12 de ago. de 2015

12/08/2015: News Metal Media



Desdominus: lançado teaser do novo álbum


Pouco-a-pouco o DESDOMINUS vai nos apresentando mais detalhes sobre seu novo álbum, desta vez temos uma amostra do disco em um teaser da faixa título do CD,


Terceiro álbum da carreira, ‘Uncreation’, é sucessor de ‘Devastating Millenary Lies’, de 2013.

O novo disco contará com 10 faixas, confira o tracklist:

1. Certo e Convicto
2. Erase The God Within
3. Uncreation
4. Sacred Scrolls Of Holy Lies
5. Cathedra
6. Introspection (Inst.)
7. Inner Elevation
8. Waves Collide
9. Beyond The Allowed
10. Sublimation (Inst.)

Para ficar por dentro das novidades que a banda divulgará até o lançamento do disco, curta a página no Facebook: www.facebook.com/desdominus


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Nando Moraes: lançando série de vídeo-aulas gratuitas!


Imagem: http://metalmedia.com.br/newspress_br/wp-content/uploads/2015/02/nandomoraes.artwork-.jpg
EPK: http://metalmedia.com.br/nandomoraes/

Além de grande guitarrista, NANDO MORAES é dono e professor de uma das principais escolas de música de Amparo e toda a região. Agora, o músico quer dividir um pouco de seus conhecimentos em uma série de vídeo-aulas.

O piloto é uma super aula sobre a técnica de ‘Bend’. O vídeo está dividido em capítulos (na descrição e conta com quase meia-hora de aula.


Lembrando que todas as vídeo-aulas serão disponibilizadas de forma gratuita. Para não perder nenhum, assine o canal do músico: www.youtube.com/lethalnando

NANDO MORAES segue divulgando seu debut álbum, ‘Ignited!’, lançado de forma independente e que vem sendo reconhecido com um dos principais lançamentos do anos, inclusive sendo citado como “um disco com nível internacional”, pelo renomado site Metal Samsara.

O trabalho conta com sete faixas instrumentais, todas composições inéditas de autoria de NANDO MORAES com contribuições nos arranjos dos músicos que gravaram o álbum: André Garcia no baixo, Bruno Santos nos teclados e Bruno “Méba” na bateria.

O guitarrista liberou algumas músicas do álbum:




‘Ignited!’ está disponível para compra online.

Adeptos das mídias digitais, já podem adquirir o material em lojas como iTunes, PlayStore, entre outras.

Para quem prefere ter o material físico, o CD está disponível em formato Digipack de luxo e pode ser adquirido pelo site na loja virtual:



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Life In Black: gravação do primeiro álbum chegando ao fim


O LIFE IN BLACK está a poucos passos de finalizar a gravação de seu aguardado debut. O trabalho já está no registro dos últimos vocais para enfim entrar para a mixagem e masterização.

O processo foi um pouco atrasado devido a um acidente doméstico que o vocalista Daniel Monfil sofreu. Devido a uma queda o músico quase teve uma fratura séria na coluna, mas felizmente o susto – e um tratamento doloroso – já está indo embora e o talentoso vocalista ainda vai nos agraciar com sua voz por muito tempo.

“Estou tentando retornar aos poucos. Naturalmente houve um atraso nos planos originais, mas foi uma situação a qual não temos controle. Busco forças pra esse retorno no ótimo trabalho realizado até agora e agradeço a força e a compreensão de meus amigos de banda.”

Conforme noticiado, o álbum está sendo gravado no estúdio Sign of Sanity, São Paulo, capitaneado pelo músico e produtor Marco Alexandre, que, além de tocar com o LIFE IN BLACK e produzir, também comanda as guitarras e vocais do Poseidon.

Uma série de vídeos registrando as várias etapas da gravação foi disponibilizada, confira:

Gravações do baixo:


Gravações das guitarras:





Gravações dos vocais:


Ouça uma música:



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A Red Nighmare: confira baterista tocando duas músicas da banda em ‘drum cam’


Aproveitando o show no festival Holocausto Musical, o A RED NIGHTMARE registrou em vídeo a performance de seu baterista, Luciano Camara, em duas músicas.

Ambas, ‘Demigod’ e ‘The Hedonist’, foram tiradas de seu mais recente álbum autointitulado. Assista:


A banda segue a turnê divulgado o álbum, lançado no ano passado, e que foi extremamente bem recebido colecionando notas máximas e citações de um dos melhores discos do ano. O grupo tem no momento shows marcados pelo Norte e Nordeste do Brasil. Produtores interessados podem entrar em contato com a banda pelos fones: (55)(91) 98136-3072 ou (55)(91) 99612-2115.

‘A Red Nightmare’ foi gravado em dois estúdios: The Coven e Ná Music. A produção ficou nas mãos da banda e mixagem e masterização pelo produtor Adair Daufembach. A arte da capa ficou por conta do artista Gustavo Sazes (Morbid Angel, Arch Enemy, Firewind, Manowar, Sodom, entre outros).

O disco e todo o merchandise do grupo estão disponíveis diretamente com a banda por e-mail, site e Facebook. Para conferir o site e a loja virtual, visite o link: www.arednightmare.com


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Individual: banda procurando novo baterista


Seguindo na divulgação do seu muito bem recebido EP de estreia, ‘Worst Case Scenario’, o INDIVIDUAL agora busca um novo baterista.

A vaga surgiu com o desligamento do baterista Tex Anderson, que segue em projetos pessoais.

