10 de dez. de 2016

ÓDIO AO EXTREMO – Animal (Álbum)


2016
Nacional


Tracklist:

1. Kaos
2. Atentado Terrorista
3. Animal
4. Descartável
5. H’odeio
6. Palhaçada Generalizada
7. Merda
8. Na Real
9. Inverno Nuclear
10. Futuro do Brasil
11. Não!
12. Palestina
13. Nóia


Banda:


João Mário - Vocais
Samuel - Guitarras
Stênio - Baixo
Hauny - Batera


Contatos:



Nota:

Originalidade: 8
Composição: 10
Produção: 9

9/10

Eis que o Gueto Hardcore/Metal tão tradicional do Brasil mostra seu valor mais uma vez, com mais um nome de peso mostrando as garras e com muito sangue nos olhos: ÓDIO AO EXTREMO, um quarteto insano vindo de Lavras (MG), e que chega destilando sua música em “Animal”, seu primeiro álbum.

Em pouco mais de 41 minutos de duração, o grupo mostra a que vem: uma forma insana e agressiva de Crossover à lá R.D.P. e D.R.I. antigos, de sem frescura. Óbvio que existem momentos mais trabalhados, mas em geral, o grupo não quer saber, e vomita sua insatisfação com letras em português. E o mais importante: mesmo sem ser a intenção de o quarteto criar nada de novo, em “Animal”, se percebe que eles tem personalidade, e muito!

A sonoridade é ótima, mais uma produção muito bem feita por Celo Oliveira (que cuidado de gravação, mixagem e masterização), já que “Animal” foi gravado nos Coléra estúdio, no RJ. O equilíbrio entre peso, agressividade e clareza está em um nível mais que satisfatório.

E, além disso, a arte gráfica de Marcus Lorenzet (da Artspell) ficou ótima, com uma capa cuja mensagem é clara: a animalização do ramo humano, que vem ocorrendo nas últimas décadas.

Com a média de duração de pouco mais de dois minutos, cada uma das 12 faixas de “Animal” é muito bem feita, sem perder aquele acento despojado com um jeitão de “fodam-se” tão necessário ao gênero em que o quarteto milita. Mas isso não quer dizer que não houve um cuidado estético com os arranjos.

E é bom se preparem, pois a porradaria é insana, especialmente em faixas como a veloz “Atentado Terrorista” (com excelentes riffs de guitarra, bem simples, mas com uma energia absurda), a abusivamente pesada e bem feita “Animal” (com o ritmo um pouco mais lento, permitindo que a agressividade salte os olhos, especialmente pelos vocais bem rasgados), o ritmo abrasivo e contagiante de “Descartável” (com aquela pegada HC mais Old School), a variada “H’odeio” (um protesto contra a covardia praticada contra animais em rodeios, e é uma faixa ótima, com baixo e bateria mostrando um controle rítmico incrível), a bruta e icônica “Merda”, a grudenta e destruidora de pescoços  “Futuro do Brasil”, e a insanidade HC de “Palestina” e “Nóia” vão grudar nos ouvidos de tal forma que vai sair por aí e pegar o primeiro babaca puxa-sacos ou metido à vaqueiro de porrada. E sim, essas podem ser consideradas as melhores canções do disco, se é que se pode achar melhores momento num disco tão bom!

Massacre total, sem dó dos ouvidos!

Sejam bem vindos!

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia

EDUARDO LIRA – The First Concept Project (Álbum)


2016
Nacional


Tracklist:

1. The Edge – Introitus
2. The Edge Part 2 – A Path to Enlightenment
3. Sunrise
4. Catharsis
5. Enjoyment
6. Requiem for a Dream
7. Kaleidoscope
8. Imaginarium
9. Intention Divine
10. Raining Day


Banda:


Eduardo Lira – Guitarras
Felipe Andreoli, Joabe Meireles, Andria Busic, David Cid, Vinícius dos Anjos, Eduardo Lira – Baixo 
Samuel Costa, Rodrigo Boechat – Teclados 
Alexandre Oliveira, David Cid, Eduardo Lira – Bateria 


