Este show está com uma super promoção: dois ingressos por apenas R$ 100
Neste sábado, 28/11, os poloneses do VADER estarão destruindo São Paulo com seu death metal brutal , no Inferno Club (R. Augusta, 501). Hoje foi confirmada para este show os belgas do Dehuman, banda formada em 2006, e está divulgando seu segundo álbum, “Graveyard Od Eden” – lançado este ano. Além de VADER e DEHUMAN, também se apresentam as bandas Hatefulmurder, Necromesis e Sinaya.
Assista o vídeo de “Crypts Of Blood”:
A Fame Enterprises continuará com a grande promoção para este show, que foi iniciada em Outubro, para quem comprar dois ingressos para a apresentação do Vader em São Paulo. Serão 2 ingressos por R$ 100 que podem ser adquiridos apenas no site da Fame Enterprises (www.famenterprises.com), até a sexta-feira, 27/11!!! Atenção: na Ticket Brasil continuará com os valores normais!
O VADER é um dos grandes nomes do death metal extremo europeu, e está divulgando seu último trabalho, “Tibi Et Igni”, lançado em 2014.
A banda foi formada em 1983, a Polônia e traz em sua formação, Peter (guitarra e vocal), Spider (guitarra), Hal (baixo) e James Stewart (bateria)
O VIVALMA é uma banda formada por integrantes que são fãs da cultura pop: games, animes, filmes, séries, etc. Pensando em unir essa paixão extra musical com o gosto pelo Prog Metal, o grupo paulistano decidiu criar uma webserie chamada "Prog Metal Version". Nela, a ideia é produzir releituras de trilhas sonoras presentes nessas mídias, trazendo as músicas para o estilo Prog Metal e lançando vídeos temáticos.
Os quatro primeiros episódios (https://www.youtube.com/playlist?list=PLuYFb-weyURYAQiXyx0A8l5S2K9Bz0pi3) representaram quatro diferentes mídias: Os Vingadores (cinema), Metal Gear Solid (games), Dragon Ball Z (animes/desenhos) e Game of Thrones (séries). "Como somos fãs desse universo nerd, acabou sendo bem natural a ideia desse projeto. Podemos dizer que nos sentimos em casa produzindo essas músicas e vídeos", diz o vocalista Marco Petucco.
Como resultado dessas primeiras releituras, o VIVALMA está lançando, em formato digital, o EP "Prog Metal Version" (http://bit.ly/1PqzlrI) com as quatro músicas. "Achamos fantástico esse mercado de eventos de cultura pop/nerd, e acreditamos que o Prog Metal tem tudo a ver com esse público. O número de visualizações passou de 470 mil, nos dando uma mostra de que o público gostou de nossas releituras", observa o baterista Felipe Abud. "A webserie também é uma forma de expandir nosso público e levar nossas músicas autorais para mais pessoas", acrescenta o tecladista Gus Martins.
O EP "Prog Metal Version" sucede o álbum conceitual duplo "Human Effect", lançado em formato digital em 2014. Após sucesso na campanha de financiamento coletivo para a prensagem no Catarse, a versão física foi lançada no mercado em 2015.
O TAMUYA THRASH TRIBE está divulgando o vídeo de “ensaio” da música “Violence And Blood”, que estará em seu primeiro álbum, chamado “The Last Of The Guaranis”, que será lançado no início de 2016.
Assista, aqui:
“Violence And Blood” fala sobre o estilo de vida dos cangaceiros, e algumas de suas contradições; ao mesmo tempo em que eram matadores, mercenários e sanguinários, eram extremamente religiosos e prestavam reverência à igreja e aos padres, principalmente Padre Cicero, que era grande confidente de Lampião.
A versão da música que estará no CD, ainda terá uma introdução, chamada "Vinte e Cinco", que é uma homenagem à José Alves de Matos, o último cangaceiro do bando de Lampião, que ainda era vivo e morreu em 2014. “A notícia da morte dele foi o que me inspirou a escrever a música”, conta Luciano Vassan, guitarrista e vocalista do TTT. José morreu aos 97 anos, em Maceió, Alagoas.