Para pleitear a vaga, o INDIVIDUAL dá preferência para bateristas da região de Osasco e Zona Oeste de São Paulo, que tenham – além de boa técnica – disposição e comprometimento para ensaios, gravações e shows. Músicos interessados podem entrar em contato por e-mail ou Facebook.

O grupo também ressalta que nenhum show já agendado será cancelado e contará com a presença de bateristas convidados.

O EP ‘Worst Case Scenario’ foi recentemente lançado e acaba de receber também sua versão física.

O álbum foi gravado no estúdio Casanegra e produzido por Rafael Augusto Lopes (Torture Squad, Imminent Attack, Lothlöryen). A capa ficou nas mãos de Gustavo Sazes (Morbid Angel, Arch Enemy, Angra).



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Krucipha: aprofundando no conceito do primeiro álbum


O KRUCIPHA lançou no ano passado seu debut, ‘Hindsight Square One’, e desde então vem chamando a atenção pela sua complexa mistura de Thrash Metal, música tribal e mesmo Progressivo.

O que vale ser destacado é que esta complexidade se estendeu também à lírica da banda, que conseguiu casar de forma formidável música e letra. O baterista Felipe Nester nos explica melhor:

“A Maioria das letras tratam de dilemas pessoais e questões que queríamos levantar da nossa sociedade. Da ganância, egoísmo, surtos de perda de controle, luxúria; tudo gira em torno de mexer no que estava quieto e no que nos incomodava, botar quem lê as letras para pensar enquanto curte o som e quer quebrar tudo.”


Recentemente foi disponibilizada uma música para audição, ‘Denial’.


Anteriormente um lyric vídeo para a música ‘Pulse’ havia sido liberado:


‘Hindsight Square One’ foi gravado no Estúdio Bunker e produzido pela banda e o produtor Alex Cegalla, que também mixou e masterizou o trabalho.


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Grimriot: estreando nova formação em grande festival em POA


Recentemente efetivado seu novo lineup, o GRIMRIOT está pronto para colocar tudo abaixo em sua apresentação de estreia da nova formação.

A estreia acontece no Uprising Metal Fest, evento que acontece no dia 21 de agosto no Teatro CIEE-RS (Rua Dom Pedro II, 861) e conta ainda com as bandas Daydream XI, Luís Kalil e Atlas Of Conscience.

Os ingressos antecipados com preços promocionais já estão à venda. Mais informações sobre pontos de vendas e detalhes podem ser conferidos pelo link: https://www.facebook.com/events/870162366385674/

O GRIMRIOT segue divulgando ‘Under Red Stars’, lançado em 2014 pelo selo britânico Raptors Music. O material ganhou destaque como um dos melhores do ano em toda a América Latina pelo site chileno Headbangers Latino America e a revista brasileira Hell Divine.


‘Under Red Stars’ foi gravado no estúdio Suminsky com produção a cargo de Henrique Lopes e do ex-guitarrista Brunno Tripovichy. Um lyric video foi lançado, confira:



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Losna: presente na compilação Upcoming Hell


O gaúcho LOSNA é uma das vinte atrações da nova edição da coletânea Upcoming Hell, realizada pela revista digital Hell Divine.

A música escolhida para o projeto é a faixa ‘Back To The Grotto’, retirada do mais novo trabalho da banda, ‘Another Ophidian Extravaganza’. Confira o tracklist completo da compilação:

1. Anthares – Pesadelo Sul-Americano
2. Bloodwork – Defecating Broken Glass
3. CxFxCx – Seja a Cena
4. Dark Slumber – Sorrowful Winter Breeze
5. Decreptor – Black Visions of My Death
6. Destruction of Bodies – In Course of Killing
7. Exhumed Christ – Warth Ov Legions
8. Frade Negro – First to D.I.E
9. Grimriot – Heart Of Darkness
10. Losna – Back To The Grotto
11. Necromancer – Plundered Society
12. Nox Spiritus – Kuthullu Surgira
13. Overdose Nuclear – R’itual
14. Patria – Symmetry of Imperfection
15. Sacrario – Time of Pestilence
16. Seeds of Destiny – Seeds Of Destiny
17. Sky in Flames – Subliminal Neurological Destruction
18. Spartacus – Na Rota Da Colisão
19. Syren – My Shadow, My Dear Friend
20. Warshipper – Absence of Colors – The Obsolete

A banda segue divulgando o recém-lançado ‘Another Ophidian Extravaganza’ foi lançado em parceria com a empresa UGK Disccos.


O trabalho foi gravado em Porto Alegre, no Estúdio 1000, junto com o renomado produtor Fabio Lentino (Nephasth e The Ordher). A arte da capa novamente ficou por conta de Tiago Medeiros, também responsável pela capa do álbum anterior, ‘Distilling Spirits’.

Contato para shows e merchandise: losnabanda@yahoo.com.br

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Fonte: Metal Media

Inteligência a serviço do Metal extremo - Entrevista com o IN TORMENT




Em termos de Metal extremo, o Brasil tem uma longa tradição no gênero. Mas raras são as bandas das vertentes mais extremas que usam letras mais rebuscadas e inteligentes, como é o caso do quinteto de Death Metal IN TORMENT, de São Leopoldo (RS). Na luta a quase 20 anos (a banda foi fundada em 1997), e que estão em seu terceiro, "Sphere of Metaphysical Incarnations", e acabam de retornar de uma bem sucedida tour pela Europa.