Contatos:



Nota:

Originalidade: 8
Composição: 9
Produção: 8

8/10


Nos dias de hoje, pensar em discos instrumentais é quase sempre sinônimo de pensar em aulas de instrumentos musicais, especialmente quando falamos em guitarras. Isso ocorre devido às overdoses sucessivas de discos orientados para guitarra, sem vocais, e onde exclusivamente elas são o foco, suprimindo completamente os outros instrumentos musicais. Mas de uns tempos para cá, bons trabalhos assim tem surgido, onde baixo, bateria e teclados também mostram boa técnica, ou seja, o guitarrista se esforça para compor temas, não solos mirabolantes. E um dos melhores trabalhos feitos no Brasil do tipo é do guitarrista carioca EDUARDO LIRA, que em seu primeiro disco, “The First Concept Project”, não vem para massagear o próprio ego, mas nos conceder músicas incríveis, do mais alto nível.

Óbvio que no disco, se percebe que ele possui uma ótima técnica nas seis cordas, mas ao mesmo tempo, busca dar ênfase no seu lado mais compositor, se permitindo manter um ótimo nível técnico e musical ao mesmo tempo, onde a técnica é consequência da música, e não uma motivação. Os fraseados e riffs de Eduardo são muito próximos ao ecleticismo do Jazz Fusion, mas com uma boa dose de Rock e Metal. E, além disso, com o nível dos convidados que temos no baixo, fica clara a proposta musical do CD: criar música de alto nível, e para todos.

Produzido por Eduardo Lira, Alexandre Oliveira e David Cid (este fazendo a mixagem e masterização do álbum), “The Firts Concept Project” tem uma sonoridade equilibrada e bem feita. É polido e limpo na medida certa, mas ao mesmo tempo, quando precisa de peso, ele se faz presente. E o design gráfico de Gustavo Sazes ficou muito bom, casando muito bem com as idéias musicais do álbum.

O disco é todo bom e sedutor aos nossos sentidos, mas é impossível não destacar a emocionante “The Edge Part 2 – A Path to Enlightenment” (pegada pesada, andamento moderado, e os fraseados de guitarra nos agarram pelos ouvidos), a forte e pesada “Catharsis”, a sensível e envolvente “Enjoyment” (que lindas guitarras, sem mencionar que baixo e teclados fazem um trabalho perfeito), a debulhada de baixo e peso da bateria em “Kaleidoscope” (existem até alguns toques de estilos fora do Rock em alguns momentos), a diversidade pesada de arranjos de “Intention Divine”, e a beleza introspectiva de “Raining Day” (belíssimos acordes de piano).

Esperemos que “The Firts Concept Project” seja o primeiro de muitos discos de Eduardo!

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia

INNER CALL - Inner Call (Álbum)


2016
Nacional

Tracklist:

1. Intro/The Dark Ages
2. Ride from Hell
3. Reasons
4. Inner Call
5. The Payment
6. Living in the War
7. Bad Minds
8. I’m Back (This is Rock’n’Roll)


Banda:


Fábio Lima - Vocais
Rafael Pereira - Guitarras
Renato Passero - Guitarras
Regis Farina - Baixo
Luiz Omar - Bateria


Contatos:

MS Metal Agency Brasil (Assessoria de Imprensa)


Nota:

Originalidade: 6
Composição: 9
Produção: 7

7/10


O Metal tradicional que é feito no Brasil tem várias trincheiras, já que as vertentes são inúmeras. E como é bom ouvir o trabalho do quinteto INNER CALL, vindo de Salvador (BA), mostrando força em “Inner Call”, seu primeiro trabalho, lançado pela MS Metal Records.

Antes de tudo, é bom que se ressalte que não há nada de novo no trabalho do quinteto. O Heavy Metal tradicional feito pela banda, com forte dose de peso, melodias bem sacada e uma boa dose de agressividade é feito há anos. A diferença é que o grupo consegue, no meio de uma inundação de clones que infesta o cenário mundial, ter personalidade própria. Sim, o som do quinteto tem a pegada deles, o jeito deles. E é ótimo, digamos de passagem.

