Uma das grandes revelações de 2015 acaba de lançar seu primeiro videoclipe oficial da carreira. Estamos falando do paulista FEARTONE e de seu clipe para a faixa ‘Anônimo’.
As filmagens aconteceram na cidade de Salto, interior de São Paulo, e o trabalho foi dirigido por Giovani Beloto.
‘Anônimo’ foi retirada do EP ‘Vícios’, lançado esse ano e que foi imediatamente reconhecido pelos fãs de Metal mais moderno cantado em português e da crítica especializada, sendo inclusive destaque no blog da revista Hell Divine: “fodão, moderno e promissor.”
‘Vícios’ foi produzido por Adair Daufembach e com a bela capa por conta do artista Hugo Silva da empresa Abacrombie Ink. O EP é gratuito e pode ser baixado pelo link:
No mês de junho, o guitarrista LUÍS KALIL esteve nos Estado Unidos para uma gravação para o EMGtv, tradicional programa de música dos Estados Unidos, onde já se apresentou nomes como Zakk Wylde, Jeff Loomis, Andy James, entre outros. O músico LUÍS KALIL foi o primeiro brasileiro a se apresentar no programa.
Dessa apresentação, dois vídeos já foram lançados, que podem ser vistos abaixo. Agora o programa liberou o terceiro vídeo, para a música “Mr. Fire”, que no álbum do guitarrista conta com a participação dos renomados vocalistas Edu Falaschi e Iuri Samson:
Esta não é a primeira conquista que o guitarrista obteve na terra do Tio Sam. Antes, no início deste ano, nosso menino prodígio se apresentou na NAMM Show, uma das maiores exposições sobre música do mundo.
‘Insight’, debut álbum do músico, conta com oito faixas e teve a produção feita por Renato Osorio e a mixagem e masterização por Benhur Lima, ambos do Hibria.
Interessados em adquirir o material, podem entrar em contato através do e-mail contactluiskalil@gmail.com ou adquirir digitalmente em lojas como Itunes, Amazon, Google Play, entre outras.
Apesar de 2015 não ter sido um ano de muito movimento na carreira da EFRATA isto não significa que não existam motivos para celebrar.
O grupo uniu a oportunidade de mostrar o primeiro registro de sua nova formação com o desejo de celebrar o Natal com a versão acústica da música 'O Holy Night'.
O vídeo foi gravado no Estúdio Vox Dei com produção e edição a cargo da própria banda e pode ser conferida no link a seguir:
A banda IMPERIOUS MALEVOLENCE divulgou uma lista de merchandising ainda disponível no estoque da banda, nessa lista contém desde os trabalhos mais recentes como o último álbum “Doomwitness” lançado em 2013 até o fora de catálogo “Where Demons Dwell” que completa 10 anos em 2016. Junto a essa seleta lista também se encontram camisetas, pôsteres, patches e adesivos, confira todos os itens na lista abaixo:
IMPERIOUS MALEVOLENCE – MERCHANDISE
"Where Demons Dwell"(Fora de catálogo) CD R$40,00/US$13,00
"Doomwitness" CD R$20,00/US$7,00
"Endless Massacre V" - 18 Brazilian bands CD R$15,00/US$5,00
"Nocturnal Age I" - 16 Brazilian bands CD R$15,00/US$5,00
HATEFUL WARFARE: Metal Joinville Festival acontece nesse fim de semana
A banda HATEFUL WARFARE foi confirmada no Metal Joinville Festival ao lado de mais 11 bandas dos mais variados estilos de Metal que irá desde o Heavy Metal Melódico até o Black Metal. O evento acontecerá no Estação da Memória em Joinville – SC e além das bandas o festival disponibilizará de exibições de filmes e curtas “trash”, a entrada será franca, mas será disponibilizada uma barraca onde será recolhida contribuições do público (o evento pede uma ajuda com R$ 10,00, não será obrigatório) para pagar despesas do evento como sonorização e bandas.
