20 de fev de 2017

BATTLE BEAST - Bringer of Pain (CD)


2017
Nacional

Nota: 10,0/10,0


Tracklist:

1. Straight to the Heart
2. Bringer of Pain
3. King for a Day
4. Beyond the Burning Skies
5. Familiar Hell
6. Lost in Wars
7. Bastard Son of Odin
8. We Will Fight
9. Dancing with the Beast
10. Far from Heaven
11. God of War (bônus)
12. The Eclipse (bônus)
13. Rock Trash (bônus)


Banda:


Noora Louhimo - Vocais
Joona Björkroth - Guitarras
Juuso Soinio - Guitarras
Janne Björkroth - Teclados
Eero Sipilä - Baixo, backing vocals
Pyry Vikki - Bateria


Contatos:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


A inovação é uma das forças motrizes que levam o Metal adiante, sempre em direção ao futuro. As páginas do passado já estão escritas e ninguém as mudará, o futuro ainda está por ser escrito, logo, como se faz e se ouve Metal nos dias de hoje é extremamente importante para se responder uma questão: como será o Metal no futuro?

Acredito que não existirá uma resposta única ou concisa, mas este autor se guarda o direito de dizer: vai ser de primeira, pois os países do norte da Europa têm gerado cada vez mais bandas relevantes e com trabalhos de alto nível. E a Finlândia nos revela mais um excelente nome: o do sexteto BATTLE BEAST, que chega a nós pela parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil por meio de seu mais novo álbum, o excelente “Bringer of Pain” em versão nacional.

Primeiramente, é mais que necessário que o leitor se isente de qualquer idealismo ou preconceito musical, pois “Bringer of Pain” tem uma gama enorme de influências musicais, e muitas vezes, bem diferentes entre si. Mas todas se mesclam e formam uma música bem diferente e personalidade. Tem Metal tradicional, Hard Rock, Glam Metal, Pop, Power Metal, e mais, mas sempre em uma música bem equilibrada e com uma energia enorme. E isso tudo com aquele famoso jeito melodioso bem envolvente, junto com cada refrão que ouve-se uma vez, e você vira fã da banda.

Ouça e seja capturado pelo BATTLE BEAST!

Produzido pelo tecladista Janne Björkroth nos JKB Studios, e que teve a ajuda de Viktor Gullichsen e Mikko Karmila na mixagem. A masterização é de Mika Jussila e foi feita nos Finnvox Studios. Resultado: uma sonoridade bem feita, equilibrando muito bem limpeza, peso e agressividade do grupo, sem deixar nada de fora. E isso nos permite perceber como a música do grupo é espontânea e bem arranjada.

Em termos artísticos, Jan Yrlund fez uma capa muito bonita e que realmente consegue personificar a música do grupo.

Vocais que oscilam entre o suave e o raivoso sem pudores (e perfeitamente encaixados no instrumental rico da banda), guitarras esbanjando peso e melodia em riffs de fácil assimilação e solos criativos, base rítmica sólida e com bom nível técnico, e partes de teclados muito bem encaixados no instrumental do grupo é o que compõe as músicas de “Bringer of Pain”. E embora bem trabalhado, o trabalho deles não é de forma nenhuma complexo demais. Muito pelo contrário: a acessibilidade musical é altíssima, o que faz do CD um disco indispensável.

“Bringer of Pain” já nasceu em berço de ouro, é precioso em cada momento. E por isso, é um trabalho bem difícil destacar essa ou aquela faixa, o que farei aqui para dar uma referência ao leitor. Mas não se preocupem: esse disco vicia e se justifica!

A arrasa-quarteirões “Straight to the Heart” e sua pegada acessível permeada por riffs ótimos e excelentes vocalizações (o acento Pop é evidente, mas excelente), a pesada e trabalhada “Bringer of Pain” (onde se percebe arranjos ótimos de baixo e bateria), a deliciosamente envolvente “King for a Day” e a forte presença dos teclados (outra que tem uma acessibilidade musical descarada e maravilhosa, fora um refrão que gruda e não solta mais, e não é o primeiro vídeo de divulgação por mero acaso), o contraste entre guitarras e teclados apresentado em “Beyond the Burning Skies” e seu andamento pesado e em tempo mediano, o hit pesado e altamente sedutor de “Familiar Hell” (como essa moça canta e sabe interpretar, bem como saber variar os timbres de voz do suave ao agressivo sem nenhuma dificuldade, e o vídeo da música possui uma mensagem mais que necessária de ser divulgada), a força do Rock industrial moderno e denso em “Lost in Wars” (que tem a participação especial de Tomi Joutsen  , do AMORPHIS, nas vozes masculinas), o lado um pouco mais Power Metal/Tradicional de “Bastard Son of Odin” (mais uma vez, baixo e bateria mostram sua força e peso), um andamento um pouco mais lento e com boa pegada que mixa bem peso e melodia é o que “We Will Fight” nos proporciona (e isso com um belo trabalho das guitarras, inclusive solos muito bons, fora um refrão bem marcante), o jeitão Pop descarado e maravilhoso de “Dancing with the Beast” e seus arranjos preciosos de teclados e vocais, e a balada altamente acessível e elegante que se ouve em “Far from Heaven” (novamente, que belos vocais e que interpretação).  E isso sem mencionar as faixas bônus da versão nacional:  “God of War” (com um meio termo entre peso, melodia e acessibilidade, mostrando teclados e base rítmica perfeitos), “The Eclipse” e seu peso avassalador recheado de grandes riffs (mas com algumas partes mais melodiosas e introspectivas, onde os vocais mostram sua versatilidade mais uma vez), e a pancada mezzo Hard Rock mezzo Rock’n’Roll de “Rock Trash”.

Sim, uma vez mais, um disco me força a falar de todas as suas canções. Isso porque NÃO DÁ para deixar uma sequer de fora!

Sei que “Bringer of Pain” pode deixar alguns assustados na primeira ouvida, e mesmo causar reações adversas. Mas sempre digo: a segunda ou a terceira ouvida fazem maravilhas!

Mais um disco que já está na lista dos melhores do ano!



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