8 de set. de 2014

Goatlove: Goat N'Roll vai de The Cult a Mayhem




Se você perguntar para dez bandas o que eles estavam ouvindo enquanto gravavam algum de seus álbuns, oito vão responder: "nada". O GOATLOVE pertence ao segundo grupo. "Bom, levando em conta que somos uma banda underground e temos que gravar nossos discos entre uma folga e outra, só não ouviríamos nada se a gente detestasse música (risos). Por isso, com a gente não tem essa de não ouvir nada. Pelo contrário, a gente ouve tanta coisa que é até difícil listar", explica o vocalista Roger Lombardi. 

Mesmo assim, eles fizerem um esforço e listaram os discos que estão no repeat em seus parelhos de som enquanto terminam de gravar "Guadalajara", segundo full-lenght da banda. Confira aqui o que os rapazes estão dançando na sala de estar enquanto ninguém olha:

Roger Lombardi (vocalista): The Cult - Electric, Ratt - Dancing Undercover e Red Simpson - Truck Drivin’ Fool

Pedro Lobão (guitarrista): Marty Friedman - Inferno e Animals as Leaders - The Joy of Motion

Marco Nunes (guitarrista): Opeth - Ghost Reveries e Lana Del Rey - Born To Die

Frank Gasparotto (baixista): Mayhem - Deathcrush e Burzum - Bellus

Alexandre Watt (baterista): In Solitude - The World. The Flesh. The Devil. e Kreator - Renewal


O sucessor do debut "The Goats Are Not What They Seem" (2012) está sendo gravado no estúdio Fábrica do Zé (SP) e deve ser lançado até o começo de 2015.

Mais informações em www.goatloveweb.com

Contato para shows e merchandising: 



Liar Symphony: apresentando uma “solução” aos downloads ilegais



Que a indústria fonográfica vem passando por uma crise na última década não é segredo para ninguém. No Brasil, onde muitos ainda não aderiram à compra de MP3, baixar os álbuns completos de forma gratuita se tornou a prática mais comum. Os amantes do Heavy Metal também usam desse artifício, seja para conhecer novos grupos, para saber se aprovam o novo álbum de uma banda que já acompanham ou se vale à pena ou não o investimento no CD físico na sequência. Vamos pegar o exemplo do experiente grupo LIAR SYMPHONY que, nas vésperas do lançamento de seu quinto álbum de estúdio, mostra um outro lado dessa realidade. "Lógico que preferíamos que todos comprassem nossos CDs, mas eu sei que muita gente que vai aos nossos shows hoje e canta nossas músicas nos conheceu baixando nossos discos nesses provedores ilegais", explica o vocalista Nuno Monteiro.

Quando as gravadoras deixam de investir nos artistas que, por sua vez, não possuem estrutura profissional para fazer uma distribuição e divulgação abrangente, o download ilegal acaba ao menos fazendo com que o trabalho da banda alcance um público que não alcançaria do modo legal. Se existe um lado positivo da pirataria digital, é esse. Entretanto, a qualidade que esses álbuns são ripados e disponibilizados ilegalmente, muitas vezes é ruim. Pensando nisso, muitos artistas resolvem disponibilizar seus próprios álbuns de graça de forma voluntária, para que a qualidade do seu trabalho não seja comprometida. "Depois de uma busca rápida na net, descobri que todos nossos discos estavam para baixar de graça em vários provedores diferentes, alguns com qualidade muito ruim. Como não podemos lutar contra isso, achamos melhor disponibilizarmos no nosso site, pois pelo menos quem baixar por lá terá a mesma qualidade do CD oficial", diz o guitarrista Pedro Esteves. "Já que vão baixar de graça, que seja com qualidade", acrescenta.

Afirmar se o bônus dos downloads ilegais supera o ônus, é relativo. Mas uma coisa é fato: num país onde os impostos sobre produtos e serviços são superfaturados, será muito difícil as pessoas escolherem pagar por MP3, depois de tantos anos baixando as músicas de graça. "Se o cara baixa nossos CDs de graça e por acaso gosta do que ouviu, aparece num show nosso e acaba comprando o CD oficial ou uma camiseta, eu acho válido. Isso já aconteceu conosco algumas vezes", conclui o frontman Nuno.