E por meio da MS Metal Agency, lá fomos nós bater um papo com a banda.

In Torment

BD: Primeiro, gostaria de agradecer de coração a vocês pela entrevista. E de cara, vamos logo partir para uma pergunta quente: como foi o giro na Europa? Foram quantos meses e quantas datas? E por quais países passaram? E o mais importante: com quais bandas tocaram, e como foi a recepção ao som de vocês por lá?

Alex Zuchi: A “Metaphysical Incarnated Euro Tour” aconteceu no mês de julho juntamente com as bandas Vulvectomy da Itália e Bloody Violence do Brasil. Passamos por diversos países como Alemanha, Itália, Holanda, França, Bélgica, República Tcheca, Hungria e Sérvia. Foram 12 shows no total e a receptividade em geral foi positiva. Os shows foram realizados com bandas locais e na Itália dividimos o palco com os americanos do Pig Destroyer.


BD: Ainda sobre a tour na Europa: tendo em vista que o Brasil está passando por uma crise financeira, acreditam que este é o caminho (ou seja, ir mais frequentemente para o exterior) para que as bandas possam viver de seu trabalho? Mesmo porque, em termos de Brasil, para existir um grande tabu quando se fala em viver de música... E não só no meio Metal, digamos de passagem...

AZ: Eu percebo que a crise que assola o Brasil não é tão diferente da crise que assola o mundo, em menor ou maior grau, obviamente. Portanto, dificuldades são encontradas em quase todos os lugares. Viver de música? Não temos essa pretensão e muito menos condições de transformar isso numa realidade. Viajamos única e exclusivamente para divulgar o álbum novo, juntando grana e tentando viver o sonho de, pelo menos por um curto espaço de tempo, ser um músico “profissional”. Não lucramos com as turnês, o que buscamos sempre é equalizar os gastos para tentar voltar zerados, o que nem sempre é possível. Somos movidos somente pelo amor pela música, por isso todos nós trabalhamos em outras atividades e usamos os recursos com o objetivo de fazer um trabalho diferenciado no IN TORMENT.


BD: Falando um pouco de "Sphere of Metaphysical Incarnations". Parece ser mais um álbum conceitual, como foi em "Paradoxical Visions of Emptiness". "Sphere..." seria uma seqüência de "Paradoxical...", ou temos um conceito totalmente novo?

AZ: Sim, ambos os álbuns são conceituais. Porém, os conceitos são diversos, não há correlação entre as narrativas.


BD: Ainda sobre o "Sphere...", achei o conceito bem interessante, e parece-me ter influências de filosofia e mesmo elementos científicos ali, misturados. Como a idéia surgiu e foi sendo amadurecida? Aliás, parabéns, pois particularmente, ando bem farto de capetismo vazio e temas pobres em letras (risos).

AZ: Obrigado, também estou cansado dos clichés que muitas bandas adotam. “Shere...” descreve o nascimento de um novo Deus, manifestado por uma esfera de poder. A carne é a passagem, as almas a energia e a divindade representada pelo cosmos é o responsável pela transformação. Tua observação é precisa, tentei fundir alguns conceitos de filosofia, religião, bem como alguns conceitos científicos numa estória fictícia. As músicas vão narrando cronologicamente o desenrolar dessa narrativa.


BD: Existem duas citações interessantes no encarte do "Sphere": uma de Carl Jung e outra de Henri Bergson. Confesso que fui procurar saber um pouco mais do último, a quem não conhecia. Onde o pensamento de ambos se encaixam no conceito lírico de "Sphere"? 

AZ: Durante a criação do conceito do álbum, eu buscava frases que corroborassem com toda a ideia por trás do material. Questões relativas ao poder da mente, a condição humana e a capacidade de compreensão de eventos que estão acima do nosso conhecimento. A grandeza do universo e a necessidade da humanidade em apenas acreditar no que seus olhos registram (aqui excluo os conceitos religiosos).

BD: Falando do lado musical, vocês mostram uma música que foge aos padrões dos gêneros, usando uma música mais bem arranjada e dinâmica, com algumas melodias bem colocadas. A que atribuem estes elementos tão diferenciados dentro de sua música? Ecleticismo em termos de Metal, poderia ser?

AZ: O IN TORMENT é formado por cinco indivíduos com gostos musicais bastante diversos, porém unidos pelo amor ao Death Metal. Assim, tentamos não nos prender em rótulos enquanto estamos criando. Se uma música pede uma melodia, ela será incluída, se um andamento mais lento é necessário da mesma forma será incluído. Isso torna a música mais interessante. Existem centenas de bandas de Death Metal absolutamente iguais, e nosso objetivo é justamente o oposto, queremos tornar o som do IN TORMENT único.

BD: Em "Sphere...", pela terceira vez, Sebastian Carsin produziu um disco de vocês. Qual o motivo dessa fidelidade? Poderíamos dizer que o Sebastian é o sexto membro do IN TORMENT? E digamos de passagem que a sonoridade de "Sphere..." é ótima.

AZ: Sim, consideramos o Seba como um sexto integrante da banda. Além de ele conhecer profundamente a sonoridade da banda, ele conhece muito sobre produção e demais aspectos técnicos necessários para que um álbum de Metal extremo soe bem. Inclusive, o Seba é um guitarrista muito talentoso e contribui sempre com ideias para solos e andamentos. Nesse terceiro álbum, ficamos muito satisfeitos som a sonoridade alcançada.


