26 de mar. de 2016

MACHINAGE - Slave Nation (álbum)


2016
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Em termos de Thrash Metal, o Brasil sempre foi um celeiro de ótimas bandas, e o gênero exportou vários nomes para o cenário internacional. SEPULTURA foi o pioneiro, mais cada vez mais bandas estão seguindo este rumo e conquistando o exterior, e um dos que mais tem se destacado nessa nova Brazilian Thrash Metal Invasion é, sem sombra de dúvidas, o quarteto MACHINAGE, de Jundiaí (SP), que já anda causando arrepios nos norte-americanos. E após 4 anos desde "It Makes Us Hate", chega a vez do segundo álbum do grupo, o matador "Slave Nation".

O quarteto, assim como seus contemporâneos, segue uma linha híbrida dentro do Thrash Metal: eles continuam com aquela vibração da velha escola, fundindo os aspectos trabalhados e melodiosos de bandas como MEGADETH com os mais brutos de um SLAYER ou NUCLEAR ASSAULT, e mais uma essência atualizada, que lhes permite ganhar impacto e peso. Ótimos vocais com timbres normais agressivos, belos backing vocals, uma dupla de guitarras inspiradas em riffs cortantes e solos melodiosos, base rítmica com peso e técnica muito boa, e tudo na medida para transformar o trabalho da banda em algo memorável. É para segurar o pescoço!

O grupo aproveitou de suas idas aos Estados Unidos para gravar "Slave Nation" por lá, sob a tutela do produtor Curran Murphy (que já trabalhou com ANNIHILATOR e NEVERMORE), além da mixagem e masterização terem sido feitas por Max Norman (BAD COMPANY, OZZY OSBOURNE, MEGADETH, LOUDNESS, entre outros). O resultado é uma sonoridade agressiva, bruta, mas mesmo assim refinada e que flui muito bem. O balanço entre peso e agressividade do grupo com uma qualidade sonora limpa está em um nível excelente.

Em termos de arte, o trabalho de Jean Michel (KEEP OF KALESSIN, SKINLEPSY VETOR) é ótimo, pois além de muito bem trabalhada, mostra o conteúdo azedo das letras do quarteto. E tudo em termos artísticos está realmente bem feito e coerente com o que a banda faz.

Os quatro anos de diferença entre "It Makes Us Hate" e "Slave Nation" são justificados pela melhoria do grupo como um todo, estando mais coeso e pesado, com cada aspecto de sua identidade musical bem evidente. Além disso, os arranjos da banda andaram melhorando muito, as músicas ganharam maior diversidade de influências, mas sempre mantendo seu estilo.

Slave Nation - Feita com seus riffs certeiros e mudanças de ritmo bem feitas, com uma levada bem tradicional. Mas a bateria mostra alguns momentos não convencionais ao estilo aqui e ali.

Follow Your Idols - Mesmo azeda, a banda se mostra rápida e com alguns momentos que vão deixar pescoços doloridos, devido ao ataque de riffs ferozes e solos muito bem feitos (onde o lado melodioso do grupo aparece com clareza).

Destiny - Aqui, o andamento dá uma desacelerada, onde o peso de baixo e bateria mostram-se muito bem. Mas mesmo assim, a agressividade do trabalho musical do grupo é de saltar os olhos.

My Monster - O quarteto resolver fugir do convencional, pois temos canção que destoa um pouco do Thrash Metal, justamente por ter certa influência de Hard Rock clássico e Heavy Metal, embora adaptada para a fúria Thrasher do quarteto. E que lindo trabalho das guitarras em riffs e solos melodiosos.

Spirits of War - Cadenciada, pesada e brutal, a banda usa de um trabalho forte no baixo e bateria mais uma vez, mas sem deixar de mencionar que os vocais estão ótimos. Mas deixar de mencionar a saraivada de riffs certeiros seria algo grosseiro.

Bring the Tourment - Apesar de todo peso e brutalidade da banda, o lado melodioso se evidencia por conta da influência de Metal tradicional nos andamentos e tempos da música. E que solos!

Voices - Incrível ver como a banda sabe o que fazer para conseguir se diferenciar de outras bandas. Aqui, algumas influências mais modernas e melodiosas aparecem, mas sem deixar de ser pesado ou consensual com o que o MACHINAGE faz. E mais uma vez, uma surra de riffs, além de baixo e bateria estarem excelentes.

Revolution - O cheiro de moshpit é evidente nesta canção. A pegada é aquela em tempo mediano, cheia de boas melodias e capaz de arrastar qualquer um para a zona de mosh e slam dancing. E que trabalho do baixo!

Rage of Gods - Aqui, o lado mais agressivo da banda, mesmo com o andamento não tão veloz assim, se sobressai. Os riffs ficaram mais duros e agressivos, mas ainda assim, com boa técnica.