Prestes a colocar no mercado seu novo álbum “Before the End”, que já está na fábrica e será lançado pela gravadora Encore Records, o LIAR SYMPHONY disponibilizou toda sua discografia anterior na página principal de seu site oficial. Para baixar gratuitamente, e com o consentimento da banda, basta acessar:



Links:




Immortal Guardian: homenagem virtuose de guitarra e teclado a Dimebag


A habilidade única do instrumentista norte americano Gabriel Guardian, que já chamava a atenção da cena Metal dos EUA graças ao YouTube, agora vem conquistando a admiração de músicos de todo mundo. O virtuose tem uma técnica impressionante de tocar guitarra e teclado ao mesmo tempo. Em um de seus vídeos mais famosos, Gabriel homenageia o eterno guitarrista do Pantera, Dimebag Darrell, numa incrível performance de "Cemetery Gates", clássico do álbum "Cowboys from Hell" (1990).

Confira:


Este vídeo rendeu imediatamente ao guitarrista do IMMORTAL GUARDIAN um patrocínio da Fender, e o respeito e admiração de nomes como Jeff Loomis, Bob Katsionis (Firewind) e Michael Angelo, entre outros fãs ilustres. Mais que isso, o vídeo foi visto pelo ex-manager e administrador do site oficial do Pantera, que fez questão de publicá-lo. 

IMMORTAL GUARDIAN é um dos principais representantes da nova cena Heavy Metal nos EUA. Curiosamente, o frontman é o vocalista brasileiro Carlos Zema (ex-Heavens Guardian, Vougan e Outworld), que desde 2007 vive nos EUA. O grupo de Austin acaba de lançar o EP "Revolution Part I", e se prepara para registrar o CD "Revolution Part II", que assim como o EP, levará a produção de Roy Z, responsável por assinar clássicos de Halford, Bruce Dickinson, Helloween e outros gigantes do Heavy Metal.

Abaixo, outras demonstrações da impressionante técnica de Gabriel Guardian solando guitarra e teclado ao mesmo tempo:




Site relacionado:

Dreadnox: 'Angra e Sepultura são tão importantes quanto Iron e Metallica'


Enquanto alguns acreditam que só os grandes nomes do Heavy Metal internacional fazem diferença na vida dos músicos brasileiros, existe outra corrente que pensa de forma diferente. "Eu ouvia Sepultura e Angra com a mesma admiração e intensidade que Iron, Judas, Sabbath e Metallica. Sei que esses últimos são ícones internacionais e pais do Heavy Metal mundial, mas não foram mais importantes para minha formação que o Angra e o Sepultura", revela Fabio Schneider, frontman do DREADNOX. 

O grupo carioca foi formado em 1993, época de ouro do Sepultura, às vésperas do lançamento do icônico álbum "Chaos A.D" e do aguardado "Angels Cry", 'debut' do Angra. "Eu estava lá, no Garage, ansioso para ver Andre Matos ao vivo. Lembro-me que naquele show o Rafael Bittencourt passou mal e o Kiko Loureiro administrou com maestria a apresentação", conta o vocalista.


DREADNOX está prestes a lançar seu terceiro álbum de estúdio, "The Hero Inside", produzido por Renato Tribuzy, e que no momento está sendo mixado por Roy Z (Halford, Bruce Dickinson, Sepultura). Embora busque um padrão de qualidade internacional, Fabio deixa claro o respeito pelos ícones do Metal brasileiro: "Os músicos do Angra são fantásticos, e reconhecidos na cena Metal de todo o mundo. O talento do Kiko o levou a gravar e excursionar com a Tarja. Ele é idolatrado no Japão. O Tobias Sammet já declarou ser fã do Andre Matos, muito antes de conhecê-lo. O Andreas fez shows até com o Anthrax, e é respeitado por músicos de todos estilos. Bateras como Aquiles e Eloy são referências no exterior. E os irmãos Cavalera influenciaram e são tidos como ídolos por bandas gigantes como Slipknot, por exemplo. Como eu, sendo headbanger e brasileiro, não teria orgulho e influência desses caras?", revela o vocalista. "Por isso, mesmo não sendo exatamente o nosso estilo, sempre tocamos algo do Sepultura nos shows do DREADNOX", acrescenta.

