25 de mar de 2017

HEAVENLESS - Whocantbenamed (álbum)


2016
Nacional

Nota: 8,0/10,0

Tracklist:

1. Enter Hades
2. Hopeless
3. The Reclaim
4. Hatred
5. Soothsayer
6. Odium
7. Uncorrupted
8. Deceiver
9. Point-Blank


Banda:


Kalyl Lamarck - Vocais, baixo
Vinicius “Carcará” Martins - Guitarras
Vicente “MadButcher” Andrade - Bateria


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Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Quando se falar do Nordeste e Norte do Brasil, é preciso ter a clara idéia de que a região é um dos maiores celeiros de Metal de qualidade do Brasil, e falar em nomes como AVALON, HEADHUNTER D.C., CARAVELLUS, MALEFACTOR e outros chega a ser desnecessário para os mais experientes, mas os novatos precisam saber dessa herança maravilhosa que nossos queridos irmãos dessas regiões andam fazendo.

E é prazeroso conhecer o trabalho do trio HEAVENLESS, de Mossoró (RN), que chega com uma voadora nos peitos de todos conhecida como “Whocantbenamed”, primeiro disco do grupo...

Donos de um arsenal Death/Thrash Metal da melhor qualidade, o ponto mais forte da música do trio é justamente fugir de conservadorismos musicais. Isso quer dizer que o grupo não se importa de usar influências mais modernas em sua música, criando assim uma abordagem diferenciada do gênero, que já anda bem erodido pelo uso continuado. Ou seja, é bruto, pesado e bem agressivo, mas nem de longe soa datado ou como mais um no meio de uma multidão. 

Produção, gravação, mixagem e masterização foram feitas por Cássio Zambotto. E é interessante ver como um ponto de equilíbrio foi achado, já que a sonoridade de “Whocantbenamed” é muito boa, com todos os instrumentos audíveis, mas com uma sonoridade cheia e sem deixar espaços vazios. Ou seja, o som é cheio e compactado, além de muito agressivo. E a arte de Hugo Silva para o CD é muito boa, mesmo usando do limitado recurso de tons de preto, branco e cinza, mas está muito bom. 

O som da banda é duro e azedo, agressivo e bem bruto, mas com bons arranjos nos momentos certos, e o grupo, apesar de precisar aparar mais algumas arestas, já se mostra talentoso e criativo.

O talento Death/Thrash do grupo é percebido em momentos sublimes do CD, em destaque na ganchuda e empolgante “Enter Hades” (boas mudanças de ritmo e que belos e agressivos arranjos de guitarras), a fúria abrasiva dos andamentos em “Hopeless” e na bem trabalhada “The Reclaim” (baixo e bateria estão muito bem nessa música), o lado furioso temperado com groove e bons arranjos vocais de “Hatred” e “Soothsayer”, e a caída um pouco mais para o Death Metal em “Deceiver”.

Uma ótima revelação, sim senhor!


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