Secrets of Life - Aqui vemos uma canção que é levada em meio tempo, abrasiva e recheada por riffs e backing vocals excelentes, além de baixo e bateria estarem mostrando suas garras. E que refrão excelente!

Machine/Age of Darkness - Uma música sinuosa, que começa com muita velocidade e adrenalina no ápice, mostrando uma gama de mudanças rítmicas ótimas, e com vocais ótimos, além de riffs insanos.

Podemos dizer que "Slave Nation" mostra o amadurecimento do MACHINAGE como banda. E digamos de passagem: estes caras, se continuarem assim, não terão quem os segurem, e pode ser que o quarteto se torne um ponta de lança da nova geração.

Quem viver, verá.


  
Músicas:

01. Slave Nation
02. Follow Your Idols
03. Destiny
04. My Monster
05. Spirits of War
06. Bring the Tourment
07. Voices
08. Revolution
09. Rage of Gods
10. Secrets Of Life
11. Machine/Age of Darkness


Banda:



Fábio Delibo - Guitarras, vocais
Ricardo Macan - Guitarras
Adriano Bauer - Baixo
Ricardo Mingote - Bateria

Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)

24 de mar. de 2016

LAST IN LINE - Heavy Crown (CD+DVD)


2016
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Há um problema severo quando se fala de bandas onde um ou mais de seus membros já são músicos calejados: a expectativa dos fãs.

Sim, é problemático lidar com esse fator, pois muitas vezes, os mais ávidos buscam algo de trabalhos onde aquele músico já tocou. E a decepção é quase sempre certa, pois as pessoas deveriam ter a mente mais aberta e clara a idéia que o músico não precisa estar atrelado a uma única forma de fazer aquilo que sabe.

Agora, imaginem quando uma banda tem três músicos que já trabalham em um único grupo, que tem história e é muito influente. Óbvio que a expectativa é enorme. E é sob muita expectativa e desconfiança que "Heavy Crown", primeiro trabalho do quarteto LAST IN LINE vem ao mundo. E que chega a nós em uma versão nacional em CD+DVD linda.

Por ter em sua formação três ex-membros do finado DIO, sendo eles Vivian Campbell (guitarrista), Jimmy Bain (baixo) e Vinnie Appice (bateria), além do próprio nome, é óbvio que qualquer fã vai pensar no trabalho do grupo supracitado. Ledo engano, pois apesar disso tudo, o LAST IN LINE realmente busca fazer um Heavy Metal tradicional pesado e de qualidade, com ótimas melodias e alguns toques de Hard Rock clássico, mas não rebuscam o que já foi feito. Até mesmo porque Andrew Freeman (vocalista) nem segue a linha do finado mestre, mas faz as coisas à sua maneira. E isso nos dá uma música vibrante, intensa e com energia, com aquela pegada à moda antiga que esses caras conhecem muito bem. E no fim, "Heavy Crown" tem seus méritos.

A produção de Jeff Pilson (conhecido por seu trabalho como baixista no DOKKEN e no próprio DIO) ficou na medida. Clara, pesada e de bom gosto, com certo refinamento "old school" que ficou perfeito. Mas isso também é mérito de Chris Collier, que fez a mixagem e masterização do álbum. E a arte de Stan Decker ficou ótima, bem encaixada com o que a banda mostra em suas músicas.

O LAST IN LINE mostra um trabalho musical muito bom, que faz o coração de quem gosta do bom e velho Metal tradicional acelerar de pura felicidade. Boas composições, arranjos bem feitos, uma banda justa e com ótimo desempenho por todo o CD. E ainda temos o próprio Jeff Pilson dando uma canja no mellotron e backing vocals.

O que "Heavy Crown" nos oferece são 12 faixas do mais puro Heavy Metal, cheio de feeling, onde não se pode destacar esta ou aquela faixa. Mas para aqueles que adoram uma ou outra para iniciar a audição, indico a pesada e melodiosa "Devil in Me" (que belo trabalho de vocais, mas a base instrumental pesada, em sua simplicidade, á fascinante), a instigante "Martyr", com aquele jeitão Hard'n'Heavy com seus backing vocals ganchudos e belo trabalho de baixo e bateria, a grudenta "Starmaker" (andamento mais lento, mostrando solos ótimos e outro trabalho ótimo dos vocais), as energéticas e arrasadoras "I Am Revolution" (que belo trabalho de baixo, diga-se de passagem) e "Already Dead" (aqui com uma guinada mais para o Hard'n'Heavy), a forte "Curse the Day" (bem mais introspectiva, e novamente os vocais roubam a cena), e a mezzo balada e mezzo paulada "Heavy Crown".

No DVD, temos um making of do CD, todo documentado em 4 partes ("The Last in Line Story", "The Songs", "72987537" e "Can We Take a Break Now?"), além dos vídeos oficiais de "Devil in Me" e "Starmaker".

Um disco honesto e muito bom, que merece aplausos e mostra que essas caras realmente têm muita lenha para queimar.