A cultura do povo brasileiro em pensar que o que vem de fora é melhor, não é unânime. Além de Sepultura e Angra, bandas como Krisiun e atualmente o Hibria, levam a bandeira do Brasil para os quatro cantos do mundo. No entanto, representantes de todos estilos do Heavy Metal "made in Brazil" estão honrando nosso nome lá fora. Mas a valorização da cena nacional começa dentro do nosso próprio país: "Me considero um grande fã do Metal feito no Brasil. Para mim não tem essa de Angra com Andre Matos ou Edu Falaschi, pois adoro as duas formações e acho os dois vocalistas incríveis. O Sepultura idem. Acho a fase com o Max maravilhosa, mas a fase Derik tem trabalhos ótimos também. E também acho foda o que o Max faz hoje no Soulfly, e o Edu no Almah. Sem falar nas várias outras bandas excelentes que temos aqui, como o Hibria, Tribuzy e Dark Avenger, só para citar algumas. Temos músicos e bandas brasileiras com tanto talento e competência quanto de qualquer lugar do mundo. O que nos falta é apoio e estrutura", conclui Fabio Schneider. 

Confira o DREADNOX tocando Sepultura, em duas diferentes fases da carreira:

- "Refuse Resist", em 2012:


- "Territory", em 1997:


Site relacionado:





7 de set. de 2014

DEATH|DTA: confira video e fotos da banda ensaiando em SP




O DEATH|DTA, um dos verdadeiros ícones do metal mundial, desembarcou ontem em São Paulo. Após uma longa viagem de 15h, o lendário baixista Steve DiGiorgio (Autopsy, Testament, Iced Earth) não quis saber de descanso e seguiu rumo à KISS FM, para conceder entrevista, ao vivo, ao programa “Bem que se KISS”, comandado por Bruno Sutter. 

Depois, o artista invadiu os estúdios da 89 FM para gravar entrevista ao programa “Pegadas de Andreas Kissser” e ainda protagonizou rápida entrada ao vivo, no “Ramona 89”,  para convidar os fãs para a performance deste domingo (07/09), na Via Marquês.

Gene Hoglan (bateria), Bobby Koelble (guitarra, ex-Death), Steve DiGiorgio (baixo – Autopsy, Testament, Iced Earth) seguiram a programação com um longo ensaio, no Family Mob Studios, para definir os últimos detalhes do repertório baseado nas principais composições do grupo. Confira as imagens em http://bit.ly/1uDWqtf.

Assista um trecho no vídeo disponível:


Influência declarada para nomes como Metallica e Slayer, esta é a primeira vez, em 30 anos de carreira, que a banda vem ao país. Os ingressos para esta exibição histórica continuam à venda, na Galeria do Rock, em Santo André e pela internet (www.ticketbrasil.com.br). As entradas custam R$ 80,00 (1º lote pista – estudante/promocional) e R$ 150,00 (camarote – estudante/promocional). Mais informações no serviço abaixo.

A excursão, que também vai passar pela América Latina, consiste nas seguintes datas:

06/09 - Espaço Cult - Curitiba, Brasil
07/09 - Via Marques - São Paulo, Brasil
10/09 - Sala Garcia Lorca De La Manzana De La Riviera – Assunção, Paraguai
12/09 – Roxy Live - Buenos Aires, Argentina
14/09 - Teatre Capoulican - Santiago, Chile
16/09 - Teatro Metropol - Bogotá, Colômbia
18/09 - Club Peppers - San Jose, Costa Rica
20/09 - Circo Volador – Cidade do México, México

Fundado em 1983, na ensolarada Orlando (EUA), o DEATH é reconhecido um dos ícones do metal mundial. Em 1987, lançaram o debut “Scream Bloody Gore” que marca o nascimento do gênero death metal. Em 2013, a banda atingiu a expressiva marca de 3 milhões de discos vendidos em todo planeta, algo inédito para um grupo da música extrema.

Links relacionados:


Serviço São Paulo
Agência Sob Controle orgulhosamente apresenta DEATH: DTA


Data: 7 de setembro de 2014 – domingo
Local: Via Marquês – http://www.viamarques.com.br
End: Av. Marquês de São Vicente, 1589 – próximo ao Metrô e Rodoviária Palmeiras-Barra Funda
Banda de abertura: D.E.R. e TEST
Abertura da casa: 19h | Banda de abertura: 20h | DEATH:DTA: 21h
Classificação etária: a partir de 16 anos

Valor dos ingressos:
1º Lote: R$ 80,00 (Pista Meia/promocional) 
2º lote: R$ 100,00 (Pista Meia/promocional)
Camarote: R$ 150,00 (Meia/promocional)

