1 de mai. de 2016

JUDAS PRIEST - Turbo (Clássicos)


1986
CBS
Nacional

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Falar do JUDAS PRIEST é sempre algo bem trabalhoso. Sob muitos aspectos, é uma banda cuja importância para o Metal é a mesma do BLACK SABBATH, de quem são conterrâneos. Mas uma coisa não se pode negar: o quinteto inglês é a banda que ou erra completamente ou acerta no alvo. Nada deles é meio termo, e mesmo assim, somente o supracitado quarteto e o MOTORHEAD podem gozar da mesma fama de "bandas mais importantes para o desenvolvimento do Heavy Metal".

Mas o que levaria a banda a criar um disco como "Turbo", de 1986, tido como seu pior momento na carreira por muitos?

Vamos por partes.

É preciso entender que estamos falando do meio da década de 80, quando as bandas mais antigas já eram ameaçadas pela nova geração. Bandas como METALLICA, SLAYER, MEGADETH, TESTAMENT, ANTHRAX tinham uma sólida base de fãs com seu som mais agressivo e moderno. E muitos deixavam as bandas mais antigas de lado, preferindo aderir às sonoridades modernas de então.

Outro ponto a ser citado é a necessidade constante de se reinventar, justamente porque as bandas precisavam expandir fronteiras de sua música. Óbvio que a mentalidade atual é de respeitar o passado dos monstros sagrados, mas verdade seja dita: o Santo Graal que MOTORHEAD e AC/DC haviam encontrado não era para todos. E tocar as mesmas músicas, o mesmo estilo, todas as noites por um ano de tournée deve ser uma experiência estafante para qualquer um.

Ponto final: o JUDAS PRIEST, como seus contemporâneos, já haviam experimentado o néctar do sucesso comercial, pois estavam em ascensão desde "Killing Machine" de 1978 (lançado nos EUA como "Hell Bent for Leather"), "British Steel" de 1980, e "Screaming for Vengeance" de 1982, onde eles chegaram ao status de gigante. Nem mesmo "Point of Entry" de 1981 (com uma visão mais melodiosa e orientação comercial) pôde os tirar desse crescendo, mas "Defenders of the Faith" de 1984 não chegou aos pés (em termos de vendagem) do que seu antecessor, e isso, aos olhos da gravadora, sempre gera problemas. Na época, era de praxe as gravadoras grandes desejarem que suas bandas vendessem mais discos, o que acarretaria em maiores investimentos.

Mas o que "Turbo" tem de tão destoante assim?

Mais uma vez, o quinteto de Birmingham flertou com o Hard Rock, mudou o tema de suas letras, e mesmo o visual da banda nos palcos e fotos mudou. E isso causou muito mal diante dos olhos dos fãs mais radicais de Metal, que viviam às turras com os fãs do Hard Rock californiano. Além disso, o uso de guitarras sintetizadas foi o pano para manga para reclamações dos fãs mais extremistas (embora o IRON MAIDEN tenha usado o expediente em "Somewhere in Time" e "Seventh Son of a Seventh Son" e não gerou a mesma reação).


No fundo, o real problema de "Turbo" é seu direcionamento musical, por ser mais acessível e capaz de atingir novos fãs. Foi uma jogada bem ousada, mas infelizmente, o disco ficou marcado como o pior momento da carreira do quinteto.

A produção, mais uma vez, é de Tom Allom (que estava com a banda desde "Unleashed in the East", disco ao vivo de 1979), que conseguiu dar uma sonoridade mais moderna e limpa ao trabalho do quinteto. Tudo está em seu devido lugar, e os timbres dos instrumentos é muito bom (mesmo o uso das guitarras sintetizadas não destoou). A arte, mais uma vez, foi feita por Doug Johnson, mesmo artista que fez "Screaming for Vengeance" e "Defenders of the Faith", e já ilustra a nova orientação musical do grupo.