E fica como homenagem póstuma ao baixista Jimmy Bain, falecido em janeiro passado...

Agora, comprem as suas cópias e tenham sua quota de prazer, pois é isso que "Heavy Crown" se propõe a conceder.



Músicas:

CD:

1. Devil in Me
2. Martyr
3. Starmaker
4. Burn This House Down
5. I Am Revolution
6. Blame It on Me
7. In Flames
8. Already Dead
9. Curse the Day
10. Orange Glow
11. Heavy Crown
12. The Sickness

DVD:

1. The Last in Line Story
2. The Songs
3. 72987537
4. Can We Take a Break Now?
5. Devil in Me (vídeo)
6. Starmaker (vídeo)


Banda:


Andrew Freeman - Vocais
Vivian Campbell - Guitarras
Jimmy Bain - Baixo
Vinny Appice - Bateria

Contatos:

23 de mar. de 2016

SOILWORK - The Ride Majestic (Álbum)


2015
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Há uma dicotomia estúpida dentro do Metal nos últimos anos: uma turma se acha "old school" e que vivem falando muito mal das bandas mais jovens (embora 90% dessa turma nasceu após 1980, ou mesmo depois disso), e aquele que se dão o direito a absorver o que é mais jovem e moderno. No fundo, esta dicotomia é pura perda de tempo, assim como a verbalização de ofensas. Cada um gosta e faz sua música como bem quiser, e ponto final.

Um dos mestres do Death Metal de Gotemburgo, o sexteto continua pegando firme em sua música brutal e melodiosa, cheia de arranjos musicais técnicos, belos momentos de teclado e um contraste belo de vocais urrados e outros mais melodiosos, riffs de guitarra raçudos e solos melodiosos, base rítmica técnica e pesada como o próprio inferno. E ainda assim, a música da banda gruda em cada um de nós que não conseguimos nos soltar mais. Aliás, quem quer isso mesmo?

O nome de Jens Brogen é quase que arroz de festa, devido às inúmeras produções de discos que ele fez nos últimos meses. Mas é incrível ver como ele conseguiu equacionar bem o lado agressivo da banda com suas influências melodiosas e seu refinamento técnico. No fundo, tudo que o SOILWORK é, musicalmente falando, está explicitado em "The Ride Majestic", graças a sonoridade limpa, mas pesada. E a arte de Róbert Borbás é muito boa, apesar de apesar de aparentar um pouco simples à primeira vista.

No fundo, nesse disco, o sexteto resolveu também aliviar um pouco o lado técnico, focando mais em transforma cada uma das canções de "The Ride Majestic" em uma experiência diferenciada. Pode parecer que o grupo amaciou em termos de brutalidade, mas ganhou em melodias e melhoria nos arranjos instrumentais e em refrões pegajosos.

Melhores momentos: "The Ride Majestic" com seu feeling mais profundo nos tempos que se alternam e nos riffs abrasivos;  a rebeldia agressiva de "Death in General" (com um trabalho ótimo em que teclados e base rítmica se superam, fora momentos melodiosos e cheios de contrastes de vozes agressivas com outras mais melodiosas), a mais tradicional (em termos de SOILWORK, por favor) "Enemies in Fidelity", "Petrichor by Sulphur" e seu jeito grudento de ser (adornado com belíssimas guitarras), a introspectiva e melancólica "Whirl of Pain" (uma música em que o lado mais melodioso e cheio de feeling do sexteto dá as caras, sem deixar de ser um pouquinho mais técnica, e novamente apresenta vocais ótimos), e a perfeita "Father and Son Watching the World Go Down". E para aqueles que buscam um algo a mais, a Shinigami Records ainda nos fez um belo favor e, na versão nacional, colocou as bônus "Of Hollow Dreams" e "Ghosts and Thunder".
Clássico?

Só o tempo dirá, mas o que podemos afirmar é que "The Ride Majestic" confirma o SOILWORK como uma das grandes bandas dos últimos anos. Doa a quem doer.

Estão esperando o que??? Vão logo atrás da suas cópias, oras!





Músicas:

1. The Ride Majestic
2. Alight in the Aftermath
3. Death in General
4. Enemies in Fidelity
5. Petrichor by Sulphur
6. The Phantom
7. The Ride Majestic (Aspire Angelic)
8. Whirl of Pain
9. All Along Echoing Paths
10. Shining Lights
11. Father and Son Watching the World Go Down
12. Of Hollow Dreams
13. Ghosts and Thunder


Banda:


Björn "Speed" Strid - Vocais
Sylvain Coudret - Guitarras
David Andersson - Guitarras
Sven Karlsson - Teclados
Markus Wibom - Baixo
Dirk Verbeuren - Bateria

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FLESHGOD APOCALYPSE - King (álbum)


2016
Shinigami Records
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Há tempos, uma das frases mais comuns é que o Metal anda estagnado, ou seja, poucas bandas estão surgindo com algo diferente, ou que o público é culpado de algo. Na visão deste autor, é algo leviano demais ficar agredindo o público e o cenário sem sequer apontar uma ou várias soluções para os problemas em que estamos imersos. Mas o que podemos ter certeza é: o Metal anda muito bem de bandas, obrigado, com muitas delas sendo extremamente criativas. De repente, aos críticos azedos falta conhecer o que algumas bandas mais novas andam fazendo. Uma dica: ouçam o novo dos italianos do FLESHGOD APOCALYPSE, "King", aproveitando que a Shinigami Records colocou no mercado nacional.