“Violence And Blood” também tem a participação de João Cavalcanti, vocalista da banda de samba Casuarina, e que também é filho do Lenine. “O João, é meu amigo, estudamos juntos na faculdade, é de família nordestina e já inclusive teve um projeto de música regional, onde tocava forró, baião e afins, o motivo o qual o chamamos para participar”, explica Vassan. A música ainda conta com a participação da Paula Peres na percussão, “Ela tocava no Zabatê, um grupo percussivo/vocal formado por 13 mulheres”. Ele completa: “Ela tocou com artistas como Carlos Poubel, Gisela Peçanha e Sucata de Luxo”.
O TAMUYA THRASH TRIBE é formado por Luciano Vassan (guitarra e vocal), Leonardo Emmanoel (guitarra), JP Mugrabi (baixo) e Bruno Rabello (bateria).
Acompanhe o TAMUYA THRASH TRIBE nas redes sociais:
A produtora Circle of Infinity Produções lançou oficialmente o vídeo promocional do festival COI 3 que acontecerá no próximo domingo, 29 de novembro, no Bar da Montanha em Limeira, interior do estado de São Paulo.
Três grandes bandas internacionais estão confirmados no cast do festival: Vader, Master e Onslaught. A abertura do evento ficará a cargo das bandas Circle of Infinity e Jackdevil.
Circle of Infinity Fest 3 (vídeo promocional):
Os ingressos podem ser adquiridos via internet através do link abaixo:
Vendas físicas estão disponíveis em Limeira na Loja Sintonia e Classics Forever, em Americana na Heavy Metal Rock e em Vinhedo na Attitude Headbangers House.
Confira ordem e horário das apresentações de cada atrações do festival Circle of Infinity:
E os bucaneiros brasileiros erguem as velas! Este tempo afastado dos estúdios foi crucial paro o BARBARIA escrever mais um trabalho, que sucederá diretamente o aclamado "Watery Grave" de 2013.
Ainda é cedo para falar sobre as novas rotas em que os piratas irão rumar, mas uma pequena amostra do tesouro já está sendo preparada: o single que tem previsão de lançamento para Dezembro de 2015.
O título do trabalho será "Cova Rasa" e a capa apresentada foi novamente elaborada pelo capitão do BARBARIA, Draco Louback, que é responsável também pela capa do álbum "Watery Grave".
A música foi gravada em Piracicaba -SP, nos estúdios SYMC (onde foi gravado também o "Watery Grave"). A mixagem e masterização foram feitas por Thiago Sega.
Draco explica melhor o conceito da capa em relação a música:
“O BARBARIA vem escrevendo suas músicas há um tempo! Descartamos uma porrada delas, fizemos uma seleção, uma peneira, até que chegamos em 'Cova Rasa'. A ideia agora é trazer as músicas mais pra nossa realidade. Então, tivemos a ideia só de escrever em português. Foi o que pensei, ao invés de criar aquelas capas 3Ds, tudo digitalizado, porque não fazer uma foto, algo mais próximo do real? Então, tive a ideia de fazer a foto e agora está aí!''
Os paulistas do TORTURE SQUAD retornam à Bahia e estreiam nova formação em Salvador, no próximo dia 29 (domingo), a partir das 18h, no Irish Pub, no Rio Vermelho. O grupo conta agora com a cantora Mayara “Undead” Puertas (Ex-Necromesis) e o virtuoso guitarrista Renê Simionato (Em Ruínas, Guillotine) na linha de frente da banda, que ainda conta com o exímio baterista Amilcar Christófaro e Castor nas linhas de baixo.
Pioneiros no metal brasileiro, o TORTURE SQUAD retorna para lançar o mais recente CD e DVD ao vivo “Coup D’ État Live”, gravado no Blackmore Rock Bar, em São Paulo. As bandas soteropolitanas, KETER (Death Metal) e Rattle (Thrash/Death) abrem a festa que marca os 8 anos da web rádio Rock Freeday.
Convidados Especiais
A banda KETER confirmou nas redes sociais a participação do frontman da Headhunter D.C, Sérgio Baloff, e a Rattle aproveitou a oportunidade e convidou o vocalista da Malefactor, Lord Vlad, para uma participação inédita no evento.