Individualmente, o quinteto estava mantendo a qualidade. Rob Halford havia se livrado das drogas e estava mostrando sua melhor forma nos vocais, assim como Glenn Tipton e K. K. Downing ainda ditavam as regras em termos de criatividade nas seis cordas, com bases e solos de primeira (os duelos de solos e duetos são uma marca registrada do grupo). Ian Hill continua sendo um ótimo baixista, sabendo manter a base sólida durante todas as músicas, e até alguns momentos mais técnicos. Mas o calcanhar de Aquiles do grupo, desde "British Steel", sempre foi a bateria quadrada de Dave Holland, com seu feijão com arroz simples e sempre dentro das regras. Um baterista perfeito para o AC/DC, mas nunca para o JUDAS PRIEST, e que em "Turbo", continuou seu "mais do mesmo" chato e repetitivo de sempre.

Em termos musicais, uma ouvida sem o preconceito e radicalismo pueril dos anos 80 (que deveria ter continuado por lá, mas que andam querendo trazer de volta nos últimos tempos, o que é um retrocesso mental), vemos que "Turbo" não chega a ser um clássico do grupo, mas de longe, é bem melhor que "Point of Entry" ou "Nostradamus".

"Turbo Lover" é uma música pesada e bem arranjada, com seus toques de Hard Rock e ótimo refrão (e se reparar direitinho, as guitarras da banda continuam excelentes), o peso pesado de "Locked In" e seus vocais excelentes (realmente, Rob está muito bem no disco inteiro) e um refrão bem envolvente, além de duetos de solos excelentes; a comercial "Parental Guindance" e a energética "Reckless" mostram-se dignas de serem músicas do JUDAS PRIEST e possuem todos os elementos que os fãs amam, apenas com uma roupagem mais comercial, o que não chega a ser um pecado. As outras são igualmente muito boas, mas estas se destacam.

Uma nova audição pode quebrar muitos conceitos antigos e colocar "Turbo" em uma colocação melhor no gosto dos fãs. Ele até merece, pois representa um lado diferente e criativo da música do JUDAS PRIEST.


Músicas:

1. Turbo Lover
2. Locked In
3. Private Property
4. Parental Guidance
5. Rock You All Around the World
6. Out in the Cold
7. Wild Nights, Hot & Crazy Days
8. Hot for Love
9. Reckless


Banda:


Rob Halford - Vocais
K. K. Downing - Guitarras
Glenn Tipton - Guitarras
Ian Hill - Baixo
Dave Holland - Bateria


Contatos:

30 de abr. de 2016

IRON MAIDEN - Iron Maiden (álbum)


1980
Emi
Nacional


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O ano é 1980.

Após o enfraquecimento dos efeitos iniciais da explosão do Punk Rock em 1977, a Inglaterra começava a mostrar o surgimento de uma nova geração de bandas de Heavy Metal. Todas possuíam similaridades, e muitas diferenças. A estética das bandas do início estava sendo alterada, personalizada e diversificada, mas mantendo o peso e energia de seus antecessores.

Capa da versão remasterizada
Este é o apogeu da NWOBHM, onde as bandas do gênero que começaram a lançar Demos e Singles de forma independente (um legado do Punk Rock, o bom e velho "Do It Yourself", que será uma bandeira de muitos nessa década que se iniciava), até que as gravadoras abriram os olhos para o potencial comercial do gênero. Mas é óbvio que, como todo movimento musical, algum nome, em meio a tantos, virá a se destacar e ser a ponta de lança do mesmo.

No caso da NWOBHM, não há o que questionar: o grande nome daquela geração era, sem sombra de dúvidas, o do IRON MAIDEN, que depois de muita ralação no circuito underground de shows em Londres, de muita luta para estabilizar sua formação e de ter sucesso enorme dentro do cenário underground com a Demo (que viraria um EP mais tarde) "The Soundhouse Tapes", chegou com seu primeiro álbum, "Iron Maiden", lançado pela Emi.

Lançado em 14/04/1980, podemos dizer que "Iron Maiden" já nasceu clássico, mas infelizmente, teve problemas e mais problemas até chegar nas mãos dos fãs: o produtor Will Malone mais foi um peso morto que uma peça a ajudar no processo criativo (e a banda já havia despedido dois antes dele: Guy Edwards por não gostarem da sonoridade que ele criou, e Andy Scott por insistir que Steve tocasse baixo com uma palheta), o guitarrista Dennis Stratton aprontando das suas em "Phantom of the Opera" pela costas da banda... Se lerem a biografia "Run To The Hills", terão a clara idéia do que digo. E um fator interessante é que Martin Birch (o produtor que foi o sexto membro do grupo até sua aposentadoria, em 1990) estava disposto a entrar no projeto com eles, mas nunca foi chamado.