Produzido por Pablo Nechi e pelo próprio quinteto, “Inner Call” tem uma aura um pouco crua demais para o estilo deles, mas mesmo assim, não está ruim. É pesado, conseguimos entender o que a banda está tocando, os timbres dos instrumentos e voz são bons. A sonoridade só poderia ser um pouquinho mais limpa, apenas isso.

Matheus Silva criou uma arte gráfica ótima, usando o design concebido pelo bateria Luiz Omar. Está muito bom, e faz um paralelo interessante entre as canções e letras do grupo.

Sem exagerar na técnica ou pôr melodias excessivas, e sem querer encher o disco com firulas, a banda acerta a mão nas composições. É jogo ganho, onde eles sabem administrar bem o resultado, especialmente porque o talento individual de cada um contribui para que as canções sejam de primeira.

Melhores momentos: o peso vivo e envolvente de “The Dark Ages” (que apresenta um trabalho interessante de baixo e bateria); as melodias envolventes das linhas de guitarra e vocais apresentadas em “Ride from Hell”; as lindas linhas melódicas de “Reasons” (onde a introspecção é o diferencial em muitos momentos, e os vocais se mostram bem); a longa e envolvente “Inner Call” e seu refrão ganchudo (e alguns momentos à lá Steve Harris do baixo); a agressiva “Bad Minds”, onde a bateria se destaca bastante; e a ganchuda e cheia de energia “I’m Back (This is Rock’n’Roll)”.

A banda ainda pode render bem mais, com uma gravação melhor e algumas melhorias em termos de técnica musical (o vocal é muito bom e tem uma voz legal, mas pode melhorar ainda mais). Mas o INNER CALL já se mostra uma banda muito boa!


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia

OUTMASK - A Kind of Being (Álbum)


2016
Nacional


Tracklist:

1. Awakening
2. Contact
3. Blindness
4. Numb
5. Wilting
6. Unformed
7. Divinity
8. Reset


Banda:



Enaldo de Paula “Ed Paul” – Vocais 
Daniel Faria – Guitarra 
Marcel Freitas – Baixo
Omar de Paula – Teclados
Diego Vieira – Bateria


Contatos:

MS Metal Agency Brasil (Assessoria de Imprensa)


Nota:

Originalidade: 7
Composição: 9
Produção: 6

7/10

Fazer o chamado Metal Progressivo no Brasil, muitas vezes, é algo ingrato. Até demais, para ser realista. As dificuldades técnicas e financeiras no país (especialmente no momento conturbado que economia, política e ética estão em crise, e um oceano de lodo obscurece o futuro da nação), a raiz voltada ao Metal extremo de nosso cenário (embora a maioria dos fãs de Metal entrem nessa vida por bandas de som mais acessível), e mesmo o descaso de muitos com as bandas daqui. Mas isso não impede que as bandas tupiniquins criem seus trabalhos musicais, alguns bons, outros excelentes, e outros nem tanto.

Logo, temos em mãos o primeiro álbum do grupo sergipano OUTMASK, chamado “A Kind of Being”, onde se percebe uma veia de Metal Progressivo, embora existam elementos diferenciados. 

A música do grupo apresenta suas complexidades, embora evite ser algo enfadonho ou cansativo para os fãs. A banda usa uma aproximação mais pesada do gênero, mais próxima ao Metal tradicional, e com um nível técnico muito bem. A banda, tecnicamente é ótima, suas composições ótimas.

A produção é onde a coisa complica. 

Ela ficou seca e crua demais para o gênero, e nem sempre os timbres escolhidos ajudam (especialmente quando se trata das guitarras e da bateria). Óbvio que não está uma perda total, mas poderia ser bem melhor, com uma sonoridade um pouco mais limpa, elegante e pesada.

Christian e Vivian Dutra fizeram um trabalho gráfico muito bom, que realmente ficou belo na simplicidade, que tem aquela sincronia com o trabalho lírico do grupo.