Veja vídeo ao vivo de TORTURE SQUAD – “Wardance”:
Serviço:
Torture Squad / Keter e Rattle
29 de novembro (domingo) – 18h
Irish Pub – Rua da Paciência, Salvador – BA, Brasil
No fundo, muito do caos e desordem que vemos dentro do cenário brasileiro, causados por radicalismos, discussões ríspidas, e outros, no fundo são reflexo da falta da capacidade do povo em compreender as diferenças de um para outro, inclusive de opiniões. Mas a verdade seja dita: desde que se tornou república, o país nunca gozou de uma boa educação, tanto no sentido escolar quanto familiar (esta última, importantíssima, se degradou rapidamente após a redemocratização em 1985) quanto escolar. E uma das conseqüências mais graves é a falta de respeito às opiniões diferentes de um lado, e do outro, se reflete na música no que chamo de "processo de clonagem", que não creio necessitar de explicações mais profundas. Ainda bem que o cenário brasileiro tem bandas como o quinteto IT'S ALL RED, de Porto Alegre (RS), disposta a nos mostrar o que é fazer música com inteligência em "Lead by the Blind", seu terceiro álbum.
A musicalidade da banda é o que podemos chamar de Thrash Metal experimental, já que eles não respeitam regras ou limites musicai estilísticas, usando de influências modernas em seu som, alguns toques vindos do Metalcore (como o uso de vocais limpos e melodiosos em alguns momentos, como podemos ouvir em "Killing a Dead Tree"), os riffs possuem vez por outra uma sonoridade mais abrasiva e gordurosa vinda de bandas como PANTERA, mas tudo sem perder a melodia e a coesão musical. E além disso, o nível técnico do grupo é muito bom, diga-se de passagem.
Produzido por Rafael Siqueira e pelo próprio quinteto, podemos dizer que a sonoridade de "Lead by the Blind" é muito boa, sabendo aliar a qualidade necessária para a compreensão do que a banda toca e sua proposta musical, com o peso que uma banda de Metal precisa ser. Nada de fantástico, mas ótima, mesmo assim. E a parte gráfica é um trabalho muito bom, com uma capa instigante e um layout bem feito.
A verdade é: a força musical do IT'S ALL RED vem de seu ecleticismo musical, pois tantos elementos agregados, e ainda por cima soando coesos, sem a banda perder força, é algo que merece menções honrosas. E além disso, os arranjos da banda são bem pensados, mas ao mesmo tempo, espontâneos.
Integrate Forever - a banda já abre o disco com a disposição de fazer as paredes tremerem, com muitas mudanças de ritmo, onde baixo e bateria mostram a sua força. Mas reparem como alguns elementos mais modernos vão se aderindo a canção de forma espontânea.
Lead by the Blind - Uma música bruta e com muitas variações de andamento, mas ao mesmo tempo, preenchidas por melodias ganchudas, em especial pelo trabalho das guitarras (reparem bem nos solos).
Plavalaguna - Uma das melhores faixas do CD. Mesmo usando a fórmula já descrita, algumas influências do Death Metal de Gotemburgo, ou seja, melodias providenciais e agressivas, com belo trabalho executado pelos vocais (o contraste entre limpos e agressivos ficou excelente).
Mritak - Mais rápida e com levadas extremas em alguns momentos no início, logo uma saraivada de riffs com tempo medianos e vocais em tons mais normais aparecem, deixando a música um pouco mais abrasiva e densa, pesada de doer os dentes.
Steps of Ancient Elephants - Permeada por certo sentimento de angústia, é uma canção onde se destaca mais uma vez o trabalho dos vocais, que usam de urros abrasivos e alguns tons mais normais. E reparem alguns tempos quebrados bem longe do convencional.
Killing a Dead Tree - Que belo refrão, e mais uma vez, um mix inteligente entre o lado mais experimental do grupo com toques do Death Metal sueco praticado pelas bandas de Gotemburgo. E percebam como baixo e bateria criam uma base rítmica pesada e com bom nível técnico, além do bom gosto.
