31 de jul de 2017

BESTIAL - Hellfuckdominium XXI (EP)


2015
Nacional

Nota: 9,3/10,0

Tracklist:

1. Bestial Introduction (intro)
2. Atomic Blazing Ejaculation
3. Lascivious Possessor
4. Rising Vengeance Flag
5. Warm and Swollen Raw Leather


Banda:

Foto: André Vidal
A. Chuckill - Vocais, baixo
V. Alex - Guitarras
Ed. Storm - Guitarras
Daniel - Bateria


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Bandcamp:
Assessoria: http://www.sanguefrioproducoes.com/artistas/BESTIAL/31 (Sangue Frio Produções)


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Fazer Death Metal no Brasil é uma tradição que alcança todos os cantos desse enorme país. Mesmo com a diversidade cultural de nosso povo, o Death Metal tem um impacto muito grande entre os fãs de Metal no Brasil. Não é à toa que bandas como KRISIUN, REBAELLIUN, LACERATED AND CARBONIZED e NERVOCHAOS já possuem reconhecimento internacional. Mas nem tão conhecido como eles, mas com um trabalho igualmente excelente, temos o veterano BESTIAL, de Porto Alegre, capaz de deixar os ouvidos mais incautos apitando com uma simples ouvida em seu trabalho. Que o diga seu mais recente EP, “Hellfuckdominium XXI”.

Podemos definir o som do quarteto da seguinte forma: 70% Death Metal + 20% Black Metal + 10% Thrash Metal = uma explosão de agressividade caótica conhecida como BESTIAL.

Sonoramente, podemos dizer que o quarteto possui alguma similaridade com o trabalho do ANGELCORPSE, ou seja, uma forma completamente pessoal e particular de abordar sua música, uma visão diferenciada do Death Metal. E por isso, o BESTIAL se mostra um grupo de personalidade muito forte e de música bem diferenciada. Vocais com timbres não tão extremos (lembrando bastante o jeito de Pete Helmkampf de cantar), guitarras com riffs brutais e sempre variados (e solos extremamente distorcidos e insanos), baixo e bateria formando uma base rítmica sólida e bem técnica, é ouvir e gostar. Sim, é muito fácil gostar do trabalho do quarteto.

Resumindo: ouçam e se viciem no BESTIAL!

A produção do EP foi feita pelo conhecido produtor Fábio Lentino, e foi todo gravado no Estúdio 1000, em Porto Alegra (RS). E o nível que o grupo atingiu de qualidade é alto, pois conseguiram equilibrar muito bem peso, clareza e agressividade. E dessa forma, a música do grupo flui agressiva e espontânea, mas muito bem acabada, e com a qualidade sonora que melhor se adapta ao que a banda precisa.

E a capa ostenta uma arte que é antenada com o que a banda diz em suas letras, mas bem trabalhada em tons de preto, vermelho e amarelo.

O BESTIAL veio com a vontade de mostrar música de alto nível, e o que se ouve de ponta a ponta do EP é uma banda que sabe o que está fazendo. Os arranjos são ótimos, a harmonia entre as partes vocais e base instrumental beira a perfeição, os tempos transitam muitas vezes na mesma música, fazendo com que não fiquemos entediados enquanto as músicas vão sendo executadas.

Apresentando 4 canções com média de duração de 5 minutos (pois a primeira, “Bestial Introduction” é uma introdução). Abrindo, um solo doentio abre uma música rica em mudanças de andamento, que é “Atomic Blazing Ejaculation”, indo da velocidade à cadência sem nenhuma dificuldade, soando ótima em todos os momentos (e com riffs excelentes, mostrando arranjos de Thrash e Black no meio da maciça força do Death Metal). Começando com um andamento mais lento, logo “Lascivious Possessor” ganha velocidade e vira um apocalipse sonoro de brutalidade, com as guitarras esmerilhando riffs brutos, mas o destaque mesmo vai para o trabalho ótimo de baixo e bateria. O evangelho brutal da banda continua com “Rising Vengeance Flag”, outra porrada seca nos tímpanos, já com uma pegada um pouco mais tradicional em termos de Death Metal (e com vocais de primeira, com seus urros bem localizados). E fechando, “Warm and Swollen Raw Leather”, outra com jeitão um pouco mais tradicional, mas passagens ótimas de baixo sob a velocidade das guitarras com seus riffs cortantes (mas não se preocupem, pois os tempos variam bastante, com partes empolgantes), e solos no estilo “guitarra-sendo-trucidada”.

Espermos que o BESTIAL venha logo com mais um trabalho, e que a banda cresça bastante. Mas até lá, “Hellfuckdominium XXI” é uma ótima pedida para calamar a ansiedade.

Ah, sim: de lá para cá, a formação da banda deu uma mexida, com a entrada do baterista Jefferson Pereira.


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