BD: Um pouco depois do "Sphere" chegar ao mercado, o batera Dio saiu, dando lugar ao Cássio (ex-THEORDHER). Aliás, parece que bateristas são um problema crônico do IN TORMENT. Turminha difícil de se trabalhar junto a dos bateristas (risos).

AZ: Tocar em uma banda sempre é uma atividade complicada, uma vez que cada integrante convive com os demais numa espécie de “casamento sem consumação física” e as relações às vezes se desgastam (risos). No nosso caso, porém, acabou que após o lançamento do álbum novo. O Dio Britto tinha alguns projetos de morar no exterior e acabamos perdendo novamente o dono das baquetas. Historicamente sempre foi um problema para o IN TORMENT encontrar um músico competente para esse posto. Tivemos muita sorte quando encontramos o Dio e muita sorte também quando o Cássio Canto se juntou a nós, visto que é um grande músico e um cara muito tranquilo de se trabalhar. Temos uma expectativa enorme em começar a compor o 4° álbum com ele. 


BD: Outra: o Renato Osório (do HIBRIA) gravou o solo de "Mechanisms of Domination". Isso é bem fora do comum, já que a cena extrema no Brasil é bem fechada (mais em termos de mentalidade). Como foi que surgiu a idéia dele tocar este solo? E já que radicalismo não parece ser a de vocês, como enxergam a mentalidade que uns só querem ouvir Metal extremo, outros só o lado mais melodioso, uma vez que o Metal é um estilo só? 

AZ: Somos apreciadores de boa música e avessos ao radicalismo gratuito. Se eu escuto uma música e percebo qualidades nela não me importa o estilo ao qual esteja categorizada. Rótulos não são importantes e não deveria haver regras e imposições acerca disso. Escuto do Pop, Clássico até o Brutal Death Metal e não vejo problema algum em ouvir outros estilos. O Renato foi convidado por um dos nossos guitarristas e ficamos felizes quando ele aceitou participar. A pegada um pouco Hard Rock do solo trouxe ainda mais diversidade ao álbum. 


BD: Bem, e em termos de shows? Como andam as coisas por aqui? Se bem como eu disse antes, a crise deve estar tornando tudo mais difícil... Não há previsão para um giro por SP e outros estados?

AZ: Temos marcado um show na cidade de Novo Hamburgo/RS com os poloneses do Vader em Novembro. Fora isso, algumas sondagens de shows que talvez se concretizem. Temos a intenção de divulgar o novo álbum fazendo o maior número de shows em território nacional possível, porém as ofertas precisam ser factíveis. Paralelamente, iremos iniciar o processo de composição para o 4° álbum ainda esse ano.


BD: O RS tem uma tradição em termos de Metal. E se falarmos de Death Metal, nomes como KRISIUN, o do agora regresso REBAELLIUN, e o do IN TORMENT são mencionados como pontas de lança do gênero. Como enxergam a cena do RS? O que poderia melhorar? E em termo de Brasil, ainda é viável fazer Metal por aqui? 

AZ: A cena do Rio Grande do Sul é muito forte, temos excelentes bandas nos mais variados estilos musicais como o Thrash, Black, Death, Doom, Heavy, Hard. Acho que muitos aspectos poderiam melhoram em nossa cena, principalmente no que tange ao profissionalismo do underground e me refiro aqui a todo o Brasil. A cultura nacional está baseada no músico underground tocar no amor, sem receber cachê, e com equipamentos muitas vezes precários. Isso é desrespeitoso. O músico tem que ser valorizado. Não querem investir nas bandas que tocam no seu evento? Coloquem som mecânico para alegrar o público. Claro que existem produtores honestos, dedicados e que apoiam a nossa cena, mas ainda eles são minoria. 

Não é viável fazer Metal no Brasil e acho que nunca foi economicamente falando, tiradas, obviamente, meia dúzia de bandas mais conhecidas. A grande maioria das outras, assim como nós,toca por amor a musica, a arte da criação e ao bom e velho underground.


BD: Agradecemos demais pela entrevista. Por favor, deixe sua mensagem para seus fãs e nossos leitores.

AZ: Nós é que agradecemos pela entrevista e pela oportunidade de divulgar o IN TORMENT. Aqueles que tiverem interesse em obter informações mais detalhadas sobre a banda sinta-se livre para mandar um e-mail para alexzuchi@hotmail.com. Vocês também podem checar nossa página no Facebook (www.facebook.com/intormentbr). Continuem apoiando o metal nacional!




Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Contatos:

Ghost - Meliora (CD)

2015 - Loma Vista Records - Importado
Nota 10,0/10,0


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


No momento atual do Metal no mundo inteiro, existe uma certa busca por um novo gigante, aquele que vai levar o gênero adiante, que vai manter a chama acesa quando os grandes nomes atuais pararem. Muitas vezes, nomes são ventilados, causando reações não tão boas, outras vezes são ufanistas. Poucos avaliam com mais profundidade os candidatos, a tal ponto de um salvador de hoje ser um João-Ninguém amanhã. Mas há aqueles que mostram que chegaram para ficar, independente se gostam ou não deles, dispostos a se manterem na luta. Pode ser que nos enganemos, mas um dos fortes candidatos ao lugar de gigante seja o sexteto sueco GHOST, que causou enorme comoção no meio desde surgiu para o mundo. E nesse momento, chega com "Meliora", seu novo disco.