Propagates the Rage - Eles repetem a mesma estrutura musical usada em "Killing a Dead Tree", mas sem se repetirem, ou seja, técnica, brutalidade e melodia muito bem equilibrados, além de um espetáculo das guitarras.
Last Day of the Sun - De início mais introspectivo e calmo, logo surge uma pancada mais cadenciada, montada sobre uma esteira instrumental de bom gosto, com uma agressividade melodiosa muito bem arranjada.
Victoria Needs to Lose - Outra com o andamento não muito veloz, mas cheio de momentos mais intrincados, e mais uma vez, melodia e agressividade estão de mãos dadas no belo trabalho exibido pela banda como um todo.
Birth of Liquid Desires - Um pouco mais simples que as faixas anteriores, as melodias ficam mais evidentes, e se não fossem os vocais ríspidos, poderíamos ter uma música do mais puro Metal tradicional moderno.
Power to Let Power Go - Nesta, mais uma vez o lado melodioso do trabalho deles fica mais evidente, com a agressividade ficando restrita aos momentos em que os vocais mais agressivos estão em evidência, mas como o uso dos limpos é maior, temos uma canção deliciosamente envolvente.
What is Blood if Not for Shedding? - Já temos o oposto aqui: o lado mais agressivo está bem evidente, aliado à uma técnica ótima de baixo e bateria. Mas mesmo assim, temos momentos mais calmos. E é uma canção bem ganchuda!
I’m your Superhero - Nossa, esses caras são criativos demais! Alguns toques puro Pop mais soturno e ganchudo permeiam essa canção eclética e adornada com guitarras excelentes.
Podemos afirmar que o IT'S ALL RED é uma banda excelente, madura e que sabe o que quer fazer de sua música. É uma daquelas bandas que, se cópias de "Lead by the Blind" chegarem ao exterior e recebem a atenção devida, explode.
Excelente trabalho! Ah, sim: a inteligência da banda não se restringe apenas ao lado musical, mas também em suas letras. E indico a todos a leitura desta excelente matéria no site-irmão Brasil Metal História, onde o vocalista Tom Zynski fala um pouco de cada uma das letras de "Lead by the Blind".
No Brasil, sabemos que o país se encontra em uma enorme crise financeira na atualidade. Mas há anos, existe uma crise cultural enorme. Seja pela falta de educação familiar, a falência do ensino e até mesmo as concepções errôneas levadas para dentro de nossas salas de aula sobre o que realmente é cultura, o povo brasileiro nunca esteve tão mal em termos culturais. Falar em vultos inspiradores ou episódios de nossa história caiu em desuso em prol de propostas equivocadas de nossos educadores, mais preocupados com teorias políticas que já caíram em desuso do que realmente promoverem a cultura e o ensino de qualidade para nossas crianças e jovens. E isso, meus caros, é triste.
Triste, pois no meio de guerras ideológicas, toda herança histórica de nosso país é deixada de lado. Mas ainda bem que existem bandas no Brasil que se preocupam com isso, e um dos nomes mais fortes dessas que resistem à idiotização das massas (seja nas escolas, na TV ou outros) é o ARMAHDA, banda de São Paulo, que há dois anos lançou seu primeiro trabalho, que leva o nome do grupo e que mostra o quanto se pode ser relevante pelo lado musical e lírico ao mesmo tempo.
Antes de tudo, é preciso que se deixe claro que o grupo (na época da gravação, um dueto, com alguns músicos convidados completando a formação) pratica um Heavy Metal tradicional pesado, vigoroso e bem feito, com aquela pegada pesada moderna, além belo trabalho instrumental e vocais excelentes. Ou seja, eles fazem o típico Heavy Metal "Made in Brazil" com uma personalidade vibrante, além de cheio de energia e alguns toques que remetem à vários estilos de música regional do Brasil (Como se pode ouvir claramente nos violões em "Canudos"). E para dar aquela personalizada final, as letras são focadas na história do Brasil, falando de eventos como a Guerra de Canudos, a Revolução Armada, entre outros.
Ou seja, um trabalho musical e lírico de primeira.