Coisas da vida.

O motivo de "Iron Maiden" ser tão importante, histórica e musicalmente falando, pode ser compreendido com uma audição mais aprofundada e a consciência do que era feito em termos musicais naqueles dias: em palavras simples, a banda conseguia associar a agressividade e energia crua do Punk (que eles negavam na época), o peso do Metal tradicional (e o refinamento musical de bandas como THIN LIZZY e WISHBONE ASH) e as estruturas musicais complexas do Rock Progressivo (lembrando que Steve sempre foi musicalmente influenciado por Chris Squire (YES), Geezer Butler (BLACK SABBATH), entre outros). Ou seja, o IRON MAIDEN junta um grande bojo de influências musicais e transforma em músicas coesas, fortes e que são capazes de seduzir os fãs. E verdade seja dita: a banda assim deu passos em direção de se tornar o maior gigante do Heavy Metal em cima dessa fórmula.

Gravado nos Kingsway Studios, em Londres, a produção de Will Malone não ajudou. Embora a sonoridade de "Iron Maiden" não seja ruim, está muito aquém do que o quinteto iria nos oferecer nos próximos anos. Está limpa, mas carece de mais peso e soa oca, mesmo para os padrões da época. Mas lembrando que ele foi gravado em menos de 15 dias, com a banda basicamente fazendo tudo (já que Will não se mostrava muito interessado no trabalho), o resultado final não é ruim. É muito bom, mas como dito: longe do nível que os caracterizaria nos anos seguintes.

A capa, trazendo Eddie (o monstro favorito de quase 99% dos fãs de Metal), é de Derek Riggs, que seria o ilustrador da banda pelos próximos anos, até 1990. Óbvio que é bem simples em comparação ao que o grupo mostraria no futuro, mas é claramente uma declaração de guerra: o Heavy Metal estava de volta, e para ficar!


Musicalmente, falar das músicas do disco chega a ser algo pecaminoso. O que mais se pode acrescentar a canções que são hinos de 36 anos de idade que já não tenha sido feito? O que falar de Paul, Steve, Dave Murray, Dennis Stratton e Clive Burr, que se mostravam uma banda afiada e precisa?

"Prowler" mostra a força do dueto de guitarras da banda em uma canção rápida e cheia de energia, enquanto "Remember Tomorrow" e suas mudanças de ritmo nos embalam e exibem a habilidade instrumental do grupo em muitos momentos, mas a força e versatilidade de um vocalista inimitável. Já "Running Free", um dos maiores clássicos da banda, é simples e acessível, exibindo um caráter extremamente envolvente. Em "Phantom of the Opera", um dos maiores clássicos do grupo, a banda inteira se mostra em excelente forma em meio a tantas mudanças de ritmo, e com o baixo mostrando-se um tanque de guerra em certos momentos. Isso foi o lado A.

Já o lado B abre com a ótima instrumental "Transylvania", que mostra muitas mudanças, além de evidenciar a força de um dos elementos mais característicos do grupo: seus duetos de guitarra. Em "Strange World", uma balada introspectiva, mostrando o lado mais sensível dos vocais, mas é um tanto quanto descartável por não estar no mesmo nível das outras músicas. Embora cheia de energia e mostrando boas variações harmônicas, podemos aferir que "Charlotte the Harlot" seria um bom lado B de um Single, sendo uma boa canção, mas não no nível das outras. E fechando o disco, a clássica "Iron Maiden", com um dos melhores riffs e refrão do Metal, mostrando que realmente a Donzela de Ferro iria pegar a todos, não importasse o quão longe.

Nas versões mais recentes do CD, tem saído a clássica e mais Hard "Sanctuary", com uma sessão rítmica excelente e belo trabalho nos vocais. Ela poderia ter entrado no lugar tanto de "Strange World" ou "Charlotte the Harlot", mas quem conhece o IRON MAIDEN sabe que eles têm um histórico de pôr em lados B de Singles músicas que poderiam estar no álbum, como "Total Eclipse" que poderia ter entrado no lugar de "Gangland" no "The Number of the Beast". Mas esta é outra estória.