Este é o terceiro disco deles, aquele que, em geral, é onde a banda consolida seu estilo. E de fato, "Meliora" nos surpreende mais uma vez, pois tem o peso e intensidade de "Opus Eponymous" de 2010 (mas sem soar tão cru), mais o refinamento e elegância de "Infestissuman" de 2013 (apenas não sendo tão acessível, musicalmente falando), e uma bela evoluída em muitos quesitos. O instrumental deu uma diversificada muito boa, mas sendo mais pesado em termos de arranjos (especialmente nas guitarras), além dos teclados estarem fazendo um trabalho muito melhor que antes. E aquela aura intensa, melodiosa e sinistra da banda está intacta, mas mais evidente.

A sonoridade mesmo da banda está bem mais encorpada e intensa, pesada e claríssima. Um trabalho muito bom de Klas Åhlund na produção, e do experiente Andy Wallace (conhecido por trabalhos com FAITH NO MORE, SEPULTURA, RUSH e outros) na mixagem. Já a arte da capa, um trabalho de Zbigniew Bielak (que já fez capas para ABSU, MAYHEM, WATAIN, entre outros) é belíssima, mais uma vez resgatando a arte usada para o antigo filme alemão "Metrópolis", de 1927 (mas quem acompanha o sexteto, sabe que é um hábito deles esse tipo de resgate).

Ghost
A musicalidade do GHOST não chega a ser algo inovador. Basta ver que as influências sonoras mais perceptíveis são bandas como BLACK SABBATH, BLUE ÖYSTER CULT, alguma coisa de DEEP PURPLE e URIAH HEEP (devido ao lado mais elegante de sua personalidade, quando os teclados ditam as regras), e muito de Rock'n'Roll dos anos 60, mais umas pitadas de Rock Progressivo. Mas cuidado, pois o som da banda não é nem um pouco datado, ou eles se limitam a serem clones de alguém, e nem mesmo aceitam serem limitados por rótulos pré-fabricados (o que é um traço de qualquer gigante). Os arranjos não são complexos, os refrões sempre marcantes e de fácil assimilação. Elementos que o sexteto usa muito bem, digamos de passagem.

Spirit - Uma música bem melodiosa e acessível, teclados climáticos, nível técnico não muito elevado, e é embalada pelo canto melodioso e quase hipnótico de Papa Emeritus III, fora as guitarras darem boas contribuições de seu modo, mas sem tirar foco dos arranjos de teclado.

From the Pinnacle to the Pit - Introduzida por acordes potentes de baixo, mais uma faixa com bons arranjos nas guitarras, sendo um pouco mais pesada e intensa que a anterior, mas sem destruir a acessibilidade, e temos um ótimo refrão.

Cirice - Um dos singles disponibilizados pela banda para os fãs antes do lançamento do CD, e uma das melhores faixas do disco. O andamento é lento, pesado e azedo, com excelentes guitarras e presença forte da bateria. Mas ao mesmo tempo, o refrão é envolvente e nos momentos mais limpos, podemos perceber a força da voz de Papa Emeritus III.

Spöksonat - Uma curtíssima instrumental de piano, climática, usada para introduzir a próxima faixa.

He Is - Uma bela e sinistra balada, com o uso amplo de cordas limpas e teclados ótimos, que dão um toque melodioso e quase Pop à lá "Infestissuman" à canção.

Mummy Dust - Outra música excelente, em que a banda sabe trabalhar muito bem o contraste entre vocais e teclados, sob uma sólida base criada por guitarras, baixo e bateria.

Majesty - Assim como "From Pinnacle to the Pit" e "Cirice", outra faixa a qual os fãs puderam ter acesso antecipado. O andamento é muito pesado (basta ouvir os riffs que os Nameless Ghouls criam), mas os teclados roubam a cena por completo, dando aquele clima de Rock Progressivo. E que solos de guitarra!

Devil Church - Aqui, mais uma instrumental, mas agora, com som de órgão de igreja criando uma atmosfera densa (embora nada tão extremo), para uma bela exibição de baixo, guitarras e bateria.

Absolution - Outra faixa pesada e intensa, já mais climática, destacando-se as guitarras da banda, que quando surgem por meio das orquestrações etéreas, são de deixar os fãs de boca aberta, e durante o refrão, dão uma amaciada com cordas mais limpas.

Deus in Absentia - Outra bem mais climática e dinâmica, com um jeitão meio de Rock Progressivo à lá anos 70, devido às orquestrações, mas ao mesmo tempo, o trabalho de Papa Emeritus III se sobressai bem.

No fundo, parem de se preocupar com descrições de rótulos ou comparações, e aproveitem a música, pois "Meliora" possui muito a oferecer.

Prontos ou não, amem ou odeiem, o GHOST veio para ficar. Se a banda se tornará um gigante ou se "Meliora" se tornará um clássico, só o tempo pode dizer. Mas que o disco estará entre os 10 mais do ano de muitos, isso é sem sombra de dúvidas!





Músicas:

01. Spirit
02. From the Pinnacle to the Pit 
03. Cirice 
04. Spöksonat 
05. He Is 
06. Mummy Dust 
07. Majesty 
08. Devil Church 
09. Absolution 
10. Deus in Absentia


Formação:

Papa Emeritus III - Vocais 
A Nameless Ghoul (Alpha/Fire) - Guitarra solo
A Nameless Ghoul (Omega/Quintessence) - Guitarra base
A Nameless Ghoul (Water) - Baixo
A Nameless Ghoul (Air) - Teclados
A Nameless Ghoul (Earth) - Bateria


Contatos:

Página Oficial (Fã Clube do Brasil)
Facebook (Fã Clube do Brasil)

10 de ago. de 2015

10/08/2015: News Metal Media




Infestatio: perto de finalizar a gravação do seu novo single


O grupo jundiaiense INFESTATIO segue trabalhando pesado para deixar seu novo single com a melhor qualidade possível, que está próximo de ser lançado.