O que verão aqui é uma mistura de Metal extremo com orquestrações grandiosas, elementos de música clássica se misturando com Death Metal, vocais guturais e limpos contrastando (e algumas vezes com belos vocais sopranos), tempos mudando, uma riqueza de arranjos fora do normal. Óbvio que as pessoas irão querer visualizar algo que já feito no trabalho deles, é inevitável esta reação, mas garanto: a atenção tornará a busca por isso bem frustrante. O FLESHGOD APOCALYPSE é uma nova concepção musical, algo diferente, uma visão criativa do Metal extremo e que se nega a ser rotulada tão simplesmente. E mesmo assim, soa pesada, consensual e saborosa.

Jens Bogren fez a mixagem e masterização de "King", e o resultado não poderia ser outro: o caos criativo do FLESHGOD APOCALIPSE ganhou uma sonoridade grandiosa, limpa e pesada, de forma que tudo o que o grupo pôde imaginar do disco se tornasse real. E, além disso, a arte de Eliran Kantor é grandiosa, bela e quase que uma pintura clássica.

Falar sobre a riqueza instrumental ou de arranjos do disco é chover no molhado. O grupo realmente ousar ir onde nenhuma banda ainda ousou, e para dar um tiro de misericórdia nas queixas, ainda temos a presença de Veronica Bordacchini, nos agraciando com sua voz em soprano em "Cold as Perfection", "Paramour (Die Leidenschaft bringt Leiden)" e "Syphilis". Não dá para não se emocionar.

Não tem como destacar esta ou aquela canção em "King". É algo que não é possível, pois de ponta a ponta, do início ao fim, do Alfa ao ômega, o disco já nasceu grandioso.

Apenas por preciosismo, a linda e grandiosa "In Aeternum" (com uma gama enorme de mudanças rítmicas e orquestrações perfeitas, com um belo trabalho dos vocais, onde a contraposição de vozes limpas e guturais em alguns momentos é fenomenal), a complexa e recheada de pianos excelentes "The Fool" (que guitarras! E solos muito bons, com certo toque de virtuosismo), a mais climática e sombria "Cold as Perfection" (com certo toque de melancolia em meio aos ótimos arranjos de baixo e bateria, além do lindo vocal soprano que aparece vez por outra), a incrível "And the Vultures Beholds" (onde mais uma vez o vocal soprano dá uma elegância a mais ao caos brutal do grupo, e repleta de orquestrações grandiosas e a vocais normais melodiosos perfeitos), e a esmagadora de ossos "A Million Deaths".

Óbvio que o FLESHGOD APOCALYPSE ainda pode conquistar mais e mais, mas verdade seja dita: se os detratores da criatividade não calarem a boca depois de ouvirem "King", já explícita a idéia fixa e doentia.

Um dos grandes plays do ano!

Ouçam e se deixem emergir nesse caos de ótimo gosto!








Músicas:

1. Marche Royale (instrumental)
2. In Aeternum
3. Healing Through War
4. The Fool
5. Cold as Perfection
6. Mitra
7. Paramour (Die Leidenschaft bringt Leiden)
8. And the Vulture Beholds
9. Gravity
10. A Million Deaths
11. Syphilis
12. King (instrumental)


Banda:


Tommaso Riccardi - Vocais, guitarras
Cristiano Trionfera - Guitarras, backing vocals, orquestrações
Francesco Ferrini - Piano, orquestrações
Paolo Rossi - Baixo, vocais limpos
Francesco Paoli - Bateria, guitarras, backing vocals

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UNLEASHED - Dawn of the Nine (Álbum)


2015
Nacional

Nota: 9,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Algumas bandas, com o passar dos anos, acabam se tornando ícones de seu estilo. Outras, nem tanto, apesar dos ótimos serviços prestados. As motivações para tanto são inúmeras, tanto que não caberiam todas nesse texto. E um nome bem conhecido, mas que nunca teve o merecido reconhecimento, é o do quarteto sueco UNLEASHED, que lançou no finalzinho de 2015 seu décimo segundo disco, "Dawn of the Nine", e que graças a Shinigami Records, tem sua versão nacional.