Pontos de Venda
São Paulo – Galeria do Rock
Loja Hellion: 1° andar – 11 3223.8855
Loja Mutilation: 2° andar – 11 3222.8253
Loja 255: 2° andar – 11 3361.6951
Santo André – Metal Music: Rua Dona Elisa Fláquer, 184 – Centro – 11 4994.7565
Ingressos online: https://ticketbrasil.com.br/show/death-sp/ (em até 12 vezes no cartão)
Cartaz: http://bit.ly/WuKY7L

Próximas divulgações THE ULTIMATE MUSIC – PR:
07/09 – DEATH: DTA – Via Marquês – SP/SP
11/09 – Cavalera Conspiracy + Krisiun + Confronto – Circo Voador – RJ/RJ
13/09 – Peter Murphy e Wayne Hussey – Carioca Club – SP/SP
27/09 – Dave Evans (1º vocalista do AC/DC) – Gillan’s Inn Rock Bar – SP/SP
27/09 – Angra – Plaza Hall – Sorocaba/SP
28/09 – Gloria + Strike – Plaza Hall – Sorocaba/SP
04/10 – Exodus – Carioca Club – SP/SP
12/10 – Toxic Holocaust – Clash Club – SP/SP
08/11 – Behemoth – Carioca Club – SP/SP
20/11 – Kansas – Vivo Rio – RJ/RJ
21/11 – Kansas – HSBC Brasil – SP/SP
02/11 – Rosa de Saron – Clube Ítalo Brasileiro – Limeira/SP
07/12 – O Teatro Mágico – Clube Ítalo Brasileiro – Limeira/SP
13/12 – O Teatro Mágico – Plaza Hall – Sorocaba/SP
14/12 – Rosa de Saron – Plaza Hall – Sorocaba/SP
Mais infos sobre os shows acima, acesse https://www.facebook.com/UltimateMusicPR.




A/C Costábile Salzano Jr
11 4241.7227 | 11 9 6419.7206

6 de set. de 2014

Arch Enemy: versão nacional de “War Eternal” já está disponível




O álbum de estreia de Alissa White-Gluz como a nova vocalista do ARCH ENEMY, "War Eternal", finalmente está disponível em versão nacional em CD, lançado pela parceria ROCK BRIGADE Records/Valhall Music. O lançamento oficial no exterior do décimo registro de estúdio da banda de death metal melódico, formada em 1995 pelo ex-Carcass Michael Amott, aconteceu em junho deste ano, via Century Media Records.

"War Eternal" foi produzido pela própria banda e mixado e masterizado por Jens Bogren, no Fascination Street Studio, onde já foram lapidados álbuns do Opeth e Paradise Lost. São 13 faixas que resgatam a agressividade de álbuns mais antigos em compasso à novas perspectivas de como o ARCH ENEMY também pode criar composições cadenciadas e pesadas ao mesmo tempo.

Além de Alissa no lugar de Angela Gossow, o guitarrista Nick Cordle, que substitui Christopher Amott, é mais um novo integrante no ARCH ENEMY. Ele fez parte da banda de death metal Arsis em um único álbum, "Starve For The Devil" (2010).

Confira abaixo a capa e o track listing de "War Eternal". Você pode adquirir a sua cópia da versão nacional do trabalho em nossa WebStore, clicando aqui.



1. Tempore Nihil Sanat (Prelude in F minor) (Intro)
2. Never Forgive, Never Forget
3. War Eternal
4. As The Pages Burn
5. No More Regrets
6. You Will Know My Name
7. Graveyard Of Dreams (Instrumental)
8. Stolen Life
9. Time Is Black
10. On and On
11. Avalanche
12. Down To Nothing
13. Not Long For This World (Instrumental)

Ouça "War Eternal":



Fonte: Rock Brigade

Almah: disponibilizado o primeiro vídeo do “Unfold Tour Report” 2014




A banda brasileira ALMAH liderada pelo ex-vocalista do ANGRA, Edu Falaschi, acabou de disponibilizar no seu canal do Youtube a primeira parte do “Unfold Tour Report” 2014. Dedicado aos shows em Porto Alegre e Caxias do Sul, o primeiro vídeo conta com a produção e edição do guitarrista Diogo Mafra e inclui bastidores e alguns trechos das apresentações.

Confira a matéria no link ao lado: 


Ao mesmo tempo, o ALMAH continua agendando novas datas para a sua atual turnê de divulgação do seu mais novo trabalho, “Unfold” (2013). Os contatos devem ser feitos pelo e-mail show@almah.com.br.