Um último ponto que gostaria de citar é que o trabalho de Paul neste disco e em "Killers" é tão contundente que, para muitos, é o melhor vocalista que passou pelo grupo, justamente por ter um timbre de voz bem mais particular que Bruce, mais cru e rocker. Nos anos 80, essa discussão era levada muito a sério, diga-se de passagem, e em um ponto, tem sua razão de ser: nas músicas de "Iron Maiden" ao vivo, Paul sempre se saiu melhor que Bruce (não seja fanático, meu caro leitor. Isso é um fato).

Enfim, se "Iron Maiden" peca no quesito de qualidade sonora (novamente referencio os problemas acima descritos), excede na qualidade sonora e ajuda a definir o que seria o Heavy Metal nos anos vindouros.

É ouvir e deixar que o IRON MAIDEN te pegue, não importando o quão longe estejam.



Músicas:

1. Prowler
2. Sanctuary
3. Remember Tomorrow
4. Running Free
5. Phantom of the Opera
6. Transylvania
7. Strange World
8. Charlotte the Harlot          
9. Iron Maiden


Banda:


Paul Di'Anno - Vocais
Dave Murray - Guitarras
Dennis Stratton - Guitarras
Steve Harris - Baixo
Clive Burr - Bateria


Contatos:

Facebook (Iron Maiden Brasil)

29 de abr. de 2016

KAMALA: tour pela Europa em andamento




O KAMALA embarca novamente para o velho continente, dessa vez para uma turnê especialmente na França! 


Fiquem ligados na página do Facebook da banda (www.facebook.com/kamalaofficial) e instagram @kamalaofficial para acompanhar mais sobre essa turnê.


Fonte: Kamala

28 de abr. de 2016

EGREGOR - Karma (Álbum)


2015
Independente
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Enquanto povo da América do Sul, nós no Brasil ainda ignoramos a força e criatividade de nossos vizinhos.

Sim, apesar das nossas similaridades culturais, ainda carecemos de olhar com mais detalhes para nosso continente e vermos a força da cena Sul Americana em termos de Metal. Sim, pois temos por aqui bandas excelentes, como o RATA BLANCA e o CLIMATIC TERRA na Argentina, o THY ANTICHRIST da Colômbia (e que agora está radicado nos EUA), o CURARE no Equador, entre tantas outras. Ou seja, nem só de Brasil vive o Metal Sul Americano.

Sabendo disso, vemos que mais um excelente nome surge no Chile um abalo sísmico em termos de Metal que é capaz de afundar o continente: o excelente quinteto EGREGOR, que após um EP e dois Singles, finalmente chega com seu primeiro disco, "Karma".

Podemos dizer que o quinteto é uma banda que funde a técnica do Prog Metal com o peso agressivo de vertentes mais modernas do Metal, mas sem nunca perder sua essência mais clássica, mais voltada ao Metal tradicional. Bem trabalhado e envolvente, "Karma" ainda é permeado pela força ancestral da cultura dos povos de nosso continente, e embora as temáticas da banda sejam mais abertas, percebe-se que a música do EGREGOR fala-nos direto ao coração. A força seu bojo cultural, aliada à uma música fascinante, trabalhada e envolvente, nos toma de assalto.

Produzido pela vocalista Magdalena Opazo e pelo guitarrista Richard "Ripo" Iturra (que ainda fez a mixagem do disco), mais a colaboração especial de Andrés Goday, e com a masterização feita por Maciej Dawidek nos Nova Studios (na Polônia), podemos dizer que a sonoridade de "Karma" é de primeira. Tudo está claro e audível, com timbres muito bem escolhidos, mas o peso e intensidade estão ali, permitindo que mesmo nos momentos mais densos e agressivos, tudo seja compreendido.

A arte de Pablo Rebolledo é de primeira, evocando em seus elementos todo o conceito lírico do disco.