Conhecido por ser uma das bandas seminais do Death Metal sueco, contemporâneo de DISMEMBER, ENTOMBED (onde Johnny chegou a tocar baixo), CARNAGE e outros, o quarteto também foi um dos primeiros do gênero a usar de temas focados na cultura Viking em suas letras. Fora isso, o que podemos esperar de "Dawn of the Nine"?

Simples: o mais puro Death Metal de raiz, vigoroso, forte, com vocais guturais e berros urrados, guitarras com riffs brutos e solos arrasadores (na linha da velha escola, embora não se furtem a usar melodias aqui e ali), cozinha rítmica forte e pesada, e nada na música da banda é excessivamente trabalhado. Não, de forma alguma, pois o quarteto nunca foi muito afeito a modernizar seu estilo bruto e azedo, algumas vezes rápido, outras soando mais pesado e cadenciado. Ou seja, é o bom e velho UNLEASHED, o mesmo estilo, apenas um pouco mais polido em termos sonoros.

O próprio Fredrik (guitarrista do grupo) tomou as rédeas da produção do disco. O resultado é justamente uma sonoridade mais polida e refinada, que nos permite entender o que a banda está tocando e onde quer chegar com suas composições. Mas cuidado: o disco é pesado e com uma brutalidade na medida certa. E a arte de Pär Olofsson para a capa é de uma beleza ímpar, que mostra como a música da banda está: bruta e agressiva, mas com uma sonoridade mais elegante e encorpada. E nem preciso dizer que ela dá a pista sobre a maioria dos temas abordados nas letras do disco (não todas, já que o grupo nunca foi exclusivamente assim).

O UNLEASHED mostra que ainda tem força e música de sobra para estar na ativa, verdade seja dita, mantendo uma música interessante e pesada, sem perder suas raízes, mas sabendo se renovar. Os arranjos da banda estão ótimos, as músicas mantendo a carga abrasiva de sempre, e com uma diversidade musical ótima.

A banda caprichou no disco, com todas as músicas sendo ótimas. Mas indico para as primeiras audições a agressiva e intensa "A New Day Will Rise" (onde as guitarras da banda mostram riffs bem agressivos, além de solos abusivamente retorcidos, mas com melodias muito boas. Fredrik e Tomas se entendem muito bem), "They Came to Die" com aquele estilo característico da banda (velocidade moderada, mudanças de andamento e refrão simples com guitarras mais aceleradas), a cadenciada e brutal "Defenders of Midgard" (uma das melhores, que mesmo com mudanças de tempo aqui e ali, é um desfile lento e brutal de belo trabalho de baixo e bateria, onde Anders mostra-se um mestre em sua técnica mais simples, mas pesada. E isso sem falar na bela introdução com guitarras limpas), a igualmente opressiva "The Bolt Thrower" (outra no estilo mais clássico da banda, em que os tempos também ficam mudando, apresentando uma forma ótima de vocal. É ótimo ver que Johnny manteve o fôlego após tantos anos), a ganchuda "Land of the Thousand Lakes" (novamente apelando para o jeito UNLEASHED de se fazer Death Metal, mostrando guitarras ótimas nos riffs e solos), e a soturna e azeda "Dawn of the Nine" (a mais cadenciada, com um andamento sinuoso e denso, momentos opressivos e mais uma mostra de ótimos vocais. Mal comparando, poderíamos dizer que é uma "Black Sabbath" versão Death Metal em certos momentos).

Se você é fã de Death Metal tradicional, ou apenas um fã de Metal extremo, ou melhor ainda: um fã de Metal que não dá a mínima para rótulos, "Dawn of the Nine" é para você!

Aproveitem!






Músicas:

1. A New Day Will Rise
2. They Came to Die
3. Defenders of Midgard
4. Where is Your God Now?
5. The Bolt Thrower
6. Let the Hammer Fly
7. Where Churches Once Burned
8. Land of the Thousand Lakes
9. Dawn of the Nine
10. Welcome the Son of Thor!


Banda:


Johnny - Baixo, vocais
Tomas - Guitarras base
Fredrik - Guitarra solo
Anders - Bateria

Contatos:

21 de mar. de 2016

Pondo desordem no Metal bom mocista - Entrevista com o GODZORDER




Por Marcos "Big Daddy" Garcia

E falando em Thrash Metal, o GODZORDER, de Jundiaí (SP) é um belo exemplo do não conformismo.

Tendo na formação músicos experientes do cenário, o quarteto formado em 2013 veio e botou a casa abaixo com o EP "Obey", de 2015, que veio cuspindo fogo e fugindo um pouco do modelo OldSchool, dando uma pegada e sonoridade mais modernas ao Thrash Metal. E no fundo, não tem bons moços no quarteto.

Aproveitando a chance, fomos bater um papo com eles.



BD: Antes de tudo, eu gostaria de agradecer de coração pela entrevista. Então, vamos logo de cara com a pergunta mais clichê de todas: vocês já passaram por bandas como MACHINAGE, GORE ADDICTION e INFESTATIO, sendo que quase todo mundo tocou no finado STUPID VISION, certo? Logo, como foi que resolveram formar o GODZORDER, e qual a diferença das bandas por onde passaram, musicalmente falando?