BATTALION: Videoclipe passa dos 2600 “views” em menos de 30 dias
Mais uma marca interessante para a banda de Speed/Heavy Metal oriunda de Itajaí – SC, BATTALION ultrapassou a marca de 2600 views em menos de 30 dias que o videoclipe foi ao ar, a banda além de postar no Youtube também contou com o Facebook para atingir essa marca. “Tyrant of Evil” que foi a música escolhida para esse trabalho já vinha tendo um bom respaldo do público, mas com o videoclipe a banda com certeza chegou muito mais longe, atingindo países como Argentina, Chile, Estado Unidos, Canadá, Holanda, França entre outros.
Confira você também o videoclipe de “Tyrant of Evil”:
O power trio de Death Metal oriundo de Florianópolis/SC está preparando uma turnê para janeiro e fevereiro de 2016. Intitulada de “In Tour We Trust”, a turnê pretende passar por diversos estados do Brasil, entre eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Espirito Santo e Minas Gerais. Confira o cartaz de divulgação da turnê:
Produtor, leve a DEADPAN para sua cidade/evento entrando em contato através de:
ISFET: “Usamos a arte como uma manifestação negativa”
A banda ISFET de Florianópolis – SC concedeu uma entrevista muito interessante ao site TK Reviews, nessa entrevista a banda falou sobre diversos pontos de vistas, musicais, artísticos e ideológicos, perguntados sobre quais os principais motivos que almejam como uma banda de Metal, o vocalista e guitarrista Lucas respondeu: “A arte é uma forma de expressão e manifestação pessoal, como muitos utilizam a música, da literatura ou da poesia para se manifestarem de forma positiva, nós usamos da música como uma manifestação negativa e repudio a causalidade mundana, não temos grandes objetivos na indústria musical fora a própria realização pessoal , mas com a música em si , acreditamos no seu poder de indução e no seu poder esotérico. Buscamos atingir aqueles que possuem, ou tem a pré-disposição para ativar a chama negra na lareira de seu inconsciente. ”
Após grande sucesso do primeiro single e videoclipe “Devil In Me”, a banda LAST IN LINE divulgou nesta segunda-feira (14/12), por meio da gravadora Frontiers Records, o segundo single do primeiro álbum do grupo. A música se chama “Martyr” e faz parte do álbum “Heavy Crown”, que tem o lançamento mundial marcado para o dia 19 de fevereiro de 2016.
Escute a música “Martyr”:
Formado por três integrantes originais da banda Dio, incluindo Vivian Campbell, do Def Leppard (guitarra), Vinny Appice (bateria) e Jimmy Bain (baixo), a banda LAST IN LINE conta com o vocalista Andrew Freeman, um amigo de Vinny Appice, e revelação da cena musical profissional de Los Angeles, nos Estados Unidos. A música já se encontra na programação da rádio Rock Freeday, a produtora que trouxe o baterista Vinny Appice ao Brasil em 2015.
O nome é uma homenagem ao álbum de estúdio “The Last In Line”, lançado em 1984 pela banda Dio, liderada por Ronnie James Dio. A missão deste grupo é trazer o clássico Hard Rock e Heavy Metal de volta para os fãs, algo pouco utilizado e gravado hoje em dia pelas bandas. O álbum será lançado em CD, CD/DVD e nos formatos digitais. Pré-vendas de “Heavy Crown” podem ser feitas aqui: http://radi.al/LastInLine.
“Quando começamos este projeto há alguns anos, a ideia inicial era reunir a banda Dio original para tocar as músicas que escrevemos e gravamos com Ronnie no início dos anos 1980. Após Vinny Appice apresentar o vocalista Andrew Freeman, nós já tínhamos alguns shows no sul da Califórnia, Reino Unido e Japão. Foi uma alegria muito grande voltar a tocar com meus grandes amigos e agora estamos prontos para novos trabalhos”, disse Vivian Campbell.