Com produção feita pelo próprio dueto, e tendo Rafael Gomes Zeferino na co-produção, mixagem e masterização (e que além disso, tocou bateria no disco), podemos dizer que a sonoridade de "Armahda" é forte, vigorosa e pesada, mas clara na medida certa. O capricho é enorme na parte de acabamento, inclusive. A arte como um todo (capa, layout) são de Renato Domingos (guitarrista do grupo), que deu uma caprichada, mesmo sendo algo mais simples.
A força do ARMAHDA está em composições bem arranjadas, nada enjoativas, com muitas mudanças rítmicas. E a técnica não é a tônica do grupo, mas mesmo assim, o nível do instrumental é alto, sem que a banda soe desconexa ou mesmo auto-indulgente. Não, eles souberam o que fazer. E podemos dizer que, além de Rafael, as presenças de Cíntia Scola (corais em "Uiara"), Edson Xavier de Oliveira (baixo em "Canudos"), Silvio Navas (como Floriano Peixoto na narração em "Armahda") deram um sabor especial ao CD.
Não me atreveria a destacar uma ou outra faixa em "Armahda"...
Ñorairô - Uma intro climática, cujo nome significa "guerra" no dialeto Guarani, levada com violão e arranjos em teclados, que vai ambientando o ouvinte.
Echoes from the River - Uma bicuda forte na porta logo de cara, rápida e ríspida, mostrando riffs pesados, além de vocalizações usando timbres bem agressivos, alguns tons mais agudos. E reparem na força do refrão, que transpira certa melancolia. Aqui, se fala do Tratado de Madrid (1750), que cria as fronteiras das colônias portuguesas e espanholas na América do Sul, o que causa o conflito entre os colonos (de ambas as nacionalidades) com os índios Guaranis no sul do Brasil, onde houve um massacre deles.
Queen Mary Insane - Uma introdução com violão vai deixando o clima bem denso, até que entra uma verdadeira pancada intensa, com belos arranjos de guitarra, backing vocals ótimos e ótimo solo (que foge um pouco do padrão do Metal tradicional, sendo bem rápido e agressivo, mas sempre melodioso). E aqui, se fala de Maria, a Louca, rainha de Portugal e do Brasil, mãe de Dom João VI, o imperador que fugiu da Europa e instalou a sede do Império no Brasil.
Canudos - Um dos grandes momentos do disco, com uma vibração mais soturna, levada quase toda em violão e alguns teclados, mas com alguns momentos mais pesados. Ela transpira uma forte introspecção, e os toques que lembram a música nordestina é devido ao fato da Revolta de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro que durou de 1896 a 1897, na comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia. É um dos mais tristes episódios de nossa história.
Armahda - Outra das grandes faixas do disco. Um belíssimo refrão, velocidade com boas mudanças, um trabalho ótimo de baixo e bateria, e fora a narrativa de Floriano Peixoto (primeiro vice-presidente do Brasil e seu segundo presidente, já no período republicano) que dá um toque denso à canção. Aqui, se fala na Revolta da Armada (ou seja, da Marinha do Brasil) contra o governo republicano recém instaurado.
Flags in the Wind - Mais uma faixa linda e pesada, com belo dueto de solos, momentos mais fortes e um andamento em velocidade mediana. Certa influência do BLIND GUARDIAN antigo fica em evidente no toque mais Folk Metal existente na faixa, mas sem ser uma cópia. Discorre-se sobre a Bandeira de nosso país e sobre os verdadeiros patriotas, os que dão o sangue e a vida pela nação sem nada querer em troca.
Paiol em Chamas - Outra cheia de energia e veloz, cheia de arranjos bem feitos, com foco nos vocais e um excelente refrão. Cantada em português, aqui narra-se os incidentes dos paióis que explodiram de Deodoro, no Rio de Janeiro em 1958, e que causou uma caça às bruxas na região.
Matinta - Aqui, a velocidade fica menor, dando uma ênfase maior ao trabalho da cozinha rítmica, mas como a letra lida com um personagem de nosso folclore (Matinta Perera), o toque de Folk Metal novamente surge, apenas um pouco mais sutil, e mesmo alguns momentos herdados do Metal extremo, além de termos um solo de guitarra inspirado.