O baixista Regi comenta mais do processo:

“Gravar o baixo para este single foi uma experiência muito bacana e estamos muito contentes com o resultado. A experiência e o conhecimento do Caio (Wink Studio) somaram muito para atingirmos um som extremamente pesado. Para a gravação, usei 2 baixos diferentes e tivemos muita liberdade para discutir ideias e gravar diferentes passagens para comparação, o resultado final é surpreendente! Aproveito a ocasião para agradecer ao Zé Cantelli do DNR por disponibilizar todo seu equipamento para gravarmos. Valeu, Zé!”

Como noticiado o INFESTATIO está no estúdio Wink gravando o novo trabalho e em breve saberemos o título e mais detalhes deste single.

Para conhecer o grupo, é possível fazer o download gratuito o EP ‘F.Y.A.’. Para baixar, clique no link: http://infestatio.com/fya.zip

Contato para shows e merchandise: infestatio@infestatio.com

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Crom: grupo participando de tributo a Percy Weiss


Nada como uma homenagem de alto nível para alguém que teve uma carreira que será sempre lembrada pelos fãs de Rock e Metal. E através desta premissa que as rádios Stay Rock Brazil e Dixie Rebel estão preparando um tributo ao músico Percy Weiss e o CROM será uma das bandas.

O trabalho será disponibilizado para download gratuito e terá capa feita pelo artista Johnny Adriani. Ao todo serão 21 faixas com bandas dos mais variados estilos homenageando o músico.

O CROM participará com a música ‘Na Calada da Noite’, retirada do álbum ‘7’ do Harppia. Além do CROM, bandas como Hellish War, Made In Brazil e Tublues também participarão. Para conferir todas as bandas e músicas, curta e visite a Fanpage dedicada ao assunto:


O grupo recentemente anunciou o lançamento da segunda parte de seu EP ‘We are Steel’ e agora libera a primeira música retirada do vindouro trabalho. A faixa, instrumental, leva o título simplesmente de ‘Crom’. Confira:


Assim como a primeira parte de ‘We Are Steel’, o EP está sendo gravado no estúdio Feeling Ritmos & Cordas (Studio Áudio Produções). A produção ficou por conta do renomado guitarrista e produtor Alexandre Freitas (Tublues) e capa pela próprio baixista, Cezar Heavy.

Esta será também a última participação do baterista Claudivam Silva, que está deixando a banda. Agora o CROM procura por bateristas para preencher a vaga. Interessados devem entrar em contato com o grupo por e-mail ou Facebook.


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Alexandre De Orio: parceria com a Peavey – assista ao vídeo!


O músico Alexandre de Orio, autor do livro Metal Brasileiro, guitarrista da banda Claustrofobia e Quarteto de Guitarras Kroma gravou um vídeo em parceria com a Peavey, empresa estadunidense fabricante de equipamentos de som.

O guitarrista apresenta diversas possibilidades que podem conseguir com a série Valveking, na qual é endorsee, e mostra um pouco da sua versatilidade nas seis cordas, tocando trechos de diversos gêneros musicais, que vai desde Metal, incluindo alguns riffs do Claustrofobia, até o jazz, chorinho, blues, entre outros.

Há duas versões do vídeo, uma mais curta e direta, com exemplos mais práticos; e outra versão mais longa e mais específica pra quem toca e quer saber detalhes do amplificador.

O vídeo, que foi produzido pelo Kaiowas Studio, acaba de ir para o canal no youtube da Peavey americana.



Instagram: @alexandredeorio



Syren: música nova disponibilizada para audição


O SYREN acaba de disponibilizar uma música inédita de seu recente ‘Motordevil’ para audição. Trata-se da música ‘Eyes Of Anger’, sexta faixa do álbum.

Para ouvir, visite o link:


‘Motordevil’ foi lançado este ano em parceria com a Shingami Records e já vem colhendo citações de um dos melhores discos nacionais de 2015.


O disco já está à venda. Quem quiser comprar o CD de ‘Motordevil’ pode fazer entrando em contato diretamente com a banda por e-mail ou Facebook. Ele também está disponível nas melhores lojas especializadas e no site da Shinigami: http://goo.gl/C0IyzC

Anteriormente uma música já havia sido lançada, ‘My Shadows, My DearFriend’:



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Necromancia: levando seus 30 anos de Thrash para Campinas


Os fãs de Thrash Metal de Campinas e região tem um encontro marcado com um dos principais nomes do Metal nacional de todos os tempos: a banda NECROMANCIA estará se apresentando na cidade.

O trio se apresenta no dia 16 de agosto, um domingo, na edição 2015 do Festival AutoRock, que conta ainda com a participação das bandas Necromancia, Desalmado, Mortage, Laconist e Kliav.