“Quando tocamos juntos pela primeira vez, a nossa ambição naquele momento era apenas tocar as músicas de DIO, sem pensar em qualquer música nova ou algo do tipo, disse Campbell”. “Quando a Frontiers entrou em contato e nos ofereceu a oportunidade de gravar um álbum, nós decidimos entrar no estúdio para gravar este novo álbum no mesmo espírito como fizemos o álbum Holy Diver. Em 1982, Ronnie, Vinny, Jimmy e eu entramos no estúdio Sound City para compor ideias e riffs, e cerca de seis semanas depois começamos a gravar o que viria a se tornar o álbum Holy Diver”, finalizou o guitarrista.
O novo material foi escrito após a banda excursionar tocando as músicas clássicas de Ronnie James Dio. Durante a turnê, após se reconectarem novamente musicalmente, a banda decidiu que era o momento certo para começar a escrever novo material. As músicas gravadas para este álbum são todas composições compostas pelos quatro integrantes da banda.
Ocorre muito no Metal em nível mundial a união de membros de várias bandas para criar um projeto paralelo, que pouco ou nada possui com as bandas principais. Muitas vezes, a coisa vai pro brejo, com trabalhos muito aquém do que esperamos. Outras vezes, surgem trabalhos que merecem aplausos, tão bons ou mesmo melhores que aqueles aos quais os músicos se dedicam integralmente. E mesmo no Brasil, isso não muda, e temos no trabalho do quinteto VOICELESS, de São Luís do Maranhão, algo ótimo. Basta uma audição cuidadosa de "Senseless" e perceber que estamos lidando com um trabalho de primeiríssima qualidade.
É preciso citar que temos membros do PÚRPURA INK e JACKDEVIL na banda, e ao mesmo tempo, sejamos francos: não procure nem o Hard Rock melodioso do primeiro ou o Thrash Metal Old School do segundo no trabalho do VOICELESS. Aqui, temos um Metal moderno, agressivo e bruto, recheado de vocais agressivos (sim, vocais extremos), mas assentados sobre base musical técnica, com um refinamento musical diferenciado. Aqui, não é algo que se vê em bandas de Death Metal melódico, longe disso. Eles realmente conseguiram um meio termo ótimo entre o lado mais tradicional e extremo da música. E isso faz a diferença, sendo um ótimo disco.
Felipe Stress produziu, mixou e masterizou tudo no Acústica Studio. O resultado é uma sonoridade moderna, abrasiva, mas limpa e ótima. Tudo que podemos querer do trabalho musical da banda está exposto, sem nada ficar oculto. E a arte de Arthur e Raul Tribuzi ficou ótima como um todo (deem uma olhadinha no encarte que a banda disponibilizou em seu site), sabendo ter uma capa bonita e um layout ótimo.
O VOICELESS consegue unir arranjos melodiosos e bem requintados com um lado bem agressivo em termos de Metal. Dadas as devidas proporções, imaginem "Painkiller" ou "Jugulator" sendo cantados por um vocal extremo, e terão uma idéia do que os aguarda, mas ao mesmo tempo, o material da banda é bem diversificado, com arranjos musicais bem feitos.
Em dez faixas preciosas, eles mostram uma qualidade absurda, e as melhores são:
InSanity - Faixa de divulgação do disco, com um lyric video disponibilizado. É recheada de mudanças de andamento, riffs ótimos e vocais bem encaixados, sem perder o lado melodioso um momento que seja. E alguns vocais mais limpos aparecem vez por outra.
End of Mankind (Your Own God) - Mais rápida e agressiva, onde baixo e bateria usam de boa técnica e abusam de mudanças de ritmo. É incrível não só a diversidade musical, mas como ela é harmoniosamente bem trabalhada.
Senseless - Um pouco mais cadenciada, com algumas "guitarradas" bem fortes. A técnica e bom gosto se alinharam para criar algo único e diferenciado, adorado por vocais urrados ótimos.
