpos que existem.
“Follow” – Cheia de groove extremo e moderno, aquela pegada ganchuda, técnica e abrasiva. Óbvio que o quarteto soa bem como um todo, mas é impossível não falar do trabalho de primeira das guitarras (em especial dos solos).
No mais, a banda ainda coloca “Revenge” como faixa bônus, que é a versão em inglês de “Revanche”, faixa do primeiro EP da banda, “Corrupted”, de 2012, que tem uns arranjos diferentes.
No mais, “Norganic” é composto de letras que vão de temas sociais a outros mais pessoais de cada um dos membros do quarteto, e o nome do disco pode ser traduzido como “uma nova forma orgânica encarar a vida e seus desafios”, ou seja, algo positivo e que ajuda a construir uma mentalidade crítica, mas sadia, diante da realidade que nos cerca.