Rafael Barba: Sempre quis resgatar o trabalho do o Stupid Vision, que ficou em modo “stand by” desde 2008. Então, em meados de 2012, impulsionado pela tour que eu havia feito pelos Estados Unidos com a banda Machinage e por uma série de comentários saudosos sobre o Stupid Vision que havia visto nas redes sociais decidi que era hora de retomar o projeto. Convoquei músicos que, além de já serem meus amigos e conhecerem o trabalho da banda, também foram influenciados por ela na época quando montaram seus projetos. Isso facilitou o entrosamento e logo nos primeiros ensaios as músicas fluíram tão naturalmente que o hiato de quase 5 anos em silêncio pareceu nem existir. O Marco e o Gustavo (ex-Gore Addiction/Sangue no Zóio), também aproveitaram para rever suas antigas composições e juntos achamos que seria viável uma fusão das ideias, uma vez que se assemelhavam na proposta musical. Seria só uma questão de “lapidar” as composições.


BD: E uma que já anda atormentando o juízo: por que justamente GODZORDER? Parece ser a junção das palavras "god" (deus) e "disorder" (desordem) no inglês, correto? E de onde veio a idéia, e qual o conceito que ele guarda?

Marco Mingote: Correto.É um nome com um duplo sentido,e veio da expressão “God’sorder”, ordem (ou desordem) divina trazendo a letra "Z" no meio unindo as palavras e deixando com uma única pronúncia fazendo com que cada um escolha o significado que lhe caia melhor. 

Rafael: É um conceito de livre arbítrio, de que tudo é uma questão de escolha, sempre haverá o SIM e o NÃO para o que quer que seja e cabe a cada um decidir o que escolher e qualquer que seja o deus em que você acredite, você obedecerá sempre a ordem do seu deus interior.


BD: Vocês surgiram em 2013, mas até o lançamento de "Obey", vocês lançaram apenas o vídeo Single para "Trademark", mais alguns shows, mas nada de lançamento de Demos ou outros Singles. O que levou a banda a gastar dois anos "na surdina"? E justamente hoje em dia, onde parece que, se você não grava logo um EP ou álbum, basicamente ela não existe?

Marco: Acho que isso foi meio natural, pois pensamos muito em dar o passo certo na hora certa, e enquanto o single rolava, íamos trabalhando em outras composições ou repaginando algumas coisas nos bastidores. Não adianta somente fazer algo e lançar na mídia, tem que se ter no mínimo um planejamento do que fazer, para que fazer, com quem trabalhar, enfim...

Rafael: Também houve uma série de contratempos nesse período que acabou postergando as coisas. Troca de integrante, problemas em conciliar horários de trabalho com compromissos da banda, quem estava desenvolvendo a arte da capa do EP desistiu e tivemos que procurar outro profissional e recomeçar tudo novamente, entre outras coisas... Só pra você ter uma ideia, o EP já estava pronto em novembro de 2014! Mas tudo acontece no seu devido tempo e nesse intervalo houve, por exemplo, o contato com os selos, o que agregou uma importante ajuda na distribuição.


BD: A famosa pergunta chata: O que levou o Zé Cantelli, antigo guitarrista, a sair da banda?

Rafael: Quando convidei os músicos para esse projeto, um dos guitarristas se recusou devido a outros compromissos e o Zé foi uma “opção 2”. Porém ele já atuava (e atua) como baixista de uma banda que está na ativa há mais de uma década.

Marco: No primeiro ano rolou legal, mas conforme a banda foi crescendo não deu para conciliar o tempo pessoal com duas bandas,e assim houve a saída dele. Mas nada pessoal, continuamos grandes amigos e sempre que possível compartilhamos os palcos nos shows.



BD: Outra coisa interessante: notamos em "Obey" é justamente esse mix muito bem feito entre um som que pega o Thrash Metal "OldSchool", coloca uma energia absurda, mas com uma sonoridade bem moderna e agressiva, que chama a atenção. Atribuem isso à gravação ou a proposta sonora do grupo em si? E digamos de passagem: o trabalho de vocês e do Adair (NE.: Adair Daufembach, produtor de "Obey") ficou de primeira. Aliás, na época, o assessor de imprensa de vocês, o Renato (da Heavy And Hell Press) basicamente me intimou a resenhar o EP (gargalhadas)... Aliás, o baixinho trabalha bastante, hein?

Marco: Quanto à composição, posso afirmar que foi 100% do grupo. A parte de produção deve ser toda atribuída ao Adair. Mas todos se envolveram inteiramente no desenvolvimento de cada faixa, dando a devida atenção a cada detalhe, buscando sempre conseguir o melhor resultado dentro da proposta que queríamos para este trabalho.