Spears of Freedom - Uma belíssima e melodiosa canção, rápida e feroz, mostrando que o grupo sabe pegar pesado quando necessário. Aqui se fala sobre os lanceiros negros, lutando nas batalhas de Seival (1836) e de Porongos (1844), ocorridas nos peri[iodos regencial e no Segundo Império do Brasil, referentes à revolta dos Farrapos, no RS.
Uiara - Uma linda e climática balada, com um jeitão bem introspectivo e toque Folk, falando de Iara, outra entidade que pertence ao folclore do Brasil.
The Iron Duke - Uma canção com andamento mediano, com riffs agressivos e mudanças de andamento ótimas, além de belos corais e backing vocals bem encaixados. Outro dos grandes momentos do CD, verdade seja dita. O tema? O Duque de Ferro, o Pacificador, o Patrono do Exército brasileiro, Duque de Caxias.
What Could Never Be - Novamente, mistura-se a pegada do Metal tradicional com a força de melodias vocais ótimas e guitarras bem pesadas (nos solos, clara influência de Eddie Clark em alguns momentos). O tema das letras não ficou muito evidente para este autor, mas nada que uma pesquisa não ajude.
Pathfinder - Em mais de nove minutos, muitas mudanças (de momentos mais calmos até outros mais ríspidos), mas sempre mantendo o interesse, graças ao trabalho vocal excelente. Outra em que ficarei devendo a explicação sobre o tema das letras.
Um excelente disco, que infelizmente o Metal Samsara só pôde resenhar agora. Mas antes tarde que nunca, e verdade seja dita: já que os outros estilos musicais cultivados no país andam tão preocupados em sabotar a mentalidade dos mais jovens com letras sem valor cultural algum (nem me venham de mimimi, pois não há debates contra fatos), bandas como o ARMAHDA são preciosas, e merecem aplausos.
Ah, sim: junto com as bandas TAMUYA THRASH TRIBE, CANGAÇO, ARANDU ARAKUAA, VOODOOPRIEST, MORRIGAN, HATE EMBRACE e ACLLA, o ARMAHDA forma o Levante do Metal Nativo, um grupo de bandas que visa divulgar a cultura de nosso país em suas músicas.
E mais uma vez, uma edição da já conhecida coletânea Roadie Metal chega para a apreciação de todos.
É preciso entender que, por trás dessa capa com dois CDs, existem muitos esforços: o que é feito por cada banda para que a gravação de sua respectiva música aconteça em um nível de qualidade sonora satisfatório (e lembro-os que gravar não é um processo barato, ainda mais no Brasil atual, imerso em uma grave crise econômica), da produção da coletânea (que sempre tem que arcar com prazos, planejamento e gastos), enfim, é um trabalho enorme, mas aqui, feito de coração, com a paixão pelo gênero.
Um ponto forte da série "Roadie Metal" que sempre é necessário ser citado: a diversidade de estilos, o ecleticismo e respeito a cada expressão do Metal.
Sim, pois o fã de Metal tem sempre em mãos um material que pode surpreendê-lo, já que sempre ouvimos uma ou outra faixa a posteriori que acaba nos pegando pelos ouvidos. É assim que o radicalismo juvenil vai cedendo espaço à maturidade e idéia de que existe muito mais no gênero que nossas mentes podem conceber.
A sonoridade, como é muito comum nas coletâneas atuais, sempre tem uma mudança de qualidade de uma faixa para outra. Mas mais uma vez, é necessário entender o quão caro é gravar em nosso país, e que nem sempre a equipe de estúdio sabe com o que está lidando (sim, ainda existe a dificuldade de se encontrar profissionais que saibam trabalhar com Metal e Rock com preços mais acessíveis). Mas o resultado em cada canção é bem satisfatório, verdade seja dita.
Ouvindo cada disco com calma, vemos que o cenário brasileiro, no tocante à bandas, está indo muito bem. Sim, pois temos bandas de quase todas as regiões de nosso país. Mas é preciso que o pessoal do Norte e Nordeste mostre mais a cara, pois sabemos da existência de bandas ótimas em cada uma dessas regiões.