Musicalmente, o OUTMASK faz um trabalho de primeira, verdade seja dita. Embora não seja algo original, é bem pessoal, e vale por cada uma de suas canções, sendo os destaques: a longa e variada “Awakening” (bem técnica e pesada, cheia de mudanças de ritmo, tendo ainda um ótimo trabalho de guitarras e teclados); a exibição de gala jazzística do baixo e bateria em “Contact” (cheia de um clima “noir” envolvente, e um toque de melodia a mais que é delicioso de ser ouvido), a acessível e contagiante “Numb”; o peso heavyssívo de “Wilting”; e o bom trabalho dos vocais na variada e envolvente “Divinity”.

Está bom, mas podem melhorar. A dica é, realmente, a busca por uma qualidade sonora à altura do que a banda faz (muito bem) instrumentalmente.

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia

CROMATHIA - Another Day of Torment (Álbum)


2016
Nacional

Tracklist:

1. Another Day of Torment
2. Rise of a New Age
3. Burning Like 1000 Suns
4. Noble Thief
5. Strong Empire
6. Souls of Purgatory
7. Supremacy Never Dies
8. Obscure Desire
9. Convincing Pain
10. Burning Like 1000 Suns 


Banda:


Max Vorax - Vocais
Marco Bueno - Guitarras
Osmar Boreu - Guitarras
João Vitor - Baixo
Thiago Mussi - Bateria


Contatos:



Nota:

Originalidade: 7
Composição: 10
Produção: 8

8/10


O Sul do Brasil tem uma cena extremamente fértil, com bandas e mais bandas surgindo e se lançando em busca do seu lugar ao sol, algo difícil em termos de Metal na atualidade (não só no Brasil, diga-se de passagem). Mas na cara e na coragem, as bandas encaram o desafio, mostrando os dentes e com sangue nos olhos. E esse é o caso do CROMATHIA, quinteto de Curitiba (Paraná), que após alguns anos de labuta no underground curitibano, chega com seu primeiro álbum, “Another Day of Tormnent”, lançado pela parceria entre a Eternal Hatred Records e a Voice Music.

O quinteto faz o que poderíamos chamar de Death Metal tradicional, bruto, pesado e muito agressivo, mas sempre com muito boa técnica instrumental, bastante inspirada na escola europeia do gênero, em especial a sueca. Há alguns toques de Death/Black e mesmo de Thrash Metal em alguns momentos, e a banda realmente conseguiu criar algo de quebrar pescoços, com uma música envolvente em todos os momentos.

Preparem para os pescoços!

A produção sonora é de primeira. A mixagem é da banda em conjunto com Maiko Thomé Araújo (que também masterizou o disco), e souberam deixar a sonoridade suja e crua na medida certa. Mas ao mesmo tempo, a clareza é absurda, pois cada arranjo pode ser ouvido sem dificuldades, e os timbres instrumentais foram bem escolhidos. 

O trabalho em termos de arte gráfica é de Carlos Fides da Artside, e ficou ótima, criando uma ponte entre o passado e o presente do Death Metal, e se enquadrando perfeitamente no que a banda expõe em suas letras.

Urros guturais entremeado com vocais esganiçados, riffs de guitarra brutais (e solos feitos com boa dose de harmonia), baixo e bateria estão sólidos na base rítmica e com boa técnica, o trabalho do grupo é ótimo, e mesmo algumas melodias bem subjetivas aparecem vez por outra (como ouvido em “Strong Empire”). Ou seja, a banda é bem madura, sabendo o que deseja fazer de sua música, fazendo de “Another Day of Torment” um ótimo trabalho!

Embora seja bem homogêneo, podemos destacar as seguintes músicas como referências para as primeiras audições do disco: a sinuosa e bem arranjada “Rise of a New Age” (reparem como baixo e bateria possuem uma boa técnica, permitindo que guitarras e vocais se mostrem muito bem); a brutal e trabalhada “Burning Like 1000 Suns” (que rifferama dos infernos, uma aula de como se tocar Death Metal); a refreada e opressiva “Noble Thief” (os vocais estão muito bem, se encaixando perfeitamente na diversidade de arranjos da canção); a criativa e ríspida “Souls of Purgatory” (aqui fica clara a noção de escolas mais modernas em termos de Death Metal, graças ao alinhavo um pouco mais melodioso sob toda a brutalidade musical do quinteto); e a raçuda “Convincing Pain” (onde se percebe alguns leves toques de Thrash Metal nas estruturas dos riffs, mais um peso absurdo de baixo e bateria). E de bônus, temos “Burning Like 1000 Suns”, em uma versão que possui algumas orquestrações muito interessantes e pontuais.