Fonte: Almah

5 de set. de 2014

Resenha: In Flames - Siren Charms (CD)

Nota 10,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Bem, desde que o finado CELTIC FROST lançou tanto o "To Mega Therion" quando o "Into the Pandemonium" (especialmente este último), os fãs de Metal são chamados a seguirem dois caminhos diferentes: ou recrudescem em posturas conservadoras e ficam dando voltas em torno de um mesmo ponto, se recusando a admitir novas possibilidades sonoras, ou então abrem sua mentalidade à novas experiências musicais. Muitas bandas preferem manter a postura mais conservadora e ficam sempre em uma musicalidade apenas (há boas bandas, como MOTORHEAD, AC/DC IMPALED NAZARENE nesta vertente), outras já seguem o caminho que Tom Gabriel "Warrior" deixou e ousar desbravar caminhos ainda virgens. O pior que pode acontecer: nem sempre a banda é aceita, e como no caso do "To Megat Therion", foi aceito meio que de nariz torcido na época (devido aos teclados), e o "Into the Pandemonium" levou anos para ser visto e entendido como o clássico que é. Por este motivo, lidar com discos como "Siren Charms", o novo do quinteto sueco IN FLAMES, é preciso ter cuidado e mente muito aberta.

Antes de tudo, o IN FLAMES nunca foi lá uma banda de ficar sossegada em sua zona de conforto, longe disso. A dinâmica estilística, a vontade de expandir sua música para além das fronteiras impostas, sempre foi a tônica desses sujeitos de Gotemburgo. Mas "Siren Charms" é um desafio enorme para os fãs, pois se em "Sounds of a Playground Fading" a banda já mostrava sinais evidentes que eles não iriam parar de experimentar, este aqui é, sem sombra de dúvidas, seu disco de mais difícil assimilação.

Primeiro, os vocais estão bem limpos em sua maioria, com entonações que vão do Pop ao Gothic Rock sem pudor, mostrando uma nova faceta de Anders Fridén, embora em muitos momentos, urros intensos e agressivos ainda sejam ouvidos aqui e ali (podemos mediar que temos 70% de vocais limpos, e 30% de urros agressivos), as guitarras de Björn Gelotte e Niclas Engelin mostram uma ótima diversidade de timbres, indo de momentos suaves a outros mais agressivos, mas com melodias fortes, e algumas delas remetem diretamente ao IRON MAIDEN antigo (uma das maiores inspirações da banda), a cozinha rítmica de Peter Iwers (baixo) e Daniel Svensson (bateria) mostra-se pesada e firme quando necessário, mais suave quando a música fica amena, mas sempre com boa diversidade técnica; e de quebra, ainda vemos a introdução pontual de alguns efeitos eletrônicos, dando um sabor bem legal ao disco. Podemos dizer que "Siren Charms" mostra uma interessante mistura da musicalidade já característica deles com elementos mais intimistas que ainda não haviam sido explorados. 

In Flames
Roberto Laghi, junto de Daniel Bergstrand e da própria banda, produziram o trabalho, logo, a sonoridade em um disco tão complexo é a melhor possível, sendo limpa e clara em momentos mais amenos, grave e robusta nos mais pesados, mas sempre de alta qualidade. A arte, uma bela ilustração de Blake Armstrong da Space Boy Comics é muito interessante e enigmática, quase que transparecendo o que o fã poderá ouvir no CD.

E realmente, o IN FLAMES realmente caprichou no disco, pois as músicas, amem ou odeiem, são muito bem arranjadas, cada uma delas com uma identidade bem definida, e cativante. O disco poderia se chamar "Sphinx", pois nos desafia a decifrar cada um de seus belíssimos aspectos, ou então de "Diamond", pois foi laboriosamente bem lapidado, e cada uma de suas facetas é intrigante e fascinante.