Rafael: A parceria com o Adair foi crucial não só na produção musical do EP, mas também para o amadurecimento da banda em relação a tudo referente a musica, desde a sua criação e execução até a mixagem e masterização. Foi uma aprendizagem valiosíssima que vai refletir nos futuros trabalhos.

Marco: E quanto ao nosso grande amigo Renato (Heavy And Hell Press) não temos nem o que falar. É um cara altamente profissional, que sabe fazer muito bem as coisas, e muita coisa boa e positiva vem acontecendo com a banda graças a essa parceria. Esperamos ainda este ano poder conhecê-lo pessoalmente. Um grande abraço ao nosso querido pequeno grande amigo.

Rafael: Acho q posso dizer que viemos crescendo juntos. Quando eu estava procurando uma assessoria para a banda, ele (o Renato) foi o único que me respondeu e se interessou em trabalhar com a gente. Tínhamos lançado recentemente o Single “Trademark” e mesmo só com isso em mãos ele fez acontecer uma série coisas, como resenhas, entrevistas, até agregou um número de fãs, o que aumentou os “views”e “likes” na nossa página. Mantivemos a parceria e desenvolvemos uma ótima sintonia. O considero como um integrante da banda. 


BD: E esta é uma pergunta: por que o Adair para produzir o disco? Existem outros nomes por aí, no mercado, tão experientes quanto. O que os levou até ele? 

Rafael: Em 2011 eu e o Marco trabalhamos com ele num outro projeto e nos demos muito bem,tanto pessoal quanto profissionalmente. Gostamos do método de gravação e produção que ele desenvolve em conjunto com a banda sempre buscando o melhor resultado, e também por ele ser referência como produtor musical de grandes bandas de rock e metal com trabalhos de qualidade inquestionável.


BD: Falando de "Obey": como foi a escolha das faixas do EP? Óbvio que vocês devem ter mais músicas, mas por que justamente estas?

Marco: Estava sendo meio complicado, daí deixamos a bomba para o produtor (gargalhadas)... Sim, temos outras composições prontas. Gravamos uma demo-ensaio com todas as músicas que tínhamos e enviamos para o Adair analisar. Ele gostou e achou bem interessante, daí criou um set para o EP escolhendo as que melhor se enquadrassem na proposta musical da banda para um primeiro trabalho, e o resultado que obtivemos foi exatamente o que queríamos passar para o público: um som cru, pesado, direto e reto, porém com definição e clareza.


BD: Ainda sobre "Obey": como anda sendo a recepção de público e crítica? Espero que boa.

Rafael: Posso afirmar com certeza que vem superando (e muito !) todas as nossas expectativas. As resenhas e críticas até o momento são totalmente positivas em todos os aspectos. Revistas, zines, blogs, críticos e o público em geral estão elogiando bastante o trabalho e isso é muito gratificante porque realmente investimos nisso para que não soasse apenas como “mais um CD de mais uma banda de metal”. Um único ponto “negativo” em comum mencionado em praticamente todas as resenhas foi o fato de se tratar apenas um EP. Entendo que isso seja mais pró do que contra, já que pediram mais...(risos).


BD: Por falar nisso, "Obey" chegou em um momento muito interessante que estamos vivendo: de um lado, alguns fãs defendendo o MP3 e as tecnologias atuais, mas ao mesmo tempo, o download ilegal acaba sendo uma consequência; e do outro, finalmente, está havendo uma reação, uma conscientização por parte de público e crítica do quanto o download ilegal acaba lesando as bandas. E no meio desse tiroteio, qual a posição de vocês? E ser neutro não vale, pois até eles estão levando chumbo no meio da coisa toda (risos)!

Marco: É relativo. Essa tal era digital, do mesmo modo que ela te ajuda, ela também te fode em vários aspectos...(risos). É uma realidade que temos que nos adaptar e saber trabalhar com ela. Como o GODZORDER é uma banda nova buscando conquistar espaço, a internet nos ajuda na divulgação fazendo com que a nossa música chegue a pessoas que jamais alcançaríamos só com vendas de CDs. E sabemos que infelizmente hoje em dia as bandas já não sobrevivem mais de vendas de CDs e DVDs, mas sim da venda de seus shows.

Rafael: Sou a favor da música como produto físico, mas confesso que iria lançar o EP apenas em formato digital justamente por causa dessa era em que estamos vivendo. Deixaria disponível para download em várias plataformas e investiria em divulgação o valor que gastaria numa prensagem. Mas como surgiu interesse de selos, mudei de ideia e nisso percebi que estamos numa fase de transição, em que um fã quer fazer o download gratuito mas também voltou a se interessar pelo CD físico. O mais certo é trabalhar em conjunto tendo sua música para oferecer em ambos os formatos.