Um dueto de guitarras com riffs fortes e pesados, baixo e bateria formando uma base rítmica sólida, pesada e com boa técnica, além dos talentosos vocais femininos que se diferenciam de todas as divas pelo uso sábio de seus timbres normais de voz, tudo isso é feito de forma que o trabalho melodioso do quinteto seja de primeira linha. As letras em espanhol permitem uma boa acessibilidade à mensagem da banda, que como citado antes, dá a clara impressão de ser uma imersão total no âmago cultural dos nossos povos irmãos. E enriquecendo ainda mais o disco, temos as presenças de convidados especiais: Martín Romero no charango (instrumento similar à viola) e Quena (um tipo de flauta) em "Karma", Martín Morales na Zampoñas (flauta de vários tubos tradicional dos Andes) em "Karma", Pablo Dominguez na percussão africana em "Ritual", e Héctor León no viejo, e nos vocais inicias de "Ritual".

Destaques?

Sinto muito aos mais chatos, mas "Karma" nasceu um disco muito bem feito em tudo, e a qualidade das músicas do grupo são algo que não abre espaços para críticas negativas.

Só para que se referenciem, cito a ótima "Shunyata" (com alguns tempos não convencionais, cortesia do trabalho de primeira de Alejandro no baixo e Carlos Hidalgo na bateria, mais solos de guitarra bem melodiosos), as melodias modernas e envolventes que surgem em "Inflexion" (como a voz de Magdalena é bela e versátil, verdade seja dita), a etérea e bem arranjada "Karma" com seu clima mais suave (o que privilegia muito os vocais mais uma vez. Mas nos momentos mais certos, as guitarras de Richard e Giancarlo aparecem muito bem), a pesada e cheia de mudanças rítmicas "Ritual", onde a banda como um todo se mostra ótima (é a música de divulgação do disco, com vídeo oficial. Mas reparem como há uma forte aura espiritualizada aqui); a agressividade progressiva contida nas melodias complexas de "Metamorfosis", e as guitarras bem feitas (especialmente os solos) de "Sideral" (outro show de mudanças rítmicas, mostrando que a banda consegue ser entendida. E reparem alguns vocais um pouco mais agressivos ao fundo).

Sim, o EGREGOR veio para ficar, e mesmo sendo um disco de 2015, merece constar na lista de muitos como um dos plays do ano.

Uma excelente revelação! 





Músicas:

1. Shunyata
2. Inflexion
3. Karma
4. Ilumina
5. Awen
6. Ritual
7. Metamorfosis
8. Mascara
9. Sideral
10. La Luz de Oscuros Recuerdos
11. Libera


Banda:


Magdalena Opazo - Vocais
Richard Iturra - Guitarras
Giancarlo Nattino - Guitarras, vocais
Alejandro Heredia - Baixo, didjeridu
Carlos Hidalgo - Bateria


Contatos:

27 de abr. de 2016

ALIRIO NETTO: veja matéria do musical “We Will Rock You” no “Todo Seu” da TV Gazeta




O cantor e ator Alirio Netto é um dos destaques de uma matéria especial sobre o musical “We Will Rock You” e que foi apresentada por Ronnie Von no programa “Todo Seu”, da TV Gazeta. O programa foi ao Teatro Santander, em São Paulo, e entrevistou os diretores e atores para falar sobre o musical, da preparação e as músicas do Queen. O programa “Todo Seu” trata de temas como comportamento, gastronomia, moda, novidades e saúde.

Alirio Netto interpreta Galileo, personagem inspirado na música “Bohemian Rhapsody”. “We Will Rock You” é um musical baseado nas músicas da banda Queen e nomeado a partir do single homônimo. O musical foi escrito pelo comediante inglês Ben Elton em parceria com Brian May e Roger Taylor.

“É um musical com forte pegada do rock, o que vai atrair também os fãs do Queen”, acredita Alírio Netto, que vive Galileo. Dono de um dos agudos mais possantes do musical brasileiro, ele tem experiência de palco por ser vocalista da banda Age of Artemis. “Na verdade, virei cantor por causa da admiração que tenho por Freddie Mercury”, finaliza Alirio.