Em termos de músicas, as 11 faixas são todas ótimas, depois de decifradas, óbvio. "In Plain View", é basicamente meio a meio em termos de elementos novos e antigos, onde os riffs de guitarra são fantásticos e as vocalizações perfeitas. Já "Everything's Gone" é bem viciante, quase uma música antiga, se não fosse a forte presença dos vocais urrados. Em "Paralyzed" já se percebe mais claramente a modernidade no som da banda, com riffs mais quebrados, elementos eletrônicos e uma cozinha rítmica fantástica. "Through Oblivion" é um pouco mais melodiosa e amena, com forte presença de guitarras mais comportadas, vocais limpos e intimistas, mas de extremo bom gosto, com "With Eyes Wide Open" seguindo a mesma linha (embora com belos solos), sendo que ambas possuem uma forte dose de acessibilidade. Um belo trabalho do baixo introduz a intimista e forte "Siren Charms", que fica um pouco mais distorcida e pesada próximo ao refrão (sem quebrar a atmosfera refinada da canção) e durante os solos. A quebrada e dinâmica "When the World Explodes" dá sequência, já mais agressiva e ríspida, mas com melodias muito bem encaixadas nas guitarras e vocais muito ríspidos, embora existam momentos mais amenos, com teclados e vocais femininos (mas é a faixa que mais próxima chega ao trabalho da banda nos CDs anteriores). A conhecida "Rusted Nail" vem depois, outra que lembra bastante o trabalho do CD anterior da banda, com guitarras bem gordurosas, mas com vocais limpos bem próximo ao Gothic Rock e certo toque de Groove (o que faz a bateria e o baixo ganharem mais enfoque), fora alguns os urros extremos. A ousada "Dead Eyes" mostra um possível rumo que a banda venha a seguir mais adiante, com belíssimas melodias, um clima intimista, mas com refrão distorcido e pesado com belas guitarras à lá MAIDEN. Outra em que certo toque de acessibilidade fica mais evidente é "Monsters in the Ballroom", talvez pelo forte toque de Groove e mesmo alguns riffs um pouco Metalcorizados, mas nada que alarme os fãs. E fechando, "Filtered Truth" com mais um belíssimo trabalho de guitarras lembrando em muito suas influências mais melodiosas, usando uma estrutura um pouco mais bem cuidada e vocais mais rasgados (embora alguns mais Goth surjam aqui e ali). E para os aficcionados, existe a versão com duas bônus, que são "The Chase""Become the Sky".

Realmente, um desafio delicioso para os de mente mais aberta, e um inferno sonoro para os mais conservadores.






Tracklist:

01. In Plain View
02. Everything's Gone
03. Paralyzed
04. Through Oblivion
05. With Eyes Wide Open
06. Siren Charms
07. When the World Explodes
08. Rusted Nail
09. Dead Eyes
10. Monsters in the Ballroom
11. Filtered Truth


Banda:

Anders Fridén - Vocais
Björn Gelotte - Guitarras
Niclas Engelin - Guitarras
Peter Iwers - Baixo
Daniel Svensson - Bateria


Contatos:

Facebook (não oficial)

Coalizão Metal Brasil: Amanhã acontece a primeira edição no RJ




Movimento tem o único propósito: A união do Metal Nacional.

Um projeto que visa mudar o metal nacional. A “Coalizão Metal Brasil”, a “CMB”, é uma iniciativa de bandas do eixo Rio-São Paulo, que tem alguns sentimentos em comum: a união e o apreço pela música pesada de qualidade.

Os músicos das bandas Tamuya Thrash Tribe (RJ), Imbyra (SP), Skin Culture (SP), Desgraceira (São José dos Campos/SP) e Kyhary (SP), além de contar com a ajuda de amigos da imprensa, produtores, fãs e entusiastas da boa música, deram início a esse projeto.

E amanhã a C.M.B. terá o pontapé inicial, às 22h, no Heavy Duty Beer Club, no Rio de Janeiro, com as bandas Tamuya Thrash Tribe, Imbyra e Kyhary (veja serviço abaixo)

O objetivo é espalhar a ideia para todos os cantos do Brasil, com o intuito de criar uma grande rede e possibilitar o intercâmbio de artistas por todo o país.

“Acho que isso é o começo de algo inédito no Brasil, uma verdadeira união entre os artistas, o público, produtores, imprensa e os amantes da boa música. Queremos que mais bandas, de diferentes partes do país participem também. Todos serão bem-vindos, desde que tenham a mesma ideologia”, conta Luciano Vassan, vocalista e guitarrista do Tamuya Thrash Tribe.

#CMB #CoalizãoMetalBrasil


Serviço Show:



“Coalizão Metal Brasil 1”
Show com as bandas
- Tamuya Thrash Tribe (RJ)
- Imbyra (SP)
- Kyhary (SP)


Nos intervalos, o DJ Heavy Purista tocando o melhor do Metal Nacional e Internacional.
Local: Heavy Duty Beer Club
Rua Ceará 104, praça da bandeira - Rio de Janeiro/RJ
Data: 06/09/2014
Horário: 22h00
Ingressos: R$20,00



Fonte: Lanciare

Resenha: Paura - Tameless (CD)

Independente
Nota 9,5/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Um verdadeiro blindado Hardcore invadindo as nossas casas, e destruindo tudo e todos pela frente, furioso, abrasivo e terminantemente sem firulas. É essa a impressão que o quinteto paulista de Hardcore PAURA dá quando ouvimos a pancadaria solta de "Tameless", seu sexto disco e mais recente trabalho.

