Banda acaba de anuncia longa turnê, que passará pelas principais casas de shows da Europa
A banda SHADOWSIDE, reconhecida como um dos principais nomes do metal brasileiro no exterior, é a próxima grande atração do concorrido videochat no portal da RedeTV!. O grupo formado por Dani Nolden (vocal), Raphael Mattos (guitarrista), Fabio Carito (baixo) e Fabio Buitvidas (bateria) concede entrevista, ao vivo, nesta terça-feira (04/12), a partir das 17h, ao jornalista Maurício Java, editor de cultura do telejornal Leitura Dinâmica.
Na ocasião, os músicos devem falar sobre diversos aspectos que envolvem a atual fase da carreira do grupo, a repercussão do álbum "Inner Monster Out" ao redor do mundo, além de curiosidades da vida na estrada. Os fãs interessados em participar deste bate-papo, que promete ser bastante descontraído, podem enviar suas perguntas através do link http://www.redetv.com.br/chat/lobby.aspx?1,117,975,RedeTVi-Entretenimento,RedeTVi-Entretenimento.
Recentemente, a SHADOWSIDE anunciou que fará uma longa série de apresentações ao lado de Helloween e Gamma Ray, visando promover o álbum aclamado 'Inner Monster Out' na Europa. A “Hellish Rock Tour Part II", até o momento, tem 37 datas confirmadas. A excursão começa no dia 28 de fevereiro de 2013 na Espanha, segue por Suíça, Itália, Grécia, Turquia, Bulgária, Romênia, Eslovênia, Hungria, Eslováquia, República Tcheca, Polônia, Finlândia, Noruega, Suécia, França, Bélgica, Inglaterra e termina em 21 de abril, na Alemanha. Esta será a mais extensa turnê internacional da carreira da banda. Eles se apresentarão nas principais casas de espetáculos do Velho Continente como o Olympia, em Paris.
Antes de cruzar o Atlântico, o quarteto tem oito shows, ainda este mês, na região Norte/Nordeste. Confira as datas abaixo:
08/12 - Arena Miraflores - Vitória da Conquista/BA
Steps Of Silence: Banda campeã do 3º Sementes do Rock
Festival
Foto: Edel Coradi
A banda avareense sagrou-se campeã de competição
realizada na cidade de Pardinho, interior do estado de São Paulo.
O evento aconteceu no dia 24 de novembro no Clube
Municipal e contou ainda com a presença das bandas Orpheus, Tormentors, Doser,
Skória, entre outros.
Lembrando que o debut ‘Hematomania’, acaba de ser
disponibilizado gratuitamente. O trabalho foi gravado no estúdio Genesis Hitech
sob a produção de Campos Jr, para a capa foi recrutado o renomado artista Jobert
Mello.
‘Hematomania’ pode ser baixado agora, gratuitamente, pelo
link:
Red
Front: Criado hotsite com a música ‘We Like The Bad Girls’
Foto: Rafael Bruner
Recentemente tendo anunciado a parceria com a Produtora
pornográfica XPlastic, que resultará em um videoclipe de teor proibido para
menores de 18 anos, o RED FRONT libera um hotsite com a música de trabalho ‘We
Like the Bad Girls’.
O videoclipe de “We Like the Bad Girls” é resultado da
parceria da banda com a produtora XPlastic, especializada em alt porn (só entre
se for maior de 18 anos): http://www.xplastic.com.br/
O novo clipe tem previsão de lançamento para o início de
2013.
Esta semana o RED FRONT estará em turnê pelo Uruguai ao
lado do RADICAL. O grupo fará uma mini-turnê com três shows, confira as datas:
Os bardos brasileiros não param! Depois do lançamento mundial
de ‘Raving Souls Society’ o LOTHLÖRYEN agora disponibiliza o videoclipe para a
música ‘When Madness Calls’.
Este é o segundo clipe retirado de seu mais recente
álbum, lançado este ano, e que vem colhendo menções de ser um dos melhores
lançamentos do ano.
A produção do vídeo ficou nas mãos de Bruno Nascimento da
BVid Produções e de Leonardo Godde, tecladista do grupo. Diferente do primeiro
clipe, ‘Face Your Insanity’, este teve duas locações: a primeira parte foi
gravada em um estúdio em Machado/MG, Neder Photo & Design. A segunda, nos
escritórios da faculdade Pitágoras, em Poços de Caldas/MG.
‘Raving Souls Society’ foi lançado no Brasil pela
Shinigami Records e mundialmente pela gravadora alemã Power Prog. No Brasil, o
disco pode ser encontrado para compra diretamente com a banda, no site da
Shinigami Records e nas melhores lojas especializadas.