Veja matéria no “Todo Seu”: 



Serviço:

“We Will Rock You”
Quando: A partir de 24 de março. Sessões: Quintas e Sextas, às 21h, Sábados, às 17h e 21h, e Domingos, às 16h e 20h
Onde: Teatro Santander Complexo JK. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi
Quanto:
QUINTAS E DOMINGOS À NOITE
Plateia Vip Central: R$ 130 (meia) e 260 (inteira)
Plateia Central: R$ 115 (meia) e R$ 230 (inteira)
Plateia Lateral: R$ 90 (meia) e R$ 180 (inteira)
Plateia Superior: R$ 75 (meia) e R$ 150 (inteira)
Balcão: R$60 (meia) e R$ 120 (inteira)
Frisa: R$ 40 (meia) e R$ 80 (inteira)


SEXTAS, SÁBADOS E DOMINGO À TARDE
Plateia Vip Central: R$ 150 (meia) e 300 (inteira)
Plateia Central: R$ 135 (meia) e R$ 270 (inteira)
Plateia Lateral: R$ 125 (meia) e R$ 250 (inteira)
Plateia Superior: R$ 100 (meia) e R$ 200 (inteira)
Balcão: R$ 80 (meia) e R$ 160 (inteira)
Frisa: R$ 50 (meia) e R$ 100 (inteira)


Vendas: a partir de 9 de março
- Telefone: 4003 1022
- Bilheteria Teatro Santander Complexo JK – Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041. Funcionamento: Domingo a Quinta: 12h às 20h ou até inicio do espetáculo. Sexta e Sábado: 12h às 22h
Formas de Pagamento: Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron
Capacidade: 1100 lugares
Assentos: O teatro conta com 16 assentos para deficientes físicos e 10 para pessoas obesas.
Classificação: livre
Duração do musical: 2h15


Fonte: TRM Press

YEKUN: novo EP, ‘The Boars Nest’, está disponível para download gratuito




O novo trabalho de uma das bandas mais inrotuláveis do Metal nacional, a paulista YEKUN, está disponível para download completamente gratuito.

Estamos falando do EP ‘The Boars Nest’, segundo trabalho de inéditas lançado pelo grupo e que novamente é disponibilizado para download para delírio – e insanidade – dos headbangers.


Para baixar o EP e todo o material gráfico:


‘The Boars Nest’ foi gravado no estúdio Purosom com produção de Edson Paulino e da própria banda. A capa ficou nas mãos do vocalista JP Carvalho.

O EP anteriormente contendo quatro faixas, ganhou uma quinta: a introdutória ‘Peace and Temptation’. Outro destaque é para a participação da guitarrista do Nervosa, Prika Amaral, que no EP abandona a guitarra e assume os vocais.


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Fonte: Metal Media

Maverick: confirmado no Roça ‘n’ Roll!




Depois de realizar o show de tocar com uma de suas principais influências, o SOULFLY, o jovem MAVERICK realiza outra conquista: tocar em um dos mais badalados festivais underground do Brasil, o mineiro ROÇA ‘N’ ROLL.

Confira trecho do press release liberado pelo festival:

“Após a confirmação da banda finlandesa Amorphis, a Cangaço Produções divulgou cinco novas confirmações para a 18ª expedição do Roça ‘n’ Roll. As bandas Barbaria (SP), Concreto (MG), Deadliness (MG), Hatefulmurder (RJ) e Maverick (SP) foram escolhidas em mapeamento promovido nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Os grupos se apresentam no sábado (28 de maio), no dia principal do festival.”

Além destas bandas, nomes como Torture Squad, Mythological Cold Towers e muitas outras. Para saber mais sobre o festival, visite: www.rocainroll.com


O MAVERICK foi uma das grandes revelações do ano passado e seu debut, ‘The Motor Becomes My Voice’, lançado pela Shinigami Records, foi eleito por várias publicações como um dos grandes lançamentos de 2015.

‘The Motor Becomes My Voice’ está à venda diretamente com a banda através do link http://metalmaverick.com.br/merchmvk ou com a Shinigami Records: http://goo.gl/kmyJLp

O álbum também é encontrado em formato digital nas principais distribuidoras do mundo.

Google Play – https://goo.gl/Xlt8Vs
SoundCloud – https://goo.gl/PxHPQM


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Fonte: Metal Media

X-EMPIRE: banda anuncia desligamento de baterista e procura substituto




O paulista X-EMPIRE anuncia que o baterista Raphael Jorge não faz mais parte do grupo. A banda também anuncia que está procurando um substituto para o posto.