Cheio de influência novaiorquinas, além de muitos toques de BeatDown, o PAURA não chega a abusar de uma velocidade exagerada, mas prefere centrar suas forças em músicas mais pesadas, bem densas e com arranjos bem acabados, o que os faz ganhar peso e cruzar a barreira do Crossover e aglutinar influências do Thrash Metal dos anos 90. Mas é preciso lidar com cuidado, pois o PAURA sempre foi agressivo, mas em "Tameless", ela está realmente desmedida!

Vocais insanos e claros, riffs de guitarra agressivos e bem criativos, baixo vibrante e pesado, e bateria extremamente técnica e muito pesada (mas quem já conhece o trabalho de Fernando Schaefer, isso não chega a ser algo surpreendente).

A produção sonora que a banda teve foi bem cuidada, pois a sonoridade mistura o impacto, peso e intensidade de sempre com uma clareza instrumental bem grande. Cada instrumento está claro aos ouvidos, bem audível, sem nenhum problema de audição em seus acordes. A capa, uma clara alusão aos manifestos populares que estão acontecendo no Brasil desde 2013, mostra uma banda antenada com a realidade de nosso país, mas sem ser panfletária, ou como este que vos escreve gosta de dizer, não é "rebeldia universitária". O PAURA é rebelde e agressivo por suas vidas em uma realidade opressiva e decadente que cerca as classes média e baixa da população de nosso país.

Paura
Um dos fatores mais interessantes de "Tameless" é justamente a evoluída que a banda deu ao aglutinar mais algumas influências musicais, mas ao mesmo tempo, sua sonoridade já bem conhecida não chega a mudar. Os arranjos estão bem cuidados, preenchendo as músicas, sem deixar espaços, mas ao mesmo tempo com uma dinâmica bem favorável e que não cansa o ouvinte. Mesmo porque a banda não usa músicas extremamente longas. Nada aqui excedeu os 5 minutos de duração, e quase todas as faixas são introduzidas por frases retiradas de filmes, deixando claro o conteúdo anarquista de suas letras ácidas. 

Melhores murros na cara: a abrasiva "Truth Hits Hard" (ótimo trabalho das guitarras, em riffs realmente gordurosos e cheios, e isso em uma música com boa diversidade de andamentos), a dura e bruta "Working Class Uprising" (o trabalho de baixo e bateria chega a saltar os olhos, dando uma dinâmica explosiva à canção), a empolgante "Education" (com muita referência ao BeatDown HC, e belo trabalho dos vocais), a rápida e furiosa "Wolfpack" (bateria e riffs impressionantes, em uma música com um impacto bem bruto), "Mothers of Justice" (outra que alterna momentos bem rápidos e outros mais lentos, com vocais vociferados com boa dicção e sem perder a força), e a totalmente bruta e bem cadenciada "Gas Diplomacy", e a raçuda e dura "The Privilege". Mas o disco inteiro é muito bom, coeso, e aporrinhação certa para ouvidos não iniciados.

O PAURA mostra mais uma vez sua força, e aproveitem que "Tameless" está disponível para a audição no Bandcamp deles.

Ah, sim: Bruno Viana (LEAD THE FIGHT), Fernando Viruz (SANTA MORTE), Flip (ZERO REAL MARGINAL/FIM DO SILÊNCIO), Helio Simões (INSTITUTION), King Rick (CLEARVIEW), Milton Aguiar (BAYSIDE KINGS), Rafael Camelo (INFECÇÃO RAIVOSA), Ricardo/Vinão (DO PROTESTO À RESISTÊNCIA), Rodolfo Araujo (MARCA DE HONRA), Rodrigo (OPONENTE), Thiago Monstrinho (WORST), Vitor Mercês (SÉTIMO ROUNDparticipam no vídeo de "The Privilege", embora não no CD. Uma turma da pesada do HxCxSxP.