Uma excelente banda, mas que tende a ser cada vez melhor. Mas por agora, “Another Day of Torment” é uma excelente pedida!

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia

8 de dez. de 2016

DUST COMMANDO: vídeo com a nova formação disponível



Em seu mais recente show no dia 29/10 em Canoas na 6° edição do União Extrema Fest, o DUST COMMANDO apresentou sua nova formação, onde Thiago Rabuske passou a assumir somente os vocais e os graves ficando agora sob o comando de Gabriel Garcia.

E você confere a nova formação em ação no vídeo a seguir:


Aproveite também e confira o novo videoclipe do DUST COMMANDO:


Links Relacionados:


SODOM - Decision Day (Álbum)


2016
Nacional


Tracklist:

1. In Retribution
2. Rolling Thunder
3. Decision Day
4. Caligula
5. Who is God?
6. Strange Lost World
7. Vaginal Born Evil
8. Belligerence
9. Blood Lions
10. Sacred Warpath
11. Refused to Die


Banda:


Tom Angelripper - Vocais, baixo
Bernemann - Guitarras
Makka - Bateria, percussão


Contatos:



Nota:

Originalidade: 9
Composição: 10
Produção: 10

10/10


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Certas bandas são tão importantes que acabam vivendo à sombra de seu passado por anos e anos. Se um disco fraco é lançado, as comparações com o passado são imediatas; se é um disco bom, outro tipo de comparação logo surge. Ou seja, basicamente toda banda que seja reconhecida tem que conviver com isso, mesmo quando algumas são feitas de forma completamente errônea, baseada em achismos. E o SODOM, por sua importância para a consolidação de vários gêneros no Metal, sempre tem que se virar com isso. Mas acho que alguns fãs terão que engolir “Decision Day”, disco mais recente da banda (lançado no Brasil pela Shinigami Records) nem que seja na marra!

Talvez “Decision Day” seja o melhor disco da banda desde o encerramento da dita fase áurea do grupo, já que é uma pedrada Thrash Metal agressiva e bruta como só o trio sabe fazer, sempre bem trabalhada e com boas linhas melódicas. Tom está cantando muito bem, usando uma boa diversidade de timbres (que vão do urrado tão característico dele aos normais quando necessário), fora seu baixo estar firme na marcação; Bernemann está fantástico com seus riffs rasgados e agressivos, e seus solos bem feitos; e Makka, que está na banda desde 2010, mostra uma técnica apurada e pegada bem pesada. Ou seja, o entrosamento deles reflete na rispidez e bom gosto por todo o álbum.

Trocando em miúdos: “Decision Day” é um discão, digno de palmas!

Usando da experiência da banda, o produtor Cornelius Rambadt soube dar uma sonoridade compacta, pesada, agressiva e bem feita às músicas. Pelo que consta em entrevistas (como a da Roadie Crew 214), o disco foi gravado de forma analógica, sem triggers na bateria, com microfones e amplificadores, o que dá esse com orgânico e sujo, mas a masterização de Dennis Koehne consegue deixar a sonoridade forte e adaptada aos recursos modernos de reprodução dos dias de hoje. 

O passado encontra o presente...

A arte de Joe Petagno (sim, o mesmo que fez artes para MOTORHEAD e KRISIUN, entre outros) nos brinda com uma visão modernizada e selvagem de Knarrenheinz, velho mascote da banda e tão conhecido de seus fãs. E foi pintada, não foi feita em computador! E o layout e design de Jens Reinold ficaram ótimos. E tudo isso numa apresentação em um Digipack de três abas!