Baterista interessados em trabalhar com a banda, podem entrar em contato por e-mail ou Facebook. O X-EMPIRE ressalta que procura por músicos sérios, disponíveis e responsáveis.

Mesmo com a baixa, o X-EMPIRE segue preparando seu álbum que, conforme noticiado, Raphael Dantas, um dos renomes brasileiros quando se trata de vocalistas de Rock/Metal, se integrou ao grupo e agora divide os vocais com o fundador Michel Marcos.

Outra presença confirmada no novo álbum é a do vocalista britânico Chris Clancy, ex-Mutiny Within, grupo estadunidense que com seu debut autointitulado chegou ao primeiro lugar da Billboard em 2010. Atualmente canta na banda inglesa Wearing Scars (www.facebook.com/wearingscarsuk) ao lado do conceituado guitarrista Andy James (ex-Sacred Mother Tongue).


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Fonte: Metal Media

Woslom: confira participação no programa Pegadas de Andreas Kisser





Neste domingo que se passou, o WOSLOM, além de deixar muitos pescoços doloridos em sua elogiada apresentação no festival Rock na Praça, o WOSLOM participou do já tradicional programa Pegadas de Andreas Kisser.

Em um papo descontraído, os músicos falando especialmente de seu recém-lançado álbum ‘A Near Life Experience’. Confira o podcast do programa:


Pegadas de Andreas Kisser é um programa semanal de entrevistas e notícias apresentado pelo lendário guitarrista juntamente com o filho, Yohan Kisser, na rádio 89FM de São Paulo.


‘A Near Life Experience’, novo álbum do WOSLOM, já está disponível nas melhores lojas e diretamente com a banda. O trabalho foi gravado no Acustica Studios e masterizado na Absolute Master. A capa ficou por conta do artista Mario Lopez.

A banda também já confirmou sua quarta turnê pela Europa para o final do primeiro semestre deste ano.

Duas músicas retiradas do disco estão disponíveis.




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Fonte: Metal Media

Confiram a 6ª edição do programa Blitz Metal




Programa Blitz Metal em sua 2ª temporada. Nesta 6ª edição trazo a cobertura do show da banda potiguar, Comando Etílico, em sua 3ª passagem por Fortaleza.


Com colaboração na filmagem do grande Banger cearense, Barcelos Saxon, o evento contou com as bandas de abertura: Warbiff, Flagelo, Burning Torment, e Dynamite, com entrevistas exclusivas, além de depoimentos do público em geral.



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Fonte: Blitz Metal
A/C Jerônimo Pires
Direção, Criação, Edição e Apresentação

RECKONING HOUR: assista ao videoclipe “Misguided”





A banda de Melodic Death Metal RECKONING HOUR lançou o videoclipe “Misguided”, primeiro em divulgação ao recém-lançado debut “Between Death and Courage” pela gravadora americana Famined. O vídeo foi produzido por Philip Leander e Raphael Dizus, com direção a cargo de Gustav Moreira.


Os músicos fizeram um breve comentário sobre o lançamento.

“RECKONING HOUR, orgulhosamente apresenta a segunda faixa de nosso álbum, nosso mais novo videoclipe, intitulado “Misguided” pela Lambgoat! Dedicamos essa musica em particular, para todas as pessoas que se perderam em seus caminhos, na vida e não satisfeitas, desmotivam ou enfraquecem as outras pessoas. É incrivelmente difícil competir em um mercado internacional a partir daqui do Brasil, um país em que o metal não é um gênero predominante, um país onde as bandas e a cena quase nunca se fortalecem, mas nós estamos aqui, mostrando nosso trabalho humildemente, e gostaríamos de dizer que este disco é apenas o começo!”




Muito obrigado Famined Records!

Acompanhe RECKONING HOUR no Facebook: www.facebook.com/reckoninghour

Assessoria de Imprensa: www.facebook.com/DunnaRecords


YEKUN - The Boars Nest (EP)


2016
Independente
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Ser criativo dentro do cenário tem sido um desafio para as bandas de Metal nos últimos anos.