Mais informações sobre o evento: https://www.facebook.com/events/918192341570931/

O NECROMANCIA segue preparando o novo álbum, sucessor do aclamadíssimo ‘Back From The Dead’ e em breve deverá nos apresentar novidades, enquanto isso vamos curtindo os dois clipes retirados do álbum:



A banda está disponível para shows por todo o território brasileiro, para agendar datas entre em contato pelo e-mail:necromanciaband@hotmail.com

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Fonte: Metal Media

Monstractor – Recycling Thrash (CD)

Die Hard Records
Nota 9,5/10,0



Por Marcos "Big Daddy" Garcia



Existem bandas que, mesmo sem buscar caminhos inovadores para sua música, são tão ferozes e com sangue nos olhos que chegam a assustar os mais incautos. E tem bandas que chegam apresentando tantas qualidades que realmente se torna impossível não os aplaudir, pois merecem. E um dos grupos mais insanos em termos de Metal extremo em nosso país é, sem sombra de dúvidas, o Sasquatch de Resende (RJ) MONSTRACTOR, que acaba de lançar o seu primeiro álbum, o furioso “Recycling Thrash”. 

Imaginem uma fusão bem equilibrada de um MOTORHEAD Thrash Metal com aspectos pesados do Doom/Stoner, e alguns toques dos momentos mais ferozes do PANTERA. Está chegando perto do que o MONSTRACTOR faz, mas tal comparação é bem simplista para falar dessa insana mistura de vocais urrados em timbres quase naturais (mas com boa dicção), guitarras azedas e com timbres fortes e pesados, baixo e bateria com muito peso e técnica nas medidas certas. E isso tudo soa como um estouro de um bando de mamutes por nossos ouvidos, mas encorpado e com certas sutilezas que tornam sua música requintada em meio ao caos furioso que ela se propõe a ser.

Monstractor
Gravado, mixado e masterizado no Mr. Som Studio, em São Paulo, ao ver os nomes de Marcello Pompeu e Heros Trench na produção, não é de estranhar que o CD soe tão bem aos nossos ouvidos. A gravação é abrasiva, pesada e azeda, uma especialidade deles dois, mas ao mesmo tempo, a clareza sonora necessária para que o trabalho possa ser absorvido completamente. É sujo, pesado, agressivo, mas com muita qualidade e clareza.

Ora mais veloz, ora mais cadenciado e azedo, o trio mostra um trabalho que prima, antes de tudo, pelo conjunto. A técnica individual de cada uma (que é de bom nível) fica sempre atrás do mais importa: uma música vibrante, bruta e cheia de energia o tempo todo, com bons arranjos, refrões ótimos e mudanças de andamento.

O CD abre com a feroz “Take the Suffering”, com andamento em tempo médio, bastante pesada e cheia de energia, com vocais crus vociferados com garra, fora uma dinâmica ótima nos riffs. Em “Bermuda Triangle”, também com andamento não tão veloz, mas cheia de energia, vemos algumas belas levadas de bateria, um solo de guitarra ótimo. Em “Monsterman”, uma canção empolgante e com o groove sensacional, temos vocais insanos e belos corais. “Lycanthrone”, um pouco mais acelerada, com alguns ritmos quebrados bem colocados, se sobressaem as bases de guitarras muito pesadas e abrasivas, basicamente os mesmos elementos que ouvimos na mais espontânea “Whiskey Hangover”, onde um ranço de MOTORHEAD é bem tênue, bem como surgem algumas partes mais brutais. “Brazilian Roswell” (música do primeiro lyric video do CD) também é bruta, mas com algumas melodias por baixo da pancadaria (a letra foca a questão dos ETs de Varginha, MG, em 1996, e faz um paralelo com o Incidente de Roswell, EUA, em 1947), e “Death by Walrus” tem um jeitão mais anos 90 de se fazer Thrash Metal, ambas com guitarras fazendo ótimos riffs e solos. “Immortal Blood”, faixa do vídeo oficial de divulgação, é uma pedrada, com ótimo trabalho de baixo e bateria, andamentos alternados, e uma ferocidade ímpar, e em “Vultures”, mais peso abrasivo, Thrash Metal modernoso com momentos opressivos e densos, e vocais ferozes ótimos, muito bem assentados sob a base instrumental da banda, além de excelente presença de riffs e solos caprichados. Uma dinâmica linda entre bases que lembram uma fusão do Thrash com groove dos 90 com belas construções em termos de riffs melodiosos dos 80 é o que temos em “Corrosive Envy”, uma das grandes músicas do CD, mostrando uma técnica sóbria em uma música fantástica, enquanto “The 4th Kind” mostra o grupo com uma canção em que estão misturados momentos mais dinâmicos e outros cadenciados. Fechando o CD, temos “The Brood”, um cover do EXPANTOR (antiga banda do baixista/vocalista Christian Klein), que é bem pesada e pesada, mas com certo toque do METALLICA do “Black Album”, ou seja, pesado e melodioso, mas com arranjos Thrash não tão exagerados na técnica.

Assim, o MONSTRACTOR se mostra uma banda digna de aplausos e elogios, pois apesar de não estar revolucionando o Metal, tem personalidade definida, e uma música excelente que realmente nos ganha pelos ouvidos.