Devil Within - cheia de ritmos quebrados, o que mostra como a banda como um todo tem técnica. Mas basta observar os riffs e perceber uma certa dose de Thrash Metal neles em alguns momentos. E novamente o contraste entre vocais urrados e limpos é um dos pontos mais fortes da música.
Age of Revolution - Peso abrasivo se faz presente, usando algumas mudanças de tempo para tornar a música ainda mais interessante. Mas como é bom ver surgir no meio da agressividade alguns toques mais melodiosos nas guitarras.
Heartless Machines - Mais união entre agressividade, técnica e melodias na medida exata. E a banda mostra que a força de seus riffs e mesmo de momentos mais introspectivos são uma parte essencial de sua música.
Messengers of the Universe - Uma faixa empolgante e variadíssima em termos de andamentos. Arranjos muito bons de guitarras mais uma vez. E como os vocais brutos se encaixaram perfeitamente, além de alguns momentos onde os limpos aparecem, e mesmo alguns backing vocals dão as caras.
The Conquering - Como esses vocais fazem um trabalho ótimo! E é incrível como o encaixe deles na base instrumental é espontâneo. E vemos nessa faixa um lado um pouquinho mais moderno, mas com alguns arranjos que não são convencionais ao Metal.
Voice of Hope - QUE MÚSICA INCRÍVEL! O uso de algumas cordas mais limas, junto com toques mais melodiosos e introspectivos a tornam um dos pontos altos do disco, mesmo sendo rigorosamente uma canção instrumental!
Voiceless - Outra instrumental, só que mais calma e lenta. Serve como encerramento do disco e tem como convidado João Vitor Soares. O uso de violão é uma estratégia batida, mas sempre muito boa, e aqui, os frutos são ótimos.
O VOICELESS tem futuro, o disco pode ser ouvido na site oficial da bandaou no Spotify, logo, aproveitem a oportunidade de conhecer este excelente nome dessa nova safra do Metal brasileiro que está surgindo.
Bandas que fazem aquele bom e velho Rock and Roll com um lado mais acessível e envolvente estão surgindo aos montes nos últimos anos aqui por estas terras do lado de baixo do Equador. Ainda bem, pois isso tem tornado as coisas mais dinâmicas e divertidas. Óbvio que é muito bom o Brasil ter uma tradição voltada ao lado mais extremo do Metal, óbvio, mas essa diversidade só nos faz bem.
E de volta redonda, com 12 anos nas costas, temos o quinteto D'HANKS, de Resende (RJ), que faz um trabalho mais visceral e melodioso em "Mil Faces".
Em que pese o fato do disco ter sido lançado em 2012, é muito bom poder ouvir uma banda que faz um trabalho tão espontâneo e cheio de energia. Se não chegam a ser uma banda de Heavy Metal ou Hard Rock, são uma excelente banda de Rock and Roll que não se preocupa com rótulos, apenas vão lá e desfilam suas canções fortes, melodiosas e cheia de energia. Óbvio que há uma boa dose de agressividade na música do quinteto, mas ao mesmo tempo, existe um certo requinte.
O quinteto tomou as rédeas da produção do disco, e conseguiu dar uma sonoridade muito boa ao disco. Mesmo não sendo primorosa, tem peso e clareza suficientes para que eles possam desfilar suas canções sem problemas. E além disso, o lado gráfico do CD ficou ótimo, muito bem feito.
É interessante e bom demais o trabalho do quinteto. Arranjos legais, bons refrões, tudo em seu devido lugar, logo, quem ganha é o ouvinte.
Melhores momentos de "Mil Faces":
Sem Sinais - Pesada e intensa, com belo trabalho de vocais e um refrão bem chicletoso (daqueles que se ouve e ficam na mente). E belos arranjos de guitarra.
Silêncio - Aqui, o lado mais técnico do grupo fica evidenciado, com um andamento mais ameno e muita dinâmica na base rítmica do grupo.