Capa muito bem feita, o encarte está primoroso (bem melhor em formato livro), logo, vamos ao disco. E se preparem, pois este volume tem uma pegada mais agressiva que as anteriores.
No CD um, os melhores são o VIVALMA arrasando com "Prodhome" (um Prog Metal muito bem feito, moderno e cheio de mudanças. E o mais interessante é que a banda inteira funciona como uma unidade), a força bruta e ríspida do SHALLRISE em "Simply for Nothing" (um Death/Thrash forte e pesado, com velocidade mudando sempre, e feito com algumas melodias ferozes nas guitarras e excelente trabalho da cozinha rítmica), o TELLUS TERROR que participa pela segunda vez de um volume da "Roadie Metal", chegando dessa vez com "3rd Rock From the Sun" (uma música bruta, mas cheia de nuances musicais interessantes, apresentando guitarras ótimas), as belas melodias do SUNROAD em "Into the City Lights" (um ótimo e envolvente Hard'n'Heavy pesado, com belas vocalizações, backing vocals caprichados sob uma base intrumental variada e bem feita), o THE GOTHS arrasando em "Strange Way of Living" (belo trabalho musical. A banda capricha nos arranjos de guitarra, e usando uma base baixo-bateria pesada. Os vocais podem melhorar um pouco no futuro, mas já estão em um nível satisfatório), o promissor massacre de "Rot in Pieces" perpetrado pelo ROTTEN PIECES (que guitarras ferozes!), o trabalho melodioso do BANDA 80 ROCK em "Nem Tudo Está Perdido" (uma pena que a gravação não está à altura da música, pois vemos um Rock and Roll de raiz, introspectivo, e bem feito, com vocais muito bons), a fúria azeda e brutal do MORGAROTH exposta em "Panzer Division War" (curta, mas um Death Metal bem bruto. Outro que pode usar uma qualidade sonora um pouco melhor, pois está cru além do ponto, mas já se percebe talento na banda), e o climático e azedo ADIMI em "Tão Iguais".
No CD 2, se destacam o poder de fogo abusivo do KRUCIPHA em "Pulse" (um Thrash Metal experimental baseado no uso de riffs azedos, técnica e melodias sóbrias e equilibradas, mais o uso de percussões), o variado trabalho do HOLLOW ouvido em "Destruction of the Mass" (que guitarras e mudanças de ritmo! Esses vão longe!), o saboroso Hard Rock pesado do MAQUINARIOS em "Um Grito na Noite" (riffs pesados, andamento em tempo mediano e belo trabalho de baixo e bateria), o melodioso trabalho instrumental mais voltado ao Metal tradicional do ARONNE em "Mephisto", a vomitada de violência abrasiva do INDIVIDUAL em "Every Man for Himself", a brutalidade bem construída do 50 POINT em "Chorume", e o lado mais sombrio e denso exposto musicalmente pelo VALFENDA em "Another Dimension".
As bandas não citadas também são ótimas, mas ainda precisam apertar uns parafusos aqui e ali. Todas são promissoras, podem render bons frutos, e acredito em cada um de vocês.
No mais, parabéns a Gleison Júnior pela ótima iniciativa, e ao programa Roadie Metal, que sempre promove o Metal brasileiro.
Ah, sim: o programa Roadie Metal vai ao ar às quintas (das 20h30min às 23h00min) e aos sábados (das 14h45min às 16h30min) no link www.canalfelicidade.com.
Músicas:
CD 01:
01. VIVALMA – Prodhome
02. SHALLRISE – Simply for Nothing
03. TELLUS TERROR – 3rd Rock from the Sun
04. CAVERA – More Lies
05. SUNROAD – Into the City Lies
06. MAGNÉTICA – Inflamáveis
07. THE GOTHS – Strange Way of Living
08. ROTTEN PIECES – Rot in Pieces
09. LASCIA – Trapped
10. MARCUS MAUSAN ROCK BAND – Last Train to Rio Largo