BD: Eu ouvi e fiquei surpreso, pois o mix que falei acima ficou muito bom. Mas a capa tem uma simbologia interessante: uma hóstia sendo entregue à uma pessoa. Logo, qual a mensagem que querem transmitir com ela? E é claro que a ideia de "obediência" está bem clara nela, mas em um aspecto um pouco mais relacionado ao fanatismo, estou certo?

Marco: Sim, é bem por aí. Por causa do nome da banda, tivemos a ideia de usar esse ato da eucaristia como uma forma de protesto ao fanatismo de um modo geral, que sempre foi (e ainda é!) responsável por inúmeros conflitos e guerras causadas por divergências de crenças ou ideais. E como isso também acontece no mundo do Heavy Metal, achamos que seria interessante o conceito.

Rafael: Você também pode interpretar como a banda oferecendo ou entregando um CD para o fã curtir, absorver a ideia e seguir nossos passos se assim ele desejar, já que respeitamos o livre arbítrio.


BD: Hora da polêmica: sem ficarmos enchendo mais e mais o assunto do que já foi, o que acharam de toda essa polêmica que cercou o Phil Anselmo? Pergunto porquê de um lado escalavraram o homem até dizer chega, mesmo com ele se desculpando, e de outro, houve propostas amigáveis, como a de Scott Ian.

Marco: É um assunto bem difícil de tratar, porque ele já teve dessas crises desde a era Pantera. Enxergo ele como um cara problemático e, pra mim, ele foi totalmente errado ao expressar isso, principalmente em cima de um palco diante de um público. O que entendi desse assunto é que já passou dos limites, e isso revoltou a todos resultando em vários boicotes com a imagem dele. Ele criou isso a si próprio e vai ter que lidar com a situação por um bom tempo.

Rafael: Fiquei chocado. Mas acho que isso só tomou essa proporção porque alguém filmou e publicou o vídeo causando essa coisa toda. Tá... Cada um tem a ideologia que quiser. Beleza. Mas dependendo de qual seja ela, melhor manterem segredo em certos lugares afim de evitar polêmica, conflitos e divergências, principalmente se você é uma figura pública, popular, famosa, influente ou idolatrada. A merda tá feita e agora isso vai ficar marcado na vida dele, manchando sua carreira e sua imagem por muito tempo ainda.Mas a galera também gosta de causar, né... Tenho certeza que muitos dos que se pronunciaram protestando contra ele (Phill) nem sabiam o significado daqueles gestos e palavras. Só foram na onda por causa do “IBOPE” do fato.


BD: E shows? Como está a carga para vocês? Muitas propostas? E algo concreto para fora de SP, e pensando mesmo no Nordeste e RJ? 

Marco: Nossa agenda está aberta com datas disponíveis. 

Tocamos dia 05/03 em Jundiaí (SP), foi o primeiro do ano. Temos mais datas confirmadas novamente em Jundiaí para abril e também na cidade de Leme (SP), para o mês de Maio. Para fora de SP, ainda não temos nada concreto, mas já há probabilidade de shows em Minas e na região Sul. Nordeste seria uma boa, mas ainda não temos um contato certo naquela região. 

Rafael: Já houve convites para tocar na Argentina e nos Estados Unidos, o que seria excelente, mas para isso é preciso fazer um planejamento melhor e estudar as condições. Mas estamos dispostos a tocar em qualquer país, estado ou cidade que tenha interesse em nosso trabalho.


BD: E os planos? Tudo bem que o EP já supre algumas necessidades, mas deixa um gosto de "quero mais" em todos nós. Quando é que vem o álbum?

Marco: No momento, a prioridade é continuar promovendo o "Obey", mas já temos algumas músicas novas prontas e também estamos trabalhando em várias novas ideias, temos dezenas delas “na gaveta”, fora outras que vão surgindo.

Rafael: Acredito que ainda é cedo para prever uma data para um full lenght, mas não devemos nem podemos nos estender muito, pois tem muito “quero mais” para saciar...(risos). 


BD: Agradeço mais uma vez, e o espaço é todo de vocês para sua mensagem para nossos leitores.

Marco: Nós é que agradecemos pelo espaço e pela entrevista!

Um grande abraço a todos da redação, amigos e leitores, que seguem firme e forte o GODZORDER. Não deixem de acompanhar a nossa página do facebook, que sempre haverá novidades por lá. OBRIGADO !

Rafael: Faço minhas as palavras do Marco e quero acrescentar um THANKS especial para VOCÊ, leitor, que valoriza o Heavy Metal nacional e apoia a cena comprando os produtos das bandas, marcando presença nos shows e eventos, compartilhando e divulgando o trabalho de quem representa o gênero.
SIM! Precisamos de TODOS para que isso se mantenha vivo e se fortaleça.

“Éh nóis... e vocêis!”

Valew!



Nota: o Metal Samsara gostaria de agradecer encarecidamente a Renato Sanson (da Heavy And Hell Press, a assessoria do grupo) por tornar esta entrevista possível

Ouçam o EP "Obey na íntegra:



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