"A Revolução começou... Mantenha as crianças a salvo"



Tracklist:

01. Truth Hits Hard
02. Working Class Uprising
03. Education  
04. N.W.A. (Never Walk Alone)
05. Wolfpack 
06. Do the Knowledge
07. Mothers of Justice
08. Gas Diplomacy 
09. Too Old to Die Young
10. The Privilege


Banda:

Fábio Prandini - Vocais
Rogério FR - Guitarras
Claudinei Ferreira - Guitarras
Paulo Demutti - Baixo
Fernando Schaefer - Bateria


Contatos:

Loja
The Ultimate Music - PR (Assessoria de Imprensa)

Miasthenia: banda lança vídeo para "13 Ahau Katún"




A banda de Black Metal MIASTHENIA, vinda do Distrito Federal, acaba de lançar o videoclipe oficial da música "13 Ahau Katún".

Assista:


 "13 Ahau Katún" é uma das do álbum "Legados do Inframundo", lançado em 2014 pela Misanthropic Records. 


O vídeo foi produzido e dirigido por Caio Duarte, do BroadBand Studio.

Atualmente, o grupo é formado por: 

Hécate - Vocais e teclados
Thormianak - Guitarras e baixo

V. Digger - Bateria

Mais notícias da banda e sua atual tour de divulgação de "Legado do Inframundo" podem ser conseguidas na página oficial da banda no Facebook.



Fonte: Miasthenia

Toxic Holocaust: Ingressos já estão à venda!




Pela primeira vez no Rio Grande do Sul um dos grandes nomes do Thrash Metal mundial, os americanos do TOXIC HOLOCAUST.

Graças a MAKBO Produções e Storm Festival teremos mais um grande show inédito no RS e na região do Vale dos Sinos, pois o evento será novamente na cidade de São Leopoldo/RS.

Fundado em 1999 pelo vocalista/guitarrista Joel Grind o TOXIC HOLOCAUST vem trilhando seu caminho sem se preocupar com modismos, mesmo tendo seu som calcado no Thrash, influências de Punk, Heavy Tradicional e até mesmo Black Metal são encontradas em sua sonoridade.

Nesses mais de quinze anos de história o grupo possuí cinco discos oficiais lançados, tirando os diversos EP’s, Demos e Splits.

E em 2013 o TOXIC HOLOCAUST lançou seu novo disco o poderoso “Chemistry of Consciousness” que gerou sua nova tour mundial, no qual teremos o prazer de ver no dia 08/10 em São Leopoldo na Sociedade Orpheu.

Os ingressos já estão disponíveis, e conta com uma promoção, além do valor estar super acessível, os 40 primeiros que postarem foto do ingresso na página do Storm Festival (fb.com/StormFestivalRS) ganharão uma T-shirt exclusiva da MAKBO (sendo uma camiseta por pessoa).

Saiba todas as informações do evento agora:



Pela primeira vez no RS TOXIC HOLOCAUST (EUA)


Bandas de abertura:

Decimator (POA)
Finally Doomsday (POA)

Local: Sociedade Orpheu (Rua Brasil, 506, São Leopoldo/RS)
Dia: 08/10/2014

19h - Abertura da casa
19:30h - Decimator
20:00h - Finally Doomsday
20:45h - Toxic Holocaust

Ingressos (À VENDA)

Pista (Estudante): R$ 20,00 - LIMITADOS
Pista (Inteira): R$ 40,00


Pontos de venda:



São Leopoldo:

INFLUX ENGLISH SCHOOL
São Joaquim, 323, Centro - Fone: 51 3037 5366 - Horário de atendimento: Segunda das 09:00 às 20:30h / Terça a Quinta das 09:00 às 22:00h / Sábado até às 15:00h.
Multisom Bourbon Shopping São Leopoldo


Porto Alegre:

Porto Alegre Muiltisom Praia de Belas
Porto Alegre Multisom (Barra Shopping Sul)
Porto Alegre Multisom (Shopping Iguatemi POA)
Porto Alegre Multisom (Bourbon Shopping Ipiranga)
Porto Alegre Multisom Palacio (Filial 12)
Aplace Artigos de Rock (Filial 1 Rua Voluntários da Pátria,294 loja 150 CENTRO SHOPPING)


Novo Hamburgo:

Multisom Bourbon Shopping
Multisom Novo hamburgo


Caxias do Sul:
Multisom (Centro Julio 1773)
Multisom (Dsitr. Industrial Loja - Shopping Igua temi - 333/334)
Multisom (São Pelegrino)


Gramado:
Multisom Gramado


* Sobre a venda na Multisom: Em muitos shows percebemos dificuldade do público para a compra, devido aos atendentes não conhecerem o artista ou evento. Então leve as informações e insista para que os mesmos procurem na maquina de vendas.