Tanto esforço resulta em um dos grandes discos de Thrash Metal de 2016, pois se a banda teve tanto suporte em termos de áudio e visual, eles fizeram música que são excelentes, sem exageros, mas muito bem arranjadas. É o bom e velho estilo do SODOM, apenas com toques pessoais de cada integrante.

É impossível não se apaixonar por canções como a raçuda e ganchuda “In Retribution” seus riffs velozes e aquela levada Thrash à moda antiga (mas com algumas mudanças de ritmo ótimas); ou a brutalidade rítmica opressiva do rolo compressor chamado “Rolling Thunder” (a velocidade dos tempos é reduzida, dando aquele toque azedo e opressivo que a banda sempre tem, e temos um trabalho de primeira de baixo e bateria); oo ritual de guerra marcante chamado “Decision Day” (ótimos backing vocals, o vocal de Tom se destaca bastante sobre uma colcha instrumental perfeita, especialmente pelas guitarras precisas de Bernemann). Mas esperem que tem mais, pois ainda existem granadas musicais excelentes como a uptempo brutal “Who is God?”, a azeda e cadenciada “Strange Lost World” (belos vocais urrados, e a bateria de Makka está perfeita), a porradaria sem limites e rápida de “Vaginal Born Evil”, a bruta e explosiva “Blood Lions” (que guitarras!), e a envolvente agressividade mostrada em “Sacred Warpath”. Mas não jogue faixa alguma fora, pois todas tem seu valor, seu jeito bruto e grudento de ser.

Isso é o Thrash Metal germânico que muitos tentam imitar, mas que ninguém consegue!

Isso é o SODOM!

Ansioso para ouvir esse disco ao vivo!



HEAVENLESS: banda é convidada do programa Insana Harmonia Grava


Sexta-feira, dia 9 de dezembro, o Insana Harmonia Grava traz como convidada a banda Heavenless. O programa é transmitido do Gravastudio e é produzido pelo site Arena Metal (PE). 

Em Pernambuco, você poderá assistir UHF através do Canal 46 (Recife e Região Metropolitana) e, em Caruaru, pelo Canal 12. Outras localidades poderão acessar o link http://tvpe.tv.br/ e conferir a programação.

Os potiguares apresentarão aos telespectadores da TV Pernambuco, músicas ao vivo de seu primeiro álbum chamado, “Whocantbenamed”, que contém nove faixas. O Trio mossoroense de Death/Thrash Metal falará também sobre a produção do disco, composições e ideia das letras, dentre outras coisas.

Com previsão de lançamento para janeiro de 2017, o CD já transita nas mãos de muitos fãs pela antecipação das vendas. O produto pode ser encontrado nas lojas Rising Records e Skayp Alternativa e pelo e-mail whocantbenamed@gmail.com. 

Kalyl Lamarck (vocal e baixo), Vinicius Martins (guitarra) e Vicente Andrade (bateria) já se apresentaram em outros programas, como no Comando Metal da Rádio Princesa do Vale AM, do Rio Grande do Norte. 

A HEAVENLESS também integrará o nono volume da Coletânea Roadie Metal, assim como participará da versão pioneira em DVD da mesma compilação. 

Além desses projetos, o trio está com agenda aberta para o fechamento de sua primeira turnê em 2017 que abrange todo Brasil e países vizinhos.

Contato: (84) 98828.4400

Links relacionados:


Fonte: Roadie Metal

SCELERATA: camiseta celebrando 15 anos de banda está disponível para venda



A estampa comemorativa dos 15 anos de carreira de um dos nomes mais queridos do Power Metal já está disponível.

Estamos falando do gaúcho SCELERATA, formação que vem desde 2002 representando o nome do Brasil mundo afora e que já começou a celebrar mais esse marco em sua carreira.

A bela arte ficou a cargo dos artistas visuais Ricardo Fonseca (arte) e Dreyfus Soler (cor) do estúdio Canhotórium Arte Aplicada. A camiseta – em todos os tamanhos – já está disponível para venda diretamente com a banda pelo Facebook e e-mail.