Músicas:

01. Take the Suffering
02. Bermuda Triangle 
03. Monsterman
04. Lycanthrone
05. Whiskey Hangover
06. Brazilian Roswell
07. Death by Walrus
08. Immortal Blood
09. Vultures
10. Corrosive Envy
11. The 4th Kind
12. The Brood


Banda:

Christian "Sabbertooth" Klein – Vocais, baixo 
Monsterman – Guitarras 
Demétrios Maia – Bateria 


Contatos:

Serenity in Fire - Give Him Your Soul (CD)

2015 - Eternal Hatred Records/Black Legion Productions/Rising Records - Nacional 

Nota 7,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Fazer Thrash Metal bruto e agressivo, mas com bom nível técnico, é uma tradição no Brasil desde que o SEPULTURA, ainda em 1987, soltou o clássico "Schizophrenia". De lá para cá, entre altos e baixos do gênero, o país sempre tem um saldo bem positivo, mesmo nesse momento de alta de agora. E é interessante conhecer novas bandas que andam mostrando as caras. E mesmo já não sendo uma banda tão jovem (ano que vem, o SERENITY IN FIRE completará 10 anos de carreira), o SERENITY IN FIRE de Sete Lagoas (MG) mostra um bom trabalho em "Give Him Your Soul", seu primeiro álbum, lançado pela parceria Eternal Hatred Records/Black Legion Productions/Rising Records.

Como o já citado SEPULTURA, esta dupla (já que o baterista André Bastos é um músico convidado) destila Thrash Metal técnico e pesado sem medo, energia de sobra e muita garra. E podemos aferir que a banda busca um meio termo, sem querer soar old school ou moderna, mas apenas como os seus membros desejam. Outra influência sensível no trabalho deles seria o SLAYER em seus primeiros trabalhos, ou seja, peso e agressividade sem ser tão extremo e sem esbarrar no Death Metal.

Serenity in Fire
A produção sonora está em bom nível, mais um trabalho muito bom de Fabiano Penna. A qualidade sonora realmente poderia ser melhor, sem dúvidas, pois soa bem crua e um pouco "enfumaçada", mas não chega a ser ruim. Conseguimos entender os instrumentos, e tem peso, mas poderia ser um pouco mais clara, apesar de perceber-se que eles buscaram algo que refletisse a sonoridade de um show ao vivo. E a arte é enigmática, mas muito bem feita, um trabalho instigante de Jean Michel da Designations.

The Last Surprise - Apenas uma introdução mórbida.

Fire Burns the World - Aqui, temos uma canção não tão veloz como poderíamos esperar de uma faixa de abertura, mas pesada e bem dinâmica e com bons arranjos nas guitarras (reparem como os riffs são intensos).

Two Faces - Outra com velocidade moderada (embora o ritmo mude em muitos momentos, gerando uma boa riqueza nesse aspecto), um bom trabalho nos vocais, e riffs muito bons.

Kill Believers - Mais focada na técnica, esta canção tem uma velocidade um pouco menor que as anteriores em seu início (depois retoma o mesmo pique de antes), e apresenta um trabalho da base rítmica pesado e interessante.

Inverted Crosses - Um dos pontos altos do disco, com riffs que realmente nos empolgam bastante, e uma dose maior de agressividade que as outras, mas ao mesmo tempo, as melodias dão um sabor interessante ao trabalho dos vocais.

Master of Darkness - Outra faixa bem empolgante, com um andamento que nos pega pelos ouvidos e não solta mais, com algumas boas variações de ritmo e uma bateria mostrando o que sabe fazer.

Die... My Symphony (Destruction) - Novamente o andamento se torna um pouco mais lento (embora continue agressivo e técnico) no início, e depois a velocidade dá uma aumentada, naquele 1 X 1 bem característico do Thrash Metal que conhecemos de 1985 a 1987, com bom trabalho dos vocais.

Wisdom Tower - Um certo feeling mais voltado ao Heavy Metal tradicional/Rock'n'Roll à lá MOTORHEAD se apresenta aqui, com uma velocidade longe de ser extrema, mas com resultados ótimos em termos de guitarra.

A Step (for Destruction) - Ainda mantendo o peso e agressividade do grupo, é uma faixa que mostra alguns leves toques de modernidade, com base e bateria mostrando bem as caras, que dividem o show com as guitarras.

Melhorando a qualidade sonora, esses caras prometem. E que "Give Him Your Soul" seja apenas o início de uma longa sucessão de álbuns.


Músicas:

01. The Last Surprise 
02. Fire Burns the World 
03. Two Faces 
04. Kill Believers
05. Inverted Crosses 
06. Master of Darkness 
07. Die... My Symphony (Destruction) 
08. Wisdom Tower 
09. A Step (for Destruction)


Banda:

André Leão - Baixo, vocais
Jiusepe Gáspari - Vocais, Guitarras
André Bastos - Bateria (músico convidado)


Contatos:

MS Metal Agency Brasil (Assessoria de Imprensa)

6 de ago. de 2015

DARK WITCH: banda divulga videoclipe para música "Wild Heart"





A uma semana do lançamento em CD do álbum "The Circle Of Blood", o grupo santista de heavy/power metal DARK WITCH resolve comemorar divulgando seu primeiro videoclipe oficial. A produção audiovisual corresponde à música "Wild Heart", uma das mais tradicionais do álbum.

"The Circle of Blood" é o primeiro full-length do grupo fundado em 1999. Foi lançado no primeiro semestre em formato digital pela Heart Of Steel Records e será disponibilizado em CD para venda oficialmente no dia 15 de Agosto pela Arthorium Records. O material conta com 12 faixas autorais, encarte de 16 páginas, além de um cover para a música "Voz da Consciência", do lendário grupo brasileiro de heavy metal HARPPIA.


A banda segue agendando shows para a turnê de divulgação do álbum, e os promoters interessados podem entrar em contato diretamente com o grupo.

Veja:



Official Website (em construção) - www.dark-witch.com
Contato para shows - darkwitchband@gmail.com



Fonte: Arthorium Records