Bailarina - Com um jeitão mais acessível, é uma faixa preenchida por um trabalho muito bom das guitarras. Mas basta observar bem e perceber como os vocais dão uma bela variada de timbres.
Inveja - O maior uso de vocais masculinos caiu como uma luva, que outra canção mais acessível. O interessante é que as partes mais intensas da canção são justamente onde os vocais femininos aparecem com mais intensidade.
A Cura - Cheia de energia, mais pegada e com um jeitão acessível, esta canção pode enganar o ouvinte, pois baixo e bateria estão apresentando um trabalho bem técnico.
Sorrir (+ Utopia) - É uma dobradinha, com duas músicas em um, que ficou ótima. Belos vocais (contrastando os masculinos e os femininos), e com as guitarras exibindo riffs bem diferentes.
Há também o conteúdo multimídia, onde vemos os vídeos de "Sem Sinais" e "Hora da Insônia", dois brindes para os ouvintes.
A cena grega de Metal, nos últimos anos, tem se mostra muito prolífica.
Sim, pois nos anos 90, houve aquela predominância voltada ao Black e Death Metal. Hoje, temos maior diversidade, com bandas de vários gênero coexistindo sem problemas por toda a Grécia. E como é bom poder ouvir uma banda como o RIFFOCITY, vinda de Cerres, que nos brinda com um excelente EP de estréia, "Disciples of the Storm".
O trabalho do quarteto é feito com muita personalidade, peso e uma boa dose de melodia, nos lembrando um pouco os primórdios o Thrash Metal americano, quando bandas como METALLICA, SLAYER e TESTAMENT ainda estavam se firmando. Mas isso não significa que o quarteto abra mão de impor-se. Não, longe disso, o RIFFOCITY faz o que quer de sua música, sem copiar quem quer que seja. É uma torrente de vocais agressivos em tons normais de voz, guitarras ferozes com riffs brutos e bem feitos, solos caprichados, baixo e bateria formando uma base rítmica sólida e técnica. Ou seja, é o bom e velho Thrash Metal, apenas com um jeitão mais pessoal.
A sonoridade que flui pelos falantes é bem clara, seca e pesada. Assim, o trabalho do grupo flui de maneira espontânea, nada forçada, e consegue se fazer entender. Mas se preparem, pois é pesado e agressivo o resultado da sonoridade.
Embora não seja uma banda com uma música inovadora, a forma com que o grupo lida com sua música, ou seja, sua abordagem do Thrash Metal, é algo bem pessoal, e longe de ser uma imitação de quem quer que seja. Arranjos bem feitos, técnica, melodia e peso se equilibrando, então, se preparem.
The Patriot - O EP já começa cuspindo fogo, com uma faixa intensa, de início veloz e com riffs técnicos e certeiros. Mas logo o andamento se torna mais variado, com a bateria exibindo boa técnica.
The Past That Storms - Com um belo trabalho de baixo e bateria, esta é a típica canção que leva os fãs ao slam dancing sem dificuldades, com um andamento empolgante e ótimo refrão. E reparem que as melodias estão bem evidentes nas guitarras.
Iron Will - Mais peso e empolgação misturados, fora uma agressividade explícita. Há algo do feeling que o SLAYER apresentava na época do "Show No Mercy" e o do TESTAMENT do "The New Order" nos riffs aqui, usando bem da dinâmica entre momentos mais velozes e outros mais cadenciados, onde as guitarras e os vocais se sobressaem bastante.
Holethros - Aqui, o ritmo dá uma desacelerada, usando bem mais o peso e impacto dos momentos cadenciados, adornado por belos bumbos duplos e bela técnica da bateria mais uma vez, o que obriga o baixo a fazer uma exibição de gala. E reparem nos solos de guitarra.
Discipling - Fechando o EP com chave de ferro, temos uma canção mais bruta, mais cheia de energia e peso, com o andamento em meio tempo, capaz de deixar fãs do gênero surpresos com o que a banda pode fazer em termos musicais. Mas reparem como os vocais estão muito bons, fora a intervenção das guitarras nos momentos certos.