Claro que este é só o começo das celebrações dos 15 anos, para o próximo ano muitas novidades e coisas boas estão sendo preparadas!

Para “entrar no clima”, o SCELERATA lançou uma série de vídeos ao vivo, não deixe de conferir:

‘Spirits Looking For…’:



‘In My Blood’:



‘The Sniper’:




Sites relacionados:

Fonte: Metal Media

ON FIRE AGENCY: encerrada temporada europeia de 2016, confira novidades


Após uma temporada de três meses na Europa trabalhando como manager para as bandas Surra, Torture Squad e Spectrus, a ON FIRE AGENCY e seu mentor Alexandre “Xandão” Brito, encerram o ano.

As turnês, todas de muito sucesso, avassalaram o Velho continente passando por Portugal, Espanha, França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Polônia e República Tcheca.

A agenda para 2017 já está aberta. Bandas interessadas em tocar na Europa no ano que vem, ainda existem algumas vagas para negociação. Lembrando que o foco são bandas de THRASH, DEATH, GRIND e que tenham pelo menos um álbum e um videoclipe lançados.

Já o baterista e produtor Alexandre Brito está de volta ao Brasil para poder dar seguimento ao seu trabalho junto aos Fasthrashers do Andralls.

A banda no momento está trancafiada no estúdio On Fire produzindo o sexto full-lenght, que tem previsão de lançamento para maio/junho de 2017, ainda sem título porém com várias músicas já compostas a banda promete um álbum destruidor. Fiquem ligados, em breve mais novidades!



Fonte: Metal Media

AFFRONT: confira nova música e data de lançamento do primeiro álbum



O carioca AFFRONT, novo nome na cena Death/Thrash Metal formado por músicos do Unearthly, anuncia a data de lançamento de seu primeiro álbum, ‘Angry Voices’.

O disco estará disponível para venda à partir do dia 15 deste mês. O lançamento está sendo feito em parceria com a Cianeto Discos.


Para celebrar, o grupo também lançou mais uma música para audição: trata-se da pesadíssima ‘Wartime Conspiracy’, confira:


O álbum ‘Angry Voices’ contará com onze faixas, confira o tracklist:

01 – Scum of the World
02 – Angry Voices
03 – Affront
04 – Conflicts
05 – Terra sem Males (Guerra Guaranitica)
06 – Mestre do Barro
07 – Religions Cancer
08 – Under Siege
09 – Carved in Stone
10 – Wartime Conspiracy
11 – Echoes of the Insanity

Para a capa do álbum foi convidado ninguém menos que o brasileiro Marcelo Vasco, um dos principais artistas voltados ao Metal na atualidade. Em seu currículo nomes como Slayer, Machine Head e Soulfly.

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Fonte: Metal Media

YEKUN: saiba como ficou a versão do grupo para clássico do QUEEN



‘Bismillah’ é o nome do tributo virtual ao imortal cantor Freddie Mercury coordenado pela rádio Stay Rock e idealizado por Rogério Utrila que reúne grandes nomes do Rock e Metal nacional.

Um desses nomes é o paulista YEKUN, que desde sua fundação vem primando por não seguir nenhuma regra na hora de compor, fazendo de sua música algo único.

Única ficou também sua versão para ‘Death On Two Legs’, clássico do QUEEN que ganhou uma roupagem totalmente diferente aqui. Destaque também para a participação especial do músico e produtor Edson Paulino.


Além do YEKUN, nomes como Leatherfaces, Ton Cremon, Amir Cantusio JR, entre outros revezam belas interpretações de clássicos do QUEEN e da carreira solo do cantor. O disco está disponível para download gratuito pelo link:


Para mais informações sobre o projeto, visite: www.facebook.com/bismillahtvfm

O YEKUN segue divulgando ‘The Boars Nest’. O EP foi gravado no estúdio Purosom com produção de Edson Paulino e da própria banda. A capa ficou nas mãos do vocalista JP Carvalho. Lembrando que o download do trabalho é gratuito e está disponível através do link:


Assista também ao clipe de ‘The Last Sound Of Silence’.




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Fonte: Metal Media