No dia 03/12/2012, infelizmente, o Metal Carioca e Nacional perdeu um de seus maiores incentivadores: Fábio Costa, conhecido como Fábio Garage, fundador do Garage Art Cult, veio a falecer, aproximadamente às 14 horas.
Sua luta contra a diabetes e insuficiência renal, doenças que o atormentavam há anos, terminou, mas fica o legado de uma pessoa que abriu mão de muitas coisas, que inclusive teve problemas com sua família, por conta deste fator.
Mesmo doente e fragilizado, ele retomou seu trabalho de promoção da cena em 2011, produzindo eventos no Teatro Odisséia, na Lapa (RJ), onde passaram várias bandas conhecidas, como LACERATED & CARBONIZED, UNEARTHLY, STATIK MAJIK, PAINSIDE, APOKALYPTIC RAIDS, IMPACTO PROFANO, além de promover a volta do MYSTERIIS.
O homem sai da vida e entra para a história do underground nacional, e sem ele, bandas, sites e a cena carioca não existiriam. Nem mesmo o Metal Samsara existiria.
Sabemos que existem aqueles que não gostavam dele, ou mesmo desejavam-lhe males, mas neste momento, pedimos que seja respeitado a dor alheia dos que gostavam dele e o queriam bem.
A banda de Viking/Pagan Metal HULDRE acaba de soltar seu Debut, 'Intet Menneskebarn', de forma independente no Velho Mundo, e a acolhida ao álbum por parte da mídia especializada, em vários sites, como Metal Soundscapes, Folk Metal, Metalized, entre outros, tem sido a melhor possível, com notas altas.
A banda é um prato cheio para fãs de grupos como ENSIFERUM, KORPIKLAANI, ELUVEITIE e TYR.
Brandridt
Formação:
Nanna Barslev - Vocal Laura Emilie Beck - Violino Troels Dueholm Nørgaard - Flauta, sanfona de cordas Lasse Olufson - Guitarras Bjarne Kristiansen - Baixo Jacob Lund - Bateria
A cena de Metal na Espanha, apesar de legar bons nomes ao mundo como BARON ROJO, sempre esteve presa a algo mais caseiro, com poucas bandas despontando na cena mundial, ou então, faltava-lhes recursos para vôos mais alto, mesmo porque a maioria ainda era presa ao idioma nativo, o que dificultava sua penetração na cena mundial. E é justamente deste país, cuja cultura é semelhante à de Portugal, que vem o ótimo quinteto INCURSED, que após alguns um EP e um CD, chegam com seu segundo Full Length, o fantástico 'Fimbulwinter', bancado pela própria banda.
Sonoramente, o grupo foca suas forças no Viking Metal, só que com variações ótimas, em um som bem diversificado, em uma fusão onde vocais ríspidos contracenam com outros mais normais e com entonação Folk, riffs de guitarra fortes e variados, base rítmica baixo/bateria sólida e bem diversificada nos andamentos, mas sabendo dar coesão e peso ao trabalho da banda, e belos teclados sabendo daar aquela aura Pagan/Viking tão essencial ao estilo, bem como usar momentos neo-clássicos que encaixam como uma luva nas canções. Resultado da mistura: uma música vibrante, forte, empolgante e que é capaz de surpreender a todos os que a ouvem.
A produção sonora é algo de supreendente, pois soube dar clareza ao som, permitindo que cada instrumento fique extremamente claro, com seu devido volume e sem ficarem mutuamente embolados, especialmente nas incursões de violão. Mas mesmo assim, confere peso e força à banda, o mais importante, óbvio.
Quando o disco começa a tocar, aí meus caros, a coisa fica deveras séria!
Como dito, a banda desfila uma forma de Viking/Pagan Metal bem forte e agressiva, mas sabe compor de forma que as músicas fiquem diferenciadas umas das outras, mantendo o nível de cada uma alto, o que dificulta demais o encontro de destaques isolados, mas podemos nas primeiras ouvidas destacar a ótima 'Svolder’s Battle', com um trabalho de bateria fantástico, pois as conduções e andamentos estão bem trabalhados, com boa diversidade, e os teclados dão um toque de classe à música; a energética e ríspida 'Ginnungagap', com um andamento bem variado, mas com incursões de bumbos duplos velozes contapondo-se à um belo trabalho dos teclados, com riffs de guitarra gascinantes; a empolgante 'Jörmungandr', uma faixa essencial com ótimos riffs contagiantes e vocais muito bem encaixados (o contracanto de vocais rasgados e limpos é um dos pontos mais fortes da música), em uma faixa variada e bonita, mesmo sendo agressiva; a mais Folk 'Feisty Blood', onde justamente por ser instrumental, prioriza os teclados, se bem que o trabalho de guitarras e da base rítmica são surpreendentes; a gradiosa e pomposa 'Homeland', novamente com ótimos vocais e riffs que se ouve e ficam na cabeça por dias; 'Finnish Polkka', outra instrumental mais voltada ao Folk, e mais uma vez o teclado rouba a cena; e a longa e com clima de Idade Média 'Erik the Deaf', onde o lado Folk da banda vem à tona, em uma faixa longa e bem interessante. E após um período de silência, existe uma surpresinha escondida.
Um disco ótimo, que merece uma ouvida com muito carinho, pois pode ser que aquilo que busca está aqui, neste disco fenomenal.
Tem certos discos que realmente são capazes de nos surpreender das formas mais variadas!
O quarteto JACKDEVIL, de São Luiz do Maranhão, aposta em um Thrash Metal com influências da NWOBHM inglesa, e o que temos aqui é uma banda cheia de energia e com peso excessivo, que usa de uma fórmula já bem corriqueira, mas enfia na marra sua personalidade em sua música e pronto: uma música empolgante dos infernos!
Vocais ríspidos e fortes, beirando uma mistura de Lemmy com bandas de Hardcore europeu, riffs e solos de guitarra com boa técnica e feeling, baixo e bateria pesados, coesos e exibindo uma técnica muito acima da média, e o resultado é uma sonoridade forte e atualizada, que não soa datada ou cópia de quem quer que seja, mas soa bruta e com vida, e com melodias bem definidas e encaixadas com maestria.
A produção do EP ficou nas mãos da própria banda, e a sonoridade soa a perfeição, mantendo-se limpa e pesada na medida certinha, sem obsurecer os instrumentos e deixando cada detalhe mínimo audível sem maiores esforços, logo, esperem uma bela muquetada nos tímpanos.
O EP é composto de cinco faixas muito bem escolhidas, mantendo um nível de persona, agressivida e força constantes, mas óbvio que existem pontos altos como a forte e empolgante 'Thrash or Die', um lema oitentista que serve como referência à uma música forte e com andamento moderado e pesado, com ótimo refrão e mostrando um trabalho forte de guitarras e baixo (este mostrando uma técnica ótima); já em 'Violent Invasion', temos algo bem puxado para o Thrash novaiorquino dos anos 80, mais focado no peso e na técnica, deixando a velocidade (que aparece moderada em alguns momentos), em uma fixa empolgante, com ótimos vocais e backings; a destruidora de pescoço e paredes frágeis 'Under the Metal Command', com riffs intensos e bem empolgantes, daquelas faixas que causam rodas de pogo e stage dives insanos em um show ao vivo, com excelentes riffs e bateria pesada o tempo todo, mantendo o andamento pesado e coeso; em 'Road to Hell', vemos riffs focados no peso e com boa técnica, em uma faixa bem coesa e pesada; fechando, 'The Chaos Never Stops', uma faixa técnica, e que apesar de toda a agressividade, a força do Metal Tradicional surge, com variações de andamentos fortes e grande presença dos vocais, bem como das guitarras com riffs sólidos e fortes.
Promissor é pouco para descrever o trabalho dos rapazes, e este EP é uma amostra do que está por vir. E que, aliás, pode ser baixado aqui, de graça.
Thrashers gregos com vontade e garra para fazer um som que, se por um lado é voltado para as características oitentistas da coisa, se expondo a soar datado, tem energia e empolgação enormes, virtudes à mostra neste EP, 'Liar Priest', que acaba de ser lançado de forma independente pelo quinteto ateniense ENDLESS RECOVERY.
Vocais normais bem intensos e agressivos, uma dupla de guitarras esforçada em bases e solos bem arranjados, baixo e bateria mais preocupados em soarem pesados e coesos do que em exibições técnicas auto-indulgentes, e assim, a música da banda soa um pouco datada, pois segue o modelo do Thrash praticado nos anos 80, com muito de SLAYER e DESTRUCTION em seu som, mas apesar disso, tem uma energia e garra tão evidentes e pessoais que fazem deste EP um disco muito bom.
Tendo sido gravado no Home Studio da banda por Grigoris Serelis ( que é ex-guitarrista da banda), e com mixagem e masterização de Nikos “Avenger” Papakostas no Entasis Studio, a gravação não é nenhum primor de qualidade, sendo bastante voltada inclusive aos anos 80, o que é uma pena, pois o trabalho do quinteto é muito bom. Mas se, ao mesmo tempo, lembrarmos que discos independentes, em geral, são custeados pelas próprias bandas, e que a Europa está em meio a uma crise econômica extrema, e a Grécia é um dos países mais afetados, teremos que tirar o chapéu para a banda, pois fazer um trabalho digno em meio a tantos problemas é um trabalho digno de Hércules.
A rigor, temos uma intro, 3 faixas autorais e uma versão, e a banda mantém um som coeso, pesado, forte e com bastante energia, um pouco prejudicado pela gravação abafada, mas é possível ver que eles tem todo potencial para se tornarem um nome forte na cena européia, como podemos ouvir em faixas como a forte e cativante 'Power of Hate', com bom trabalho da cozinha baixo-bateria; e na mais técnica 'Handicapped Corpse', com um jeitão bem KREATOR da fase inicial; e a ótima versão para 'Black Magic' do SLAYER, que se manteve fiel à sonoridade original, mas ao mesmo tempo, nos é permitido ver que a banda soprou vida na canção, tornado-a bem pessoal.
É uma ótima promessa das terras atenienses, e que esperamos ansiosos por seu primeiro Full Length, que deverá ser lançado no próximo ano.
Banda está de volta ao país para aguardada apresentação
Após produzir as inesquecíveis apresentações das bandas Megadeth (Via Funchal) e Europe (A Seringueira), considerado dois dos melhores shows deste ano no país, a Rádio & TV Corsário anuncia sua primeira atração para 2013. A produtora confirmou o retorno dos mestres do metal progressivo norte-americano, o SYMPHONY X. O show está agendado para o próximo dia 12 de abril, no Carioca Club, em São Paulo.
Os ingressos para a performance na capital paulistana de Russell Allen (vocal), Michael Romeo (guitarra), Michael Pinnella (teclado), Michael LePond (baixo) e Jason Rullo (bateria) já estão à venda no site da Ticket Brasil. Os bilhetes custam de R$ 90,00 à R$ 280,00.
As datas da excursão pela América do Sul são as seguintes:
11/04 - Teatro Colegiales - Buenos Aires, Argentina
Neste momento, o Symphony X segue a turnê promocional do álbum, "Iconoclast", considerado pela imprensa internacional uma espécie de “Black Album” do prog metal. Este trabalho vendeu mais de 7.000 cópias nos Estados Unidos em sua primeira semana de lançamento e estreou na 76ª posição na parada da Billboard 200. O disco foi lançado mundialmente via Nuclear Blast Records.
É bom que alguns modistas metidos a zumbis ou à banda de Death Metal não lerem esta resenha, pois aqui o papo é reto, duro, nu e cru: este quinteto de zumbis não veio da Zombie Walk ou de filmes wannabe de horror atuais, mas dos túmulos abertos e fedorentos dos cemitérios de Joinville (SC). E de lá, se ergueram os cinco mortos-vivos mais loucos e extremos do Metal, o ZOMBIE COOKBOOK, que após dois Singles, resolveram soltar um Full Length com cheiro e jeito de cemitério, o fantástico arrasador de tímpanos 'Outside the Grave'.
Musicalmente, a banda aposta em um Death/Grindcore duro e cru de pingar sangue, longe de ser simplista, mostrando uma técnica boa, com vocais para lá de insanos, alternando entre vozes esganiçadas e berros guturais, riffs de guitarra maciços e bem estruturados, solos ensandecidos, e uma cozinha baixo/bateria com boa técnica, mas especializada em peso e em torturar ouvidos incautos e não iniciados, e usam de velhos filmes de horror B e revistas em quadrinhos como 'Tales from the Crypty' como referência para suas letras doentias. Ou seja, o remédio perfeito para lidar com vizinhos fãs de axé, funk e gospel, testemunhas de jeová chatos, fãs da saga 'Crepúsculo' e outros tipos de incômodos gerados pela sociedade moderna.
Tendo produção, mixagem e masterização feitas em conjunto por Felipe Lisciel e pelo próprio quinteto, temos algo limpo e bem feito, deixando o som da banda coeso e forte o tempo todo, bem como mantendo aqueles pequenos detalhes das músicas bem evidentes, ou seja, nada escondido. A parte gráfica, que por si só já mereceria uma resenha à parte, é uma obra-prima do bom gosto Trash, com um uma HQ bem legal enfocando a banda, lembrando um pouco os áureos tempos das publicações de horror brasileiro do início dos anos 80 (que eram capazes de manter muito fã de Death e Black Metal acordados durante a noite, com medo), fora o encarte de ótimo gosto, tudo em uma arte brilhante feita por Charles da Silva.
Sonoramente, o quinteto se mantém em ótima forma por todo o CD, mantendo-se fiel à sua proposta e segurando o nível alto das músicas, dando ênfase ao clima insano e sombrio, e temos destaques óbvio em faixas como a 'Feasting Humans at Dusk', onde baixo e bateria estão fantástiscos, em uma onde a tônica é a esporreira sonora para todos os lados; a extrema 'I Sell the Dead', com ótimas variações vocais e grandes riffs; a esporrenta 'Boneyard', uma versão personalizada de uma antiga canção do falecido (sem trocadilhos, por favor) IMPETIGO, que de tão empolgante, é capaz de fazer zumbis de verdade saírem do cemitério (agora, com trocadilhos, por favor); 'I Drink your Blood', outra faixa extremamente empolgante, novamente com destaque para a bateria, e que vai gerar muita roda de pogo em shows, com toda certeza; 'I Eat your Skin', com um andamento moderado e urros insanos, bem como com o baixo fazendo um ótimo trabalho; a versão para 'Feast of the Undead', do BLOOD FREAK, que ficou muito boa, com gritos estrangulados e ótimos riffs; a carnificina Grindcore 'V.O.D.U.N.'; a intensa 'Harvest of the Damn'; e o assassinato 'Fellows in Sadism'.
E assim, em SC, jazia um bando de cadáveres, que agora está fora do túmulo a fazer uma música ótima de de bom gosto.
Depois disso tudo, um aviso de amigo: se não tiverem este CD em casa, além do arrependimento, saiba que irão ouvir gemidos estranhos durante a noite...
I Eat your Skin
Tracklist:
01. Feasting Humans at Dusk
02. I Sell the Dead
03. Midnight Hunger
04. Boneyard
05. I Drink your Blood
06. I Eat your Skin
07. Creepy Freak
08. Feast of the Undead
09. V.O.D.U.N. (Vile Odor Of Decomposing Unborn Necropolis)
Até algum tempo atrás, acreditava-se que a cena de Prog Metal mundial estivesse morta, já que por volta da primeira metade da década passada, o estilo foi tão exposto, o número de bandas que apareceram foi tão grande, que logo estava desgastado e sem muita perspectiva de futuro. Mas justamente no Brasil, o estilo sofreu mutações e se reforçou para continuar. Mas mesmo assim, ainda existem bandas que buscam fazer aquela velha linha, sem se preocupar com tendências ou inovações. E o LINCE, de Santa Catarina, mostra isso em seu Debut, 'Zero'.
A banda usa aquela velha fórmula do Prog, ou seja, técnica em todos os momentos, só que mantendo peso e elegância, embora o quinteto use e abuse de elementos de fora do estilo, com momentos de Jazz e Fusion, e alguma coisinha de MPB e Bossa Nova (que em si, já é um jeito jazzístico de se tocar música brasileira), logo, a fórmula que a priori não é a mais original do mundo, ganha um diversidade musical maior e força, mas ao mesmo tempo é coesa e com peso moderado.
A produção sonora, feita por Adair Daufembach em conjunto com o quinteto, ficou bem limpa e faz com que cada um dos instrumentos fique perfeitamente audível, ou seja, cada nuance sonora da banda está bem evidente, ou seja, é um ponto positivo. A produção visual do CD é legal, em um belo Digipack, sendo um bom complemento para a música da banda.
Quando o CD começa a rolar, fica claro e evidente que a banda é bem homogênea em matéria de talento musical, embora Alírio Netto, vocalista, se destaque bastante durante todo o CD, mostrando ter uma ótima voz e um talento enorme, mas não que o quinteto viva apenas disso, muito pelo contrário. Basta ouvir a instigante 'On the Move' (que tem ótimo trabalho de teclados e bateria), 'Frenzy' (carregada de elementos jazzísticos, embora mantenha o peso nas guitarras), a bela 'Natural' (com belos violão no melhor estilo da Bossa Nova), a complexa 'Empire' (ótimo trabalho de baixo e bateria, sem contar que os vocais mostram força e suavidade incríveis), e a forte e pesada 'Sell', e verão o que queremos dizer.
Um bom trabalho, mas a banda pode render bem mais que isso, logo, o futuro é promissor.