Apesar de jobem, o RIFFOCITY é ótimo, e aparando algumas arestas, vai conquistar muitos fãs, tanto na Grécia quanto pelo mundo.
Desde o final dos anos 80, quando a cena Rock e Metal pelo mundo inteiro conheceu bandas como FAITH NO MORE, que faziam uma mistura saudável e diferente do bom e velho Metal com uma penca de estilos díspares, vistos até então como incompatíveis. E de lá para cá, muita água passou por baixo da ponte, o experimentalismo não é mais visto como bicho papão (só por fã mais radicais), e bandas como o SEU JUVENAL, de Uberaba (MG), podem existir e nos brindar com trabalhos ótimos, como o mais recente disco do quarteto, "Rock Errado".
O gênero da banda não busca ser tão eclético quanto se possa pensar. Imaginem uma mistura entre Rock and Roll, Punk Rock, mas com elementos de outros gêneros (Metal, Indie, Grunge, Stoner, e por aí vai) dando as caras de vez em quando. Pois é: é isso e um pouco mais, mostrando um trabalho diferenciado. Guitarras distorcidas com melodias inusitadas, vocais mais agressivos e outros mais melodiosos, baixo e bateria firmes na marcação rítmica, mas vez por outra exibindo boa técnica, é nisso que o quarteto se baseia. Mas tomem cuidado, pois para muitos, pode ser difícil de digerir logo na primeira ouvida.
"Rock Errado" foi gravado em apenas quatro dias no Lab.Áudio, em Passagem de Mariana (MG), e foi produzido por Ronaldo Gino (guitarrista do VIRNA LISI), e o resultado é uma gravação suja, artesanal e bem orgânica. Há momentos em que a gravação parece ter sido feita toda em sistema analógico. Independente disso, a sonoridade do CD é suja e intensa, mas não é mal feita. Longe disso, a banda soa clara o tempo todo, apenas distorcida como deve ser. E a arte de Dinho Bento é ótima, com um bebê fazendo um gesto politicamente incorreto. Algo que anda em falta no Rock brasileiro, atualmente.
O ponto forte do SEU JUVENAL é soar espontâneo e cheio de energia sempre, mas não se iludam. Por baixo de tanta distorção e mesmo simplicidade técnica, a banda possui uma personalidade forte e mentes pensantes, o que se pode perceber claramente.
O disco é todo bom, mas podemos destacar e indicar como obrigatórias para as primeiras audições as seguintes canções:
Homem Analógico - Um Rock'n'Roll forte e intenso, com certo toque requintado, com um jeitão bluesy muito bom, onde se destaca o ótimo trabalho da base rítmica da banda.
Antropofagia Disfarçada - Gordurosa, esta aqui evidencia o lado mais Punk Rock do grupo, mesmo assim com boa dose de acessibilidade e um refrão bem interessante. E os vocais se mostram muito bem.
Asfalto - Esta já mostra um lado mais introspectivo, forte e impactante. Se por um lado pode soar estranha devido ao lado mais sensível, é uma canção muito bem feita, com presença evidente do baixo, que dá um punch extra.
Um Dia de Fúria - Aqui, a banda lança mão de um lado mais sujo e bruto de sua música, com muita distorção e peso. E que belo trabalho de guitarras.
Rock Errado - Um pouco mais curta e direta, a banda destila uma energia bem diferente e grudenta, com um bom trabalho de vocais mais uma vez.
A Chuva Não Cai - Um dos melhores momentos do disco. Uma canção mais lenta, introspectiva e densa, adornada com teclados e guitarras limpas.
Se "Rock Errado" pode ser visto como uma mensagem azeda contra o bom mocismo que atualmente permeia o Rock and Roll no Brasil, ela é validada graças ao trabalho musical de alto nível do SEU JUVENAL.