Se por um lado ninguém precisa criar um novo gênero dentro do estilo, também não se deve pôr o burro na sombra e achar que tudo que se poderia fazer está feito. Aceitar esta última forma de pensamento é se colocar como um clone de algo já explorado. E ainda bem que algumas bandas continuam buscando novas fronteiras para se expressarem, como é o caso do quinteto paulista YEKUN, que mais uma vez chega com um EP, chamado "The Boars Nest".

A banda continua fazendo um som sujo e agressivo, pesado e denso, mas sempre com qualidade. Não é simples de definir o que eles fazem, sonoramente falando. A agressividade e peso do Thrash Metal estão ali, bem como uma dose imensa do peso e sujeira característica do Stoner (e mesmo os tempos mais lentos), além de melodias bem tocadas aqui e ali. Não, não façam definições, não criem rótulos, mas apenas aceitem que o grupo é uma das bandas mais criativas da cena nacional, com certeza.

Edson Paulino está de parabéns pela produção de "The Boars Nest", já que juntar tantas influências musicais deve ter deixado o coitado de cabelos brancos. E no tocante à sonoridade, ela é crua, despojada de pretensões de ser uma gravação "mainstream", e nisso, brilhante. Sim, os timbres instrumentais são sujos como as sarjetas da Rua Augusta e da Vila Mimosa, mas você consegue entender o que os cinco estão tocando com boa clareza. É cru, mas bem feito.

A arte é, como uma tradição, simples, mostrando a vocação do YEKUN a ser uma banda despojada e espontânea, um trabalho muito legal do vocalista JP Carvalho.

"The Boars Nest" também mostra que o estilo musical do grupo está bem mais cheio, mais coeso e firme que antes. Isso se deve ao fato da experiência de cada um de seus músicos, e da coexistência entre eles em prol de sua música. Não busque nada refinado, nada esteticamente polido ou bonitinho, pois aqui, a agressividade salta aos olhos. E para dar aquele toque a mais de peso, temos a participação de Prika Amaral (guitarrista do NERVOSA) nos vocais em "Slowly".

E é bom não se meterem, pois a cova do javali é bem perigosa aos wimps e posers da vida.

The Last Sound of Silence - O andamento é moderado, com tempos mais comportados, embora existam mudanças ótimas, mostrando o entrosamento de Vlad (bateria) e Gerson (baixo). A atmosfera musical é densa e azeda, mas se percebe que o grupo tem boa qualidade, com vocais usando timbres que vão do grave quase gutural à gritos agudos.

Faith of Serpents - Guitarras limpas precedem uma golfada de riffs sujos e grudentos de André e Bruno, e vocais rascantes de JP. Se ouvirem bem, perceberão que a banda capricha bem nos arranjos. Podemos dizer que em certos momentos, temos o encontro entre o CELTIC FROST com algo do BLACK SABBATH aqui e ali.

Slowly - Aqui, vemos uma faixa um pouco mais elaborada, tanto que os tempos são mais complexos que antes. Mas mesmo assim, ainda é cadenciada e a agressividade é de saltar os olhos, e esses guturais femininos estão ótimos.

The Boars Nest - Mais uma vez, a banda usa de tempos mais lentos para expressar sua agressividade, com baixo e bateria aparecendo com firmeza. Mas veja como as mudanças de ritmo são ótimas, e com vocais urrados de primeira. Inclusive temos alguns toques experimentais muito bons.

É, o YEKUN não é mais promessa, mas uma realidade dos tempos atuais. Se por um lado "The Boars Nest" não é um EP simples de ser assimilado, depois que o compreende, ele se torna deliciosamente inesquecível. E ele pode ser baixado AQUI, de graças para todos, logo, não seja da geração borracha fraca, baixe e curta à vontade, pois é gratuito.

Que venha logo esse bendito primeiro álbum!



Músicas:

1. Peace and Temptation (intro)
2. The Last Sound of Silence
3. Faith of Serpents
4. Slowly (feat. Prika Amaral)
5. The Boars Nest


Banda:


JP Carvalho - Vocais
André Abreu - Guitarras
Bruno Di Turi - Guitarras
Gerson Camera - Baixo
Vlad - Bateria


Contatos: